Cocção Contemporânea

ou Ultrarrápida

São métodos de cocções tradicionais realizados em equipamentos modernos, ágeis e econômicos, praticados principalmente em grandes cozinhas.

Cocção por Micro-ondas

A cocção ocorre por meio de ondas eletromagnéticas, geradas por uma unidade emissora. O aquecimento no forno de micro-ondas se dá à medida que as micro-ondas penetram no interior do alimento, provocando fricção entre as moléculas de água e, consequentemente, produzindo calor diretamente no interior do alimento. O forno de micro-ondas serve para descongelar, esquentar e cozinhar todo tipo de alimento. Algumas receitas devem ser adaptadas ao micro-ondas em virtude das características dos ingredientes.

Alguns pontos devem ser levados em consideração para a realização da cocção em micro-ondas, tais como:

Os utensílios de metal e papel alumínio não são apropriados, pois os metais refletem as micro-ondas;

Não podem ser feitas frituras porque a temperatura do óleo não pode ser controlada;

Não é possível gratinar alimentos em micro-ondas, embora já existam fornos com dispositivos para corar (OLIVEIRA[1]).

Cocção por Forno Combinado

Cocção em Forno
Combinado. Fonte: http://www.zanottirefrigeracao.
com.br

Os fornos combinados atingiram um alto nível de tecnologia. Pela seleção dos programas de cozimento pode-se cozinhar e assar alimentos doces e salgados ao mesmo tempo sem interferência de gostos e odores. Esses fornos possuem também memória para regular o tempo de cocção e a temperatura interna dos assados.

Normalmente são seis os programas de um forno combinado:

1. Vaporização: utilizado para branquear, cozinhar à poché. Neste programa a água é substituída por vapor saturado e a temperatura é automaticamente controlada.

2.  Vaporização rápida: com temperaturas entre 106°C e 120°C. É mais usado para tubérculos e leguminosas secas, e vegetais com alto teor de amido.

3.  Bivaporização: com temperaturas que variam de 30°C a 98°C. É utilizada para o preparo de alimentos delicados como peixes, frutos do mar, gelatinas e pudins.

4.  Combinado: a combinação de vapor inicial seguido de ar quente numa temperatura entre 100°C e 250°C.  Resulta em um programa em que o alimento é cozido, mas com acabamento de assado. Os sensores internos garantem que o alimento receba sempre a quantidade necessária de umidade. Utilizado no preparo de assados em geral, pães com levedura, massas folhadas e produtos de padaria.

5.  Regeneração: regenera pratos já montados sem ressecamento ou perdas de nutrientes. A regeneração leva de quatro a seis minutos, o que pode ser alterado em função da característica dos alimentos. É uma solução bastante viável para banquetes e alimentação de coletividade em geral.

6.  Convecção: o ar quente do calor por convecção deve ser limitado a alguns produtos, como produções de padaria e confeitaria, que não necessitam de vapor, alimentos empanados ou de cocção rápida. É também um programa especial tostar e gratinar (OLIVEIRA, Alcilúcia).

Os fornos combinados oferecem uma série de vantagens e proporcionam economia de mão-de-obra, energia, água, equipamentos e utensílios. Tudo indica que eles poderão se transformar no grande auxiliar dos profissionais da área. Existem vários modelos que atendem de trinta a quatrocentas pessoas em períodos que variam de quinze a trinta minutos.

Cocção em Fritadeira com Controle Digital

Podem ser a gás ou elétricas, em aço inoxidável. Fritam de 20 Kg a 60 Kg de alimentos por hora.

Cocção por Indução

Cocção por Indução. Imagem Freepik.

É um processo de geração de calor e troca de calor, mas no equipamento não existe uma fonte de calor propriamente dita. É um fogão que apresenta uma superfície de cerâmica super polida. No lugar das chamas convencionais, existe um indutor de campo magnético que quando ligado gera um campo magnético oscilante. O fogão não aquece apenas a panela fica aquecida. Dentre algumas vantagens destacam-se o aquecimento eficiente, a rapidez da cocção e a economia de energia, além de não aquecer a área de trabalho e a cozinha.

A quantidade de calor dependerá da condutividade elétrica do material, da permeabilidade e da forma do recipiente, assim como de sua colocação no campo magnético. O indutor só aquece metais e por isso apresenta menor risco de acidentes (ARAUJO apud FREIRE).

Cocção à Vácuo Sous-vide

Os alimentos são selados a vácuo e embalagens plásticas, cozidos a vapor e resfriados rapidamente. Podem ser estocados a uma temperatura entre 3 °C e 5 °C. Esse método permite conservar as qualidades organolépticas e nutricionais dos alimentos.

Cocção à vácuo Sous-vide. Fonte: www. cetro.com.br

Flash Oven

Forno ultramoderno com aparência de um micro-ondas. Tem uma lâmpada de ação muito intensa, que lembra uma lâmpada de raios infravermelhos, capaz de cozinhar um alimento em até três minutos.


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Fontes de Calor e Métodos de Cocção

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Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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REFERÊNCIAS:

ou Cocção Mista

É a combinação dos dois métodos anteriores e que são realizados em duas etapas. Primeiro utiliza-se o calor seco, com um pouco de gordura, que tem por finalidade selar o alimento (criar uma crosta protetora em volta do alimento). O selamento impede a saída dos sucos do alimento. Em seguida, acrescenta-se algum líquido aromatizado, em maior ou menor quantidade, dependendo do método utilizado.

Métodos que usam o calor misto:

Brasear, Guisar, Refogar, Ensopar, Estufar e Confitar.

Brasear

Brasear é o método de cocção por calor combinado, em que o alimento é previamente dourado (selado) em gordura e em seguida fervido lentamente em água, líquido aromatizado ou fundo, adicionado aos poucos até que se conclua a cocção.

Refogar, Guisar e Ensopar

Guisar, Refogar e Ensopar são métodos de cocção por calor combinado que consiste em fritar o alimento em pouca gordura e terminar cozinhando em líquido. A diferença entre os três métodos está na quantidade de líquido utilizado.

Estufar

Estufar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em gordura quente, em seguida, acrescentar líquido e cozinhar em panela bem tampada.

Confitar

Confitar é o método de cocção por calor combinado. É um cozimento lento em que o alimento é cozido em um elemento gorduroso (manteiga, azeite, gordura animal, gordura vegetal) ou em sua própria gordura.

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FONTES IMAGENS:

CAPA: Imagem de conger design por Pixabay

BRASEAR: Imagem Adriana Tenchini.

GUISAR, REFOGAR E ENSOPAR: Imagem de conger design por Pixabay

ESTUFAR: Site http://www.terrabrasileira.com

CONFITARR: Imagem Adriana Tenchini.


Cocção Lenta

O calor úmido ou cocção lenta é o método em que vapor, água ou outros líquidos estão envolvidos. O meio aquoso em seus diferentes estados hidrata o alimento penetrando nas fibras e quebrando sua consistência, sendo assim, este “tipo de calor pode ser utilizado para praticamente todos os alimentos, variando o tempo e a temperatura de acordo com a consistência do produto” (ARAUJO apud FREIRE).

Com a aplicação de cocção lenta os alimentos perdem parte do sabor e de seu valor nutritivo. Normalmente as substâncias aromáticas passam para o líquido e, por isso, deve-se colocar o mínimo de água possível para evitar grandes perdas.

Pelo mesmo motivo, os alimentos devem ser preferencialmente, submetidos à cocção inteiros e não devem ser deixados submersos em água, por tempo prolongado. Em todos os métodos que utilizam calor úmido, a troca de energia ocorre por condução, da fonte de calor para a panela, e da panela para a água; por convecção, por meio de correntes de calor na água; e novamente por condução no interior do alimento (ARAUJO apud FREIRE).

Métodos que usam o calor úmido:

Pocher (escalfar), Fervura branda (simmer), Ferver (boil), vapor (sem pressão, com pressão e em papilotte ou al cartocchio).

Escalfar ou Pocher

Escalfar ou Pocher é o método de cocção por calor úmido. É cozinhar o alimento através de um líquido, lenta e delicadamente, sem tampar, sem fervura.

Fervura

Fervura é o método de cocção por calor úmido que consiste em cozinhar o alimento de forma lenta em um líquido fervente em ebulição (ferver) ou com temperaturas menores (fervura branda).

Cozimento à Vapor

Cozimento à vapor é o método de cocção por calor úmido e consiste em cozinhar os alimentos em banho de vapor, criado por água ou outros líquidos ferventes.

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FONTES IMAGENS:

CAPA: Imagem de lan yao por Pexels

ESCALFAR: Imagem Freepik.

FERVURA: Imagem de lan yao por Pexels

COZIMENTO À VAPOR: Imagem Adriana Tenchini.


Cocção Rápida

Os meios utilizados são o ar e/ou óleo. É um método concentrante em que as substâncias sensoriais, os nutrientes e os elementos solúveis, em presença do calor seco, se concentram no interior do alimento, intensificando suas características sensoriais, principalmente em relação ao sabor, à consistência e à textura. Atua direta ou indiretamente no alimento. A transmissão de calor é por condução (panela – alimento e interior do alimento) ou por convecção (fornos) (ARAUJO apud FREIRE).

O calor seco ou cocção rápida pode ser utilizado em todos os alimentos tenros, em cujas fibras moles são mais fáceis de penetrar o calor. Neste método, além do amolecimento constata-se uma troca de sabor devido à cocção dos sucos dos comestíveis. O calor seco pode ser com ou sem gordura. O termo “calor seco sem gordura” é empregado quando se utiliza apenas o ar seco e nenhum líquido é acrescentado: assar, grelhar e defumar a quente.

No caso do “calor seco com gordura”, a gordura adicionada tem função diferente dos líquidos, por isso, não é considerado elemento umedecedor: saltear, frigir (fritar com pouca gordura) e fritar (por imersão de gordura). No calor seco ocorre a desidratação e escurecimento do alimento (reação de Maillard).

Métodos que usam o calor seco:

Sem gordura: assar, grelhar e defumar.

Com gordura: saltear, frigir e fritar.

Assar ou Rôtir

Assar ou Rôtir é o método de cocção por calor seco (sem gordura) podendo ter a utilização de vapor, em que o item é cozido em forno ou espeto, sobre fogo ou condução através de uma resistência.

Grelhar

Grelhar é o método de cocção por calor seco (sem gordura) e consiste em preparar os alimentos por exposição direta ao calor seco e forte, utilizando-se de grelha, chapa ou broiler.

Assar e Grelhar na Churrasqueira

Dentro da churrasqueira ocorrem dois métodos de cocção distintos: Grelhar e Assar. Aprenda a forma correta para preparar um bom churrasco.

Defumar

Defumar é o método de cocção por calor seco (sem
gordura) e consiste em expor o alimento à fumaça proveniente de madeiras aromáticas, onde ao mesmo tempo em que cozinha o alimento, lhe confere sabor característico.

Saltear

Saltear é o método de cocção por calor seco (com gordura). É cozinhar os alimentos rapidamente em fogo alto com um pouco de gordura e em movimentos constantes.

Fritar

Fritar é o método de cocção por calor seco (com gordura). É cozinhar o alimento por imersão em um elemento gorduroso quente, utilizando recipientes adequados (grandes frigideiras ou fritadeiras industriais) até adquirir cor e textura crocante.

Frigir

Frigir é o método de cocção por calor seco (com gordura). Consiste em cozinhar o alimento com pouca gordura, sempre muito quente e sem movimentar o recipiente de cocção, ao contrário do processo de saltear.

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FONTES IMAGENS:

CAPA: : Imagem de Pexels por Pixabay

ASSAR: Imagem de Public Domain Pictures por Pixabay.

GRELHAR: Imagem de christian mauer por Pixabay.

ASSAR E GRELHAR: : Imagem de Pexels por Pixabay

DEFUMAR: Imagem Adriana Tenchini.

SALTEAR: Imagem de Bernhard Schädlich por Pixabay.

FRITAR: Imagem de Peggy und Marco Lachmann-Anke por Pixabay.

FRIGIR: Imagem Amina Filkins por Pexels.


Métodos de Cocção

Diferentes técnicas produzem diferentes resultados conforme o tipo de alimento, podendo ser usadas indistintamente para carnes, ovos ou legumes. Os alimentos transformam-se sob a ação do calor: as texturas e os sabores mudam, as cores se alteram, há liberação de aromas e eles se tornam aptos a ser consumidos. A cocção também serve para esterilizar a grande maioria deles. (DELÍCIAS DO DIA A DIA[1])

Os métodos de cocção são as técnicas utilizadas para o cozimento dos alimentos e imprescindíveis para a produção de pratos de ótima qualidade. Ao executá-los de forma correta, é possível extrair ou concentrar o sabor dos alimentos.

Calor Seco ou Cocção Rápida

O calor seco ou cocção rápida pode ser utilizado em todos os alimentos tenros, em cujas fibras moles são mais fáceis de penetrar o calor. O calor seco pode ser com ou sem gordura.

Calor Úmido ou Cocção Lenta

O calor úmido ou cocção lenta é o método em que vapor, água ou outros líquidos estão envolvidos. O meio aquoso em seus diferentes estados hidrata o alimento penetrando nas fibras e …

Calor Combinado ou Cocção Mista

É a combinação dos métodos de calor seco e calor úmido e que são realizados em duas etapas. Primeiro o calor seco, com um pouco de gordura e depois o calor úmido.

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Cocção Contemporânea ou Ultrarrápida

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CAPA:  Imagem de DuckaHouse por Pixabay

CALOR SECO: Imagem de Pexels por Pixabay

CALOR ÚMIDO: Imagem de lan yao por Pexels

CALOR COMBINADO: Imagem de conger design por Pixabay

COCÇÃO CONTEMPORÂNEA:  Imagem Freepik.

Flambar


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FONTE CAPA: Imagem Adriana Tenchini.


REFERÊNCIAS:

Empanar, Encapar

e Enfarinhar

Empanar é recobrir alimentos cozidos ou crus em misturas diferentes, para que fiquem protegidos e tenham o seu sabor modificado ou melhorado.

Procedimentos:

Existem vários processos de empanamento, o padrão é envolver o alimento em farinha de trigo, em ovos batidos e por fim, envolver em farinha de rosca. Outra forma muito utilizada é a massa semilíquida para envolver o alimento protegendo-o durante a cocção.

Empanar. Imagem de Dominik Schraudolf por Pixabay.

Empanamento Padrão:

  • Temperar o alimento.
  • Passar na farinha de trigo, retirando o excesso.
  • Passar nos ovos batidos (ou misturado com outros líquidos como: leite, água, cerveja etc.).
  • Passar em farinha de rosca, retirando o excesso.
  • Para ficar crocante deve fritar imediatamente após o preparo.
  • Retirar o excesso de gordura no papel toalha e servir em seguida.

Obs.: Pode ser adicionados temperos na farinha ou nos ovos, ou ainda, misturar farinhas diferentes.

Massa mole:

  • Temperar o alimento.
  • Passar na massa, feita com:
    • Farinha de trigo ou outro amido.
    • Ovos – podem ser usados ou não.
    • Líquidos – água, leite, cerveja etc.
    • Pode ser utilizados agentes de fermentação para obter um produto mais leve, tais como: fermento em pó químico, claras em neve, carbonação da cerveja ou da água utilizada na massa mole.
  • Escorrer o excesso de massa.
  • Fritar até o ponto desejado, em gordura quente.
  • Retirar o excesso de gordura no papel toalha e servir em seguida.

Conheça todos os Métodos Auxiliares de Cocção.

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Gratinar

Gratinar é o processo de dourar a superfície em forno ou salamandra, criando uma crosta de visual atraente e saborosa. Exemplos: queijo, farinha de rosca, molhos a base de manteiga.

Gratinar. Imagem de Rita-und mit por Pixabay.

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REFERÊNCIAS:

Deglaçar

Deglaçar é colocar um líquido para retirar a crosta que se forma no fundo da panela ou de um tabuleiro, pode ser utilizado água, vinho etc. Despejar líquido frio dentro da panela quente com os sucos do cozimento grudados no fundo. Terminar de soltar os sucos de cozimento mexendo com uma colher. Coar antes de utilizar. A mistura resultante se torna a base para o molho de acompanhamento do item principal.

Deglaçar. Imagem Adriana Tenchini

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REFERÊNCIAS:

Selar

Selar a carne é um dos processos mais importantes para garantir a maciez e a suculência (umidade), deixando-a douradinha e com aquele sabor e aroma levemente caramelizado. Para isso, deve-se dourar a carne rapidamente em uma superfície bem aquecida (panela, grelha ou forno) para “selar” (fechar, encerrar) a superfície, evitando a perda dos sucos naturais da carne e reduzindo o ressecamento. O selamento cria uma crosta no alimento por todos os lados.

Selar. Imagem Adriana Tenchini

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REFERÊNCIAS:

Marinar

Marinar

Marinar é deixar de molho em líquido, as carnes, as aves ou os pescados por determinado tempo com o objetivo de agregar sabor e, muitas vezes, alterar a textura.

Esta técnica é utilizada desde a Era Medieval, quando não existia refrigeração e, portanto, a marinada era usada para disfarçar o sabor das carnes guardadas e amaciar os cortes provenientes de animais de caça.

Atualmente, a marinada tem o objetivo de tornar a carne mais tenra e agregar sabor. Geralmente, o líquido da marinada é aromatizado com ervas, especiarias e legumes, combinados com agentes ácidos ou básicos. As combinações são infinitas.

Procedimentos:

  • Geralmente uma marinada é composta de um meio ácido (vinagre, vinho, limão etc.), aromáticos (mirepoix, ervas e especiarias). A combinação dependerá do tipo de carne a ser marinada.
  • O líquido dependerá do tipo de corte de carne a ser marinado e os sabores que se quer agregar ao alimento. O mais usado é o vinho, mas existem receitas em que são usadas vinagre, cerveja, cachaça (ou outros destilados), suco de fruta e até iogurte natural. Quanto mais ácido o líquido, mais ele quebra as fibras da carne.
  • Quanto ao vinho utiliza-se o branco para carnes brancas e o tinto para carnes vermelhas. Ou ainda, os tintos para carnes de sabor forte (ossobuco, músculo e rabada) e caças. O branco para carnes de sabor suave (vitelo, aves e pescados). Nunca utilize vinho doce. A proporção indicada é uma garrafa de vinho para cada três quilos de carne, frango ou peixe.
  • Para marinar utilize recipiente com tampa de vidro, aço inoxidável, louça ou sacos plásticos para alimentos. O saco plástico além de facilitar o contato do líquido com toda a superfície da carne, evita o contato direto com o recipiente. Sempre retire o ar ao máximo e feche bem o saco.
  • O tempo da marinada depende do tamanho do corte. Quanto maior, mais tempo deve ficar marinando. Cortes inteiros (como uma peça de lagarto ou um frango inteiro) com mais de um quilo podem marinar de véspera (cerca de 12 horas). Cortes pequenos como coxas e sobrecoxas precisam de em média 6 horas marinando. Os alimentos mais delicados devem ficar ainda menos tempo (peixes inteiros, no máximo 3 horas).
  • A proporção de sal indicado nas marinadas é de 2 colheres (chá) de sal grosso para cada 3 quilos de carne vermelha e 1 colher (chá) de sal refinado para cada 3 quilos de aves ou pescados.
  • As especiarias a serem utilizadas dependem do paladar e da receita elaborada, mas existem algumas combinações clássicas, tais como:
    • Carne de porco combina com aromas e sabores cítricos, neste caso, pode-se usar raspas ou suco de laranja, limão, tangerina e abacaxi. As especiarias indicadas são tomilho, cominho e semente de coentro.
    • Para as carnes vermelhas, deve-se utilizar sabores mais terrosos, como louro, alecrim e salsa. Podendo ainda adicionar as especiarias como canela, cravo e noz-moscada.
    • O cordeiro por ter um sabor mais acentuado, necessita de ervas fortes, como hortelã e alecrim; e o vinho deve ser substituído por creme de leite, leite ou iogurte.
    • O frango também combina com sabores cítricos e o vinho pode ser substituído por cachaça.
    • O pescado, por ser um alimento mais delicado, deve-se ter muito cuidado com os temperos. Os indicados são ervas frescas e suaves, como salsa, alho-poró e tomilho-limão.

Obs.: A marinada é mais utilizada em carnes, mas é possível também preparar legumes marinados.

Marinada Crua. Imagem por Erik Mclean por Pexels.
  1. Cortar a guarnição aromática (mirepoix) em pedaços grandes.
  2. Colocar a carne que se queira marinar em um recipiente de aço inoxidável (louça ou sacos plásticos), junto com mirepoix e bouquet garni.
  3. Acrescentar vinho, conhaque, vinagre, azeite, grãos de pimenta-do-reino, cravos-da-índia e sal.
  4. Levar à câmara frigorífica (ou geladeira) a 3ºC durante o tempo necessário para o tipo de carne utilizado.
  5. Virar as peças de vez em quando para que fiquem marinadas de modo uniforme.
  1. Ferver todos os ingredientes da marinada numa caçarola, escumando[1] continuamente todas as impurezas da superfície. Cozinhar por 25 a 30 minutos. Esfriar a preparação por completo.
  2. Cobrir as peças de carne escolhidas com a marinada.
  3. Levar à câmara frigorífica (ou geladeira) a 3ºC durante o tempo necessário para o tipo de carne utilizado.
  4. Virar as peças de vez em quando para que fiquem marinadas de modo uniforme.
Marinada Cozida. Imagem de Steve Buissinne por Pixabay.
Marinada instantânea. Imagem Mierl Protacio por Pexels

Marinada rápida utilizada para peixes ou alimentos mais delicados: azeite, suco de limão, folha de louro, tomilho (podendo ter variações), sal e pimenta do reino. Deixar por no máximo uma hora.

As marinadas são feitas colocando o peixe cru e cortado em fatias finas, dentro do suco de limão (ou outro elemento ácido), ao qual se podem juntar alho e ervas aromáticas durante uns 30 minutos. O peixe sofre um cozimento químico a frio. O ácido do limão “cozinha” a carne do peixe, tornando-a firme e opaca. Este é o processo utilizado no ceviche[2]  que foram herdadas das culturas pré-colombianas: Incas, Maias e Astecas.

Marinada cozimento à frio. Ceviche. Imagem Adriana Tenchini.

Ceviche

O ceviche é originário da América Latina, sendo inclusive considerado o prato nacional do Peru, fazendo parte do Patrimônio Cultural.


[2] Ceviche, cebiche ou seviche, é um prato de origem peruana baseado em peixe cru marinado em suco de limão ou lima ou outro citrico.

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Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE CAPA:


REFERÊNCIAS:

Banho-maria

O banho-maria é o método que se usa para aquecer lentamente um alimento e é utilizado como auxiliar de cocção. Ele consiste em utilizar duas panelas, uma delas com água quente e a outra com o alimento. A panela com água quente fica no fogo baixo ou médio. A panela com o alimento pode ficar mergulhada na água ou apenas no vapor desprendido.

Neste processo, os alimentos nunca são submetidos a uma temperatura superior a 100ºC, já que a partir desta temperatura, forma-se vapor de água. Pode ser realizado no fogão ou forno. Um dos exemplos mais comuns deste método são: o derretimento do chocolate e as receitas de pudim.  Atualmente existem panelas próprias para fazer o banho-maria.

O banho-maria é ideal para alimentos delicados que não podem ir direto ao calor forte, como o molho holandês, que talha ou resseca se submetido ao calor direto. Ele também é usado para a conservação dos alimentos (chafing dishes e equipamento de cozinha acoplado ao fogão) a uma temperatura constante. Mas deve-se observar o tempo de permanência, uma vez que a cocção contínua pode alterar o sabor e a textura dos alimentos.

Imagem Anna Tarazevich por Pexels.

Procedimentos:

  • Colocar os alimentos a serem preparados em banho-maria em um recipiente. Este deve ser menor comparado ao recipiente onde será colocado a água.
  • Colocar água no recipiente maior. Não encher. Colocar pouco menos da metade.
  • Deixar a água ferver e colocar o recipiente menor dentro do maior.
  • Não desligar o fogo. Deixar o recipiente menor boiando na água até os alimentos estiverem prontos, de acordo com a receita seguida.

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