O Molho à Campanha é vulgarmente chamado de “molho vinagrete”, porém, as preparações e os processos são bem diferentes.  O molho vinagrete tem origem na França derivado da palavra francesa “vinaigrette”, e é preparado através da emulsão de um ácido que pode ser vinagre ou suco de limão e azeite, aromatizado com ervas frescas e especiarias. Para essa emulsão, é utilizado três medidas de azeite (ou óleo) para uma medida de ácido (vinagre ou suco de limão) e é servido como molho para saladas.

Já o molho à campanha é brasileiro e sua origem é controversa. Alguns dizem que o molho era utilizado para alimentar os soldados no exército e era preparado nas “cozinhas de campanha”. Outros dizem que era preparado pelos tropeiros da região da Campanha Gaúcha, que fica na Região Sul entre a Argentina e o Uruguai. O Molho à campanha fora do país, é conhecido por “Brasilian Sauce” e é preparado com tomates, cebolas, ervas e pimentões picadinhos marinados no vinagre e azeite e é servido no Brasil como acompanhamento do nosso tradicional churrasco. Sendo assim, o Molho Vinagrete é a base, o tempero do Molho à Campanha.

Existem diversas versões e adaptações do Molho à Campanha que incluem outros ingredientes, tais como milho, coentro, castanha de caju, frutas, entre outros e pode ser servido como acompanhamento de diversos pratos como churrasco, carnes, acarajé etc. A receita a seguir é uma variação muito utilizada nas regiões Norte e Nordeste do Brasil

Molho à Campanha com Coentro

Categoria:  Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Molho Frio, Cozinha Brasileira (Norte e Nordeste),

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Molho à Campanha com Coentro. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 colher (sopa) de vinagre de vinho branco (ou vinagre de maçã)
  • 1 colher (sopa) de vinho branco seco
  • Sal a gosto
  • 1/2 tomate maduro, em cubinhos
  • 1/4 de cebola média, em cubinhos
  • 1/8 de pimentão verde, em cubinhos
  • 1/2 dente de alho, bem picado
  • 2 ramos de salsinha, bem picados
  • 2 ramos de coentro, bem picados
  • 2 ramos de cebolinha, bem picados
  • 1 pimenta de cheiro, levemente amassada

Modo de Preparo:

Em uma tigela, misture o azeite, o vinagre e o vinho, batendo bem para homogeneizar. Tempere com sal e corrija a acidez com um pouco de água. Acrescente todos os ingredientes. Misture bem e deixe na geladeira até servir.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O ketchup é um dos molhos mais conhecidos do mundo, com origem em preparações fermentadas asiáticas à base de peixe e especiarias, que chegaram ao Ocidente a partir do século XVII. Com o tempo, a receita foi adaptada, especialmente nos Estados Unidos, passando a utilizar o tomate como ingrediente principal e assumindo o perfil agridoce que conhecemos hoje.

Esta versão artesanal de ketchup picante de tomate traz um preparo mais elaborado, com tomates frescos, pimentão assado e redução lenta, resultando em um molho encorpado, equilibrado e com leve picância da pimenta caiena. É ideal para quem busca um ketchup mais intenso, menos industrial e com maior profundidade de sabor.

Ketchup Picante de Tomate

Categoria:  Acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: Molho frio, molho condimentar, molho reduzido, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 1,8 litros – 120 porções

Dificuldade: Médio

Calorias por porção (15 g/ml): 25 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 pimentões vermelhos
  • 100 gramas de açúcar
  • 90 gramas de cebola picadinha
  • 1 dente de alho picadinho
  • 2,8 litros de tomate, sem pele e sem semente, esmagado
  • 240 ml de vinagre de vinho tinto
  • 120 ml de vinagre balsâmico
  • Pimenta caiena a gosto

Modo de Preparo:

Lave e seque bem os pimentões. Espete um utensílio comprido em cada um deles e leve diretamente à chama alta do fogão, girando até que a pele esteja completamente queimada e tostada por todos os lados. Transfira os pimentões ainda quentes para um saco plástico resistente, feche bem para manter o vapor e deixe descansar por cerca de 15 minutos, até que esfriem e a pele se solte com facilidade.

Retire os pimentões do saco, raspe toda a pele queimada com o auxílio de uma colher, abra-os, descarte o caule e as sementes e corte a polpa em pedaços pequenos. Reserve.

Em uma panela de fundo grosso, leve o açúcar ao fogo médio até atingir coloração âmbar[1]. Acrescente a cebola e o alho, mexendo para incorporar. Junte os tomates esmagados e os pimentões assados, misture bem e cozinhe por aproximadamente 8 minutos. Adicione os dois tipos de vinagre e mantenha o cozimento em fogo médio-baixo, deixando reduzir até obter uma consistência mais espessa e aveludada, por cerca de 20 minutos. Tempere com pimenta-caiena a gosto.

Passe o molho por um coador de malha fina ou chinois para obter um ketchup liso e homogêneo. Transfira para um recipiente hermético, deixe esfriar e mantenha refrigerado. A validade é de até 15 dias sob refrigeração.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: este ketchup se enquadra como molho de uso pontual, com porção média de 15 g por pessoa, indicado para finalizar, acompanhar pequenas quantidades ou servir como molho para mergulho. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

1. Dicas de Consumo:

  • Este ketchup picante é ideal para sanduíches artesanais, hambúrgueres, batatas fritas, carnes grelhadas, assados e preparações à base de legumes. Também pode ser usado como base para molhos barbecue artesanais ou para dar profundidade a marinadas e molhos quentes.
  • A intensidade da picância pode ser ajustada conforme o perfil desejado, aumentando ou reduzindo a quantidade de pimenta caiena.

2. Curiosidades:

  • Apesar de hoje ser associado quase exclusivamente ao tomate, o ketchup tem origem em molhos fermentados asiáticos à base de peixe, conhecidos como kê-tsiap, que não levavam tomate em sua formulação original.
  • O uso do açúcar no ketchup não é apenas para adoçar. Ele contribui para a cor, a textura e a conservação do molho, além de equilibrar a acidez natural do tomate e dos vinagres.
  • A técnica de assar o pimentão diretamente na chama intensifica notas defumadas e adocicadas, adicionando complexidade aromática ao molho sem a necessidade de ingredientes artificiais.
  • A coagem final pelo chinois é um passo clássico da cozinha profissional e garante um ketchup liso, homogêneo e com textura aveludada, característica desejada nesse tipo de molho.
  • A pimenta caiena atua como um realçador de sabor. Em pequenas quantidades, ela não apenas adiciona picância, mas também destaca os aromas do tomate e do vinagre.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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A mostarda é um dos condimentos mais antigos da história da gastronomia. Seus grãos já eram utilizados moídos desde a Antiguidade para temperar alimentos e preparar pastas aromáticas. A cidade de Dijon, na França, tornou-se referência mundial na produção de mostarda, consolidando o ingrediente como um símbolo da culinária francesa.

A combinação de mostarda e mel, no entanto, tem origem ainda mais antiga e difusa. No Egito Antigo, já era comum misturar mel à mostarda para suavizar sua pungência natural. Registros históricos indicam que essa associação também era amplamente utilizada na Roma Antiga. No livro ‘De re Coquinaria’, compilado entre o final do século IV e o início do século V, há receitas de molhos frios à base de sementes de mostarda combinadas com mel, especiarias e ervas aromáticas, utilizados para acompanhar carnes assadas, como o javali. Essa mistura atravessou séculos, mantendo-se atual pela simplicidade, equilíbrio de sabores e versatilidade.

O Molho de Mostarda e Mel é um preparo frio, rápido e funcional, que equilibra acidez, doçura e gordura. Pode ser utilizado tanto como molho de finalização quanto como acompanhamento leve, adaptando-se facilmente a diferentes aplicações culinárias.

Molho de Mostarda e Mel

Categoria:  Couvert, Acompanhamento/Guarnição, Lanches, Petiscos,

Especificação: Molho frio, molho condimentar, molho emulsionado, vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 5 minutos

Rendimento: 90 g/ml – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (30 g/ml): 140 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de molho de mostarda
  • 3 colheres (sopa) de azeite
  • 1 colher (sopa) de mel

Modo de Preparo:

Em um recipiente, misture todos os ingredientes até obter um molho homogêneo. Para facilitar a emulsão e garantir uma textura mais cremosa, coloque os ingredientes em um pote de vidro com tampa, feche bem e agite vigorosamente até que o azeite esteja completamente incorporado ao molho.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre porção: Este molho enquadra-se na categoria molhos emulsionados ou condimentares, cujo padrão de porcionamento é de 30 g por pessoa, quantidade suficiente para acompanhar saladas, petiscos ou preparações leves. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo:

  • Ideal para temperar saladas verdes, saladas com frutas, folhas amargas ou legumes grelhados.
  • Combina muito bem com carnes grelhadas, frango assado, peixes e frutos do mar.
  • Pode ser utilizado como molho para sanduíches, wraps, hambúrgueres artesanais e petiscos.
  • Para um sabor mais suave e textura mais encorpada, pode ser misturado à maionese, creme de iogurte ou creme vegetal, transformando-se em um molho de acompanhamento mais neutro.

3. Curiosidades:

  • Pequenas variações na escolha da mostarda (amarela, Dijon, antiga ou com grãos) alteram significativamente o perfil sensorial do molho.
  • A emulsão deste molho ocorre de forma simples devido à presença de mostarda, que atua como agente emulsificante natural.
  • O equilíbrio entre a doçura do mel e a acidez da mostarda explica a longevidade dessa combinação ao longo da história.

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O Molho Tártaro é um preparo clássico da cozinha francesa, amplamente difundido e popularizado nos países de língua inglesa. Tradicionalmente associado ao steak tartare, já era servido como acompanhamento no início do século XX. Não se sabe ao certo se o prato deu nome ao molho ou se o molho inspirou o prato, mas ambos compartilham a ideia de frescor, acidez equilibrada e contraste de texturas.

Sua base é a maionese, podendo ser preparada também com aioli, enriquecida com picles, alcaparras e ervas frescas, além de um elemento ácido, como suco de limão ou vinagre. O resultado é um molho frio, levemente ácido e aromático, ideal para acompanhar alimentos fritos, empanados ou grelhados, especialmente peixes e frutos do mar.

Molho Tártaro

Categoria:  couvert, entrada, lanches, acompanhamento/guarnição, petisco,

Especificação: Molho frio, molho condimentar, molho emulsionado, cozinha internacional (França), vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 300 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (30 g/ml): 120 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de maionese
  • 2 colheres (sopa) de picles ou pepino em conserva, brunoise
  • 1 colher (sopa) de cebola, brunoise (opcional)
  • 1 colher (sopa) de alcaparras picadas
  • 1 colher (sopa) de mostarda
  • 1 colher (sopa) de suco de limão ou vinagre
  • 2 colheres (chá) de cebolinha ou endro (dill) picado
  • Pimenta do reino a gosto
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Em uma tigela, coloque todos os ingredientes, exceto o sal. Misture com um fuet (batedor de mão) até obter uma preparação homogênea. Prove e ajuste o sal e a pimenta, se necessário. Leve à geladeira por pelo menos 30 minutos antes de servir, para que os sabores se integrem melhor.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: Este molho é classificado como molho emulsionado ou condimentar. A porção considerada é de 30 g por pessoa, quantidade suficiente para acompanhar preparações como peixes, frutos do mar, empanados ou sanduíches, garantindo equilíbrio entre sabor, textura e composição do prato. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

1. Dicas de consumo:

  • Sirva como acompanhamento clássico para peixes e frutos do mar fritos ou empanados, como fish and chips, lulas, camarões e ostras fritas.
  • Combina muito bem com outros alimentos empanados, como onion rings e batatas fritas.
  • Pode ser utilizado como molho para sanduíches, wraps e hambúrgueres de peixe.

2. Curiosidades

  • Apesar de sua origem francesa, o Molho Tártaro tornou-se um ícone da culinária britânica e norte-americana.
  • A presença de picles e alcaparras confere não apenas acidez, mas também um leve toque salino e crocante, característica marcante do molho.
  • Algumas versões contemporâneas substituem parte da maionese por iogurte ou creme azedo, tornando o molho mais leve.

3. Validade e armazenamento: Conservar sob refrigeração, em recipiente hermético, por até 3 dias.


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O Molho Pesto tem origem na cidade de Gênova, na região da Ligúria, na Itália. A versão tradicional, conhecida como pesto alla genovese, era preparada no pilão, macerando manjericão fresco, azeite, pecorino, parmesão, pinoli, alho e sal. Ao longo do tempo, surgiram adaptações que utilizam castanhas, nozes e diferentes proporções de ingredientes. Este pesto segue a técnica clássica, porém, com ingredientes facilmente encontrados no Brasil, mantendo o sabor fresco e aromático característico. É um molho extremamente versátil, ideal para massas, legumes, pães, carnes brancas e entradas.

Molho Pesto

Categoria:  couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: molho frio, cozinha internacional (Itália), molho cru ou batido, molho emulsionado, vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 320 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (30 g/ml): 165 kcal

Molho Pesto. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 100 gramas de queijo parmesão, ralado
  • 2 dentes de alho
  • 10 gramas de nozes picadas
  • 1 maço de manjericão fresco (somente as folhas)
  • 200 ml de azeite

Modo de Preparo:

Coloque o queijo parmesão, o alho, as nozes e as folhas de manjericão no liquidificador ou processador. Bata bem, adicionando o azeite aos poucos até atingir a textura cremosa desejada. Ajuste o sal, se necessário.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção de 30 g/ml indicada para este molho refere-se ao uso como acompanhamento, especialmente em preparações como massas, legumes, carnes ou pratos montados. Quando utilizado em lanches, petiscos e couvert, como sanduíches, bruschettas, wraps ou ainda como molho de salada servido em entradas, recomenda-se reduzir a quantidade para 15 g/ml por pessoa, ajustando o consumo conforme a função do molho no prato. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas:

  • O pesto é excelente para massas, carnes brancas, legumes, bruschettas, saladas e como base de molhos cremosos.
  • As nozes podem ser substituídas por castanha de caju ou amêndoas.
  • Para realçar a cor verde, adicione algumas pedras de gelo no momento de bater ou mantenha os ingredientes bem frios.
  • Conserve o pesto refrigerado em pote de vidro fechado por até 3 dias, coberto com uma fina camada de azeite.

3. Curiosidades: A palavra pesto vem do verbo italiano pestare, que significa “amassar” ou “esmagar”, referência ao preparo original no pilão.


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O molho de tomate é um dos preparos mais icônicos e versáteis da culinária mundial. Sua origem remonta ao século XVII, após a introdução do tomate na Europa vindo das Américas. Inicialmente considerado ornamental ou até mesmo venenoso, o tomate só passou a ser utilizado na cozinha europeia, especialmente na Itália, no final do século XVIII. A partir daí, se tornou protagonista em pratos que hoje são símbolos da gastronomia mediterrânea.

Na alta gastronomia, o molho de tomate é reconhecido como um molho mãe, um dos cinco molhos-base da culinária clássica francesa segundo Escoffier. Isso significa que ele serve de ponto de partida para inúmeros outros molhos derivados, que variam conforme ingredientes adicionais e métodos de preparo.

Feito com tomates frescos, mirepoix (mistura aromática de cebola, cenoura, salsão e alho-poró), ervas e um bom fundo de legumes, o molho de tomate artesanal ganha profundidade e complexidade de sabor. Ele pode acompanhar massas, carnes, legumes, ou ser usado como base para estufados e ensopados. Uma preparação simples em ingredientes, mas rica em história, técnica e sabor.

Molho Vermelho – Molho de Tomate

Categoria:  Bases de Cozinha, Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Molho quente, molho clássico (molho-mãe), molho reduzido, Cozinha Internacional (França), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 800 ml

Dificuldade: fácil

Calorias por porção (50 g ): 28 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 dentes de alho inteiros
  • 25 gramas de cebola, picada
  • 25 gramas de cenoura, picada
  • 25 gramas de salsão (aipo), picado
  • 25 gramas de alho poró, picado
  • 10 tomates maduros
  • 1 litro de fundo de legumes
  • 1 ramo de tomilho
  • 1 folha de louro

Modo de Preparo:

Retire a pele e as sementes dos tomates (tomate concassé) e corte em cubinhos. Reserve. Amasse levemente os dentes de alho com o cabo da faca. Leve uma panela ao fogo, acrescente o alho e deixe dourar. Acrescente o mirepoix (cebola, cenoura, salsão e alho poró), doure. Coloque os tomates picados e deixe refogar bem. Acrescente o fundo de legumes, o tomilho e a folha de louro. Cozinhe em fogo médio, com a panela entreaberta, por uns 30 minutos. Se necessário acrescente mais fundo de legumes ou água. A textura do molho é encorpada. Retire a folha de louro e o ramo de tomilho após o cozimento.

Toques Finais e Sugestões:

1. Este molho apresenta grande versatilidade e pode assumir diferentes funções no prato. Quando utilizado como molho de acompanhamento, a porção considerada é de 50 g/ml por pessoa. Já quando atua como molho mais leve ou base fluida, especialmente em massas e preparações com maior volume de molho, a porção pode chegar a 100 g/ml por pessoa, conforme o serviço indicado.

2. Molhos-mãe – São molhos clássicos da cozinha francesa e se dividem em cinco: Molho Béchamel, Molho Velouté, Molho Espanhol, Molho de Tomate e Molho Holandês. Estes molhos são base para a produção de diversos outros molhos (Molhos derivados).

3. Fundo de Legumes – é uma preparação aromática e concentrada, obtida a partir do cozimento em fogo brando de mirepoix (cebola, cenoura, salsão e alho-poró), ervas, especiarias e água. Esse cozimento deve durar no mínimo 40 minutos para extrair bem os sabores. Os fundos substituem a água pura em diversas preparações, como caldos, molhos, sopas, risotos, massas, entre outros, realçando e/ou transformando o sabor dos pratos.

4. Tomate Concassé (sem pele e sem sementes) – Para preparar, faça um corte superficial em forma de cruz na base do tomate. Coloque-o em água fervente por cerca de 10 a 15 segundos, até notar que a pele começa a se soltar. Em seguida, transfira o tomate para uma tigela com água bem gelada (choque térmico). Retire a pele, corte ao meio e, com o auxílio de uma colher, remova as sementes. Depois, corte em tiras e em seguida em cubinhos.

4. Sal e uso de fundos/molhos básicos – Fundos e molhos básicos devem ser salgados apenas no momento de serem incorporados às preparações finais. O molho de tomate, por exemplo, pode servir de base para diversos outros molhos, como: Molho Pomodoro, Molho Bolonhesa, Molho Créole, entre outros.

4. Dicas de Consumo:

  • Sirva com massas frescas ou secas (espaguete, penne, nhoque).
  • Use como base para pizzas ou bruschettas.
  • Acompanhe almôndegas, legumes assados, ovos pochê ou carnes brancas.
  • Incorpore a ensopados, lasanhas e ratatouille.
  • Transforme em sopa de tomate com um toque de creme e manjericão.

7. Molhos Derivados do Molho de Tomate:

  • Tomate com creme (rosa) – quando se mistura creme de leite ao molho base.
  • Bolonhesa – com carne moída refogada, vinho e ervas.
  • Napolitano – versão mais simples, com alho e manjericão.
  • Arrabiata – picante, com pimenta vermelha.
  • Putanesca – com alcaparras, azeitonas e anchovas.
  • Marinara – com alho, cebola, orégano e vinho branco.
  • Amatriciana – com guanciale (ou bacon), pimenta e queijo.
  • Sugo – versão italiana do molho reduzido e encorpado.

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A Sopa Cremosa de Batata e Cenoura é uma receita muito consumida no Reino Unido. É um prato muito fácil, saboroso e saudável, podendo ser consumida quente ou fria. Ótimo para servir como entrada em uma refeição.

Sopa Cremosa de Batata e Cenoura

Categoria: Entrada

Especificação: Creme, Cozinha Internacional (Reino Unido),

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Sopa Cremosa de Batata e Cenoura. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de batata cozida, cortada em cubos
  • 1 xícara de cenoura cozinha, cortada em cubos
  • 1 rodela de cebola
  • Salsinha, a gosto
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 1 xícara de leite
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino branca, a gosto
  • 2 colheres (sopa) de salsinha, em salpicón

Modo de Preparo:

Coloque no liquidificador a batata, a cenoura, a cebola, e a salsinha. Bata bem. Reserve (no próprio liquidificador).

Aqueça a manteiga numa panela. Junte a farinha de trigo e mexa bem. Acrescente o leite, aos poucos, e cozinhe por 12 minutos, mexendo de vez em quando. Acrescente a mistura reservada no liquidificador e bata. Tempere com sal e pimenta do reino. Reaqueça a sopa quando retirar do liquidificador e sirva polvilhada com a salsa.

Dicas:

1. Essa sopa pode também ser servida gelada. Após retirar a sopa do liquidificador, leva à geladeira até a hora de servir.


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O Creme de Palmito é uma receita para preparar nos dias frios. É fácil de fazer, muito nutritiva e saborosa.

Creme de Palmito

Categoria:  Entrada

Especificação: creme

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 1 a 2 porções

Dificuldade: fácil

Creme de Palmito. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

Molho Bechamel

  • 1/2 cebola, cortada ao meio
  • 1 folha de louro
  • 2 unidades de cravo da índia
  • 250 mililitros de leite
  • 2 unidades de pimenta do reino, picada grosseiramente
  • noz moscada, ralada na hora, a gosto
  • 15 gramas de manteiga
  • 15 gramas de farinha de trigo

Creme de Palmito

  • 30 gramas de cebola, em brunoise
  • 60 gramas de manteiga
  • 80 ml de vinho branco seco
  • 100 gramas de palmito, em brunoise
  • 200 ml de molho bechamel
  • 80 gramas de creme de leite fresco
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino branca, a gosto
  • Segurelha picada, a gosto

Modo de Preparo:

Molho Bechamel

Prenda a folha de louro com os cravos na cebola (cebola piqué). Em uma panela adicione o leite, a cebola piqué e a pimenta do reino. Rale a noz moscada por cima do leite. Ferva. Reserve. Em outra panela derreta a manteiga. Acrescente a farinha de trigo e cozinhe por 2 minutos, sem deixar corar. Reserve.

Incorpore aos poucos, o leite aromatizado no roux claro, com o fogo apagado. Misture aos poucos, mexendo bem para não criar bolas de farinha.

Creme de Palmito

Em uma panela refogue a cebola na manteiga. Adicione o vinho branco e deixe evaporar. Acrescente o palmito, o molho bechamel e deixe ferver. Tempere com sal e pimenta do reino. Adicione o creme de leite e a segurelha, mexa por 30 segundos. Sirva quente.

Dicas:

1. Molho Béchamel – é o mais simples dos molhos-mãe da cozinha francesa porque não é necessário adicionar um fundo aromático. O Bechamel é preparado somente com leite quente engrossado em roux branco, temperado com cebola, cravo, pimenta do reino, noz moscada e cozido até ficar cremoso.

2. Ferver é o método de cocção por calor úmido e consiste em cozinhar o alimento através de um líquido fervente em ebulição (100ºC). Pode ser iniciado a frio ou a quente, ou seja, o alimento é colocado na água fria até que atinja a fervura.

3. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA:

O Bisque de Camarão é um clássico da culinária francesa, especialmente das regiões costeiras, onde crustáceos fazem parte importante da tradição gastronômica. A palavra bisque refere-se a uma sopa cremosa feita a partir de crustáceos ou carnes, espessada com ingredientes como crème fraiche[1], opurê de legumes, arroz ou uma pasta preparada com as próprias carapaças. As primeiras referências escritas aparecem no século XVII, no livro Le Cuisinier François, de La Varenne. A versão original, o Bisque de Pigeonneaux, era preparada com pombos recheados com trufas e servida sobre pão tostado.

A receita abaixo apresenta uma adaptação contemporânea utilizando camarões com casca, mirepoix e creme de leite fresco. O preparo consiste em caramelizar os ingredientes na manteiga, deglaçar com conhaque, adicionar tomates, ervas aromáticas e fundo de peixe, cozinhando até obter um caldo rico e saboroso. Finaliza-se com emulsão de manteiga e creme, resultando em uma sopa cremosa, elegante e de sabor profundo, perfeita para servir como entrada.

Bisque de Camarão

Categoria:  Entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal

Especificação: Creme, Cozinha Internacional (França), Frutos do mar, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 680 g – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (200 g): 230 kcal

Bisque de Camarão. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 200 gramas de camarão pequeno com casca
  • 1/2 talo de salsão
  • 1/4 de alho poró
  • 1/2 cebola
  • 1/2 cenoura
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1 colher (sopa) de conhaque
  • 1 colher (chá) de extrato de tomate
  • 1 tomate maduro picadinho
  • 1 ramo de dill
  • 1 ramo de estragão
  • 50 mililitros de vinho branco
  • 150 mililitros de fundo de peixe
  • 100 mililitros de creme de leite fresco
  • Sal, a gosto
  • 1 colher (sopa) de manteiga (para emulsionar)
  • 1 colher (sopa) de creme de leite fresco (para emulsionar)

Modo de Preparo:

Pique com a faca os camarões em pedaços pequenos. Corte o salsão, o alho poró, a cebola e a cenoura em pedaços bem pequenos (mirepoix). Em uma panela, adicione a manteiga e o mirepoix (salsão, alho poró, cebola e cenoura). Deixe refogar por 5 minutos. Acrescente os camarões picados e refogue por mais 5 minutos.

Deglace o fundo da panela com o conhaque. Adicione o extrato de tomate, o tomate picado, o aneto e o estragão. Mexa por 30 segundos, acrescente o vinho branco e deixe reduzir até ficar espesso. Adicione o fundo de peixe e o creme de leite fresco. Deixe ferver, abaixe o fogo e cozinhe por 15 minutos.

Após este tempo, passe o caldo pelo chinois (ou peneira bem fina). Ajuste o tempero (sal) e verifique a espessura da bisque (deve ser cremosa). Adicione a manteiga e o creme de leite fora do fogo e bata bem até emulsionar. Sirva quente. Pode ser servido acompanhado de camarões médios sem casca salteados na manteiga.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

1. Dicas de consumo:

  • Sirva como entrada acompanhada de pão tostado com manteiga ou broa levemente aquecida.
  • Para uma apresentação mais sofisticada, coloque 1 ou 2 camarões salteados no centro do prato.
  • Pode ser finalizada com gotas de azeite trufado ou um fio de creme fresco.
  • Pode-se utilizar fundo de peixe ou fundo de crustáceos.
  • Tradicionalmente servido como entrada, o bisque de camarão também pode ser apresentado de outras formas, conforme a proposta da refeição.
    • Como acompanhamento, mantém-se a porção clássica da entrada, cerca de 200 g (1 tigela pequena). Nessa função, o bisque atua como complemento quente e cremoso, ideal para acompanhar peixes grelhados ou assados, frutos do mar salteados, arroz branco, risotos simples ou legumes grelhados, acrescentando sabor e sofisticação sem assumir o protagonismo do prato.
    • Quando servido como prato principal, a porção indicada é de 350 g (1 tigela média ou prato fundo), configurando uma refeição completa. Nessa apresentação, recomenda-se acompanhar com pão rústico, brioche ou baguete, podendo incluir camarões médios salteados, arroz branco ou croutons, especialmente em almoços leves ou jantares elegantes.

2. Técnicas e detalhes importantes:

  • Fundo de peixe: líquido esbranquiçado preparado pela cocção branda de resíduos de peixes não gordurosos com mirepoix (cebola, cenoura, salsão, alho-poró), ervas, especiarias e água. Utilizam-se espinha dorsal, cabeça e pele, sempre bem higienizadas. Não se usam guelras nem órgãos internos, pois deixam sabor amargo. O cozimento não deve exceder 35 minutos para não alterar o sabor. Pode ser claro ou escuro, dependendo do peixe utilizado. Quando reduzido após a coagem, passa a ser chamado fumet. Os fundos substituem a água em preparações como caldos, molhos, sopas, risotos e massas, conferindo sabor mais profundo.
  • Utilize sempre creme de leite fresco, pois ele resiste à fervura sem talhar.
  • Ao coar o caldo no chinois ou peneira fina, aperte bem os sólidos para extrair o máximo de sabor.
  • Emulsionar significa adicionar manteiga ou creme de leite a uma preparação pronta, mexendo vigorosamente para obter textura aveludada e leve espessamento.

3. Curiosidades:

  • A técnica de flambagem com conhaque é opcional, mas adiciona aromas típicos da cozinha clássica francesa.
  • Tradicionalmente, as bisques eram engrossadas com arroz cozido batido ou com carapaças moídas, e não com creme de leite.


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O Creme de Salsão com Cenoura é fácil de fazer e contém propriedades benéficas para o organismo: antioxidantes, vitaminas e nutrientes. Pode ser servido com entrada, ainda morno. É uma ótima refeição para servir aos bebês. Além disso, o creme tem um sabor muito agradável.

Creme de Salsão com Cenoura

Categoria:  Entrada

Especificação: Creme

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Creme de Salsão com Cenoura. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 cebola, em cubos
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1 talo de salsão, com ou sem folhas, cortado em pedaços pequenos
  • 4 cenouras, em cubos
  • 1 batata doce pequena, em cubos
  • Sal a gosto
  • 1 pitada de gengibre
  • Água, o suficiente para cobrir

Modo de Preparo:

Em uma panela dourar a cebola e o alho no azeite. Adicionar o salsão e dourar por 2 minutos. Colocar a cenoura e a batata doce dourando mais um pouco. Adicionar o sal e o gengibre. Incluir água até cobrir os ingredientes. Deixar ferver até que os legumes estejam bem cozidos. Ajustar o tempero. Bater no liquidificador. Servir ainda morno.

Dicas:

1. Se for servir como papinha para o bebê, diminuir o sal.


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O Creme de Alho (Crème D’Ail) é uma sopa cremosa de origem francesa. De fácil preparo, contendo alho, cebola e batata inglesa que são previamente dourados na manteiga e em seguida cozidos no leite e no fundo claro de aves. Para ter a textura cremosa é batido no liquidificador e depois servido quente acompanhado de croutons.

Creme de Alho

Categoria:  Entrada

Especificação: Cozinha Internacional (França), Creme,

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Creme Alho. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 2 fatias de baguete
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1 cabeça grande de alho
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 1 cebola média, em brunoise
  • 150 gramas de batata inglesa, em cubos
  • 250 ml de leite
  • 250 ml de fundo de aves

Modo de Preparo:

Em uma frigideira coloque o azeite e leve ao fogo para aquecer. Junte os cubinhos de baguete e salteie até dourar todos os lados. Reserve.

Leve ao fogo uma panela com metade da manteiga. Adicione os dentes de alho descascados e inteiros. Refogue, em fogo baixo, por 5 a 7 minutos ou até dourar. Adicione a cebola e doure por 2 a 3 minutos. Acrescente a batata e o restante da manteiga. Refogue por mais 7 minutos, até que as cebolas estejam tenras. Mexa o fundo da panela para não grudar a batata.

Adicione o leite e o fundo de aves e cozinhe em fogo baixo por mais 10 a 15 minutos ou até que as batatas estejam cozidas. Passe o conteúdo no liquidificador ou mixer e volte para a panela. Aqueça novamente e sirva acompanhado de Croutons.

Dicas:

1. Fundo de Aves – é uma preparação aromática e concentrada, feita a partir de carcaças e aparas de aves, mirepoix (cebola, cenoura, salsão, alho poró), ervas, especiarias e água. Se quiser pode adicionar pedaços ou aparas, desde que em perfeito estado de conservação. O cozimento é realizado em fogo brando por no mínimo uma hora.

2. Saltear é o método de cocção por calor seco (com gordura). É cozinhar os alimentos rapidamente em fogo alto com um pouco de gordura e em movimentos constantes.

3. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.

4. Ferver é o método de cocção por calor úmido e consiste em cozinhar o alimento através de um líquido fervente em ebulição (100ºC). Pode ser iniciado a frio ou a quente, ou seja, o alimento é colocado na água fria até que atinja a fervura.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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A Sopa de Cebola Gratinada (Soupe à L’oignon Gratinée) é um dos preparos mais emblemáticos da culinária francesa. Sua base, cebolas lentamente douradas em manteiga, vinho e fundo de carne ou aves, cria um caldo marcante, adocicado e aromático. Há registros de sopas de cebola desde o período romano, quando eram consumidas por seu custo baixo e passaram a ser chamadas de “sopa dos pobres”. Outra narrativa conhecida atribui sua popularidade ao rei Luís XV, que teria improvisado a receita durante uma caçada utilizando apenas manteiga, cebolas e champanhe.

Em 1651, François Pierre de La Varenne descreveu uma versão muito semelhante à atual, consolidando esse preparo na tradição francesa. Hoje, a sopa gratinada com pão e queijo Gruyère é presença constante em bistrôs e cozinhas domésticas.

Sopa de Cebola Gratinada

Categoria:  Entrada

Especificação: Sopa, Cozinha Internacional (França),

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 700 g – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (200 g): 240 kcal

Sopa de Cebola Gratinada. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 2 unidades de cebolas médias, cortadas em rodelas finas
  • 1 colher (sopa) de óleo de milho
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 1 colher (chá) de farinha de trigo
  • 20 ml de vinho madeira ou Porto ou Marsala
  • 300 ml de fundo claro de aves
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto
  • 2 fatias de baguete
  • 50 gramas de queijo Gruyère, ralado grosso

Modo de Preparo:

Leve ao fogo baixo uma panela com o óleo de milho e metade da manteiga. Adicione as cebolas e doure. Acrescente o açúcar para intensificar a caramelização. Polvilhe a farinha de trigo e misture bem. Deglace com o vinho escolhido e, em seguida, adicione o fundo de aves. Tempere com sal e pimenta do reino. Cozinhe lentamente por cerca de 30 minutos. Se reduzir demais, adicione um pouco de água.

Em uma frigideira, doure as fatias de baguete com o restante da manteiga e reserve..

Montagem: Coloque a sopa no recipiente de servir, disponha o pão torrado sobre ela e finalize com o queijo Gruyère. Leve ao forno para gratinar até dourar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • Ideal para dias frios, servida bem quente e acompanhada de vinho branco seco.
  • substitua parte do fundo de aves por caldo de carne para um sabor mais intenso.
  • Tradicionalmente servida como entrada, a Sopa de Cebola Gratinada também pode ser utilizada como acompanhamento ou como prato principal, conforme o contexto da refeição.
    • Como acompanhamento: sirva na mesma quantidade da entrada (200 g), em tigelas pequenas ou cumbucas, acompanhando carnes grelhadas ou assadas. Nessa função, atua como elemento quente e reconfortante, substituindo purês ou outras guarnições cremosas.
    • Como prato principal: ajuste a porção para 350 g, servida em tigela média ou prato fundo. Pode ser acompanhada de pão adicional ou uma salada verde simples, formando uma refeição completa e equilibrada.

3. Curiosidade: em Paris, a sopa se tornou prato típico de madrugada, consumida por trabalhadores de mercados e cozinheiros após longas jornadas.


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