Carma e Darma: entre as lições da vida e a liberdade de transformar nosso caminho

Em nossa caminhada espiritual, muitas vezes nos deparamos com situações que parecem se repetir, relacionamentos que nos desafiam, escolhas que trazem consequências e experiências que nos convidam a olhar para dentro de nós mesmos. Diante dessas vivências, surgem perguntas que acompanham a humanidade há séculos: estamos destinados a viver determinadas experiências? Tudo o que nos acontece é resultado de nossas ações passadas? Existe um caminho que nossa alma precisa percorrer? E, se houver algo a aprender, somos obrigados a passar pelo sofrimento para evoluir?

Duas palavras frequentemente associadas a essas reflexões são carma e darma. Seus significados possuem raízes nas tradições religiosas e filosóficas da Índia, mas também foram reinterpretados por diferentes correntes espiritualistas. Compreender essas diferenças nos permite olhar para a vida com mais consciência, sem transformar a espiritualidade em uma fonte de culpa, medo ou resignação.

As palavras carma e darma derivam do sânscrito karma e dharma, respectivamente. Embora frequentemente apareçam juntas, elas não significam a mesma coisa e possuem sentidos que variam conforme a tradição e o contexto em que são utilizadas.

O carma está relacionado à ação e às suas consequências. Nas tradições indianas, especialmente no hinduísmo, no budismo e no jainismo, esse conceito ganhou diferentes interpretações, mas se relaciona, de modo geral, à influência das ações sobre as experiências e os processos de existência. Na tradição hindu, o carma passou a ser compreendido também em relação à continuidade das existências, conhecida como samsara, o ciclo de nascimento, morte e renascimento.

Isso significa que as ações não são vistas apenas como acontecimentos isolados. Elas podem produzir consequências, influenciar nossos hábitos, formar tendências e participar da maneira como vivemos. Entretanto, cada tradição explica esse processo de maneira própria. No budismo, por exemplo, a intenção tem papel fundamental na compreensão do carma. Não se trata simplesmente de uma contabilidade de boas e más ações, nem de um sistema de punições aplicado por uma divindade.

O darma, por sua vez, está relacionado àquilo que sustenta uma conduta correta e uma vida orientada por princípios. Conforme a tradição, pode significar dever, justiça, virtude, ensinamento espiritual, ordem ou caminho ético. No hinduísmo, o darma pode estar ligado aos deveres e às responsabilidades de uma pessoa, à retidão de suas ações e à harmonia com princípios que orientam a vida. No budismo, a palavra também designa os ensinamentos do Buda e os princípios que conduzem à compreensão da realidade e à libertação do sofrimento.

Podemos, portanto, compreender que o carma nos convida a refletir sobre nossas ações e suas consequências, enquanto o darma nos leva a considerar como devemos agir e quais princípios orientam nossas escolhas. Essa é uma síntese didática, e não uma definição que esgote a riqueza desses conceitos.

É importante destacar que o darma não significa, originalmente, um roteiro individual escolhido pela alma antes de nascer. Essa interpretação aparece em algumas correntes espiritualistas contemporâneas, que associam o termo a uma missão ou propósito assumido antes da reencarnação. Embora possa ser utilizada dentro dessas perspectivas, ela não deve ser apresentada como o significado original e universal da palavra.

Uma interpretação bastante difundida é a de que tudo o que nos acontece, inclusive os sofrimentos mais profundos, seria consequência de ações praticadas nesta ou em outras existências. A partir dessa ideia, algumas pessoas passam a acreditar que precisam aceitar qualquer situação, como se não tivessem liberdade para agir de outra maneira.

Entretanto, a relação entre ação e consequência não significa, necessariamente, que tudo esteja determinado ou que não possamos fazer escolhas no presente. A própria filosofia indiana apresenta interpretações do carma que não o tratam como um mecanismo fatalista.

Se nossas ações influenciam nossa trajetória, nossas atitudes de hoje também importam. Podemos reconhecer comportamentos prejudiciais, modificar nossas escolhas, reparar danos quando possível e desenvolver maneiras mais conscientes de nos relacionar com o mundo.

Isso não significa que todas as consequências possam ser desfeitas ou que tenhamos controle sobre tudo o que nos acontece. Significa, sobretudo, que não precisamos transformar o passado em uma sentença definitiva sobre o futuro.

Também não temos como afirmar que toda dificuldade seja resultado de uma dívida espiritual. A vida é atravessada por circunstâncias sociais, familiares, emocionais, econômicas e naturais, entre tantas outras. Atribuir automaticamente o sofrimento a erros de uma existência anterior pode gerar culpa e injustiça, especialmente quando a pessoa já está fragilizada.

O carma não deve ser utilizado como instrumento para julgar quem sofre.

Quantas vezes ouvimos alguém dizer: “Esse é o meu carma, fazer o quê?”. A frase pode surgir diante de um relacionamento difícil, de conflitos familiares ou de uma situação que parece não ter solução. Por trás dela, muitas vezes existe a crença de que aquela experiência precisa ser suportada porque teria sido determinada por acontecimentos de outras vidas.

Imagine uma pessoa que vive um relacionamento no qual sofre humilhações, desrespeito ou agressões. Ela pode acreditar que aquele encontro possui algum significado para sua jornada espiritual, mas não precisa permanecer nessa situação para pagar uma suposta dívida de outras existências.

Não temos como afirmar que aquela relação dolorosa seja resultado de uma ação cometida em uma vida passada. Tampouco podemos concluir que o sofrimento seja uma prova que a pessoa precisa suportar para alcançar a evolução.

Se essa interpretação a impede de procurar ajuda, estabelecer limites ou sair de uma situação abusiva, a crença deixa de oferecer acolhimento e passa a alimentar a permanência no sofrimento.

A espiritualidade não deve ser usada para justificar a violência, a opressão ou a anulação de alguém. Perdoar não significa aceitar novas agressões. Amar não significa abandonar o amor-próprio. E buscar a evolução espiritual não significa suportar tudo em silêncio.

Em alguns momentos, o aprendizado pode estar em desenvolver paciência e compreensão. Em outros, pode estar em reconhecer que precisamos nos afastar, proteger nossa dignidade e interromper uma dinâmica prejudicial. Há situações em que seguir adiante é mais saudável do que insistir em manter um vínculo.

O mesmo raciocínio vale para outros aspectos da vida. Se reconhecemos que um comportamento nosso prejudica as pessoas ao redor, podemos trabalhar para transformá-lo. Se percebemos que estamos presos a um ciclo de culpa, medo ou dependência, podemos buscar apoio e construir novas possibilidades.

A ideia de aprender com uma experiência não deve ser confundida com a obrigação de repeti-la.

Em diferentes interpretações espiritualistas, encontramos a ideia de que podemos aprender com as consequências de nossas ações, reparar erros e transformar padrões que produzem sofrimento. A expressão “vencer o carma” aparece em algumas dessas correntes, embora não tenha o mesmo significado em todas as tradições religiosas.

Podemos compreender essa transformação por meio de atitudes concretas.

Uma pessoa que costuma agir com orgulho e dificuldade de reconhecer os próprios erros pode aprender a ouvir, desenvolver humildade e assumir suas responsabilidades. Alguém que frequentemente reage com agressividade pode buscar compreender suas emoções e aprender a dialogar sem ferir os outros. Quem reconhece ter prejudicado alguém pode procurar reparar o dano, respeitando também o tempo e os limites de quem foi atingido.

Essas mudanças não apagam automaticamente o passado. Algumas consequências permanecem, e nem sempre será possível recuperar o que foi perdido. Ainda assim, podemos deixar de alimentar os mesmos comportamentos e evitar que continuem produzindo novos sofrimentos.

Nas tradições indianas, as possibilidades de transformação são compreendidas de maneiras distintas. No budismo, por exemplo, o cultivo da intenção correta, da conduta ética e da sabedoria participa do caminho de transformação e libertação. Já em outras interpretações espiritualistas, fala-se em reajuste, reparação ou aprendizado de experiências associadas a existências anteriores. Não devemos, porém, tratar essas explicações como se fossem uma única doutrina.

O mais importante, nessa reflexão, é perceber que reconhecer uma consequência não significa renunciar à possibilidade de mudança. Podemos assumir a responsabilidade pelo que fazemos sem acreditar que estamos condenados a repetir indefinidamente nossos erros.

Além das tradições indianas, encontramos outras correntes que abordam questões semelhantes, embora utilizem conceitos próprios.

No espiritismo kardecista, por exemplo, a reencarnação é compreendida como uma oportunidade de progresso espiritual. Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec aborda as existências corporais, as provas e o aperfeiçoamento do espírito. A literatura espírita também trata da preexistência do espírito e de possíveis compromissos relacionados às experiências reencarnatórias.

Essa visão apresenta pontos de aproximação com algumas interpretações espiritualistas do carma, especialmente quando se considera a relação entre as escolhas, suas consequências e o aprendizado ao longo de diferentes existências. Entretanto, o espiritismo possui sua própria estrutura doutrinária, e não devemos substituir automaticamente seus conceitos pela terminologia das tradições indianas.

É nesse contexto que também encontramos a ideia de planejamento reencarnatório: segundo determinadas interpretações espíritas e espiritualistas, o espírito pode participar, em diferentes graus, da preparação de uma futura existência, considerando experiências e aprendizados importantes para seu progresso.

Essa concepção, contudo, não significa necessariamente que todos os acontecimentos de uma vida tenham sido escolhidos antecipadamente, que cada encontro tenha sido programado ou que toda experiência dolorosa corresponda a uma dívida. A extensão desse planejamento e a liberdade do espírito variam conforme a interpretação adotada.

Algumas correntes espiritualistas utilizam a palavra darma para designar um propósito de vida, uma missão ou um compromisso assumido antes da reencarnação. Essa associação pode ter significado dentro de suas próprias perspectivas, mas é importante apresentá-la como uma interpretação específica, e não como o significado original do termo nas tradições indianas.

Essa distinção nos ajuda a evitar uma conclusão perigosa: a de que, se determinada experiência teria sido escolhida antes do nascimento, então devemos suportá-la independentemente de suas consequências. Mesmo dentro de uma visão que admita compromissos anteriores à encarnação, é possível reconhecer a importância do livre-arbítrio, das escolhas presentes e da busca por condições de vida mais saudáveis.

Na Umbanda, encontramos valores que dialogam profundamente com essa reflexão: a caridade, a responsabilidade pelas próprias atitudes, o livre-arbítrio, a reforma íntima e a evolução espiritual. Entretanto, é necessário respeitar a diversidade das tradições umbandistas, pois não existe uma formulação única, aceita por todas as vertentes, sobre carma e darma.

Na Umbanda Sagrada, codificada por Rubens Saraceni, o estudo da realidade espiritual possui fundamentos próprios, relacionados aos Orixás, aos seus mistérios e às leis que regem a criação. Por isso, não seria adequado afirmar que o carma e o darma constituem, necessariamente, os princípios centrais ou os termos definidores dessa doutrina.

Podemos, contudo, estabelecer uma aproximação reflexiva entre a responsabilidade pelas nossas ações e a importância da evolução espiritual. Essa aproximação não exige que adotemos o conceito de carma como explicação para todos os acontecimentos da vida, nem que interpretemos cada dificuldade como consequência de uma dívida espiritual.

A caridade, por exemplo, não se resume a oferecer auxílio ao próximo. Ela também nos convida a rever a maneira como tratamos as pessoas, a reconhecer nossos erros e a compreender que nossas escolhas podem contribuir para aliviar ou ampliar o sofrimento ao nosso redor.

A reforma íntima, por sua vez, pode ser compreendida como um trabalho contínuo de autoconhecimento e transformação. Não significa buscar uma perfeição impossível, mas reconhecer aquilo que precisamos desenvolver, corrigir ou amadurecer.

Assim, dentro de uma reflexão compatível com esses valores, podemos perguntar: estamos usando a espiritualidade para nos tornarmos pessoas melhores ou para justificar comportamentos que precisam ser modificados? Estamos praticando a caridade com os outros, mas esquecendo de agir com respeito por nós mesmos? Estamos confundindo resignação com fé e silêncio com evolução?

Essas perguntas não pretendem estabelecer uma equivalência doutrinária entre Umbanda, hinduísmo, budismo e espiritismo. Elas nos convidam a reconhecer que diferentes caminhos espirituais podem estimular a responsabilidade, a consciência e o compromisso com o bem, cada qual a partir de seus próprios fundamentos.

Se o carma nos leva a refletir sobre as ações e suas consequências, o darma nos convida a pensar sobre a maneira como conduzimos nossa vida, nossos deveres e os princípios que orientam nossas escolhas.

Nas tradições indianas, o darma pode envolver responsabilidades, conduta ética, justiça e compromisso com uma vida coerente com determinados princípios. Não se trata simplesmente de fazer aquilo que desejamos, mas de considerar também nossas responsabilidades e os efeitos de nossas atitudes sobre os outros.

Na interpretação espiritualista que associa o darma a um propósito assumido antes da reencarnação, ele pode ser entendido como uma direção ou um compromisso que o espírito procura realizar ao longo da existência. Essa visão pode oferecer sentido à caminhada de quem acredita nela, mas não deve ser confundida com a definição histórica e religiosa mais ampla do termo.

Também não precisamos imaginar que o propósito de uma vida seja necessariamente grandioso, extraordinário ou marcado por acontecimentos excepcionais. Muitas vezes, encontramos sentido nas responsabilidades que assumimos, nas relações que cultivamos, no trabalho que realizamos e nas oportunidades de fazer o bem.

Talvez nosso caminho envolva aprender a exercer uma profissão com honestidade, cuidar de alguém que necessita de auxílio, desenvolver a paciência, superar o orgulho, reconhecer nossos limites ou contribuir para a comunidade da qual fazemos parte.

É possível que, ao longo da vida, nossos objetivos mudem, que novas responsabilidades surjam e que precisemos rever as escolhas que fizemos. Isso não significa, necessariamente, que tenhamos abandonado um propósito espiritual. Pode significar que amadurecemos, compreendemos melhor nossas possibilidades e passamos a agir com maior consciência.

Por isso, em vez de procurar incessantemente uma missão predeterminada, podemos começar observando a vida que temos diante de nós.

Estou vivendo de acordo com os valores que digo defender? Minhas atitudes refletem a pessoa que desejo me tornar? Tenho cumprido minhas responsabilidades com amor e honestidade? Estou dedicando minha energia apenas aos meus interesses ou também reconheço as necessidades daqueles que caminham comigo?

E existe outra pergunta igualmente importante: estou seguindo um caminho que faz sentido para minha consciência ou apenas tentando corresponder às expectativas dos outros?

A reflexão sobre o darma pode nos ajudar a distinguir responsabilidade de obrigação cega, propósito de imposição e compromisso de anulação pessoal. Fazer o bem não significa aceitar tudo. Cumprir nossas responsabilidades não significa ignorar nossos limites. E buscar um propósito espiritual não significa deixar de participar ativamente das decisões que constroem nossa vida.

Quando olhamos para nossas experiências com mais consciência, percebemos que nem sempre precisamos encontrar uma explicação espiritual para tudo o que acontece. Há situações cuja origem desconhecemos, perdas que não conseguimos compreender imediatamente e dificuldades que surgem independentemente de nossas escolhas.

Ainda assim, podemos decidir como responder a essas experiências e o que faremos com aquilo que aprendemos.

Se entendemos o carma como uma relação entre ações e consequências, não devemos olhar para ele apenas como algo que nos aconteceu, mas também como um convite a refletir sobre aquilo que estamos fazendo agora. Em vez de perguntar somente “O que fiz para merecer isso?”, podemos nos fazer outras perguntas:

  • O que essa experiência me permite compreender sobre mim?
  • Existe algum comportamento meu que preciso transformar?
  • Há algo que posso reparar ou fazer de maneira diferente?
  • Estou confundindo amor e caridade com a obrigação de aceitar o sofrimento?
  • Tenho repetido escolhas que me afastam da paz e do respeito que desejo construir?
  • Estou assumindo responsabilidades que realmente me cabem ou carregando culpas que não são minhas?
  • Qual escolha, neste momento, favorece meu crescimento e respeita também a dignidade do outro?

Essas perguntas deslocam nossa atenção da culpa para a responsabilidade. Não temos como conhecer a origem espiritual de todas as dificuldades, mas podemos avaliar nossas atitudes e decidir como desejamos conduzir a vida.

Também podemos refletir sobre o darma e a maneira como temos vivido:

  • Quais valores considero verdadeiramente importantes e quanto deles está presente em minhas atitudes cotidianas?
  • Tenho usado meus talentos e minhas possibilidades para contribuir com o bem?
  • Estou cumprindo minhas responsabilidades com consciência ou apenas por medo de decepcionar alguém?
  • Existe algum aspecto da minha vida que precisa de mudança para que eu viva de maneira mais coerente com aquilo em que acredito?
  • Estou respeitando meus limites e os limites das pessoas com quem convivo?
  • Que tipo de pessoa estou me tornando a partir das escolhas que faço todos os dias?

Não precisamos responder a todas essas perguntas de uma só vez. O autoconhecimento é um processo, e cada pessoa possui seu próprio tempo de amadurecimento. O importante é permitir que essas reflexões nos ajudem a identificar caminhos possíveis, em vez de nos aprisionarem à culpa por aquilo que passou ou à ansiedade por aquilo que ainda não compreendemos.

Carma e darma, considerados em seus diferentes contextos, oferecem oportunidades para refletirmos sobre nossas ações, nossas responsabilidades e a maneira como escolhemos viver. Entretanto, nenhum desses conceitos precisa ser utilizado para nos convencer de que somos obrigados a permanecer em situações que ferem nossa dignidade ou de que todo sofrimento representa uma punição.

Não podemos mudar tudo o que aconteceu. Nem sempre conseguiremos reparar todos os danos, recuperar todas as oportunidades ou compreender o sentido de cada experiência. Podemos, porém, reconhecer o que está ao nosso alcance, buscar auxílio quando necessário e escolher atitudes que favoreçam uma vida mais consciente.

Talvez não seja possível alterar o passado, mas podemos deixar de alimentá-lo com os mesmos comportamentos. Podemos aprender a pedir perdão sem exigir absolvição, perdoar sem permitir novas agressões, amar sem nos anular e ajudar sem esquecer que também precisamos de cuidado.

Se acreditamos que a vida é uma oportunidade de evolução espiritual, que essa crença nos inspire a agir com mais consciência, e não a aceitar passivamente tudo o que nos acontece. Que ela nos ajude a reconhecer nossas responsabilidades sem assumir culpas indevidas, a desenvolver a caridade sem abandonar o amor-próprio e a buscar o bem sem transformar o sofrimento em uma obrigação.

Afinal, evoluir não significa apenas suportar as experiências que nos alcançam. Significa também aprender com elas, reconhecer quando precisamos mudar de direção e assumir a responsabilidade pelas escolhas que fazemos a partir de agora.

Talvez o verdadeiro valor dessas reflexões esteja justamente nisso: compreender que nossa história não precisa ser definida apenas pelo que vivemos, mas também pela maneira como escolhemos continuar.

Que possamos olhar para o passado com compreensão, viver o presente com consciência e caminhar em direção ao futuro com fé, responsabilidade e esperança.


Meu nome é Adriana Tenchini, natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Sou uma amante do conhecimento e tenho como formação os cursos: Graduação em Eventos, Bacharelado em Publicidade e Propaganda, Graduação em Gastronomia, Graduação em Cozinha Contemporânea, MBA em Administração Estratégica, Pós-graduação em Gestão da Qualidade em Gastronomia e vários cursos extracurriculares nas áreas de eventos, gastronomia, design e web design. Além da minha formação acadêmica, sou produtora de conteúdo, escritora, espírita, terapeuta holística, produtora de laticínios vegetais e mãe.

Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface.


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Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

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FONTES IMAGENS:

CAPA: Imagem de Jürgen Rübig por Pixabay


REFERÊNCIAS:

minhavida.com.br

guiadaalma.com.br

Desde muito jovem eu tinha intuições e visões espirituais que, em alguns momentos, chegavam a assustar. Imagine uma criança ter a visão de seu avô falecido havia três dias?! Realmente apavorante. E, por ser de família católica, eu não compreendia o que se passava comigo. Por que eu via e ouvia aquelas coisas?

Em certos momentos, achava até que eu era meio maluca, pois eram tantas vozes na minha cabeça! Eu pensava em algo e, de repente, ouvia em minha mente a resposta para aquele pensamento. Eram vários questionamentos, uma verdadeira discussão com perguntas e respostas que me deixavam perdida em algumas situações. Atualmente sei que se tratava de espíritos tentando me orientar ou me desvirtuar.

Com a morte da minha irmã por câncer, em 1996, ganhei de uma amiga um livro espírita, Violetas na Janela. Este foi a porta de entrada para meus estudos espíritas. A partir dele, passei a ler vários livros, começando pelos romances e, em seguida, os livros de estudos de Kardec, André Luiz e outros autores.

A partir de 2006, além da leitura, comecei a participar de um grupo de estudos e desenvolvimento espiritual uma vez por semana. Fui aprendendo devagarinho e, com isso, minhas intuições e visões foram aumentando gradativamente. Passei a ouvir e identificar um guia espiritual que sempre estava ao meu lado, me orientando, me influenciando e, muitas vezes, trazendo palavras direcionadas também a outros, nas quais eu transmitia a informação. Seu nome é João Pedro, meu guia e amigo.

Fotografada por Vanessa Lacerda

Em 2009, com as filhas já criadas, resolvi voltar a estudar (terminar a faculdade) e passei a trabalhar fora de casa. A vida seguiu seu rumo… Eu trabalhava, estudava, cuidava da casa e da família e, devido aos compromissos diários, a leitura e os encontros de desenvolvimento espiritual foram deixados de lado. Porém, João Pedro não me abandonou. Eu sempre sentia sua presença e seus conselhos.

No ano de 2015, meu marido faleceu. Passando mais tempo sozinha, principalmente nos finais de semana, o hábito da leitura e dos estudos espirituais retornou. No final de 2016, passei a ter sonhos e visões com pessoas e lugares de um passado longínquo. Fui informada pelo meu guia João que se tratava de uma vida passada e que era necessário escrever para quebrar o elo de todos os envolvidos na trama, e assim o fiz. (Se quiser saber mais sobre o processo de construção da escrita, leia o texto “Desenvolvimento da Escrita” na página “Romance Mediúnico“).

Ainda em 2016, conheci (“por acaso[1]”) uma amiga de uma grande amiga minha, que é Terapeuta Holística e Reikiana. Conversamos muito nesse dia e o assunto me interessou. Em pesquisas pela internet, me aprofundei melhor e senti a necessidade de me tornar também Terapeuta, como uma forma de evolução e transformação do meu Ser. Assim, em fevereiro de 2017 fiz o curso de Reiki 1, um tempo depois o de Reiki 2 e, em 2018, o de Reiki 3.

Em 2025, a Umbanda tornou-se parte do meu cotidiano. Eu conhecia bem pouco sobre o assunto. Apesar de ser de origem católica, minha mãe frequentava um centro espírita e, às vezes, me levava com ela. Sempre me encantei com os toques do atabaque. Quando comecei a desenvolver a mediunidade em 2006, o nosso grupo era fechado, não pertencia a nenhum centro. Nesse local, aprendi a incorporar meus guias.

Quando deixamos de nos reunir, fui em busca de uma casa para participar. Visitei diversos locais: alguns centros de Umbanda e várias casas kardecistas. Em todas fui somente como consulente, não trabalhei em nenhuma, pois não encontrei o local que me atraísse. E, como disse anteriormente, quando comecei a trabalhar e estudar à noite, deixei de frequentar.

O tempo foi passando e, após o falecimento do meu marido (2015) e o aumento das visões, fui em busca de orientação. Novamente procurei uma casa ideal, aquela que tocasse o meu íntimo. Em 2017 conheci o Núcleo Corpo e Alma, um local de estudos e evolução individual. Ao longo dos anos, nesta casa, fiz os cursos de Reiki 1, 2 e 3, Tarô Mitológico e Magia Divina do Fogo (de Rubens Saraceni).

Durante o período em que estive no Núcleo, fiquei sabendo do “Templo Escola Ogum Sete Espadas”. O que me interessou muito é que, além de ser um centro espírita, o templo também é uma escola que ministra cursos na área da Umbanda Sagrada. Frequentei como consulente algumas vezes e, após conhecer Pai Gleno, o sacerdote da casa, comecei a fazer o curso de Teologia da Umbanda. Porém, veio a pandemia de covid e a casa teve que fechar as portas, como o resto do mundo. Após o retorno à normalidade, não continuei os meus estudos e deixei de frequentar, até mesmo como consulente.

O tempo passou e, em 2024, senti a necessidade de participar de alguma casa espírita e, como sempre me senti bem no templo, resolvi voltar. Mas, antes de fazer parte da casa, decidi primeiro fazer o curso de Teologia da Umbanda, pois é muito importante entender para poder trabalhar. Não adianta simplesmente incorporar sem saber o que se está fazendo. Os estudos são necessários em qualquer área.

Comecei o curso com Pai Gleno em março de 2024. Infelizmente, o Pai retornou à casa espiritual, falecendo no dia 20 de julho. Mas a espiritualidade nunca nos abandona e direcionou sua filha Carol como a nova sacerdotisa do templo. Com ela, continuei meus estudos de teologia e, no dia 1º de dezembro, fui batizada na Umbanda. Hoje pertenço à casa “Templo Ogum Sete Espadas”, onde estou aprendendo e evoluindo muito. Ainda continuo com meus estudos na área, pois devemos sempre expandir nossos conhecimentos.

Além do curso de Teologia, fiz também Magia das Sete Ervas e Magia das Sete Pedras. Pretendo ainda fazer outros cursos, como Apometria, Numerologia, Radiestesia, Benzimento, Ervas, Runas e outros.

Esta sou eu, com diversas vertentes, mas todas voltadas para a evolução e entendimento do meu Ser e do meu próximo.

Na página Místico, o leitor poderá encontrar um pouquinho deste maravilhoso universo. Explicarei um pouco sobre diversos temas, tais como terapias holísticas, tarô, orixás, entre outros.


[1] Acasos não existem. Tudo é traçado milimetricamente por Deus.


Meu nome é Adriana Tenchini, natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Sou uma amante do conhecimento e tenho como formação os cursos: Graduação em Eventos, Bacharelado em Publicidade e Propaganda, Graduação em Gastronomia, Graduação em Cozinha Contemporânea, MBA em Administração Estratégica, Pós-graduação em Gestão da Qualidade em Gastronomia e vários cursos extracurriculares nas áreas de eventos, gastronomia, design e web design. Além da minha formação acadêmica, sou produtora de conteúdo, escritora, espírita, terapeuta holística, produtora de laticínios vegetais e mãe.

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CAPA: Imagem de Aline Ponce por Pixabay

“As coisas têm vida própria. Tudo é questão de despertar a sua alma.” (Gabriel García Márquez)

Quem sou eu. Uma trajetória de vida.

Tem momentos em que fico pensando e me sinto como um homem renascentista. Afinal, tenho interesses múltiplos, como já devem ter visto nas páginas A Gastrônoma, A Autora e A Terapeuta. Não me contento apenas com um campo de aprendizagem: quero saber sempre mais. É claro que não chego nem aos pés de um Leonardo da Vinci [risos].

Como vocês viram, tenho quatro graduações superiores (Gestão em Eventos, Publicidade e Propaganda, Gastronomia e Cozinha Contemporânea) e duas pós-graduações (Gestão da Qualidade em Gastronomia e MBA em Administração Estratégica). Meus amigos sempre me caçoavam, perguntando se eu não iria parar. Eu respondia que não. Enquanto estiver viva e capacitada, estarei estudando. É essa incessante sede de aprendizagem que nos mantém vivos.

Além dos cursos de graduação e pós, fiz, ao longo da vida, diversos minicursos. Datilografia e telex [risos], esses foram há muito tempo, na adolescência. Quando começaram a surgir os computadores [novos risos], fiz um curso de digitação, basic, cobol e pascal. Para aqueles que não sabem o que significam essas palavras, eu explico: são programas de computador. Naquela época, tínhamos que programar cada ação que realizaríamos.

Quando o mundo entrou na era da informática, fiz os cursos básicos (Word, Excel, Power Point, Access) e avançados: Design (Tratamento de Imagem com Photoshop, Ilustração com Corel Draw, Diagramação com In Design, Artes Gráficas e Projetos de Design Gráfico) e Web Design (Animação com Flash, Criação com Fireworks, Programação com Dreamweaver, Projetos de Web Sites e Lógica de Programação). A inclusão nesta maravilha tecnológica me impulsionou a fazer o curso de Publicidade e Propaganda.

No campo da Gastronomia, fiz dezenas de minicursos de culinária, e não tem como citar todos aqui [risos]. Já na área de Eventos, cursei no SENAC: Planejamento de Eventos Sociais, Cerimonial e Protocolo em Eventos Empresariais e Planejamento e Organização de Serviço de Buffet.

A parte literária começou muito cedo, também no período da adolescência, quando eu escrevia um diário e alguns poemas que vocês podem conferir na página “Poesias”. Como viram na página “A Autora”, a compilação de escritos didáticos era uma forma que eu tinha para estudar e, com o tempo, se tornou um hábito.

No período da faculdade, organizei meus estudos e criei o livro “Planejamento e Organização de Eventos: Da Teoria à Prática”. Na época, tentei publicá-lo, porém, sem sucesso. Eu explico melhor sobre ele na página “Livros Didáticos”. Atualmente este livro está sendo vendido na Amazon. Escrever um livro didático é fácil: basta pesquisar em diversos livros de autores diferentes e compilar todas as informações em um texto. Porém, escrever um romance, eu nunca imaginei. Tudo aconteceu repentinamente.

Na página “Romance Mediúnico”, relato como aconteceu o desenvolvimento da escrita do meu primeiro livro “Amor Além do Tempo”. Após a publicação deste livro, já comecei a escrever outro psicografado: “Morte da Ilusão”. Estou amando as partes da história que já recebi da espiritualidade mas, como gosto de perfeição, estou estudando a história da Inglaterra e da Irlanda, além da mitologia celta irlandesa.

No campo da Terapia Holística, esta chegou meio que “por acaso[1]” (explicação na página A Terapeuta), e logo me encantei com a área, fazendo também alguns cursos: Reiki 1, Reiki 2, Reiki 3 e Tarô Mitológico. Os cursos que fiz uso em meu benefício e também para atender gratuitamente, através do centro espírita que frequento ou quando amigos me solicitam. Não sei se algum dia usarei esses conhecimentos profissionalmente. De qualquer forma, pretendo ainda fazer vários outros cursos nesta área.

Vocês acham que acabou? Ah, ainda não. Nos tempos de faculdade, quando cursava publicidade, participei de um blog com colegas de turma: A Hora do Recreio. Nele, eu postava sobre turismo e eventos, além de ser uma das fotógrafas da equipe, outro grande fascínio que tenho: Fotografia. Adoro tirar fotos de tudo e de todos, principalmente em viagens. Estes são mais dois grandes hobbies: viajar e fotografar. Além, é claro, dos que vocês já conhecem: escrever e cozinhar.

Ao escrever este post, pensei em incluir no meu site uma página sobre o assunto: “Viagens e Passeios”. Quem não gosta de viajar e conhecer lugares novos? Acho que todos amam isso. Assim, começarei as postagens utilizando meus textos escritos na época do blog A Hora do Recreio e, com o tempo, gerarei novos textos sobre viagens que fiz. Espero viajar muito ainda para ter o que contar a todos vocês [risos].

Ah! Lembrei de outra coisa aqui. Quando eu era adolescente, também desenhava. Comecei com uns desenhos tímidos, bobos, e devagarzinho fui aprimorando. Será que ainda sei desenhar? Isso é uma incógnita. Um dia tentarei novamente. Vou colocar ao lado um dos meus desenhos favoritos. E, quem sabe, futuramente eu poste mais [risos].

Além de tudo o que escrevi aqui, ainda tem meu lado família, dona de casa, amiga e mãe. Essa é a parte que mais me emociona, pois a família e os amigos são a base para o grande aprendizado em que todos nós estamos matriculados: a Escola da Vida.

FRAGMENTOS

Textos sobre os mais variados assuntos.

VIAGENS E PASSEIOS

Textos e fotos de lugares para se divertir, passear e viajar, incluindo alguns relatos curiosos e/ou históricos


[1] Acasos não existem. Tudo é traçado milimetricamente por Deus.


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A Autora


Meu nome é Adriana Tenchini, natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Sou uma amante do conhecimento e tenho como formação os cursos: Graduação em Eventos, Bacharelado em Publicidade e Propaganda, Graduação em Gastronomia, Graduação em Cozinha Contemporânea, MBA em Administração Estratégica, Pós-graduação em Gestão da Qualidade em Gastronomia e vários cursos extracurriculares nas áreas de eventos, gastronomia, design e web design. Além da minha formação acadêmica, sou produtora de conteúdo, escritora, espírita, terapeuta holística, produtora de laticínios vegetais e mãe.

Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface.


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Terapias Holísticas: um olhar integral para o ser humano

A palavra holístico tem origem no grego holos, que significa “todo” ou “inteiro”. Aplicada às terapias, essa expressão representa uma maneira de olhar para o ser humano em sua totalidade, considerando não apenas o corpo físico, mas também os aspectos mentais, emocionais, energéticos e espirituais que fazem parte de sua experiência de vida.

A abordagem holística parte da compreensão de que somos seres complexos e que nossas diferentes dimensões se relacionam continuamente. Nossos pensamentos, sentimentos, hábitos, experiências e a maneira como lidamos com os desafios cotidianos influenciam nossa percepção de bem-estar e nossa qualidade de vida.

Sob essa perspectiva, cada pessoa é única e merece ser acolhida em sua individualidade, respeitando sua história, suas necessidades, suas crenças e seu próprio ritmo.

As terapias holísticas buscam favorecer o equilíbrio, o autoconhecimento, o relaxamento e uma relação mais consciente consigo mesmo. Mais do que proporcionar um momento de cuidado, elas podem representar uma oportunidade para desacelerar, reconhecer as próprias necessidades e cultivar hábitos que contribuam para uma vida mais harmoniosa.

É importante compreender que o cuidado integral não significa atribuir todas as doenças a desequilíbrios emocionais ou energéticos. A saúde humana envolve múltiplos fatores, e sintomas físicos ou psicológicos precisam receber a devida atenção profissional. As práticas holísticas podem integrar uma rotina de autocuidado, mas não substituem diagnósticos, medicamentos ou tratamentos médicos e psicológicos indicados.

Quais práticas fazem parte das terapias holísticas?

Existe uma grande variedade de práticas voltadas ao bem-estar e ao desenvolvimento pessoal. Entre elas, podemos encontrar o Reiki, a meditação, a aromaterapia, a cromoterapia, a massoterapia, a reflexologia, a yoga, a fitoterapia e diferentes abordagens de relaxamento e autoconhecimento.

Cada técnica possui suas próprias características, fundamentos e formas de aplicação. Por isso, é importante conhecer sua proposta, buscar profissionais qualificados e compreender quais benefícios podem ser esperados de cada prática.

No Brasil, algumas dessas abordagens integram a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Sistema Único de Saúde (SUS). O Reiki, por exemplo, faz parte desse conjunto de práticas oferecidas em determinados serviços de saúde. Isso não significa, entretanto, que todas as terapias holísticas tenham o mesmo reconhecimento ou que seus efeitos sejam comprovados para todas as condições.

Independentemente da prática escolhida, o propósito do cuidado integrativo é oferecer recursos complementares que possam contribuir para o bem-estar, respeitando a individualidade e as necessidades de cada pessoa.

O Reiki é uma prática de origem japonesa, desenvolvida por Mikao Usui no início do século XX, que utiliza principalmente a imposição suave das mãos, ou sua aproximação do corpo, em uma sessão voltada ao relaxamento e ao bem-estar.

A palavra Reiki é geralmente interpretada a partir de dois elementos japoneses: Rei, associado ao universal, e Ki, relacionado à energia vital. Dentro da tradição do Reiki, essa expressão é compreendida como referência à energia vital universal.

Segundo seus princípios, o praticante atua como um canal dessa energia, oferecendo a aplicação como uma experiência de cuidado, harmonização e acolhimento. Essa é a compreensão tradicional e espiritual da prática; a existência de uma energia específica transmitida dessa maneira e seus mecanismos de ação não estão estabelecidos cientificamente.

Uma sessão de Reiki costuma acontecer em um ambiente tranquilo, com a pessoa confortavelmente acomodada e o praticante posicionando as mãos em diferentes regiões do corpo ou mantendo-as a uma pequena distância. Em geral, a técnica é aplicada sem manipulações físicas e pode ser realizada com a pessoa vestida.

Durante a sessão, algumas pessoas relatam sensações de calor, leveza, tranquilidade ou relaxamento. Outras simplesmente desfrutam de um momento de pausa e silêncio. A experiência é individual, e não é necessário sentir algo específico para participar.

Quais são os benefícios do Reiki?

O Reiki é procurado por pessoas que desejam reservar um momento para si, reduzir a tensão do cotidiano e cultivar uma sensação de tranquilidade. Entre os benefícios percebidos por alguns praticantes e participantes estão:

  • Relaxamento e sensação de acolhimento.
  • Um momento de pausa diante das exigências diárias.
  • Apoio ao autocuidado e à percepção das próprias emoções.
  • Uma experiência que pode favorecer o bem-estar subjetivo.
  • Complemento às rotinas de cuidado pessoal.

As pesquisas científicas sobre o Reiki ainda apresentam limitações, e não há evidências robustas que permitam afirmar que ele cura doenças, desbloqueia comprovadamente os chakras ou fortalece diretamente o sistema imunológico. Por isso, seus possíveis benefícios devem ser compreendidos com responsabilidade. O Reiki não deve ser utilizado como substituto de acompanhamento médico, psicológico ou de qualquer tratamento necessário. Quando integrado de maneira consciente aos cuidados de saúde, pode ser uma prática complementar para quem busca uma experiência de relaxamento e bem-estar.

O Reiki pode ser aplicado somente em pessoas?

Na tradição do Reiki, a prática também pode ser direcionada a animais e, conforme determinadas escolas e métodos, a ambientes e objetos. Essas aplicações fazem parte das crenças e dos costumes de diferentes linhagens de praticantes. No atendimento a animais, é fundamental respeitar seu comportamento, seu conforto e suas necessidades, sem substituir os cuidados veterinários.

Reiki: um convite ao cuidado e à presença

Em uma rotina marcada pela pressa, pelas preocupações e pelas inúmeras responsabilidades, encontrar um momento para respirar, silenciar e voltar a atenção para si pode ter um significado especial. O Reiki propõe justamente essa pausa: um espaço de tranquilidade, acolhimento e atenção, no qual cada pessoa pode vivenciar o momento à sua maneira. Mais do que buscar uma experiência extraordinária, a prática pode ser entendida como um convite à presença, ao respeito pelo próprio tempo e à valorização do autocuidado.

Cuidar de si também é reconhecer que merecemos atenção, acolhimento e momentos de serenidade.

Vamos conhecer mais sobre o Reiki?

O universo do Reiki é amplo e reúne história, princípios, símbolos e diferentes formas de compreender a prática. Ao longo dos próximos conteúdos, poderemos explorar esses temas com mais profundidade, incluindo:

  • A origem do Reiki e seus cinco princípios.
  • Os chakras e sua interpretação nas tradições energéticas.
  • Os corpos físico, mental e espiritual segundo diferentes abordagens.
  • Os símbolos do Reiki e seus significados tradicionais.
  • Como funciona uma sessão e o que esperar dessa experiência.

Conhecer é uma forma de ampliar a consciência, esclarecer dúvidas e fazer escolhas mais seguras. Que essa jornada seja uma oportunidade de aprendizado, reflexão e cuidado consigo mesmo.


Meu nome é Adriana Tenchini, natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Sou uma amante do conhecimento e tenho como formação os cursos: Graduação em Eventos, Bacharelado em Publicidade e Propaganda, Graduação em Gastronomia, Graduação em Cozinha Contemporânea, MBA em Administração Estratégica, Pós-graduação em Gestão da Qualidade em Gastronomia e vários cursos extracurriculares nas áreas de eventos, gastronomia, design e web design. Além da minha formação acadêmica, sou produtora de conteúdo, escritora, espírita, terapeuta holística, produtora de laticínios vegetais e mãe.

Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface.


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Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

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FONTES IMAGENS:

CAPA: Imagem de Jürgen Rübig por Pixabay


REFERÊNCIAS:

minhavida.com.br

guiadaalma.com.br