Cominho

Nome científico: Cuminum Cyminum

Sinônimo: Cominho

Origem: nas zonas do Mediterrâneo Oriental e do Egito. É da mesma família da salsa, do dill e do kümmel.

Imagem de Amatus Sami Tahera por Pixabay.

Características: planta herbácea[1] (fruto não comestível) que atinge por cerca de 40 cm de altura. Caule ereto, revestido com pelos e com raízes brancas e fibrosas. Folhas alternadas, distantes e recortadas. Flores brancas ou avermelhadas, pequenas, dispostas em ramos. O fruto é alongado e estriado. Exala um forte odor, aromático e pouco agradável, de sabor acre. As sementes são côncavas. É utilizado na indústria de perfumaria e aplicado em certos tipos de queijo e pão.

Uso Medicinal: serve como remédio caseiro para melhorar alterações digestivas, como excesso de gases e indigestão. Também ajuda a baixar o açúcar no sangue e a pressão arterial.

Uso na Gastronomia: tem um aroma quente e um sabor que pode ser descrito como “penetrante e apimentando”, por isso, combina muito com cozidos e sopas. A água ajuda a realçar o sabor desta especiaria. Como é perfumado, pode ser utilizado na fabricação de licores, conservas, compotas doces, bolos e pães. Também é empregado em pratos para aprimorar o sabor, tais como, assados, carnes vermelhas, aves, queijos, salsichas, molhos, carne de hamburguer.

O cominho combina bem com outros temperos como canela, louro, mostarda, gengibre, alho, pimentas, erva-doce, cebola, entre outros. A especiaria é utilizada em diversas preparações pelo mundo. Como tempero do hummus no Oriente Médio, no México, incrementa o chili, na Índia, é parte das especiarias do curry, na Holanda é usado no queijo Leyden e no Brasil, no estado do Paraná é utilizado no Barreado.

Armazenamento: o ideal é comprar a semente e moer na hora do preparo, pois o pó perde o sabor rapidamente. Deve ser mantido em recipiente fechado, em local fresco, escuro e seco. O pó dura cerca de 6 meses e a semente, um ano.

Curiosidades: 1. o cominho foi levado para a Europa pelos árabes, que lhe atribuíam um poder afrodisíaco. 2. Era usado no antigo Egito como tempero e para conservar múmias. 3. Em países de língua alemã é confundido com o kümmel, mais popular naqueles locais. 4. É usado em óleos essenciais para trazer alegria e renovação à vida.


Veggie Burguer de Abóbora com Aveia

Burguer preparado com abóbora e aveia. Uma opção saudável e para aqueles que não consomem alimentos de origem animal.

Barreado

É um prato típico do Paraná na região sul do Brasil. Ele tem influência portuguesa e é originário dos sítios dos pescadores.

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Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FOREFERÊNCIAS:

INSTITUTO Americano de Culinária. O chef profissional. 3. ed. São Paulo: Senac, 2010.

LINGUANOTTO NETO, N. Ervas e especiarias com suas receitas. São Paulo: Editora Gourmet Brasil, 2006.

PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

Noz Moscada

Nome científico: Myristica fragans

Sinônimo: Noz Moscada

Origem: é originária da Indonésia. Chegou ao Ocidente pelos navios mercantes muçulmanos no período das grandes navegações, sendo comercializada pelos mouros. A noz-moscada é utilizada desde tempos remotos no preparo de alimentos e chá curativos.

Imagem de scym por Pixabay.

Características: a especiaria é obtida do fruto da moscadeira, uma árvore de porte alto que pode atingir até 15 metros de altura. Sua madeira é muito boa para confecção de móveis. O fruto da moscadeira tem formato arredondado, cor amarela ou esverdeada e mede em torno de 5 cm de diâmetro. Ao amadurecer a parte carnosa se divide em duas, expondo a semente. Ela é revestida pelo macis que é uma membrana na cor vermelho-vivo que envolve a noz-moscada e é rica em óleos aromáticos. Tanto a semente (noz moscada) quanto a membrana (macis) são utilizados como especiarias.

A noz-moscada é deixada para secar durante alguns meses. Após este tempo, a casca separa-se do fruto, sendo possível extrair o macis, que é prensado e colocado para secar, resultando em lascas de cor castanho-amarelada. O macis tem um sabor mais refinado que o da noz-moscada e combina com legumes e verduras em geral, como batatas, espinafre, couve-flor, brócolis.

Uso Medicinal: Tem propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e antioxidantes, podendo promover a cura de sintomas patológicos do aparelho digestivo e respiratório. 

Uso na Gastronomia: é uma especiaria muito aromática, utilizada em pratos salgados e doces. Tem um sabor adocicado, amendoado e quente, e um aroma forte e distinto. Noz-moscada combina bem com muitos queijos, tornando-se um ingrediente comum em molhos e suflês de queijo. É um aromático utilizado na preparação do molho béchamel. É muito usada em pratos doces, tais como bolo de especiarias, pudins, biscoitos, tortas etc. Também complementa pratos de ovos e preparos com vegetais, como berinjela, cebola, repolho, brócolis e espinafre. Na Itália, utiliza-se a noz-moscada ralada na hora no brodo[1] de capeletti ou em molhos, e ainda, na mortadela italiana. No Oriente Médio é empregada em pratos de cordeiro e nos Estados Unidos é incluído no preparo de vinhos quentes durante o inverno.

Deve-se ralar a noz-moscada na hora de sua utilização. Imagem de scym por Pixabay.
O fruto da moscadeira quando amadurece se divide em dois, expondo a semente. Imagem de Nandhu Kumar por Pixabay.
 Fruto aberto. A semente (noz moscada) é revestida uma membrana avermelhada (macis). Imagem de Agnieszka por Pixabay.

Armazenamento: o ideal é utilizar a noz-moscada em semente, pois tem vida útil indefinida. A especiaria ralada, perde seu sabor e aroma rapidamente. Para utilizar a noz-moscada, deve-se raspar com um ralador bem fino (ou um zester) uma pequena porção da semente. Por ter aroma forte, apenas uma pequena quantidade é necessária para dar sabor ao prato. A especiaria deve ser ralada e adicionada no final do processo de cozimento, pois o calor diminui o seu sabor. Deve ser armazenada em temperatura ambiente e sem umidade.

Curiosidades: 1. A noz moscada em pó pode ser misturada na canela e ser soprada na casa para prosperidade. 2. O incenso de noz moscada ajuda a purificar o ambiente, promover prosperidade, saúde, amor e tranquilidade. Também pode ajudar a meditação, relaxamento e viagem astral. 3. A noz moscada pode ser usada em simpatias para atrair sorte no amor.


Molho Bechàmel

É o mais simples dos molhos-mãe porque não é necessário adicionar um fundo aromático. O Bechamel é preparado somente com leite
quente engrossado em roux, temperado com cebola, cravo,
pimenta do reino, noz moscada e cozido até ficar cremoso.

Eisbein – Joelho de Porco

É  um prato tradicional da culinária alemã, que consiste em joelho de porco, e é um dos mais famosos do país. A palavra “Eisbein” pode ser referir tanto à peça do joelho de porco quanto ao prato, dependendo do modo de preparo (eisbein cozido).

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REFERÊNCIAS:

INSTITUTO Americano de Culinária. O chef profissional. 3. ed. São Paulo: Senac, 2010.

LINGUANOTTO NETO, N. Ervas e especiarias com suas receitas. São Paulo: Editora Gourmet Brasil, 2006.

PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

Alecrim

Nome científico: Rosmaninus Officinalis

Sinônimo: Alecrim, rosmaninho, alecrim-de-jardim, alecrim-de-cheiro, alecrim-da-horta, alecrim-rosmaninho, rozmarin, rosmaninho, erva-da-graça etc.

Origem: nasce espontaneamente em terrenos pedregosos e arenosos no litoral dos países mediterrâneos, entre o norte da África e sul da Europa. A espécie está aclimatada no Brasil, sendo cultivada em jardins e hortas. O alecrim era de grande apreço para gregos e romanos. Durante a Idade Média, as propriedades medicinais da erva tornaram-se mais importante do que seu uso na culinária.

Alecrim. Fonte: Imagem de samsevents por Pixabay.

Características: é um subarbusto lenhoso, perene, ereto, ramificado, que pode atingir até 2 m de altura. Suas folhas são opostas, lineares, pontiagudas e verde-escuras. Utiliza-se os ramos com folhas e flores. Pertence à família Labiatae. O alecrim tem um ciclo de vida longo, podendo atingir mais de 20 anos.

Uso Medicinal: éutilizado em distúrbios menstruais, alívio de tosse, como antiespasmódico, analgésico, diurético, tônico, alívio de flatulência, problemas hepáticos, problemas renais, distúrbios estomacais, dores de cabeça, bronquites e asma. A infusão é utilizada externamente para lavagem de feridas, afecções no couro cabeludo e banhos para dores musculares e articulares. A tintura de alecrim preparada com as folhas e álcool de cereais é usada para alívio de dores musculares e articulares.

Uso na Gastronomia: O alecrim está presente em várias cozinhas. Ele compõe as Ervas de Provença juntamente com tomilho, segurelha e manjerona. A erva é especialmente apreciada na Itália, tanto em preparações salgadas como doces. Os italianos utilizam o alecrim em assados de vitela e carneiro, e a erva é ingrediente tradicional da Focaccia. Na Inglaterra é comumente usada na Shepherd’s pie (um empadão inglês de carne moída e purê de batata). Na Espanha, a erva é especialmente apreciada quando queimada junto de lenha, para defumados. No norte da Europa, é utilizada em embutidos.

O alecrim pode ser utilizado em diversos pratos: sopas; molhos (as folhas frescas ou secas da erva proporcionam um excelente sabor ao tomate assado e aos molhos de tomate); Batata, berinjela, abobrinha (estes legumes[1] combinam muito bem com o alecrim); pães (use alecrim em receitas de pães ou alecrim em azeite como “dip[2]”, para molhar o pão fresco); queijos (alecrim combina com quase todos os tipos de queijo, sejam eles frescos ou maturados); carnes assadas (peixe, frango, pato, porco, boi, carneiro, cordeiro); marinadas (use alho e alecrim); peixes de sabor suave (use limão e alecrim para realçar o sabor); carne do churrasco (adicione um raminho na carne); o alecrim pode ainda ser salpicado sobre o carvão para que o aroma espalhe pela carne ou legumes no churrasco e também pelo ambiente.

Curiosidades: 1. Na Grécia antiga, acreditava-se que o alecrim refrescava a memória e fortificava o cérebro, por isso, usavam coroas com as folhas da planta quando se preparavam para exames. 2. Outros povos da antiguidade reconheciam seu poder de reforçar a memória e por isso, o alecrim era queimado nas escolas. 3. Os gregos e romanos antigos associam o alecrim ao amor e a morte e o seu uso era comum em casamentos e funerais. Em Atenas, colocavam folhas de alecrim nas mãos dos falecidos, como símbolo da imortalidade da alma, e em Roma, era queimado para purificar os túmulos dos mortos, casa de doentes e fontes. 4. No antigo Egito, era usado no processo de mumificação dos mortos. 6. Na época medieval, surgiu o costume de colocar ramos de alecrim sobre a orelha de estudantes, na crença de que a erva fortificava a memória e o cérebro. 7. Os franceses dizem que o alecrim somente brota na casa de famílias justas. 8. Na Umbanda é considerada uma planta sagrada associada a Oxalá e utilizada em rituais de limpeza energética, defumação e banhos. 9. O alecrim também é considerado um amuleto de sorte e é usado para afastar mau agouro. 10. Em defumação, é utilizado para limpar, descarregar, atrair prosperidades, bons negócios e pessoas amigas. 


Batatas Assadas com Alecrim

É característico no Rio Grande do Sul e um dos pratos em que esta iguaria guarnece é o “Lombo à Moda Sulista”

Chá de Alecrim

É conhecido pelo seu aroma e sabor, mas também é rico em diferentes propriedades terapêuticas.

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INSTITUTO Americano de Culinária. O chef profissional. 3. ed. São Paulo: Senac, 2010.

LINGUANOTTO NETO, N. Ervas e especiarias com suas receitas. São Paulo: Editora Gourmet Brasil, 2006.

PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.quiste sua vida – taeq”. Disponível em: https://www.conquistesuavida.com.br/tag/alimentacao-saudavel_t4/1

Pimenta do Reino

Nome científico: Piper Nigrum

Sinônimo: Pimenta do Reino

Origem: originária da Ásia. Era chamada de pimenta de Portugal durante o período colonial brasileiro. Depois da colonização no Brasil passou a ser chamada de pimenta do reino, pois provinha do reino de Portugal. Durante a colonização existia um forte comércio de pimenta, elevando tanto o seu valor que chegou a ser empregada como moeda. Na Idade Média o uso da pimenta era para disfarçar o gosto dos alimentos em decomposição. Atualmente, é usada na indústria de carnes e conservas. O Brasil é conhecido como um dos maiores produtores de pimenta do reino.

Pimenta do Reino Preta. Imagem de Public Domain Pictures por Pixabay.

Características: é uma espécie perene, semi-lenhosa e trepadeira que pode atingir até 5 metros de altura. O caule é formado por duas partes distintas: a haste central que possui raízes adventícias[1], que se originam nos nós, e as hastes laterais, que são desprovidas de raízes e de onde se originam as flores e frutos. As folhas são pecioladas[2] localizadas à altura dos nós e a inflorescência é uma espiga que pode atingir 10 a 12 cm. Fruto pequeno, globoso com uma só semente e quando maduro possui de 4 a 6 mm de diâmetro e a casca adquire coloração avermelhada.

Uso Medicinal: a pimenta do reino oferece benefícios à saúde devido aos compostos bioativos presentes, principalmente a piperina. A piperina é um alcaloide natural que confere seu sabor picante e é considerada um tipo de antioxidante que ajuda a diminuir o risco de doenças crônicas como arteriosclerose, doenças cardiovasculares e condições neurológicas. A pimenta do reino tem funções antibacterianas, anti-inflamatórias e termogênicas no organismo. É muito utilizada na medicina ayurveda, pois ajuda no sistema digestivo e na absorção de nutrientes. Ainda pode ser consumida como chá e óleo essencial. Deve-se ficar atento à quantidade, pois a ingestão excessiva de pimenta do reino pode levar a uma alergia, causando desconfortos intestinais.

Uso na Gastronomia: é uma das especiarias mais utilizadas no mundo. Tem um sabor forte, levemente picante, sem comprometer o paladar. É encontrada na forma de grãos ou em pó. É comum encontrá-la nas mesas dos restaurantes ocidentais junto com o sal. É amplamente utilizada como tempero de marinadas, sopas, carnes e finalizações de receitas. Para preservar seus aromas e sabores, é preferível adicionar a pimenta do reino no final do cozimento ou antes de servir. Quanto mais fina a moagem da pimenta do reino, maiores as chances de causar irritação na garganta. O ideal é utilizar uma moagem mais grossa (proive mignonnette). Utilize a pimenta do reino com moagem grossa como um revestimento para carnes e legumes.

Poivre mignonnette: é o nome francês dado à pimenta do reino triturada ou grosseiramente picada. É utilizada a pimenta do reino preta ou branca. É uma maneira de adicionar, além do sabor e aroma da pimenta, a crocância em um preparo. Exemplo de pratos que utilizam este processo: Sauce au poivre (molho de pimenta) e Sauce Béarnaise (molho Béarnaise).

Au proive: designação francesa que indica que um prato, normalmente de carne, é preparado com uma porção de pimenta do reino triturada ou grosseiramente picada (mignonnette). Exemplo: Steak au poivre. A pimenta do reino pode ser encontrada em diversos estágios de maturação e por isso, apresenta diversas colorações: preta, verde e branca.  A pimenta do reino verde e a pimenta do reino preta são colhidas em um mesmo estágio de maturação, a diferença entre as duas é o processo de desidratação. A preta é seca ao sol e a verde é rapidamente desidratada para preservar a cor. O processo de desidratação é realizado com dióxido de enxofre, congelamento ou enlatamento. A pimenta do reino branca é colhida depois do seu amadurecimento.

Pimenta do Reino Preta. Imagem de Public Domain Pictures por Pixabay.

Pimenta do reino preta: pimenta preta, pimenta do reino preta, pimenta redonda ou rainha das especiarias (king of spices). É a pimenta mais comercializada do mundo. Pode ser encontrada em grãos ou moída. Para muitos chefs, é o ingrediente básico de qualquer tipo de receita salgada. Tem ardência média e pode ser utilizada para realçar o sabor das massas, incrementar um fundo ou molho, temperar carnes vermelhas e muito mais.

Pimenta do reino branca: possui sabor mais brando e suave. É utilizada para incrementar os pratos culinários, principalmente os caldos e molhos brancos. Também usada para realçar o sabor em peixes e frangos. Pode ser encontrada em grãos ou moída. É referência na gastronomia francesa, tailandesa e chinesa.

Pimenta do Reino Branca. Imagem de conger design por Pixabay.
Pimenta do Reino Verde. Imagem por Pixabay

Pimenta do reino verde: é normalmente vendida em salmouras ou imersa no vinagre. Tem aroma menos acentuado, textura lisa e não apresenta ardência. É ideal para adicionar sabor em molhos para saladas, carnes, peixes ou aves sem acrescentar picância. Harmoniza muito bem com vegetais e molhos claros, como bechamel, molho de mostarda e outros. É também ótima para saborizar carnes vermelhas ou temperar marinadas. A pimenta do reino verde é muito usada na hora do preparo de molho de filés.

Armazenamento: a pimenta do reino perde aroma e sabor por evaporação e quando exposta à luz. Por isso, os grãos devem ser armazenados em um recipiente fechado e ambiente escuro para que seu sabor e ardência preserve por mais de um ano.

Curiosidades: 1. na espiritualidade, a pimenta do reino preta é associada a proteção, purificação, banimento e descarrego. 2. Em muitas culturas, a pimenta é usada como amuleto da sorte, para afastar energias negativas, maus espíritos, inveja e mau-olhado.


Steak au Poivre

É um dos mais tradicionais pratos da cozinha francesa. Sua tradução literal é “Bife com Pimenta” e consiste em um bife de filé com crosta de pimenta do reino e molho cremoso.

Sopa Cremosa de Batata e Cenoura

É uma receita muito consumida no Reino Unido. Pode ser consumida quente ou fria.

Garam Masala

É é um tempero indiano, uma mistura de especiarias moídas. Garam significa “quente” e masala, “mistura”.

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Receitas com Pimenta do Reino

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Cerefólio

Nome científico: Anthriscus cerefolium

Sinônimo: Cerefólio, Cerefolho, Cerefólio das hortas

Origem: originária do sul da Rússia, Cáucaso e Oriente Médio, levada à Europa no início da era cristã. Muito utilizada na cozinha francesa onde compõe uma das ervas das “Ervas Finas”.

Imagem de ivabalk por Pixabay.

Características: planta herbácea, anual, podendo atingir entre 40 e 70 cm de altura. Apresenta ramagem muito semelhante à da salsinha e do coentro. Seu sabor é mais delicado do que a salsinha, com um toque refrescante de anis ou alcaçuz. Pode ser utilizado fresco ou seco.

Uso Medicinal: é uma planta de propriedades diuréticas, carminativas, tônicas e estimulantes.

Uso na Gastronomia: O cerefólio é uma erva aromática indispensável na cozinha francesa, da mesma forma que utilizamos a salsinha no Brasil. Deve ser utilizada preferencialmente fresca, no final do preparo, preservando assim todo seu sabor. É bastante utilizada na gastronomia para decoração. Compõe o tempero “Ervas Finas Francesas” juntamente com estragão, salsa e cebolete. A erva entra na preparação de diversos pratos, aromatizando legumes, aves, carnes, sopas, frutos do mar, omeletes, vinagretes, saladas etc.

Chá de Cerefólio

Reduz os gases intestinais, estimula a circulação do sangue, previne a retenção de líquido e protege a saúde do fígado, ajudando a reduzir o acúmulo de gordura no órgão.

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CAPA:


REFERÊNCIAS:

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL. Artigos publicados no site “Conquiste sua vida – taeq”. Disponível em: https://www.conquistesuavida.com.br/tag/alimentacao-saudavel_t4/1

Segurelha

Nome científico: Satureja hortensis, de verão, ou Satureja montana, de inverno.

Sinônimo: Segurelha, Segurelha das montanhas.

Origem: é espontânea na costa do Mediterrâneo e utilizada há milênios, era usada como tempero por gregos e romanos. Foi levada pelos romanos para o Norte da Europa, espalhando-se pelo mundo. Era conhecida pelos seus poderes afrodisíacos e utilizada como antisséptico às pragas. Dizia-se que a segurelha pertencia aos sátiros, uma vez que satureja em latim significa sátiro[1]. Durante a Idade Média continuou em uso.

Imagem Alejandro pinero amerio por Unsplash.y

Características: planta herbácea, aromática, perene ou anual, que pode atingir 50 cm de altura. É parente do alecrim e do tomilho e pertence à família da menta. De sabor intenso, tem um aroma a lavanda e maçã e um ligeiro sabor a menta. É levemente picante.

Uso Medicinal: Contém propriedades fungicidas, antidiarreicas, antivirais e antissépticas. Combate inflamações das vias respiratórias, indisposições digestivas, gases, cólicas, flatulência e gastroenterites agudas.

Uso na Gastronomia: seu sabor é levemente picante, por isso, é comum ser associada ao feijão, mas também harmoniza perfeitamente com legumes, carnes, peixes e sopas. A segurelha fornece um sabor especial as receitas quando associada a outras ervas, tais como: manjericão, cominho, alho, louro, manjerona, orégano, alfazema, salsinha, tomilho e alecrim. É um dos componentes das Ervas de Provence juntamente com alecrim, tomilho e manjerona. Tradicionalmente acompanha trutas, ovos, assados, feijão, preparados com tomate etc.

Curiosidades: 1. os romanos acreditavam que a segurelha lhes dava força. 2. Pode ser colocada entre as roupas para afastar traças.


Creme de Palmito

É uma receita para preparar nos dias frios. É fácil de fazer, muito nutritiva e saborosa.

Ervas de Provença

É um tempero clássico da culinária francesa.

Temperando e Condimentando

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Capim Limão

Nome científico: Cymbopogon citratus

Sinônimo: Capim limão, capim cidró, capim cidreira, erva cidreira, capim santo, capim cheiroso, capim marinho, cana cidreira, chá de estrada.

Origem: é uma planta tropical da família Gramínea. Provavelmente originada no Oriente Médio. A citronela é outra planta da espécie Cymbopogon. O óleo essencial já era utilizado há mais de 2 mil anos pelos egípcios, gregos e romanos. No Brasil, espalhou-se rapidamente devido à rede de raízes superficiais, utilizada para conter barrancos pelas companhias ferroviárias.

Imagem de Bishnu Sarangi por Pixabay.

Características: é uma planta herbácea, perene, cresce em touceiras e pode atingir até um metro de altura. As folhas são longas, estreitas, ásperas, de cor verde-clara e com bordas cortantes. O aroma somente é sentido quando se corta a planta. Seu aroma é muito agradável e parece muito com o perfume do limão. É cultivado por todo o mundo, em regiões tropicais, como Brasil, Guatemala, Estados Unidos, África e Índia. É utilizada de várias formas, principalmente aromáticas. A única parte comestível é o interior da base do talo, com cerca de 10 cm de comprimento a partir da raiz e sem a parte externa fibrosa. O chá de capim-limão é muito conhecido.

Uso Medicinal: a infusão das folhas é utilizada como calmante, febrífugo, diurético, antiespasmódico, depurativo do sangue, tratamento de hemorroidas, pressão alta, problemas nervosos, distúrbios de fígado, má digestão, enjoos e diarreia.

Uso na Gastronomia: a parte final do bulbo é mais aromática. A erva é muito popular na Tailândia, no Vietnã, no Camboja e nas ilhas da Indonésia. Na Tailândia, as folhas são finamente picadas e adicionadas na pasta de curry. Seu aroma é adequado para ser utilizado com aves, peixes e frutos do mar. A erva é um excelente ingrediente para marinadas, curry, saladas, picles, fritadas e sopas. Pode-se preparar um chá bastante refrescante a partir da infusão das folhas em água quente.

Curiosidades: 1. a planta ajuda a preservar as estradas, pois firma o solo impedindo a erosão, por isso, também é conhecida com o nome de chá da estrada. 2. O capim limão é associado a propriedades espirituais como purificação, limpeza, proteção e afastamento de energias negativas. 3. O aroma refrescante pode ser utilizado antes das práticas de meditação, para limpar a mente e o local, criando um ambiente propício à introspecção e à busca interior.

Kecap Manis

É é um molho tradicional da culinária da Indonésia. É um molho espesso, escuro e adocicado…

Chá de Capim Limão

É é muito utilizado para relaxar. O chá preparado com erva é ótimo para aliviar o estresse e a ansiedade.

Para saber mais sobre Gastronomia acesse: Conceitos e Teorias


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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CAPA:


REFERÊNCIAS:

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL. Artigos publicados no site “Conquiste sua vida – taeq”. Disponível em: https://www.conquistesuavida.com.br/tag/alimentacao-saudavel_t4/1

Estragão

Nome científico: Artemisia dracunulus

Sinônimo: Estragão, Erva dragão, Estragão francês, pequeno dragão.

Origem: Provavelmente surgiu entre a Ásia Menor e o Oriente Médio. O mais provável é na Sibéria, sul da Rússia e oeste asiático. Durante a ocupação moura na península Ibérica, os árabes chamavam a erva de tarkhun (pequeno dragão), de onde derivou estragão. Porém, o uso na Europa somente se propagou após a Idade Média. É cultivada extensivamente na França e nos Estados Unidos.

Estragão. Imagem de Nathan Elliot por Pixabay.

Características: planta herbácea, perene fortemente aromática, ereta, ramificada na base formando aspecto de touceira, de 30 a 60 cm de altura. Folhas simples, flores pouco frequentes. Da mesma família que a menta. O sabor tem uma característica muito forte de cânfora, bem potente. Comporta-se bem quando seca, sem perder muito o aroma. Pode ser congelada

Uso Medicinal: suas folhas e flores são utilizadas para indigestão, problemas de fígado, contra a sudorese excessiva e salivação. É usada como auxiliar no tratamento de gota, dispepsia, astenia (fraqueza), diabetes, bronquite, intestino preso e menopausa.

Uso na Gastronomia: muito utilizada na culinária mundial, porém, com parcimônia, dada a força da erva e a recusa por crianças. Na Inglaterra é muito usada em recheio de embutidos e aves. Na cozinha francesa, é utilizada ocasionalmente, mas nunca dominando preparações. Na Itália, há uma paixão exacerbada pela erva, especialmente com carnes. Nos açougues italianos são distribuídos ramos de sálvia, alecrim e louro para temperar as carnes. A sálvia é o aromático clássico da saltimbocca e de fígado. No Oriente Médio, a erva tempera os kebabs e é utilizada nas poderosas saladas locais. Na cozinha belga e alemã, é diretamente relacionada com enguias, pela afinidade de sabor.

Curiosidades: 1. “Quem tem sálvia em casa nunca envelhece.” (provérbio chinês), conhecida como a erva da longevidade. 2. Na Índia é considerada uma planta sagrada e é comum vê-la crescer à porta dos templos. 3. Os gregos e romanos a utilizavam como estimulante mental. 4. É uma erva utilizada em práticas espirituais e rituais para purificação, proteção, harmonização e equilíbrio.

Bisque de Camarão

É um dos pratos tradicionais da região costeira da França. A Bisque é uma sopa creme típica da cozinha francesa que consiste em um caldo de carne ou de crustáceo…

Vinagre Aromatizado

É utilizado como tempero à base de vinagre que pode conter ervas frescas ou secas, especiarias, frutas e outros condimentos.

Temperando e Condimentando

Conceitos e Teorias de Gastronomia

Receitas com Estragão

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Sálvia

Nome científico: Salvia officinalis

Sinônimo: Sálvia, Sálvia real, Sálvia das boticas, chá da Grécia, Erva sagrada, Sálvia dos jardins, Sálvia comum.

Origem: Região Sul da Europa e Região Mediterrânea. Os romanos a utilizavam com fins medicinais, sem indicação de uso na culinária. Durante a Idade Média, o uso era quase que exclusivamente medicinal. Porém, a partir do século XVI, a erva passou a ser utilizada na gastronomia.

Imagem de Hans por Pixabay.

Características: planta herbácea, perene fortemente aromática, ereta, ramificada na base formando aspecto de touceira, de 30 a 60 cm de altura. Folhas simples, flores pouco frequentes. Da mesma família que a menta. O sabor tem uma característica muito forte de cânfora, bem potente. Comporta-se bem quando seca, sem perder muito o aroma. Pode ser congelada.

Uso Medicinal: suas folhas e flores são utilizadas para indigestão, problemas de fígado, contra a sudorese excessiva e salivação. É usada como auxiliar no tratamento de gota, dispepsia, astenia (fraqueza), diabetes, bronquite, intestino preso e menopausa.

Uso na Gastronomia: muito utilizada na culinária mundial, porém, com parcimônia, dada a força da erva e a recusa por crianças. Na Inglaterra é muito usada em recheio de embutidos e aves. Na cozinha francesa, é utilizada ocasionalmente, mas nunca dominando preparações. Na Itália, há uma paixão exacerbada pela erva, especialmente com carnes. Nos açougues italianos são distribuídos ramos de sálvia, alecrim e louro para temperar as carnes. A sálvia é o aromático clássico da saltimbocca e de fígado. No Oriente Médio, a erva tempera os kebabs e é utilizada nas poderosas saladas locais. Na cozinha belga e alemã, é diretamente relacionada com enguias, pela afinidade de sabor.

Curiosidades: 1. “Quem tem sálvia em casa nunca envelhece.” (provérbio chinês), conhecida como a erva da longevidade. 2. Na Índia é considerada uma planta sagrada e é comum vê-la crescer à porta dos templos. 3. Os gregos e romanos a utilizavam como estimulante mental. 4. É uma erva utilizada em práticas espirituais e rituais para purificação, proteção, harmonização e equilíbrio.

Galeto Al Primo Canto com Polenta Frita

É uma receita do Rio Grande do Sul. O galeto é selado até dourar e em seguida, cozido no vinho branco, noz-moscada e sálvia.

Purê de Batatas Aromatizado com Sálvia e Tomilho

Delicioso purê de batatas acrescido de ervas e queijo parmesão.

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Funcho e Erva Doce

O Funcho e a Erva Doce são muito semelhantes e podem ser facilmente confundidos. O composto aromático anetol[1] presente nas duas plantas é responsável pelo sabor e aroma de anis bem característico. É por isso que o funcho é conhecido em muitos lugares como a “falsa erva-doce”.

Nome científico: Foeniculum vulgare

Sinônimo: Funcho, erva doce brasileira, erva doce de cabeça, falsa erva doce, falso anis, funcho bastardo, funcho comum, funcho doce, funcho italiano.

Origem: É uma das plantas cultivadas mais antigas do mundo. Seus registros históricos datam de 2000 a.C. pelos egípcios, gregos e romanos. O funcho é nativo da Europa e África, e foi introduzido no Brasil pelos italianos. Adaptou-se bem ao clima e hoje pode ser encontrado de forma espontânea em vários locais do país.

Características: é uma herbácea, perene ou bianual, entouceirada, aromática, de 40 a 60 cm de altura. O Funcho tem as flores amarelas, as folhas são finas, parecem imitar a textura de uma renda. As sementes são mais alongadas e maiores que as da erva doce e tem um sabor mais suave. O funcho é dotado de outras propriedades medicinais, como o estragol e alcânfora.

Funcho. Imagem de Katharina Klinski por Pixabay
Flores Funcho. Imagem de Babs Müller por Pixabay.

Usos Medicinal: utilizada para tratar desconfortos gastrointestinais e auxilia na eliminação de catarro das vias respiratórias superiores. Suas raízes são usadas para facilitar as funções de eliminação urinária e digestiva. Ajuda no tratamento de perturbações associadas ao climatério. Externamente, os frutos e folhas são utilizados em inflamações das mucosas ocular e da orofalinge e para perfumar o hálito. É também aromática e comestível.

Uso na Gastronomia: o Funcho é utilizado por inteiro: as sementes, as folhas, o caule e a raiz (bulbo). O bulbo escurece rapidamente depois de cortado, neste caso, o ideal é deixar em uma tigela com água gelada durante o preparo, para evitar a oxidação. Na hora de escolher o bulbo, selecione os menores, pois são menos fibrosos e mais saborosos.

Com as sementes pode-se preparar um chá (decocção) reconfortante e aromatizar molhos, conservas, pães, bolos e outras preparações. Com as sementes e as folhas é possível preparar licores. As folhas e o bulbo picados são excelentes ingredientes para fundos, molhos, massas e risotos. O caule verde, cortado em pequenos cubos e misturados com outros legumes resulta em uma boa sopa ou um creme de legumes. O bulbo, caule e folhas podem-se comer crus e são utilizados em salada. O bulbo cortado em rodelas é utilizado em assados e grelhados.

Curiosidades: 1. Os gladiadores romanos misturavam a erva em sua alimentação para dar força. 2. Os egípcios a cultivavam, extraiam de suas folhas e sementes, bebidas e remédios, além de usá-las na alimentação. 3. Na espiritualidade o funcho desenvolve o desejo de buscar e aperfeiçoar talentos e virtudes, traz força para concretizar sonhos e para expressar projetos e sentimentos pela fala. Gera transformação interna, corta laços com o passado e incentiva a buscar respostas internas para compreender os sentidos da vida.

Licor de Funcho

É ideal para aquecer em uma noite fria de inverno. Os licores de ervas são requintados e extremamente apreciados.

Sopa Vichyssoise

É uma sopa tradicional da culinária francesa, porém, não surgiu na França, e sim, em Nova York.

Nome científico: Pimpinella anisum   L.

Sinônimo: Anis, anis-verde, erva-doce

Origem: Natural da Ásia e cultivada no Brasil, especialmente no Sul.

Uso Medicinal: utilizada contra resfriado, tosse, bronquite, febre, cólicas, inflamações orofalingeas, má digestão e demais desconfortos gastrointestinais. Combate cólicas e dores de cabeça. Também pode ser utilizada em parasitoses intestinais leves. Externamente trata pediculose, escabiose e micoses cutâneas.

Flores da Erva Doce. Imagem de Lara-yin por Pixabay.

Uso na gastronomia: a Erva doce não tem o bulbo comestível, sendo utilizada somente as sementes, na forma de condimento (especiarias). É usada no preparo de chás e em receitas culinárias, como bolos, biscoitos, saladas, doces e licores. Pode também ser empregada em alguns pratos com frutos do mar.

Curiosidades: No Egito, a erva doce era considerada uma planta sagrada e era usada em rituais religiosos e cerimônias de purificação.

Bhaji de Cebolas

Tem origem indiana. É uma espécie de bolinho frito, crocante por for e macio por dentro.

Salteado de Legumes com Espinafre e Cogumelos

É um salteado preparado com uma mistura de cogumelos (paris, shimeji e shitake), cenoura, pimentão vermelho, ervilha torta, espinafre e castanha de caju


Temperando e Condimentando

Conceitos e Teorias de Gastronomia

Receitas com Funcho

Receitas com Erva-doce

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CAPA:


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Endro/Dill

Nome científico: Anethum graveolens

Sinônimo: Endro, Dill, Aneto

Origem: Sul da Rússia e região do Mediterrâneo. É muito utilizado na Escandinávia, na Alemanha e Europa Central e Leste.

Endro/Dill. Folhas, flores e sementes. Imagem de Eszter Miller por Pixabay

Características: é uma planta herbácea anual, ereta, estriada, ramificada e pode atingir até 1,5 m de altura. Suas folhas são delicadas, penugentas e finamente segmentadas, dando à planta um aspecto plumoso. As flores são pequenas e amarelas. Os frutos são vagens achatadas que carregam sementes aromáticas. É uma saborosa e aromática erva, semelhante à salsa, ao funcho e à erva doce (as sementes, inclusive, são muito parecidas). É idêntico às folhas do funcho, porém, com tamanho menor e sabor diferente, menos anisado. As sementes, similares às da erva-doce, têm sabor completamente diferente das folhas, mais amargas, semelhantes com kümmel.

Uso Medicinal: rico em fibras, vitaminas com A, C, E, e minerais, principalmente ferro. A erva tem propriedades calmantes, relaxantes, ajudando a combater sintomas de ansiedade, estresse, insônia e depressão. Alivia dores e ajuda na digestão. É diurética, aliviando os sintomas de prisão de ventre. Tem propriedades anti-inflamatórias e ajuda a aumentar a imunidade.

Uso na Gastronomia: É rico em sais minerais, sendo muito utilizado em dietas hipossódicas. É muito empregada na culinária escandinava e sua utilização vai desde peixes até molhos, na forma fresca ou em sementes. É mais conhecida em pepinos em conserva, utilizando a planta inteira, com as sementes em média maturação. Semente: picles, chucrute, sopas. Ervas: Bastante empregado em receitas com peixes, nos molhos com iogurte e em algumas receitas com legumes. Saladas, pratos com queijos, peixes e frutos do mar, alguns vegetais.

Curiosidades: 1.Na Roma antiga, o endro era considerado o alimento da vitalidade e da força. 2. Na Idade Média, acreditava-se que ele tinha propriedades mágicas, capazes de proteger as pessoas de bruxaria e mau-olhado. 3. Na espiritualidade, acredita-se que as sementes de endro podem proteger do mau-olhado e de pensamentos negativos se carregadas próximas ao coração

Benefícios nutricionais e/ou medicinais:

Aumenta a imunidade: dentre as vitaminas que fazem parte da composição da erva, a principal é a vitamina C. O endro é capaz de estimular uma maior produção de glóbulos brancos, aumentando a imunidade.

Combate o envelhecimento precoce: além da vitamina C, o endro tem em sua composição outros antioxidantes como os flavonoides, que impedem a ação dos radicais livres

Melhora a digestão: diminui as cólicas e os gases, além de aliviar náuseas, diarreia e prisão de ventre. Serve também para aliviar as cólicas do bebê.

Previne doenças cardíacas: o endro contribui para a redução das taxas de colesterol e triglicérides no sangue, além de ter propriedade antioxidantes, que reduzem a formação de placas de gorduras nas artérias.

Alivia a tosse: tem propriedades expectorantes e antiespasmódicas e pode ser usado no tratamento da tosse seca e produtiva e associado a tratamentos de asma.

Combate a retenção de líquidos: tem propriedades diuréticas, aumentando a quantidade de urina eliminada e ajudando a prevenir a retenção de líquidos, diminuindo o inchaço.

Tabela Nutricional:

Porção de 100 gramas

NUTRIENTEQUANT.UNID.
Calorias (valor energético)43kcal
Água85,95g
Proteína3,46g
Carboidratos7,02g
Gorduras Totais1,12g
Cálcio206mg
Ferro6,59mg
Magnésio55mg
Fósforo55mg
Potássio738mg
Sódio61mg
Zinco0,091mg
Vitamina A, Retinol386µg
Vitamina B1, Tiamina0,058mg
Vitamina B2, Riboflavina0,296mg
Vitamina B3, Niacina1,57mg
Vitamina B6, Piridoxina0,185mg
Vitamina B9, Ácido Fólico150µg
Vitamina B12, Cianocobalamina0µg
Vitamina C, ácido ascórbico85mg
Vitamina D0mg
Vitamina K0µg
Gorduras saturadas0,06g
Gorduras monoinsaturadas0,802g
Gorduras poli-insaturadas0,095g
Colesterol0g
Fonte: TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ALIMENTOS. São Paulo: Departamento de Informática em Saúde, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Disponível em: https://tabnut.dis.epm.br/Alimento

Molho Pesto com Endro

Além de saboroso, é nutritivo. O endro é uma erva aromática de propriedades calmantes e relaxantes. Inove com este pesto

Molho Tártaro

É de origem francesa muito consumido nos países de língua inglesa. O molho tártaro era servido no início do século XX como um acompanhamento do “steak tartare”.

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FONTES IMAGENS:

CAPA:


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Manjerona

Nome científico: Origanum majorana

Sinônimo: Manjerona

Origem: Mediterrâneo, onde é espontânea.

Características: planta herbácea, perene, caule reto, folhas simples, flores esbranquiçadas, róseas ou violáceas. Similar em formato e cor ao manjericão, diferenciando por ser mais peluda. O sabor se assemelha mais ao orégano, do qual é parente próximo. Pode até substituí-lo, com sabor e aroma mais refinados. É consumida desde a Antiguidade. Na Grécia Antiga, Hipócrates recomendou como erva medicinal.

Manjerona. Imagem de Markéta (Machová) Klimešová por Pixabay.

Uso Medicinal: as suas flores é onde se encontra a maior concentração de óleo essencial e substâncias com efeito medicinal. A erva é utilizada para tratar sintomas como dores de cabeça, enxaquecas, dores musculares e cólicas. Ajuda no tratamento de infecções do trato digestivo e urinário ou da pele e doenças como úlceras pépticas, prisão de ventre e diarreia. Tem efeito relaxante sobre o tecido muscular e o sistema nervoso.

Uso na Gastronomia: É utilizada em praticamente todos os países da Europa. Componente clássico das Ervas de Provença juntamente com Orégano, Tomilho, Segurelha e Alecrim. Pode ser utilizada com carnes, ovos, aves, molhos de tomate (com ou sem carne), assados de carne de porco, verduras e amido, ou seja, em praticamente todas as preparações, com exceção de doces. Devido ao aroma delicado, deve ser adicionada à preparação fora do fogo.

Curiosidades: 1. Na mitologia grega, acreditava-se que esta erva tinha sido criada por Afrodite, a deusa do amor, como um símbolo de propriedade curativa. 2. Associada à felicidade conjugal, virava “coroa de casamento” nas sociedades grega e romana. 3. Na espiritualidade, a manjerona é usada para afastar a negatividade e para trabalhar o amor incondicional.

Benefícios nutricionais e/ou medicinais:

1. Melhora a digestão: o aroma da erva atua no estímulo das glândulas salivares, ajudando no processo digestivo primário que acontece na boca. A ingestão de chá de manjerona estimula a eliminação das fezes e ainda atua no estímulo de alguns fluidos digestivos como o ácido gástrico e a bílis.

2. Reduz o estresse e a ansiedade: a erva tem propriedades relaxantes e é um ótimo remédio natural para a saúde emocional. O ideal é tomar o chá, ou inalar os vapores da erva ou ainda fazer uma massagem com o óleo essencial da manjerona.

3. Ajuda no tratamento da diabetes: a erva ajuda a equilibrar os níveis de açúcar no sangue por ser capaz de inibir enzimas que aumentam a intolerância à insulina.

4. Previne doenças cardíacas: é rica em antioxidantes e ajuda a reduzir a pressão arterial por atuar nos vasos sanguíneos.

5. Alivia gripes, resfriados e dores musculares: tem propriedades anti-inflamatórias, podendo aliviar problemas ligados ao sistema respiratório. A massagem com óleo essencial de manjerona alivia as dores musculares.

Tabela Nutricional:

Porção de 100 gramas

NUTRIENTEQUANT.UNID.
Calorias (valor energético)271kcal
Água7,64g
Proteína12,66g
Carboidratos7,04g
Gorduras Totais60,56g
Cálcio1990mg
Ferro62,71mg
Magnésio346mg
Fósforo306mg
Potássio1522mg
Sódio77mg
Zinco3,6mg
Vitamina A, Retinol403µg
Vitamina B1, Tiamina0,289mg
Vitamina B2, Riboflavina0,316mg
Vitamina B3, Niacina4,12mg
Vitamina B6, Piridoxina1,19mg
Vitamina B9, Ácido Fólico274µg
Vitamina B12, Cianocobalamina0µg
Vitamina C, ácido ascórbico51,4mg
Vitamina D0mg
Vitamina K1,69µg
Gorduras saturadas0,529g
Gorduras monoinsaturadas0,94g
Gorduras poli-insaturadas4,405g
Colesterol0g
Fonte: TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ALIMENTOS. São Paulo: Departamento de Informática em Saúde, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Disponível em: https://tabnut.dis.epm.br/Alimento

Quirera Lapeada

É um prato típico do Paraná, na região Sul do Brasil. A quirera, também conhecida como canjiquinha, é cozida junto com lombo suíno, costelinha, linguiça e bacon.

Ervas de Provença

Ervas de Provença (Herbes de Provence em francês) é um tempero clássico da culinária francesa.

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CAPA:


REFERÊNCIAS:

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