Pita, pão árabe ou pão sírio é tradicional do Oriente Médio. É arredondado, chato e forma uma espécie de envelope, pois fica “oco” por dentro. Foi trazido para o Brasil no início do século XX pelos imigrantes sírio-libaneses. É um acompanhamento indispensável do babaganush e o homus. Também é utilizado para preparar o sanduíche “Beirute”: pão sírio, rosbife ou lagarto fatiado, queijo, alface, rodelas de tomate, ovo.
Pita, Pão Árabe ou Pão Sírio
Categoria: Café da manhã e Lanches, Couvert, Entradas, Acompanhamento/Guarnição, Petiscos, Panificação,
Especificação: Pão, massa plana, cozinha internacional (Oriente Médio), vegetariana, sem lactose
Tempo de Preparo: 2 horas
Rendimento: 12 pães
Dificuldade: Fácil Dificuldade: Fácil
Calorias por porção (1 unidade): 204 kcal

Ingredientes:
- 500 gramas de farinha de trigo
- 300 mililitros de água
- 10 gramas de fermento biológico seco
- 20 gramas de margarina
- 20 gramas de azeite
- 10 gramas de açúcar
- 10 gramas de sal
Modo de Preparo:
Pese todos os ingredientes separadamente. Em uma tigela, faça uma pequena esponja[1] com 20 gramas de farinha, 40 mililitros de água e todo o fermento. Deixe fermentar até que dobre de tamanho (entre 30 e 60 minutos).
À parte, faça uma massa com o restante da farinha de trigo, o restante da água, a margarina, o azeite, o açúcar e o sal. Sove até que fique lisa e coesa. Acrescente a esponja e termine de sovar quando a massa estiver brilhante e elástica (ponto de véu[2]). Boleie a massa e deixe descansar por 15 minutos.
Com o auxílio de um raspador de massa ou de uma faca grande, divida a massa em pedaços com 70 gramas cada. Boleie[3] cada pedaço e deixe descansar por mais 15 minutos. Com um rolo de massa, abra cada bolinha em formato de discos e deixe descansar por mais 10 minutos.
Pré-aqueça o forno no máximo (250º C) e, se tiver, coloque uma pedra refratária dentro. Coloque os discos diretamente na pedra ou em uma assadeira quente. Asse por 1 a 3 minutos de cada lado, até inflar e dourar levemente.
[1] Esponja: Pré-fermento preparado com parte da farinha, da água e do fermento da receita, deixado para fermentar antes de ser incorporado à massa final. Melhora o sabor, a textura e a estrutura do pão, favorecendo uma fermentação mais estável e eficiente.
[2] Ponto de véu: Estado da massa em que o glúten está plenamente desenvolvido, permitindo que ela seja esticada até formar uma película fina e translúcida, semelhante a um véu. Indica que a massa está elástica, homogênea e pronta para fermentar com boa retenção de gases.
[3] Bolear a massa: Técnica de modelagem em que porções de massa são giradas suavemente com as mãos até formarem bolas lisas e uniformes. Esse processo ajuda a criar tensão na superfície da massa, favorecendo uma fermentação mais controlada e um crescimento uniforme no forno.

Toques Finais e Sugestões:
1. Dicas de Consumo:
- Sirva o pão pita ainda morno com homus, babaganoush ou coalhada seca temperada, clássicos da culinária do Oriente Médio.
- Use como base para sanduíches enrolados com recheios como falafel, tiras de carne grelhada, legumes assados ou saladas frescas.
- Transforme em chips crocantes: corte em triângulos, pincele azeite, polvilhe zaatar ou páprica e leve ao forno até dourar.
- No café da manhã ou lanche, experimente com manteiga, mel ou pasta de tâmaras, criando uma versão doce.
- Pode ser usado como substituto de massa para minipizzas ou como pão de mesa em sopas e caldos.
2. Curiosidades:
- O pão pita é um dos pães mais antigos do mundo, com registros arqueológicos datando de mais de 4.000 anos, desde as civilizações mesopotâmicas.
- O famoso “envelope” que se forma ao assar o pão ocorre devido ao choque térmico: o calor intenso do forno transforma a umidade da massa em vapor, separando as camadas internas.
- Em muitos países do Oriente Médio, o pão pita é colocado diretamente sobre as mesas, sem pratos ou talheres, funcionando como utensílio para pegar os alimentos com as mãos.
- O nome “pita” tem origem no grego antigo, mas versões desse pão são encontradas em diversas culturas sob nomes como khubz, baladi ou shami.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
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