A Mujaddara (ou Mujadara, Mejadra, Mdardara) é um prato ancestral do Oriente Médio, feito com ingredientes simples e acessíveis: lentilhas, arroz e cebola caramelizada. Sua origem remonta a séculos atrás e é mencionada em registros árabes medievais como uma refeição comum tanto entre nobres quanto entre camponeses. Hoje, é amplamente consumida em países como Líbano, Síria, Jordânia, Palestina, Israel, Egito e Iraque, sendo parte importante da culinária caseira e também presente em celebrações religiosas e refeições de jejum. Além de saborosa e reconfortante, é um prato naturalmente vegano, nutritivo e simbólico de fartura e simplicidade.

Mujaddara – Arroz com Lentilhas

Categoria: Acompanhamento/guarnição, prato principal

Especificação: Arroz, leguminosas, vegetais, cozinha internacional (Oriente Médio), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 1 hora

Rendimento: 1200 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (300 g): 382 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 xícara de lentilhas verdes ou marrons
  • 3/4 xícaras de arroz (basmati ou comum)
  • 3 cebolas grandes cortadas em rodelas finas
  • 4 colheres de sopa de azeite de oliva (ou óleo vegetal)
  • 1 colher de chá de cominho em pó
  • 1/2 colher de chá de canela (opcional)
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Água (cerca de 3 xícaras, ou o necessário para o cozimento)

Modo de Preparo:

Cozinhar as lentilhas: Lave as lentilhas e coloque-as em uma panela com água suficiente para cobrir. Leve ao fogo médio e cozinhe por cerca de 15 minutos, ou até que fiquem al dente (não muito macias). Escorra e reserve.

Preparar o arroz: Em outra panela, aqueça 1 colher de sopa de azeite e adicione o arroz lavado. Refogue por 1 a 2 minutos, depois junte as lentilhas já cozidas, 2 xícaras de água, o cominho, sal e pimenta. Cozinhe em fogo baixo, com a panela tampada, até que a água seja absorvida e o arroz esteja cozido (cerca de 15 minutos). Reserve.

Caramelizar as cebolas: Em uma frigideira grande, aqueça o restante do azeite e adicione as rodelas de cebola. Cozinhe em fogo baixo, mexendo sempre, por cerca de 20 a 30 minutos, até que fiquem bem douradas e caramelizadas. Adicione uma pitada de sal ao final.

Finalizar o prato: Misture delicadamente metade das cebolas caramelizadas à mistura de lentilhas e arroz. Ajuste o tempero, se necessário. Sirva o restante das cebolas por cima, como guarnição.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: O rendimento foi ajustado para prato principal, considerando porções de 300 g por pessoa, conforme orientação do post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • Pode ser servido quente, morno ou em temperatura ambiente, mantendo boa textura e sabor em todas as formas de consumo.
  • Funciona como prato principal completo, dispensando outras fontes proteicas, especialmente em refeições vegetarianas.
  • Harmoniza bem com saladas frescas com acidez leve, como folhas verdes com limão ou vinagrete suave, que equilibram a doçura da cebola caramelizada.
  • Pode ser acompanhado de iogurte natural, coalhada seca ou molho à base de tahine, criando contraste de textura e frescor (opcional, não vegano).
  • Excelente opção para marmitas, pois mantém qualidade sensorial mesmo após reaquecimento.
  • Também pode ser utilizado como recheio de pães sírios, wraps ou servido em bowls com vegetais assados.

3. Curiosidades:

  • Já foi considerado “prato dos pobres”, mas hoje é valorizado em menus gourmet por seu valor cultural e sabor marcante.
  • A palavra “Mujaddara” significa “pintado” em árabe, referência ao aspecto mesclado das lentilhas no arroz.
  • É um prato de jejum popular entre cristãos ortodoxos do Oriente Médio.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Na Idade Média, o cordeiro era uma das carnes mais apreciadas nas mesas europeias, especialmente em regiões de pasto abundante. Os caldos preparados com cordeiro eram ricos e aromáticos, servindo como base para sopas, ensopados e molhos. Eram frequentemente temperados com ervas disponíveis localmente e especiarias importadas, como pimenta do reino, cravo e noz moscada, refletindo a importância do comércio medieval de especiarias. Este Caldo de Cordeiro Medieval resgata essas tradições, proporcionando um sabor intenso e profundo que transporta à época dos castelos e feiras medievais.

Caldo de Cordeiro Medieval

Categoria: Aromáticos, bases de cozinha

Especificação: Fundos aromáticos, ervas e especiarias, carnes vermelhas, vegetais, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 3 horas

Rendimento: 1,8 litros

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (300 ml): 180 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1,5 kg de ossos e carne de cordeiro (pescoço, costela e pernil)
  • 2 colheres (sopa) de azeite ou banha de cordeiro
  • 2 cebolas grandes cortadas em quartos
  • 2 cenouras cortadas em pedaços grandes
  • 2 talos de salsão (aipo) cortados em pedaços grandes
  • 4 dentes de alho amassados
  • 1 colher (chá) de pimenta do reino em grãos
  • 3 cravos da índia
  • 1 colher (chá) de noz-moscada ralada
  • 2 folhas de louro
  • 1 ramo de tomilho fresco
  • 1 ramo de salsa fresca
  • 2 litros de água

Modo de Preparo:

Aqueça o azeite ou a banha em uma panela grande e doure levemente os ossos e pedaços de carne de cordeiro, até que fiquem com cor dourada, para intensificar o sabor. Acrescente a cebola, a cenoura, o salsão e o alho, refogando por cerca de 5 minutos até começarem a soltar aroma. Junte a pimenta, os cravos, a noz moscada, as folhas de louro, o tomilho e a salsa. Misture bem para liberar os aromas.

Adicione a água, levando a panela ao fogo alto até ferver. Reduza o fogo e cozinhe em fogo baixo por 2 a 3 horas, retirando a espuma que se formar na superfície. Após o cozimento, coe o caldo usando uma peneira fina. Descarte os sólidos. O caldo pode ser usado imediatamente ou conservado na geladeira por até 3 dias.

Toques Finais e Sugestões:

Sugestões de consumo: O caldo pode servir como base para sopas medievais, ensopados de cordeiro ou legumes, ou como molho enriquecido para carnes assadas.

Curiosidades: Na Idade Média, o caldo era frequentemente consumido como uma refeição nutritiva para pessoas de todas as classes sociais, sendo considerado energético e fortalecedor. O uso de especiarias importadas também era sinal de sofisticação e riqueza.


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O fundo de mariscos é a base de inúmeras preparações mediterrâneas e francesas, sendo fundamental para sopas, risotos e molhos. Tradicionalmente, é preparado com frutos do mar frescos e aromáticos, resultando em um líquido rico em sabor e umami. Este caldo reflete a valorização dos ingredientes do mar, comum em cozinhas costeiras desde a Idade Média, onde pescadores e cozinheiros extraíam ao máximo o sabor dos frutos do mar disponíveis.

Fundo de Mariscos

Categoria: Aromáticos, bases de cozinha

Especificação: Fundos aromáticos, ervas e especiarias, vegetais, frutos do mar, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 2 litros

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 xícara – 240 ml): 38 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 kg de cascas e cabeças de camarão
  • 500 g de caranguejo ou lagosta (opcional, para mais sabor)
  • 2 cebolas médias picadas
  • 2 cenouras médias picadas
  • 2 talos de salsão picados
  • 3 dentes de alho amassados
  • 1 tomate grande picado (opcional)
  • 1 folha de louro
  • 1 ramo de tomilho fresco
  • 5 ramos de salsa fresca
  • 1 pitada de pimenta-do-reino moída na hora
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 2,5 L de água fria

Modo de Preparo:

Em uma panela grande, aqueça o azeite de oliva em fogo médio. Adicione as cascas e cabeças de camarão e o caranguejo ou lagosta, se estiver usando. Refogue por 5 minutos, mexendo ocasionalmente, até ficarem ligeiramente dourados.

Acrescente a cebola, a cenoura, o salsão e o alho. Refogue por mais 5 minutos, até que os vegetais amoleçam e liberem aroma. Adicione o tomate picado, a folha de louro, o tomilho, a salsa e a pimenta-do-reino. Misture bem.

Cubra com a água fria e aumente o fogo até ferver. Reduza o fogo e cozinhe em fogo baixo por 20 a 25 minutos, retirando a espuma que se formar na superfície. Coe o caldo com uma peneira fina, descartando os sólidos. Utilize imediatamente ou reserve na geladeira por até 3 dias.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo: Use como base para sopas de frutos do mar, risotos, paellas ou molhos de peixe. Para intensificar o sabor, reduza o caldo em fogo baixo até obter um líquido mais concentrado.

2. Diferença entre fundo de mariscos e fundo de frutos do mar: O fundo de mariscos é preparado exclusivamente com crustáceos e moluscos, como camarão, lagosta, siri, mexilhões ou vieiras. Possui sabor mais doce e concentrado, com aroma marcante de frutos do mar, ideal para molhos, risotos e sopas cremosas.

Já o fundo de frutos do mar é mais abrangente, combinando aparas e espinhas de peixes com mariscos. O resultado é um caldo de sabor mais equilibrado e suave, excelente para caldeiradas, paellas ou pratos que mesclam peixes e frutos do mar.

3. Curiosidades:

Na cozinha clássica francesa, o fundo de mariscos faz parte da tradição de caldos claros e expressivos, preparados com cocção rápida para preservar o frescor dos ingredientes. O tempo de cozimento não deve ultrapassar 35 minutos, pois a cocção prolongada amarga o fundo e compromete o aroma natural do mar.

Na Idade Média, caldos de mariscos eram preparados com os restos de pesca do dia, garantindo aproveitamento total dos frutos do mar e gerando uma base nutritiva para sopas e guisados costeiros.


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A batata doce é um alimento nativo das Américas, cultivado há milhares de anos por povos andinos e mesoamericanos. Este prato moderno une a batata doce assada com cacau, ingrediente de origem mesoamericana, criando uma sobremesa que celebra a riqueza das culturas pré-colombianas. A caramelização da batata realça seu sabor naturalmente adocicado, enquanto o cacau adiciona notas intensas e aromáticas, resultando em uma sobremesa elegante e nutritiva.

Batata Doce Caramelizada com Cacau

Categoria: café da manhã, lanches, sobremesa, confeitaria

Especificação: Legumes caramelizados, cozinha internacional (Peru), vegetais, vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 50 minutos

Rendimento: 560 gramas – 7 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (80 g): 116 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

Para a batata doce caramelizada:

  • 600 g de batata doce descascada e cortada em rodelas de 1 cm
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 3 colheres (sopa) de açúcar mascavo
  • 1/2 colher (chá) de canela em pó
  • 1 pitada de sal

Para cobertura de cacau:

  • 2 colheres (sopa) de cacau em pó sem açúcar
  • 2 colheres (sopa) de mel ou xarope de agave
  • 1 colher (chá) de extrato de baunilha
  • 1 colher (sopa) de água morna (se necessário para ajustar consistência)

Para decorar (opcional):

  • Folhas de hortelã
  • Castanhas picadas ou amêndoas laminadas

Modo de Preparo:

Pré-aqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira com papel manteiga.

Caramelização da batata doce: Em uma tigela, misture a batata doce com manteiga derretida, açúcar mascavo, canela e sal. Disponha as rodelas na assadeira em uma única camada. Asse por 25 a 30 minutos, virando as rodelas na metade do tempo, até ficarem macias e levemente caramelizadas.

Cobertura de cacau: Enquanto a batata assa, misture o cacau, mel e baunilha em uma tigela. Se necessário, adicione a água morna aos poucos até obter uma consistência cremosa, mas não líquida.

Montagem: Disponha as rodelas de batata-doce em um prato de servir. Regue com a cobertura de cacau e finalize com hortelã e castanhas, se desejar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo:

  • Sirva como sobremesa, em porções individuais decoradas com castanhas ou frutas secas.
  • Pode ser oferecido no café da manhã, em pequenas porções acompanhadas de iogurte natural, frutas frescas ou café/chá.
  • Funciona muito bem como lanche da tarde, servido em potinhos ou como recheio de pães, tapiocas ou bolos simples.

2. Curiosidades:

  • A batata doce já era consumida há milhares de anos pelas culturas andinas e mesoamericanas, sendo um dos primeiros vegetais domesticados do continente.
  • No Brasil, o doce de batata doce é parte da tradição caipira e das festas juninas, embora aqui tenha ganhado novas versões com especiarias, cacau ou coco.

3. Variações: Experimente adicionar raspas de laranja ou pimenta chili em pó à cobertura para um toque aromático e picante.


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O atole é uma bebida tradicional mexicana, originária da época pré-hispânica, consumida especialmente durante o inverno e em festividades, como o Dia dos Mortos. Elaborado à base de milho, geralmente nixtamalizado, combina sabores naturais como canela, baunilha e chocolate, tornando-se uma bebida nutritiva e reconfortante. O milho nixtamalizado, processado com cal ou cinza, libera nutrientes e proporciona textura cremosa, sendo fundamental para a autenticidade do atole. É uma bebida que simboliza a herança culinária do México e seu vínculo com o milho como alimento sagrado.

Atole

Categoria: Bebidas, café da manhã, lanches,

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, cozinha internacional (México), vegana, vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 copo – 250 ml): 180 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 4 xícaras (chá) de leite
  • 1/2 xícara (chá) de masa harina (farinha de milho nixtamalizado)
  • 1/3 xícara (chá) de açúcar (ajustar a gosto)
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha

Modo de Preparo:

Em uma panela média, misture a masa harina com 1 xícara de leite frio, formando uma pasta homogênea. Acrescente o restante do leite, o açúcar, a canela e o sal. Misture bem. Leve ao fogo médio, mexendo constantemente para evitar grumos e queimar a mistura. Cozinhe por cerca de 10 a 15 minutos, até o líquido engrossar levemente e adquirir uma textura cremosa. Retire do fogo e adicione a essência de baunilha, misturando bem. Sirva quente, em canecas ou copos resistentes ao calor.

Toques Finais e Sugestões:

1. Masa harina é a farinha de milho nixtamalizado usada em diversas preparações mexicanas, como tortillas, tamales e o próprio atole. Diferente da farinha de milho comum, ela passa pelo processo de nixtamalização, que melhora o sabor, a digestibilidade e o valor nutricional do milho. Você pode encontrar masa harina em lojas especializadas em produtos latino-americanos, empórios de culinária internacional ou em sites de importados. Caso não encontre a masa harina, uma alternativa (menos autêntica) é usar fubá bem fino, embora o sabor e a textura não fiquem idênticos ao atole original.

2. Para uma versão achocolatada, adicione 2 colheres (sopa) de cacau em pó junto ao leite.

3. Pode ser adoçado com mel ou piloncillo (açúcar de cana integral) para uma experiência mais tradicional.

4. O atole é ideal para acompanhar pan de muerto, biscoitos, ou outros doces mexicanos durante festividades.


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O tomate é um dos maiores legados da Mesoamérica para o mundo. Domesticado pelos astecas há mais de dois mil anos, ele já fazia parte do cotidiano em forma de molhos, sopas e acompanhamentos que se uniam ao milho, ao feijão e às pimentas. Esses preparos eram muito mais do que simples alimentos: carregavam significados culturais, rituais e identitários, marcando a importância da terra fértil e da agricultura avançada desses povos.

Com a chegada dos europeus ao continente, o tomate atravessou oceanos e transformou-se em base de diversas cozinhas globais, da italiana à mediterrânea. No entanto, seu berço continua sendo o mesmo: as regiões que hoje correspondem ao México, onde ainda hoje a cultura do tomate, do milho e da pimenta sustenta a identidade gastronômica do país.

Este molho é uma homenagem direta a essa herança. Ao combinar tomates assados, milho, pimenta e coentro, ele conecta o passado mesoamericano às mesas contemporâneas, preservando a intensidade e a rusticidade de sabores que continuam definindo a cozinha mexicana.

Molho Mexicano de Tomate e Milho

Categoria: Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Molho quente, vegetais, ervas e especiarias, Cozinha internacional (México), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 35 minutos

Rendimento: 600 gramas – 12 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção  (50 g/ml): 32 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 6 tomates maduros médios
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • 1/2 xícara (chá) de milho fresco ou congelado
  • 1 pimenta dedo de moça pequena, sem sementes
  • 1/4 de cebola roxa
  • 1 dente de alho
  • Suco de 1 limão
  • Folhas de coentro fresco a gosto

Modo de Preparo:

Pré-aqueça o forno a 200 °C. Corte os tomates ao meio e coloque em uma assadeira com azeite, sal e pimenta. Asse por 20 minutos até levemente caramelizados. Enquanto isso, refogue o milho em uma frigideira com uma colher (sopa) de azeite por 5 minutos até dourar levemente. No liquidificador, bata os tomates assados, a pimenta, a cebola, o alho e o suco de limão até obter um molho homogêneo. Ajuste o sal e a pimenta. Misture o milho refogado ao molho e finalize com folhas de coentro fresco.

Toques Finais e Sugestões:

Observação: Este molho foi porcionado em 50 g/ml por pessoa, considerando seu uso como molho de acompanhamento para carnes, legumes e preparações grelhadas ou assadas. Nessa função, ele atua como complemento de sabor e umidade, sem substituir a guarnição principal nem dominar o prato. Consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

1. Dica de consumo: Sirva este molho sobre tacos, carnes grelhadas, ou como acompanhamento de legumes assados.

2. Curiosidade: Os astecas valorizavam molhos de tomate combinados com pimenta e milho, sabores que ainda hoje definem a identidade da cozinha mexicana.


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O Chupe de Pescado é uma sopa cremosa originária do Peru, que carrega influências diretas dos povos incas. Desde os tempos pré-colombianos, os incas valorizavam peixes frescos de rios e lagos andinos, combinando-os com milho, batatas, legumes e pimentas locais. Esta sopa representa a harmonia entre os produtos do mar e da terra, essência da culinária andina. A versão atual adaptada para o Brasil utiliza ingredientes facilmente encontrados, mantendo o espírito ancestral de sabor e nutrição.

Chupe de Pescado

Categoria: Prato principal

Especificação: Sopa, creme, peixes, vegetais, sem lactose, sem glúten, cozinha internacional (Peru)

Tempo de Preparo: 55 minutos

Rendimento: 2100 g – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (350 g): 360 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 cebola média picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 pimentão vermelho picado
  • 2 tomates maduros picados
  • 1 colher (chá) de páprica picante (substituindo o ají)
  • 1 pitada de cominho
  • 1 batata média cortada em cubos
  • 1 cenoura média cortada em rodelas finas
  • 1/2 xícara de milho verde (fresco, congelado ou de lata)
  • 1 litro de fundo de peixe ou de legumes
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • 500 g de filé de peixe branco firme (tilápia, robalo ou pescada)
  • 200 ml de leite de coco (substituindo o creme de leite)
  • Coentro ou salsinha picada para finalizar

Modo de Preparo:

Em uma panela grande, aqueça o azeite e refogue a cebola, o alho e o pimentão até ficarem macios. Adicione os tomates picados, a páprica e o cominho e cozinhe por 5 minutos, até formar um molho leve. Acrescente a batata, a cenoura e o milho, misturando bem. Adicione o fundo de peixe ou legumes, tempere com sal e pimenta do reino e deixe ferver. Reduza o fogo e cozinhe por 15 minutos, até os legumes ficarem macios.

Corte os filés de peixe em cubos e adicione à sopa, cozinhando por mais 5 a 7 minutos, até que o peixe esteja cozido, mas firme. Adicione o leite de coco, misture bem e aqueça por 2 minutos sem ferver para manter a cremosidade. Sirva imediatamente, salpicado com coentro ou salsinha.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: Nesta receita, a porção foi definida como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme a composição da refeição. Para orientações detalhadas sobre a organização do prato e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o primeiro capítulo da Parte 3, intitulado A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Sirva com torradas, pão artesanal ou arroz branco. É uma refeição completa, nutritiva e totalmente sem lactose.

3. Curiosidades: O chupe preserva o conceito andino de equilibrar proteínas do peixe com tubérculos e grãos, prática comum entre os incas.

4. Sobre o termo “chupe”: Diferente de “sopa” em espanhol, chupe é um termo próprio da culinária andina que designa um tipo específico de sopa mais espessa, rica e substanciosa, quase sempre combinando legumes, tubérculos e proteínas. Por isso, não se traduz literalmente como “sopa de peixe”, mas mantém o nome tradicional Chupe de Pescado.

5. Sobre o ají: O ají é o nome dado às pimentas típicas dos Andes, usadas desde os povos pré-colombianos. Variam entre suaves e bem picantes, sendo um dos temperos mais marcantes da cozinha peruana.

6. Sobre o leite de coco: Além de tornar a receita sem lactose, o leite de coco acrescenta um leve toque adocicado e mantém a cremosidade, lembrando preparações costeiras do Peru.

7. Curiosidade histórica: A receita original peruana não utilizava creme de leite. Esse ingrediente foi incorporado em adaptações modernas para deixar o caldo mais cremoso. A versão com leite de coco respeita mais o espírito ancestral do prato, mantendo a textura sem lactose.


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Os tamales são um dos pratos mais emblemáticos da culinária mexicana e da Mesoamérica, consumidos há mais de três mil anos, desde as civilizações maia e asteca. Tradicionalmente preparados para festas, rituais religiosos e celebrações familiares, os tamales representam muito mais que um alimento: são símbolo de compartilhar e celebrar.

A receita consiste em uma massa de milho chamada masa, que é recheada com carnes, vegetais ou queijos, envolta em folhas de milho ou bananeira e cozida no vapor. No México, existem centenas de variações regionais, podendo ser doces ou salgadas. Além de presença constante em festas, os tamales também são consumidos no café da manhã, acompanhados de bebidas quentes como o tradicional atole[1].

Essa versão é a mais tradicional, recheada com frango e molho de pimenta vermelha. Para preparar a massa hoje em dia, é comum utilizar farinha de milho nixtamalizada pronta (masa harina), facilmente encontrada em lojas especializadas em produtos mexicanos ou em empórios de produtos latinos. Essa farinha dispensa o processo tradicional de nixtamalização, mantendo o sabor, a textura e o valor nutricional característicos do milho tratado de forma ancestral.

Tamales Mexicanos

Categoria: café da manhã, lanches, petiscos, prato principal

Especificação: petisco, vegetais, cozinha internacional (México), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 2 horas e 30 minutos

Rendimento: 2800 gramas – 28 unidades (aproximadamente 100 g cada)

Dificuldade: Médio

Calorrias por porção (2 tamales – 200 g): 380 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Para a massa – masa

  • 250 g de banha de porco ou manteiga de porco (pode substituir por manteiga ou óleo vegetal)
  • 1 kg de farinha de milho nixtamalizada (própria para tamales)
  • 1 colher (sopa) de sal
  • 1 colher (chá) de fermento químico em pó (opcional, para leveza)
  • 700 ml de fundo de aves (aproximadamente, até dar ponto na massa)

Para o recheio

  • 3 colheres (sopa) de óleo vegetal
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 4 tomates maduros sem pele e sem sementes
  • 3 pimentas vermelhas secas (guajillo ou substitutas) hidratadas em água morna
  • 500 g de peito de frango cozido e desfiado
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • 1 colher (chá) de orégano seco
  • Sal e pimenta a gosto

Para a montagem

  • 20 folhas de milho secas ou folhas de bananeira secas
  • Barbante de cozinha, se necessário, para amarrar

Modo de Preparo:

Preparo da massa

Em uma tigela grande, bata a banha até ficar cremosa e esbranquiçada. Acrescente a farinha de milho, o sal e o fermento, misturando bem. Vá adicionando o caldo de frango aos poucos, até obter uma massa macia e maleável, que não grude nas mãos. Reserve.

Preparo do recheio

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e o alho até dourarem. Adicione os tomates e as pimentas hidratadas e deixe cozinhar por alguns minutos. Bata essa mistura no liquidificador até formar um molho espesso. Volte o molho à panela, acrescente o frango desfiado, o cominho, o orégano, ajuste o sal e deixe cozinhar por 10 minutos.

Hidratação das folhas

Coloque as folhas secas de milho (ou de bananeira) em uma tigela grande e cubra com água quente. Deixe de molho por 30 a 40 minutos, até que fiquem maleáveis e fáceis de dobrar, sem rasgar. Escorra e seque levemente antes de usar para montar os tamales.

Montagem dos tamales

Divida previamente a massa em 28 porções de aproximadamente 70 g cada e o recheio em 28 porções de aproximadamente 40 g cada. Abra uma folha hidratada e espalhe uma porção da massa formando um retângulo de cerca de 10 cm x 12 cm. Coloque uma porção do recheio no centro da massa. Dobre as laterais da folha sobre o recheio e, em seguida, dobre as extremidades para fechar o tamal. Se necessário, amarre com barbante culinário. Repita o processo até utilizar toda a massa e todo o recheio.

Cozimento

Disponha os tamales em pé dentro de uma panela a vapor, com a parte dobrada voltada para baixo. Cozinhe no vapor por cerca de 1 hora e 30 minutos, até que a massa esteja firme e cozida. Sirva ainda embrulhados, deixando cada pessoa abrir o seu tamal.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Esta receita foi dimensionada considerando os tamales como prato principal. A porção recomendada é de 2 unidades médias (200 g) por pessoa. Quando servidos como entrada, lanche ou petisco, recomenda-se 1 unidade (100 g) por pessoa. Para compreender melhor a composição equilibrada das refeições e os critérios utilizados para definição das porções, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dica de consumo: Os tamales podem ser servidos como café da manhã, lanche, couvert, entrada, acompanhamento ou petisco, dependendo da ocasião e do cardápio. A porção individual, prática e envolta na folha, faz deles uma opção versátil tanto para refeições mais elaboradas quanto para momentos descontraídos.

3. Curiosidade: O termo tamal vem do náuatle tamalli, que significa “envolto”. Esse prato era parte essencial das oferendas aos deuses e também da alimentação dos guerreiros durante as expedições astecas.

4. Contexto gastronômico: Apesar de consistentes, os tamales são tradicionalmente consumidos como salgadinhos e petiscos no México e em outros países latino-americanos, principalmente em festas populares, reuniões familiares e celebrações religiosas. Também são muito apreciados no café da manhã e como lanche, especialmente quando servidos com bebidas quentes típicas, como o atole.

5. Milho nixtamalizado: A massa (masa) dos tamales é feita a partir de farinha de milho nixtamalizada, que passa por um processo tradicional de cozimento com cal. Hoje, é comum utilizar a farinha pronta (masa harina), encontrada em lojas especializadas ou empórios latinos, que mantém sabor, textura e valor nutricional do milho tratado de forma ancestral, sem precisar reproduzir todo o processo em casa.

6. Sugestão: Para uma versão vegetariana, substitua o frango por legumes refogados (abóbora, pimentão, milho e feijão preto).



Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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A quinoa é considerada um alimento sagrado pelos povos incas, cultivada nas regiões andinas há milhares de anos. Rica em proteínas, fibras e minerais, fazia parte tanto da alimentação cotidiana quanto de rituais cerimoniais. Nesta receita, a quinoa se une a legumes frescos e ervas aromáticas, resultando em um acompanhamento leve, nutritivo e cheio de sabor.

Quinoa Cozida com Legumes e Ervas

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição,

Especificação: vegetais, legumes, cereais, vegetariano, vegano, cozinha internacional (Peru)

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 750 gramas – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (150 g): 170 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1/2 cebola picada
  • 1 cenoura média cortada em cubos pequenos
  • 1/2 pimentão vermelho picado
  • 1 xícara de quinoa lavada
  • 2 xícaras de água
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto
  • 2 colheres (sopa) de coentro fresco picado

Modo de Preparo:

Em uma panela, aqueça 1 colher (sopa) de azeite e refogue a cebola até ficar translúcida. Acrescente a cenoura e o pimentão, refogando por cerca de 5 minutos. Junte a quinoa, mexendo por 1 minuto. Adicione a água, o cominho, sal e pimenta. Cozinhe em fogo baixo, com a panela semi-tampada, até a água secar e a quinoa ficar macia (cerca de 15 a 20 minutos). Finalize com o restante do azeite e o coentro fresco, misturando bem antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

1. Esta receita foi calculada considerando porção de acompanhamento/guarnição. Para melhor planejamento do cardápio, consulte o post Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Este prato funciona bem como acompanhamento para carnes grelhadas, peixes ou até mesmo em uma refeição vegetariana, servido ao lado de uma salada fresca. Também pode ser oferecido em pequenas porções como uma entrada leve, quente ou fria, apresentada em tigelinhas ou copinhos individuais.

2. Curiosidade: Apesar de ser consumida como grão, a quinoa é considerada um pseudocereal, pois pertence à mesma família da beterraba e do espinafre.


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Embora o cordeiro não seja nativo da América pré-colombiana, esta receita é uma adaptação que homenageia as técnicas de cozimento lento utilizadas pelos incas. As civilizações andinas, especialmente no atual território do Peru, mas também em regiões da Bolívia, Equador, Chile e norte da Argentina, costumavam assar carnes junto com ingredientes locais como milho e pimentas para extrair sabores intensos e equilibrados. Nesta versão contemporânea, combinamos o pernil de cordeiro com especiarias e milho, resultando em um prato suculento, aromático e visualmente atraente, que traz à mesa a riqueza da gastronomia andina de forma acessível.

Pernil de Cordeiro Andino

Categoria: Prato principal

Especificação: Carnes vermelhas, carne ovina, cozinha internacional (Peru), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré Preparo: 2 horas

Tempo de Preparo: 1h40

Rendimento: 1040 gramas – 8 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (130 g): 292 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 3 dentes de alho amassados
  • 2 colheres (sopa) de azeite ou óleo vegetal
  • 1 colher (sopa) de pimenta vermelha em pó (ou páprica picante)
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • 1 colher (chá) de orégano seco
  • 1 colher (chá) de sal
  • Suco de 1 limão
  • 1,2 kg de pernil de cordeiro (pode ser substituído por carne de porco para aproximação histórica)
  • 1 xícara de caldo de carne ou água
  • 1/2 xícara de milho cozido (preferencialmente milho nativo)

Modo de Preparo:

Misture alho, azeite, pimenta, cominho, orégano, sal e limão para preparar a marinada. Esfregue a marinada no pernil, cubra e deixe marinar por pelo menos 2 horas (idealmente de um dia para o outro).

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Coloque o pernil em uma assadeira, regue com o caldo de carne (ou água) e cubra com papel alumínio. Asse por cerca de 1h30, retirando o papel nos últimos 30 minutos para dourar. Nos últimos 10 minutos, adicione o milho cozido por cima para aquecer. Retire do forno, deixe descansar por 10 minutos antes de fatiar e servir.

Toques Finais e Sugestões:

1. Este prato pode ser servido como prato principal, acompanhado de legumes assados ou purês.

2. Também funciona como petisco em porções menores, ideal para reuniões ou jantares informais.

3. Pode ser oferecido como cobertura de couvert em versões mais sofisticadas, combinando fatias finas com pães rústicos.

4. Curiosidade: A combinação de milho e pimenta remete à cozinha andina tradicional, em que esses ingredientes eram valorizados tanto pelo sabor quanto pelo valor nutritivo.


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O abacate, originário das Américas e valorizado desde as civilizações pré-colombianas, é um fruto versátil, usado tanto em preparações doces quanto salgadas. Nesta sopa fria, típica de regiões quentes, ele ganha frescor com o toque cítrico do limão e a intensidade da pimenta malagueta. O contraste do creme de leite e do espinafre realça a cremosidade e a cor, enquanto o molho fresco e as tortilhas crocantes trazem equilíbrio e textura ao prato.

Sopa de Abacate – Versão sem lactose

Categoria: Entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal,

Especificação: Sopa, Creme, cozinha internacional (México), vegetais, vegetariana, vegana, sem lactose

Tempo de Preparo: 25 minutos

Rendimento: 850 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (200 g): 220 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Para a sopa

  • 300 ml de fundo de legumes.
  • 1 abacate médio
  • Suco de 1 limão
  • 3 colheres (sopa) de cebola picadinha
  • 1 dente de alho
  • 80 ml de leite de coco
  • 3 colheres (sopa) de coentro fresco picado
  • 10 g de folhas de espinafre
  • Pimenta malagueta a gosto
  • Sal a gosto

Para o molho fresco

  • 1/2 tomate picado
  • 1/8 de cebola picada
  • 1 ramo de coentro fresco picado
  • 1 colher (chá) de suco de limão

Para servir

  • 2 tortilhas de milho ou trigo (veja procedimento abaixo)
  • Óleo para fritura ou fio de azeite (quantidade suficiente)

Modo de Preparo:

Sopa

No liquidificador, bata o fundo de legumes, o abacate, o suco de limão, a cebola, o alho, o leite de coco, o coentro fresco e o espinafre até obter uma mistura homogênea. Tempere com sal e pimenta malagueta a gosto. Leve à geladeira por pelo menos 15 minutos antes de servir.

Molho fresco

Misture o tomate, a cebola, o coentro e o suco de limão em uma tigela pequena. Reserve.

Tortilhas crocantes

Corte as tortilhas em tiras, triângulos ou pequenos quadrados. Frite rapidamente em óleo quente até dourarem e ficarem crocantes ou asse no forno com um fio de azeite até ficarem crocantes. Escorra em papel toalha para remover excesso de óleo.

Finalização

Sirva a sopa em tigelas, cubra com o molho fresco e finalize com as tortilhas crocantes por cima.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: Nesta receita, a porção foi definida como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme a composição da refeição. Para orientações detalhadas sobre a organização do prato e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • Esta sopa pode ser servida como entrada leve em dias quentes ou como prato principal em uma refeição leve.
  • Como acompanhamento: a sopa também funciona bem ao lado de pratos principais mais secos, como frango grelhado, peixe ou carnes assadas. Para essa função, sirva porções menores, em tigelinhas ou copinhos.
  • Experimente substituir a pimenta malagueta por jalapeño para uma versão mais próxima das receitas tradicionais mexicanas.
  • Se desejar uma textura ainda mais aveludada, passe a sopa por uma peneira fina após bater no liquidificador.

3. Curiosidades:

  • O uso do leite de coco nesta versão torna a sopa totalmente livre de lactose, mantendo cremosidade e sabor. Na receita original, o creme de leite é utilizado, conferindo a mesma textura aveludada e sabor suave característicos da sopa.
  • O consumo de abacate em sopas frias é bastante difundido no México e na América Central, mas também conquistou espaço na culinária internacional contemporânea como símbolo de frescor e leveza.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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A abóbora e o milho sempre foram símbolos de fartura e sustento nas civilizações da Mesoamérica, como Maias e Astecas. Esses povos cultivavam e celebravam o “trio sagrado” formado por milho, feijão e abóbora, base de sua alimentação. A abóbora fornecia cremosidade e doçura, enquanto o milho era a principal fonte de energia. A presença da pimenta, ingrediente amplamente utilizado em molhos, guisados e bebidas rituais, traz o calor e a intensidade típicos da cozinha ancestral. Essa sopa é, portanto, uma homenagem a essa tradição, unindo cremosidade, leve dulçor e um toque picante que aquece e envolve os sentidos.

Sopa de Abóbora com Pimenta e Milho

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal

Especificação: Sopa, Creme, vegetais, vegetariana, vegana, cozinha internacional (México), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 45 minutos

Rendimento: 1800 gramas – 9 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (200 g): 110 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de óleo vegetal
  • 1 cebola média picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 pimenta dedo-de-moça sem sementes picada
  • 500 g de abóbora descascada e cortada em cubos
  • 1 xícara de milho verde (fresco ou congelado)
  • 1 litro de caldo de legumes
  • Sal a gosto
  • Coentro fresco para decorar

Modo de Preparo:

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola, o alho e a pimenta até ficarem macios e levemente dourados. Adicione a abóbora e o milho, misture bem para envolver os sabores. Cubra com o caldo de legumes e cozinhe em fogo médio até que a abóbora esteja macia, por cerca de 25 minutos. Bata a sopa no liquidificador ou com um mixer até obter uma textura cremosa e homogênea. Ajuste o sal e volte à panela para aquecer, se necessário. Sirva quente, finalizando com folhas de coentro fresco.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como Entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, acesse o post A Composição do Almoço e do Jantar. Caso a preparação seja servida como prato principal, recomenda-se a adição de uma fonte de proteína, que pode ser de origem animal, como frango desfiado ou carne, ou vegetal, como leguminosas, tofu ou grão de bico.

2. Dicas de consumo: Sirva acompanhada de tortilhas crocantes, nachos ou fatias de pão rústico. Para uma versão mais sofisticada, finalize com um fio de creme de leite fresco, iogurte natural ou queijo fresco esfarelado.

3. Curiosidade: Além de dar sabor, as pimentas eram consideradas sagradas nas culturas mesoamericanas, associadas à força vital e à purificação. Já a abóbora, por sua casca resistente, também era aproveitada como recipiente natural para armazenamento e utensílio doméstico.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as Receitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

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