Shirin Polow é um arroz cerimonial persa, tradicionalmente servido em celebrações e símbolo de abundância. Esta receita reflete a herança da antiga Pérsia, onde arrozes aromáticos eram preparados com ingredientes delicadamente perfumados como água de rosas e açafrão, combinados ao frescor das ervas e ao toque crocante das oleaginosas. Uma tradição de beleza, sabor e significado que atravessa séculos.

Shirin Polow

Categoria: Acompanhamento/guarnição

Especificação: Arroz, cereal, cozinha internacional (Irã), vegetais

Tempo de Preparo: 1 hora

Rendimento: 600 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (130 g): 235 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de arroz basmati
  • 1 colher (sopa) de manteiga ou azeite
  • 1/2 xícara de cebolinha, endro e coentro picados
  • 2 xícaras de água
  • Sal a gosto
  • 1 colher (sopa) de água de rosas
  • 1 pitada de açafrão dissolvido em 1 colher (sopa) de água quente
  • 1/4 xícara de pistaches e amêndoas laminadas

Modo de Preparo:

Lave o arroz em água corrente até a água sair quase limpa. Deixe de molho por 30 minutos. Em uma frigideira, refogue rapidamente as ervas na manteiga ou azeite. Reserve. Em uma panela, cozinhe o arroz com as 2 xícaras de água e sal até que esteja quase macio (al dente). Escorra o excesso de água, adicione as ervas refogadas, a água de rosas e o açafrão dissolvido. Misture delicadamente. Volte o arroz à panela. Cubra com um pano limpo sob a tampa e cozinhe no vapor por 15 a 20 minutos em fogo baixo. Finalize com os pistaches e as amêndoas previamente tostados. Sirva em seguida.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: Esta receita está categorizada como acompanhamento/guarnição. A porção foi definida com base nessa classificação, conforme orientação do post A Composição do Almoço e do Jantar.

1. Dicas de consumo:

Este arroz aromático é excelente para acompanhar preparações festivas como cordeiro assado, kaftas, frango grelhado com especiarias ou ensopados com frutas secas. Também pode ser servido como prato principal leve, acompanhado de saladas e iogurtes temperados.

2. Curiosidades:

A água de rosas é uma infusão delicada feita a partir da destilação de pétalas de rosa. Muito usada na culinária do Oriente Médio, especialmente em pratos cerimoniais e sobremesas, ela confere um perfume sutil e floral aos alimentos. No Irã, o uso da água de rosas é milenar e associado a sentimentos de alegria, espiritualidade e celebração. Quando utilizada com moderação, como nesta receita, proporciona uma experiência aromática refinada, sem se sobrepor aos demais sabores.

Você pode encontrar água de rosas culinária em empórios árabes, mercados especializados em produtos naturais, lojas de produtos importados ou pela internet. É importante verificar se o produto é 100% natural e indicado para uso alimentício, pois algumas versões são produzidas apenas para fins cosméticos.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

O doce de cenoura com água de rosas tem raízes profundas na tradição culinária do sul da Ásia, mas ingredientes e técnicas semelhantes eram utilizados também nas cozinhas do Irã, do Levante e da região mesopotâmica. Esta receita é inspirada no ancestral halwa, uma preparação doce que une legumes, especiarias e gordura nobre em um preparo lento e perfumado. É reconfortante, aromático e revela a sofisticação de sabores que marcam a doçaria das culturas antigas.

Doce de Cenoura com Água de Rosas

Categoria: Café da manhã, lanches, sobremesa, confeitaria

Especificação: compota, cozinha internacional (Irã), vegetais, vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 45 minutos

Rendimento: 640 gramas – 8 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (80 g): 139 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de manteiga ou ghee
  • 500 g de cenouras raladas finamente
  • 1/2 xícara (chá) de açúcar demerara (ou a gosto)
  • 1/2 xícara (chá) de leite integral ou leite vegetal
  • 1/4 colher (chá) de sal
  • 1/2 colher (chá) de cardamomo em pó
  • 1 colher (sopa) de água de rosas (ou água de flor de laranjeira)
  • 1/4 xícara (chá) de uvas-passas
  • 1/4 xícara (chá) de castanhas
  • Amêndoas em lâminas para finalizar (opcional)

Modo de Preparo:

Em uma panela larga, derreta a manteiga ou o ghee em fogo médio. Acrescente a cenoura ralada e refogue por cerca de 10 minutos, mexendo sempre, até que comece a amaciar e soltar um aroma adocicado. Adicione o açúcar, o sal e o leite. Misture bem e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 20 minutos, mexendo com frequência, até que o líquido evapore quase por completo e a mistura engrosse. Incorpore o cardamomo, a água de rosas e as uvas passas. Cozinhe por mais 5 minutos, mexendo delicadamente. Finalize com as castanhas picadas. Sirva morno ou frio, em porções individuais, decorado com amêndoas em lâminas.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo

Sirva como sobremesa em pequenas taças ou potinhos, acompanhado de chá preto com especiarias ou café árabe. Se quiser transformar em uma sobremesa gelada, leve à geladeira e sirva com uma colher de iogurte natural, coalhada doce ou até uma bola de sorvete de creme.

2. Curiosidades

Do Oriente Médio ao sul da Ásia, a combinação de legumes adocicados, leite e especiarias é uma constante. O uso da água de rosas e do cardamomo remonta à doçaria persa e otomana, marcada por preparos lentos e altamente aromáticos. Receitas similares existem na tradição indiana (gajar ka halwa) e iraniana, com pequenas variações conforme a cultura local.

3. Sobre a água de rosas

A água de rosas é um extrato aromático obtido da destilação de pétalas de rosa, tradicionalmente utilizado na confeitaria do Oriente Médio, sul da Ásia e Irã. Ela confere um perfume floral elegante e inconfundível às sobremesas. Para uso culinário, é essencial escolher uma versão própria para consumo, encontrada em empórios árabes, lojas de produtos naturais ou especializadas em cozinha internacional. Não substitua por versões cosméticas.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Tradição líquida em cada gole

O café árabe é mais do que uma bebida, é um símbolo de hospitalidade, tradição e identidade em muitas culturas do Oriente Médio. Preparado com grãos levemente torrados e moídos de forma especial, ele ganha aroma e sabor inconfundíveis com a adição do cardamomo, uma especiaria ancestral muito valorizada desde a Antiguidade. Servido em pequenas xícaras, sem açúcar, ele acompanha conversas, negociações, celebrações e rituais familiares há séculos.

Café Árabe com Cardamomo

Categoria: Bebidas, café da manhã, lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, cozinha internacional (Oriente Médio), vegana, vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 4 a 6 xícaras de café

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 xícara pequena – 60 ml): 5 kcal

Café Árabe com Cardamomo. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 3 xícaras (chá) de água
  • 3 colheres (chá) de café árabe moído bem fino (preferencialmente de torra clara ou média)
  • 1/2 colher (chá) de cardamomo em pó (ou 3 sementes de cardamomo esmagadas)
  • Açúcar (opcional, tradicionalmente não se usa)

Modo de Preparo:

Em uma chaleira ou caneco, adicione a água e leve ao fogo até começar a aquecer, sem ferver. Abaixe o fogo e adicione o café moído e o cardamomo. Não mexa. Cozinhe em fogo baixo até formar espuma na superfície, sem deixar ferver completamente. Assim que a espuma começar a subir, retire do fogo. Com cuidado, mexa levemente com uma colher e leve ao fogo novamente. Repita o processo de subir e retirar do fogo duas ou três vezes, para acentuar o sabor e a cremosidade. Retire do fogo e deixe repousar por 2 minutos para que os resíduos assentem no fundo. Sirva em pequenas xícaras, sem coar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo

Sirva o café quente, em pequenas porções, acompanhado de tâmaras, frutas secas ou doces árabes. É ideal para receber visitas ou finalizar refeições festivas com elegância e simbolismo.

2. Curiosidades

O café árabe é tradicionalmente oferecido como sinal de boas-vindas, respeito e generosidade em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Líbano e Síria. A torra clara preserva os óleos naturais do grão, enquanto o cardamomo realça o aroma e facilita a digestão. Em algumas culturas, adiciona-se também açafrão, água de rosas ou cravo, criando variações regionais com significados específicos.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Na cultura fenícia, os figos secos ocupavam lugar de destaque como símbolo de abundância, fertilidade e riqueza. Presente em cerimônias religiosas e banquetes, esse fruto era muitas vezes combinado com vinho tinto, mel e especiarias. A receita a seguir resgata esse costume ancestral, propondo uma sobremesa aromática, rica e elegante que evoca as tradições de Biblos, Sídon e Cartago.

Figos ao Vinho

Categoria: café da manhã, lanches, sobremesa, confeitaria

Especificação: compota, cozinha internacional (Oriente Médio), sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana, vegetais,

Tempo de Preparo: 45 minutos + tempo de resfriamento

Rendimento: 400 gramas – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (80 g – 1 taça individual): 195 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 12 figos secos macios
  • 1/2 xícara (chá) de vinho tinto encorpado
  • 1 colher (sopa) de mel
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 1 pitada de noz moscada ou cardamomo
  • Raspas de casca de laranja (opcional)
  • 1/2 xícara (chá) de nozes picadas grosseiramente
  • Folhas de hortelã ou flores comestíveis para decorar

Modo de Preparo:

Corte os figos em pedaços pequenos e leve a uma panela com o vinho, o mel, as especiarias e as raspas de laranja (se desejar). Cozinhe em fogo baixo por cerca de 20 a 30 minutos, mexendo ocasionalmente, até que os figos absorvam o vinho e a mistura fique pastosa. Adicione as nozes e mexa até incorporar bem. Deixe esfriar e sirva em pequenas taças ou tigelinhas de cerâmica.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo:

Sirva levemente gelado, decorado com hortelã ou flores comestíveis. Pode acompanhar uma colherada de iogurte natural ou ser servido junto a queijos curados.

2. Curiosidades:

Doces pastosos à base de figos e nozes eram comuns em várias culturas antigas do Oriente Médio e do Mediterrâneo. Eram preparados em grandes quantidades, armazenados e oferecidos em celebrações e rituais religiosos.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Muito antes de se tornar um símbolo da gastronomia mediterrânea, o vinho já era reverenciado por diversas civilizações antigas. Os fenícios, conhecidos como grandes navegadores e comerciantes, não apenas difundiram a viticultura pelo Mediterrâneo como também desenvolveram versões especiais da bebida, aromatizadas com ervas consideradas sagradas ou medicinais. Utilizado em rituais religiosos, cerimônias de oferenda e até como tônico curativo, esse vinho representava a profunda conexão entre natureza, espiritualidade e alimento.

Mas eles não estavam sozinhos. Os egípcios também elaboravam vinhos com figos, tâmaras, ervas e resinas, que eram consumidos em festivais e oferecidos aos deuses e aos mortos. Entre os hebreus, o vinho assumia papel simbólico e ritualístico, e há registros do uso de mel e especiarias em bebidas fermentadas. Os gregos, por sua vez, produziam vinhos com resina e plantas medicinais, usados inclusive como tratamentos prescritos por Hipócrates. Já os romanos levaram essa tradição ainda mais longe, criando vinhos condimentados como o conditum paradoxum, que incluía mel, tâmaras, especiarias e ervas aromáticas.

Esta receita é uma reinterpretação moderna e caseira, inspirada nesse legado milenar. Baseia-se nos princípios antigos de infusão de ervas e especiarias em vinho, com toques de mel e casca de frutas. O resultado é uma bebida intensa e perfumada, que nos convida a saborear a história em cada gole.

Vinho Aromatizado com Ervas

Categoria: Bebidas

Especificação: Bebida alcoólica, infusão, cozinha internacional (Oriente Médio), ervas aromáticas e especiarias, vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos + infusão (4 a 12 horas)

Rendimento: 700 ml

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (125 ml – 1/2 taça de vinho): 138 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 750 ml de vinho tinto seco
  • 1 colher (sopa) de alecrim fresco
  • 1 colher (sopa) de tomilho fresco
  • 1 colher (chá) de sementes de coentro levemente amassadas
  • 1 pau de canela
  • 2 tiras de casca de laranja (sem a parte branca)
  • 2 colheres (sopa) de mel

Modo de Preparo:

Em uma panela pequena, aqueça o vinho em fogo bem baixo, sem deixar ferver. Adicione o alecrim, tomilho, sementes de coentro, canela e casca de laranja. Acrescente o mel e misture até dissolver. Mantenha em infusão no fogo por cerca de 10 a 15 minutos. Desligue o fogo, tampe e deixe repousar até esfriar completamente. Quanto mais tempo em repouso (até 12 horas), mais aromático o vinho ficará. Coe com filtro de pano ou peneira fina, transfira para uma garrafa esterilizada e mantenha refrigerado. Sirva em pequenas doses, em temperatura ambiente ou ligeiramente morno.

Toques Finais e Sugestões:

1. Categoria e consumo:

Esta bebida se encaixa na tradição dos vinhos digestivos ou ritualísticos. Pode ser servida em pequenas doses após as refeições ou utilizada em contextos simbólicos (como harmonizações históricas e experiências sensoriais). Ideal para eventos temáticos ou celebrações especiais.

2. Dicas adicionais:

  • O vinho pode ser conservado por até 7 dias sob refrigeração, bem tampado.
  • Se preferir uma versão mais adocicada, adicione mais mel ao final.
  • Evite ferver o vinho para não perder o álcool nem os aromas delicados.

3. Curiosidades:

  • A prática de aromatizar vinhos com ervas remonta à Antiguidade e influenciou diretamente o surgimento dos vinhos medicinais e licores monásticos na Idade Média.
  • Entre os fenícios, o uso da mirra e do olíbano no vinho tinha função espiritual e terapêutica.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

A calda de tâmaras é uma preparação ancestral muito apreciada por diversos povos do Oriente Médio desde os tempos antigos. Hebreus, fenícios, arameus, árabes e outros povos da região utilizavam as tâmaras não apenas como fruto nutritivo e de fácil conservação, mas também como base para xaropes, doces e molhos. Essa calda espessa, naturalmente adocicada, era um dos principais adoçantes naturais antes da popularização do açúcar e era empregada em rituais, banquetes e no cotidiano da alimentação, tanto em preparações salgadas quanto doces. Além de seu sabor marcante, a calda de tâmaras carrega consigo o simbolismo da fertilidade, da doçura da vida e da abundância, aspectos recorrentes nas culturas antigas do Crescente Fértil.

Calda de Tâmaras

Categoria: Café da manhã, lanches, sobremesas, confeitaria, bases de confeitaria

Especificação: Calda, cobertura, recheio doce, cozinha internacional (oriente médio), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 40 minutos + tempo de resfriamento

Rendimento: 620 gramas

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (20 g): 56 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 500 g de tâmaras secas sem caroço
  • Água quente suficiente para cobrir as tâmaras (para hidratar)
  • 1 colher (chá) de suco de limão (opcional)
  • 1 pitada de sal (opcional)

Modo de Preparo:

Coloque as tâmaras em uma tigela e cubra com água quente. Deixe descansar por cerca de 20 minutos ou até que estejam bem macias. Escorra as tâmaras, reservando a água do molho. Transfira as tâmaras para um processador ou liquidificador. Adicione 2 xícaras (chá) da água do molho reservada (se não for suficiente, complete com água filtrada) e bata até obter uma pasta bem homogênea. Despeje a pasta em uma panela média e leve ao fogo baixo. Cozinhe por cerca de 20 minutos, mexendo sempre para não grudar no fundo, até reduzir e formar uma calda espessa. Se desejar, adicione o suco de limão e o sal para acentuar o sabor. Desligue o fogo e deixe esfriar. Transfira para um pote de vidro esterilizado com tampa. A calda vai engrossar um pouco mais ao esfriar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo:

  • Use a calda de tâmaras para adoçar iogurtes, mingaus, granolas, panquecas, bolos, cafés, smoothies e até molhos.
  • Experimente como cobertura de sorvetes, cheesecakes ou frutas assadas.
  • Pode ser usada como substituto parcial do açúcar em algumas receitas de confeitaria.

2. Curiosidades:

  • A calda de tâmaras tem origem milenar, com registros de uso desde as civilizações mesopotâmicas.
  • Entre os fenícios, as tâmaras eram valorizadas por sua durabilidade e alto teor energético, ideais para longas viagens e trocas comerciais.
  • Além do sabor adocicado, essa calda é rica em potássio, fibras e antioxidantes naturais.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

A coalhada é um dos alimentos fermentados mais antigos da humanidade, com registros que remontam a cerca de 10 mil anos. Utilizada por civilizações como os sumérios, babilônios, hebreus, egípcios e persas, a coalhada era uma forma prática de conservar o leite em climas áridos, favorecendo o transporte e o consumo ao longo dos dias. Rica em nutrientes e probióticos naturais, essa preparação simples representava não apenas uma fonte de sustento, mas também um elo entre a alimentação e a saúde nas práticas médicas tradicionais. A versão salgada, comum em muitas regiões do Oriente Médio até os dias atuais, é apreciada com pães achatados, azeite e especiarias. Trata-se de uma herança milenar viva no paladar contemporâneo.

Coalhada Salgada Tradicional

Categoria: café da manhã, lanches, couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, petisco

Especificação: coalhada, laticínios, Cozinha internacional (Oriente Médio), vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 10 minutos + 8 a 12 horas de fermentação + 2 horas de descanso

Rendimento: 500 g

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (60g): 59 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 litro de leite integral (preferencialmente tipo A ou fresco)
  • 2 colheres (sopa) de iogurte natural integral sem açúcar (com lactobacilos vivos)
  • 1 colher (chá) de sal (ou a gosto)
  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva extravirgem (opcional, para servir)
  • Zaatar, hortelã seca ou pimenta síria (opcional, para servir)

Modo de Preparo:

Aqueça o leite até quase ferver, cerca de 90 °C, quando começar a formar pequenas bolhas nas bordas da panela. Desligue o fogo e deixe esfriar até atingir cerca de 45 °C, temperatura morna ao toque. Em uma tigela pequena, misture o iogurte com um pouco do leite morno até dissolver bem. Em seguida, adicione essa mistura ao restante do leite e mexa suavemente. Cubra o recipiente com um pano limpo ou tampa leve e deixe fermentar em local morno, protegido da luz, por 8 a 12 horas, até a coalhada ficar firme e ligeiramente ácida. Transfira para a geladeira por pelo menos 2 horas antes de servir. Após esse tempo, misture o sal e mexa delicadamente. Sirva com azeite e ervas por cima, se desejar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir no café da manhã ou lanches. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo

  • Sirva com pão sírio, pão folha ou pão da montanha.
  • Pode acompanhar pratos típicos como kibe assado, kafta, tabule ou arroz com lentilhas.
  • Funciona também como pastinha para sanduíches leves ou base para molhos frios.

3. Curiosidades

  • No Egito Antigo, o leite fermentado era oferecido como alimento sagrado em rituais religiosos.
  • A fermentação do leite é um processo ancestral que surgiu de forma espontânea em regiões quentes. A coalhada era armazenada em bolsas de couro ou cerâmica, o que favorecia a ação natural de bactérias lácticas.
  • A palavra “labneh”, usada em países árabes para a coalhada coada, tem a mesma raiz da palavra “laban”, que significa leite.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

A produção de queijos frescos, especialmente a partir do leite de cabra, remonta às práticas alimentares dos povos do Oriente Médio desde a Antiguidade. Hebreus, fenícios, arameus, mesopotâmicos e outras culturas pastorilistas da região já produziam versões simples e artesanais desse alimento essencial, aproveitando os recursos disponíveis e técnicas de conservação naturais. Preparado com poucos ingredientes e sem conservantes, esse queijo fresco tem sabor delicado, levemente ácido e textura suave. Pode ser servido com frutas, geleias ou pães rústicos. É uma receita prática e cheia de tradição, ideal para quem deseja experimentar a simplicidade e os sabores da culinária ancestral do Crescente Fértil.

Queijo Fresco de Cabra

Categoria: café da manhã, lanches, couvert, entrada, acompanhamento, petisco,

Especificação: Queijos, Laticínios, Cozinha internacional (Israel), vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 45 minutos (inclui tempo de dessoragem)

Rendimento: aproximadamente 350 g – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (50 g): 108 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 litro de leite de cabra (ou leite integral de vaca)
  • 2 colheres (sopa) de vinagre branco ou suco de limão
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Aqueça o leite em fogo médio até começar a levantar fervura (aproximadamente 90 °C). Desligue o fogo assim que formar pequenas bolhas nas bordas. Adicione o vinagre ou suco de limão e mexa suavemente com uma colher. O leite começará a talhar, separando-se do soro. Aguarde cerca de 5 minutos para completar o processo.

Forre uma peneira com um pano limpo ou tecido tipo voal e coe a mistura, deixando drenar por cerca de 30 minutos ou até atingir a consistência desejada. Transfira a massa coalhada para uma tigela, tempere com sal a gosto e molde como preferir. Pode ser consumido imediatamente ou refrigerado por até 3 dias.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir no café da manhã ou lanches. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo:

  • Como couvert, sirva com azeite de oliva, ervas frescas e pães artesanais.
  • Como acompanhamento, harmoniza com saladas de folhas, legumes assados ou preparações com grãos.
  • Como petisco, pode ser servido em cubos com azeitonas, tomates cereja e pães sírios.

3. Curiosidades: Na tradição rural hebraica, esse queijo era feito com leite recém ordenhado e consumido no mesmo dia. Simples, nutritivo e acessível, fazia parte da rotina alimentar de famílias que criavam cabras e produziam seus próprios laticínios.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Os latkes são panquecas fritas de batata, símbolo da culinária judaica asquenazita e presença obrigatória nas celebrações de Hanukkah. Sua origem remonta a tradições medievais, quando panquecas de queijo fresco eram comuns. A versão feita com batatas só se popularizou após a chegada do tubérculo à Europa Oriental. Fritos em óleo quente, eles remetem ao milagre do azeite que durou oito dias no Templo de Jerusalém, motivo pelo qual os alimentos fritos são destaque nessa celebração.

Hoje, os latkes conquistam o paladar de pessoas de todas as origens. Crocantes por fora e macios por dentro, podem ser servidos com creme azedo, purê de maçã ou até salmão defumado. São uma combinação perfeita de tradição, sabor e textura.

Latkes Tradicionais de Batata

Categoria: Café da manhã, lanches, petiscos, acompanhamento/guarnição

Especificação: Panqueca, vegetais, batatas, cozinha internacional (Israel), vegetariana, sem lactose

Tempo de Preparo: 45 minutos,

Rendimento: 12 unidades médias (6 porções)

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (2 unidades médias – 100 g): 285 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 4 batatas médias (aproximadamente 600 g)
  • 1 cebola média (ralada ou triturada)
  • 2 ovos
  • 3 colheres (sopa) de farinha de trigo ou de matzá
  • 1 colher (chá) de sal
  • Pimenta do reino a gosto
  • Óleo vegetal (para fritar)

Modo de Preparo:

Lave, descasque e rale as batatas no ralo grosso. Coloque-as em um pano limpo ou voal e esprema bem para remover o excesso de líquido. Este passo é essencial para latkes crocantes. Rale também a cebola e esprema o excesso de água (caso necessário). Misture com a batata ralada. Em uma tigela grande, adicione os ovos, a farinha, o sal e a pimenta. Misture bem até obter uma massa firme e úmida, mas não líquida.

Aqueça uma frigideira antiaderente com uma fina camada de óleo vegetal. Quando estiver bem quente, coloque porções da massa (cerca de 2 colheres de sopa por unidade), achatando-as com uma espátula para formar pequenos discos. Frite os latkes por 3 a 5 minutos de cada lado, até ficarem dourados e crocantes. Ajuste o fogo para que não queimem antes de cozinhar por dentro. Retire e escorra sobre papel absorvente. Sirva quentes.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento/guarnição. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo

  • Sirva os latkes com sour cream (creme azedo), purê de maçã, coalhada seca, requeijão fresco, ou salmão defumado.
  • Podem ser preparados com antecedência e reaquecidos no forno (180 °C por 10 minutos) para recuperar a crocância.
  • Também funcionam como base para canapés ou brunches criativos.

3. Curiosidades

  • Em algumas tradições, um ovo cozido com casca é colocado no centro da travessa de latkes para simbolizar fartura.
  • Em versões modernas, pode-se adicionar cenoura, abobrinha, alho poró ou até queijo à massa.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Este bolo é uma releitura kosher lePessach do tradicional bolo invertido de frutas caramelizadas. A combinação de abacaxi e maçã, dispostas artisticamente sobre uma camada de caramelo, resulta em uma sobremesa úmida, aromática e visualmente encantadora. Ideal para servir durante o Pessach, ele respeita as regras alimentares da festividade e encanta pela simplicidade e sabor.

Bolo Invertido de Pessach

Categoria: Café da manhã, lanches, sobremesas, confeitaria

Especificação: Bolo, massa cremosa, cozinha internacional (Israel), vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 25 minutos + 40-45 minutos (forno)

Rendimento: 1100 gramas – 11 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 fatia – 100g): 285 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Para a calda e frutas:

  • 1 xícara (chá) de açúcar
  • 1 colher (sopa) de água
  • 1 colher (sopa) de suco de limão
  • 5 rodelas de abacaxi em calda (escorridas)
  • 1 maçã vermelha cortada em meias-luas finas (com casca)

Para a massa:

  • 4 ovos grandes (separar claras e gemas)
  • 1 pitada de sal
  • 1/2 xícara (chá) de açúcar
  • 1/3 xícara (chá) de óleo vegetal (ex: girassol)
  • 1/2 xícara (chá) de suco de laranja natural
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha (opcional)
  • 1 xícara (chá) de farinha de amêndoas
  • 1/2 xícara (chá) de fécula de batata

Modo de Preparo:

Prepare a calda:

Em uma panela pequena, misture o açúcar, a água e o suco de limão. Leve ao fogo médio, sem mexer, até obter um caramelo dourado claro. Despeje imediatamente no fundo de uma forma redonda com furo no meio (aproximadamente 24 cm de diâmetro). Disponha as rodelas de abacaxi intercaladas com as fatias de maçã sobre o caramelo, pressionando levemente.

Prepare a massa:

Pré-aqueça o forno a 180 °C. Bata as claras em neve com uma pitada de sal e reserve. Em outra tigela, bata as gemas com o açúcar até formar um creme claro. Adicione o óleo, o suco de laranja e a essência de baunilha, misturando bem. Acrescente a farinha de amêndoas e a fécula de batata, mexendo delicadamente. Incorpore as claras em neve, aos poucos, com movimentos suaves de baixo para cima.

Montagem:

Despeje a massa com cuidado sobre as frutas na forma caramelizada. Leve ao forno preaquecido por cerca de 40–45 minutos, ou até que, ao inserir um palito, ele saia limpo. Retire do forno e aguarde 10 minutos antes de desenformar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo:

  • Sirva morno ou em temperatura ambiente, acompanhado de chá de hortelã ou café.
  • Pode ser preparado com antecedência e armazenado em temperatura ambiente por até 2 dias ou refrigerado por até 5 dias.

2. Curiosidades:

Este bolo é uma deliciosa adaptação para o período de Pessach, festividade judaica que celebra a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito. Durante essa época, é proibido o consumo de alimentos fermentados ou que contenham certos cereais como trigo, centeio, cevada, aveia e espelta, bem como seus derivados fermentados, conhecidos como chametz. Por isso, nesta receita são utilizadas farinha de amêndoas e fécula de batata, ingredientes comuns em preparações kosher lePessach. O resultado é um bolo leve, úmido e naturalmente sem glúten, que mantém o sabor e o encanto da versão tradicional mesmo sem o uso de fermento ou farinhas convencionais.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

Símbolo da pressa e da libertação, o pão ázimo é um alimento ancestral que carrega consigo significados profundos ligados à fé, à resistência e à simplicidade. Sua origem remonta às tradições judaicas, especialmente à celebração da Páscoa (Pessach), quando, segundo os relatos, o povo hebreu precisou sair rapidamente do Egito e não teve tempo de esperar a massa do pão fermentar. Por isso, prepararam um pão simples, sem fermento, que se tornaria, desde então, um marco da travessia e da memória coletiva.

Mais do que um alimento, o pão ázimo representa a conexão com o essencial, com o que é feito com as próprias mãos, com o tempo presente e com a necessidade de seguir em frente mesmo em meio às incertezas. Nesta versão, ele ganha um toque contemporâneo com a adição de ervas frescas e um leve fio de azeite de oliva, que realçam seu sabor sem alterar sua natureza original. É uma receita que une o antigo e o atual, o sagrado e o cotidiano, convidando a uma experiência simples, aromática e carregada de significado.

Pão Ázimo com Ervas e Azeite

Categoria: couvert, café da manhã, lanches, petiscos, entradas, acompanhamento, panificação

Especificação: Pão, massa plana, Cozinha internacional (Israel), vegana, vegetariana, sem lactose,

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 6 unidades

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 unidade): 190 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 xícaras de farinha de trigo (integral, branca ou metade de cada)
  • 1 colher (chá) de sal
  • 3/4 de xícara de água (aproximadamente)
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem
  • 1 colher (sopa) de ervas frescas picadas (sugestões: orégano, hortelã, tomilho ou coentro)
  • Azeite extra para pincelar

Modo de Preparo:

Em uma tigela grande, misture a farinha e o sal. Acrescente as ervas frescas picadas. Adicione a água aos poucos, mexendo com as mãos ou com uma colher de pau, até formar uma massa homogênea e firme que não grude nas mãos. Incorpore o azeite de oliva e sove por cerca de 5 minutos, até obter uma massa macia e maleável. Divida a massa em porções e abra com um rolo ou com as mãos, formando discos finos com 3 a 5 mm de espessura.

Aqueça uma chapa, frigideira de ferro ou forno preaquecido a 200 °C. Asse os discos por 3 a 5 minutos de cada lado, até ficarem levemente dourados e com pontos tostados (em forno, vire na metade do tempo). Retire do fogo e pincele imediatamente com azeite. Sirva quente ou em temperatura ambiente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como lanche. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo:

  • Sirva como entrada, com pastas de grão-de-bico, lentilha ou azeite temperado.
  • Combina muito bem com sopas leves, caldos ou pratos de legumes assados.
  • Ideal para refeições simbólicas, mesas temáticas ou momentos de celebração espiritual.

3. Curiosidades: O pão ázimo é conhecido como “matzá” na tradição judaica e representa a libertação do povo hebreu do Egito, quando não houve tempo para deixar o pão fermentar. Sua simplicidade remete à pureza e ao essencial.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

O tofu, tradicional ingrediente da culinária chinesa, é versátil e altamente nutritivo. Nesta versão grelhada com um molho cítrico de gengibre, ele ganha sabor e textura, ideal para quem busca uma refeição leve, equilibrada e aromática. A receita é inspirada na cozinha vegetariana oriental, perfeita como prato principal ou guarnição.

Tofu Grelhado com Molho Cítrico de Gengibre

Categoria: couvert, entrada, café da manhã, lanches, petisco, acompanhamento/guarnição, prato principal,

Especificação: proteína vegetal, leguminosas, cozinha internacional (China e Japão), sem glúten, sem lactose, vegetariana,

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 350 g – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (160 g): 260 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Para o tofu:

  • 400 g de tofu firme
  • 2 colheres (sopa) de óleo de gergelim torrado
  • 1 colher (sopa) de molho shoyu (ou tamari para versão sem glúten)
  • 1 colher (sopa) de vinagre de arroz
  • 1 colher (chá) de mel ou açúcar mascavo
  • Pimenta do reino a gosto

Para o molho cítrico de Gengibre:

  • 2 colheres (sopa) de suco de limão tahiti
  • 1 colher (sopa) de suco de laranja
  • 1 colher (chá) de raspas de limão
  • 1 colher (chá) de gengibre fresco ralado
  • 1 colher (chá) de mel ou xarope de bordo
  • 1 colher (chá) de molho shoyu
  • 2 colheres (sopa) de azeite

Para finalizar:

  • Cebolinha fatiada fina
  • Gergelim branco ou preto
  • Brotos frescos ou folhas verdes (opcional)

Modo de Preparo:

Escorra o tofu e pressione levemente com papel toalha ou pano limpo para retirar o excesso de líquido. Corte-o em fatias grossas (cerca de 1,5 cm). Em uma tigela, misture o óleo de gergelim, o shoyu, o vinagre, o mel e a pimenta. Coloque as fatias de tofu nessa marinada e deixe descansar por pelo menos 20 minutos, virando na metade do tempo.

Aqueça uma grelha ou frigideira antiaderente e grelhe as fatias de tofu por 3 a 4 minutos de cada lado, até ficarem douradas e com marcas.

Misture todos os ingredientes do molho com um fouet ou garfo, até formar uma emulsão. Ajuste sal e acidez, se necessário. Disponha as fatias de tofu grelhado no prato, regue com o molho cítrico e finalize com cebolinha, gergelim e, se desejar, brotos frescos ou folhas.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Como prato principal vegetal estruturado, recomenda-se a porção de 160 g por pessoa, especialmente quando acompanhada de arroz, quinoa ou vegetais salteados. Para compreender melhor a composição equilibrada desse tipo de refeição, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo: Sirva o tofu com arroz de jasmim, legumes salteados ou uma salada oriental. Também combina com noodles de arroz ou quinoa cozida. Para uma versão mais fresca, sirva frio sobre folhas de acelga ou alface romana.

3. Curiosidades: O tofu foi criado na China há mais de dois mil anos. Sua produção envolve a coagulação do leite de soja, formando uma “massa” semelhante ao queijo fresco. No Japão, tornou-se parte essencial da culinária dos monges budistas, especialmente na dieta vegetariana shōjin ryōri. Apesar de seu sabor neutro, o tofu absorve com facilidade os sabores dos temperos e molhos com que é preparado.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.