O tzatziki é um molho cremoso e refrescante de origem grega, muito popular também em Chipre e em diferentes países do Oriente Médio. Sua base é feita com iogurte, pepino e ervas frescas, o que resulta em uma combinação leve, ácida e aromática. Tradicionalmente servido como acompanhamento de carnes grelhadas, como cordeiro ou frango, também é presença constante em pratos típicos como o souvlaki e o gyros. Versátil e saudável, pode ser utilizado como dip para pães, torradas e vegetais crus, trazendo frescor a qualquer refeição.

Tzatziki

Categoria: couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanche, petisco

Especificação: Molho frio, molho à base de laticínios, molho cru ou batido, Cozinha internacional (Grécia, Chipre, Oriente Médio), vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 160 ml – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (50 ml): 28 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1/2 pepino grande, sem sementes, ralado grosso
  • Sal a gosto
  • 100 g de iogurte natural
  • 1/2 dente de alho, bem amassado
  • 2 ramos de hortelã, bem picados
  • 1/2 limão (suco)
  • 1 fio de azeite extravirgem

Modo de Preparo:

Misture o pepino ralado com algumas pitadas de sal e deixe descansar por cerca de 15 minutos. Esprema o pepino para retirar o excesso de líquido. Se necessário, lave rapidamente para retirar o excesso de sal.

Em uma tigela, misture o iogurte com o alho, a hortelã, o suco de limão e um fio de azeite. Acrescente o pepino bem escorrido e espremido. Ajuste o sal. Sirva à temperatura ambiente ou gelado, decorado com azeite e folhas de hortelã.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção padrão desta receita é de 50 ml por pessoa, indicada para uso como molho frio, acompanhamento de pratos quentes, lanches, petiscos ou couvert. Essa quantidade proporciona equilíbrio no serviço, trazendo frescor e cremosidade sem sobrecarregar a refeição. A definição da porção segue as orientações no post A Composição do Almoço e do Jantar, respeitando a lógica de composição do menu.

2. Dicas de consumo:

O tzatziki é um molho frio extremamente versátil, capaz de cumprir diferentes funções no serviço.
Como acompanhamento em lanches, petiscos e couvert, pode ser servido com pão pita, pães achatados, torradas rústicas ou vegetais crus, oferecendo frescor e cremosidade.

É tradicionalmente utilizado como molho para pratos quentes, como souvlaki, gyros, espetinhos de cordeiro ou frango grelhado, ajudando a equilibrar preparações mais gordurosas ou intensamente temperadas. Também funciona muito bem como acompanhamento de carnes grelhadas simples, peixes assados e legumes na brasa.

Em apresentações mais contemporâneas, pode ser servido como dip em tábuas mediterrâneas, ao lado de homus, babaganoush, azeitonas marinadas e folhas frescas, criando contraste de texturas e temperaturas.

3. Curiosidades

O tzatziki é um dos preparos mais emblemáticos da culinária grega, presente tanto em refeições familiares quanto nas tavernas tradicionais. Sua base de iogurte e pepino reflete o uso inteligente de ingredientes simples para lidar com o calor do Mediterrâneo, oferecendo frescor e digestibilidade.

Preparações semelhantes ao tzatziki aparecem em diferentes países do Oriente Médio e dos Bálcãs, evidenciando a circulação cultural e gastronômica da região ao longo dos séculos. Apesar das variações, a versão grega se destaca pela textura mais espessa e pelo uso equilibrado de alho e ervas frescas.

Historicamente, o tzatziki sempre teve a função de acompanhar e equilibrar pratos quentes e carnes grelhadas, ajudando a suavizar a gordura e a intensidade dos sabores, papel que mantém até hoje na cozinha contemporânea.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

O cacık é uma preparação turca tradicional, leve, aromática e incrivelmente refrescante. Com origem nas regiões mais quentes da Anatólia, é uma receita ancestral que representa bem o conceito de cozinha do Mediterrâneo oriental: simples, saudável e cheia de sabor. Muito consumido no verão, o cacık pode ser servido como sopa fria, entrada ou acompanhamento. É o par perfeito para carnes grelhadas, pão sírio ou mesmo como uma pausa leve entre pratos mais intensos. É parente direto do grego tzatziki, embora mais fluido e refrescante, com presença marcante da hortelã.

Cacik

Categoria: couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanche, petisco,

Especificação: Molho frio, molho à base de laticínios, molho cru ou batido, Cozinha internacional (Oriente Médio, Irã), vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 800 ml – 16 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 ml): 30 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 xícaras (chá) de iogurte natural integral
  • 1/2 xícara (chá) de água gelada (ou mais, conforme a textura desejada)
  • 1 pepino japonês grande (ou 2 pequenos), com casca, ralado grosso ou picado em cubinhos
  • 1 dente de alho pequeno, amassado
  • 1/4 colher (chá) de sal
  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva extravirgem
  • 1/2 colher (chá) de hortelã seca (ou 1 colher (sopa) de hortelã fresca picada)
  • Ramos de hortelã fresca e um fio de azeite para decorar (opcional)

Modo de Preparo:

Em uma tigela, misture o iogurte com a água gelada até obter uma consistência cremosa e fluida. Adicione o pepino ralado ou picado, o alho, o sal e o azeite. Acrescente a hortelã e misture bem. Ajuste a quantidade de água conforme a textura desejada: mais líquido se quiser servir como sopa, ou mais espesso se preferir como molho. Leve à geladeira por pelo menos 20 minutos antes de servir para realçar o frescor. Sirva em bowls ou pratos fundos, finalizando com folhas de hortelã fresca e um fio de azeite.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A receita tem como porção padrão 50 ml por pessoa quando servida como acompanhamento em lanches, petiscos, couvert ou como complemento de pratos quentes, especialmente grelhados, assados e preparações mais intensas em sabor. Essa quantidade é suficiente para complementar a refeição sem sobrecarregar o serviço. No entanto, o cacık também pode ser servido como sopa fria leve de entrada. Nesse caso, a porção deve ser ajustada para 200 ml por pessoa, volume adequado para o primeiro serviço, garantindo frescor, leveza e preparo do paladar para os pratos seguintes. Esse ajuste segue as orientações do post A Composição do Almoço e do Jantar, respeitando a lógica de composição do menu e o equilíbrio entre os serviços.

2. Dicas de consumo:

O cacık pode assumir diferentes papéis no serviço, adaptando-se facilmente ao contexto do menu.
Como acompanhamento em lanches, petiscos ou couvert, harmoniza muito bem com pães achatados (pão sírio, pita ou lavash), torradas rústicas e pães integrais. Também funciona como elemento refrescante ao lado de mezze como homus, babaganoush, muhammara e azeitonas marinadas.

Servido como acompanhamento de pratos quentes, equilibra carnes grelhadas e assadas, como cordeiro, kafta, frango ou espetinhos de legumes, suavizando preparações mais intensas e trazendo contraste de temperatura e acidez.

Na versão sopa fria de entrada, deve ser servido bem gelado, preferencialmente em pratos fundos ou tigelas pequenas, com um fio de azeite e folhas frescas de hortelã ou endro. É especialmente indicado para menus de verão, refeições mediterrâneas ou sequências de pratos mais aromáticos, preparando o paladar de forma leve e elegante.

3. Curiosidades:

  • O cacık é uma preparação tradicional da culinária turca, profundamente associada aos meses mais quentes do ano. Sua função histórica sempre esteve ligada ao refresco do corpo e do paladar, aproveitando ingredientes disponíveis localmente, como iogurte, pepino e ervas frescas.
  • Embora seja frequentemente comparado ao tzatziki grego, o cacık se diferencia por sua textura mais fluida e pelo uso mais marcado de líquidos, o que permite que seja servido tanto como molho quanto como sopa fria. Em algumas regiões da Turquia, ele chega a ser consumido diariamente durante o verão.
  • Registros linguísticos indicam que o termo “cacık” já era utilizado no período do Império Otomano para designar misturas frias de vegetais com iogurte, reforçando sua origem ancestral. Variações semelhantes podem ser encontradas em cozinhas vizinhas do Oriente Médio, como no Irã, Síria e Líbano, evidenciando a circulação cultural e gastronômica da receita ao longo dos séculos.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Inspirados nas pastas doces servidas em banquetes reais da Antiguidade, estes docinhos combinam tâmaras, frutos secos, especiarias e mel. Em diversas culturas do Crescente Fértil, como a Mesopotâmia, a Pérsia e as regiões do Levante, era comum preparar sobremesas com ingredientes considerados nobres e simbólicos. Tâmaras, nozes, mel e água de rosas compunham doces aromáticos oferecidos tanto em rituais quanto em celebrações refinadas. Esta receita resgata essa tradição ancestral com um toque contemporâneo, mantendo a elegância e os sabores intensos que marcaram a cozinha dos antigos impérios do Oriente.

Docinho de Tâmara com Nozes e Açafrão

Categoria: Café da manhã, lanches, sobremesa, confeitaria

Especificação: Docinho, cozinha internacional (Oriente Médio, Irã), sem glúten, sem lactose, vegana, vegetariana,

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 20 unidades

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 300 g de tâmaras sem caroço
  • 1/2 xícara de nozes ou amêndoas torradas
  • 1 colher (sopa) de mel
  • 1 pitada de açafrão
  • 1 colher (chá) de água de rosas (opcional)
  • Gergelim ou pistache moído para decorar

Modo de Preparo:

No processador, triture as tâmaras e as nozes (ou amêndoas) até obter uma pasta espessa e moldável. Adicione o mel, o açafrão e a água de rosas (se usar), misturando bem até incorporar. Modele a massa em bolinhas ou pequenos cilindros. Passe cada docinho em gergelim ou pistache moído, pressionando levemente para fixar. Sirva em temperatura ambiente, acompanhados de chá de especiarias ou chá de hortelã.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo:

Ideal para acompanhar chás aromáticos em momentos de pausa ou como parte de uma seleção de doces em celebrações. Também podem ser embalados individualmente e oferecidos como presente artesanal.

2. Curiosidades:

Tâmaras e mel eram considerados ingredientes sagrados em muitas culturas antigas, associados à longevidade e à fartura. A combinação com especiarias como o açafrão confere um toque sofisticado e remete aos banquetes dos antigos impérios orientais.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Banquetes no Império Persa eram exuberantes e equilibravam sabores doces, salgados e ácidos. Carnes como cordeiro e cabrito eram preparadas com frutas secas, mel e ervas, uma tradição que influenciou toda a culinária do Oriente Médio. Este prato celebra essa sofisticação com simplicidade histórica.

Cordeiro com Ameixas, Ervas e Mel

Categoria: Prato principal

Especificação: Carnes vermelhas, carne ovina, cozinha internacional (Irã), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 2 horas

Rendimento: 840 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (280 g): 540 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 kg de carne de cordeiro em cubos
  • 1 cebola média picada
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 1 colher (chá) de coentro em pó
  • 1/2 colher (chá) de pimenta da jamaica (opcional)
  • 1 colher (sopa) de mel
  • 8 ameixas secas sem caroço
  • 1 xícara de água
  • Sal a gosto
  • Ramos de hortelã e coentro fresco para finalizar

Modo de Preparo:

Em uma panela, aqueça o azeite e doure a carne de cordeiro, selando todos os lados. Acrescente a cebola picada e refogue até ficar translúcida. Adicione as especiarias, o mel e as ameixas. Misture bem para envolver os ingredientes. Cubra com a água, tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por cerca de 1 hora e 30 minutos, ou até que a carne esteja bem macia. Ajuste o sal, finalize com os ramos de hortelã e coentro fresco e sirva quente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Por se tratar de uma preparação mista à base de carne ovina, frutas secas e molho reduzido aromático, servida como prato principal, recomenda-se considerar uma porção de aproximadamente 250 g por pessoa, quando servido acompanhado de arroz, pães achatados, cuscuz ou legumes. A porção pode ser ampliada ou reduzida conforme a composição da refeição. Para melhor entendimento sobre e post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Sirva com arroz basmati aromatizado, arroz com amêndoas ou pão achatado (como lavash ou pita). Uma salada fresca com limão e hortelã equilibra bem os sabores.

3. Curiosidade: A mistura de carne com frutas secas e mel era considerada símbolo de prosperidade nas cortes reais da Pérsia. Preparos semelhantes chegaram ao norte da África e à Península Ibérica com a expansão árabe.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Tradição líquida em cada gole

O café árabe é mais do que uma bebida, é um símbolo de hospitalidade, tradição e identidade em muitas culturas do Oriente Médio. Preparado com grãos levemente torrados e moídos de forma especial, ele ganha aroma e sabor inconfundíveis com a adição do cardamomo, uma especiaria ancestral muito valorizada desde a Antiguidade. Servido em pequenas xícaras, sem açúcar, ele acompanha conversas, negociações, celebrações e rituais familiares há séculos.

Café Árabe com Cardamomo

Categoria: Bebidas, café da manhã, lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, cozinha internacional (Oriente Médio), vegana, vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 4 a 6 xícaras de café

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 xícara pequena – 60 ml): 5 kcal

Café Árabe com Cardamomo. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 3 xícaras (chá) de água
  • 3 colheres (chá) de café árabe moído bem fino (preferencialmente de torra clara ou média)
  • 1/2 colher (chá) de cardamomo em pó (ou 3 sementes de cardamomo esmagadas)
  • Açúcar (opcional, tradicionalmente não se usa)

Modo de Preparo:

Em uma chaleira ou caneco, adicione a água e leve ao fogo até começar a aquecer, sem ferver. Abaixe o fogo e adicione o café moído e o cardamomo. Não mexa. Cozinhe em fogo baixo até formar espuma na superfície, sem deixar ferver completamente. Assim que a espuma começar a subir, retire do fogo. Com cuidado, mexa levemente com uma colher e leve ao fogo novamente. Repita o processo de subir e retirar do fogo duas ou três vezes, para acentuar o sabor e a cremosidade. Retire do fogo e deixe repousar por 2 minutos para que os resíduos assentem no fundo. Sirva em pequenas xícaras, sem coar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo

Sirva o café quente, em pequenas porções, acompanhado de tâmaras, frutas secas ou doces árabes. É ideal para receber visitas ou finalizar refeições festivas com elegância e simbolismo.

2. Curiosidades

O café árabe é tradicionalmente oferecido como sinal de boas-vindas, respeito e generosidade em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Líbano e Síria. A torra clara preserva os óleos naturais do grão, enquanto o cardamomo realça o aroma e facilita a digestão. Em algumas culturas, adiciona-se também açafrão, água de rosas ou cravo, criando variações regionais com significados específicos.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Um clássico ancestral com perfume de história

O cordeiro é uma das carnes mais antigas consumidas pelo ser humano e, desde a Antiguidade, aparece nos registros culinários de diversas culturas do Crescente Fértil, da Anatólia e da Ásia Ocidental. Preparado com marinadas aromáticas, esse corte era valorizado em rituais, celebrações e refeições coletivas. Esta receita combina a rusticidade do assado lento com o uso equilibrado de especiarias que evocam práticas tradicionais de cocção e conservação. O resultado é um prato suculento, perfumado e carregado de simbolismo.

Cordeiro Assado com Especiarias

Categoria: Prato principal

Especificação: Carnes vermelhas, carne ovina, cozinha internacional (Oriente Médio, Turquia), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 12 a 24 horas de marinada

Tempo de Preparo: 2 horas e 20 minutos

Rendimento: 1300 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (130 g): 338 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 3 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • Suco de 1 limão
  • 6 dentes de alho amassados
  • 1 colher (sopa) de cominho em pó
  • 1 colher (sopa) de coentro em pó
  • 2 colheres (chá) de canela em pó
  • 1 colher (chá) de pimenta da jamaica
  • 1 colher (chá) de cúrcuma
  • 1 colher (chá) de páprica doce ou defumada
  • Sal a gosto
  • 1 pernil ou paleta de cordeiro (2 a 2,5 kg)
  • 2 cebolas cortadas em rodelas grossas
  • 1 xícara (chá) de água ou caldo de carne caseiro
  • Ramos de hortelã para finalizar

Modo de Preparo:

Em uma tigela grande, misture o azeite, o suco de limão, o alho e todas as especiarias, formando uma pasta aromática. Faça cortes profundos na carne com uma faca afiada. Espalhe a marinada por toda a superfície do cordeiro, incluindo dentro dos cortes. Cubra e leve à geladeira por pelo menos 12 horas. Se possível, deixe por 24 horas para aprofundar os sabores.

Pré-aqueça o forno a 180 °C. Disponha as rodelas de cebola em uma assadeira grande, formando uma base. Acomode o cordeiro por cima e regue com o líquido restante da marinada. Adicione a água ou caldo no fundo da assadeira. Cubra com papel alumínio e asse por cerca de 1 hora e 30 minutos. Retire o papel e asse por mais 30 a 40 minutos ou até que esteja bem dourado e macio, regando com o caldo da assadeira de tempos em tempos. Retire do forno, cubra com papel alumínio e deixe descansar por 15 minutos antes de fatiar. Sirva com arroz de amêndoas, couscous ou legumes assados.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção desta receita foi calculada considerando seu uso como prato principal, conforme orientação do post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Este prato é perfeito para servir em celebrações, almoços de domingo ou datas especiais. Acompanhe com chutney de tâmaras, arroz com especiarias ou salada fresca de pepino com iogurte. Para harmonizar, escolha vinhos tintos encorpados ou chá preto com hortelã.

3. Curiosidades: O uso de especiarias como cominho, canela e coentro era comum nos banquetes das antigas civilizações assírias e fenícias. Além de sabor, elas traziam simbolismo de proteção, riqueza e calor. A técnica de marinar a carne com alho, limão e temperos secos também remonta a métodos de conservação naturais usados antes da refrigeração moderna.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Espetinho de carne temperada com ervas

A kafta é um prato tradicional de origem árabe, muito difundido em países como Líbano, Síria, Irã e Turquia. É feita à base de carne moída, geralmente moldada em espetos e assada, podendo ser preparada na grelha ou no forno. Os temperos e ervas conferem frescor e complexidade ao sabor, fazendo dela uma opção versátil e nutritiva para refeições principais.

Kafta

Categoria: couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, prato principal, lanches, petiscos

Especificação: Petisco, carnes vermelhas, cozinha internacional (Líbano, Síria, Irã e Turquia), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos (preparo ativo) + 2 horas (descanso)

Rendimento: 480 – 4 porções (4 espetos)

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 espeto grande – 120 g): 195 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 500 g de patinho, limpo e moído
  • 1/2 unidade de cebola grande, bem picada
  • 1 dente de alho, muito bem picado
  • 6 ramos de salsinha, bem picados
  • 3 ramos de hortelã, bem picados
  • 1 pitada de pimenta síria
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Em uma tigela grande, misture bem a carne moída com a cebola, o alho, a salsinha, a hortelã e a pimenta síria. Trabalhe a mistura com as mãos até obter uma massa homogênea e com boa liga. Cubra a tigela e leve à geladeira por 2 horas para intensificar os sabores.

Retire da geladeira, acerte o sal e divida a massa em 4 porções de aproximadamente 120 g cada. Modele cada porção ao redor de um espeto previamente hidratado, pressionando e distribuindo a carne de maneira uniforme para formar kaftas do mesmo tamanho e espessura. Caso prefira, modele sem os espetos, no formato tradicional alongado.

Disponha as kaftas em uma assadeira ou diretamente sobre a grelha. Asse em forno médio preaquecido (200 °C) ou grelhe até que estejam douradas por fora e cozidas por dentro, virando-as durante o preparo para garantir um cozimento uniforme. Sirva em seguida.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Esta receita foi dimensionada para servir como prato principal, considerando 1 espeto grande de 120 g por pessoa, acompanhado de guarnições e complementos adequados à refeição. Quando servida como acompanhamento ou lanche, recomenda-se utilizar espetos médios de aproximadamente 100 g cada. Para couvert, entradas ou petiscos, recomenda-se preparar espetos pequenos de aproximadamente 60 g cada. Para mais informações sobre composição de refeições e dimensionamento de porções, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Sirva a kafta com arroz com lentilhas, salada de tomate com pepino, coalhada seca ou pão sírio. Fica excelente com molho de tahine ou iogurte com limão.

3. Curiosidades: A palavra kafta deriva do árabe kufta, que significa “amassar” ou “moer”. Essa técnica surgiu como forma de aproveitar cortes menos nobres de carne, tornando-os saborosos e fáceis de preparar, e se espalhou por diversas culturas do Oriente Médio e Sul da Ásia.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Na cultura fenícia, os figos secos ocupavam lugar de destaque como símbolo de abundância, fertilidade e riqueza. Presente em cerimônias religiosas e banquetes, esse fruto era muitas vezes combinado com vinho tinto, mel e especiarias. A receita a seguir resgata esse costume ancestral, propondo uma sobremesa aromática, rica e elegante que evoca as tradições de Biblos, Sídon e Cartago.

Figos ao Vinho

Categoria: café da manhã, lanches, sobremesa, confeitaria

Especificação: compota, cozinha internacional (Oriente Médio), sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana, vegetais,

Tempo de Preparo: 45 minutos + tempo de resfriamento

Rendimento: 400 gramas – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (80 g – 1 taça individual): 195 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 12 figos secos macios
  • 1/2 xícara (chá) de vinho tinto encorpado
  • 1 colher (sopa) de mel
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 1 pitada de noz moscada ou cardamomo
  • Raspas de casca de laranja (opcional)
  • 1/2 xícara (chá) de nozes picadas grosseiramente
  • Folhas de hortelã ou flores comestíveis para decorar

Modo de Preparo:

Corte os figos em pedaços pequenos e leve a uma panela com o vinho, o mel, as especiarias e as raspas de laranja (se desejar). Cozinhe em fogo baixo por cerca de 20 a 30 minutos, mexendo ocasionalmente, até que os figos absorvam o vinho e a mistura fique pastosa. Adicione as nozes e mexa até incorporar bem. Deixe esfriar e sirva em pequenas taças ou tigelinhas de cerâmica.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo:

Sirva levemente gelado, decorado com hortelã ou flores comestíveis. Pode acompanhar uma colherada de iogurte natural ou ser servido junto a queijos curados.

2. Curiosidades:

Doces pastosos à base de figos e nozes eram comuns em várias culturas antigas do Oriente Médio e do Mediterrâneo. Eram preparados em grandes quantidades, armazenados e oferecidos em celebrações e rituais religiosos.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Muito antes de se tornar um símbolo da gastronomia mediterrânea, o vinho já era reverenciado por diversas civilizações antigas. Os fenícios, conhecidos como grandes navegadores e comerciantes, não apenas difundiram a viticultura pelo Mediterrâneo como também desenvolveram versões especiais da bebida, aromatizadas com ervas consideradas sagradas ou medicinais. Utilizado em rituais religiosos, cerimônias de oferenda e até como tônico curativo, esse vinho representava a profunda conexão entre natureza, espiritualidade e alimento.

Mas eles não estavam sozinhos. Os egípcios também elaboravam vinhos com figos, tâmaras, ervas e resinas, que eram consumidos em festivais e oferecidos aos deuses e aos mortos. Entre os hebreus, o vinho assumia papel simbólico e ritualístico, e há registros do uso de mel e especiarias em bebidas fermentadas. Os gregos, por sua vez, produziam vinhos com resina e plantas medicinais, usados inclusive como tratamentos prescritos por Hipócrates. Já os romanos levaram essa tradição ainda mais longe, criando vinhos condimentados como o conditum paradoxum, que incluía mel, tâmaras, especiarias e ervas aromáticas.

Esta receita é uma reinterpretação moderna e caseira, inspirada nesse legado milenar. Baseia-se nos princípios antigos de infusão de ervas e especiarias em vinho, com toques de mel e casca de frutas. O resultado é uma bebida intensa e perfumada, que nos convida a saborear a história em cada gole.

Vinho Aromatizado com Ervas

Categoria: Bebidas

Especificação: Bebida alcoólica, infusão, cozinha internacional (Oriente Médio), ervas aromáticas e especiarias, vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos + infusão (4 a 12 horas)

Rendimento: 700 ml

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (125 ml – 1/2 taça de vinho): 138 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 750 ml de vinho tinto seco
  • 1 colher (sopa) de alecrim fresco
  • 1 colher (sopa) de tomilho fresco
  • 1 colher (chá) de sementes de coentro levemente amassadas
  • 1 pau de canela
  • 2 tiras de casca de laranja (sem a parte branca)
  • 2 colheres (sopa) de mel

Modo de Preparo:

Em uma panela pequena, aqueça o vinho em fogo bem baixo, sem deixar ferver. Adicione o alecrim, tomilho, sementes de coentro, canela e casca de laranja. Acrescente o mel e misture até dissolver. Mantenha em infusão no fogo por cerca de 10 a 15 minutos. Desligue o fogo, tampe e deixe repousar até esfriar completamente. Quanto mais tempo em repouso (até 12 horas), mais aromático o vinho ficará. Coe com filtro de pano ou peneira fina, transfira para uma garrafa esterilizada e mantenha refrigerado. Sirva em pequenas doses, em temperatura ambiente ou ligeiramente morno.

Toques Finais e Sugestões:

1. Categoria e consumo:

Esta bebida se encaixa na tradição dos vinhos digestivos ou ritualísticos. Pode ser servida em pequenas doses após as refeições ou utilizada em contextos simbólicos (como harmonizações históricas e experiências sensoriais). Ideal para eventos temáticos ou celebrações especiais.

2. Dicas adicionais:

  • O vinho pode ser conservado por até 7 dias sob refrigeração, bem tampado.
  • Se preferir uma versão mais adocicada, adicione mais mel ao final.
  • Evite ferver o vinho para não perder o álcool nem os aromas delicados.

3. Curiosidades:

  • A prática de aromatizar vinhos com ervas remonta à Antiguidade e influenciou diretamente o surgimento dos vinhos medicinais e licores monásticos na Idade Média.
  • Entre os fenícios, o uso da mirra e do olíbano no vinho tinha função espiritual e terapêutica.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

A calda de tâmaras é uma preparação ancestral muito apreciada por diversos povos do Oriente Médio desde os tempos antigos. Hebreus, fenícios, arameus, árabes e outros povos da região utilizavam as tâmaras não apenas como fruto nutritivo e de fácil conservação, mas também como base para xaropes, doces e molhos. Essa calda espessa, naturalmente adocicada, era um dos principais adoçantes naturais antes da popularização do açúcar e era empregada em rituais, banquetes e no cotidiano da alimentação, tanto em preparações salgadas quanto doces. Além de seu sabor marcante, a calda de tâmaras carrega consigo o simbolismo da fertilidade, da doçura da vida e da abundância, aspectos recorrentes nas culturas antigas do Crescente Fértil.

Calda de Tâmaras

Categoria: Café da manhã, lanches, sobremesas, confeitaria, bases de confeitaria

Especificação: Calda, cobertura, recheio doce, cozinha internacional (oriente médio), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 40 minutos + tempo de resfriamento

Rendimento: 620 gramas

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (20 g): 56 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 500 g de tâmaras secas sem caroço
  • Água quente suficiente para cobrir as tâmaras (para hidratar)
  • 1 colher (chá) de suco de limão (opcional)
  • 1 pitada de sal (opcional)

Modo de Preparo:

Coloque as tâmaras em uma tigela e cubra com água quente. Deixe descansar por cerca de 20 minutos ou até que estejam bem macias. Escorra as tâmaras, reservando a água do molho. Transfira as tâmaras para um processador ou liquidificador. Adicione 2 xícaras (chá) da água do molho reservada (se não for suficiente, complete com água filtrada) e bata até obter uma pasta bem homogênea. Despeje a pasta em uma panela média e leve ao fogo baixo. Cozinhe por cerca de 20 minutos, mexendo sempre para não grudar no fundo, até reduzir e formar uma calda espessa. Se desejar, adicione o suco de limão e o sal para acentuar o sabor. Desligue o fogo e deixe esfriar. Transfira para um pote de vidro esterilizado com tampa. A calda vai engrossar um pouco mais ao esfriar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo:

  • Use a calda de tâmaras para adoçar iogurtes, mingaus, granolas, panquecas, bolos, cafés, smoothies e até molhos.
  • Experimente como cobertura de sorvetes, cheesecakes ou frutas assadas.
  • Pode ser usada como substituto parcial do açúcar em algumas receitas de confeitaria.

2. Curiosidades:

  • A calda de tâmaras tem origem milenar, com registros de uso desde as civilizações mesopotâmicas.
  • Entre os fenícios, as tâmaras eram valorizadas por sua durabilidade e alto teor energético, ideais para longas viagens e trocas comerciais.
  • Além do sabor adocicado, essa calda é rica em potássio, fibras e antioxidantes naturais.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

A coalhada é um dos alimentos fermentados mais antigos da humanidade, com registros que remontam a cerca de 10 mil anos. Utilizada por civilizações como os sumérios, babilônios, hebreus, egípcios e persas, a coalhada era uma forma prática de conservar o leite em climas áridos, favorecendo o transporte e o consumo ao longo dos dias. Rica em nutrientes e probióticos naturais, essa preparação simples representava não apenas uma fonte de sustento, mas também um elo entre a alimentação e a saúde nas práticas médicas tradicionais. A versão salgada, comum em muitas regiões do Oriente Médio até os dias atuais, é apreciada com pães achatados, azeite e especiarias. Trata-se de uma herança milenar viva no paladar contemporâneo.

Coalhada Salgada Tradicional

Categoria: café da manhã, lanches, couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, petisco

Especificação: coalhada, laticínios, Cozinha internacional (Oriente Médio), vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 10 minutos + 8 a 12 horas de fermentação + 2 horas de descanso

Rendimento: 500 g

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (60g): 59 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 litro de leite integral (preferencialmente tipo A ou fresco)
  • 2 colheres (sopa) de iogurte natural integral sem açúcar (com lactobacilos vivos)
  • 1 colher (chá) de sal (ou a gosto)
  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva extravirgem (opcional, para servir)
  • Zaatar, hortelã seca ou pimenta síria (opcional, para servir)

Modo de Preparo:

Aqueça o leite até quase ferver, cerca de 90 °C, quando começar a formar pequenas bolhas nas bordas da panela. Desligue o fogo e deixe esfriar até atingir cerca de 45 °C, temperatura morna ao toque. Em uma tigela pequena, misture o iogurte com um pouco do leite morno até dissolver bem. Em seguida, adicione essa mistura ao restante do leite e mexa suavemente. Cubra o recipiente com um pano limpo ou tampa leve e deixe fermentar em local morno, protegido da luz, por 8 a 12 horas, até a coalhada ficar firme e ligeiramente ácida. Transfira para a geladeira por pelo menos 2 horas antes de servir. Após esse tempo, misture o sal e mexa delicadamente. Sirva com azeite e ervas por cima, se desejar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo

  • Sirva com pão sírio, pão folha ou pão da montanha.
  • Pode acompanhar pratos típicos como kibe assado, kafta, tabule ou arroz com lentilhas.
  • Funciona também como pastinha para sanduíches leves ou base para molhos frios.

2. Curiosidades

  • No Egito Antigo, o leite fermentado era oferecido como alimento sagrado em rituais religiosos.
  • A fermentação do leite é um processo ancestral que surgiu de forma espontânea em regiões quentes. A coalhada era armazenada em bolsas de couro ou cerâmica, o que favorecia a ação natural de bactérias lácticas.
  • A palavra “labneh”, usada em países árabes para a coalhada coada, tem a mesma raiz da palavra “laban”, que significa leite.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

A produção de queijos frescos, especialmente a partir do leite de cabra, remonta às práticas alimentares dos povos do Oriente Médio desde a Antiguidade. Hebreus, fenícios, arameus, mesopotâmicos e outras culturas pastorilistas da região já produziam versões simples e artesanais desse alimento essencial, aproveitando os recursos disponíveis e técnicas de conservação naturais. Preparado com poucos ingredientes e sem conservantes, esse queijo fresco tem sabor delicado, levemente ácido e textura suave. Pode ser servido com frutas, geleias ou pães rústicos. É uma receita prática e cheia de tradição, ideal para quem deseja experimentar a simplicidade e os sabores da culinária ancestral do Crescente Fértil.

Queijo Fresco de Cabra

Categoria: café da manhã, lanches, couvert, entrada, acompanhamento, petisco,

Especificação: Queijos, Laticínios, Cozinha internacional (Israel), vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 45 minutos (inclui tempo de dessoragem)

Rendimento: aproximadamente 350 g – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (50 g): 108 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 litro de leite de cabra (ou leite integral de vaca)
  • 2 colheres (sopa) de vinagre branco ou suco de limão
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Aqueça o leite em fogo médio até começar a levantar fervura (aproximadamente 90 °C). Desligue o fogo assim que formar pequenas bolhas nas bordas. Adicione o vinagre ou suco de limão e mexa suavemente com uma colher. O leite começará a talhar, separando-se do soro. Aguarde cerca de 5 minutos para completar o processo.

Forre uma peneira com um pano limpo ou tecido tipo voal e coe a mistura, deixando drenar por cerca de 30 minutos ou até atingir a consistência desejada. Transfira a massa coalhada para uma tigela, tempere com sal a gosto e molde como preferir. Pode ser consumido imediatamente ou refrigerado por até 3 dias.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo:

  • Como couvert, sirva com azeite de oliva, ervas frescas e pães artesanais.
  • Como acompanhamento, harmoniza com saladas de folhas, legumes assados ou preparações com grãos.
  • Como petisco, pode ser servido em cubos com azeitonas, tomates cereja e pães sírios.

2. Curiosidades: Na tradição rural hebraica, esse queijo era feito com leite recém ordenhado e consumido no mesmo dia. Simples, nutritivo e acessível, fazia parte da rotina alimentar de famílias que criavam cabras e produziam seus próprios laticínios.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.