Durante o Período Neolítico, com o início da domesticação de plantas e uso de cerâmica, os humanos começaram a cozinhar sopas e caldos com raízes e ervas locais. O Caldo Rústico de Raízes e Ervas recria esse tipo de preparo com ingredientes contemporâneos, mas inspirados na rusticidade e simplicidade ancestral.

Caldo Rústico de Raízes e Ervas

Categoria: Entradas, acompanhamento/guarnição, prato principal

Especificação: Sopa, vegetais, vegana, vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 1500 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (350 g – 1 tigela média): 95 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 batata-doce média, picada
  • 1 cenoura em rodelas
  • 1 inhame pequeno picado
  • 1 cebola inteira (representa bulbos silvestres)
  • 1 dente de alho (opcional, como tempero ancestral)
  • Ramos de alecrim ou outras ervas (usadas como medicinais e aromáticas)
  • Água até cobrir
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Em uma panela de barro (ou comum), coloque todos os ingredientes e cubra com água. Cozinhe por cerca de 30 minutos em fogo médio, até que os legumes estejam macios. Retire os ramos de ervas e amasse levemente os ingredientes com uma colher para engrossar o caldo. Sirva quente, com um fio de azeite ou gotas de mel (opcional).

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, acesse o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • Pode substituir as raízes por mandioca, nabo ou batata.
  • Sirva como entrada em jantares com temática ancestral, natural ou vegetariana.
  • Para uma versão mais robusta, adicione grãos cozidos como cevadinha, lentilhas ou feijão-manteiguinha.
  • Um fio de azeite extravirgem, óleo de castanha ou algumas gotas de mel silvestre realçam o sabor e criam contraste entre doce e terroso.
  • Ideal para dias frios ou como parte de um menu leve e reconfortante. Pode ser acompanhado de pães rústicos ou torradas integrais.
  • Para dar um toque defumado ancestral, pode-se grelhar levemente as raízes na brasa antes de cozinhar.
  • O uso de panelas de barro ou pedras aquecidas remete à técnica ancestral de cocção.

3. Curiosidades

  • No Período Neolítico, os humanos passaram a utilizar utensílios de barro e começaram a ferver água com raízes e ervas, marcando o surgimento das primeiras sopas e caldos.
  • O uso de inhame, batata-doce e cenoura remete à tradição de coletar raízes ricas em amido, uma fonte de energia valiosa nas comunidades agrícolas iniciais.
  • As ervas frescas e aromáticas (como alecrim) eram utilizadas não apenas por seu sabor, mas por suas supostas propriedades medicinais e espirituais.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as Receitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA:

No coração da culinária egípcia, o tahine ganha protagonismo como base de um molho versátil, encorpado e levemente ácido. Esta receita simples de Molho de Tahine Egípcio revela a alma rústica da mesa tradicional: poucos ingredientes, muito sabor e a harmonia perfeita entre cremosidade e especiarias. Seu aroma remete aos mercados do Cairo, enquanto sua textura acompanha com maestria pratos do cotidiano, como peixes, saladas e vegetais grelhados. Uma preparação ancestral que continua viva nos lares do Egito moderno.

Molho de Tahine Egípcio

Categoria: couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, café da manhã, lanches, petiscos,

Especificação: Molho frio, molho emulsionado, molho cru ou batido, Cozinha internacional (Egito), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 5 minutos

Rendimento: 240 g/ml – 1 xícara de molho

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (30 g/ml – 2 colheres de sopa): 107 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de tahine
  • 2 colheres (sopa) de vinagre branco
  • Suco de 1/2 limão
  • 1 dente de alho amassado
  • Água até dar o ponto (± 1/4 xícara)
  • Sal e cominho a gosto

Modo de Preparo:

Em uma tigela, misture o tahine, o suco de limão, o vinagre, o alho amassado e os temperos. Acrescente a água aos poucos, mexendo constantemente, até obter um creme liso e espesso. Ajuste o sal e o cominho ao final, conforme o gosto.

Toques Finais e Sugestões:

Este molho é caracterizado por sabor marcante e textura cremosa, sendo utilizado em pequenas quantidades. Para fins de padronização e equilíbrio do prato, considera-se como porção individual 30 g (aproximadamente 2 colheres de sopa cheias) por pessoa. Essa quantidade é suficiente para acompanhar peixes, vegetais grelhados, saladas ou pães, realçando os sabores sem sobrepor o alimento principal. A porção adotada segue o padrão estabelecido para molhos frios e emulsionados, conforme apresentado no post A Composição do Almoço e do Jantar, garantindo coerência técnica e funcionalidade no planejamento das refeições.

O Molho Tahine Egípcio é extremamente versátil e pode ser servido como:

1. Couvert: acompanhado de pão baladi, pão sírio ou torradas, logo no início da refeição.

2. Entrada: junto a saladas frescas, como salada de pepino com hortelã, ou como molho para legumes crus.

3. Petisco: em tábuas com falafel, berinjela grelhada, cenouras assadas, ou chips de legumes.

4. Como acompanhamento: Peixes fritos ou assados (tilápia, sardinha, dourado), legumes grelhados (berinjela, abobrinha, cenoura, couve-flor), Arroz branco ou arroz com lentilhas (mujaddara), Kebabs, almôndegas vegetais ou falafel, Saladas cruas (especialmente com pepino, tomate e cebola roxa).

5. Em lanches: Como molho para sanduíches de legumes grelhados ou wraps vegetarianos; no recheio de pão sírio com falafel, alface e picles; em tortilhas ou pães integrais, como base para lanches frios com cenoura ralada, pepino e hortelã.

6. No café da manhã (em versão leve):

  • Como pasta para passar no pão (principalmente se suavizado com iogurte).
  • Acompanhado de pão baladi, tomate, pepino e azeitonas (como fazem no Egito e Líbano).
  • Pode ser misturado com mel ou xarope de tâmaras para uma versão doce e cremosa, tradicional em algumas regiões.
  • Obs.: para a versão leve, diminua a quantidade da tahine e do vinagre para a metade da receita original e adicione iogurte natural ou kefir.

7. Curiosidades

  • O gergelim é uma das sementes oleaginosas mais antigas utilizadas pela humanidade, com registros de cultivo no Egito e na Mesopotâmia há mais de 4.000 anos, sendo valorizado tanto pela alimentação quanto por suas propriedades energéticas.
  • No Egito, a tahine é considerada um ingrediente essencial da cozinha cotidiana, presente em mesas populares e festivas, sendo utilizada não apenas em molhos, mas também em pastas, recheios e pratos principais.
  • O molho de tahine egípcio costuma ser servido frio, contrastando com pratos quentes como peixes grelhados, falafel e legumes assados, criando equilíbrio entre temperatura, textura e sabor.
  • Tradicionalmente, a tahine é preparada a partir de sementes de gergelim descascadas e moídas lentamente, processo que contribui para sua textura cremosa e sabor suave, menos amargo.
  • Em mercados e cozinhas familiares do Egito, o ponto do molho é ajustado “a olho”, variando a quantidade de água e limão conforme a safra do gergelim e o prato a ser acompanhado, o que explica as muitas variações regionais da receita.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Inspirada nas tradições do Egito Antigo.

Nos antigos templos e lares do Egito, o alho era considerado não só um alimento curativo, mas também uma oferenda sagrada. Misturado com ervas frescas e servido com pedaços de pão seco, essa sopa simples e dourada aquecia o corpo e o espírito. Nesta versão, os sabores terrosos do alho se encontram com o perfume das ervas e a rusticidade do pão, respeitando a tradição e harmonizando com a estética ancestral.

Sopa Dourada com Alho e Ervas

Categoria: Acompanhamento/guarnição, entradas,

Especificação: Sopa, Cozinha internacional (Egito), vegana, vegetariana, vegetais, , sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 1140 g – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (350 g – 1 tigela média): 215 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 cabeça de alho (aproximadamente 10 a 12 dentes), descascados e picados grosseiramente
  • 1 colher (chá) de cúrcuma (opcional, para reforçar o dourado)
  • 1/2 colher (chá) de cominho em pó
  • 1 colher (chá) de sal (ajustar a gosto)
  • 1 litro de água ou fundo de legumes
  • 1 punhado de folhas frescas de coentro, salsinha ou endro (ou uma combinação)
  • 1 pitada de pimenta preta moída
  • 1 xícara de pão amanhecido cortado em pedaços rústicos (de preferência pão rústico ou de trigo integral)

Modo de Preparo:

Em uma panela, aqueça o azeite em fogo médio e refogue o alho até começar a dourar, liberando aroma (cerca de 3 a 5 minutos). Adicione a cúrcuma, o cominho e o sal, mexendo por 1 minuto para liberar os sabores. Despeje a água ou o fundo de legumes e deixe ferver por 10 minutos. Adicione as ervas frescas e cozinhe por mais 5 minutos. Ajuste o sal e a pimenta. Desligue o fogo e sirva em tigelas, distribuindo os pedaços de pão amanhecido por cima da sopa quente. O calor da sopa amolece levemente o pão, mas ele ainda mantém textura.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, acesse o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo

  • Sirva imediatamente, com os pedaços de pão ainda visíveis e parcialmente embebidos no caldo, como era comum nas refeições simples e sagradas do Antigo Egito.
  • Pode ser oferecida como entrada aromática em jantares temáticos, especialmente aqueles que abordem culturas ancestrais.
  • Dourar previamente os pedaços de pão com um fio de azeite cria um contraste entre textura crocante e caldo perfumado.
  • Para um toque mais encorpado, substitua a água por fundo de legumes com cebola, cenoura e ervas frescas.
  • É uma excelente opção para dias frios ou momentos de introspecção, combinando nutrição com memória histórica.

3. Curiosidades

  • Cominho, coentro e alho eram condimentos amplamente utilizados, tanto na alimentação quanto na medicina tradicional egípcia.
  • No Egito Antigo, o alho era tão valorizado que era oferecido como pagamento a trabalhadores e como parte de rituais funerários. Acredita-se que tenha sido usado até nas pirâmides.
  • A prática de molhar pão em caldo quente é uma das formas mais antigas de consumir sopas, documentada em diversas culturas do Mediterrâneo e Oriente Próximo.
  • A cúrcuma é uma adição moderna nesta versão, usada para realçar a coloração e simbolizar o dourado solar das terras egípcias, ainda que não fosse comum no Antigo Egito.

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FONTE IMAGEM CAPA:

Doce de Tâmaras com Figos e Nozes ao Perfume de Coentro.

Nas celebrações e rituais do Antigo Egito, as oferendas feitas aos deuses eram símbolos de gratidão, fertilidade e conexão espiritual. Tâmaras, figos e nozes, alimentos sagrados e energéticos, eram deixados nos templos e túmulos como promessas de vida eterna. Este doce resgata essa simbologia ancestral em uma composição simples e sofisticada, unindo doçura natural, textura cremosa e um toque aromático de coentro. Mais do que sobremesa, é uma pequena joia alimentar: feita com ingredientes puros, sem açúcar refinado, carregada de significado e perfeita para momentos de introspecção, celebração ou partilha.

Oferenda de Ísis

Categoria: Café da Manhã e lanches, sobremesa, confeitaria

Especificação: Compota, Cozinha internacional (Egito), sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana, vegetais

Tempo de Preparo: 25 minutos

Rendimento: 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (80 g): 233 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de tâmaras sem caroço
  • 1/2 xícara de figos secos
  • 1/2 xícara de nozes picadas grosseiramente
  • 1/2 colher (chá) de coentro em pó
  • 1 colher (sopa) de suco de limão (opcional)

Modo de Preparo:

Corte as tâmaras e os figos em pedaços médios. Em uma panela pequena, coloque as tâmaras, os figos, a água e o coentro em pó. Leve ao fogo baixo. Cozinhe por cerca de 10 minutos, mexendo ocasionalmente, até que os frutos fiquem macios e a mistura comece a engrossar. Acrescente as nozes e misture bem. Cozinhe por mais 5 minutos, até atingir a textura de uma compota espessa. Se desejar, adicione o suco de limão para equilibrar o dulçor. Deixe esfriar completamente antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo:

  • Sirva em pequenas porções como uma sobremesa exótica, acompanhada de iogurte, coalhada seca ou queijos curados.
  • Pode ser usada como recheio de doces, pães ou servida com torradas.
  • Fica excelente como acompanhamento agridoce para carnes assadas ou grelhadas.

Curiosidades:

Inspirada nas oferendas simbólicas da deusa Isis, essa receita combina ingredientes ancestrais do Crescente Fértil, tâmaras, figos e nozes, com especiarias ritualísticas como o coentro. Era comum que doces assim fossem oferecidos a divindades como símbolo de abundância, fertilidade e proteção.


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No Egito Antigo, as lentilhas eram consideradas um alimento essencial, tanto pelo seu valor nutricional quanto pela abundância e facilidade de preparo. Elas faziam parte da base alimentar de trabalhadores, agricultores e até das oferendas rituais. Este bolinho é uma releitura contemporânea inspirada nessa tradição milenar, combinando lentilhas cozidas com o frescor da hortelã e o sabor profundo da cebola dourada.

Texturas e aromas se unem para criar uma experiência simples e ancestral, o tipo de comida que nutre corpo e alma. Nesta receita, a simplicidade dos ingredientes revela sofisticação nos sabores: crocância delicada por fora, interior macio e perfumado, ideal para ser saboreado puro, com molhos ou em uma refeição mais elaborada. É também uma opção vegana rica em proteína vegetal, perfeita para dias em que buscamos equilíbrio, nutrição e um toque de história no prato.

Bolinho de Lentilhas com Hortelã

Categoria: Couvert, entradas, lanches, petiscos

Especificação: Petisco, salgadinho, bolinho salgado, cozinha internacional (Egito), vegetais, vegano, vegetariano, proteína vegetal, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 12 bolinhos

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 bolinho – 35 g): 57 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 cebola média picada
  • Azeite para dourar
  • 1 xícara de lentilhas cozidas
  • 1 dente de alho
  • 1 colher (sopa) de hortelã fresca picada
  • 1/2 colher (chá) de coentro moído
  • 2 colheres (sopa) de farinha de grão de bico
  • Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de Preparo:

Refogue a cebola em um fio de azeite até dourar. Reserve metade para a massa e metade para a finalização. Processe as lentilhas com alho, hortelã, coentro e a metade da cebola refogada. Adicione a farinha para dar liga. Ajuste sal e pimenta. Modele em bolinhos achatados e asse a 200 °C por 25 minutos ou grelhe em frigideira com azeite até dourar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Sirva como entrada leve, acompanhado de molho de iogurte com limão e hortelã ou de uma tradicional tahine.

2. Perfeito como lanche nutritivo, tanto quente quanto em temperatura ambiente.

3. Pode ser parte de uma refeição completa, ao lado de saladas frescas, grãos como arroz integral ou trigo sarraceno e legumes assados.

4. Fica excelente em formato mini para servir como petisco em festas ou coquetéis, com um molho picante ou agridoce.

5. Pode ser usado como base para um hambúrguer vegano artesanal, servido no pão com vegetais grelhados.

6. Em dias frios, combina bem com uma sopa leve de legumes ou caldo aromático como acompanhamento.

7. Modele em bolinho pequenos para servir como couvert:

  • Porções de duas ou três unidades por pessoa.
  • Sirva com molhos frescos: iogurte com limão e hortelã, creme de tahine ou até uma pastinha de tâmaras com alho assado.
  • Apresente em porções individuais, sobre folhas verdes ou pães finos tipo pita.

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Pão Rústico com Mel e Gergelim. Muito mais do que alimento, o pão era parte essencial da cultura e da espiritualidade no Antigo Egito. Feito com grãos primitivos como o espelta ou emmer e assado em fornos de barro, ele sustentava desde os agricultores até os faraós. Nesta releitura, unimos a rusticidade ancestral ao toque delicado do mel e das sementes, criando um pão aromático, denso e simbólico, um convite para saborear a história com as mãos.

Pão do Nilo

Categoria:  Café da manhã e lanches, couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, petiscos, panificação,

Especificação: Pão, cozinha internacional (Egito), vegetariana, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos + 6 a 12 horas (fermentação) + 35 a 40 minutos (forno)

Rendimento: 1 pão médio (8 a 10 fatias)

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 fatia média – 50 g): 122 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de água morna
  • 1 colher (sopa) de mel
  • 1 colher (chá) de fermento biológico seco instantâneo
  • 2 xícaras de farinha de trigo rústico ou espelta (ou emmer, se disponível)
  • 1/2 colher (chá) de sal
  • Azeite para pincelar (opcional)
  • 1 colher (sopa) de sementes de gergelim

Modo de Preparo:

Misture a água, o mel e o fermento. Deixe ativar por 5 a 10 minutos. Adicione a farinha e o sal. Misture até formar uma massa rústica. Sove brevemente e deixe fermentar coberto por 6 a 12 horas em temperatura ambiente. Modele em formato achatado ou oval e deixe crescer por mais 30 minutos. Pincele azeite e polvilhe gergelim. Asse em forno pré-aquecido a 200 °C por cerca de 35 a 40 minutos, até dourar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dica de Ingrediente – Substituindo a Espelta/Emmer:

A farinha de espelta ou emmer é um tipo de trigo ancestral, rico em sabor e história, mas nem sempre fácil de encontrar em todo o Brasil. Você pode substitui-la por:

  • Farinha de trigo integral de boa qualidade – que mantém certa rusticidade e fibras.
  • Mistura de trigo comum com centeio ou aveia fina – para lembrar a textura e densidade original.
  • Farinha de grão antigo (como trigo sarraceno ou kamut), se disponível em lojas naturais.

Em lojas especializadas, empórios naturais e mercados centrais é mais comum encontrar a espelta, principalmente nas grandes cidades ou online.

2. Dicas de Consumo:

  • No café da manhã, sirva com mel puro, pasta de tâmaras ou geleia caseira de figo — combinações que evocam os sabores doces do Antigo Egito.
  • Para uma opção salgada, acompanhe com azeite extravirgem e ervas (coentro, endro ou hortelã picados).
  • Fica delicioso como base para canapés com patês vegetais ou queijo de cabra cremoso.
  • Pode ser tostado em fatias finas e servido como entrada com húmus ou babaganush.
  • Experimente usar como pão de acompanhamento em um prato com lentilhas temperadas, grãos cozidos ou preparos com berinjela.
  • Vai bem com chás aromáticos, como hortelã ou erva-doce, em momentos de pausa ou lanche leve.

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Doçura ancestral em cada gota

Com raízes que remontam aos banquetes da Antiga Mesopotâmia, Egito e outras civilizações do Oriente Médio, o vinho de tâmaras é uma bebida milenar feita a partir da fermentação natural da fruta. Seu sabor adocicado, com notas de caramelo e especiarias, carrega a memória de desertos férteis e celebrações à luz de lamparinas. Esta receita moderna homenageia a tradição compartilhada por povos como sumérios, babilônios, hititas, fenícios, persas, gregos e romanos, valorizando sua simplicidade e profundidade. Ideal para acompanhar pratos históricos, doces secos e momentos meditativos.

Vinho de Tâmaras Caseiro

Categoria: Bebidas

Especificação: Bebida alcoólica, bebida fermentada, cozinha internacional (Egito, Oriente Médio), vegana, vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: cerca de 1,5 litros

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 500 g de tâmaras secas sem caroço
  • Frasco de vidro grande esterilizado para a fermentação
  • 2 litros de água filtrada ou mineral
  • 200 g de açúcar mascavo (opcional, para estimular a fermentação)
  • 1 colher (sopa) de suco de limão (opcional, para equilibrar a acidez)
  • 1/4 de colher (chá) de fermento biológico seco (ou use fermentação espontânea, mais lenta)
  • Garrafa de vidro escura com tampa ou rolha

Modo de Preparo:

Higienize bem todos os utensílios para evitar contaminação. Pique as tâmaras grosseiramente e coloque-as no frasco de fermentação. Ferva metade da água e despeje sobre as tâmaras. Mexa bem. Adicione o açúcar e o suco de limão (se estiver usando). Complete com a água restante, em temperatura ambiente. A mistura deve estar morna, não quente.          Adicione o fermento (se optar por fermentação controlada). Misture. Cubra o frasco com um pano limpo ou gaze e prenda com elástico, deixando espaço para o gás escapar. Deixe fermentar em local escuro, fresco e ventilado, por 15 a 30 dias, mexendo a cada 2 dias.           Coe o líquido com pano fino ou filtro e transfira para uma garrafa esterilizada com tampa ou rolha.        Leve à geladeira e consuma após 24h para estabilizar. Para uma bebida mais suave, espere mais alguns dias.

Toques Finais e Sugestões:

1. Sirva gelado, como um aperitivo ou digestivo.

2. Pode ser usado para marinar carnes, especialmente cordeiro ou pato.

3. Substitui vinhos doces ou licorosos em receitas com frutas secas e sobremesas.

4. Experimente reduzi-lo no fogo com especiarias para criar um molho agridoce.

4. Harmonização

  • Comidas: queijos duros e salgados (pecorino, parmesão), carnes grelhadas, frutos secos, tâmaras recheadas, nozes e sobremesas de especiarias.
  • Temperos aliados: canela, cardamomo, cravo e noz-moscada.
  • Ambientes ideais: jantares temáticos, noites introspectivas, ou como mimo exótico em degustações.

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FONTE IMAGEM CAPA:

Adoçados naturalmente, sem açúcar. Esses biscoitos nasceram da vontade de criar algo simples e nutritivo, mas com alma. São crocantes, levemente doces, com o perfume das tâmaras e o toque tostado do gergelim, um lanche que nos conecta ao essencial, sem excessos. A cada mordida, há uma lembrança de forno antigo, de tardes com chá, de afetos discretos que aquecem. Uma receita que fala de tempo, espera e recompensa

Biscoitinho do Bem com Gergelim

Categoria: Café da manhã, lanches, confeitaria

Especificação: biscoito, sem açúcar, sem lactose, vegana, vegetariana,

Tempo de Preparo: 20 minutos (+ 20 de forno)

Rendimento: cerca de 30 unidades pequenas

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 10 tâmaras grandes sem caroço (aproximadamente 150g)
  • 1/4 de xícara de água morna
  • 1 xícara de farinha de trigo integral
  • 1/2 xícara de farinha de trigo branca
  • 1/2 colher (chá) de sal
  • 1 colher (chá) de fermento químico em pó
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 1 colher (sopa) de gergelim branco
  • 1 colher (sopa) de gergelim preto (opcional, para contraste)
  • 1/4 de xícara de azeite de oliva suave ou óleo de coco (líquido)
  • 1 colher (chá) de extrato natural de baunilha (opcional)

Modo de Preparo:

Hidrate as tâmaras na água morna por 10 minutos. Depois, bata-as no processador até obter uma pasta densa. Em uma tigela grande, misture as farinhas, o sal, o fermento, a canela e os gergelins. Adicione a pasta de tâmaras, o azeite e a baunilha. Misture bem com as mãos até formar uma massa firme e levemente úmida.

Abra a massa com um rolo entre duas folhas de papel manteiga até ficar com cerca de 0,5 cm de espessura. Corte os biscoitos com cortador ou faca. Disponha em assadeira untada ou forrada com papel manteiga. Asse em forno pré-aquecido a 180°C por cerca de 20 minutos, ou até as bordas dourarem levemente. Deixe esfriar completamente para ficarem mais crocantes.

Toques Finais e Sugestões:

1. Deliciosos com café coado, chá de hibisco ou leite vegetal.

2. Podem ser guardados em pote hermético por até 7 dias — se resistirem tanto tempo!

3. Para um toque extra, salpique flor de sal antes de assar ou pincele com melado após o forno (se não for necessário manter 100% sem açúcar adicionado).


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA:

Uma receita que celebra o sabor terroso das lentilhas, realçado pelo perfume do alho e a intensidade das ervas frescas. Simples, saudável e cheia de alma.

Em tempos antigos, quando a carne era luxo e a terra era mãe generosa, as lentilhas reinavam nas cozinhas humildes, oferecendo sustento e sabor. Estes bolinhos, inspirados na simplicidade rica do Oriente Médio e nos temperos da bacia mediterrânea, resgatam essa tradição ancestral com um toque moderno e afetuoso. O alho, símbolo de proteção e força, se mistura às ervas frescas, como a salsinha e a hortelã, trazendo frescor e perfume à massa macia. Uma receita vegetariana que fala de memória, saúde e partilha. Pequenos na forma, mas grandes em alma. Perfeitos para servir em uma mesa casual entre amigos ou como uma entrada leve e aromática, esses bolinhos são um convite à delicadeza dos sabores naturais e ao prazer de comer com propósito.

Bolinho de Lentilha ao Perfume de Ervas

Categoria: Couvert, entrada, lanches, petiscos

Especificação: Petisco, salgadinho, bolinho salgado, Cozinha internacional (Oriente Médio), proteína vegetal, vegetais, vegetariano, vegano, sem lactose

Tempo de Preparo: 50 minutos

Rendimento: 4 a 6 porções (aproximadamente 20 bolinhos pequenos)

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 bolinho – 25 g): 54 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de lentilhas marrons ou verdes
  • 3 xícaras de água
  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva
  • 1 cebola pequena, picada
  • 3 dentes de alho, bem picados ou amassados
  • 1/4 de xícara de salsinha fresca picada
  • 1 colher (sopa) de hortelã fresca (opcional)
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • 1/2 colher (chá) de páprica doce
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto
  • 1/2 xícara de farinha de aveia ou farinha de rosca (para dar liga)
  • Óleo vegetal para grelhar ou fritar (pode ser azeite para grelha leve)

Modo de Preparo:

Lave bem as lentilhas. Coloque-as em uma panela com a água e leve ao fogo médio. Cozinhe por cerca de 20 minutos ou até ficarem macias, mas sem desmanchar. Escorra bem e deixe esfriar um pouco. Em uma frigideira, aqueça o azeite e refogue a cebola até ficar transparente. Adicione o alho e refogue mais 1 minuto. Reserve.

Em um processador de alimentos ou com um garfo, amasse as lentilhas cozidas até formar uma pasta grossa. Adicione o refogado de cebola e alho, as ervas, as especiarias, o sal, a pimenta e a farinha de aveia (ou de rosca) aos poucos até dar ponto de modelar.

Com as mãos levemente untadas, forme bolinhos pequenos e achatados. Aqueça uma frigideira com um fio de óleo e doure os bolinhos por 3 a 4 minutos de cada lado, até ficarem crocantes por fora. Alternativamente, asse em forno preaquecido a 200°C por 20 a 25 minutos, virando na metade do tempo.

Toques Finais e Sugestões:

1. Acompanhamento leve: Sirva com molho de iogurte com limão, tahine ou chutney de hortelã.

2. Como lanche: Vai muito bem em pães pita, com folhas verdes e tomate.

3. Refeição completa: Combine com arroz integral e salada para uma refeição vegetariana balanceada.

4. Congelamento: Você pode congelar os bolinhos crus por até 2 meses. Basta modelar e dispor em uma bandeja; depois de congelados, guarde em saquinhos.


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Poucos ingredientes oferecem tanta profundidade de sabor com tão pouco esforço quanto a cebola. Ao assá-las lentamente, seu dulçor natural se intensifica, revelando notas quase caramelizadas. Nesta receita, o toque agridoce do vinagre de tâmaras acentua essa doçura com elegância, criando um contraste sutil que transforma um simples acompanhamento em um prato memorável. Ideal para servir em jantares rústicos, sobre pães tostados ou ao lado de carnes assadas, essas cebolas conquistam pelo aroma, textura e sabor envolvente.

Cebolas Caramelizadas com Vinagre de Tâmaras

Categoria: Aromáticos, Couvert, Acompanhamento/guarnição, Petiscos

Especificação: Vegetais, vegetariana, Cozinha internacional (Oriente Médio)

Tempo de Preparo: 45 a 50 minutos

Rendimento: 4 pessoas

Dificuldade: Fácil

Calorias por porções (160 g – 1/4 da receita): 67 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 6 cebolas roxas pequenas ou médias (ou cebolas pérola, se preferir)
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • Sal grosso a gosto
  • Pimenta-do-reino moída na hora
  • 3 colheres (sopa) de vinagre de tâmaras
  • 1 colher (sopa) de mel ou melaço de romã (opcional, para acentuar o agridoce)
  • Ramos de tomilho ou alecrim fresco (opcional, para aromatizar)

Modo de Preparo:

Pré-aqueça o forno a 190 °C. Descasque as cebolas com cuidado, mantendo-as inteiras. Se forem muito grandes, corte ao meio no sentido do comprimento. Disponha as cebolas em uma assadeira média, com o lado cortado (se houver) para cima. Regue com o azeite de oliva e tempere com sal e pimenta.

Asse por cerca de 25 a 30 minutos, até que comecem a dourar e fiquem macias ao toque. Retire do forno e regue com o vinagre de tâmaras e o mel (ou melaço, se for usar). Volte ao forno por mais 10 a 15 minutos, regando de vez em quando com o líquido da assadeira, até que o vinagre reduza e envolva as cebolas em uma camada brilhante. Finalize com ervas frescas, se desejar, e sirva morno ou à temperatura ambiente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Experimente servir sobre fatias de pão rústico grelhado, com queijo de cabra ou ricota por cima.

2. É um ótimo acompanhamento para carnes assadas, especialmente cordeiro, porco ou frango.

3. Pode ser usado para enriquecer saladas de folhas amargas como rúcula ou radicchio.

4. Fica deliciosa também como parte de uma tábua de vegetais assados ou em composições mediterrâneas.

5. Se não encontrar o vinagre pronto nos mercados, pode usar tâmaras para fazer um vinagre caseiro. No capítulo Ervas Aromáticas, Temperos e Marinadas, inclui a receita de Vinagre de Tâmaras Caseiro.


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Este molho é uma combinação única de sabores intensos e aromáticos, que une a pungência do alho com o toque terroso do cominho e a doçura complexa do vinho de tâmaras. Inspirado nas tradições culinárias do Oriente Médio, ele traz um equilíbrio perfeito entre o picante e o adocicado, ideal para realçar carnes grelhadas, legumes assados ou até mesmo como acompanhamento de pães artesanais. Simples de preparar, este molho surpreende pelo seu sabor marcante e versatilidade à mesa, convidando a explorar ingredientes ancestrais com um toque contemporâneo.

Molho Mediterrâneo de Tâmara e Especiarias

Categoria: Couvert, acompanhamento/guarnição, entradas, petiscos,

Especificação: Molho quente ou frio (dependendo do uso final), Cozinha internacional (Oriente Médio), vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 150 g/ml – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 g/ml – 3 colheres de sopa): 110 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 3 colheres de sopa de azeite de oliva extravirgem
  • 6 dentes de alho grandes, picados
  • 1 colher (sopa) de cominho em pó
  • 130 ml de vinho de tâmaras (ou vinho tinto seco como substituto)
  • 1 colher (sopa) de suco de limão
  • 1 colher (chá) de mel ou açúcar mascavo (opcional, para equilibrar a acidez)
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo:

Em uma panela pequena, aqueça o azeite em fogo médio.   Adicione o alho picado e refogue delicadamente até começar a dourar, tomando cuidado para não queimar. Acrescente o cominho em pó e misture bem, liberando os aromas da especiaria. Despeje o vinho de tâmaras e deixe reduzir em fogo baixo por cerca de 5 minutos, até o molho engrossar ligeiramente. Adicione o suco de limão, o mel (se for usar), sal e pimenta-do-reino. Misture bem e ajuste o tempero conforme o seu gosto. Retire do fogo e deixe esfriar um pouco antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

1. A porção considerada é de 50 ml por pessoa, padrão para molhos de acompanhamento servidos à mesa. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • Sirva com carnes grelhadas como cordeiro, frango ou carne bovina.
  • Experimente usar como molho para legumes assados, dando um toque sofisticado e aromático.
  • Combine com pães artesanais ou torradas para um aperitivo saboroso.
  • Pode ser usado como base para molhos maiores, adicionando iogurte natural ou creme de leite para versões cremosas.

3. Dica Extra: O vinho de tâmaras não é comum em supermercados tradicionais, mas pode ser adquirido em lojas especializadas e adegas que trabalham com importados e bebidas diferenciadas. Para facilitar, principalmente, para as pessoas que morem em cidades com menos recursos, no capítulo “Bebidas” eu inclui uma receita de “Vinho de Tâmaras Caseiro”.

4. Curiosidades:

  • As tâmaras estão entre os alimentos mais antigos cultivados pelo ser humano, com registros de consumo e fermentação no Oriente Médio há mais de 6.000 anos. Bebidas fermentadas à base de tâmaras eram comuns antes mesmo da popularização do vinho de uva na região.
  • A combinação de alho, cominho e gordura vegetal é recorrente em cozinhas ancestrais do Mediterrâneo oriental e do Oriente Médio, pois esses ingredientes ajudavam não apenas no sabor, mas também na conservação e na digestibilidade dos alimentos.
  • O cominho era valorizado na Antiguidade tanto como especiaria culinária quanto como ingrediente medicinal, sendo citado em textos egípcios, gregos e romanos por suas propriedades digestivas e aromáticas.
  • Molhos à base de redução alcoólica, como este, fazem parte de uma tradição culinária que antecede a cozinha clássica francesa, sendo utilizados para concentrar sabores, equilibrar doçura e acidez e agregar profundidade ao prato final.
  • Servido quente ou frio, este molho expressa um conceito muito presente nas cozinhas tradicionais: a versatilidade da mesma preparação ao longo da refeição, adaptando-se ao clima, ao alimento principal e ao estilo de serviço.

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Essa receita nasceu em uma tarde tranquila de experimentação, onde a doçura intensa das tâmaras encontrou o perfume das especiarias em um abraço quente e acolhedor. Lembra encontros ao redor da mesa, com queijos, pães rústicos e histórias compartilhadas. A textura é densa, quase terrosa, e o sabor é profundo. Um equilíbrio delicado entre o doce, o ácido e o calor das especiarias. Um toque do Oriente Médio reinterpretado com alma brasileira.

Essa pasta é uma alternativa prática e saborosa para quem busca um acompanhamento diferente e naturalmente adocicado. As tâmaras são combinadas com especiarias aromáticas que realçam seu sabor e criam um chutney rústico, perfeito para servir com queijos, pães ou pratos assados. A receita é simples, versátil e pode ser preparada com ingredientes que geralmente já temos em casa.

Chutney Rústico de Tâmaras

Categoria: Aromáticos, couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, lanches, petisco

Especificação: Conserva aromatizada, chutney, molho, cozinha internacional (Oriente Médio), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 25 minutos

Rendimento: 300 gramas – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 g – 2 colheres de sopa): 110 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200g de tâmaras sem caroço
  • 1/2 xícara de água
  • 1 colher (sopa) de suco de limão tahiti
  • 1/2 colher (chá) de canela em pó
  • 1 pitada de noz-moscada
  • 1/2 colher (chá) de cominho em pó
  • 1 colher (chá) de pimenta síria ou um mix de especiarias da sua despensa
  • 1 colher (chá) de gengibre fresco ralado
  • Sal a gosto
  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva extravirgem

Modo de Preparo:

Pique as tâmaras grosseiramente e leve-as a uma panela pequena com a água. Cozinhe em fogo baixo por cerca de 10 minutos, mexendo ocasionalmente, até que fiquem bem macias. Adicione o suco de limão, as especiarias, o gengibre ralado e o sal. Misture bem. Com a ajuda de um garfo ou amassador, triture levemente, mantendo uma textura rústica – pedaçuda e pastosa ao mesmo tempo. Finalize com o azeite e deixe esfriar completamente antes de armazenar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Como acompanhamento de queijos: Combina maravilhosamente com queijos intensos como gorgonzola, queijo de cabra, brie ou cheddar curado. Sirva com uma tábua de frios para aperitivos sofisticados.

2. Com carnes grelhadas ou assadas: O sabor adocicado e picante equilibra bem com cordeiro, porco, frango ou até mesmo carnes exóticas. Experimente como cobertura ou molho.

3. Em sanduíches e wraps: Substitua maioneses ou molhos industrializados por uma camada de chutney para dar personalidade a sanduíches vegetarianos, com frango ou embutidos.

4. Com pratos indianos e do Oriente Médio: Sirva junto com curry, biryani ou arroz pilaf, onde ele atua como um contraponto agridoce que realça os temperos.

5. Com legumes assados ou grelhados: Sirva uma colher sobre legumes como berinjela, cenoura ou abóbora para adicionar profundidade de sabor.

6. Como base para molhos ou marinadas: Misture com iogurte, azeite ou vinagre para criar molhos cremosos, marinadas doces-picantes ou até mesmo vinagretes.

7. Em torradas ou pães artesanais: Ótimo para um café da manhã ou lanche agridoce, especialmente sobre pães escuros, com sementes ou de fermentação natural.

Países onde chutneys são mais utilizados:

1. Índia: Berço do chutney, onde há uma infinidade de variações – desde chutneys crus e frescos até os cozidos e adocicados como o de tâmaras. Costumam acompanhar quase todas as refeições.

2. Reino Unido: Devido à influência colonial, chutneys tornaram-se populares na culinária britânica. O “Major Grey’s Chutney”, por exemplo, é uma adaptação inglesa do chutney indiano, e combina bem com carnes frias e queijos.

3. África do Sul: Muito usado como condimento em pratos tradicionais como bobotie e curry. A versão mais famosa é o “Mrs. Ball’s Chutney”, feito com frutas secas.

4. Países do Oriente Médio e Norte da África (como Marrocos, Irã e Líbano): Embora não usem o nome “chutney”, há grande apreço por molhos doces-picantes de frutas secas, incluindo tâmaras, usados como pastas, molhos ou conservas.

5. Estados Unidos e Canadá: Utilizado principalmente em pratos de inspiração indiana ou gourmet, frequentemente encontrado em sanduíches, burgers e pratos de carne assada.


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