O Golden Milk, também conhecido como leite dourado, é uma bebida tradicional da medicina ayurvédica indiana. Sua base é o leite aquecido com cúrcuma e especiarias como gengibre, canela e pimenta-do-reino. É valorizado há séculos por suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e digestivas. Tornou-se popular no Ocidente como uma bebida funcional e reconfortante, especialmente em rotinas noturnas de relaxamento. Na Índia, é chamado de haldi doodh, e é consumido desde a infância como parte de um estilo de vida equilibrado. Seu sabor é suave, levemente picante e muito aromático.

Golden Milk – Leite Dourado

Categoria: Bebidas, café da manhã, lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, cozinha internacional (Índia), vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 xícara): 110 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 xícaras (chá) de leite integral ou leite vegetal (preferencialmente de coco, amêndoas ou aveia)
  • 1 colher (chá) de cúrcuma em pó
  • 1 colher (chá) de gengibre fresco ralado ou 1/2 colher (chá) de gengibre em pó
  • 1 pau de canela ou 1/2 colher (chá) de canela em pó
  • 1 pitada de pimenta do reino preta moída na hora
  • 1 colher (chá) de óleo de coco (opcional, mas tradicional na ayurveda)
  • 1 colher (sopa) de mel ou outro adoçante natural (opcional, a gosto)
  • 1 colher (chá) de extrato de baunilha (opcional, para um toque aromático extra)

Modo de Preparo:

Em uma panela pequena, coloque o leite, a cúrcuma, o gengibre, a canela e a pimenta do reino. Leve ao fogo baixo e aqueça por cerca de 5 a 7 minutos, mexendo sempre, sem deixar ferver. Se estiver usando óleo de coco e extrato de baunilha, adicione nos minutos finais. Desligue o fogo, coe se necessário (caso tenha usado gengibre fresco ou especiarias inteiras). Adoce com mel ou outro adoçante natural a gosto e sirva quente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo:

Ideal para o café da manhã leve, ou como bebida de fim de tarde e noite, antes de dormir. Sirva com uma pitada de noz moscada ou cardamomo, se desejar um sabor mais complexo. Pode acompanhar pães leves, frutas secas ou bolos simples.

2. Curiosidades:

O Golden Milk tem raízes na medicina ayurvédica da Índia, onde a cúrcuma é considerada um dos ingredientes mais importantes para a saúde do corpo e da mente. A combinação com pimenta do reino é essencial para ativar a biodisponibilidade da curcumina, principal composto ativo da cúrcuma. O óleo de coco, por ser uma gordura saudável, também ajuda na absorção.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

O tofu, também conhecido como “queijo de soja”, é um alimento milenar originado na China há mais de dois mil anos, sendo depois difundido para o Japão, Vietnã, Coreia e outros países do leste asiático. Seu preparo é semelhante ao de queijos lácteos: o leite de soja é coalhado com um agente coagulante, formando blocos firmes, leves e ricos em proteínas. Versátil e neutro, o tofu pode ser consumido fresco ou grelhado, refogado, frito e até assado, absorvendo os sabores dos temperos e molhos com facilidade.

Tofu

Categoria: couvert, entrada, café da manhã, lanches, petisco

Especificação: proteínas vegetais, leguminosas, cozinha internacional (China), sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana

Tempo de Pré preparo: 12 horas

Tempo de Preparo: 1 hora

Rendimento: 600 gramas – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (100g): 127 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 xícaras (chá) de soja em grãos
  • 8 xícaras (chá) de água filtrada (para o leite de soja)
  • 1 colher (sopa) de cloreto de magnésio PA (ou 2 colheres de suco de limão ou vinagre de maçã, como alternativa coagulante)
  • Panos de algodão finos ou gaze culinária
  • Forma furada ou escorredor para modelar o tofu

Modo de Preparo:

Hidratar a soja

Lave bem os grãos e deixe-os de molho em água filtrada por 12 horas (ou de um dia para o outro). Após esse tempo, escorra e lave novamente.

Preparar o leite de soja

Bata os grãos hidratados no liquidificador com a água filtrada, aos poucos. Coe a mistura em um pano limpo ou coador de voal, espremendo bem para extrair o leite. Reserve o resíduo (okara) para outras preparações.

Cozinhar o leite de soja

Leve o leite coado ao fogo médio em panela grande, mexendo sempre para não grudar. Quando levantar fervura, abaixe o fogo e cozinhe por 10 minutos. Desligue e deixe descansar por 5 minutos.

Coagular o leite

Dissolva o cloreto de magnésio em 1/2 xícara (chá) de água morna. Com o leite ainda quente (cerca de 75 °C), adicione o coagulante aos poucos, mexendo suavemente. Deixe descansar por 15 minutos, até formar uma coalhada separada do soro.

Modelar o tofu

Forre uma forma furada (ou escorredor) com pano de algodão limpo. Despeje a coalhada com cuidado e dobre o pano por cima, cobrindo-a. Coloque um peso sobre o tofu (como uma vasilha com água) e deixe escorrer por 20 a 40 minutos, dependendo da textura desejada (quanto mais tempo, mais firme).

Resfriar e conservar

Após prensado, mergulhe o bloco de tofu em água fria por 30 minutos. Guarde em pote com tampa, coberto com água fresca e troque a água diariamente. Consumir em até 5 dias.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir no café da manhã ou lanches. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

Dicas de consumo

  • Ideal para receitas salgadas como refogados, grelhados, empanados ou recheios.
  • Para receitas doces, use tofu mais macio (menos tempo de prensa) e sem sal.
  • Marinadas deixam o tofu ainda mais saboroso: experimente com shoyu, gengibre, alho e óleo de gergelim.

Curiosidades

  • O tofu é mencionado em textos da dinastia Han (206 a.C. – 220 d.C.). Diz-se que foi criado acidentalmente ao adicionar sal marinho ao leite de soja.
  • No Japão, é base de pratos tradicionais como o agedashi tofu (tofu frito servido com dashi) e o hiyayakko (tofu frio com molho de soja e cebolinha).
  • O resíduo da produção, chamado okara, é altamente nutritivo e pode ser usado em bolos, hambúrgueres, pães ou farofas.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Essa sopa remete às refeições simples e nutritivas consumidas em vilarejos ou templos budistas. Rica em umami e feita com ingredientes vegetais preservados e fermentados, reflete a filosofia alimentar do Japão antigo: equilíbrio, sazonalidade e respeito à natureza. É uma preparação que convida ao silêncio e à contemplação, oferecendo conforto e profundidade em cada colherada.

Sopa de Arroz com Cogumelos e Missô

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal

Especificação: sopa, cozinha internacional (Japão), vegetais, cogumelos, cereais, vegetariana, vegana, sem lactose

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 1500 g – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (350 g): 245 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de arroz integral
  • 6 xícaras de água
  • 1 pedaço de alga kombu (5 cm)
  • 1 xícara de cogumelos frescos (shiitake ou portobello)
  • 1 colher de chá de gengibre fresco ralado
  • 1 colher de sopa de missô escuro
  • 1 colher de sopa de molho shoyu (opcional)
  • Cebolinha picada para finalizar

Modo de Preparo:

Cozinhe o arroz em 4 xícaras de água até que fique macio. Reserve. Em outra panela, aqueça as 2 xícaras restantes de água com o pedaço de alga kombu e os cogumelos fatiados por cerca de 10 minutos. Retire a alga kombu e adicione o arroz cozido e o gengibre ralado ao caldo. Desligue o fogo. Dissolva o missô com uma concha do caldo quente em um recipiente separado e misture de volta à sopa. Finalize com cebolinha picada e, se desejar, um fio de shoyu.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, acesse o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo

  • Sirva bem quente, em tigelas individuais, preferencialmente de cerâmica ou madeira. Esse caldo pode ser consumido como entrada, em refeições leves ou acompanhado de legumes no vapor para uma refeição completa.
  • Nesta preparação, o arroz integral é cozido com uma quantidade maior de água do que a proporção clássica de 3:1 utilizada para arroz seco. Essa escolha é intencional. Em sopas tradicionais da culinária japonesa, o arroz deve ficar bem macio, liberando parte do amido para dar corpo ao caldo e integrar melhor os sabores. O objetivo não é obter grãos soltos, mas uma textura mais envolvente, que contribui para o caráter reconfortante e contemplativo do prato.

3. Curiosidades:

Preparações como essa são conhecidas no Japão como okayu ou zosui, variações de sopas de arroz muito comuns em períodos de recuperação da saúde ou durante os meses mais frios. O uso do missô, um fermentado de soja, é uma tradição milenar e traz profundidade de sabor, além de propriedades probióticas.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Coloridos, crocantes e com acidez suave, os Tsukemono são conservas japonesas tradicionais que acompanham as refeições como um equilíbrio perfeito de sabor e textura.

O termo tsukemono significa literalmente “coisas em conserva” e se refere a uma ampla variedade de legumes fermentados ou curados em sal, vinagre, farelo de arroz ou missô. Nesta versão rústica, os vegetais são preparados com salmoura rápida à base de vinagre de arroz, resultando em um picles leve, vibrante e fresco, ideal para servir com arroz branco, pratos grelhados ou como parte de um bento[1] japonês.

Tsukemono

Categoria: aromáticos, couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: Cozinha Internacional (Japão), conserva aromatizada, picles, vegetais, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos + 12 horas de descanso

Rendimento: 1100 gramas – 22 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (50 g): 8 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 cenoura média, cortada em palitos finos
  • 1 pepino japonês, cortado em rodelas finas
  • 1 nabo (daikon pequeno), fatiado em meia-lua
  • 1/4 de repolho roxo, cortado em tiras
  • 1 colher (sopa) de gengibre fresco em tirinhas
  • 1 colher (sopa) de sal marinho (não iodado)
  • 1 xícara (240 ml) de vinagre de arroz
  • 1/2 xícara (120 ml) de água
  • 3 colheres (sopa) de açúcar demerara
  • 1 tira pequena de alga kombu (opcional)
  • 1 pimenta dedo-de-moça cortada em rodelas (opcional)
  • 1 colher (sopa) de sementes de gergelim torradas (opcional)

Modo de Preparo:

Prepare os vegetais: Corte todos os legumes conforme indicado e coloque-os em uma tigela grande. Polvilhe com o sal e misture bem com as mãos. Deixe descansar por 20 minutos, até que soltem um pouco de líquido. Escorra levemente e reserve.

Faça a salmoura: Em uma panela pequena, aqueça o vinagre de arroz, a água e o açúcar até que o açúcar se dissolva completamente. Não é necessário ferver. Deixe esfriar até temperatura ambiente.

Monte os picles: Distribua os vegetais em potes de vidro esterilizados. Se desejar, adicione tiras de kombu e rodelas de pimenta entre as camadas. Despeje a salmoura fria sobre os legumes até cobri-los completamente. Finalize com sementes de gergelim torradas, se desejar.

Conserve e sirva: Tampe os potes e leve à geladeira por pelo menos 12 horas antes de consumir. O sabor se intensifica nos dias seguintes. Consumir em até 10 dias.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: A porção de 50 g por pessoa está tecnicamente correta para todas as categorias indicadas, considerando o papel da preparação como conserva avinagrada de consumo direto, que pode atuar tanto como entrada quanto como acompanhamento/guarnição nas refeições.

Dicas de consumo: Sirva os Tsukemono como guarnição para refeições asiáticas, em bento boxes, com arroz branco ou como parte de tábuas de entrada com pastas, missô ou queijos leves. Harmonizam bem com carnes grelhadas, peixes crus ou sanduíches vegetarianos.

Curiosidades: No Japão, os tsukemono são tão presentes quanto o arroz. Antigamente, eram conservados em barris de madeira e fermentados por semanas. Esta versão rápida se inspira na técnica asazuke, uma conserva leve de preparo mais imediato. Cada cor de vegetal tem também um simbolismo cultural relacionado à harmonia e ao equilíbrio visual da refeição japonesa.



Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Chá Medicinal da Tradição Han

Esta preparação quente era comum desde a dinastia Han (206 a.C.–220 d.C.) e faz parte da base da medicina tradicional chinesa. Era recomendada para “aquecer o yang” e ativar o fluxo de energia vital (Qi). Indicada para os dias frios, para combater resfriados e melhorar a digestão, essa combinação simples de gengibre fresco, canela e, às vezes, tâmaras vermelhas (jujubas) têm sido usadas há milênios por famílias chinesas. Era tanto remédio quanto conforto, um verdadeiro ritual de autocuidado.

Chá de Gengibre com Canela

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, decocção, ervas aromáticas e especiarias, cozinha internacional (China), vegana (sem o mel), vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 500 ml de água
  • 2 fatias grossas de gengibre fresco (com cerca de 5 cm de comprimento no total)
  • 1 pau de canela
  • Opcional: 2 tâmaras chinesas secas (jujubas) ou 1 colher (chá) de mel

Modo de Preparo:

Lave bem o gengibre e corte em fatias finas com casca. Coloque o gengibre e o pau de canela em uma panela com a água. Leve ao fogo médio e deixe ferver por 10 minutos com a panela semitapada. Se desejar, adicione as tâmaras nos últimos 5 minutos. Coe e sirva quente. Adicione mel apenas após o preparo, se quiser suavizar o sabor.

Toques Finais e Sugestões:


Quer saber quais são os benefícios nutricionais da canela? Acesse.

E do gengibre? Acesse.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

O chá de jasmim é um dos mais refinados e simbólicos da cultura chinesa. Sua origem remonta à dinastia Song (960–1279), mas foi na dinastia Ming (1368–1644) que ganhou status de bebida de prestígio entre a elite chinesa. Produzido tradicionalmente com folhas de chá verde ou branco e perfumado naturalmente com flores frescas de jasmim, esse chá era oferecido em cerimônias imperiais e apreciado por sua fragrância floral e propriedades calmantes. Representa pureza, harmonia e o equilíbrio entre força e delicadeza, pilares da filosofia oriental.

Chá de Jasmim – Mòlìhuã Chá

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, infusão, ervas aromáticas, cozinha internacional (China), vegetariana, vegana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 1 porção

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 colher (chá) de flores desidratadas de jasmim (chá de jasmim)
  • 1 xícara de água mineral ou filtrada

Modo de Preparo:

Aqueça a água até aproximadamente 80 °C. Evite ferver para não queimar as flores. Coloque o chá de jasmim em um bule ou infusor. Despeje a água quente sobre o chá e tampe. Deixe em infusão por 5 minutos. Coe e sirva imediatamente, preferencialmente em xícaras pequenas e aquecidas.

Toques Finais e Sugestões:


Dicas de consumo:

Sirva puro, sem adoçar, para preservar os sabores naturais e florais. Ideal para acompanhar refeições leves, como frutas frescas, biscoitos de arroz, bolinhos de arroz glutinoso ou sobremesas delicadas à base de lichia ou flor de laranjeira.

Curiosidades:

1. Na China antiga, acreditava-se que o chá de jasmim acalmava o espírito e equilibrava a energia do coração. Era comum oferecê-lo a convidados de honra como símbolo de respeito e boas-vindas. Sua fragrância era associada à nobreza de caráter e serenidade interior.

2. Bebida funcional / fitoterápica – possui propriedades calmantes, digestivas e antioxidantes.

3. Culinária asiática tradicional – com forte presença em cardápios chineses cerimoniais.

4. Harmonização – combina bem com pratos leves, doces florais e menus degustação refinados.

5. Sobremesas e preparações aromáticas – pode ser incorporado em xaropes, gelatinas ou sorvetes com perfil floral.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

O arroz é um símbolo de vida na China, cultivado há mais de 8 mil anos e presente diariamente nas refeições da população. Tradicionalmente, o arroz branco cozido no vapor é o acompanhamento básico. No entanto, o Chǎofàn, ou arroz frito, surgiu como uma forma engenhosa e saborosa de reaproveitar sobras. Essa é uma prática ancestral que atravessou os séculos e se transformou em um verdadeiro ícone da culinária chinesa.

Essa preparação teve origem durante a dinastia Sui, por volta do século VI, e tornou-se um prato prático e popular nas casas chinesas. Com o tempo, ganhou reconhecimento internacional graças à sua adaptabilidade. Pode ser preparado com poucos ingredientes ou em versões mais sofisticadas, incorporando legumes, carnes, frutos do mar ou alternativas vegetarianas. O segredo está no uso do arroz frio e solto, no wok bem aquecido e na combinação equilibrada de sabores, que juntos conferem o sabor único dessa tradição.

Arroz Frito Chinês Clássico

Categoria: acompanhamento/guarnição, prato principal,

Especificação: arroz, cereal, vegetais, vegetariano, cozinha internacional (China)

Tempo de Preparo: 15 minutos (com arroz cozido previamente

Rendimento: 960 gramas – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (160 g): 205 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de óleo vegetal (de amendoim ou girassol)
  • 2 ovos
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher (chá) de gengibre fresco ralado
  • 1 cenoura média em cubos pequenos
  • ½ xícara de ervilhas frescas ou congeladas
  • 3 xícaras de arroz cozido (frio, preferencialmente de um dia para o outro)
  • 2 colheres (sopa) de molho de soja (shoyu)
  • 1 colher (chá) de óleo de gergelim torrado (opcional)
  • Sal e pimenta do reino branca a gosto
  • 1/4 de xícara de cebolinha verde picada

Modo de Preparo:

Aqueça o wok ou uma frigideira grande em fogo alto. Adicione 1 colher (sopa) de óleo vegetal. Quebre os ovos na frigideira, mexendo rapidamente até que fiquem levemente firmes. Retire os ovos e reserve. Adicione mais 1 colher (sopa) de óleo ao wok. Refogue o alho e o gengibre por alguns segundos até perfumar. Acrescente a cenoura e cozinhe por 2 minutos. Junte as ervilhas e continue refogando por mais 1 minuto. Adicione o arroz frio, soltando os grãos com a espátula. Misture bem por 2 a 3 minutos, até aquecer por completo. Volte com os ovos mexidos para a panela. Tempere com o molho de soja, óleo de gergelim (se usar), sal e pimenta do reino branca. Finalize com a cebolinha fresca e sirva imediatamente.

Toques Finais e Sugestões:


1. Porcionamento: Esta receita rende aproximadamente 6 porções de 160 g, sendo classificada como acompanhamento/guarnição. O porcionamento foi definido com base no post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

O arroz frito pode ser servido sozinho como um prato principal leve ou como acompanhamento de carnes salteadas, frango agridoce, tofu crocante ou legumes ao vapor. É perfeito para refeições rápidas, almoços escolares ou jantares em família.

3. Variações tradicionais:

  • Adição de carne de porco assada (char siu), frango cozido ou camarões
  • Uso de arroz de jasmim (tailandês) para aroma mais floral
  • Substituição do molho de soja por tamari (sem glúten)
  • Versão 100% vegetariana com broto de feijão e repolho picado

4. Curiosidades:

Na China, o arroz frito era preparado pelas famílias para evitar o desperdício sendo uma virtude culturalmente valorizada. A técnica de saltear no wok promove a liberação do chamado wok hei, um sabor defumado e característico muito apreciado na culinária chinesa. Esse prato também serviu de base para muitas variações adaptadas em outros países asiáticos e no Ocidente.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Receita Tradicional Chinesa. Inspirado nos rituais da dinastia Shang

Na China Antiga, especialmente durante a dinastia Shang, que durou aproximadamente de 1600 a 1046 a.C., os bolinhos de arroz eram parte importante das oferendas utilizadas em rituais espirituais e festividades. Esta receita apresenta uma releitura doce e delicada desses preparos ancestrais, combinando arroz glutinoso, pasta de feijão e mel. Cozidos no vapor, os bolinhos preservam o sabor natural dos ingredientes e oferecem uma textura macia e reconfortante. São ideais para momentos especiais, podendo ser servidos como lanche ou sobremesa em ocasiões simbólicas e cerimoniais.

Bolinhos Doce de Arroz ao Vapor

Categoria: lanche, sobremesa, petiscos, confeitaria

Especificação: bolinho doce, cereais, leguminosas, sem lactose, sem glúten, cozinha internacional (China), vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 1 hora (inclui o tempo de hidratação do arroz)

Rendimento: 8 bolinhos

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 bolinho – 50 g): 95 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de arroz glutinoso cru (ou arroz branco comum bem cozido)
  • 1/2 xícara de feijão azuki cozido e amassado (ou feijão vermelho)
  • 2 colheres (sopa) de mel
  • 1 colher (chá) de óleo de coco
  • 1 pitada de sal
  • Sementes de gergelim para decorar

Modo de Preparo:

Lave bem o arroz glutinoso e deixe de molho por pelo menos 4 horas. Escorra e cozinhe em água até que fique muito macio e grudento. Se usar arroz branco comum, cozinhe até obter consistência bem pastosa. Amasse o arroz com uma colher ou pilão até formar uma massa pegajosa e moldável. Reserve.

Em uma tigela, misture o feijão cozido e amassado com o mel, o óleo de coco e uma pitada de sal, formando uma pasta cremosa.

Divida a massa de arroz em porções iguais e modele em bolinhos achatados. Coloque uma pequena porção da pasta de feijão no centro de cada bolinho e feche cuidadosamente, moldando novamente. Cozinhe os bolinhos no vapor por cerca de 15 minutos. Finalize salpicando sementes de gergelim por cima. Sirva morno.

Toques Finais e Sugestões:

1. Quantidade de água para cozinhar o arroz:

  • Para arroz glutinoso cru: usar cerca de 2 xícaras de água para cada 1 xícara de arroz, cozinhar em fogo baixo até que a água seja absorvida e o arroz fique bem macio e pegajoso. Pode ser necessário ajustar a quantidade de água dependendo do tipo de arroz e da panela.
  • Para arroz branco comum: usar cerca de 3 xícaras de água para 1 xícara de arroz, cozinhando até que o arroz esteja bem cozido e macio, quase como um mingau, para formar a massa pastosa.

2. Dicas de consumo

Sirva acompanhado de chá verde ou chá de jasmim, como sobremesa após refeições leves ou em momentos de contemplação. Também é uma excelente opção de lanche doce, especialmente em dias mais introspectivos ou como parte de rituais pessoais e culturais.

3. Curiosidades

Na tradição ritualística da dinastia Shang, os alimentos oferecidos aos ancestrais eram preparados com grande cuidado e simplicidade, priorizando o valor simbólico e espiritual. O uso do vapor, que conserva a essência dos ingredientes, é um legado dessas práticas. O feijão vermelho também era considerado auspicioso, associado à prosperidade e proteção.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Na China Antiga, o milheto, também conhecido também como painço, era o principal cereal cultivado no norte do país. Este mingau remete à dieta cotidiana das dinastias Xia e Shang, onde os ingredientes eram valorizados em sua forma natural e nutritiva. Suave, adocicado e energético, este prato tradicional pode ser servido quente em manhãs frias, como faziam as famílias há milhares de anos. Além da China, o milheto também foi amplamente utilizado em outras civilizações antigas, como na Índia e na África, por sua resistência ao clima seco e alto valor nutricional.

Mingau de Milheto com Inhame e Frutas Secas

Categoria: Café da manhã, lanche, sobremesa

Especificação: mingau, Cozinha internacional (China), vegetariana, vegana (sem o mel), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 45 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção  (1 tigela pequena – 250g): 236 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de milheto cru (painço)
  • 1 litro de água
  • Uma pitada de sal
  • 1 inhame médio descascado e cortado em cubos pequenos
  • 1/2 xícara de jujubas secas (ou tâmaras, se preferir)
  • 1/4 xícara de damascos secos picados
  • 1 colher (sopa) de mel ou melado (opcional)
  • Nozes picadas ou sementes de gergelim para finalizar

Modo de Preparo:

Lave bem o milheto em água corrente até que a água saia clara. Em uma panela de fundo grosso, coloque o milheto, a água e o sal. Quando começar a ferver, adicione o inhame e reduza o fogo. Cozinhe em fogo baixo por cerca de 30 minutos, mexendo ocasionalmente. Nos últimos 10 minutos, adicione as frutas secas. Ao final, o mingau deve estar cremoso. Ajuste o mel se desejar um sabor mais doce. Sirva quente, polvilhado com nozes ou sementes de gergelim.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo:

Este mingau é perfeito como café da manhã ou lanche reconfortante em dias frios. Também pode ser servido como refeição leve em momentos de jejum ou descanso digestivo. Guarde o restante em pote fechado na geladeira por até 3 dias. Para reaquecer, adicione um pouco de água ou leite vegetal.

Curiosidades:

  • O milheto (painço) é um dos primeiros cereais domesticados pelo ser humano, cultivado há mais de 7 mil anos.
  • Por ser isento de glúten, é uma excelente alternativa para pessoas com intolerância ou sensibilidade ao glúten.
  • A jujuba seca usada nesta receita é a fruta da planta Ziziphus jujuba, conhecida também como tâmara chinesa. Muito comum na culinária asiática, tem sabor adocicado suave e propriedades medicinais reconhecidas na medicina tradicional chinesa. Se não for encontrada facilmente, pode ser substituída por tâmaras ou uvas-passas.
  • Na medicina tradicional chinesa, o mingau de milheto com inhame é usado como fortalecedor do baço e do sistema digestivo.
  • Substitutos do milheto: Se não encontrar milheto, os seguintes grãos podem ser usados como substitutos com características semelhantes:
    • Quinoa: possui textura e perfil nutricional próximos, mas com sabor mais terroso.
    • Cuscuz de milho: pode substituir o milheto em mingaus e pratos cozidos.
    • Arroz integral: ainda que com sabor diferente, pode ser alternativa em preparos como mingaus e acompanhamentos
      • .

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Inspirado  nas tradições doces das antigas civilizações do Crescente Fértil e da Anatólia, como o Egito Antigo, a Mesopotâmia e o Império Hitita, este bolo de nozes e mel resgata ingredientes e sabores que atravessaram milênios. O mel, considerado um presente dos deuses pelos egípcios e valorizado também pelos hititas, era amplamente utilizado em cerimônias religiosas, oferendas e preparações festivas. As nozes, por sua vez, eram cultivadas tanto nas margens férteis dos rios Tigre e Eufrates quanto nas regiões montanhosas da Anatólia, sendo associadas à fartura e amplamente utilizadas em receitas ancestrais. Esta receita é uma releitura contemporânea desses costumes e combina a doçura natural do mel, a textura das nozes e o perfume da canela, uma especiaria rara e cobiçada no mundo antigo.

Bolo de Nozes e Mel

Categoria: Café da manhã, lanches, sobremesas, confeitaria

Especificação: Bolo, massa cremosa, Cozinha internacional (Egito, Oriente Médio), vegetariana

Tempo de Preparo: 50 minutos (20 min de preparo + 30 min de forno)

Rendimento: 1000 gramas – 10 fatias

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção – sem calda leve (1 fatia – 100 g): 303 kcal

Calorias por porção – com calda leve (1 fatia – 100 g): 338 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 3 ovos
  • 1/2 xícara de açúcar mascavo
  • 1/2 xícara de mel puro
  • 1/2 xícara de óleo vegetal ou manteiga derretida
  • 1 xícara de leite (pode ser vegetal)
  • 1 e 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • 1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 1 xícara de nozes picadas

Modo de Preparo:

Pré-aqueça o forno a 180 °C. Unte uma forma redonda com manteiga e enfarinhe. Em uma tigela, bata os ovos com o açúcar mascavo até obter um creme claro. Acrescente o mel, o óleo e o leite. Misture bem. Em outro recipiente, peneire a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal e a canela. Incorpore os secos à mistura líquida, mexendo delicadamente até formar uma massa homogênea. Adicione as nozes picadas por último, misturando suavemente.

Despeje a massa na forma preparada e leve ao forno por cerca de 30 a 35 minutos, ou até dourar e o palito sair limpo. Retire do forno, espere esfriar e, se desejar, finalize com uma calda leve de mel e nozes. Ou pode simplesmente decorar com pedaços de nozes.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo:

  • Sirva com chá de especiarias, chá preto ou café forte.
  • Perfeito para lanches da tarde, cafés da manhã especiais ou como sobremesa leve.
  • Decore com nozes inteiras, flores comestíveis e fios de mel para um toque elegante.
  • Fica ainda mais saboroso no dia seguinte, após bem embalado em temperatura ambiente.

2. Curiosidades:

  • No Egito Antigo, o mel era usado como alimento, medicamento e oferenda. Era considerado sagrado e símbolo de pureza e imortalidade.
  • As nozes faziam parte da alimentação nobre na região da Mesopotâmia e também tinham valor simbólico ligado à fartura.
  • A canela era tão rara e valiosa que durante séculos teve sua origem escondida pelos comerciantes árabes.
  • Bolos com ingredientes naturais como este têm raízes nas primeiras práticas de confeitaria da humanidade.

3. Calda leve de mel e nozes

Ingredientes:

  • 1/4 de xícara de mel puro
  • 2 colheres (sopa) de água
  • 1/3 de xícara de nozes picadas grosseiramente
  • 1 colher (chá) de suco de limão (opcional, para equilibrar a doçura)

Modo de preparo:

Em uma panelinha, aqueça o mel com a água em fogo baixo até começar a borbulhar suavemente. Acrescente as nozes picadas e deixe cozinhar por 2 a 3 minutos, mexendo sempre. Se desejar, adicione o suco de limão para realçar o sabor. Desligue o fogo e deixe a calda amornar levemente antes de despejar sobre o bolo já assado e frio.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

O falafel é um dos pratos mais emblemáticos e amados do Oriente Médio, mas por trás dessas pequenas bolinhas crocantes se esconde uma história rica, complexa e cheia de nuances culturais. Embora hoje seja apreciado em todo o mundo, o falafel carrega consigo a identidade e o orgulho de diversos povos que o prepararam à sua maneira ao longo dos séculos.

A origem mais aceita é egípcia: no Egito, essas bolinhas são conhecidas como ta’amiya e são feitas com favas (feijão-fava seco). Os cristãos coptas teriam criado o prato como uma alternativa sem carne durante a Quaresma, ainda na Antiguidade. Rica em ervas frescas como coentro, salsinha e endro, a ta’amiya egípcia tem um tom esverdeado vibrante e, muitas vezes, é empanada com sementes de gergelim antes de ser frita, criando uma textura crocante e única.

À medida que o prato viajou pelo Levante (região que inclui Líbano, Síria, Palestina, Jordânia e Israel) ele foi reinterpretado com ingredientes locais. Lá, o falafel passou a ser feito com grão-de-bico cru, que dá à massa uma textura mais firme e um sabor mais encorpado. Essa versão se tornou a mais conhecida internacionalmente e é a que geralmente encontramos em lanchonetes árabes ao redor do mundo, servida em pão pita, acompanhada de molho de tahine, salada fresca, picles e molhos picantes.

A disputa pela “paternidade” do falafel é constante e reflete não apenas preferências culinárias, mas também questões de identidade, memória e pertencimento. Palestinos, israelenses, libaneses e egípcios consideram o falafel parte essencial de suas tradições, tornando-o um símbolo tanto da diversidade gastronômica quanto dos debates culturais e políticos da região. Com ingredientes simples, sabor marcante e uma história milenar, o falafel transcende fronteiras e nos convida a conhecer um pouco mais da alma do Oriente Médio, uma mordida de cada vez.

Falafel

Categoria: couvert, entradas, acompanhamento, lanches, petiscos

Especificação: Petisco, salgadinho, bolinho salgado, cozinha internacional (Egito, Oriente Médio), proteína vegetal, vegana, vegetariana, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 12 horas de demolho

Tempo de Preparo: 50 minutos

Rendimento: 900 gramas – 30 unidades

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (90 g – 3 unidades): 264 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 xícaras de grão-de-bico cru (de molho por 12 horas)
  • 1 cebola média picada
  • 4 dentes de alho
  • 1 xícara de salsinha fresca picada
  • 1/2 xícara de coentro fresco picado
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • 1 colher (chá) de coentro em pó
  • 1 colher (chá) de sal (ou a gosto)
  • 1/2 colher (chá) de pimenta do reino
  • 1/4 colher (chá) de pimenta síria (opcional)
  • 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo ou de grão de bico (se necessário, para dar liga)
  • Óleo vegetal para fritar (suficiente para imersão)

Modo de Preparo:

Deixe o grão de bico de molho por 12 horas. Ele deve dobrar de volume. Não use grão de bico cozido, pois ele deixa a massa mole e inadequada para fritura. Escorra bem a água e seque levemente os grãos com papel toalha. No processador, bata o grão de bico, a cebola, o alho, a salsinha, o coentro e todos os temperos até obter uma massa úmida e granulada, sem transformá-la em purê. Transfira a massa para uma tigela, adicione o bicarbonato de sódio e a farinha, caso necessário, para dar mais estrutura. Leve à geladeira por cerca de 30 minutos para firmar.

Divida a massa em aproximadamente 30 porções de 30 g cada e modele em formato de bolinhas ou pequenos discos. Aqueça o óleo em fogo médio (cerca de 180 °C). Frite os falafels aos poucos, virando-os para dourar por igual, por cerca de 3 a 4 minutos. Retire com uma escumadeira e deixe escorrer sobre papel absorvente antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Como entrada ou petisco, recomenda-se uma porção de 3 unidades (90 g) por pessoa. Para mais informações sobre composição e dimensionamento das refeições, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • No pão pita: recheado com falafel, alface, tomate, pepino, picles e molho de tahine ou iogurte.
  • No prato (meze): servido com homus, baba ghanoush, tabule, coalhada e pão sírio.
  • Como lanche: acompanhado de molhos diversos, como tahine, alho, iogurte temperado ou molho picante.
  • Em saladas: como substituto de proteína animal, trazendo crocância e sabor.
  • Versão assada ou na air fryer: para uma opção mais leve e saudável.
  • Em bowls: combinando com grãos, vegetais assados, folhas verdes e molhos.

3. Curiosidades:

  • Ícone vegano: Naturalmente vegano, o falafel é uma das opções mais populares entre vegetarianos e veganos no mundo todo.
  • Dia Mundial do Falafel: É comemorado em 12 de junho, celebrando seu valor gastronômico e cultural.
  • Popularização global: Hoje, o falafel é encontrado em cardápios de diversos países, especialmente em cidades cosmopolitas, sendo adaptado a diferentes paladares.
  • Tradição religiosa: Por não conter carne, era muitas vezes consumido por cristãos coptas egípcios durante a Quaresma.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

O hidromel, muitas vezes chamado de “a bebida dos deuses”, é uma das bebidas alcoólicas mais antigas da humanidade. Feito a partir da fermentação natural de mel e água, ele esteve presente em diversas civilizações da Antiguidade, como os povos mesopotâmicos, egípcios, gregos, nórdicos, celtas e até em algumas culturas do Oriente. Essa bebida era associada a celebrações, rituais religiosos, oferendas e mitos, simbolizando vitalidade, fartura e conexão com o sagrado. Apesar da simplicidade de seus ingredientes, o hidromel carrega uma complexidade sensorial que varia conforme o tipo de mel, a pureza da água e o tempo de fermentação. Nesta receita tradicional, apresentamos uma versão seca e leve, com preparo artesanal inspirado em práticas ancestrais e sem o uso de sanitizantes químicos.

Hidromel

Categoria: Bebidas,

Especificação: Bebida alcoólica, bebida fermentada, Cozinha internacional (Egito, Grécia), vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos (Preparo) + 30 a 60 dias (Fermentação) + 1 a 6 meses (maturação – opcional, melhora o sabor)

Rendimento: 4 litros

Dificuldade: Médio

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 3,8 litros de água sem cloro (filtrada ou mineral)
  • 1,2 kg de mel puro (de preferência orgânico e de florada clara)
  • 5 g de levedura específica para vinho ou hidromel (ex: Lalvin D-47, EC-1118 ou similar)
  • 1 colher (chá) de nutrientes para levedura (opcional, mas recomendado)
  • Álcool 70% ou água fervente para higienização

Modo de Preparo:

1. Limpeza e higienização natural

Lave todos os utensílios com água quente e detergente neutro. Enxágue bem. Higienize os recipientes com álcool 70% ou água fervente (especialmente no caso de vidros e mangueiras). Deixe secar naturalmente ao ar.

2. Preparo do mosto

Aqueça metade da água (cerca de 2 litros) até 35 a 40 °C. Adicione o mel e mexa bem até dissolver completamente. Adicione o restante da água fria para atingir 3,8 L e resfriar a mistura. A temperatura deve estar entre 20 e 25 °C antes de adicionar a levedura.

3. Inoculação da levedura

Hidrate a levedura conforme as instruções do fabricante (geralmente em água morna por 15 minutos). Adicione ao mosto e misture suavemente. Se desejar, adicione os nutrientes para levedura.

4. Fermentação

Transfira o líquido para um garrafão ou balde alimentício limpo, deixando 5 a 10 cm de espaço no topo. Feche com rolha ou tampa com airlock (válvula que libera o CO₂ e impede a entrada de ar). Deixe fermentar em local escuro, fresco e estável (18 a 24 °C), por 30 a 60 dias. Durante os primeiros 7 a 14 dias, a fermentação será mais intensa (borbulhas visíveis). Depois, o líquido começa a clarificar.

5. Transferência cuidadosa (decantação)

Quando a fermentação estiver quase finalizada e os sedimentos estiverem no fundo, transfira o líquido para outro recipiente limpo, sem agitar a borra. Isso ajuda a limpar e suavizar o sabor do hidromel.

6. Maturação

Após a transferência, deixe o hidromel repousar por 30 a 90 dias (ou mais), protegido da luz e do calor. Esse tempo contribui para clareza, estabilidade e sabor mais refinado.

7. Engarrafamento

Quando estiver claro e saboroso, engarrafe com cuidado. Armazene em local escuro e fresco. O hidromel continua evoluindo por vários meses.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de Consumo:

  • Sirva ligeiramente gelado (entre 8 °C e 14 °C), em taças de vinho branco ou copos pequenos.
  • Ideal para brindes especiais, jantares temáticos, entradas e sobremesas.
  • Experimente em tábuas de frios temáticas, junto com queijos, frutas e especiarias.
  • Pode ser utilizado como base para coquetéis ou como um digestivo leve após as refeições.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.