O falafel é um dos pratos mais emblemáticos e amados do Oriente Médio, mas por trás dessas pequenas bolinhas crocantes se esconde uma história rica, complexa e cheia de nuances culturais. Embora hoje seja apreciado em todo o mundo, o falafel carrega consigo a identidade e o orgulho de diversos povos que o prepararam à sua maneira ao longo dos séculos.

A origem mais aceita é egípcia: no Egito, essas bolinhas são conhecidas como ta’amiya e são feitas com favas (feijão-fava seco). Os cristãos coptas teriam criado o prato como uma alternativa sem carne durante a Quaresma, ainda na Antiguidade. Rica em ervas frescas como coentro, salsinha e endro, a ta’amiya egípcia tem um tom esverdeado vibrante e, muitas vezes, é empanada com sementes de gergelim antes de ser frita, criando uma textura crocante e única.

À medida que o prato viajou pelo Levante (região que inclui Líbano, Síria, Palestina, Jordânia e Israel) ele foi reinterpretado com ingredientes locais. Lá, o falafel passou a ser feito com grão-de-bico cru, que dá à massa uma textura mais firme e um sabor mais encorpado. Essa versão se tornou a mais conhecida internacionalmente e é a que geralmente encontramos em lanchonetes árabes ao redor do mundo, servida em pão pita, acompanhada de molho de tahine, salada fresca, picles e molhos picantes.

A disputa pela “paternidade” do falafel é constante e reflete não apenas preferências culinárias, mas também questões de identidade, memória e pertencimento. Palestinos, israelenses, libaneses e egípcios consideram o falafel parte essencial de suas tradições, tornando-o um símbolo tanto da diversidade gastronômica quanto dos debates culturais e políticos da região. Com ingredientes simples, sabor marcante e uma história milenar, o falafel transcende fronteiras e nos convida a conhecer um pouco mais da alma do Oriente Médio, uma mordida de cada vez.

Falafel

Categoria: couvert, entradas, lanches, petiscos

Especificação: Petisco, salgadinho, bolinho salgado, cozinha internacional (Egito, Oriente Médio), proteína vegetal, vegana, vegetariana, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 12 horas de demolho

Tempo de Preparo: 50 minutos

Rendimento: 25 unidades

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 unidade – 25 g): 88 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 xícaras de grão-de-bico cru (de molho por 12 horas)
  • 1 cebola média picada
  • 4 dentes de alho
  • 1 xícara de salsinha fresca picada
  • 1/2 xícara de coentro fresco picado
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • 1 colher (chá) de coentro em pó
  • 1 colher (chá) de sal (ou a gosto)
  • 1/2 colher (chá) de pimenta do reino
  • 1/4 colher (chá) de pimenta síria (opcional)
  • 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo ou de grão de bico (se necessário, para dar liga)
  • Óleo vegetal para fritar (suficiente para imersão)

Modo de Preparo:

Deixe o grão-de-bico de molho por 12 horas. Ele deve dobrar de volume. Não use grão-de-bico cozido, ele deixa a massa mole e imprópria para fritar. Escorra bem a água e seque levemente com papel toalha. No processador, bata o grão-de-bico, cebola, alho, salsinha, coentro e todos os temperos. Bata até obter uma pasta úmida, mas ainda com textura, sem virar purê.

Transfira para uma tigela, adicione o bicarbonato de sódio e a farinha (se necessário, para dar mais estrutura). Leve à geladeira por 30 minutos para firmar. Modele bolinhas ou pequenos discos com as mãos. Aqueça o óleo em fogo médio (cerca de 180 °C). Frite os falafels aos poucos, virando para dourar por igual (cerca de 3 a 4 minutos cada). Retire com escumadeira e deixe escorrer sobre papel absorvente.

Toques Finais e Sugestões:

Modos de Consumo:

  • No pão pita: recheado com falafel, alface, tomate, pepino, picles e molho de tahine ou iogurte.
  • No prato (meze): servido com homus, baba ghanoush, tabule, coalhada e pão sírio.
  • Como lanche: acompanhado de molhos diversos, como tahine, alho, iogurte temperado ou molho picante.
  • Em saladas: como substituto de proteína animal, trazendo crocância e sabor.
  • Versão assada ou na air fryer: para uma opção mais leve e saudável.
  • Em bowls: combinando com grãos, vegetais assados, folhas verdes e molhos.

Curiosidades:

  • Ícone vegano: Naturalmente vegano, o falafel é uma das opções mais populares entre vegetarianos e veganos no mundo todo.
  • Dia Mundial do Falafel: É comemorado em 12 de junho, celebrando seu valor gastronômico e cultural.
  • Popularização global: Hoje, o falafel é encontrado em cardápios de diversos países, especialmente em cidades cosmopolitas, sendo adaptado a diferentes paladares.
  • Tradição religiosa: Por não conter carne, era muitas vezes consumido por cristãos coptas egípcios durante a Quaresma.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Ful Medames é um prato símbolo da culinária egípcia e bastante consumido em outros países do Oriente Médio e do norte da África. É feito com favas cozidas lentamente e temperadas com ingredientes simples como azeite, alho e limão. Trata-se de uma preparação ancestral, que remonta ao Egito faraônico, quando já se cozinhavam favas em potes de barro enterrados em brasas. Tradicionalmente consumido no café da manhã, o ful é um alimento rico em proteínas vegetais e fibras, muito acessível e nutritivo. Ele pode ser servido com pão sírio, ovos cozidos e vegetais frescos – e faz parte da alma da comida de rua egípcia.

Full Medames

Categoria: Café da manhã, acompanhamento, prato principal, lanches,

Especificação: Vegetais, Leguminosas, Cozinha internacional (Egito), vegana, vegetariana,

Tempo de Pré-preparo: 8 horas

Tempo de Preparo: 2 horas

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 prato – 240 g – 1 xícara): 190 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de favas secas (preferencialmente pequenas e sem casca)
  • 3 colheres (sopa) de azeite de oliva (e mais para finalizar)
  • 3 dentes de alho amassados
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • Sal a gosto
  • Pimenta-do-reino moída na hora (a gosto)
  • Suco de 1 limão
  • 1/2 cebola roxa picada bem fina
  • 1 tomate pequeno picado em cubinhos
  • Salsinha fresca picada para finalizar
  • Ovos cozidos (opcional, para acompanhar)
  • Pão sírio ou pão folha para servir

Modo de Preparo:

Deixe as favas de molho em bastante água por pelo menos 8 horas ou durante a noite. Escorra e lave bem antes de cozinhar.

Transfira as favas para uma panela grande, cubra com água limpa (aproximadamente o dobro do volume das favas) e cozinhe em fogo baixo por cerca de 1h30 a 2h, ou até que fiquem bem macias. Durante o cozimento, vá adicionando mais água se necessário para manter as favas sempre cobertas. Quando estiverem bem macias, amasse uma parte das favas com um garfo ou amassador de batatas dentro da própria panela, para engrossar ligeiramente o caldo. Deixe ferver em fogo baixo por mais alguns minutos, mexendo.

Em outra panela, aqueça o azeite e refogue o alho até começar a dourar. Junte o cominho e mexa por alguns segundos. Adicione esse refogado à panela das favas. Misture bem, acrescente sal, pimenta-do-reino e o suco de limão. Sirva quente ou morno, coberto com um fio generoso de azeite, cebola roxa, tomate e salsinha. Se quiser adicione ovo cozido. Consuma acompanhado de pão sírio ou pão folha.

Toques Finais e Sugestões:

1. As favas, também chamadas de feijão-fava, são leguminosas antigas, muito valorizadas por seu alto teor de proteínas, fibras e minerais como ferro e magnésio. Embora não tão comuns no dia a dia brasileiro, têm voltado a ganhar espaço por seu valor nutricional e por serem uma alternativa interessante às leguminosas tradicionais, como feijão e lentilha. É importante cozinhá-las bem e, se forem secas, deixá-las de molho para melhorar a digestibilidade. Um alerta: pessoas com deficiência da enzima G6PD (favismo) devem evitá-las, pois podem provocar reações adversas.

2. Substituição: Se não encontrar favas secas com facilidade, é possível substituir por feijão branco pequeno ou feijão-fradinho bem cozido. Embora o sabor e a textura não sejam idênticos, ambas as opções funcionam bem na receita e mantêm o caráter nutritivo e reconfortante do prato. Evite o uso de favas enlatadas, pois o sabor é menos intenso e a textura pode ficar comprometida no preparo tradicional.

3. Embora tradicionalmente servido no café da manhã no Egito, o Ful Medames é uma refeição completa, podendo ser consumido também no almoço ou jantar. Acompanhe com pão sírio ou pão folha, ovos cozidos e vegetais crus ou em conserva (como rabanetes, pepinos e azeitonas). Pode ser uma excelente opção para um brunch ou refeição vegetariana.

Curiosidades:

Em alguns países, é comum adicionar tahine, pimenta ardida ou até mesmo iogurte ao prato.

No Egito, o full medames é tão popular quanto o feijão com arroz no Brasil. Muitos carrinhos de rua vendem porções individuais em tigelas de barro.


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Esta bebida delicada e nutritiva é inspirada nas práticas alimentares e rituais da civilização do Vale do Indo, que floresceu entre 2600 e 1900 a.C. ao longo do rio Indo, numa região que hoje inclui partes do Paquistão, noroeste da Índia e leste do Afeganistão. O leite, símbolo de pureza e fonte de nutrição, era valorizado tanto na alimentação diária quanto em cerimônias sagradas.

A combinação de cardamomo e mel traz aroma e doçura naturais, evocando sabores que provavelmente faziam parte da cozinha ancestral daquele povo. Para versões veganas ou com restrições à lactose, o leite integral pode ser substituído por leite de amêndoas, preservando a suavidade e o perfume da bebida. Assim, o “Leite Aromatizado com Cardamomo e Mel” conecta o presente com o passado, celebrando uma herança culinária milenar que atravessa o tempo com simplicidade e sabor.

Leite Aromatizado com Cardamomo e Mel

Categoria: Bebidas, café da manhã, lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, cozinha internacional (Índia), vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção – leite integral (1 xícara): 150 kcal

Calorias por porção – leite de amêndoas (1 xícara): 55 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 xícaras de leite integral
  • 3 vagens de cardamomo levemente esmagadas
  • 2 colheres de chá de mel

Modo de Preparo:

Aqueça o leite com as vagens de cardamomo, sem deixar ferver. Cozinhe por 10 minutos em fogo baixo. Coe, adoce com mel e sirva morno

Toques Finais e Sugestões:

1. Formas de Consumo:

2. Curiosidades:

  • O cardamomo é uma especiaria originária do sul da Índia e do Sri Lanka, muito utilizada na medicina ayurvédica por suas propriedades digestivas e calmantes.
  • Na tradição védica, o leite morno com especiarias como cardamomo, cúrcuma ou noz-moscada é considerado um alimento sáttvico[1], ou seja, que promove clareza mental, tranquilidade e equilíbrio.
  • A civilização do Vale do Indo já domesticava o gado e utilizava o leite em preparações culinárias e religiosas, o que torna essa receita uma ponte simbólica com a história alimentar de povos antigos.

3. Substituições Possíveis:

  • O leite integral pode ser substituído por leite de amêndoas sem açúcar, mantendo a suavidade da bebida e tornando-a adequada a dietas veganas e sem lactose.
  • Também é possível usar leite de coco diluído, leite de aveia ou leite de castanhas, respeitando os aromas mais delicados do cardamomo.

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Inspirada nas tradições milenares da civilização do Vale do Indo – uma das primeiras grandes culturas urbanas da história, que prosperou entre 2600 e 1900 a.C. em regiões que hoje fazem parte do Paquistão, noroeste da Índia e leste do Afeganistão. Esta receita resgata práticas antigas de conservação e uso de especiarias. No cotidiano agrícola dessa civilização, conservar alimentos com sal, vinagre ou tamarindo era essencial para enfrentar o calor intenso e garantir variedade à mesa durante todo o ano.

A receita de Pepinos Agridoce com Especiarias traz esse legado para a cozinha contemporânea: o frescor do pepino se une à acidez delicada do tamarindo e às notas aromáticas de sementes de mostarda, criando um acompanhamento leve, refrescante e cheio de personalidade. Uma verdadeira homenagem à inventividade culinária do passado.

Pepinos Agridoce com Especiarias

Categoria: aromáticos, couvert, entradas, acompanhamento, lanches, petiscos

Especificação: Conserva aromatizada, relish, cozinha internacional (Índia), vegetais, vegano, vegetariano, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 50 minutos + 1 dia de descanso

Rendimento: 340 g – 22 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (15 g – 1 colher de sopa): 9 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 pepinos médios em rodelas finas
  • 1/2 colher (chá) de sal
  • 1 colher (sopa) de óleo de gergelim
  • 1 colher (chá) de sementes de mostarda
  • 2 colheres (sopa) de polpa de tamarindo

Modo de Preparo:

Misture os pepinos com o sal e deixe repousar por 30 minutos. Escorra o líquido. Aqueça o óleo e toste as sementes de mostarda por alguns segundos. Misture os pepinos com a polpa de tamarindo e as sementes. Coloque em pote esterilizado e leve à geladeira por 24 horas antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

1. Formas de Consumo

  • Como acompanhamento de pratos principais condimentados (como curries, ensopados ou grelhados).
  • Em tábuas de antepastos ou mezze, junto a pães, pastas, queijos e outras conservas.
  • Em sanduíches e wraps, para adicionar textura crocante e sabor agridoce refrescante.
  • Como parte de uma salada composta, oferecendo contraste de sabor.
  • Como aperitivo leve, servido gelado, em pequenas porções.

2. Tamarindo – Fruto originário da África tropical e amplamente utilizado nas culinárias da Ásia, América Latina e África. Possui polpa ácida, adocicada e intensamente aromática, muito usada em molhos, bebidas, sobremesas e pratos salgados. Rico em ácido tartárico, atua como conservante natural e realçador de sabor.

Curiosidade: Por que esta receita é considerada um relish? Apesar de não levar vinagre, esta conserva de pepinos com tamarindo se encaixa na categoria dos relishes por suas principais características: os ingredientes permanecem em pedaços visíveis, o sabor é agridoce e condimentado, e o preparo inclui especiarias tostadas, que adicionam aroma e complexidade. Em muitas cozinhas asiáticas, como a indiana e a tailandesa, é comum substituir o vinagre por fontes naturais de acidez, como o tamarindo ou o limão. Assim, mesmo sem o tradicional vinagre ocidental, essa receita segue a lógica de um relish aromático, feito para realçar o sabor de pratos com toques exóticos e refrescantes.


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FONTE IMAGEM CAPA:

Simples, plano e cheio de personalidade, este pão rústico é feito com farinhas integrais e grãos que remetem a preparações muito antigas, como as que já eram feitas por civilizações do sul da Ásia há milênios. Sua textura firme e sabor marcante fazem dele uma ótima opção para acompanhar pastas, sopas ou para servir como base para canapés e lanches leves.

Inspirado em práticas tradicionais, mas com um olhar atual, o Pão Rústico de Grãos dispensa fermentação e pode ser preparado rapidamente na frigideira ou chapa. É uma escolha prática, saudável e nutritiva para quem busca sabores autênticos com um toque artesanal.

Pão Rústico de Grãos

Categoria: couvert, café da manhã, lanches, acompanhamento, panificação

Especificação: Pão, massa plana, Cozinha internacional (Sul da Ásia),  vegana, vegetariana, vegetais, sem lactose,

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 6 pães pequenos

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 pão pequeno – 70g): 125 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 xícaras de farinha de cevada ou trigo integral rústico
  • 1/2 colher (chá) de sal
  • 3/4 xícaras de água morna (aproximadamente)
  • Sementes de gergelim ou cominho (opcional)
  • Farinha extra para polvilhar

Modo de Preparo:

Misture a farinha e o sal em uma tigela. Vá adicionando a água aos poucos, misturando com as mãos até formar uma massa macia e levemente úmida. Sove por 5 minutos e deixe descansar por 15 minutos coberta com pano úmido. Divida em 6 porções, abra em discos finos sobre superfície enfarinhada. Se desejar usar sementes de gergelim ou cominho, polvilhe-as sobre os discos abertos e pressione levemente para grudem à massa.

Aqueça uma chapa ou frigideira de ferro (ou use pedras lisas bem limpas e aquecidas). Asse os discos um a um, até dourar e formar bolhas. Para um efeito mais rústico, toste levemente direto na chama para criar manchas escuras na superfície.

Toques Finais e Sugestões:

1. Formas de Consumo

  • No café da manhã, servido com manteiga, azeite aromatizado, mel, coalhada seca ou pastas vegetais.
  • Como base para lanches, recheado com legumes grelhados, queijo, homus ou carne desfiada.
  • Acompanhando refeições principais, no lugar de pães fermentados, especialmente com caldos, sopas ou saladas robustas.
  • Em tábuas de antepastos, cortado em triângulos e servido com patês, conservas ou azeites temperados.
  • Como pão de mesa (couvert), para servir antes das refeições em jantares ou almoços informais.

2. Trigo integral rústico: variedade de trigo moída integralmente com moagem mais grossa, mantendo maior quantidade de farelo e gérmen. Essa textura acentuada preserva sabor, fibras e nutrientes, aproximando-se das farinhas usadas em preparações tradicionais e artesanais.

3. Observações Nutricionais:

  • As calorias desta receita foram calculadas com farinha de cevada integral. Se utilizar trigo integral rústico, os valores nutricionais são semelhantes, com pequena variação na fibra e no índice glicêmico.
  • A adição de sementes (gergelim ou cominho) modifica levemente o teor de gorduras e fibras, podendo acrescentar até 15 kcal por porção.
  • Este pão não leva gordura nem açúcar adicionado e possui alto teor de fibras, especialmente se preparado com farinhas integrais de moagem mais grossa

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O Doce Raiz da Terra é inspirado nos hábitos alimentares dos primeiros seres humanos, este bolinho resgata a essência da nutrição na Pré-História, quando a sobrevivência dependia da coleta de frutos, sementes e oleaginosas. Antes da agricultura e do fogo controlado, os caçadores-coletores já sabiam extrair energia de ingredientes naturais, ricos em gorduras boas e açúcares simples.

Esta receita é uma releitura moderna desses alimentos ancestrais: um lanche energético e nutritivo feito apenas com elementos que poderiam ser encontrados na natureza, como tâmaras, nozes e sementes. Um convite ao sabor primitivo, adaptado ao paladar contemporâneo.

Doce Raiz da Terra

Categoria: café da manhã, lanche, sobremesa, confeitaria,

Especificação: Docinho, lanche energético, confeitaria saudável, sem glúten, sem lactose, vegana, vegetariana,

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 10 unidades

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 unidade – 30 g): 135 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 xícara de tâmaras sem caroço
  • 1/2 xícara de nozes ou castanhas
  • 2 colheres (sopa) de sementes de abóbora

Modo de Preparo:

Triture as tâmaras e as nozes no processador até formar uma massa pegajosa. Adicione as sementes e misture bem. Modele em bolinhas ou pequenos discos com as mãos. Se desejar, enrole em sementes ou amêndoas picadas. Leve à geladeira por 15 minutos para firmar. Podem ser armazenados por até uma semana na geladeira.

Toques Finais e Sugestões:

1. Receita muito versátil e pode se encaixar em diversas categorias culinárias:

  • Lanche natural / snack energético: é ideal para ser consumido entre refeições, por seu alto valor energético, com fibras, gorduras boas e açúcares naturais, podendo ser consumido em trilhas, no trabalho, em lanches escolares ou como opção de lanche saudável.
  • Docinho natural / confeitaria saudável: embora não leve açúcar refinado, tem sabor doce e pode substituir sobremesas industrializadas.
  • Café da manhã: combina bem com frutas frescas, iogurtes ou bebidas vegetais, funcionando como um alimento matinal nutritivo.
  • Alimento funcional[1]: atende aos princípios das dietas vegana, sem glúten e sem lactose, sendo um alimento funcional. Pode ser servido em menus de saúde e bem-estar, marmitas naturais, produtos para trilha ou atletas.

2. Experimente substituir as tâmaras por figos secos ou uvas-passas, ingredientes também conhecidos desde a antiguidade.


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No coração da culinária egípcia, o tahine ganha protagonismo como base de um molho versátil, encorpado e levemente ácido. Esta receita simples de Molho de Tahine Egípcio revela a alma rústica da mesa tradicional: poucos ingredientes, muito sabor e a harmonia perfeita entre cremosidade e especiarias. Seu aroma remete aos mercados do Cairo, enquanto sua textura acompanha com maestria pratos do cotidiano, como peixes, saladas e vegetais grelhados. Uma preparação ancestral que continua viva nos lares do Egito moderno.

Molho de Tahine Egípcio

Categoria: couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, café da manhã, lanches, petiscos,

Especificação: Molho frio, molho emulsionado, molho cru ou batido, Cozinha internacional (Egito), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 5 minutos

Rendimento: 240 g/ml – 1 xícara de molho

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (30 g/ml – 2 colheres de sopa): 107 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de tahine
  • 2 colheres (sopa) de vinagre branco
  • Suco de 1/2 limão
  • 1 dente de alho amassado
  • Água até dar o ponto (± 1/4 xícara)
  • Sal e cominho a gosto

Modo de Preparo:

Em uma tigela, misture o tahine, o suco de limão, o vinagre, o alho amassado e os temperos. Acrescente a água aos poucos, mexendo constantemente, até obter um creme liso e espesso. Ajuste o sal e o cominho ao final, conforme o gosto.

Toques Finais e Sugestões:

Este molho é caracterizado por sabor marcante e textura cremosa, sendo utilizado em pequenas quantidades. Para fins de padronização e equilíbrio do prato, considera-se como porção individual 30 g (aproximadamente 2 colheres de sopa cheias) por pessoa. Essa quantidade é suficiente para acompanhar peixes, vegetais grelhados, saladas ou pães, realçando os sabores sem sobrepor o alimento principal. A porção adotada segue o padrão estabelecido para molhos frios e emulsionados, conforme apresentado no post A Composição do Almoço e do Jantar, garantindo coerência técnica e funcionalidade no planejamento das refeições.

O Molho Tahine Egípcio é extremamente versátil e pode ser servido como:

1. Couvert: acompanhado de pão baladi, pão sírio ou torradas, logo no início da refeição.

2. Entrada: junto a saladas frescas, como salada de pepino com hortelã, ou como molho para legumes crus.

3. Petisco: em tábuas com falafel, berinjela grelhada, cenouras assadas, ou chips de legumes.

4. Como acompanhamento: Peixes fritos ou assados (tilápia, sardinha, dourado), legumes grelhados (berinjela, abobrinha, cenoura, couve-flor), Arroz branco ou arroz com lentilhas (mujaddara), Kebabs, almôndegas vegetais ou falafel, Saladas cruas (especialmente com pepino, tomate e cebola roxa).

5. Em lanches: Como molho para sanduíches de legumes grelhados ou wraps vegetarianos; no recheio de pão sírio com falafel, alface e picles; em tortilhas ou pães integrais, como base para lanches frios com cenoura ralada, pepino e hortelã.

6. No café da manhã (em versão leve):

  • Como pasta para passar no pão (principalmente se suavizado com iogurte).
  • Acompanhado de pão baladi, tomate, pepino e azeitonas (como fazem no Egito e Líbano).
  • Pode ser misturado com mel ou xarope de tâmaras para uma versão doce e cremosa, tradicional em algumas regiões.
  • Obs.: para a versão leve, diminua a quantidade da tahine e do vinagre para a metade da receita original e adicione iogurte natural ou kefir.

7. Curiosidades

  • O gergelim é uma das sementes oleaginosas mais antigas utilizadas pela humanidade, com registros de cultivo no Egito e na Mesopotâmia há mais de 4.000 anos, sendo valorizado tanto pela alimentação quanto por suas propriedades energéticas.
  • No Egito, a tahine é considerada um ingrediente essencial da cozinha cotidiana, presente em mesas populares e festivas, sendo utilizada não apenas em molhos, mas também em pastas, recheios e pratos principais.
  • O molho de tahine egípcio costuma ser servido frio, contrastando com pratos quentes como peixes grelhados, falafel e legumes assados, criando equilíbrio entre temperatura, textura e sabor.
  • Tradicionalmente, a tahine é preparada a partir de sementes de gergelim descascadas e moídas lentamente, processo que contribui para sua textura cremosa e sabor suave, menos amargo.
  • Em mercados e cozinhas familiares do Egito, o ponto do molho é ajustado “a olho”, variando a quantidade de água e limão conforme a safra do gergelim e o prato a ser acompanhado, o que explica as muitas variações regionais da receita.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Doce de Tâmaras com Figos e Nozes ao Perfume de Coentro.

Nas celebrações e rituais do Antigo Egito, as oferendas feitas aos deuses eram símbolos de gratidão, fertilidade e conexão espiritual. Tâmaras, figos e nozes, alimentos sagrados e energéticos, eram deixados nos templos e túmulos como promessas de vida eterna. Este doce resgata essa simbologia ancestral em uma composição simples e sofisticada, unindo doçura natural, textura cremosa e um toque aromático de coentro. Mais do que sobremesa, é uma pequena joia alimentar: feita com ingredientes puros, sem açúcar refinado, carregada de significado e perfeita para momentos de introspecção, celebração ou partilha.

Oferenda de Ísis

Categoria: Café da Manhã e lanches, sobremesa, confeitaria

Especificação: Compota, Cozinha internacional (Egito), sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana, vegetais

Tempo de Preparo: 25 minutos

Rendimento: 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (80 g): 233 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de tâmaras sem caroço
  • 1/2 xícara de figos secos
  • 1/2 xícara de nozes picadas grosseiramente
  • 1/2 colher (chá) de coentro em pó
  • 1 colher (sopa) de suco de limão (opcional)

Modo de Preparo:

Corte as tâmaras e os figos em pedaços médios. Em uma panela pequena, coloque as tâmaras, os figos, a água e o coentro em pó. Leve ao fogo baixo. Cozinhe por cerca de 10 minutos, mexendo ocasionalmente, até que os frutos fiquem macios e a mistura comece a engrossar. Acrescente as nozes e misture bem. Cozinhe por mais 5 minutos, até atingir a textura de uma compota espessa. Se desejar, adicione o suco de limão para equilibrar o dulçor. Deixe esfriar completamente antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo:

  • Sirva em pequenas porções como uma sobremesa exótica, acompanhada de iogurte, coalhada seca ou queijos curados.
  • Pode ser usada como recheio de doces, pães ou servida com torradas.
  • Fica excelente como acompanhamento agridoce para carnes assadas ou grelhadas.

Curiosidades:

Inspirada nas oferendas simbólicas da deusa Isis, essa receita combina ingredientes ancestrais do Crescente Fértil, tâmaras, figos e nozes, com especiarias ritualísticas como o coentro. Era comum que doces assim fossem oferecidos a divindades como símbolo de abundância, fertilidade e proteção.


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No Egito Antigo, as lentilhas eram consideradas um alimento essencial, tanto pelo seu valor nutricional quanto pela abundância e facilidade de preparo. Elas faziam parte da base alimentar de trabalhadores, agricultores e até das oferendas rituais. Este bolinho é uma releitura contemporânea inspirada nessa tradição milenar, combinando lentilhas cozidas com o frescor da hortelã e o sabor profundo da cebola dourada.

Texturas e aromas se unem para criar uma experiência simples e ancestral, o tipo de comida que nutre corpo e alma. Nesta receita, a simplicidade dos ingredientes revela sofisticação nos sabores: crocância delicada por fora, interior macio e perfumado, ideal para ser saboreado puro, com molhos ou em uma refeição mais elaborada. É também uma opção vegana rica em proteína vegetal, perfeita para dias em que buscamos equilíbrio, nutrição e um toque de história no prato.

Bolinho de Lentilhas com Hortelã

Categoria: Couvert, entradas, lanches, petiscos

Especificação: Petisco, salgadinho, bolinho salgado, cozinha internacional (Egito), vegetais, vegano, vegetariano, proteína vegetal, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 12 bolinhos

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 bolinho – 35 g): 57 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 cebola média picada
  • Azeite para dourar
  • 1 xícara de lentilhas cozidas
  • 1 dente de alho
  • 1 colher (sopa) de hortelã fresca picada
  • 1/2 colher (chá) de coentro moído
  • 2 colheres (sopa) de farinha de grão de bico
  • Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de Preparo:

Refogue a cebola em um fio de azeite até dourar. Reserve metade para a massa e metade para a finalização. Processe as lentilhas com alho, hortelã, coentro e a metade da cebola refogada. Adicione a farinha para dar liga. Ajuste sal e pimenta. Modele em bolinhos achatados e asse a 200 °C por 25 minutos ou grelhe em frigideira com azeite até dourar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Sirva como entrada leve, acompanhado de molho de iogurte com limão e hortelã ou de uma tradicional tahine.

2. Perfeito como lanche nutritivo, tanto quente quanto em temperatura ambiente.

3. Pode ser parte de uma refeição completa, ao lado de saladas frescas, grãos como arroz integral ou trigo sarraceno e legumes assados.

4. Fica excelente em formato mini para servir como petisco em festas ou coquetéis, com um molho picante ou agridoce.

5. Pode ser usado como base para um hambúrguer vegano artesanal, servido no pão com vegetais grelhados.

6. Em dias frios, combina bem com uma sopa leve de legumes ou caldo aromático como acompanhamento.

7. Modele em bolinho pequenos para servir como couvert:

  • Porções de duas ou três unidades por pessoa.
  • Sirva com molhos frescos: iogurte com limão e hortelã, creme de tahine ou até uma pastinha de tâmaras com alho assado.
  • Apresente em porções individuais, sobre folhas verdes ou pães finos tipo pita.

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Pão Rústico com Mel e Gergelim. Muito mais do que alimento, o pão era parte essencial da cultura e da espiritualidade no Antigo Egito. Feito com grãos primitivos como o espelta ou emmer e assado em fornos de barro, ele sustentava desde os agricultores até os faraós. Nesta releitura, unimos a rusticidade ancestral ao toque delicado do mel e das sementes, criando um pão aromático, denso e simbólico, um convite para saborear a história com as mãos.

Pão do Nilo

Categoria:  Café da manhã e lanches, couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, petiscos, panificação,

Especificação: Pão, cozinha internacional (Egito), vegetariana, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos + 6 a 12 horas (fermentação) + 35 a 40 minutos (forno)

Rendimento: 1 pão médio (8 a 10 fatias)

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 fatia média – 50 g): 122 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de água morna
  • 1 colher (sopa) de mel
  • 1 colher (chá) de fermento biológico seco instantâneo
  • 2 xícaras de farinha de trigo rústico ou espelta (ou emmer, se disponível)
  • 1/2 colher (chá) de sal
  • Azeite para pincelar (opcional)
  • 1 colher (sopa) de sementes de gergelim

Modo de Preparo:

Misture a água, o mel e o fermento. Deixe ativar por 5 a 10 minutos. Adicione a farinha e o sal. Misture até formar uma massa rústica. Sove brevemente e deixe fermentar coberto por 6 a 12 horas em temperatura ambiente. Modele em formato achatado ou oval e deixe crescer por mais 30 minutos. Pincele azeite e polvilhe gergelim. Asse em forno pré-aquecido a 200 °C por cerca de 35 a 40 minutos, até dourar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dica de Ingrediente – Substituindo a Espelta/Emmer:

A farinha de espelta ou emmer é um tipo de trigo ancestral, rico em sabor e história, mas nem sempre fácil de encontrar em todo o Brasil. Você pode substitui-la por:

  • Farinha de trigo integral de boa qualidade – que mantém certa rusticidade e fibras.
  • Mistura de trigo comum com centeio ou aveia fina – para lembrar a textura e densidade original.
  • Farinha de grão antigo (como trigo sarraceno ou kamut), se disponível em lojas naturais.

Em lojas especializadas, empórios naturais e mercados centrais é mais comum encontrar a espelta, principalmente nas grandes cidades ou online.

2. Dicas de Consumo:

  • No café da manhã, sirva com mel puro, pasta de tâmaras ou geleia caseira de figo — combinações que evocam os sabores doces do Antigo Egito.
  • Para uma opção salgada, acompanhe com azeite extravirgem e ervas (coentro, endro ou hortelã picados).
  • Fica delicioso como base para canapés com patês vegetais ou queijo de cabra cremoso.
  • Pode ser tostado em fatias finas e servido como entrada com húmus ou babaganush.
  • Experimente usar como pão de acompanhamento em um prato com lentilhas temperadas, grãos cozidos ou preparos com berinjela.
  • Vai bem com chás aromáticos, como hortelã ou erva-doce, em momentos de pausa ou lanche leve.

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Adoçados naturalmente, sem açúcar. Esses biscoitos nasceram da vontade de criar algo simples e nutritivo, mas com alma. São crocantes, levemente doces, com o perfume das tâmaras e o toque tostado do gergelim, um lanche que nos conecta ao essencial, sem excessos. A cada mordida, há uma lembrança de forno antigo, de tardes com chá, de afetos discretos que aquecem. Uma receita que fala de tempo, espera e recompensa

Biscoitinho do Bem com Gergelim

Categoria: Café da manhã, lanches, confeitaria

Especificação: biscoito, sem açúcar, sem lactose, vegana, vegetariana,

Tempo de Preparo: 20 minutos (+ 20 de forno)

Rendimento: cerca de 30 unidades pequenas

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 10 tâmaras grandes sem caroço (aproximadamente 150g)
  • 1/4 de xícara de água morna
  • 1 xícara de farinha de trigo integral
  • 1/2 xícara de farinha de trigo branca
  • 1/2 colher (chá) de sal
  • 1 colher (chá) de fermento químico em pó
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 1 colher (sopa) de gergelim branco
  • 1 colher (sopa) de gergelim preto (opcional, para contraste)
  • 1/4 de xícara de azeite de oliva suave ou óleo de coco (líquido)
  • 1 colher (chá) de extrato natural de baunilha (opcional)

Modo de Preparo:

Hidrate as tâmaras na água morna por 10 minutos. Depois, bata-as no processador até obter uma pasta densa. Em uma tigela grande, misture as farinhas, o sal, o fermento, a canela e os gergelins. Adicione a pasta de tâmaras, o azeite e a baunilha. Misture bem com as mãos até formar uma massa firme e levemente úmida.

Abra a massa com um rolo entre duas folhas de papel manteiga até ficar com cerca de 0,5 cm de espessura. Corte os biscoitos com cortador ou faca. Disponha em assadeira untada ou forrada com papel manteiga. Asse em forno pré-aquecido a 180°C por cerca de 20 minutos, ou até as bordas dourarem levemente. Deixe esfriar completamente para ficarem mais crocantes.

Toques Finais e Sugestões:

1. Deliciosos com café coado, chá de hibisco ou leite vegetal.

2. Podem ser guardados em pote hermético por até 7 dias — se resistirem tanto tempo!

3. Para um toque extra, salpique flor de sal antes de assar ou pincele com melado após o forno (se não for necessário manter 100% sem açúcar adicionado).


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FONTE IMAGEM CAPA:

Uma receita que celebra o sabor terroso das lentilhas, realçado pelo perfume do alho e a intensidade das ervas frescas. Simples, saudável e cheia de alma.

Em tempos antigos, quando a carne era luxo e a terra era mãe generosa, as lentilhas reinavam nas cozinhas humildes, oferecendo sustento e sabor. Estes bolinhos, inspirados na simplicidade rica do Oriente Médio e nos temperos da bacia mediterrânea, resgatam essa tradição ancestral com um toque moderno e afetuoso. O alho, símbolo de proteção e força, se mistura às ervas frescas, como a salsinha e a hortelã, trazendo frescor e perfume à massa macia. Uma receita vegetariana que fala de memória, saúde e partilha. Pequenos na forma, mas grandes em alma. Perfeitos para servir em uma mesa casual entre amigos ou como uma entrada leve e aromática, esses bolinhos são um convite à delicadeza dos sabores naturais e ao prazer de comer com propósito.

Bolinho de Lentilha ao Perfume de Ervas

Categoria: Couvert, entrada, lanches, petiscos

Especificação: Petisco, salgadinho, bolinho salgado, Cozinha internacional (Oriente Médio), proteína vegetal, vegetais, vegetariano, vegano, sem lactose

Tempo de Preparo: 50 minutos

Rendimento: 4 a 6 porções (aproximadamente 20 bolinhos pequenos)

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 bolinho – 25 g): 54 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de lentilhas marrons ou verdes
  • 3 xícaras de água
  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva
  • 1 cebola pequena, picada
  • 3 dentes de alho, bem picados ou amassados
  • 1/4 de xícara de salsinha fresca picada
  • 1 colher (sopa) de hortelã fresca (opcional)
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • 1/2 colher (chá) de páprica doce
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto
  • 1/2 xícara de farinha de aveia ou farinha de rosca (para dar liga)
  • Óleo vegetal para grelhar ou fritar (pode ser azeite para grelha leve)

Modo de Preparo:

Lave bem as lentilhas. Coloque-as em uma panela com a água e leve ao fogo médio. Cozinhe por cerca de 20 minutos ou até ficarem macias, mas sem desmanchar. Escorra bem e deixe esfriar um pouco. Em uma frigideira, aqueça o azeite e refogue a cebola até ficar transparente. Adicione o alho e refogue mais 1 minuto. Reserve.

Em um processador de alimentos ou com um garfo, amasse as lentilhas cozidas até formar uma pasta grossa. Adicione o refogado de cebola e alho, as ervas, as especiarias, o sal, a pimenta e a farinha de aveia (ou de rosca) aos poucos até dar ponto de modelar.

Com as mãos levemente untadas, forme bolinhos pequenos e achatados. Aqueça uma frigideira com um fio de óleo e doure os bolinhos por 3 a 4 minutos de cada lado, até ficarem crocantes por fora. Alternativamente, asse em forno preaquecido a 200°C por 20 a 25 minutos, virando na metade do tempo.

Toques Finais e Sugestões:

1. Acompanhamento leve: Sirva com molho de iogurte com limão, tahine ou chutney de hortelã.

2. Como lanche: Vai muito bem em pães pita, com folhas verdes e tomate.

3. Refeição completa: Combine com arroz integral e salada para uma refeição vegetariana balanceada.

4. Congelamento: Você pode congelar os bolinhos crus por até 2 meses. Basta modelar e dispor em uma bandeja; depois de congelados, guarde em saquinhos.


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