O tofu, também conhecido como “queijo de soja”, é um alimento milenar originado na China há mais de dois mil anos, sendo depois difundido para o Japão, Vietnã, Coreia e outros países do leste asiático. Seu preparo é semelhante ao de queijos lácteos: o leite de soja é coalhado com um agente coagulante, formando blocos firmes, leves e ricos em proteínas. Versátil e neutro, o tofu pode ser consumido fresco ou grelhado, refogado, frito e até assado, absorvendo os sabores dos temperos e molhos com facilidade.

Tofu

Categoria: couvert, entrada, café da manhã, lanches, petisco

Especificação: proteínas vegetais, leguminosas, cozinha internacional (China), sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana

Tempo de Pré preparo: 12 horas

Tempo de Preparo: 1 hora

Rendimento: 400 gramas

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 fatia média – 100g): 127 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 xícaras (chá) de soja em grãos
  • 8 xícaras (chá) de água filtrada (para o leite de soja)
  • 1 colher (sopa) de cloreto de magnésio PA (ou 2 colheres de suco de limão ou vinagre de maçã, como alternativa coagulante)
  • Panos de algodão finos ou gaze culinária
  • Forma furada ou escorredor para modelar o tofu

Modo de Preparo:

Hidratar a soja

Lave bem os grãos e deixe-os de molho em água filtrada por 12 horas (ou de um dia para o outro). Após esse tempo, escorra e lave novamente.

Preparar o leite de soja

Bata os grãos hidratados no liquidificador com a água filtrada, aos poucos. Coe a mistura em um pano limpo ou coador de voal, espremendo bem para extrair o leite. Reserve o resíduo (okara) para outras preparações.

Cozinhar o leite de soja

Leve o leite coado ao fogo médio em panela grande, mexendo sempre para não grudar. Quando levantar fervura, abaixe o fogo e cozinhe por 10 minutos. Desligue e deixe descansar por 5 minutos.

Coagular o leite

Dissolva o cloreto de magnésio em 1/2 xícara (chá) de água morna. Com o leite ainda quente (cerca de 75 °C), adicione o coagulante aos poucos, mexendo suavemente. Deixe descansar por 15 minutos, até formar uma coalhada separada do soro.

Modelar o tofu

Forre uma forma furada (ou escorredor) com pano de algodão limpo. Despeje a coalhada com cuidado e dobre o pano por cima, cobrindo-a. Coloque um peso sobre o tofu (como uma vasilha com água) e deixe escorrer por 20 a 40 minutos, dependendo da textura desejada (quanto mais tempo, mais firme).

Resfriar e conservar

Após prensado, mergulhe o bloco de tofu em água fria por 30 minutos. Guarde em pote com tampa, coberto com água fresca e troque a água diariamente. Consumir em até 5 dias.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo

  • Ideal para receitas salgadas como refogados, grelhados, empanados ou recheios.
  • Para receitas doces, use tofu mais macio (menos tempo de prensa) e sem sal.
  • Marinadas deixam o tofu ainda mais saboroso: experimente com shoyu, gengibre, alho e óleo de gergelim.

Curiosidades

  • O tofu é mencionado em textos da dinastia Han (206 a.C. – 220 d.C.). Diz-se que foi criado acidentalmente ao adicionar sal marinho ao leite de soja.
  • No Japão, é base de pratos tradicionais como o agedashi tofu (tofu frito servido com dashi) e o hiyayakko (tofu frio com molho de soja e cebolinha).
  • O resíduo da produção, chamado okara, é altamente nutritivo e pode ser usado em bolos, hambúrgueres, pães ou farofas.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Tradicional e reconfortante, o missoshiru é um dos pratos mais simbólicos da culinária japonesa. Essa sopa leve, feita à base de missô (pasta de soja fermentada) e dashi (fundo aromático japonês), é presença constante nas refeições do Japão, especialmente no café da manhã, como parte do clássico ichiju-sansai (uma sopa e três acompanhamentos). Além do sabor umami marcante, o missoshiru pode ser enriquecido com ingredientes como tofu, algas, cogumelos ou vegetais da estação, tornando-se versátil e nutritivo. É uma ótima porta de entrada para os sabores da culinária japonesa autêntica.

Missoshiru – Sopa de Missô Japonesa

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição

Especificação: sopa, vegetais, Cozinha internacional (Japão), sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 1250 g – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (250 g – 1 tigela pequena): 95 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 colher (sopa) de alga wakame seca
  • 5 xícaras de fundo aromático japonês (dashi)
  • 4 colheres (sopa) de missô (claro, escuro ou vermelho, a gosto)
  • 3/4 de xícara de tofu firme em cubos pequenos
  • (opcional) 3/4 de xícara de cogumelos frescos fatiados (shiitake ou shimeji)
  • 3 colheres (sopa) de cebolinha fatiada finamente

Modo de Preparo:

Hidrate a alga wakame em água fria por cerca de 5 minutos. Escorra e reserve. Aqueça o dashi em uma panela média, sem deixar ferver. Dissolva o missô separadamente: coloque-o em uma tigela pequena, adicione um pouco do dashi quente e misture até formar uma pasta homogênea. Acrescente o missô dissolvido à panela com o restante do dashi, mexendo delicadamente. Adicione o tofu, a alga wakame hidratada e, se desejar, os cogumelos. Cozinhe por mais 2 a 3 minutos em fogo baixo. Desligue o fogo antes de ferver, para preservar os microrganismos benéficos do missô. Sirva quente, finalizando com cebolinha fresca por cima

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo:

  • Tradicionalmente servido em pequenas tigelas, o missoshiru é consumido como entrada ou acompanhamento em refeições da culinária japonesa. Nesta receita, a porção considerada é de 1 tigela pequena (250 g), respeitando o padrão de serviço tradicional.
  • Pode acompanhar refeições leves ou pratos de inspiração oriental, equilibrando o conjunto com seu sabor delicado e reconfortante.
  • Para uma versão mais substanciosa, acrescente daikon em tiras, batata-doce ou cenoura previamente cozidos.
  • Experimente diferentes tipos de missô para variar o perfil de sabor: o shiro missô (claro) é mais suave e levemente adocicado, enquanto o aka missô (escuro) apresenta sabor mais intenso e profundo.

Curiosidades:

  • A palavra “missoshiru” vem da junção de “missô” (pasta fermentada de soja) e “shiru” (sopa).
  • No Japão, o missoshiru é uma tradição diária: muitos japoneses consomem uma tigela todas as manhãs.
  • A base da sopa é o dashi, que pode ser feito com kombu (alga marinha), katsuobushi (flocos de bonito seco) ou até shiitake seco, em versões veganas.

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O dashi é um fundo aromático essencial da culinária japonesa, valorizado por sua delicadeza e profundidade de sabor. Surgiu por volta do século VIII no Japão, quando o uso da alga kombu foi documentado pela primeira vez. Já no século XVII, o katsuobushi (peixe bonito seco, fermentado e defumado) passou a ser incorporado, marcando a criação do dashi moderno como conhecemos. Seu sabor característico, dominado pelo umami, serve de alicerce para pratos clássicos como o missoshiru, o chawanmushi, caldos de udon, entre muitos outros. Simples, porém sofisticado, o dashi expressa o espírito da culinária japonesa: extrair o máximo de sabor com o mínimo de ingredientes.

Dashi

Categoria: Aromáticos, bases de cozinha

Especificação: Fundos aromáticos, vegetais, cozinha internacional (Japão), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 1 litro

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (250 ml – 1 xícara): 8 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 10 g de alga kombu seca (cerca de 1 tira grande)
  • 1 litro de água
  • 20 g de katsuobushi (lascas de peixe bonito seco)

Modo de Preparo:

Coloque a alga kombu em uma panela com a água fria e deixe descansar por pelo menos 30 minutos (pode ser feito com antecedência, inclusive na geladeira por até 12 horas).

Leve a panela ao fogo médio e aqueça lentamente. Quando surgirem as primeiras bolhas (sem deixar ferver), retire o kombu com uma pinça ou escumadeira. Isso evita um sabor amargo. Assim que remover o kombu, aumente um pouco o fogo e, quando começar a ferver, desligue. Adicione imediatamente o katsuobushi e aguarde cerca de 5 minutos, ou até que as lascas afundem. Coe o dashi com um pano de algodão fino ou peneira forrada com papel toalha. Use imediatamente ou conserve na geladeira por até 3 dias. Também pode ser congelado em porções.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo

  • Use este caldo como base para sopas japonesas (missoshiru), caldos de macarrão (udon, soba) ou como líquido de cozimento para arroz temperado, legumes ou ovos.
  • Pode ser reduzido ou misturado a outros caldos para realçar o sabor de receitas não orientais, especialmente em molhos leves ou risotos.

Variações

  • Para uma versão vegana, substitua o katsuobushi por cogumelos secos (especialmente shiitake).
  • O caldo coado pode ser reutilizado em um segundo dashi, chamado niban dashi, ideal para preparações secundárias.

Curiosidade

O termo “umami” foi cunhado pelo químico japonês Kikunae Ikeda em 1908, ao estudar o sabor da alga kombu. Ele identificou o glutamato como responsável pelo gosto que hoje reconhecemos como o quinto sabor, e o dashi foi uma das primeiras expressões dessa descoberta na culinária.


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Coloridos, crocantes e com acidez suave, os Tsukemono são conservas japonesas tradicionais que acompanham as refeições como um equilíbrio perfeito de sabor e textura.

O termo tsukemono significa literalmente “coisas em conserva” e se refere a uma ampla variedade de legumes fermentados ou curados em sal, vinagre, farelo de arroz ou missô. Nesta versão rústica, os vegetais são preparados com salmoura rápida à base de vinagre de arroz, resultando em um picles leve, vibrante e fresco, ideal para servir com arroz branco, pratos grelhados ou como parte de um bento[1] japonês.

Tsukemono

Categoria: aromáticos, couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: Cozinha Internacional (Japão), conserva aromatizada, picles, vegetais, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos + 12 horas de descanso

Rendimento: 1100 gramas – 22 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (50 g – 1/4 de xícara): 8 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 cenoura média, cortada em palitos finos
  • 1 pepino japonês, cortado em rodelas finas
  • 1 nabo (daikon pequeno), fatiado em meia-lua
  • 1/4 de repolho roxo, cortado em tiras
  • 1 colher (sopa) de gengibre fresco em tirinhas
  • 1 colher (sopa) de sal marinho (não iodado)
  • 1 xícara (240 ml) de vinagre de arroz
  • 1/2 xícara (120 ml) de água
  • 3 colheres (sopa) de açúcar demerara
  • 1 tira pequena de alga kombu (opcional)
  • 1 pimenta dedo-de-moça cortada em rodelas (opcional)
  • 1 colher (sopa) de sementes de gergelim torradas (opcional)

Modo de Preparo:

Prepare os vegetais: Corte todos os legumes conforme indicado e coloque-os em uma tigela grande. Polvilhe com o sal e misture bem com as mãos. Deixe descansar por 20 minutos, até que soltem um pouco de líquido. Escorra levemente e reserve.

Faça a salmoura: Em uma panela pequena, aqueça o vinagre de arroz, a água e o açúcar até que o açúcar se dissolva completamente. Não é necessário ferver. Deixe esfriar até temperatura ambiente.

Monte os picles: Distribua os vegetais em potes de vidro esterilizados. Se desejar, adicione tiras de kombu e rodelas de pimenta entre as camadas. Despeje a salmoura fria sobre os legumes até cobri-los completamente. Finalize com sementes de gergelim torradas, se desejar.

Conserve e sirva: Tampe os potes e leve à geladeira por pelo menos 12 horas antes de consumir. O sabor se intensifica nos dias seguintes. Consumir em até 10 dias.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo:

Sirva os Tsukemono como guarnição para refeições asiáticas, em bento boxes, com arroz branco ou como parte de tábuas de entrada com pastas, missô ou queijos leves. Harmonizam bem com carnes grelhadas, peixes crus ou sanduíches vegetarianos.

Curiosidades:

No Japão, os tsukemono são tão presentes quanto o arroz. Antigamente, eram conservados em barris de madeira e fermentados por semanas. Esta versão rápida se inspira na técnica asazuke, uma conserva leve de preparo mais imediato. Cada cor de vegetal tem também um simbolismo cultural relacionado à harmonia e ao equilíbrio visual da refeição japonesa.



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Chá Medicinal da Tradição Han

Esta preparação quente era comum desde a dinastia Han (206 a.C.–220 d.C.) e faz parte da base da medicina tradicional chinesa. Era recomendada para “aquecer o yang” e ativar o fluxo de energia vital (Qi). Indicada para os dias frios, para combater resfriados e melhorar a digestão, essa combinação simples de gengibre fresco, canela e, às vezes, tâmaras vermelhas (jujubas) têm sido usadas há milênios por famílias chinesas. Era tanto remédio quanto conforto, um verdadeiro ritual de autocuidado.

Chá de Gengibre com Canela

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, decocção, ervas aromáticas e especiarias, cozinha internacional (China), vegana (sem o mel), vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 500 ml de água
  • 2 fatias grossas de gengibre fresco (com cerca de 5 cm de comprimento no total)
  • 1 pau de canela
  • Opcional: 2 tâmaras chinesas secas (jujubas) ou 1 colher (chá) de mel

Modo de Preparo:

Lave bem o gengibre e corte em fatias finas com casca. Coloque o gengibre e o pau de canela em uma panela com a água. Leve ao fogo médio e deixe ferver por 10 minutos com a panela semitapada. Se desejar, adicione as tâmaras nos últimos 5 minutos. Coe e sirva quente. Adicione mel apenas após o preparo, se quiser suavizar o sabor.

Toques Finais e Sugestões:


Quer saber quais são os benefícios nutricionais da canela? Acesse.

E do gengibre? Acesse.


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Receita Tradicional Chinesa. Inspirado nos rituais da dinastia Shang

Na China Antiga, especialmente durante a dinastia Shang, que durou aproximadamente de 1600 a 1046 a.C., os bolinhos de arroz eram parte importante das oferendas utilizadas em rituais espirituais e festividades. Esta receita apresenta uma releitura doce e delicada desses preparos ancestrais, combinando arroz glutinoso, pasta de feijão e mel. Cozidos no vapor, os bolinhos preservam o sabor natural dos ingredientes e oferecem uma textura macia e reconfortante. São ideais para momentos especiais, podendo ser servidos como lanche ou sobremesa em ocasiões simbólicas e cerimoniais.

Bolinhos Doce de Arroz ao Vapor

Categoria: lanche, sobremesa, petiscos, confeitaria

Especificação: bolinho doce, cereais, leguminosas, sem lactose, sem glúten, cozinha internacional (China), vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 1 hora (inclui o tempo de hidratação do arroz)

Rendimento: 8 bolinhos

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 bolinho – 50 g): 95 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de arroz glutinoso cru (ou arroz branco comum bem cozido)
  • 1/2 xícara de feijão azuki cozido e amassado (ou feijão vermelho)
  • 2 colheres (sopa) de mel
  • 1 colher (chá) de óleo de coco
  • 1 pitada de sal
  • Sementes de gergelim para decorar

Modo de Preparo:

Lave bem o arroz glutinoso e deixe de molho por pelo menos 4 horas. Escorra e cozinhe em água até que fique muito macio e grudento. Se usar arroz branco comum, cozinhe até obter consistência bem pastosa. Amasse o arroz com uma colher ou pilão até formar uma massa pegajosa e moldável. Reserve.

Em uma tigela, misture o feijão cozido e amassado com o mel, o óleo de coco e uma pitada de sal, formando uma pasta cremosa.

Divida a massa de arroz em porções iguais e modele em bolinhos achatados. Coloque uma pequena porção da pasta de feijão no centro de cada bolinho e feche cuidadosamente, moldando novamente. Cozinhe os bolinhos no vapor por cerca de 15 minutos. Finalize salpicando sementes de gergelim por cima. Sirva morno.

Toques Finais e Sugestões:

1. Quantidade de água para cozinhar o arroz:

  • Para arroz glutinoso cru: usar cerca de 2 xícaras de água para cada 1 xícara de arroz, cozinhar em fogo baixo até que a água seja absorvida e o arroz fique bem macio e pegajoso. Pode ser necessário ajustar a quantidade de água dependendo do tipo de arroz e da panela.
  • Para arroz branco comum: usar cerca de 3 xícaras de água para 1 xícara de arroz, cozinhando até que o arroz esteja bem cozido e macio, quase como um mingau, para formar a massa pastosa.

2. Dicas de consumo

Sirva acompanhado de chá verde ou chá de jasmim, como sobremesa após refeições leves ou em momentos de contemplação. Também é uma excelente opção de lanche doce, especialmente em dias mais introspectivos ou como parte de rituais pessoais e culturais.

3. Curiosidades

Na tradição ritualística da dinastia Shang, os alimentos oferecidos aos ancestrais eram preparados com grande cuidado e simplicidade, priorizando o valor simbólico e espiritual. O uso do vapor, que conserva a essência dos ingredientes, é um legado dessas práticas. O feijão vermelho também era considerado auspicioso, associado à prosperidade e proteção.


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Na China Antiga, o milheto, também conhecido também como painço, era o principal cereal cultivado no norte do país. Este mingau remete à dieta cotidiana das dinastias Xia e Shang, onde os ingredientes eram valorizados em sua forma natural e nutritiva. Suave, adocicado e energético, este prato tradicional pode ser servido quente em manhãs frias, como faziam as famílias há milhares de anos. Além da China, o milheto também foi amplamente utilizado em outras civilizações antigas, como na Índia e na África, por sua resistência ao clima seco e alto valor nutricional.

Mingau de Milheto com Inhame e Frutas Secas

Categoria: Café da manhã, lanche, sobremesa

Especificação: mingau, Cozinha internacional (China), vegetariana, vegana (sem o mel), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 45 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção  (1 tigela pequena – 250g): 236 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de milheto cru (painço)
  • 1 litro de água
  • Uma pitada de sal
  • 1 inhame médio descascado e cortado em cubos pequenos
  • 1/2 xícara de jujubas secas (ou tâmaras, se preferir)
  • 1/4 xícara de damascos secos picados
  • 1 colher (sopa) de mel ou melado (opcional)
  • Nozes picadas ou sementes de gergelim para finalizar

Modo de Preparo:

Lave bem o milheto em água corrente até que a água saia clara. Em uma panela de fundo grosso, coloque o milheto, a água e o sal. Quando começar a ferver, adicione o inhame e reduza o fogo. Cozinhe em fogo baixo por cerca de 30 minutos, mexendo ocasionalmente. Nos últimos 10 minutos, adicione as frutas secas. Ao final, o mingau deve estar cremoso. Ajuste o mel se desejar um sabor mais doce. Sirva quente, polvilhado com nozes ou sementes de gergelim.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo:

Este mingau é perfeito como café da manhã ou lanche reconfortante em dias frios. Também pode ser servido como refeição leve em momentos de jejum ou descanso digestivo. Guarde o restante em pote fechado na geladeira por até 3 dias. Para reaquecer, adicione um pouco de água ou leite vegetal.

Curiosidades:

  • O milheto (painço) é um dos primeiros cereais domesticados pelo ser humano, cultivado há mais de 7 mil anos.
  • Por ser isento de glúten, é uma excelente alternativa para pessoas com intolerância ou sensibilidade ao glúten.
  • A jujuba seca usada nesta receita é a fruta da planta Ziziphus jujuba, conhecida também como tâmara chinesa. Muito comum na culinária asiática, tem sabor adocicado suave e propriedades medicinais reconhecidas na medicina tradicional chinesa. Se não for encontrada facilmente, pode ser substituída por tâmaras ou uvas-passas.
  • Na medicina tradicional chinesa, o mingau de milheto com inhame é usado como fortalecedor do baço e do sistema digestivo.
  • Substitutos do milheto: Se não encontrar milheto, os seguintes grãos podem ser usados como substitutos com características semelhantes:
    • Quinoa: possui textura e perfil nutricional próximos, mas com sabor mais terroso.
    • Cuscuz de milho: pode substituir o milheto em mingaus e pratos cozidos.
    • Arroz integral: ainda que com sabor diferente, pode ser alternativa em preparos como mingaus e acompanhamentos
      • .

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O hidromel, muitas vezes chamado de “a bebida dos deuses”, é uma das bebidas alcoólicas mais antigas da humanidade. Feito a partir da fermentação natural de mel e água, ele esteve presente em diversas civilizações da Antiguidade, como os povos mesopotâmicos, egípcios, gregos, nórdicos, celtas e até em algumas culturas do Oriente. Essa bebida era associada a celebrações, rituais religiosos, oferendas e mitos, simbolizando vitalidade, fartura e conexão com o sagrado. Apesar da simplicidade de seus ingredientes, o hidromel carrega uma complexidade sensorial que varia conforme o tipo de mel, a pureza da água e o tempo de fermentação. Nesta receita tradicional, apresentamos uma versão seca e leve, com preparo artesanal inspirado em práticas ancestrais e sem o uso de sanitizantes químicos.

Hidromel

Categoria: Bebidas,

Especificação: Bebida alcoólica, bebida fermentada, Cozinha internacional (Egito, Grécia), vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos (Preparo) + 30 a 60 dias (Fermentação) + 1 a 6 meses (maturação – opcional, melhora o sabor)

Rendimento: 4 litros

Dificuldade: Médio

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 3,8 litros de água sem cloro (filtrada ou mineral)
  • 1,2 kg de mel puro (de preferência orgânico e de florada clara)
  • 5 g de levedura específica para vinho ou hidromel (ex: Lalvin D-47, EC-1118 ou similar)
  • 1 colher (chá) de nutrientes para levedura (opcional, mas recomendado)
  • Álcool 70% ou água fervente para higienização

Modo de Preparo:

1. Limpeza e higienização natural

Lave todos os utensílios com água quente e detergente neutro. Enxágue bem. Higienize os recipientes com álcool 70% ou água fervente (especialmente no caso de vidros e mangueiras). Deixe secar naturalmente ao ar.

2. Preparo do mosto

Aqueça metade da água (cerca de 2 litros) até 35 a 40 °C. Adicione o mel e mexa bem até dissolver completamente. Adicione o restante da água fria para atingir 3,8 L e resfriar a mistura. A temperatura deve estar entre 20 e 25 °C antes de adicionar a levedura.

3. Inoculação da levedura

Hidrate a levedura conforme as instruções do fabricante (geralmente em água morna por 15 minutos). Adicione ao mosto e misture suavemente. Se desejar, adicione os nutrientes para levedura.

4. Fermentação

Transfira o líquido para um garrafão ou balde alimentício limpo, deixando 5 a 10 cm de espaço no topo. Feche com rolha ou tampa com airlock (válvula que libera o CO₂ e impede a entrada de ar). Deixe fermentar em local escuro, fresco e estável (18 a 24 °C), por 30 a 60 dias. Durante os primeiros 7 a 14 dias, a fermentação será mais intensa (borbulhas visíveis). Depois, o líquido começa a clarificar.

5. Transferência cuidadosa (decantação)

Quando a fermentação estiver quase finalizada e os sedimentos estiverem no fundo, transfira o líquido para outro recipiente limpo, sem agitar a borra. Isso ajuda a limpar e suavizar o sabor do hidromel.

6. Maturação

Após a transferência, deixe o hidromel repousar por 30 a 90 dias (ou mais), protegido da luz e do calor. Esse tempo contribui para clareza, estabilidade e sabor mais refinado.

7. Engarrafamento

Quando estiver claro e saboroso, engarrafe com cuidado. Armazene em local escuro e fresco. O hidromel continua evoluindo por vários meses.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de Consumo:

  • Sirva ligeiramente gelado (entre 8 °C e 14 °C), em taças de vinho branco ou copos pequenos.
  • Ideal para brindes especiais, jantares temáticos, entradas e sobremesas.
  • Experimente em tábuas de frios temáticas, junto com queijos, frutas e especiarias.
  • Pode ser utilizado como base para coquetéis ou como um digestivo leve após as refeições.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Esta bebida delicada e nutritiva é inspirada nas práticas alimentares e rituais da civilização do Vale do Indo, que floresceu entre 2600 e 1900 a.C. ao longo do rio Indo, numa região que hoje inclui partes do Paquistão, noroeste da Índia e leste do Afeganistão. O leite, símbolo de pureza e fonte de nutrição, era valorizado tanto na alimentação diária quanto em cerimônias sagradas.

A combinação de cardamomo e mel traz aroma e doçura naturais, evocando sabores que provavelmente faziam parte da cozinha ancestral daquele povo. Para versões veganas ou com restrições à lactose, o leite integral pode ser substituído por leite de amêndoas, preservando a suavidade e o perfume da bebida. Assim, o “Leite Aromatizado com Cardamomo e Mel” conecta o presente com o passado, celebrando uma herança culinária milenar que atravessa o tempo com simplicidade e sabor.

Leite Aromatizado com Cardamomo e Mel

Categoria: Bebidas, café da manhã, lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, cozinha internacional (Índia), vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção – leite integral (1 xícara): 150 kcal

Calorias por porção – leite de amêndoas (1 xícara): 55 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 xícaras de leite integral
  • 3 vagens de cardamomo levemente esmagadas
  • 2 colheres de chá de mel

Modo de Preparo:

Aqueça o leite com as vagens de cardamomo, sem deixar ferver. Cozinhe por 10 minutos em fogo baixo. Coe, adoce com mel e sirva morno

Toques Finais e Sugestões:

1. Formas de Consumo:

2. Curiosidades:

  • O cardamomo é uma especiaria originária do sul da Índia e do Sri Lanka, muito utilizada na medicina ayurvédica por suas propriedades digestivas e calmantes.
  • Na tradição védica, o leite morno com especiarias como cardamomo, cúrcuma ou noz-moscada é considerado um alimento sáttvico[1], ou seja, que promove clareza mental, tranquilidade e equilíbrio.
  • A civilização do Vale do Indo já domesticava o gado e utilizava o leite em preparações culinárias e religiosas, o que torna essa receita uma ponte simbólica com a história alimentar de povos antigos.

3. Substituições Possíveis:

  • O leite integral pode ser substituído por leite de amêndoas sem açúcar, mantendo a suavidade da bebida e tornando-a adequada a dietas veganas e sem lactose.
  • Também é possível usar leite de coco diluído, leite de aveia ou leite de castanhas, respeitando os aromas mais delicados do cardamomo.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Inspirada nas tradições milenares da civilização do Vale do Indo – uma das primeiras grandes culturas urbanas da história, que prosperou entre 2600 e 1900 a.C. em regiões que hoje fazem parte do Paquistão, noroeste da Índia e leste do Afeganistão. Esta receita resgata práticas antigas de conservação e uso de especiarias. No cotidiano agrícola dessa civilização, conservar alimentos com sal, vinagre ou tamarindo era essencial para enfrentar o calor intenso e garantir variedade à mesa durante todo o ano.

A receita de Pepinos Agridoce com Especiarias traz esse legado para a cozinha contemporânea: o frescor do pepino se une à acidez delicada do tamarindo e às notas aromáticas de sementes de mostarda, criando um acompanhamento leve, refrescante e cheio de personalidade. Uma verdadeira homenagem à inventividade culinária do passado.

Pepinos Agridoce com Especiarias

Categoria: aromáticos, couvert, entradas, acompanhamento, lanches, petiscos

Especificação: Conserva aromatizada, relish, cozinha internacional (Índia), vegetais, vegano, vegetariano, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 50 minutos + 1 dia de descanso

Rendimento: 340 g – 22 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (15 g – 1 colher de sopa): 9 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 pepinos médios em rodelas finas
  • 1/2 colher (chá) de sal
  • 1 colher (sopa) de óleo de gergelim
  • 1 colher (chá) de sementes de mostarda
  • 2 colheres (sopa) de polpa de tamarindo

Modo de Preparo:

Misture os pepinos com o sal e deixe repousar por 30 minutos. Escorra o líquido. Aqueça o óleo e toste as sementes de mostarda por alguns segundos. Misture os pepinos com a polpa de tamarindo e as sementes. Coloque em pote esterilizado e leve à geladeira por 24 horas antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

1. Formas de Consumo

  • Como acompanhamento de pratos principais condimentados (como curries, ensopados ou grelhados).
  • Em tábuas de antepastos ou mezze, junto a pães, pastas, queijos e outras conservas.
  • Em sanduíches e wraps, para adicionar textura crocante e sabor agridoce refrescante.
  • Como parte de uma salada composta, oferecendo contraste de sabor.
  • Como aperitivo leve, servido gelado, em pequenas porções.

2. Tamarindo – Fruto originário da África tropical e amplamente utilizado nas culinárias da Ásia, América Latina e África. Possui polpa ácida, adocicada e intensamente aromática, muito usada em molhos, bebidas, sobremesas e pratos salgados. Rico em ácido tartárico, atua como conservante natural e realçador de sabor.

Curiosidade: Por que esta receita é considerada um relish? Apesar de não levar vinagre, esta conserva de pepinos com tamarindo se encaixa na categoria dos relishes por suas principais características: os ingredientes permanecem em pedaços visíveis, o sabor é agridoce e condimentado, e o preparo inclui especiarias tostadas, que adicionam aroma e complexidade. Em muitas cozinhas asiáticas, como a indiana e a tailandesa, é comum substituir o vinagre por fontes naturais de acidez, como o tamarindo ou o limão. Assim, mesmo sem o tradicional vinagre ocidental, essa receita segue a lógica de um relish aromático, feito para realçar o sabor de pratos com toques exóticos e refrescantes.


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FONTE IMAGEM CAPA:

Este ensopado simples, nutritivo e aromático é inspirado nas tradições alimentares da antiga civilização do Vale do Indo – uma das mais antigas da humanidade. Entre 2600 e 1900 a.C., em cidades como Harappa e Mohenjo-Daro, já se cultivavam leguminosas como lentilhas e grão-de-bico, além de utilizar especiarias como cúrcuma e alho, não apenas pelo sabor, mas também por seus reconhecidos benefícios à saúde.

Hoje, milênios depois, seguimos recorrendo a esses ingredientes como base de uma alimentação equilibrada e acolhedora. Nesta receita, lentilhas vermelhas ganham vida com o dourado da cúrcuma e o aroma marcante do alho, criando um prato reconfortante, cheio de história e sabor. Ideal para dias em que se busca leveza sem abrir mão da substância, este ensopado une o saber ancestral com as necessidades do mundo atual, de forma simples, saudável e deliciosa.

Ensopado de Lentilhas com Cúrcuma e Alho

Categoria: entrada, acompanhamento, prato principal

Especificação: Sopa, vegetais, leguminosas, vegana, vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 35 minutos

Rendimento: 750 g – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (350 g – 1 tigela média): 255 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de lentilhas vermelhas
  • 1 colher (sopa) de óleo vegetal (ou ghee)
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1/2 colher (chá) de cúrcuma em pó
  • 3 xícaras de água
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Lave bem as lentilhas em água corrente.   Em uma panela, aqueça o óleo vegetal e doure levemente o alho. Adicione a cúrcuma, mexa por 30 segundos e junte as lentilhas. Adicione a água e deixe ferver. Reduza o fogo e cozinhe por cerca de 25 minutos, ou até que as lentilhas estejam macias. Ajuste o sal e sirva quente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, acesse o post A Composição do Almoço e do Jantar.

1. Formas de consumo:

  • Como entrada: servido em pequenas porções, como uma sopa espessa e aromática, ideal para iniciar refeições leves ou temáticas. Finalize com um fio de azeite, coentro fresco ou uma pitada de páprica defumada para realçar os sabores e a apresentação.
  • Como acompanhamento: harmoniza bem com carnes grelhadas, frango ou preparações com sabores suaves, oferecendo uma base nutritiva e reconfortante.
  • Como prato principal: perfeito em uma refeição vegetariana ou vegana, acompanhado de arroz basmati, quinoa, pães rústicos ou legumes assados.
  • Em bowls contemporâneos: combine com folhas verdes, legumes, grãos e sementes para uma refeição equilibrada e funcional.
  • Para dias frios: servido bem quente, aquece o corpo e nutre com suavidade e profundidade de sabor.

2. Curiosidades:

  • A civilização do Vale do Indo foi uma das primeiras a documentar o uso de cúrcuma e alho, não apenas como alimento, mas como parte de práticas rituais e medicinais.
  • A cúrcuma, hoje considerada um “superalimento”, já era reconhecida há milênios por suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.
  • As lentilhas vermelhas eram um dos pilares da alimentação cotidiana dessas comunidades, junto com o grão de bico, trigo e cevada, base de uma dieta predominantemente vegetal.

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O Doce Raiz da Terra é inspirado nos hábitos alimentares dos primeiros seres humanos, este bolinho resgata a essência da nutrição na Pré-História, quando a sobrevivência dependia da coleta de frutos, sementes e oleaginosas. Antes da agricultura e do fogo controlado, os caçadores-coletores já sabiam extrair energia de ingredientes naturais, ricos em gorduras boas e açúcares simples.

Esta receita é uma releitura moderna desses alimentos ancestrais: um lanche energético e nutritivo feito apenas com elementos que poderiam ser encontrados na natureza, como tâmaras, nozes e sementes. Um convite ao sabor primitivo, adaptado ao paladar contemporâneo.

Doce Raiz da Terra

Categoria: café da manhã, lanche, sobremesa, confeitaria,

Especificação: Docinho, lanche energético, confeitaria saudável, sem glúten, sem lactose, vegana, vegetariana,

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 10 unidades

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 unidade – 30 g): 135 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 xícara de tâmaras sem caroço
  • 1/2 xícara de nozes ou castanhas
  • 2 colheres (sopa) de sementes de abóbora

Modo de Preparo:

Triture as tâmaras e as nozes no processador até formar uma massa pegajosa. Adicione as sementes e misture bem. Modele em bolinhas ou pequenos discos com as mãos. Se desejar, enrole em sementes ou amêndoas picadas. Leve à geladeira por 15 minutos para firmar. Podem ser armazenados por até uma semana na geladeira.

Toques Finais e Sugestões:

1. Receita muito versátil e pode se encaixar em diversas categorias culinárias:

  • Lanche natural / snack energético: é ideal para ser consumido entre refeições, por seu alto valor energético, com fibras, gorduras boas e açúcares naturais, podendo ser consumido em trilhas, no trabalho, em lanches escolares ou como opção de lanche saudável.
  • Docinho natural / confeitaria saudável: embora não leve açúcar refinado, tem sabor doce e pode substituir sobremesas industrializadas.
  • Café da manhã: combina bem com frutas frescas, iogurtes ou bebidas vegetais, funcionando como um alimento matinal nutritivo.
  • Alimento funcional[1]: atende aos princípios das dietas vegana, sem glúten e sem lactose, sendo um alimento funcional. Pode ser servido em menus de saúde e bem-estar, marmitas naturais, produtos para trilha ou atletas.

2. Experimente substituir as tâmaras por figos secos ou uvas-passas, ingredientes também conhecidos desde a antiguidade.


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