A Maçã Cozida na Cerveja é uma preparação característica da culinária da Região Sul do Brasil, especialmente associada ao Paraná, onde pode acompanhar pratos tradicionais de influência germânica, como o Eisbein (joelho de porco). A receita combina a doçura e a acidez natural da maçã com os aromas maltados e o leve amargor da cerveja, resultando em um acompanhamento agridoce que contrasta e complementa o sabor de carnes suínas.

A presença da cerveja na preparação também dialoga com a influência dos imigrantes alemães na formação da culinária sulista. Seu uso ultrapassa o consumo como bebida e se estende a diferentes preparações culinárias, nas quais contribui para a construção de aromas e sabores. Simples de preparar, a maçã cozida na cerveja também pode acompanhar assados, carnes defumadas, aves e outros pratos de inspiração germânica.

Maçã Cozida na Cerveja

Categoria: Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Frutas cozidas, cozinha brasileira (Região Sul, Paraná), vegetariana, sem lactose, vegetariana

Tempo de Preparo: 35 minutos

Rendimento: 200 gramas – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (100 g): 88 kcal

Ingredientes:

  • 2 maças fuji, sem casca e sem sementes, cortadas em lâminas grossas
  • 1 pitada de açúcar
  • 100 ml de cerveja
  • 1 pitada de canela
  • 1 pitada de sal

Modo de Preparo:

Descasque as maçãs, retire as sementes e corte-as em lâminas grossas e uniformes.

Em uma panela pequena, de fundo grosso, disponha as maçãs em camadas, polvilhando levemente com o açúcar. Acrescente a canela e a cerveja. Caso o líquido não seja suficiente para envolver parcialmente as maçãs, adicione uma pequena quantidade de água. Tempere com o sal, tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 20 minutos, até que as maçãs estejam macias.

Retire a tampa e continue o cozimento por aproximadamente 5 minutos, permitindo a redução do excesso de líquido e a concentração dos sabores. Retire a canela e, se necessário, escorra o excesso de líquido. Sirva as maçãs mornas como acompanhamento.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

A preparação combina especialmente com carnes suínas, como Eisbein, costelinha e lombo assado, cujo sabor é valorizado pelo contraste agridoce da maçã. Também pode acompanhar aves assadas, carnes defumadas e preparações com batatas e chucrute, compondo cardápios de inspiração germânica.

Para melhor apresentação, mantenha as lâminas de maçã inteiras durante o cozimento, evitando mexê-las excessivamente. O ideal é que fiquem macias, mas ainda mantenham sua forma.

3. Curiosidades:

A utilização da cerveja na cozinha sulista está relacionada à forte influência da imigração alemã na formação cultural e gastronômica do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A bebida pode ser empregada em diferentes preparações, como marinadas, pães e pratos cozidos, contribuindo com aromas maltados e maior complexidade de sabor.

A combinação de maçã e carne suína também possui afinidade com tradições culinárias de matriz europeia, nas quais frutas são utilizadas para criar contraste com preparações salgadas e de sabor mais intenso.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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A Banana à Milanesa é uma preparação em que a banana é envolvida em ovo e farinha de mandioca e posteriormente frita, formando uma camada dourada e crocante que contrasta com a textura macia e o sabor naturalmente adocicado da fruta. No Brasil, tornou-se um acompanhamento bastante presente na culinária da Região Sudeste, especialmente no Rio de Janeiro, onde pode acompanhar preparações tradicionais como feijoada, filé à Oswaldo Aranha, bifes e outros pratos de inspiração luso-brasileira.

A combinação entre o sabor adocicado da banana e preparações salgadas contribui para criar contraste de sabores e texturas no prato. A utilização da farinha de mandioca na cobertura também aproxima a preparação de hábitos e ingredientes característicos da alimentação brasileira.

Banana à Milanesa

Categoria: Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Frutas empanadas, Cozinha Brasileira (Região Sudeste, Rio de Janeiro), vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 unidade): 230 kcal

Ingredientes:

  • 2 bananas
  • 1 ovo, batido
  • 150 gramas de farinha de mandioca
  • Óleo, para fritar

Modo de Preparo:

Descasque as bananas e mantenha-as inteiras. Se preferir, elas também podem ser cortadas ao meio no sentido longitudinal. Bata o ovo em um recipiente até ficar homogêneo. Passe cada banana pelo ovo batido, envolvendo toda a superfície. Em seguida, passe a banana pela farinha de mandioca, pressionando delicadamente para que a farinha forme uma camada uniforme. Repita o processo, passando novamente pelo ovo e pela farinha, para obter uma cobertura mais espessa e crocante.

Aqueça o óleo em quantidade suficiente para fritar as bananas. Frite em óleo quente, virando cuidadosamente, até que estejam douradas e crocantes por todos os lados. Retire as bananas e coloque-as sobre papel absorvente para eliminar o excesso de óleo. Sirva imediatamente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo: A Banana à Milanesa combina especialmente bem com pratos salgados de sabores marcantes, sobretudo preparações à base de carnes. Pode acompanhar feijoada, bifes, carnes assadas e grelhadas, entre outras preparações da culinária brasileira. Deve ser servida imediatamente após a fritura, quando a cobertura apresenta maior crocância.

2. Dicas de preparo: Prefira bananas maduras, porém firmes, para que mantenham sua estrutura durante a empanagem e a fritura. A dupla passagem pelo ovo e pela farinha proporciona uma cobertura mais espessa e crocante. O óleo deve estar suficientemente quente para dourar a empanagem sem deixar a banana excessivamente oleosa.

3.  Curiosidades: A utilização da banana em preparações salgadas demonstra a versatilidade dessa fruta na culinária brasileira. No Sudeste, especialmente no Rio de Janeiro, a Banana à Milanesa consolidou-se como uma guarnição presente em refeições tradicionais e em restaurantes. A combinação da fruta adocicada com pratos salgados também evidencia a valorização do contraste de sabores característico de diferentes repertórios da cozinha brasileira.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Caruru Baiano é uma preparação tradicional da culinária da Bahia, caracterizada pela combinação de quiabo, camarão seco, azeite de dendê, castanha de caju e amendoim. A preparação reúne ingredientes marcantes da cozinha baiana e evidencia a influência africana na formação dos sabores e das técnicas presentes na culinária brasileira.

De textura espessa e sabor intenso, o caruru pode acompanhar diferentes preparações da cozinha baiana e também integra combinações tradicionais, especialmente ao lado do acarajé. O uso do quiabo como ingrediente principal, associado ao camarão seco, às oleaginosas e ao dendê, confere à preparação identidade própria dentro do repertório regional.

Caruru Baiano

Categoria: Acompanhamento, prato principal

Especificação: Vegetais, cozinha brasileira (Região Nordeste, Bahia), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré Preparo: 20 minutos

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 680 gramas – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 245 kcal

Ingredientes:

  • 400 gramas de quiabo
  • 60 gramas de camarão seco, sem cabeça
  • 50 gramas de amendoim
  • 50 gramas de castanha de caju
  • 60 ml de azeite de dendê
  • 1 cebola, ralada
  • 10 gramas de gengibre, ralado
  • Sal, a gosto

Modo de Preparo:

Lave os quiabos, deixe escorrer e seque-os bem antes de cortar. Corte cada quiabo em quatro partes no sentido do comprimento, mantendo as partes juntas, e depois corte em rodelas.

Divida o camarão seco em duas partes. Pile uma das partes no almofariz até obter uma textura semelhante a um pó. Reserve. Coloque a outra metade do camarão seco em água e deixe hidratar por aproximadamente 15 minutos. Escorra bem e reserve.

Pile o amendoim e a castanha de caju no almofariz até obter uma farinha de textura irregular. Reserve.

Aqueça o azeite de dendê em uma panela e refogue a cebola e o quiabo. Quando o quiabo começar a amolecer, acrescente o gengibre, o camarão seco pilado e o camarão seco previamente hidratado e escorrido.

Acrescente o amendoim e a castanha de caju pilados. Tempere com sal e cozinhe em fogo médio, mexendo sempre para integrar os ingredientes. Continue o cozimento até que o quiabo esteja macio, a preparação adquira coloração característica e apresente consistência espessa e cremosa.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

O Caruru Baiano pode ser servido como acompanhamento de arroz, peixes, frutos do mar e carnes. Também pode integrar uma composição tradicional da culinária baiana ao lado de acarajé, vatapá e outros preparos regionais.

Para melhor apreciação, deve ser servido quente, valorizando sua consistência cremosa e o aroma característico do azeite de dendê.

3. Curiosidades:

O nome caruru pode designar diferentes preparações no Brasil. Na Bahia, o termo está associado à preparação de quiabo com camarão seco, dendê, amendoim e castanha de caju, enquanto em outras regiões o nome pode estar relacionado à própria planta conhecida como caruru.

O uso conjunto de quiabo, camarão seco, dendê e oleaginosas confere ao preparo uma identidade fortemente relacionada à cozinha baiana e às contribuições africanas para a formação da culinária brasileira.

O caruru também possui importância cultural e religiosa na Bahia, sendo tradicionalmente preparado em determinadas celebrações e associado a práticas alimentares de matriz afro-brasileira.


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O Caruru do Pará é uma preparação tradicional da culinária paraense, marcada pela combinação de quiabo, camarão seco, farinha de mandioca, temperos frescos e azeite de dendê. Diferentemente de outras preparações brasileiras chamadas de caruru, apresenta uma composição própria, na qual a farinha de mandioca e o caldo de camarão contribuem para a formação de uma preparação espessa e saborosa. A receita integra o repertório da cozinha amazônica e pode ser servida quente como acompanhamento, especialmente com arroz branco.

Caruru do Pará

Categoria: Acompanhamento, prato principal

Especificação: Vegetais, cozinha brasileira (Região Norte, Pará), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 1 hora

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 720 gramas – 6 porções

Dificuldade: Média

Calorias por porção

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

Caldo de camarão

  • Água para demolhar o camarão
  • 150 gramas de camarão seco salgado, com cascas e cabeças quando disponíveis
  • 400 ml de água
  • 15 gramas de cebola, bem picada
  • 1 dente de alho, bem picado
  • 5 gramas de pimentão verde, em cubinhos
  • 30 gramas de tomate, sem sementes, em cubinhos
  • 2 ramos de salsinha, bem picada
  • 1 ramo de coentro, bem picado
  • 1 talo de cebolinha, bem picada

Preparo do Quiabo

  • 600 ml de água
  • 1/4 de limão
  • 10 ml de vinagre de vinho branco
  • 300 gramas de quiabo, em rodelas

Refogado e Finalização

  • 50 gramas de camarão seco salgado, para moagem
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 35 gramas de cebola, bem picada
  • 2 dentes de alho, bem picado
  • 10 gramas de pimentão verde, em cubinhos
  • Camarão seco dessalgado e limpo, preparado na etapa anterior
  • 70 gramas de tomate, sem sementes, em cubinhos
  • 3 ramos de salsinha, bem picada
  • 2 ramos de coentro, bem picado
  • 2 talos de cebolinha, bem picada
  • 2 unidades de pimenta de cheiro
  • 20 ml de azeite de dendê
  • 60 gramas de farinha de mandioca, farinha d’água

Modo de Preparo:

Caldo de camarão

Lave os 150 gramas de camarão seco e deixe-os de molho em bastante água por aproximadamente 1 hora, trocando a água de 3 a 4 vezes para reduzir o excesso de sal. Escorra.

Descasque os camarões reservando as cascas e as cabeças para o caldo. Coloque as cascas e as cabeças em uma panela com 400 ml de água. Acrescente a cebola, o alho, o pimentão, o tomate, a salsinha, o coentro e a cebolinha destinados ao caldo. Ferva por aproximadamente 5 minutos. Coe e reserve o caldo.

Preparo do Quiabo

Coloque 600 ml de água em uma panela e acrescente o vinagre e algumas gotas do limão. Adicione o quiabo e cozinhe até ficar verde-vivo e macio, sem desmanchar. Escorra e reserve.

Refogado e Finalização

Triture os 50 gramas de camarão seco até obter uma moagem bem fina, semelhante a um pó ou farinha. Reserve.

Aqueça o azeite de oliva em uma panela. Acrescente a cebola, o alho e o pimentão destinados ao refogado e cozinhe até ficarem macios. Junte o camarão dessalgado e limpo, preparado na etapa anterior. Acrescente o tomate, a salsa, o coentro, a cebolinha e as pimentas de cheiro. Refogue até que os ingredientes estejam bem incorporados. Retire as pimentas de cheiro. Acrescente o azeite de dendê, o quiabo reservado e parte do caldo de camarão. Misture delicadamente.

Em um recipiente separado, coloque a farinha de mandioca e acrescente gradualmente outra parte do caldo de camarão, mexendo até obter uma mistura homogênea. Adicione a mistura de farinha ao refogado aos poucos, mexendo continuamente para evitar a formação de grumos. Acrescente o camarão seco moído e misture bem para incorporá-lo à preparação.

Cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 15 minutos, mexendo ocasionalmente, até obter uma preparação espessa, úmida e homogênea. Se necessário, acrescente mais caldo durante o cozimento para ajustar a consistência. Sirva quente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • O Caruru do Pará pode ser servido como acompanhamento de arroz branco ou integrar uma refeição composta por outras preparações da culinária amazônica.
  • A textura deve ser espessa, úmida e cremosa, sem ficar excessivamente seca. A farinha deve ser incorporada gradualmente para facilitar o controle da consistência.
  • O grau de salga do camarão seco pode variar. Por isso, o tempo e o número de trocas de água podem ser ajustados conforme a intensidade de sal do produto utilizado.
  • Entre as categorias de serviço, acompanhamento e prato principal são as mais adequadas para esta preparação. Embora possa fazer parte de uma composição de petiscos ou entradas em uma proposta contemporânea, essas não são suas formas tradicionais de serviço.

3. Curiosidades:

  • O nome caruru é utilizado para diferentes preparações da culinária brasileira, que apresentam ingredientes e técnicas distintas conforme a região. O Caruru do Pará possui identidade própria dentro da cozinha paraense.
  • A farinha de mandioca é um elemento importante na preparação, contribuindo não apenas para a consistência, mas também para a identidade amazônica do prato.
  • O aproveitamento das cascas e das cabeças do camarão para preparar o caldo concentra o sabor do crustáceo e valoriza diferentes partes do ingrediente.
  • A utilização de ervas frescas, como coentro, salsa e cebolinha, reforça o perfil aromático característico da preparação.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Barbecue de Rapadura é uma preparação contemporânea inspirada nos sabores da culinária nordestina. A rapadura, tradicional derivado da cana de açúcar e ingrediente de forte presença na cultura alimentar do Nordeste, é utilizada como elemento de dulçor e identidade regional em uma releitura do clássico molho barbecue. A combinação com cachaça, limão, molho inglês, aceto balsâmico e pimenta produz um molho agridoce, aromático e de sabor marcante, adequado para acompanhar carnes, aves e preparações grelhadas ou assadas.

Barbecue de Rapadura

Categoria: couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, petiscos, lanches

Especificação: Molho condimentado, molho reduzido, cozinha Brasileira (Região Nordeste), sem lactose, sem glúten

Tempo de Pré-Preparo: 10 minutos

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 250 ml – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 ml): 100 kcal

Ingredientes:

  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 50 gramas de cebola, picadinha
  • 60 gramas de rapadura, picada
  • 1 colher (sopa) de aceto balsâmico
  • 1 colher (sopa) de molho inglês
  • 1/2 limão tahiti (suco)
  • 100 ml de cachaça
  • 80 gramas de ketchup
  • 1 folha de louro
  • Molho de pimenta, a gosto
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto

Modo de Preparo:

Aqueça o azeite em uma panela e refogue a cebola até ficar macia. Acrescente a rapadura, o aceto balsâmico, o molho inglês, o suco de limão, a cachaça, o ketchup e a folha de louro.

Cozinhe em fogo baixo, mexendo ocasionalmente, até a rapadura dissolver e a mistura começar a adquirir consistência de molho. Acrescente o molho de pimenta, o sal e a pimenta do reino, ajustando o equilíbrio entre dulçor, acidez e picância. Continue o cozimento em fogo baixo até obter um molho encorpado e homogêneo. Retire a folha de louro e passe o molho por uma peneira, pressionando suavemente os sólidos para aproveitar o máximo possível do molho. Se necessário, retorne o molho à panela para ajustar a consistência. Deixe amornar antes de servir

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas:

  • O ponto ideal é encorpado, porém fluido, permitindo que o molho envolva o alimento sem ficar excessivamente espesso. O sabor deve apresentar equilíbrio entre o dulçor da rapadura, a acidez do limão e do aceto balsâmico, a intensidade do molho inglês e a picância.
  • O rendimento final pode variar ligeiramente conforme o tempo de redução e as perdas durante a peneiragem. Por isso, o rendimento indicado é aproximado.
  • Caso o molho fique muito espesso após o resfriamento, pode ser ajustado com pequena quantidade de água e aquecido novamente em fogo baixo.

3. Sugestões de Consumo:

O barbecue de rapadura pode ser utilizado em diferentes categorias de serviço:

  • Entradas: servir como molho de acompanhamento para espetinhos, carnes suínas em pequenas porções, croquetes, bolinhos salgados, legumes grelhados ou preparações à base de mandioca.
  • Petiscos: acompanhar espetinhos, tiras de frango ou carne, linguiças, porções grelhadas ou assadas e outros petiscos salgados.
  • Lanches: utilizar em hambúrgueres e sanduíches, especialmente em preparações com carne suína, frango ou carnes grelhadas.
  • Couvert: servir em pequena porção como molho de acompanhamento para pães, torradas e outras preparações salgadas.

Também pode acompanhar carnes bovinas, suínas e aves grelhadas ou assadas. Seu perfil agridoce combina especialmente bem com preparações defumadas e feitas na brasa.

Quando utilizado diretamente sobre alimentos submetidos ao calor, recomenda-se aplicá-lo nos minutos finais do preparo, pois os açúcares presentes na rapadura e no ketchup podem caramelizar rapidamente e queimar quando expostos por tempo prolongado a temperaturas elevadas.

3. Curiosidade:

  • A rapadura é produzida a partir da concentração do caldo de cana de açúcar e possui importante presença histórica na alimentação nordestina. Nesta preparação, ela é utilizada para conferir dulçor, corpo e identidade regional a uma releitura contemporânea do molho barbecue.
  • A receita também exemplifica a fusion food, ao combinar um ingrediente tradicional da cultura alimentar brasileira com uma preparação de origem estrangeira.

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O churrasco é uma das expressões gastronômicas mais associadas à cultura alimentar do Rio Grande do Sul. Na tradição gaúcha, a carne ocupa o centro da preparação e os temperos são utilizados de maneira econômica, valorizando o sabor natural do alimento e a ação do fogo. A salmoura é uma forma simples de distribuir o sal e conferir umidade à superfície da carne durante o preparo, podendo receber pequenas quantidades de ervas e alho sem retirar o protagonismo do ingrediente principal.

Salmoura para Carnes ao Estilo Gaúcho

Categoria: Aromáticos, Condimentos

Especificação: Marinada, cozinha brasileira (Região Sul), sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 500 ml – suficiente para 1 kg de carne

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 500 ml de água filtrada
  • 35 g de sal grosso
  • 15 g de alho
  • 5 g de pimenta do reino em grãos
  • 1 folha de louro

Modo de Preparo:

Descasque os dentes de alho e amasse-os levemente. Coloque a água em um recipiente e acrescente o sal grosso. Misture até que parte do sal esteja dissolvida. Acrescente o alho, a pimenta do reino e a folha de louro.

Coloque a carne em recipiente adequado e cubra com a salmoura. Tampe e mantenha sob refrigeração pelo período adequado ao tipo e ao tamanho do corte. Retire a carne da salmoura, escorra bem e prepare conforme o método de cocção escolhido. Descarte a salmoura após o uso.

Observação: a tradição do churrasco gaúcho pode utilizar apenas sal, e existem diferentes formas regionais e familiares de temperar a carne.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas:

1. O tempo de contato com a salmoura deve ser ajustado de acordo com o tipo, tamanho e espessura do corte. Como referência, cortes bovinos maiores podem permanecer por mais tempo, enquanto cortes menores e carnes mais delicadas exigem períodos mais curtos.

  • Para cortes bovinos grandes, recomenda-se aproximadamente 2 a 4 horas de contato com a salmoura.
  • Para cortes bovinos menores ou mais finos, cerca de 30 minutos a 2 horas são suficientes.
  • Para carnes suínas, aproximadamente 1 a 3 horas, dependendo da espessura do corte.
  • Para aves, especialmente cortes menores, recomenda-se um período mais curto, em torno de 30 minutos a 1 hora.
  • Esses tempos são referências e podem ser ajustados conforme a concentração da salmoura, o tamanho do corte e o resultado desejado. Não é necessário deixar a carne por várias horas apenas para intensificar o sabor, pois o excesso de tempo pode prejudicar textura e equilíbrio de sal.

2. A carne deve permanecer sob refrigeração durante toda a marinada.

3. Não reutilize a salmoura depois que ela tiver entrado em contato com carne crua.

4. Antes de levar a carne à grelha, escorra bem o excesso de líquido. Isso favorece a formação de uma superfície adequadamente dourada.

5. Como o churrasco valoriza o sabor da carne, a salmoura deve funcionar como elemento complementar, e não como tempero dominante.


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Chutney é uma preparação condimentada de origem indiana, tradicionalmente elaborada com frutas, vegetais, especiarias, açúcar e elementos ácidos, resultando em um acompanhamento de perfil agridoce e aromático. Ao longo do tempo, a preparação foi incorporada a diferentes cozinhas e ganhou inúmeras interpretações. Nesta versão brasileira, a goiabada é utilizada como ingrediente principal, combinada à acidez do vinagre, ao ardor da pimenta e ao caráter aromático das especiarias. O resultado é um molho agridoce, picante e aromático, adequado para acompanhar carnes, queijos, sanduíches, canapés e outras preparações.

Chutney de Goiabada

Categoria: aromáticos, couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: conserva aromática, chutney, molho, cozinha brasileira contemporânea, sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 100 gramas – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 g): 85 kcal

Ingredientes:

  • 50 gramas de goiabada, em cubinhos
  • 1/2 xícara de água
  • 1 colher (sopa) de vinagre de arroz
  • 1/2 unidade de pimenta dedo de moça, sem semente, bem picada
  • 1 pitada de cominho em pó
  • 1 pitada de mostarda em pó

Modo de Preparo:

Corte a goiabada em cubos pequenos. Coloque a goiabada, a água, o vinagre de arroz, a pimenta dedo de moça, o cominho e a mostarda em uma panela. Leve ao fogo baixo, mexendo ocasionalmente, até a goiabada se dissolver e a mistura adquirir consistência espessa e homogênea. Continue o cozimento em fogo baixo até que a goiabada esteja completamente dissolvida e a mistura adquira consistência cremosa, espessa e homogênea. Retire do fogo e deixe esfriar antes de porcionar. O chutney ficará mais espesso após o resfriamento.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Por se tratar de um chutney utilizado como acompanhamento ou molho de cobertura, sua função é complementar a preparação principal, acrescentando contraste de sabor, acidez e umidade. Para padronização, utilizar 50 g por porção. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dica de consumo: O chutney pode acompanhar carnes bovinas, suínas e aves, além de queijos de diferentes intensidades. Também pode ser utilizado em sanduíches, canapés e tábuas de queijos.

3. Curiosidade: Embora o chutney tenha origem indiana, sua difusão internacional fez surgir inúmeras versões adaptadas aos ingredientes e aos hábitos alimentares de diferentes países. Nesta preparação, a utilização da goiabada aproxima uma técnica de origem estrangeira do repertório de sabores brasileiro.

4. Dica gastronômica: Para acompanhar carnes mais gordurosas, como preparações suínas, o contraste entre o dulçor da goiabada, a acidez do vinagre e o ardor da pimenta ajuda a equilibrar a percepção de gordura do prato.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O pequi é um dos frutos mais emblemáticos do Cerrado e possui forte presença na cultura alimentar do Centro-Oeste, especialmente em Goiás. Seu aroma intenso e sabor característico fazem dele um ingrediente marcante de preparações regionais. Nesta formulação, a polpa do fruto é combinada com alho, cebola e pimenta de cheiro, resultando em uma pasta aromática que pode ser utilizada para temperar carnes, aves, arroz e legumes.

Tempero de Pequi

Categoria: Aromáticos, Condimentos

Especificação: Cozinha Brasileira (Região Centro-Oeste), ervas aromáticas, sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 30 a 40 minutos

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: aproximadamente 200 g – 20 porções de 10 g

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (10 g): 30 kcal

Ingredientes:

  • 300 g de pequi fresco
  • 30 g de cebola
  • 20 g de alho
  • 15 g de pimenta de cheiro
  • 10 g de salsinha
  • 5 g de sal

Modo de Preparo:

Pré-preparo do pequi

Selecione frutos de pequi frescos, íntegros e sem sinais de deterioração. Lave cuidadosamente os frutos em água corrente. Coloque os pequis inteiros em uma panela e cubra com água. Leve ao fogo e cozinhe até que os frutos estejam macios. O tempo pode variar conforme o grau de maturação e o tamanho dos frutos.

Retire os frutos da água e deixe-os amornar o suficiente para serem manipulados com segurança. Com uma faca, raspe cuidadosamente a polpa externa do fruto, retirando-a do caroço. Não morda, corte profundamente nem raspe o caroço, pois ele apresenta numerosos espinhos finos que podem causar ferimentos. Pese a polpa obtida. Para a formulação, utilize aproximadamente 120 g de polpa cozida.

Preparo do tempero

Descasque o alho e a cebola. Lave a pimenta de cheiro e a salsinha. Corte a cebola, o alho e a pimenta em pedaços menores. Coloque a polpa de pequi, a cebola, o alho e a pimenta de cheiro em um processador. Processe até obter uma pasta homogênea. Acrescente a salsinha e o sal e processe rapidamente apenas para incorporar. Transfira para um recipiente limpo e hermético. Mantenha sob refrigeração até o momento da utilização.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas:

  • O pequi fresco deve ser sempre cozido antes da retirada da polpa, e a manipulação deve ser feita com atenção para evitar o contato com os espinhos do caroço.
  • A quantidade de 300 g de pequi fresco é uma referência para obtenção de aproximadamente 120 g de polpa cozida. O rendimento pode variar conforme o tamanho, a variedade e o estágio de maturação dos frutos.
  • O pequi apresenta aroma e sabor marcantes e persistentes. Por isso, o tempero deve ser utilizado inicialmente em pequenas quantidades, permitindo ajustar a intensidade conforme a preparação.
  • A porção padronizada de 10 g corresponde à referência utilizada nesta ficha técnica e não representa uma quantidade obrigatória para todas as preparações. A quantidade necessária pode variar de acordo com o alimento, o método de cocção e a intensidade de sabor desejada.
  • Por conter ingredientes frescos, o tempero deve permanecer sob refrigeração e ser utilizado em curto período. Também pode ser congelado em pequenas porções.

2. Sugestões de Consumo:

  • Para temperar carnes, aves, arroz, feijão e legumes, comece utilizando uma pequena quantidade do tempero e aumente gradualmente até alcançar a intensidade desejada.
  • Como referência, utilize aproximadamente 10 g de tempero para uma porção individual, ajustando a quantidade conforme o alimento e o perfil de sabor desejado.
  • Em preparações de sabor mais delicado, como alguns peixes e legumes, recomenda-se utilizar quantidade menor para que o pequi não se sobreponha aos demais ingredientes.
  • Em carnes bovinas, suínas e aves, o tempero pode ser utilizado em quantidade um pouco maior, especialmente quando a preparação for assada ou grelhada.
  • Pode ser incorporado ao arroz durante o cozimento, começando com pequena quantidade e ajustando conforme o resultado.
  • Para preparações contemporâneas, experimente utilizá-lo como elemento aromático em pequenas quantidades, permitindo que o pequi funcione como nota de identidade regional, e não necessariamente como sabor predominante.

3. Curiosidades: o pequi é um fruto nativo do Cerrado e apresenta grande importância gastronômica, cultural e econômica para populações da região.

Atenção: o caroço do pequi possui espinhos finos. Nunca se deve morder o fruto ou tentar retirar a polpa mordendo o caroço.


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A culinária amazônica reúne uma grande diversidade de ervas, pimentas e ingredientes aromáticos associados aos rios, à floresta e às tradições alimentares dos povos indígenas e das populações que se desenvolveram na região. Entre esses elementos estão a pimenta de cheiro e a chicória do Pará, muito utilizadas na construção dos sabores de preparações amazônicas. Este tempero reúne esses ingredientes ao alho e ao limão, formando uma preparação aromática especialmente adequada para peixes.

Tempero Amazônico para Peixes

Categoria: Aromáticos, Condimentos

Especificação: Cozinha Brasileira (Região Norte), ervas aromáticas, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 80 gramas – 12 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção  (15 g): 12 kcal

Ingredientes:

  • 80 g de cebola
  • 40 g de alho
  • 25 g de pimenta de cheiro
  • 15 g de chicória do Pará
  • 10 g de coentro fresco
  • 5 g de sal
  • 5 ml de suco de limão

Modo de Preparo:

Descasque o alho e a cebola. Lave cuidadosamente a pimenta de cheiro, a chicória do Pará e o coentro. Pique todos os ingredientes grosseiramente. Coloque a cebola, o alho, a pimenta, a chicória e o coentro em um processador. Processe até obter uma mistura uniforme, mas sem transformá-la em um purê excessivamente líquido.

Acrescente o sal e o suco de limão e processe rapidamente apenas para incorporar. Transfira para um recipiente limpo e mantenha sob refrigeração. Utilize para temperar peixes antes do cozimento.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de Consumo:

  • Utilize a pimenta de cheiro com moderação para que seu aroma não encubra o sabor delicado do peixe.
  • A chicória do Pará pode ser substituída por salsa fresca na mesma quantidade quando não estiver disponível. A substituição altera discretamente o perfil aromático, mas mantém a função da erva fresca na preparação. Sempre que possível, recomenda-se preservar a chicória do Pará, por sua relação com o repertório aromático amazônico. A culinária amazônica registra seu uso junto a alho, pimenta de cheiro, alfavaca e outros aromáticos em preparações com tucupi.
  • O tempero deve ser aplicado ao peixe pouco antes do preparo. O limão, por conter ácido, não deve permanecer em contato com o pescado por tempo excessivo.
  • Para peixes mais firmes, o tempero pode ser utilizado como marinada curta; para peixes delicados, recomenda-se apenas uma camada fina imediatamente antes do cozimento.

2. Curiosidades:

  • A presença de tucupi, pimenta de cheiro, chicória e outros aromáticos em receitas amazônicas demonstra como os temperos participam da construção da identidade culinária regional, e não apenas da função de “dar sabor”.
  • A pimenta de cheiro é especialmente interessante porque pode proporcionar aroma e sabor característicos mesmo quando a intensidade de ardência varia entre os frutos.

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Doce de Tâmaras com Figos e Nozes ao Perfume de Coentro.

Nas celebrações e rituais do Antigo Egito, as oferendas feitas aos deuses eram símbolos de gratidão, fertilidade e conexão espiritual. Tâmaras, figos e nozes, alimentos sagrados e energéticos, eram deixados nos templos e túmulos como promessas de vida eterna. Este doce resgata essa simbologia ancestral em uma composição simples e sofisticada, unindo doçura natural, textura cremosa e um toque aromático de coentro. Mais do que sobremesa, é uma pequena joia alimentar: feita com ingredientes puros, sem açúcar refinado, carregada de significado e perfeita para momentos de introspecção, celebração ou partilha.

Oferenda de Ísis

Categoria: Café da Manhã e lanches, sobremesa, confeitaria

Especificação: Compota, Cozinha internacional (Egito), sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana, vegetais

Tempo de Preparo: 25 minutos

Rendimento: 480 gramas – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (80 g): 233 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de tâmaras sem caroço
  • 1/2 xícara de figos secos
  • 1 xícara de água
  • 1/2 xícara de nozes picadas grosseiramente
  • 1/2 colher (chá) de coentro em pó
  • 1 colher (sopa) de suco de limão (opcional)

Modo de Preparo:

Corte as tâmaras e os figos em pedaços médios. Em uma panela pequena, coloque as tâmaras, os figos, a água e o coentro em pó. Leve ao fogo baixo. Cozinhe por cerca de 10 minutos, mexendo ocasionalmente, até que os frutos fiquem macios e a mistura comece a engrossar. Acrescente as nozes e misture bem. Cozinhe por mais 5 minutos, até atingir a textura de uma compota espessa. Se desejar, adicione o suco de limão para equilibrar o dulçor. Deixe esfriar completamente antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo:

  • Sirva em pequenas porções como uma sobremesa exótica, acompanhada de iogurte, coalhada seca ou queijos curados.
  • Pode ser usada como recheio de doces, pães ou servida com torradas.
  • Fica excelente como acompanhamento agridoce para carnes assadas ou grelhadas.

Curiosidades:

Inspirada nas oferendas simbólicas da deusa Isis, essa receita combina ingredientes ancestrais do Crescente Fértil, tâmaras, figos e nozes, com especiarias ritualísticas como o coentro. Era comum que doces assim fossem oferecidos a divindades como símbolo de abundância, fertilidade e proteção.


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O Picadinho Carioca é uma receita típica do Rio de Janeiro onde é servido acompanhado de Arroz Branco, Farofa de Ovo e Banana à Milanesa. O picadinho também é ótimo para servir como petisco com uma deliciosa cerveja geladinha. Experimente!

Picadinho Carioca

Categoria: Prato Principal, petisco

Especificação: Carnes, Carne Bovina, Cozinha Brasileira (Rio de Janeiro)

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Picadinho Carioca. Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 500 gramas de patinho, em iscas pequenas
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 1 colher (chá) de açúcar cristal
  • 1 cebola, picadinha
  • 3 dentes de alho, bem picado
  • 1 folha de louro
  • 3 colheres (sopa) de molho inglês
  • 1 tomate maduro, sem pele e sem semente, bem picado
  • 1 copo americano de água

Modo de Preparo:

Corte a carne finamente à faca, tempere com sal e pimenta-do-reino. Aqueça o óleo na panela e adicione a carne e o açúcar, deixando fritar sem mexer no primeiro momento. Quando começar a caramelizar, mexa bem para que toda a carne fique dourada. Acrescente a cebola, o alho, o louro e o molho inglês, refogue bem e acrescente o tomate, mexendo bem para o tomate quebrar e se integrar na carne. Acrescente a água e deixe cozinhar, em fogo médio com a panela tampada, por 30 minutos. Tire a tampa e deixe o molho engrossar sem a tampa. Sirva com arroz branco, farofa de ovo e banana à milanesa.

Obs.: retire a folha de louro antes de servir.

Dicas:

Como retirar a pele e sementes dos tomates – faça um corte superficial em formato de cruz na ponta do tomate. Coloque-o em água fervente e deixe por alguns instantes até perceber que a pele começa a soltar, não dá nem 15 segundos. Retire o tomate da água quente e o mergulhe numa tigela com água bem gelada. Retire a pele, corte o tomate ao meio e com o auxílio de uma colher retire todas as sementes. Em seguida, corte da maneira solicitada na receita.

Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando.


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FONTE IMAGEM CAPA:

A Farofa com Maracujá e Hortelã é um prato servido no Nordeste do Brasil. É uma farofa preparada com farinha de milho flocada e polpa de maracujá, finalizada com folhas de hortelã fatiadas. Super deliciosa. Contraste perfeito e equilibrado do sabor doce e ácido do maracujá com o frescor da hortelã. É um acompanhando perfeito em qualquer ocasião.

Farofa com Maracujá e Hortelã

Categoria: Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Farofa, Cozinha Brasileira (Nordeste),

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Farofa com Maracujá e Hortelã. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 maracujá
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1/4 de cebola, bem picada
  • 50 gramas de farinha de milho flocada
  • 2 ramos de hortelã, fatiado fino
  • Sal, a gosto

Modo de Preparo:

Leve a polpa de maracujá ao fogo até ferver e separar as sementes. Coe e reserve.

Refogue a cebola no azeite, acrescente a farinha e vá acrescentando, aos poucos, a polpa de maracujá, até o sabor ficar equilibrado. Finalize com a hortelã e tempere com sal.

Dicas:

1. Fervura é o método de cocção por calor úmido que consiste em cozinhar o alimento de forma lenta em um líquido fervente em ebulição (ferver) ou com temperaturas menores (fervura branda).

2. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.


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