8 de março

AS MULHERES QUE SOMOS…

Hoje vamos homenagear todas as mulheres fortes que lutam nesta terra. Você nunca sabe a força que tem, até que ser forte se torne a única opção. Todos já devem ter ouvido essa frase e garanto, ela é a pura verdade. E quanto a mulher? Ah! Essa é forte por natureza, mesmo que algumas não acreditem nisso.

Não estou me referindo a força física. Essa, nem todas possuem em mesmo grau. Estou me referindo a força interior de superar e ultrapassar limites e barreiras impostos por meios diversos, desde a sociedade até aqueles impostos por ela mesma, por não confiar ou acreditar que pode conseguir. Tudo bem! Muitos me dirão: Essa falta de confiança pessoal também se deve a sociedade que durante séculos e séculos massacrou os desejos de nós mulheres e temos isso enraizados em nosso ser. Pode ser, mas estamos em pleno século 21 e isso é inaceitável. Não devemos esconder quem somos e o que queremos, não importando se somos homens ou mulheres.

Vou mostrar a vocês sobre essa força feminina. Primeiro e clássico que todas já devem ter ouvido. A mulher consegue superar as dores do parto ao dar à luz a uma vida. Imagine um homem nesta situação, se um mal estar já o derrubam?

São tantas grandes mulheres por este Brasil afora… Por este mundo afora! Olhem ao seu redor… Em sua família… Entre suas amigas e conhecidas. Quantas mulheres fortes estão por aí! Mulheres que fazem dupla jornada, no trabalho e depois em casa. Mulheres que optaram ou não puderam trabalhar fora para se dedicar a casa. Mulheres que dedicam a vida aos pais idosos ou filhos doentes. Mulheres que são independentes e bem sucedidas. Mulheres que cuidam sozinhas do sustento de toda a família (e essas não são poucas). Mulheres que se libertam e sobrevivem. Mulheres… são muitas em nossas vidas. Cada uma com sua história. Cada uma com sua superação.

Eu tive (e ainda tenho) mulheres fortes em minha vida, começando pela minha avó Cecília, que tanto me inspirou. Essa é uma mulher ímpar. Ficou viúva cedo com 16 anos e já com uma filhinha. Anos depois casou-se e novamente se viu sozinha mais uma vez, agora pelo divórcio e mais dois filhos. Ela era uma mulher com três crianças na década de 40 onde os direitos femininos eram muitos limitados. Com força e sua profissão, a costura, conseguiu criar seus filhos sem ajuda financeira de terceiros e sempre com um sorriso no rosto.

Depois teve a minha mãe, a dona Marlene. Esta teve uma grande ajuda da minha querida vó, que cuidava de nós – éramos quatro meninas – para que minha mãe pudesse ajudar meu pai que era agrimensor. Eles andavam quilômetros no meu do mato, carregando peso nos ombros para demarcar por onde as redes elétricas deviam ser instaladas. Até eu quando adolescente cheguei a ir em alguns destes trabalhos.

Agora tem eu. Na minha vida as coisas foram acontecendo. A vida, as vezes, segue seu rumo sem ao menos notarmos. Vamos batalhando, seguindo em frente e sem se dar conta do quanto estamos realmente enfrentando. Eu só atinei para isso quando minha cunhada em 2019 me disse uma frase que fez pensar. “Você já perdeu tanto e isso não te afetou”. Estranhei e perguntei: “Perdi o que?” Ela me respondeu: “Seu pai faleceu, dois anos após foi seu marido e mais dois anos perdeu sua mãe.” Ao ouvir isso, entendi. Sim, tive muitas perdas em muito pouco tempo, mas a vida tinha que continuar… E a gente segue… Não há tempo para sofrer. Existem problemas mais importantes para resolver.

Eu nasci e fui criada em um tempo em que mulher era esposa, dona de casa e mãe. Os tempos foram mudando e eu me adaptando. Com as filhas crescendo passei a trabalhar fora, mas, como as mulheres de meu tempo, continuava a ser dependente financeiramente e emocionalmente do marido. Ele veio a falecer em 2015 e meu mundo caiu. O que fazer? Mas como disse anteriormente, a vida tinha que continuar. Com duas filhas ainda estudando e sofrendo a perda do pai, eu tinha que ser forte por elas. E assim segui em frente. Chego agora nas outras mulheres da minha vida: minhas filhas. Hoje estão formadas, cada uma trabalhando em sua área e lutando as suas batalhas.

E assim segue… Como disse anteriormente, são muitas mulheres fortes que lutam por aí. Cada uma com a sua. Batalhas diferentes, umas mais fáceis outras mais difíceis, algumas perigosas ou doloridas. Não importa. Todas nós estamos tentando viver e sobreviver. E sobretudo SER FELIZ.

PARABÉNS A NÓS MULHERES HOJE E SEMPRE.  

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