Tempero de Pequi

O pequi é um dos frutos mais emblemáticos do Cerrado e possui forte presença na cultura alimentar do Centro-Oeste, especialmente em Goiás. Seu aroma intenso e sabor característico fazem dele um ingrediente marcante de preparações regionais. Nesta formulação, a polpa do fruto é combinada com alho, cebola e pimenta de cheiro, resultando em uma pasta aromática que pode ser utilizada para temperar carnes, aves, arroz e legumes.

Tempero de Pequi

Categoria: Aromáticos, Condimentos

Especificação: Cozinha Brasileira (Região Centro-Oeste), ervas aromáticas, sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 30 a 40 minutos

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: aproximadamente 200 g – 20 porções de 10 g

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (10 g): 30 kcal

Ingredientes:

  • 300 g de pequi fresco
  • 30 g de cebola
  • 20 g de alho
  • 15 g de pimenta de cheiro
  • 10 g de salsinha
  • 5 g de sal

Modo de Preparo:

Pré-preparo do pequi

Selecione frutos de pequi frescos, íntegros e sem sinais de deterioração. Lave cuidadosamente os frutos em água corrente. Coloque os pequis inteiros em uma panela e cubra com água. Leve ao fogo e cozinhe até que os frutos estejam macios. O tempo pode variar conforme o grau de maturação e o tamanho dos frutos.

Retire os frutos da água e deixe-os amornar o suficiente para serem manipulados com segurança. Com uma faca, raspe cuidadosamente a polpa externa do fruto, retirando-a do caroço. Não morda, corte profundamente nem raspe o caroço, pois ele apresenta numerosos espinhos finos que podem causar ferimentos. Pese a polpa obtida. Para a formulação, utilize aproximadamente 120 g de polpa cozida.

Preparo do tempero

Descasque o alho e a cebola. Lave a pimenta de cheiro e a salsinha. Corte a cebola, o alho e a pimenta em pedaços menores. Coloque a polpa de pequi, a cebola, o alho e a pimenta de cheiro em um processador. Processe até obter uma pasta homogênea. Acrescente a salsinha e o sal e processe rapidamente apenas para incorporar. Transfira para um recipiente limpo e hermético. Mantenha sob refrigeração até o momento da utilização.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas:

  • O pequi fresco deve ser sempre cozido antes da retirada da polpa, e a manipulação deve ser feita com atenção para evitar o contato com os espinhos do caroço.
  • A quantidade de 300 g de pequi fresco é uma referência para obtenção de aproximadamente 120 g de polpa cozida. O rendimento pode variar conforme o tamanho, a variedade e o estágio de maturação dos frutos.
  • O pequi apresenta aroma e sabor marcantes e persistentes. Por isso, o tempero deve ser utilizado inicialmente em pequenas quantidades, permitindo ajustar a intensidade conforme a preparação.
  • A porção padronizada de 10 g corresponde à referência utilizada nesta ficha técnica e não representa uma quantidade obrigatória para todas as preparações. A quantidade necessária pode variar de acordo com o alimento, o método de cocção e a intensidade de sabor desejada.
  • Por conter ingredientes frescos, o tempero deve permanecer sob refrigeração e ser utilizado em curto período. Também pode ser congelado em pequenas porções.

2. Sugestões de Consumo:

  • Para temperar carnes, aves, arroz, feijão e legumes, comece utilizando uma pequena quantidade do tempero e aumente gradualmente até alcançar a intensidade desejada.
  • Como referência, utilize aproximadamente 10 g de tempero para uma porção individual, ajustando a quantidade conforme o alimento e o perfil de sabor desejado.
  • Em preparações de sabor mais delicado, como alguns peixes e legumes, recomenda-se utilizar quantidade menor para que o pequi não se sobreponha aos demais ingredientes.
  • Em carnes bovinas, suínas e aves, o tempero pode ser utilizado em quantidade um pouco maior, especialmente quando a preparação for assada ou grelhada.
  • Pode ser incorporado ao arroz durante o cozimento, começando com pequena quantidade e ajustando conforme o resultado.
  • Para preparações contemporâneas, experimente utilizá-lo como elemento aromático em pequenas quantidades, permitindo que o pequi funcione como nota de identidade regional, e não necessariamente como sabor predominante.

3. Curiosidades: o pequi é um fruto nativo do Cerrado e apresenta grande importância gastronômica, cultural e econômica para populações da região.

Atenção: o caroço do pequi possui espinhos finos. Nunca se deve morder o fruto ou tentar retirar a polpa mordendo o caroço.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

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