Representativo da culinária do Cerrado brasileiro, o frango com guariroba combina a suculência da carne de frango com o sabor característico dessa palmeira nativa, muito apreciada na gastronomia de Goiás e de outras áreas do Centro Oeste. A guariroba, também conhecida como gueroba, possui sabor marcadamente amargo, que contrasta com a suavidade da carne e os aromas dos temperos. Nesta preparação, o suco de laranja contribui para a composição da marinada, enquanto a cúrcuma, popularmente chamada de açafrão da terra, confere coloração dourada ao molho. O resultado é um prato de identidade regional, ideal para compor refeições com arroz branco, feijão e preparações à base de milho.

Frango com Guariroba ao Molho de Açafrão

Categoria: Prato Principal

Especificação: Aves, Frango, Cozinha Brasileira (Centro-Oeste, Cerrado, Goiás), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 10 minutos

Tempo de Preparo: 50 minutos

Rendimento: 800 gramas – 4 porções (1 sobrecoxa de frango com osso, guariroba e caldo)

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (200 g): 300 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 4 sobrecoxas de frango, com osso e pele, se desejar
  • 4 dentes de alho, bem picados
  • Suco de 1 laranja
  • Sal a gosto
  • 20 gramas de óleo
  • 1/4 de cebola média, bem picada
  • 1 pitada de cúrcuma (açafrão-da-terra)
  • 1 pimenta de cheiro, picada
  • Água fervente, o suficiente para o cozimento
  • 200 gramas de guariroba, em rodelas finas
  • 4 ramos de salsinha, bem picados
  • 4 talos de cebolinha, bem picados

Modo de Preparo:

Coloque as sobrecoxas em uma tigela e tempere com o alho, o suco de laranja e o sal. Misture bem e deixe marinar por 10 minutos.

Em uma panela, aqueça o óleo e doure as sobrecoxas de todos os lados. Retire o frango da panela e reserve. Na mesma panela, acrescente a cebola e refogue até ficar macia e levemente dourada. Retorne as sobrecoxas à panela e adicione a cúrcuma e a pimenta de cheiro. Misture para distribuir os temperos. Acrescente água fervente até atingir aproximadamente metade da altura das peças de frango. Tampe parcialmente a panela e cozinhe em fogo médio, acrescentando mais água quente, se necessário.

Quando o frango estiver parcialmente cozido, adicione a guariroba e misture delicadamente. Continue o cozimento até que a carne esteja completamente cozida, macia, e a guariroba tenha atingido a textura desejada. Ajuste o sal e, se necessário, deixe o molho reduzir por alguns minutos, mantendo a preparação úmida. Desligue o fogo e finalize com a salsinha e a cebolinha. Sirva quente, com o molho distribuído sobre o frango.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • Acompanhamentos: sirva com arroz branco, feijão, angu ou polenta cremosa. Uma farofa de milho também combina com os sabores regionais do prato.
  • Controle do amargor: se desejar um sabor mais suave, escalde a guariroba rapidamente antes de adicioná-la à panela. O procedimento pode reduzir parte do amargor, embora também possa alterar sua textura.
  • Ponto do molho: mantenha líquido suficiente para cozinhar o frango sem ressecar. Ao final, deixe reduzir até obter um molho saboroso e levemente encorpado.
  • Intensidade dos temperos: a pimenta de cheiro pode ser usada inteira ou picada, conforme a intensidade aromática desejada. Se for muito ardida, retire as sementes.
  • Segurança alimentar: cozinhe o frango completamente, até atingir pelo menos 74 °C no centro da parte mais espessa da carne, sem encostar o termômetro no osso.

3. Curiosidades:

  • A guariroba é uma palmeira nativa do Brasil, cujo palmito se destaca pelo sabor amargo característico. Na culinária goiana, é tradicionalmente utilizada em refogados, empadões, tortas e preparações com frango. Sua presença confere personalidade aos pratos e ajuda a identificar a relação entre a gastronomia regional e os recursos naturais do Cerrado.
  • Embora seja frequentemente chamada de açafrão, a cúrcuma utilizada nesta receita é diferente do açafrão verdadeiro, obtido dos estigmas da flor Crocus sativus. A cúrcuma apresenta coloração amarelo alaranjada intensa e sabor terroso, sendo empregada principalmente para colorir e aromatizar preparações.
  • O uso do suco de laranja na marinada acrescenta acidez e notas cítricas ao conjunto de sabores. Associado ao alho e ao dourado do frango, contribui para uma preparação aromática, na qual o amargor da guariroba é equilibrado pela suculência da carne e pela composição do molho.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Pato no Tucupi é uma das preparações mais emblemáticas da culinária amazônica, especialmente do estado do Pará. O prato combina pato assado e posteriormente cozido em tucupi, caldo amarelo extraído da mandioca-brava, com jambu, erva conhecida pela sensação de formigamento que provoca na boca.

A receita expressa a riqueza dos ingredientes regionais e dos conhecimentos culinários amazônicos, reunindo técnicas de preparo de aves e o uso tradicional da mandioca. O tucupi confere sabor característico à carne, enquanto o jambu acrescenta aroma, textura e uma experiência sensorial particular. A preparação costuma ser acompanhada de farinha-d’água e está presente em refeições festivas e ocasiões especiais.

Pato no Tucupi

Categoria: Prato principal

Especificação: Aves, pato, cozinha brasileira (Região Norte, Pará), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré Preparo: 24 horas (marinada)

Tempo de Preparo: 3 horas

Rendimento: 1000 gramas – 4 porções

Dificuldade: Média

Calorias por porção (250 g): 280 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 a 2 limões, espremidos
  • 1 cabeça de alho, descascada
  • 150 ml de vinho branco seco
  • 5 pimentas de cheiro
  • Sal a gosto
  • Água, quanto baste para a marinada
  • 1/2 pato médio, aproximadamente 1.100 g cru, com ossos, bem lavado e seco
  • 1 litro de tucupi
  • 1/4 de maço de alfavaca, bem picada
  • 1/4 de maço de chicória, bem picada
  • 1 folha de coentro bravo, picada
  • 1 maço de jambu, higienizado

Modo de Preparo:

Esprema os limões e misture o suco com metade da cabeça de alho amassada, o vinho branco, uma pimenta de cheiro, sal a gosto e água suficiente para envolver o pato. Coloque o pato na marinada, cubra o recipiente e mantenha sob refrigeração por 24 horas. Durante esse período, vire a ave algumas vezes para distribuir os temperos uniformemente.

Retire o pato da marinada, escorra e coloque em uma assadeira. Asse em forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 90 minutos, ou até que esteja cozido e dourado. O tempo pode variar conforme o tamanho da ave e as características do forno. Deixe amornar e corte em pedaços.

Coloque o tucupi em uma panela e acrescente uma pimenta de cheiro inteira, sem o cabinho, quatro dentes de alho, a alfavaca, a chicória, o coentro-bravo e sal a gosto. Deixe ferver conforme as orientações de preparo do tucupi utilizado, garantindo que seja um produto devidamente processado.

Reserve parte do tucupi temperado. Coloque os pedaços de pato assado no caldo e cozinhe até que a carne fique macia e absorva os sabores. Utilize apenas a quantidade de tucupi necessária para cozinhar e manter a carne úmida. O caldo excedente poderá ser reservado, sem necessidade de incorporá-lo integralmente à apresentação final.

Separe as folhas e os talos mais tenros do jambu, lave em água corrente e branqueie em água fervente com sal por alguns instantes, até que murchem levemente. Transfira imediatamente para água gelada para interromper o cozimento. Escorra bem e reserve. Amasse as pimentas de cheiro restantes com sal e meio dente de alho. Acrescente um pouco de tucupi quente e misture até obter um molho homogêneo. Reserve para servir separadamente.

Transfira os pedaços de pato para uma travessa, distribua o jambu e acrescente apenas uma quantidade moderada de tucupi, suficiente para manter a preparação úmida e saborosa. Sirva quente, acompanhado de farinha-d’água e do molho de pimenta de cheiro.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • Sirva o pato ainda quente, com a carne envolvida por uma pequena quantidade de tucupi e o jambu distribuído entre os pedaços. O caldo deve funcionar como elemento de sabor e umidade, sem transformar a apresentação em uma sopa.
  • O jambu deve ser branqueado antes de ser incorporado à preparação. Branquear significa mergulhar brevemente o alimento em água fervente e, em seguida, transferi-lo para água gelada, interrompendo o cozimento. Essa técnica ajuda a preservar a cor, a textura e as características das folhas. Após o branqueamento, o jambu deve ser bem escorrido antes de ser utilizado no Pato no Tucupi.
  • A farinha-d’água pode ser servida separadamente, permitindo que cada pessoa ajuste a quantidade conforme sua preferência. O molho de pimenta de cheiro também deve ser oferecido à parte, para que a picância seja controlada individualmente.
  • O arroz branco é outra possibilidade de acompanhamento, especialmente quando se deseja compor uma refeição mais completa. Para conservar a identidade regional do prato, prefira acompanhamentos de sabor suave.
  • As sobras devem ser refrigeradas prontamente em recipientes fechados e reaquecidas completamente antes do consumo.

3. Curiosidades:

  • O Pato no Tucupi é um dos pratos mais reconhecidos da gastronomia paraense e possui presença marcante nas celebrações e refeições tradicionais da região amazônica.
  • O tucupi é extraído da mandioca brava e exige processamento adequado para reduzir os compostos tóxicos naturalmente presentes na raiz. Por isso, deve ser adquirido de fornecedor confiável e preparado conforme as orientações de segurança alimentar.
  • O jambu contém espilantol, composto associado à sensação de formigamento e leve adormecimento na boca. Essa característica sensorial contribui para a identidade do Pato no Tucupi e de outras preparações amazônicas.
  • A combinação de pato, tucupi e jambu demonstra como ingredientes regionais e técnicas tradicionais constroem uma culinária com características próprias, reconhecida muito além de seu território de origem.

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O Arroz de Puta Rica é um prato brasileiro de caráter farto e generoso, no qual o arroz é combinado a diferentes carnes, embutidos e ingredientes de conserva. Sua composição traduz uma característica marcante da culinária do Centro Oeste: o aproveitamento de ingredientes disponíveis para criar preparações substanciosas, coloridas e cheias de sabor.

A origem do prato apresenta diferentes versões. Registros e relatos gastronômicos o associam à culinária de Goiás, havendo referências à antiga Cidade de Goiás e à tradição de reunir no arroz uma variedade de carnes e ingredientes, em uma preparação considerada uma versão mais abundante de pratos cotidianos.

A denominação também está relacionada a narrativas populares segundo as quais uma refeição servida em casas de prostituição teria recebido mais carnes e ingredientes conforme aumentava a fartura disponível. Essa explicação, entretanto, pertence ao campo da tradição oral e das narrativas gastronômicas, não devendo ser apresentada como fato histórico definitivamente comprovado.

Na versão aqui apresentada, a combinação de arroz, carne de sol, frango, linguiça calabresa, paio, bacon, milho, palmito, ervilha, azeitonas e uvas passas resulta em um prato único, substancioso e de sabor marcante.

Arroz de Puta Rica

Categoria: Prato Principal

Especificação: Arroz, carne vermelha, aves, vegetais, Cozinha Brasileira (Goiás), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré-Preparo: 12 horas

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 750 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (250 g): 505 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 5 g de bacon, em cubinhos
  • 5 g de azeite
  • 70 g de linguiça calabresa, em rodelas
  • 120 g de sobrecoxa de frango, desossada e em pedaços
  • 80 g de carne de sol, em pedaços
  • 50 g de paio, em rodelas
  • 3 g de alho, bem picado
  • 130 g de arroz branco, cru
  • 350 a 400 ml de água fervente, aproximadamente
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto
  • 50 g de milho verde em conserva, escorrido
  • 50 g de palmito em conserva, em rodelas
  • 50 g de ervilha, congelada
  • 20 g de azeitonas verdes, picadas
  • 10 g de uvas passas, sem sementes

Modo de Preparo:

Coloque a carne de sol em um recipiente, cubra com água e mantenha na geladeira por 12 horas. Se necessário, troque a água durante esse período. Escorra bem antes de utilizar.

Aqueça uma panela de fundo grosso, acrescente o azeite e o bacon. Frite em fogo médio até que o bacon comece a dourar e liberar parte da gordura. Acrescente a linguiça calabresa, a sobrecoxa de frango e a carne de sol. Refogue, mexendo ocasionalmente, até que as carnes estejam douradas. Junte o paio e o alho e refogue por mais alguns minutos, até que o alho esteja aromático, sem deixar queimar.

Adicione o arroz cru e refogue por aproximadamente 3 minutos, envolvendo os grãos na gordura e nos sabores das carnes. Acrescente a água fervente, tempere com sal e pimenta do reino e misture. Tampe parcialmente a panela e cozinhe em fogo baixo até que o arroz esteja cozido e as carnes macias. Se necessário, acrescente pequenas quantidades de água fervente durante o cozimento.

Quando o arroz estiver cozido, acrescente o milho, o palmito, a ervilha, as azeitonas e as uvas passas. Misture delicadamente com um garfo, desligue o fogo e sirva imediatamente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo

  • Sirva imediatamente após o preparo, quando o arroz estiver úmido e os ingredientes ainda apresentarem boa textura.
  • Por ser uma preparação completa e substanciosa, pode ser servida como prato principal, utilizando-se aproximadamente 250 g por pessoa.
  • Uma salada de folhas frescas ou uma salada de tomates pode acompanhar o prato, proporcionando contraste de frescor e acidez.
  • Limão em gomos pode ser servido à mesa para quem desejar acrescentar acidez e equilibrar a intensidade das carnes e embutidos.
  • Para uma apresentação mais elaborada, disponha o arroz em uma travessa e finalize com algumas ervilhas, azeitonas e ervas frescas.
  • A receita pode ser preparada em panela larga, o que favorece a distribuição uniforme dos ingredientes e facilita a evaporação do excesso de líquido.

3. Curiosidades

  • O Arroz de Puta Rica é frequentemente apresentado como uma preparação da culinária goiana, sendo encontrado em diferentes versões e interpretações.
  • Não existe uma única composição universal para o prato. Uma receita publicada pela chef Janaína Rueda, por exemplo, utiliza bacon, linguiça, frango, carne de sol, arroz, ervilha e azeitonas, demonstrando como a preparação pode variar em sua composição.
  • Uma ficha técnica disponibilizada pelo Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira registra uma versão contendo, entre outros ingredientes, carne de sol, sobrecoxa, linguiças, arroz, pequi e guariroba.
  • O prato aparece associado à ideia de abundância, justamente pela reunião de diferentes carnes e ingredientes em uma única preparação.
  • Existem narrativas populares que relacionam o nome do prato à ideia de uma preparação especialmente farta. Como as versões divergem entre si, a origem do nome deve ser apresentada como tradição oral, e não como uma história documentalmente comprovada.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Doro Wat é considerado um dos pratos mais emblemáticos da culinária etíope e frequentemente é apontado como um dos pratos nacionais da Etiópia. Tradicionalmente servido em celebrações familiares, festas religiosas, casamentos e ocasiões especiais, trata-se de um ensopado rico e aromático preparado com frango, cebolas cozidas lentamente e a famosa mistura de especiarias berbere.

Na tradição etíope, utiliza-se um frango inteiro dividido em doze partes, uma referência simbólica às doze tribos de Jacó descritas na Bíblia. O molho, profundamente saboroso e levemente picante, é resultado da longa cocção das cebolas e da combinação de especiarias típicas do Chifre da África. O prato costuma ser servido com ovos cozidos e, tradicionalmente, acompanhado de injera, o pão fermentado característico da Etiópia.

Doro Wat

Categoria: Prato Principal

Especificação: Aves, frango, cozinha internacional (Etiópia), sem glúten

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 2100 gramas – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (350 g): 410 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 1/2 quilo de frango em pedaços (aproximadamente 12 pedaços)
  • 1/3 de xícara de manteiga
  • 2 dentes de alho amassado
  • 3 cebolas grandes picadas
  • 3 colheres (sopa) de berbere
  • 3 colheres (chá) de extrato de tomate
  • 1/2 xícara de água (ou fundo de frango)
  • 6 ovos cozidos
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Retire a pele do frango e faça pequenos cortes superficiais nos pedaços para facilitar a absorção dos temperos. Em uma panela grande, derreta a manteiga e refogue as cebolas e o alho por cerca de 5 minutos, até que as cebolas fiquem translúcidas. Acrescente o extrato de tomate e misture por aproximadamente 2 minutos. Disponha os pedaços de frango sobre a base de cebolas. Polvilhe o berbere sobre o frango e adicione cuidadosamente a água ou o fundo de frango.

Cozinhe em fogo baixo por cerca de 30 minutos, mexendo ocasionalmente, até que o frango esteja macio. Se necessário, acrescente pequenas quantidades de água durante o cozimento. Enquanto isso, cozinhe os ovos até ficarem firmes. Transfira o ensopado para uma travessa e distribua os ovos cozidos inteiros ou levemente amassados sobre a preparação.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Esta receita enquadra-se na categoria de prato principal à base de aves com molho. A porção de aproximadamente 350 g por pessoa oferece quantidade adequada de proteína, molho e acompanhamento para uma refeição principal completa. Para mais informações sobre composição de refeições e dimensionamento de porções, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • Tradicionalmente, o Doro Wat é servido com injera, pão fermentado típico da Etiópia.
  • Também pode ser acompanhado por arroz branco, cuscuz ou pães artesanais.
  • O sabor das especiarias torna-se ainda mais intenso após algumas horas de descanso, sendo uma excelente opção para preparo antecipado.
  • Para uma refeição completa, sirva com vegetais cozidos ou uma salada fresca, equilibrando a intensidade do molho.

3. Curiosidades:

  • O termo “wat” refere-se aos ensopados condimentados que constituem a base de muitas preparações tradicionais etíopes.
  • O berbere é uma das misturas de especiarias mais importantes da culinária africana, podendo conter mais de quinze ingredientes diferentes.
  • O Doro Wat é frequentemente preparado em datas festivas e ocasiões especiais, sendo considerado um prato de honra para convidados.
  • A divisão tradicional do frango em doze pedaços representa as doze tribos de Jacó, reforçando o simbolismo cultural e religioso da preparação.

4. Tempero berbere caseiro:

O berbere é uma tradicional mistura de especiarias da culinária etíope, responsável pelo sabor marcante e pela característica coloração avermelhada do Doro Wat. Embora possa ser encontrado em lojas especializadas em produtos internacionais, empórios de especiarias ou pela internet, nem sempre está disponível nos mercados convencionais.

Caso não encontre o berbere na sua região, ou prefira uma versão mais fresca e personalizada, é possível prepará-lo em casa utilizando especiarias facilmente encontradas. Além de garantir maior controle sobre a intensidade da picância e dos aromas, o preparo caseiro proporciona uma experiência mais autêntica e próxima da tradição culinária etíope.

Ingredientes

  • 2 colheres (sopa) de semente de cominho
  • 4 unidades de cravo da índia
  • 1/2 colher (chá) de cardamomo
  • 1/2 colher (chá) de pimenta do reino preta em grãos
  • 1/4 de colher (chá) de pimenta da Jamaica em grãs
  • 1 colher (sopa) de feno grego
  • 1/2 colher (chá) de semente de coentro
  • 8 unidades de pimenta chili ou malagueta
  • 1/2 colher (chá) de gengibre fresco ralado
  • 1/4 de colher (chá) de açafrão
  • 1 colher (chá) de sal
  • 2 1/2 colheres (sopa) de páprica doce
  • 1/8 de colher de canela em pó

Modo de Preparo

Em uma frigideira seca, coloque o cominho, o cravo da índia, o cardamomo, a pimenta do reino, a pimenta da jamaica, o feno grego e o coentro. Aqueça em fogo baixo por cerca de 2 minutos, mexendo constantemente, até que as especiarias liberem seus aromas.

Retire os cabinhos das pimentas chili ou malagueta. Transfira as especiarias tostadas e as pimentas para um moedor de café, processador de especiarias ou pilão e triture até obter um pó fino.

Acrescente o gengibre, o açafrão, o sal, a páprica doce e a canela. Misture bem até obter uma composição homogênea. Armazene em recipiente hermético, protegido da luz e da umidade.

Rendimento: aproximadamente 80 g de tempero.

Validade: até 6 meses em recipiente bem fechado e armazenado em local fresco e seco.


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O Frango na Cerveja Preta é um prato clássico caseiro de preparo simples e resultado surpreendente. A combinação da cerveja com o frango, o bacon e as especiarias criam um molho escuro, encorpado e levemente adocicado. A finalização com ameixas picadinhas traz profundidade e um toque agridoce que harmoniza perfeitamente com acompanhamentos como purê, arroz branco ou até preparações mais especiais, como um purê de maçã. É uma ótima opção para quem deseja variar o frango do dia a dia com sabor e elegância, sem complicação.

Frango na Cerveja Preta

Categoria: Prato Principal

Especificação: Aves, frango, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 1000 gramas – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (200 g): 382 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 3 dentes de alho amassados
  • 1 cebola picadinha
  • 1/2 xícara de bacon em cubinhos
  • 1 frango em pedaços (aprox. 1 kg)
  • 1 garrafa de cerveja preta (600 ml) ou 2 latas de cerveja preta
  • 2 folhas de louro

Modo de Preparo:

Em uma panela grossa, aqueça o óleo e refogue o alho, a cebola e o bacon até dourar levemente. Acrescente os pedaços de frango e sele bem todos os lados. Adicione a cerveja preta e as folhas de louro.

Cozinhe em fogo médio até que o frango esteja macio e o molho reduza, ficando cremoso, cerca de 20 minutos. Se desejar, adicione as ameixas pretas picadas no final do cozimento. Sirva com purê de maçã e arroz branco ou outro acompanhamento de sua preferência.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Sugestão de consumo: acompanha muito bem purê de batata, purê de maçã, arroz branco, arroz com amêndoas ou farofa rústica.

2. Variação: pode ser preparado com sobrecoxas ou somente coxas para um cozimento mais uniforme.

3. Curiosidade: versões de frango cozido em cerveja com frutas secas eram comuns na Europa medieval, especialmente nos territórios germânicos e anglo-saxões. Essa combinação de carne, cerveja e frutas agridoces expressava o paladar medieval, que valorizava contrastes de sabores. Esta receita é uma adaptação contemporânea que preserva esse espírito.


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O Biryani é mais do que um prato. É o resultado de séculos de encontros entre culturas, especiarias e impérios. Sua origem remonta às cozinhas do Império Mughal, entre os séculos XV e XVII, período em que o refinamento persa se misturou às tradições da Índia medieval. Foi nessa época, marcada por banquetes suntuosos e aromas vindos de longas rotas comerciais, que o arroz basmati, as carnes e as especiarias encontraram equilíbrio em um mesmo tacho.

Os Mughals trouxeram da Pérsia o hábito de preparar o arroz em camadas, intercalado com carne e perfumes de açafrão, cravo, cardamomo e canela. Na Índia, essa técnica ganhou novos ingredientes, cores e significados. O resultado foi o Biryani, um prato nobre, aromático e envolto em tradição.

O Biryani de Frango, em especial, surgiu como uma adaptação mais leve e cotidiana dessa herança imperial, um prato que manteve o espírito festivo das cortes, mas se espalhou por todo o sul da Ásia, das casas simples aos palácios. Hoje, cada região tem sua versão, mas todas compartilham o mesmo princípio: camadas de arroz e carne cozidas lentamente, unidas pelo perfume das especiarias e pela história de um mundo que se encontrava à mesa.

Biryani de Frango

Categoria: Prato principal

Especificação: Arroz, cereal, Aves, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 1 hora e 30 minutos

Rendimento: 2200 gramas – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (350 g): 520 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Marinada:

  • 800 g de peito ou sobrecoxa de frango sem pele, em pedaços médios
  • 1 xícara de iogurte natural integral
  • 2 colheres (sopa) de suco de limão
  • 2 colheres (sopa) de óleo vegetal ou ghee
  • 1 colher (chá) de pimenta do reino moída
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • 1 colher (chá) de coentro em pó
  • 1 colher (chá) de cúrcuma (açafrão da terra)
  • 1 colher (chá) de garam masala
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 pedaço de gengibre fresco ralado (cerca de 1 colher de chá)
  • Sal a gosto

Arroz e Montagem:

  • 2 xícaras de arroz basmati (lavado e deixado de molho por 20 minutos)
  • 1 cebola grande em fatias finas
  • 3 colheres (sopa) de óleo vegetal ou ghee
  • 3 cravos da índia
  • 4 vagens de cardamomo verde
  • 1 pedaço de canela em pau (cerca de 5 cm)
  • 1 folha de louro
  • 1 pitada de cúrcuma
  • 3 1/2 xícaras de água quente
  • Folhas de coentro e hortelã frescas para finalizar
  • Cebolas fritas (opcional, para decorar)

Modo de Preparo:

1. Marinar o frango: Misture todos os ingredientes da marinada em uma tigela grande, acrescente o frango e envolva bem. Cubra e leve à geladeira por no mínimo 1 hora (idealmente 4 a 6 horas).

2. Preparar o arroz: Em uma panela grande, aqueça 1 colher (sopa) de óleo ou ghee. Junte os cravos, o cardamomo, a canela e o louro. Deixe liberar o aroma. Acrescente o arroz escorrido, refogue levemente e adicione a água quente. Cozinhe até o arroz estar quase macio (80% do ponto). Reserve.

3. Cozinhar o frango: Em uma frigideira larga ou caçarola de fundo grosso, aqueça 2 colheres (sopa) de óleo ou ghee e doure as cebolas fatiadas até ficarem bem caramelizadas. Retire metade e reserve para decorar. Acrescente o frango marinado (com o iogurte) e cozinhe até que fique quase cozido e o molho espesso.

4. Montar o biryani: Em uma panela de fundo grosso, disponha uma camada de frango, cubra com parte do arroz, salpique coentro, hortelã e um fio do leite com açafrão. Repita as camadas até terminar os ingredientes, finalizando com arroz. Tampe bem a panela (pode selar com papel alumínio sob a tampa) e cozinhe em fogo muito baixo por 15 a 20 minutos, até o vapor completar o cozimento e os aromas se fundirem.

5. Servir: Solte delicadamente o arroz com um garfo, transfira para uma travessa, finalize com as cebolas caramelizadas e ervas frescas. Sirva quente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Esta receita foi ajustada para rendimento de 6 porções como prato principal, considerando porções de 350 g, conforme o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • Acompanhe com raita (iogurte temperado com hortelã e pepino) e fatias de limão.
  • Pode ser preparado também com cordeiro, carne bovina ou camarões, mantendo a mesma base de especiarias.
  • Para um toque mais autêntico, use ghee[1] em vez de óleo, intensifica o sabor e o aroma.

2. Curiosidade:

Durante o reinado de Akbar, no século XVI, o biryani era considerado um prato digno das cortes reais. O processo de cozimento em camadas, chamado dum, era uma técnica aperfeiçoada pelos chefs mughal, e continua sendo uma marca registrada da gastronomia do subcontinente indiano.

O uso do iogurte na marinada não apenas agrega sabor, mas também contribui para a maciez do frango, graças à ação dos ácidos naturais e enzimas presentes no leite fermentado.



Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Pullum Apicianum é uma preparação inspirada na tradição culinária da Roma antiga e associada ao nome do célebre cozinheiro romano Marco Gávio Apício[1]. A culinária desse período valorizava combinações de sabores doces e ácidos, com o uso de ingredientes como mel, vinho, vinagre e diferentes especiarias para criar preparações aromáticas e complexas. Nos banquetes romanos, a comida também desempenhava um papel social, expressando hospitalidade, prestígio e refinamento.

Esta versão é uma adaptação contemporânea inspirada nessa tradição, que combina frango, mel, vinho branco, vinagre e especiarias. A receita busca recuperar características sensoriais associadas à cozinha romana antiga, reinterpretando-as para o preparo doméstico atual.

Pullum Apicianum

Categoria: Prato principal,

Especificação: Aves, frango, cozinha internacional (Itália), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo:  1h10

Rendimento: 800 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (200 g): 320 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 frango cortado em pedaços (aprox. 1 kg)
  • 1 colher (sopa) de mel
  • 1 taça (150 ml) de vinho branco seco
  • 1 colher (chá) de vinagre de vinho
  • 1 colher (chá) de pimenta-do-reino moída
  • 1 pitada de cominho
  • 1 pitada de canela
  • Sal a gosto
  • Água, o suficiente

Modo de Preparo:

Em uma panela grande, aqueça o azeite e doure os pedaços de frango de todos os lados, até que fiquem bem selados.

Em um recipiente, misture o mel, o vinho branco, o vinagre e as especiarias. Despeje essa mistura sobre o frango e mexa delicadamente para envolver os pedaços. Acrescente água até atingir aproximadamente a metade da altura do frango.

Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por cerca de 45 minutos, mexendo ocasionalmente e verificando o nível do líquido. Durante o cozimento, acrescente pequenas quantidades de água sempre que necessário para evitar que o fundo da panela seque antes de o frango ficar cozido. O tempo pode variar conforme o tamanho dos pedaços; o frango deve estar completamente cozido e macio.

Quando o frango estiver cozido, retire a tampa e deixe o líquido evaporar em fogo baixo, até que diminua consideravelmente e reste apenas uma pequena quantidade no fundo da panela. Ajuste o sal e sirva ainda quente, acompanhado de pães rústicos ou legumes assados.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção foi calculada considerando o prato como preparação principal à base de proteína animal com osso, servida como elemento central da refeição, conforme o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Sirva acompanhado de pães rústicos, como focaccia ou pão de fermentação natural, que ajudam a aproveitar o molho espesso e aromático. Outra opção é combinar com legumes assados (cenoura, abóbora ou batata-doce), que equilibram o dulçor do mel. Para uma experiência mais próxima da tradição romana, ofereça também frutas secas, como tâmaras e figos, no mesmo banquete.

3. Harmonização: O prato combina bem com vinhos brancos encorpados (Chardonnay, Viognier) ou tintos leves (Pinot Noir).

4. Curiosidade: Na Roma antiga, o mel era o principal adoçante, já que o açúcar ainda não era conhecido. Ele aparecia tanto em preparações salgadas quanto em sobremesas.



Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Frango com Figos.

O Kotopoulo me Syko é um prato típico da Grécia, que une a suculência do frango ao sabor adocicado e sofisticado dos figos frescos. A combinação é realçada com especiarias quentes, vinho fortificado e um toque cítrico de limão, criando uma harmonia de sabores que traduz a essência da cozinha mediterrânea. É uma receita tradicionalmente preparada em ocasiões especiais, perfeita para um jantar elegante e aromático.

Kotopoulo me Syko

Categoria: Prato principal

Especificação: Aves, frango, cozinha internacional (Grécia), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 60 minutos

Rendimento: 1000 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (250 g): 418 g

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 8 sobrecoxas de frango
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 12 figos frescos
  • 8 a 10 dentes de alho
  • 1 cebola média cortada em julienne
  • 1 colher (chá) de coentro em grão moído
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • 1 pitada de pimenta caiena
  • 400 ml de vinho do Porto (ou outro vinho fortificado)
  • 2 folhas de louro
  • Raspas e suco de 1 limão

Modo de Preparo:

Limpe bem o frango, separe as partes, retire o excesso de gordura e tempere com sal e pimenta-do-reino. Aqueça o azeite em uma frigideira e doure o frango, especialmente a pele. Transfira para uma assadeira. Distribua os figos pela assadeira, colocando o alho e a cebola nos espaços livres, sem esmagar os figos. Salpique as especiarias (coentro, canela, cominho e pimenta caiena) sobre os ingredientes. Regue com o vinho do Porto pelas laterais da assadeira e adicione as folhas de louro.

Cubra com papel alumínio e leve ao forno preaquecido a 180 °C por 25 minutos. Retire o alumínio e asse por mais 20 minutos, até que o frango esteja cozido próximo ao osso. Finalize adicionando as raspas e o suco de limão e leve de volta ao forno por mais alguns minutos antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Como se trata de uma preparação mista classificada como prato principal, a porção de 250 g está adequada ao padrão do livro, conforme o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dica de consumo: sirva acompanhado de arroz de amêndoas, batatas assadas, cuscuz marroquino ou pão rústico mediterrâneo para aproveitar o molho aromático da preparação. Uma salada de folhas verdes com hortelã e pepino ajuda a equilibrar a intensidade adocicada dos figos e do vinho fortificado.

3. Harmonização: combina muito bem com vinhos tintos de médio corpo e boa acidez, como Syrah ou Merlot, além de vinhos fortificados servidos em pequenas taças. Para uma proposta mais fresca, vinhos rosés secos mediterrâneos também harmonizam com os aromas das especiarias.

4. Curiosidade:

  • Os figos são um dos ingredientes mais antigos da alimentação mediterrânea e possuem forte simbolismo cultural na Grécia antiga, sendo associados à fartura, fertilidade e hospitalidade.
  • A combinação de carnes com frutas frescas ou secas é bastante tradicional na culinária grega e em diversas cozinhas do Mediterrâneo Oriental. Essa influência remonta às trocas culturais do período bizantino e otomano, quando especiarias, frutas e ervas aromáticas passaram a integrar preparações salgadas festivas.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Asinhas no Molho Teriyaki são a combinação perfeita entre o sabor agridoce e a crocância dourada. Marinadas por 12 horas em um molho encorpado e perfumado, elas absorvem todos os aromas orientais antes de serem levadas ao forno. Versáteis e deliciosas, podem ser servidas como prato principal ou petisco, sendo uma excelente opção para compartilhar.

Asinhas no Molho Teriyaki

Categoria: Prato Principal, petisco

Especificação: Aves, frango, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 12 horas

Tempo de Preparo: 35 minutos

Rendimento: 750 gramas – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (150 g): 338 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 quilo de asas de frango

Molho Teriyaki

  • 5 colheres (sopa) de açúcar
  • 5 cm de gengibre descascado e cortado em lâminas
  • 4 colheres (sopa) de shoyu
  • 4 colheres (sopa) de saquê mirin
  • 100 ml de suco de pêssego
  • 1 colher (chá) de molho de pimenta
  • 2 dentes de alho picadinhos
  • Suco de 1/2 limão siciliano
  • 2 colheres (sopa) de vinagre de arroz

Modo de Preparo:

Molho Teriyaki

Em uma panela de fundo grosso, adicione o açúcar e o gengibre. Leve ao fogo médio até que o açúcar derreta e forme um caramelo aromático. Acrescente o shoyu, o saquê mirin, o suco de pêssego, o molho de pimenta, o alho, o suco de limão siciliano e o vinagre de arroz. Reduza o fogo e deixe cozinhar até o molho encorpar, mexendo de vez em quando. Desligue o fogo e deixe esfriar completamente.

Asinhas

Separe as asas de frango e seque-as bem com papel toalha. Mergulhe as asas no molho já frio e leve à geladeira para marinar por, no mínimo, 12 horas. No dia seguinte, pré-aqueça o forno a 180 °C. Retire as asas do molho e disponha em uma assadeira antiaderente. Cubra com papel alumínio e asse por 30 minutos. Retire o papel alumínio e continue assando até que fiquem bem douradas e crocantes.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo

  • Sirva as asinhas acompanhadas de arroz japonês, arroz gohan ou arroz branco soltinho, que ajudam a equilibrar o sabor agridoce intenso do molho teriyaki.
  • Legumes salteados, como brócolis, cenoura, acelga, vagem ou cogumelos, complementam muito bem a preparação e trazem frescor ao prato.
  • Para uma apresentação mais oriental, finalize com gergelim torrado branco ou preto e cebolinhas frescas fatiadas finamente.
  • Como petisco, podem ser servidas em tábuas ou travessas compartilhadas acompanhadas de molhos extras, como maionese apimentada, molho agridoce ou molho de alho suave.
  • Também combinam muito bem com salada de pepino agridoce, sunomono ou mix de folhas frescas temperadas com molho cítrico.
  • Para uma versão mais caramelizada e brilhante, pincele um pouco do molho reduzido sobre as asas nos minutos finais de forno.
  • Batatas rústicas assadas, chips de legumes ou mandioca frita também funcionam como excelentes acompanhamentos em versões mais descontraídas da refeição.
  • Em encontros e confraternizações, podem ser servidas como finger food, acompanhadas de palitos ou pequenas porções individuais.
  • Bebidas cítricas e refrescantes harmonizam muito bem com a intensidade do molho teriyaki, especialmente limonadas, chás gelados e bebidas gaseificadas suaves.
  • Para um toque levemente picante e aromático, finalize com algumas gotas de óleo de gergelim torrado ou pimenta em flocos antes de servir.

2. Curiosidades

  • O termo “teriyaki” vem da união das palavras japonesas teri (brilho) e yaki (grelhado ou assado). O nome faz referência ao aspecto brilhante e caramelizado que o molho cria sobre os alimentos durante o cozimento.
  • O molho teriyaki tradicional surgiu no Japão como uma técnica culinária aplicada principalmente a peixes grelhados, mas ao longo do tempo passou a ser amplamente utilizado também com frango, carne bovina e frutos do mar.
  • A combinação entre shoyu, açúcar e mirin cria um equilíbrio clássico da culinária japonesa entre salgado, doce e umami.
  • O uso de frutas em molhos teriyaki modernos tornou-se popular em versões contemporâneas da receita, trazendo notas mais aromáticas, adocicadas e tropicais. Nesta preparação, o suco de pêssego adiciona suavidade e leve acidez ao molho.
  • As asas de frango são muito apreciadas em diversas culinárias do mundo por absorverem bem marinadas e desenvolverem textura crocante quando assadas ou grelhadas.
  • O período prolongado de marinada ajuda não apenas na intensificação do sabor, mas também contribui para deixar a carne mais suculenta e aromática.

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O Frango com Vodca e Laranja é saboroso, macio, suculento e aromático. É fácil de fazer. Experimente!

Frango com Vodca e Laranja

Categoria: Prato Principal

Especificação: Aves, Frango

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Frango com Vodka e Laranja. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 2 peitos de frango com ossos, inteiros ou cortados ao meio
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 2 colheres (sopa) de óleo
  • 2 xícaras de fundo de aves
  • 200 ml de suco de laranja (+ ou – 3 laranjas)
  • 40 ml de vodca
  • 1 colher (sopa) de maisena

Modo de Preparo:

Tempere os peitos de frango com sal e pimenta do reino. Sele os peitos de frango no óleo. Leve ao forno pré-aquecido para assar por 30 minutos. Retire os ossos e a pele dos peitos e descarte. Coloque os filés sem os ossos em uma panela. Deglace a assadeira com o fundo de aves, coe e adicione na panela com os filés. Acrescente o suco das laranjas e a vodca. Ajuste o sal e deixe ferver em fogo médio por 10 minutos. Deixe engrossar e concentrar principalmente o gosto da laranja.

Com uma escumadeira retire os filés e coloque em uma travessa de servir. Misture a maisena em um pouco de água e engrosse o molho mexendo sempre para não empelotar. Ajuste o sal. Derrame o molho sobre os filés na travessa. Sirva acompanhado de arroz branco (arroz pilaf).

Dicas:

1. Faça os peitos de frango com os ossos, pois estes dão mais sabor à carne e ao caldo.

2. Selar é deixar dourar a carne rapidamente em uma superfície bem aquecida (panela, grelha ou forno) para “selar” (fechar, encerrar) a superfície, evitando a perda dos sucos naturais da carne e reduzindo o ressecamento.

3. Deglaçar é colocar um líquido (água, vinho, caldo etc.) em uma panela ou tabuleiro para soltar os sucos do cozimento que ficam grudados no fundo.

4. Fundo de Aves – é uma preparação aromática e concentrada, feita a partir de carcaças e aparas de aves, mirepoix (cebola, cenoura, salsão, alho poró), ervas, especiarias e água. Se quiser pode adicionar pedaços ou aparas, desde que em perfeito estado de conservação. O cozimento é realizado em fogo brando por no mínimo uma hora. Os fundos substituem a água pura em diversas preparações tais como: caldo, molho, sopa, risoto, massa, entre outros, realçando e/ou alterando o sabor das composições.

5. Ferver é o método de cocção por calor úmido e consiste em cozinhar o alimento através de um líquido fervente em ebulição (100ºC). Pode ser iniciado a frio ou a quente, ou seja, o alimento é colocado na água fria até que atinja a fervura.


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FONTE IMAGEM CAPA:

Frango Grelhado ao Chimichurri é um prato muito simples para saborizar o seu frango do dia a dia. O Chimichurri seco é fácil de se encontrado nos mercados, basta hidratá-lo com azeite e água, e depois entornar sobre o bife grelhado na hora de servir.

Frango Grelhado ao Chimichurri

Categoria: Prato Principal

Especificação: Aves, Frango

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Frango Grelhado ao Chimichurri. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 3 colheres (sopa) de chimichurri
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 4 colheres (sopa) de água filtrada
  • 1/2 peito de frango fatiado em bifes
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1 colher (sopa) de manteiga

Modo de Preparo:

Prepare o chimichurri colocando em uma tigela com um a água e o azeite, deixe por 5 minutos.

Tempere os bifes de peito frango com sal e pimenta. Em uma frigideira quente com azeite e manteiga, grelhe os bifes dourando dos dois lados. Finalize o prato adicionando o molho de chimichurri por cima bife de filé de frango grelhado.

Dicas:

1.  Grelhar é o método de cocção por calor seco (sem gordura) e consiste em preparar os alimentos por exposição direta ao calor seco e forte, utilizando-se de grelha, chapa ou broiler.

2. O chimichurri é facilmente encontrado nos supermercados, mas caso queira preparar o molho, a receita se encontra no tópico 25.1.8 Chimichurri.


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FONTE IMAGEM CAPA:

O Frango à Moda de Xangai é uma iguaria clássica da culinária chinesa, conhecida por seu sabor intenso e equilibrado. A receita combina técnicas simples com ingredientes marcantes como gengibre, alho e o tradicional tempero chamado Cinco Especiarias Chinesas. Essa mistura representa os cinco sabores fundamentais da filosofia culinária oriental: doce, salgado, amargo, ácido e umami. O resultado é um prato aromático, levemente picante e muito perfumado. Ideal para quem busca uma refeição rápida, com personalidade e um toque exótico. Caso não encontre o tempero pronto, há também uma sugestão de preparo caseiro ao final da receita.

Frango à Moda de Xangai

Categoria: Prato principal

Especificação: Aves, frango, cozinha internacional (China), sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 20 minutos (marinada)

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 390 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (130 g): 175 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de shoyu
  • 3 dentes de alho picadinho
  • 1 colher (sopa) de gengibre fresco, ralado
  • 500 gramas de filé de peito de frango, cortado em tiras
  • 2 colheres (chá) de óleo de gergelim
  • 1 colher (chá) de Cinco Especiarias Chinesas

Modo de Preparo:

Em uma tigela média, misture o shoyu, o alho e o gengibre ralado. Acrescente as tiras de frango e envolva bem na marinada. Cubra e leve à geladeira por 20 minutos.

Aqueça o óleo de gergelim em uma frigideira grande ou wok. Retire o frango da marinada (sem descartar o líquido) e doure-o no óleo quente, mexendo sempre. Quando estiver quase totalmente cozido, acrescente o restante da marinada e as Cinco Especiarias Chinesas. Cozinhe por mais alguns minutos, até que o frango esteja bem dourado e o molho levemente espesso. Sirva em seguida com arroz branco ou jasmim.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: foi calculado como prato principal à base de proteína animal, considerando 130 g por pessoa. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo:

  • Sirva com arroz branco, arroz de jasmim ou arroz frito.
  • Também combina com noodles ou vegetais salteados no vapor.
  • Finalize com cebolinha fatiada ou gergelim tostado para valorizar o aroma e a apresentação.
  • Para uma versão mais informal, a preparação também pode ser servida como petisco, acompanhada de palitos, molhos orientais levemente picantes ou pequenas porções de legumes crocantes.
  • Harmoniza bem com chá gelado, bebidas cítricas ou coquetéis leves de inspiração asiática.

3. Curiosidades: As Cinco Especiarias Chinesas são tradicionalmente compostas por anis estrelado, pimenta Sichuan (ou pimenta do reino), cravo, canela e erva doce. Essa mistura busca representar o equilíbrio dos cinco sabores da culinária oriental: doce, salgado, amargo, ácido e umami. Muito usada na China, ela é empregada em marinadas, carnes salteadas e até sobremesas. Quando não é possível encontrá-la pronta, é perfeitamente viável preparar sua própria versão caseira.

A seguir, confira a receita do tempero Cinco Especiarias Chinesas para ter sempre à mão esse toque especial da cozinha asiática.

Ingredientes:

  • 3 unidades de anis estrelados
  • 1 colher (sopa) de sementes de erva-doce
  • 1 colher (sopa) de pimentas de Szechuan ou 1 colher (chá) de pimenta-do-reino
  • 1 colher (chá) de cravo da índia
  • 1 colher (chá) de canela em pó

Modo de Preparo:

Em uma frigideira seca, adicione o anis estrelado, os cravos, as sementes de erva-doce e a pimenta Sichuan. Aqueça em fogo médio por cerca de 5 minutos, mexendo sempre, até liberar aroma e remover a umidade natural das especiarias. Transfira tudo para um moedor de especiarias, pilão ou liquidificador potente. Adicione a canela em pó e triture até obter um pó fino e homogêneo. Armazene em pote hermético, longe da luz e do calor, por até 3 meses.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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