Tradicional e reconfortante, o missoshiru é um dos pratos mais simbólicos da culinária japonesa. Essa sopa leve, feita à base de missô (pasta de soja fermentada) e dashi (fundo aromático japonês), é presença constante nas refeições do Japão, especialmente no café da manhã, como parte do clássico ichiju-sansai (uma sopa e três acompanhamentos). Além do sabor umami marcante, o missoshiru pode ser enriquecido com ingredientes como tofu, algas, cogumelos ou vegetais da estação, tornando-se versátil e nutritivo. É uma ótima porta de entrada para os sabores da culinária japonesa autêntica.

Missoshiru – Sopa de Missô Japonesa

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição

Especificação: sopa, vegetais, Cozinha internacional (Japão), sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 1250 g – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (200 g ): 65 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 colher (sopa) de alga wakame seca
  • 5 xícaras de fundo aromático japonês (dashi)
  • 4 colheres (sopa) de missô (claro, escuro ou vermelho, a gosto)
  • 3/4 de xícara de tofu firme em cubos pequenos
  • (opcional) 3/4 de xícara de cogumelos frescos fatiados (shiitake ou shimeji)
  • 3 colheres (sopa) de cebolinha fatiada finamente

Modo de Preparo:

Hidrate a alga wakame em água fria por cerca de 5 minutos. Escorra e reserve. Aqueça o dashi em uma panela média, sem deixar ferver. Dissolva o missô separadamente: coloque-o em uma tigela pequena, adicione um pouco do dashi quente e misture até formar uma pasta homogênea. Acrescente o missô dissolvido à panela com o restante do dashi, mexendo delicadamente. Adicione o tofu, a alga wakame hidratada e, se desejar, os cogumelos. Cozinhe por mais 2 a 3 minutos em fogo baixo. Desligue o fogo antes de ferver, para preservar os microrganismos benéficos do missô. Sirva quente, finalizando com cebolinha fresca por cima

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo:

  • Tradicionalmente servido em pequenas tigelas, o missoshiru é consumido como entrada ou acompanhamento em refeições da culinária japonesa. Nesta receita, a porção considerada é de 1 tigela pequena (250 g), respeitando o padrão de serviço tradicional.
  • Pode acompanhar refeições leves ou pratos de inspiração oriental, equilibrando o conjunto com seu sabor delicado e reconfortante.
  • Para uma versão mais substanciosa, acrescente daikon em tiras, batata-doce ou cenoura previamente cozidos.
  • Experimente diferentes tipos de missô para variar o perfil de sabor: o shiro missô (claro) é mais suave e levemente adocicado, enquanto o aka missô (escuro) apresenta sabor mais intenso e profundo.

Curiosidades:

  • A palavra “missoshiru” vem da junção de “missô” (pasta fermentada de soja) e “shiru” (sopa).
  • No Japão, o missoshiru é uma tradição diária: muitos japoneses consomem uma tigela todas as manhãs.
  • A base da sopa é o dashi, que pode ser feito com kombu (alga marinha), katsuobushi (flocos de bonito seco) ou até shiitake seco, em versões veganas.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as Receitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O dashi é um fundo aromático essencial da culinária japonesa, valorizado por sua delicadeza e profundidade de sabor. Surgiu por volta do século VIII no Japão, quando o uso da alga kombu foi documentado pela primeira vez. Já no século XVII, o katsuobushi (peixe bonito seco, fermentado e defumado) passou a ser incorporado, marcando a criação do dashi moderno como conhecemos. Seu sabor característico, dominado pelo umami, serve de alicerce para pratos clássicos como o missoshiru, o chawanmushi, caldos de udon, entre muitos outros. Simples, porém sofisticado, o dashi expressa o espírito da culinária japonesa: extrair o máximo de sabor com o mínimo de ingredientes.

Dashi

Categoria: Aromáticos, bases de cozinha

Especificação: Fundos aromáticos, vegetais, cozinha internacional (Japão), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 1 litro

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (250 ml – 1 xícara): 8 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 10 g de alga kombu seca (cerca de 1 tira grande)
  • 1 litro de água
  • 20 g de katsuobushi (lascas de peixe bonito seco)

Modo de Preparo:

Coloque a alga kombu em uma panela com a água fria e deixe descansar por pelo menos 30 minutos (pode ser feito com antecedência, inclusive na geladeira por até 12 horas).

Leve a panela ao fogo médio e aqueça lentamente. Quando surgirem as primeiras bolhas (sem deixar ferver), retire o kombu com uma pinça ou escumadeira. Isso evita um sabor amargo. Assim que remover o kombu, aumente um pouco o fogo e, quando começar a ferver, desligue. Adicione imediatamente o katsuobushi e aguarde cerca de 5 minutos, ou até que as lascas afundem. Coe o dashi com um pano de algodão fino ou peneira forrada com papel toalha. Use imediatamente ou conserve na geladeira por até 3 dias. Também pode ser congelado em porções.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo

  • Use este caldo como base para sopas japonesas (missoshiru), caldos de macarrão (udon, soba) ou como líquido de cozimento para arroz temperado, legumes ou ovos.
  • Pode ser reduzido ou misturado a outros caldos para realçar o sabor de receitas não orientais, especialmente em molhos leves ou risotos.

Variações

  • Para uma versão vegana, substitua o katsuobushi por cogumelos secos (especialmente shiitake).
  • O caldo coado pode ser reutilizado em um segundo dashi, chamado niban dashi, ideal para preparações secundárias.

Curiosidade

O termo “umami” foi cunhado pelo químico japonês Kikunae Ikeda em 1908, ao estudar o sabor da alga kombu. Ele identificou o glutamato como responsável pelo gosto que hoje reconhecemos como o quinto sabor, e o dashi foi uma das primeiras expressões dessa descoberta na culinária.


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Coloridos, crocantes e com acidez suave, os Tsukemono são conservas japonesas tradicionais que acompanham as refeições como um equilíbrio perfeito de sabor e textura.

O termo tsukemono significa literalmente “coisas em conserva” e se refere a uma ampla variedade de legumes fermentados ou curados em sal, vinagre, farelo de arroz ou missô. Nesta versão rústica, os vegetais são preparados com salmoura rápida à base de vinagre de arroz, resultando em um picles leve, vibrante e fresco, ideal para servir com arroz branco, pratos grelhados ou como parte de um bento[1] japonês.

Tsukemono

Categoria: aromáticos, couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: Cozinha Internacional (Japão), conserva aromatizada, picles, vegetais, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos + 12 horas de descanso

Rendimento: 1100 gramas – 22 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (50 g): 8 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 cenoura média, cortada em palitos finos
  • 1 pepino japonês, cortado em rodelas finas
  • 1 nabo (daikon pequeno), fatiado em meia-lua
  • 1/4 de repolho roxo, cortado em tiras
  • 1 colher (sopa) de gengibre fresco em tirinhas
  • 1 colher (sopa) de sal marinho (não iodado)
  • 1 xícara (240 ml) de vinagre de arroz
  • 1/2 xícara (120 ml) de água
  • 3 colheres (sopa) de açúcar demerara
  • 1 tira pequena de alga kombu (opcional)
  • 1 pimenta dedo-de-moça cortada em rodelas (opcional)
  • 1 colher (sopa) de sementes de gergelim torradas (opcional)

Modo de Preparo:

Prepare os vegetais: Corte todos os legumes conforme indicado e coloque-os em uma tigela grande. Polvilhe com o sal e misture bem com as mãos. Deixe descansar por 20 minutos, até que soltem um pouco de líquido. Escorra levemente e reserve.

Faça a salmoura: Em uma panela pequena, aqueça o vinagre de arroz, a água e o açúcar até que o açúcar se dissolva completamente. Não é necessário ferver. Deixe esfriar até temperatura ambiente.

Monte os picles: Distribua os vegetais em potes de vidro esterilizados. Se desejar, adicione tiras de kombu e rodelas de pimenta entre as camadas. Despeje a salmoura fria sobre os legumes até cobri-los completamente. Finalize com sementes de gergelim torradas, se desejar.

Conserve e sirva: Tampe os potes e leve à geladeira por pelo menos 12 horas antes de consumir. O sabor se intensifica nos dias seguintes. Consumir em até 10 dias.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo:

Sirva os Tsukemono como guarnição para refeições asiáticas, em bento boxes, com arroz branco ou como parte de tábuas de entrada com pastas, missô ou queijos leves. Harmonizam bem com carnes grelhadas, peixes crus ou sanduíches vegetarianos.

Curiosidades:

No Japão, os tsukemono são tão presentes quanto o arroz. Antigamente, eram conservados em barris de madeira e fermentados por semanas. Esta versão rápida se inspira na técnica asazuke, uma conserva leve de preparo mais imediato. Cada cor de vegetal tem também um simbolismo cultural relacionado à harmonia e ao equilíbrio visual da refeição japonesa.



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Chá Medicinal da Tradição Han

Esta preparação quente era comum desde a dinastia Han (206 a.C.–220 d.C.) e faz parte da base da medicina tradicional chinesa. Era recomendada para “aquecer o yang” e ativar o fluxo de energia vital (Qi). Indicada para os dias frios, para combater resfriados e melhorar a digestão, essa combinação simples de gengibre fresco, canela e, às vezes, tâmaras vermelhas (jujubas) têm sido usadas há milênios por famílias chinesas. Era tanto remédio quanto conforto, um verdadeiro ritual de autocuidado.

Chá de Gengibre com Canela

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, decocção, ervas aromáticas e especiarias, cozinha internacional (China), vegana (sem o mel), vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 500 ml de água
  • 2 fatias grossas de gengibre fresco (com cerca de 5 cm de comprimento no total)
  • 1 pau de canela
  • Opcional: 2 tâmaras chinesas secas (jujubas) ou 1 colher (chá) de mel

Modo de Preparo:

Lave bem o gengibre e corte em fatias finas com casca. Coloque o gengibre e o pau de canela em uma panela com a água. Leve ao fogo médio e deixe ferver por 10 minutos com a panela semitapada. Se desejar, adicione as tâmaras nos últimos 5 minutos. Coe e sirva quente. Adicione mel apenas após o preparo, se quiser suavizar o sabor.

Toques Finais e Sugestões:


Quer saber quais são os benefícios nutricionais da canela? Acesse.

E do gengibre? Acesse.


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O chá de jasmim é um dos mais refinados e simbólicos da cultura chinesa. Sua origem remonta à dinastia Song (960–1279), mas foi na dinastia Ming (1368–1644) que ganhou status de bebida de prestígio entre a elite chinesa. Produzido tradicionalmente com folhas de chá verde ou branco e perfumado naturalmente com flores frescas de jasmim, esse chá era oferecido em cerimônias imperiais e apreciado por sua fragrância floral e propriedades calmantes. Representa pureza, harmonia e o equilíbrio entre força e delicadeza, pilares da filosofia oriental.

Chá de Jasmim – Mòlìhuã Chá

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, infusão, ervas aromáticas, cozinha internacional (China), vegetariana, vegana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 1 porção

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 colher (chá) de flores desidratadas de jasmim (chá de jasmim)
  • 1 xícara de água mineral ou filtrada

Modo de Preparo:

Aqueça a água até aproximadamente 80 °C. Evite ferver para não queimar as flores. Coloque o chá de jasmim em um bule ou infusor. Despeje a água quente sobre o chá e tampe. Deixe em infusão por 5 minutos. Coe e sirva imediatamente, preferencialmente em xícaras pequenas e aquecidas.

Toques Finais e Sugestões:


Dicas de consumo:

Sirva puro, sem adoçar, para preservar os sabores naturais e florais. Ideal para acompanhar refeições leves, como frutas frescas, biscoitos de arroz, bolinhos de arroz glutinoso ou sobremesas delicadas à base de lichia ou flor de laranjeira.

Curiosidades:

1. Na China antiga, acreditava-se que o chá de jasmim acalmava o espírito e equilibrava a energia do coração. Era comum oferecê-lo a convidados de honra como símbolo de respeito e boas-vindas. Sua fragrância era associada à nobreza de caráter e serenidade interior.

2. Bebida funcional / fitoterápica – possui propriedades calmantes, digestivas e antioxidantes.

3. Culinária asiática tradicional – com forte presença em cardápios chineses cerimoniais.

4. Harmonização – combina bem com pratos leves, doces florais e menus degustação refinados.

5. Sobremesas e preparações aromáticas – pode ser incorporado em xaropes, gelatinas ou sorvetes com perfil floral.


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O Pernil Agridoce com Broto de Bambu é uma preparação inspirada na culinária chinesa, especialmente nas versões populares da cozinha cantonesa difundidas em restaurantes orientais ao redor do mundo. A combinação da carne suína com legumes salteados e molho agridoce resulta em um prato equilibrado entre acidez, dulçor e sabor umami. O broto de bambu acrescenta textura crocante e leveza à preparação, além de absorver bem os temperos do molho. É uma receita prática, aromática e muito versátil para refeições do dia a dia.

Pernil Agridoce com Broto de Bambu

Categoria: Prato principal

Especificação: Carnes Vermelha, Carne Suína, Cozinha Internacional (China), vegetais, sem lactose

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 600 gramas – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (300 g): 370 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Molho Agridoce

  • 3 colheres (sopa) de ketchup
  • 3 colheres (sopa) de shoyu
  • 3 colheres (sopa) de saquê mirim
  • 1 colher (sopa) de açúcar
  • 4 colheres (sopa) de vinagre de arroz (ou vinagre de maçã)
  • 4 colheres (sopa) de água
  • 1 colher (sopa) de amido de milho

Pernil e Legumes

  • 300 gramas de pernil, picado em cubos
  • 100 gramas de amido de milho
  • 1 colher (sopa) de óleo de gergelim (ou azeite)
  • 2 dentes de alho, picadinho
  • 2 cebolas, cortados em cubos médios
  • 1 pimentão verde cortado em cubos
  • 300 gramas de broto de bambu cozido

Modo de Preparo:

Molho Agridoce

Misture todos os ingredientes do molho em uma tigela e reserve.

Pernil e Legumes

Empane os cubos de pernil com o amido de milho. Reserve.

Em uma frigideira grande ou wok, aqueça o óleo de gergelim e doure o alho, a cebola e o pimentão. Adicione o pernil empanado e sele por cerca de 2 minutos, mexendo sempre. Junte o broto de bambu e o molho agridoce reservado. Misture bem e cozinhe por aproximadamente 10 minutos, mexendo de vez em quando, até que a carne esteja cozida e o molho fique espesso. Se necessário, adicione um pouco mais de água para ajustar a consistência.

Sirva quente, acompanhado de arroz branco.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo: Este prato é ideal para um almoço ou jantar prático e saboroso. Sirva com arroz branco ou arroz jasmim. Pode ser complementado com legumes no vapor ou salada de pepino para refrescar a refeição.

2. Curiosidades:

  • O broto de bambu é um ingrediente milenar na culinária chinesa, muito valorizado por sua textura crocante e sabor neutro que absorve bem os temperos.
  • O molho agridoce com ketchup e vinagre é uma adaptação moderna de sabores chineses tradicionais e se popularizou principalmente fora da China, como na América do Norte e no Brasil.

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O arroz é um símbolo de vida na China, cultivado há mais de 8 mil anos e presente diariamente nas refeições da população. Tradicionalmente, o arroz branco cozido no vapor é o acompanhamento básico. No entanto, o Chǎofàn, ou arroz frito, surgiu como uma forma engenhosa e saborosa de reaproveitar sobras. Essa é uma prática ancestral que atravessou os séculos e se transformou em um verdadeiro ícone da culinária chinesa.

Essa preparação teve origem durante a dinastia Sui, por volta do século VI, e tornou-se um prato prático e popular nas casas chinesas. Com o tempo, ganhou reconhecimento internacional graças à sua adaptabilidade. Pode ser preparado com poucos ingredientes ou em versões mais sofisticadas, incorporando legumes, carnes, frutos do mar ou alternativas vegetarianas. O segredo está no uso do arroz frio e solto, no wok bem aquecido e na combinação equilibrada de sabores, que juntos conferem o sabor único dessa tradição.

Arroz Frito Chinês Clássico

Categoria: acompanhamento/guarnição, prato principal,

Especificação: arroz, cereal, vegetais, vegetariano, cozinha internacional (China)

Tempo de Preparo: 15 minutos (com arroz cozido previamente

Rendimento: 960 gramas – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (160 g): 205 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de óleo vegetal (de amendoim ou girassol)
  • 2 ovos
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher (chá) de gengibre fresco ralado
  • 1 cenoura média em cubos pequenos
  • ½ xícara de ervilhas frescas ou congeladas
  • 3 xícaras de arroz cozido (frio, preferencialmente de um dia para o outro)
  • 2 colheres (sopa) de molho de soja (shoyu)
  • 1 colher (chá) de óleo de gergelim torrado (opcional)
  • Sal e pimenta do reino branca a gosto
  • 1/4 de xícara de cebolinha verde picada

Modo de Preparo:

Aqueça o wok ou uma frigideira grande em fogo alto. Adicione 1 colher (sopa) de óleo vegetal. Quebre os ovos na frigideira, mexendo rapidamente até que fiquem levemente firmes. Retire os ovos e reserve. Adicione mais 1 colher (sopa) de óleo ao wok. Refogue o alho e o gengibre por alguns segundos até perfumar. Acrescente a cenoura e cozinhe por 2 minutos. Junte as ervilhas e continue refogando por mais 1 minuto. Adicione o arroz frio, soltando os grãos com a espátula. Misture bem por 2 a 3 minutos, até aquecer por completo. Volte com os ovos mexidos para a panela. Tempere com o molho de soja, óleo de gergelim (se usar), sal e pimenta do reino branca. Finalize com a cebolinha fresca e sirva imediatamente.

Toques Finais e Sugestões:


1. Porcionamento: Esta receita rende aproximadamente 6 porções de 160 g, sendo classificada como acompanhamento/guarnição. O porcionamento foi definido com base no post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

O arroz frito pode ser servido sozinho como um prato principal leve ou como acompanhamento de carnes salteadas, frango agridoce, tofu crocante ou legumes ao vapor. É perfeito para refeições rápidas, almoços escolares ou jantares em família.

3. Variações tradicionais:

  • Adição de carne de porco assada (char siu), frango cozido ou camarões
  • Uso de arroz de jasmim (tailandês) para aroma mais floral
  • Substituição do molho de soja por tamari (sem glúten)
  • Versão 100% vegetariana com broto de feijão e repolho picado

4. Curiosidades:

Na China, o arroz frito era preparado pelas famílias para evitar o desperdício sendo uma virtude culturalmente valorizada. A técnica de saltear no wok promove a liberação do chamado wok hei, um sabor defumado e característico muito apreciado na culinária chinesa. Esse prato também serviu de base para muitas variações adaptadas em outros países asiáticos e no Ocidente.


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A culinária chinesa desenvolveu, ao longo de milênios, técnicas capazes de transformar ingredientes simples em preparações profundamente aromáticas e equilibradas. Entre elas, destaca-se a fermentação da soja, consolidada ainda durante o período dos Reinos Combatentes (475–221 a.C.), origem de diversos condimentos tradicionais como missô, shoyu e pastas fermentadas. Nesta receita, o missô oferece intensidade e profundidade umami ao lombo suíno, enquanto os vegetais e cogumelos trazem leveza, frescor e contraste de textura. O resultado é um prato rápido, nutritivo e marcante, típico dos salteados orientais preparados em fogo alto.

Porco Oriental com Vegetais

Categoria: prato principal, petisco

Especificação: Carnes vermelhas, carne suína, vegetais, Cozinha internacional (China), sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 500 gramas – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (250 g): 382 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de missô (pasta de soja fermentada)
  • 1 colher (sopa) de mel ou açúcar mascavo
  • 1 colher (chá) de vinagre de arroz
  • 3 colheres (sopa) de água filtrada
  • 1 colher (sopa) de óleo de gergelim torrado
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher (chá) de gengibre ralado
  • 450 g de lombo de porco em tiras finas
  • 1 1/2 xícara de brócolis ou folhas de mostarda
  • 1 xícara de cogumelos fatiados (shiitake ou paris)

Modo de Preparo:

Em uma tigela pequena, misture o missô, o mel (ou açúcar mascavo), o vinagre de arroz e a água filtrada até formar um molho homogêneo e levemente espesso. Reserve.

Aqueça o óleo de gergelim em uma frigideira grande ou wok em fogo alto. Refogue rapidamente o alho e o gengibre até liberarem aroma. Acrescente o lombo suíno em tiras e salteie continuamente até dourar bem e cozinhar completamente, formando leves áreas caramelizadas nas bordas.

Adicione os vegetais escolhidos e os cogumelos. Cozinhe por mais alguns minutos, mantendo os legumes levemente crocantes. Junte o molho reservado e misture bem até todos os ingredientes ficarem envolvidos e brilhantes. Salteie por 3 a 5 minutos, permitindo leve redução do molho. Sirva imediatamente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Por se tratar de um prato principal composto por proteína animal, vegetais e molho de envolvimento, a porção de 250 g segue o padrão indicado no post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Este prato harmoniza muito bem com arroz oriental branco, arroz integral ou macarrão de arroz (rice noodles). Também pode ser acompanhado por legumes cozidos no vapor ou conservas orientais suaves, equilibrando a intensidade salgada e umami do missô. Chás fermentados, como pu-erh ou oolong, complementam a refeição e ajudam a limpar o paladar entre as mordidas.

3. Curiosidades:

  • O missô, embora mais associado à culinária japonesa contemporânea, possui raízes em antigas técnicas chinesas de fermentação da soja, desenvolvidas há mais de dois mil anos para conservação e enriquecimento nutricional dos alimentos.
  • Os salteados preparados em wok são uma das técnicas mais tradicionais da culinária chinesa. O cozimento rápido em altas temperaturas preserva a textura dos vegetais e favorece reações de caramelização que intensificam o sabor dos alimentos.

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Receita Tradicional Chinesa. Inspirado nos rituais da dinastia Shang

Na China Antiga, especialmente durante a dinastia Shang, que durou aproximadamente de 1600 a 1046 a.C., os bolinhos de arroz eram parte importante das oferendas utilizadas em rituais espirituais e festividades. Esta receita apresenta uma releitura doce e delicada desses preparos ancestrais, combinando arroz glutinoso, pasta de feijão e mel. Cozidos no vapor, os bolinhos preservam o sabor natural dos ingredientes e oferecem uma textura macia e reconfortante. São ideais para momentos especiais, podendo ser servidos como lanche ou sobremesa em ocasiões simbólicas e cerimoniais.

Bolinhos Doce de Arroz ao Vapor

Categoria: lanche, sobremesa, petiscos, confeitaria

Especificação: bolinho doce, cereais, leguminosas, sem lactose, sem glúten, cozinha internacional (China), vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 1 hora (inclui o tempo de hidratação do arroz)

Rendimento: 8 bolinhos

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 bolinho – 50 g): 95 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de arroz glutinoso cru (ou arroz branco comum bem cozido)
  • 1/2 xícara de feijão azuki cozido e amassado (ou feijão vermelho)
  • 2 colheres (sopa) de mel
  • 1 colher (chá) de óleo de coco
  • 1 pitada de sal
  • Sementes de gergelim para decorar

Modo de Preparo:

Lave bem o arroz glutinoso e deixe de molho por pelo menos 4 horas. Escorra e cozinhe em água até que fique muito macio e grudento. Se usar arroz branco comum, cozinhe até obter consistência bem pastosa. Amasse o arroz com uma colher ou pilão até formar uma massa pegajosa e moldável. Reserve.

Em uma tigela, misture o feijão cozido e amassado com o mel, o óleo de coco e uma pitada de sal, formando uma pasta cremosa.

Divida a massa de arroz em porções iguais e modele em bolinhos achatados. Coloque uma pequena porção da pasta de feijão no centro de cada bolinho e feche cuidadosamente, moldando novamente. Cozinhe os bolinhos no vapor por cerca de 15 minutos. Finalize salpicando sementes de gergelim por cima. Sirva morno.

Toques Finais e Sugestões:

1. Quantidade de água para cozinhar o arroz:

  • Para arroz glutinoso cru: usar cerca de 2 xícaras de água para cada 1 xícara de arroz, cozinhar em fogo baixo até que a água seja absorvida e o arroz fique bem macio e pegajoso. Pode ser necessário ajustar a quantidade de água dependendo do tipo de arroz e da panela.
  • Para arroz branco comum: usar cerca de 3 xícaras de água para 1 xícara de arroz, cozinhando até que o arroz esteja bem cozido e macio, quase como um mingau, para formar a massa pastosa.

2. Dicas de consumo

Sirva acompanhado de chá verde ou chá de jasmim, como sobremesa após refeições leves ou em momentos de contemplação. Também é uma excelente opção de lanche doce, especialmente em dias mais introspectivos ou como parte de rituais pessoais e culturais.

3. Curiosidades

Na tradição ritualística da dinastia Shang, os alimentos oferecidos aos ancestrais eram preparados com grande cuidado e simplicidade, priorizando o valor simbólico e espiritual. O uso do vapor, que conserva a essência dos ingredientes, é um legado dessas práticas. O feijão vermelho também era considerado auspicioso, associado à prosperidade e proteção.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

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Um prato de alma camponesa e coração ancestral.

Durante as dinastias Shang e Zhou, os ensopados eram uma das formas mais comuns de preparar alimentos nutritivos e compartilhados em família. Cozidos longos com carne e legumes eram valorizados não apenas pela praticidade e rendimento, mas também pelos benefícios à saúde, segundo os preceitos da medicina tradicional chinesa.

Esta receita combina três ingredientes amplamente utilizados na China Antiga: carne suína, nabo e feijão mung (ou feijão verde). A carne de porco era símbolo de fartura, o nabo era associado à leveza e digestão, e o feijão mung era considerado um alimento funcional, utilizado para limpar o calor do corpo e fortalecer o organismo. O preparo é simples, rústico e profundamente reconfortante, é um convite para saborear com calma e atenção.

Ensopado de Porco com Nabo e Feijão Mung

Categoria: prato principal

Especificação: Sopa, carne vermelha, leguminosa, Cozinha internacional (China), sem lactose

Tempo de Pré preparo: 6 horas (demolho)

Tempo de Preparo: 1h30

Rendimento: 1850 g – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (350 g): 350 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 colher (sopa) de óleo de gergelim (opcional)
  • 500 g de carne suína (lombo ou pernil), em cubos médios
  • 2 colheres (sopa) de gengibre fresco, em fatias
  • 2 colheres (sopa) de cebolinha ou alho-poró picado
  • 1/2 xícara de feijão mung demolhado por 6 horas
  • 1 nabo grande, descascado e cortado em rodelas
  • 1 litro de água
  • Sal a gosto
  • Molho de soja (opcional, para servir)

Modo de Preparo:

Em uma panela funda, aqueça o óleo (ou apenas a panela, caso não use óleo) e sele os cubos de porco até dourarem levemente. Adicione o gengibre e a cebolinha. Refogue por cerca de 2 minutos. Acrescente o feijão mung escorrido e o nabo em rodelas. Cubra com a água e leve à fervura. Reduza o fogo e cozinhe por cerca de 1 hora, com a panela semitapada, até que a carne esteja macia e o feijão bem cozido. Ajuste o sal no final do cozimento. Sirva bem quente. Pode ser finalizado com um fio de óleo de gergelim ou algumas gotas de molho de soja leve.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo:

Ideal para dias frios, como faziam os antigos camponeses chineses. Sirva com arroz branco ou bolinhos cozidos de arroz (nian gao) para compor uma refeição completa e reconfortante.

Curiosidades:

  • O feijão mung é um dos ingredientes mais antigos cultivados na Ásia e ainda hoje é usado em sopas e chás medicinais. Para garantir boa digestibilidade e cozimento uniforme, recomenda-se deixá-lo de molho por pelo menos 6 horas em água filtrada.
  • O nabo, quando cozido por longos períodos, perde o amargor e adquire uma doçura suave que equilibra o sabor da carne.
  • Ensopados como este eram tradicionalmente preparados em grandes caldeirões de barro, deixados no fogo baixo ao longo do dia.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as Receitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Na China Antiga, o milheto, também conhecido também como painço, era o principal cereal cultivado no norte do país. Este mingau remete à dieta cotidiana das dinastias Xia e Shang, onde os ingredientes eram valorizados em sua forma natural e nutritiva. Suave, adocicado e energético, este prato tradicional pode ser servido quente em manhãs frias, como faziam as famílias há milhares de anos. Além da China, o milheto também foi amplamente utilizado em outras civilizações antigas, como na Índia e na África, por sua resistência ao clima seco e alto valor nutricional.

Mingau de Milheto com Inhame e Frutas Secas

Categoria: Café da manhã, lanche, sobremesa

Especificação: mingau, Cozinha internacional (China), vegetariana, vegana (sem o mel), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 45 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção  (1 tigela pequena – 250g): 236 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de milheto cru (painço)
  • 1 litro de água
  • Uma pitada de sal
  • 1 inhame médio descascado e cortado em cubos pequenos
  • 1/2 xícara de jujubas secas (ou tâmaras, se preferir)
  • 1/4 xícara de damascos secos picados
  • 1 colher (sopa) de mel ou melado (opcional)
  • Nozes picadas ou sementes de gergelim para finalizar

Modo de Preparo:

Lave bem o milheto em água corrente até que a água saia clara. Em uma panela de fundo grosso, coloque o milheto, a água e o sal. Quando começar a ferver, adicione o inhame e reduza o fogo. Cozinhe em fogo baixo por cerca de 30 minutos, mexendo ocasionalmente. Nos últimos 10 minutos, adicione as frutas secas. Ao final, o mingau deve estar cremoso. Ajuste o mel se desejar um sabor mais doce. Sirva quente, polvilhado com nozes ou sementes de gergelim.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo:

Este mingau é perfeito como café da manhã ou lanche reconfortante em dias frios. Também pode ser servido como refeição leve em momentos de jejum ou descanso digestivo. Guarde o restante em pote fechado na geladeira por até 3 dias. Para reaquecer, adicione um pouco de água ou leite vegetal.

Curiosidades:

  • O milheto (painço) é um dos primeiros cereais domesticados pelo ser humano, cultivado há mais de 7 mil anos.
  • Por ser isento de glúten, é uma excelente alternativa para pessoas com intolerância ou sensibilidade ao glúten.
  • A jujuba seca usada nesta receita é a fruta da planta Ziziphus jujuba, conhecida também como tâmara chinesa. Muito comum na culinária asiática, tem sabor adocicado suave e propriedades medicinais reconhecidas na medicina tradicional chinesa. Se não for encontrada facilmente, pode ser substituída por tâmaras ou uvas-passas.
  • Na medicina tradicional chinesa, o mingau de milheto com inhame é usado como fortalecedor do baço e do sistema digestivo.
  • Substitutos do milheto: Se não encontrar milheto, os seguintes grãos podem ser usados como substitutos com características semelhantes:
    • Quinoa: possui textura e perfil nutricional próximos, mas com sabor mais terroso.
    • Cuscuz de milho: pode substituir o milheto em mingaus e pratos cozidos.
    • Arroz integral: ainda que com sabor diferente, pode ser alternativa em preparos como mingaus e acompanhamentos
      • .

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Inspirado  nas tradições doces das antigas civilizações do Crescente Fértil e da Anatólia, como o Egito Antigo, a Mesopotâmia e o Império Hitita, este bolo de nozes e mel resgata ingredientes e sabores que atravessaram milênios. O mel, considerado um presente dos deuses pelos egípcios e valorizado também pelos hititas, era amplamente utilizado em cerimônias religiosas, oferendas e preparações festivas. As nozes, por sua vez, eram cultivadas tanto nas margens férteis dos rios Tigre e Eufrates quanto nas regiões montanhosas da Anatólia, sendo associadas à fartura e amplamente utilizadas em receitas ancestrais. Esta receita é uma releitura contemporânea desses costumes e combina a doçura natural do mel, a textura das nozes e o perfume da canela, uma especiaria rara e cobiçada no mundo antigo.

Bolo de Nozes e Mel

Categoria: Café da manhã, lanches, sobremesas, confeitaria

Especificação: Bolo, massa cremosa, Cozinha internacional (Egito, Oriente Médio), vegetariana

Tempo de Preparo: 50 minutos (20 min de preparo + 30 min de forno)

Rendimento: 1000 gramas – 10 fatias

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção – sem calda leve (1 fatia – 100 g): 303 kcal

Calorias por porção – com calda leve (1 fatia – 100 g): 338 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 3 ovos
  • 1/2 xícara de açúcar mascavo
  • 1/2 xícara de mel puro
  • 1/2 xícara de óleo vegetal ou manteiga derretida
  • 1 xícara de leite (pode ser vegetal)
  • 1 e 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • 1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 1 xícara de nozes picadas

Modo de Preparo:

Pré-aqueça o forno a 180 °C. Unte uma forma redonda com manteiga e enfarinhe. Em uma tigela, bata os ovos com o açúcar mascavo até obter um creme claro. Acrescente o mel, o óleo e o leite. Misture bem. Em outro recipiente, peneire a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal e a canela. Incorpore os secos à mistura líquida, mexendo delicadamente até formar uma massa homogênea. Adicione as nozes picadas por último, misturando suavemente.

Despeje a massa na forma preparada e leve ao forno por cerca de 30 a 35 minutos, ou até dourar e o palito sair limpo. Retire do forno, espere esfriar e, se desejar, finalize com uma calda leve de mel e nozes. Ou pode simplesmente decorar com pedaços de nozes.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo:

  • Sirva com chá de especiarias, chá preto ou café forte.
  • Perfeito para lanches da tarde, cafés da manhã especiais ou como sobremesa leve.
  • Decore com nozes inteiras, flores comestíveis e fios de mel para um toque elegante.
  • Fica ainda mais saboroso no dia seguinte, após bem embalado em temperatura ambiente.

2. Curiosidades:

  • No Egito Antigo, o mel era usado como alimento, medicamento e oferenda. Era considerado sagrado e símbolo de pureza e imortalidade.
  • As nozes faziam parte da alimentação nobre na região da Mesopotâmia e também tinham valor simbólico ligado à fartura.
  • A canela era tão rara e valiosa que durante séculos teve sua origem escondida pelos comerciantes árabes.
  • Bolos com ingredientes naturais como este têm raízes nas primeiras práticas de confeitaria da humanidade.

3. Calda leve de mel e nozes

Ingredientes:

  • 1/4 de xícara de mel puro
  • 2 colheres (sopa) de água
  • 1/3 de xícara de nozes picadas grosseiramente
  • 1 colher (chá) de suco de limão (opcional, para equilibrar a doçura)

Modo de preparo:

Em uma panelinha, aqueça o mel com a água em fogo baixo até começar a borbulhar suavemente. Acrescente as nozes picadas e deixe cozinhar por 2 a 3 minutos, mexendo sempre. Se desejar, adicione o suco de limão para realçar o sabor. Desligue o fogo e deixe a calda amornar levemente antes de despejar sobre o bolo já assado e frio.


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