Pimenta Cambuci

Nome científico: Capsicum baccatum

Sinônimo: Cambuci, Chapéu de bispo, Chapéu de frade, Pimenta godê

Origem: Brasil, é mais conhecida na região Sudeste, principalmente no estado de São Paulo.

Pimenta Cambuci. Imagem Adriana Tenchini.

Características: é um pequeno arbusto vigoroso e produtivo que alcança até 1 m de altura, produzindo de 30 a 50 frutos, de coloração verde quando imaturos e vermelhos quando amadurece. São normalmente colhidos verdes, mas pode-se encontrar também vermelhos no mercado. Possui formato de sino e é uma pimenta de picância suave, de 200 a 1.000 SHU.

Uso Medicinal: é rica em antioxidantes, flavonoides e vitaminas A, E, C, ácido fólico, zinco e potássio, além de fibras. Auxilia na regulação da pressão arterial, contribui para a saúde do coração, auxilia na perda de peso, aumentando a sensação de saciedade. Ajuda ainda na redução do risco de câncer.

Uso na Gastronomia: é mais utilizada como hortaliça do que como tempero. Pode ser consumida verde, madura ou de vez, após remover as sementes. A Cambuci verde é utilizada em pratos salgados e, normalmente utiliza-se a Cambuci madura para as preparações doces. É bastante versátil, podendo ser consumida crua, refogada, recheada, em saladas, conservas, sanduíches, aperitivos ou ainda como ingrediente de diversos preparos, tais como, aves, carnes, omeletes, suflês, batata, arroz, peixes e carnes. A Cambuci pode também ser empregada em pratos vegetarianos refogada juntamente com outros vegetais.

Curiosidades: O nome Cambuci vem da língua indígena e significa jarro.

Músculo Cozido com Cambuci

O músculo é previamente marinado na cerveja com especiarias e cozido na pressão. A pimenta Cambuci é refogada com cebola e tomate e misturada ao músculo antes de servir.

Temperando e Condimentando

Conceitos e Teorias de Gastronomia

Receitas com Pimenta Cambuci

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Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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INSTITUTO Americano de Culinária. O chef profissional. 3. ed. São Paulo: Senac, 2010.

LINGUANOTTO NETO, N. Ervas e especiarias com suas receitas. São Paulo: Editora Gourmet Brasil, 2006.

PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003./1

Pimenta de cheiro

Nome científico: Capscium chinense

Sinônimo: Pimenta de cheiro

Origem: bacia amazônica da América do Sul. Os povos indígenas foram os responsáveis por domesticar e popularizar o seu uso no Brasil.

Pimenta de cheiro.  Imagem de Jacqueline macou por Pixabay.

Características: não se trata apenas de um tipo de pimenta, mas de diferentes tipos domesticados pelos indígenas amazônicos. O tipo mais comum é de picância suave, de 200 a 1.000 SHU. Seu nome deriva do aroma característico que libera quando é cortada ou amassada, proporcionando uma fragrância marcante e agradável. É pequena e cônica, com coloração que varia do verde ao vermelho. Tem um sabor levemente picante e adocicado.

Uso Medicinal: Possui grandes quantidades de nutrientes essenciais para a saúde. Possui vitamina A, B6, C, K, cálcio, ferro, magnésio, fósforo e sódio. Tem ação anti-inflamatório, é boa para imunidade, para o coração e ajuda na perda de peso.

Uso na Gastronomia: é bastante popular nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Por ser extremamente aromática e sutilmente picante, ela é um ingrediente versátil que enriquece as preparações, tornando-se essencial nos pratos com peixes, frutos do mar e aves. Ela é frequentemente utilizada em receitas nordestinas em molhos, ensopados, refogados e no preparo de pratos típicos, adicionando sabor e aroma.

Curiosidades: 1. Ela é conhecida por seu poder afrodisíaco, sendo considerada um estimulante natural. 2. Pode ser utilizada como repelente natural. O seu aroma forte e adocicado afasta insetos como mosquitos e moscas, sendo uma opção natural e eficaz para jardins e varandas.

Moqueca Baiana

Incorpora ingredientes e técnicas culinárias africanas, como azeite de dendê e o leite de coco, que conferem ao prato um sabor rico e uma textura cremosa.

Lombinho Assado na Panela

Tem coloração dourada, é tenro e saboroso. É servido com molho preparado dos ingredientes da própria marinada dando um toque especial ao prato.

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Pimenta Biquinho

Nome científico: Capsicum chinense

Sinônimo: Pimenta biquinho, Pimenta de bico,

Origem: originária do Brasil, amplamente cultivada no Sudeste do país.

Pimenta Biquinho. Eduardo Soares Unsplash.

Características: é conhecida por seu formato semelhante a uma pequena gota ou um bico de passarinho, pela sua picância reduzida e seu sabor doce. Subarbusto anual, esparsamente ramificado, com folhas simples, podendo atingir de 60 cm a 1 m de altura. Flores solitárias e numerosas, de coloração branca. Seu fruto é pequeno, em média, 3 cm de comprimento e 1,5 cm de largura, vermelho ou amarelo, sendo considerada uma pimenta de picância suave, com pungência de 500 a 1.000 SHU. Isso significa que a ardência da pimenta não é perceptível para o paladar.

Uso Medicinal: é rica em vitaminas A, C e do complexo B, além de ser fonte de cobre, magnésio, cálcio e fibras. É considerada um bom antioxidante, ajuda o sistema imunológico, ajuda a controlar o açúcar no sangue, a prevenir inflamações, ajuda na digestão, a diminuir dores articulares e musculares.

Uso na Gastronomia: além do sabor agradável, a pimenta biquinho pode ser consumida crua, como um petisco ou adicionada a saladas, em molhos, conservas, pratos quentes, doces, salgados e até em coquetéis. É bastante difundida em Minas Gerais, sendo empregada no preparo de molhos, peixes e carnes. Também é muito apreciada e encontrada em conservas feitas em garrafas de aguardente, à venda em muitas estradas e vendas mineiras. Seu sabor suave combina bem com carnes, aves, peixes e até mesmo com queijos. Pode ainda ser utilizada para decorar pratos e dar um toque de cor e sabor aos alimentos.

Curiosidades: É considerada uma planta ornamental.

Salada de Folhas com Vinagrete de Biquinho

É uma salada fresca, agradável, saudável e muito saborosa.

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Pimenta Malagueta

Nome científico: Capsicum frutescens

Sinônimo: Pimenta malagueta, piri-piri, gindungo, malaguetinha caipira,

Origem: nativa da Bacia Amazônica. É bastante produzida no Brasil e, também em Portugal, África e Ásia.

Pimenta Malagueta. Imagem de Heleno Salgado por Pixabay.

Características: subarbusto anual, esparsamente ramificado com folhas simples. Flores solitárias e numerosas. Seu fruto é pequeno (aproximadamente 3 cm de comprimento), vermelho e tem grau de picância alta, entre 50.000 e 100.000 SHU. Prefere clima quente e úmido. Não tolera temperaturas frias e geadas.

Uso Medicinal: é rica em vitaminas A e C, além de ser uma fonte de antioxidantes. A pimenta malagueta também ajuda na perda de peso, pois a capsaicina presente nela ajuda a aumentar o metabolismo e a queimar gordura. Pode ainda ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas e a controlar a pressão arterial.

Uso na Gastronomia: pode ser consumida fresca, seca, em pó, em conserva ou em molho. Na culinária pode ser utilizada de diversas maneiras: no arroz, feijão, carnes, molhos, entre outros. É uma das pimentas mais populares no Brasil, a malagueta é muito utilizada no preparo de moqueca, vatapá, tucupi, entre outros pratos. A malagueta é bem ardida, por isso deve ser usada com cuidado.

Curiosidades: 1. É considerada um elemento místico com simbolismo espiritual, sendo conhecida por sua capacidade de afastar mau-olhado, a inveja e as energias negativas, proteger contra pessoas indesejadas, trazer paz e substituir energias negativas. A pimenta malagueta é utilizada em diversas práticas espirituais, como pingentes, chaveiros, joias, arranjos decorativos para casas, plantas dentro de casa e tatuagens. 2. No Feng Shui, a pimenta é considerada um elemento com energia quente que limpa o local de fluidos negativos. 3. Na Umbanda, é utilizada em rituais religiosos para retirar energias negativas.

Som Tam Thai

É uma salada típica da Tailândia. “Som Tam”, literalmente traduzido, significa “pilar o azedo”. Essa salada tailandesa é cheia de sabor: doce, picante, azedo, crocante e fresca.

Frigideira de Camarão

É um prato típico da Bahia que comb ina iguarias frescas, ervas e especiarias com uma textura dourada e crocante.

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Pimenta Calabresa

A Pimenta Calabresa não é uma variedade ou espécie de pimenta, mas um tipo de pimenta seca, vendida em flocos ou moída. O seu consumo é muito popular no Brasil, sendo um condimento utilizado principalmente para temperar a linguiça calabresa, por isso o nome. No Brasil é utilizada a pimenta dedo de moça (Capsicum Baccatum) para produzir a pimenta calabresa. A pimenta dedo de moça não é tão ardida como outros tipos de pimenta, tendo uma ardência baixa na Escala Scoville[1] (de 5.000 a 15.000 SHU).

Em outros países também existem especiarias de pimenta desidratada e moída, mas são preparadas com outras pimentas tais como a caiena, a jalapeno e a serrana, todas com ardências maiores. É comum serem chamadas de “crushed red peppers” ou “red pepper flakes”.

Na Itália, temos a Peperoncino Calabrese cuja tradução é pimenta calabresa, porém, ela não é a mesma encontrada no Brasil. Esta é produzida com uma variedade de pimenta da região de Calábria na Itália, a espécie Capsicum annuum (Pimenta Caiena) que tem ardência em torno de 30.000 a 50.000 SHU. Apesar das diferenças, os italianos tiveram influência no surgimento da pimenta calabresa brasilei ra. Quando ocorreram as imigrações italianas em nosso país no século XX, os imigrantes não conseguiam preparar o tempero da linguiça calabresa sem a pimenta da Calábria. Neste caso, eles substituíram pela pimenta dedo de moça.

Imagem de Th G por Pixabay.

Uso Medicinal: possui ação antioxidante, capaz de inibir os radicais livres e combater inflamações. Auxilia no bom funcionamento do intestino. Tem propriedade termogênica, que ajuda a acelerar o metabolismo, aumentando a temperatura corporal e auxiliando na queima de gordura.

Uso na Gastronomia: é uma excelente combinação com carnes, aves, peixes, frutos do mar, cozidos, sopas, molhos e receitas com ovos. Pode também ser utilizada em geleias, queijos, salsichas, linguiça, patês, pães e na cobertura de pizzas. É perfeita para deixar os molhos, geleias, peixes, aves e outros tipos de carnes bem mais saborosos


Strangozzi com Molho de Tomate e Manjericão

É proveniente da Úmbria, uma região da Itália central. É uma massa fresca com semolina servida com molho de tomate pelado, folhas de manjericão e queijo grano padano.

Feijão Tropeiro

Foi criado no período colonial
pelos tropeiros. Eles eram condutores de tropas (mulas e cavalos) que transportavam mercadorias pelo interior do Brasil.

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Pimenta Dedo de Moça

Nome científico: Capsicum Baccatum

Sinônimo: Pimenta Dedo de Moça, Pimenta Vermelha, Pimenta aji,

Origem: América do Sul, mais especificamente da região dos Andes, em países como Peru, Bolívia e Colômbia.

 Imagem Adriana Tenchini.

Características: é uma planta arbustiva, de crescimento ereto, frutos alongados de cor vermelha e tamanho médio, em torno de 8 a 10 cm de comprimento. Seu nome vem da semelhança do seu formato com um dedo humano. A Pimenta Dedo de Moça é levemente adocicada, com um sabor frutado e uma picância baixa, em torno de 5.000 a 15.000 SHU. A pimenteira se adapta bem aos climas quentes, tendo facilidade de ser cultivada nos meses de calor no Brasil, por isso, nos últimos anos, a pimenta dedo de moça tornou-se uma planta ornamental nos jardins ou em vasos.

Uso Medicinal: é rica em uma série de vitaminas, minerais e antioxidantes. Os principais nutrientes são: cálcio, ferro, potássio, magnésio, betacaroteno, vitaminas A, C, E, K e complexo B. Melhora o funcionamento do sistema imunológico, desacelera o envelhecimento, tem ações analgésicas, termogênicas, antimicrobianas, anti-inflamatória e antitumorais.

Uso na Gastronomia: A Pimenta Dedo de Moça pode ser consumida fresca, seca, líquida, moída ou em conserva. Quando seca e moída é conhecida no Brasil como Pimenta Calabresa. Para diminuir sua ardência, basta descartar as sementes. É uma especiaria muito versátil na gastronomia, podendo ser utilizada em diversos pratos, tais como: marinadas, saladas, molhos, conservas, frutos do mar, aves e carnes bovina. Pode também ser utilizada em doces, como a geleia de pimenta ou ainda em bebidas, como coquetéis e caipirinhas.

Curiosidades: a pimenta é considerada um elemento quente dentro da espiritualidade e serve para a retirada de energias negativas e firmezas, pois seu poder de esquentar simboliza o fogo e assim as tornam elementos essenciais na Umbanda. A pimenta dedo de moça é muito utilizada em banhos para elevação, força, vitalidade, confiança, retirando a energia negativa com seu ardor e transformando em energia positiva com sua cor vermelha e brilhante.

Molho de Pêssego

É um ótimo molho para acompanhar carnes suínas e frango.

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Pimenta Caiena

Nome científico: Capsicum annuum L

Sinônimo: Pimenta Caiena, Pimenta vermelha.

Origem: Américas. O seu nome é devido à cidade de Cayenne, na Guiana Francesa. Acredita-se que os portugueses levaram a pimenta caiena do continente americano para a Europa e depois para a África e Índia. É cultivada e comercializada em larga escala nos países da África, na Índia, no México, no Japão e nos Estados Unidos.

Imagem de Jill Wellington por Pixabay.

Características: é subarbusto anual, esparsamente ramificado, com folhas simples. Flores solitárias e numerosas. Seu fruto é vermelho e longo, por volta de 14 cm de comprimento. É uma pimenta com grau de picância mediano, em torno de 30.000 e 50.000 Unidades de Calor Scoville (SHU[1]).

A substância que define a ardência de uma pimenta é a capsaicina, componente ativo encontrada em todas, mas é mais comum nas vermelhas e picantes. A quantidade de capsaicina em uma pimenta pode variar de 0,01 a 1,2% do seu peso, dependendo da variedade. Quanto maior a quantidade de capsaicina, maior será a pungência, a ardência. Quanto mais ardida, maior será o número na Escala de Scoville. A pimenta com maior concentração de capsaicina é a Carolina Reaper, uma pimenta originária da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. A capsaicina também é encontrada em outros alimentos, como o pimentão, o gengibre, a cúrcuma e a páprica

A Pimenta Caiena é fina e alongada e quando está totalmente madura, adquire uma tonalidade vermelha brilhante, um sabor picante e intenso. Muitas vezes é confundida com a pimenta dedo de moça, que é muito semelhante em aparência, porém, a Caiena é mais fina, mais comprida e mais picante. É extremamente popular em todo o mundo, não apenas pelo sabor, intensidade e a capacidade que esta especiaria tem de potencializar o sabor das preparações, mas também devido às inúmeras propriedades medicinais que possui.

Uso Medicinal: conhecida como a mais medicinal de todas as pimentas trazendo inúmeros benefícios, tais como, estimula a digestão, auxilia no tratamento de má circulação sanguínea, é rica em vitaminas A e C, é estimulante do metabolismo contribuindo para o emagrecimento, ajuda no processo de purificação e eliminação de toxinas do organismo.

Uso na Gastronomia: é uma variedade de pimenta muito popular na culinária mundial. Seu sabor é marcante e picante, mas também levemente adocicado, levemente defumado e com um aroma terroso. Pode ser consumida fresca, desidratada ou em pó, podendo ser utilizada em diversas preparações culinárias, trazendo picância e sabor aos pratos, tais como: marinadas, molhos, ensopados, sopas, guisados, legumes, omeletes, peixes, frutos do mar, aves, carnes, geleias, arroz, entre outros.

Curiosidades: 1. As pimentas podem ser utilizadas em rituais místicos e são consideradas um elemento poderoso para a espiritualidade. 2. Em muitas culturas, a pimenta é usada como amuleto da sorte, para afastar energias negativas, mau olhado, a inveja e os maus espíritos. 3. Pimenteiras plantadas nas portas das casas simbolizam proteção, sorte e prosperidade. Se a planta morrer, significa que ela absorveu o olho gordo.


Bolinho de Tilápia

É um petisco delicioso e fonte de vitaminas e nutrientes.

Ketchup Picante de Tomate

É um molho à base de tomate com um toque de pimenta caiena.

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Gergelim

Nome científico: Sesamum orientale L.

Sinônimo: gergelim, gergelim-branco, gergelim-preto, sésamo,

Origem: Sua origem é controversa, mas acredita-se que seja da região tropical da Ásia e da África. Tem-se registro há mais de 4.000 anos, na Babilônia e na Assíria. Foi introduzido no Brasil, pelos portugueses no século 16, vindo das colônias indianas. Atualmente, os maiores produtores são a Índia e a China.

Características: herbácea[1] ereta medindo de 1 a 2 metros, de clima quente que se adapta bem ao semiárido. Flores solitárias e de coloração variável entre alvas a vermelhas. Fruto tipo cápsula com 2 a 3 cm de comprimento e apresentando 4 fileiras de sementes pequenas que medem 2 mm. As sementes de gergelim têm uma alta proporção de óleo, cerca de 50% do peso da semente e são, em sua maioria, na cor de marfim, mas existem variedades marrom, preta e vermelha.

Gergelim branco. Imagem de Bob por Pixabay.
Gergelim Preto. Imagem de MYCCF por Pixabay.

Uso Medicinal: a semente de gergelim é rica em proteínas, cálcio, magnésio, ácidos graxos insaturados, fibras, ômega 3 e vitaminas E, B1 e B2. Contribui para o bom funcionamento do intestino, fortalece os tendões e os ossos, tonifica o fígado e os rins, combate dores lombares e de joelhos, evita queda e branqueamento precoce dos cabelos, melhora a elasticidade da pele e desenvolve forte poder antioxidante nas células. Na medicina Ayurvédica e na Medicina Tradicional Chinesa, o gergelim é utilizado em terapias que busca o aumento da energia vital, eliminação do cansaço, aumento da tonicidade e firmeza muscular. A extração de seu óleo é utilizada tanto na medicina quanto na alimentação, além de ser substancialmente utilizado nas indústrias farmacêuticas e de cosméticos.

Uso na Gastronomia: é utilizado ao natural, torrado, como pasta e óleos. É indispensável na culinária do Oriente Médio, do Extremo Oriente e da Índia.

Semente de Gergelim – têm um sabor de castanhas, ligeiramente doce que se intensifica quando torrada. Para torrá-las, basta colocar em uma frigideira seca em fogo médio, mexendo de vez em quando até que elas comecem a dourar e adquirir seu aroma de castanhas. Por causa de seu alto teor de gordura, elas ficam rançosas em um curto período. A semente de gergelim pode ser consumida crua in natura ou adicionada em diversas preparações tais como: cobertura de pães e assados, na massa de bolos e biscoitos, sementes torradas adicionadas nas saladas, em molhos, pastas, vitaminas, sucos, iogurtes, smoothies e mingaus.

Pasta de Gergelim (Tahine) – é uma pasta preparada com sementes de gergelim moídas. As sementes possuem 50% do peso em óleo e coloração que varia do bege claro ao negro. É um ingrediente popular da culinária do Oriente Médio. A tahine é bem cremosa e aromática, ideal para o preparo de molhos e para dar consistência em pastinhas. Pode ser feito com gergelim branco ou preto. Com o gergelim branco, o sabor é mais suave e amendoado. Com o gergelim preto, o sabor fica mais forte e amargo. A textura é ligeiramente oleosa, fazendo com que a tahine seja um ótimo substituto para a pasta de amendoim ou manteiga. Pode-se comprar nos mercados e em lojas de produtos naturais ou preparar a sua própria tahine. O processo é simples: torra-se as sementes de gergelim em uma panela sem óleo ou leve ao forno. Em seguida, deve processar as sementes com um óleo de sabor neutro (o ideal é o óleo de soja) até se obter uma pasta. A tahine pode ser utilizada em “Babaganush”, bolos, tortas e molhos. Pode ainda ser acompanhamento de pães e biscoitos salgados ou recheio de panquecas e tapiocas. Além de saborosa, a tahine é rica em vitaminas E e do complexo B, fibras, proteínas e minerais, tais como cálcio, cobre, ferro, fósforo, zinco e manganês.

Óleo de Gergelim – é popular na culinária chinesa. É um óleo de cor âmbar, aromático, feito com as sementes de gergelim prensadas e tostadas. É um óleo com sabor muito intenso e queima facilmente, por isso, não se recomenda utiliza como óleo de cozinha. O óleo de gergelim é recomendado para marinadas, molhos de salada ou para ser adicionado no final do cozimento.

Curiosidades: 1. É conhecido por sua capacidade de aumentar a energia vital e ativar o chacra do plexo solar, relacionado à vontade e à autoconfiança. Ao fortalecer essa energia, o gengibre pode ajudar a liberar bloqueios emocionais e mentais que pode estar atrapalhando o fluxo da prosperidade. 2. O gengibre é usado na magia para estimular e catalisar energias, de modo a fazer com que as coisas aconteçam de forma mais rápida e dinâmica. Quando consumidos antes de rituais, o gengibre pode ajudar a aumentar a energia pessoal e os poderes mágicos de uma pessoa.


Salmão Grelhado com Gergelim e Molho de Maracujá

O Salmão após ser grelhado é montado em uma cama de legumes refogado e servido juntamente com o molho de maracujá.

Tahine

É bem cremosa e aromática, ideal para o preparo de molhos e para dar consistência em pastinhas.

Temperando e Condimentando

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Receitas com Gergelim

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INSTITUTO Americano de Culinária. O chef profissional. 3. ed. São Paulo: Senac, 2010.

LINGUANOTTO NETO, N. Ervas e especiarias com suas receitas. São Paulo: Editora Gourmet Brasil, 2006.

PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003./1

Zimbro

Nome científico: Juniperus communis

Sinônimo: Zimbro, Junípero, Junipo, cedro, Genebreiro, Zimbrão.

Origem: originária da Ásia. É encontrado na Europa setentrional, na Noruega, Holanda, Rússia e alguns países da Ásia e da América do Norte.

Imagem de Wal por Pixabay

Características: arbusto, lenhoso, perene que pode atingir até 2,5 m de altura. Folhas rígidas. Frutos arredondados de cor azul-escuro e negros quando maduros. Tolerante ao frio e à seca, podendo crescer em solos ácidos, calcários ou arenosos. Os frutos são aromáticos, com sabor levemente adocicado e amargo. O zimbro é utilizado na culinária como tempero, na produção de bebida alcoólica destilada (Gin), na aromaterapia.

Uso Medicinal: os frutos, também conhecido como bagas de zimbro, são ricos em óleo essenciais, flavonoides e vitamina C, sendo utilizado para tratar problemas de estômago e da pele, infecções urinárias e inflamação. O óleo essencial é usado para tratar sintomas de asma e bronquite. Apesar de seus benefícios, o zimbro, utilizado em excesso e por mais de 6 semanas pode ocasionar problemas renais, gastrointestinais, aborto e irritação da bexiga. Deve-se ter precaução de seu uso com mulheres grávidas ou em amamentação, bebês, crianças, diabéticos e hipertensos.

Uso na Gastronomia: é muito empregado na culinária da Alemanha, Noruega, Finlândia e Suécia. Com sabor doce, resinoso e aromático, o zimbro se assemelha, em sabor, à pimenta rosa. É um acompanhamento essencial para preparos com pato e com carne de caça. É um aromático utilizado no chucrute alemão e o ingrediente básico do gim. Deixa um excelente sabor como aromático na água do cozimento do arroz. O zimbro pode ainda ser utilizado em marinadas, fermentados, geleias, coberturas para doces, purês, chás e bebidas destiladas.

Curiosidades: no contexto bíblico, o zimbro é frequentemente associado à proteção divina, à purificação espiritual e à renovação da fé. Além disso, a planta também pode simbolizar a presença de Deus e a conexão com o sagrado.

Eisbein

É um prato tradicional da culinária alemã, que consiste em joelho de porco, e é um dos mais famosos do país.

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Conceitos e Teorias de Gastronomia

Receitas com Zimbro

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Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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LINGUANOTTO NETO, N. Ervas e especiarias com suas receitas. São Paulo: Editora Gourmet Brasil, 2006.

PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003./1

Pimenta Rosa

Nome científico: Schinus terebinthifolia Raddi.

Sinônimo: Pimenta Rosa, Pimenta Rosa da aroeira, Pimenta Aroeira, Aroeira vermelha, Aroeira pimenteira, Coração de bugre, Aroeira mansa,

Origem: nativa do Brasil, Paraguai e Argentina.

Características: a Pimenta Rosa é um fruto da árvore Aroeira. Sob o ponto de vista botânico, não é da família das pimentas. O seu nome é devido aos seus pequenos frutos (bagos) que durante a maturação apresentam coloração brilhante e lustrosa, que vai do rosa claro até o vermelho escarlate, tonando-se semelhantes a uma pequena pimenta.

A aroeira é uma árvore perene, mediana (5 a 10 m de altura), copa larga, tronco tortuoso com 30 a 60 cm de diâmetro, revestido de casca grossa. Possui folhagem densa com folhas na cor verde-clara. Inflorescências em cachos terminais, muito vistosos. Fruto do tipo Globóide[1] com cerca de 0,5 cm de diâmetro, aromático e adocicado, brilhante e de cor vermelha. As aroeiras são árvores frondosas que ficam ainda mais bonitas quando carregadas dos cachos dos pequenos frutos avermelhados. Devido ao apelo visual, a aroeira é cultivada como planta ornamental em vários países mediterrâneos.

Pimenta Rosa. Imagem de Ellie por Pixabay.

Aroeira. Imagem de Duc Nguyen por Pexels.

Uso Medicinal: pode trazer diversos benefícios para a saúde, tais como: prevenir doenças, auxiliar no bom funcionamento do organismo e estimular a perda natural de gordura do corpo. É uma excelente fonte de vitaminas (vitamina A, C, E, e muitas do complexo B).

Uso na Gastronomia: a Pimenta Rosa não é uma pimenta, mas um tipo de fruto e, por isso, não é ardida. É uma especiaria de sabor frutado, resinado, com apenas um leve ardor e pode ser utilizada inteira ou amassadas com um pilão ou faca. A Pimenta Rosa pode ser usada no preparo e na decoração dos pratos. Inteiras podem ser utilizadas em pratos quentes, marinados, cozidos e para decorar. Moídas podem ser utilizadas em saladas.

É versátil podendo ser adicionada em diversas preparações salgadas, tais como: carnes assadas ou grelhadas, pratos com queijo, legumes, cremes, suflês, molhos e omelete. Na confeitaria, a pimenta rosa pode ser adicionada para aromatizar sorvetes e sobremesas com chocolate preto ou branco. Ainda é muito utilizada para saborizar licores, gin e coquetéis.

Curiosidades: 1. A pimenta rosa transforma as energias negativas em positivas e é utilizada para abertura de novos caminhos. 2. Na aromaterapia e na espiritualidade a Pimenta rosa está associada a prosperidade, abundância, amor, vitalidade e sensibilidade corporal. 3. Ainda na espiritualidade, as sementes vermelhas da pimenta rosa podem ajudar a sentir-se merecedor da riqueza do universo e a permitir a entrada da prosperidade na vida.


Carne de Lata

É um prato que surgiu em Minas Gerais no período da mineração e foi utilizada até meados do século XX como uma estratégia para o armazenamento da carne de porco.

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Receitas com Pimenta Rosa

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Mostarda em Grãos

Nome científico: Diversas plantas produzem a semente, dentre elas: Sinapsis alba, Brassica nigra, Brassica juncea, Brassica alba, entre outras.

Sinônimo: Mostarda branca (Sinapsis alba), Mostarda negra (Brassica nigra), Mostarda parda ou indiana (Brassica juncea)

Origem: de acordo com a espécie. Sinapsis alba, bacia do Mediterrâneo. Brassica nigra, Mediterrâneo Sul. Brassica juncea, Himalaia, Índia.

Escavações arqueológicas mostraram que a mostarda já era cultivada desde 1850 a.C. no Vale do Indo (região que hoje corresponde ao noroeste da Índia e ao Paquistão). Provavelmente, os romanos foram os primeiros a utilizar a mostarda como condimento, o “mosto ardente”, sementes de mostarda misturada com mosto de suco de uva. A primeira menção de produção de mostarda na França, data de 1292 e por volta do século XIII, Dijon, na França, tornou-se um reconhecido centro de produção de mostarda. Devido a longa tradição, a cidade de Dijon detém o título de capital mundial da mostarda. Nos Estados em 1904, tem-se o primeiro registro de uso como tempero para cachorro-quente, com o surgimento do molho amarelo de mostarda French’s.

Mostarda branca. Imagem de Andrea por Pixabay
Mostarda Negra. Imagem de Eva Bronzini por Pexels.

Características: As mostardas são culturas de clima temperado e subtropical (20 a 25ºC) e devem ser cultivadas em locais livres de chuvas frequentes.

Mostarda branca (Sinapsis alba e Brassica alba) – planta herbácea[1] anual, caule ereto, folhas longas e estreitas com bordas serrilhada. Atinge em torno de 1 m de altura. Suas sementes são beges ou amarelas. Essas sementes são duras, de formato esférico, entre 1 e 1,5 mm e ficam agrupadas em vagens que devem ser colhidas secas. Têm sabor picante, mais suave do que as das sementes da mostarda negra. São utilizadas para produzir a pasta de mostarda – o molho de mostarda amarelo – que enriquecem o sabor de sanduíches, carnes, ovos, legumes, saladas e de outros molhos e preparações.

Mostarda negra (Brassica nigra Sinapis nigra) – É uma das mostardas mais picantes. Perene, bastante ramificada, podendo atingir até 3 m de altura. As sementes são marrom-escura e preta. São muito valorizadas como ingrediente medicinal e na gastronomia, principalmente indiana, para compor molhos caseiros e curry. Também é usada como tempero de carnes e saladas, pois tem um sabor complexo e mais picante do que a mostarda branca e a mostarda castanha, harmonizando-se com outras especiarias. Este é o tipo mais raro de mostarda, com produção dispendiosa, por não admitir colheita com uso de máquinas. Tem as sementes entre 1 e 1,5 mm de diâmetro, em formato esférico irregular. Atualmente, as sementes de Brassica nigra são misturadas com a mostarda amarela, que é menos picante. Acredita-se que o grão de mostarda mencionado na Bíblia, em Mateus 13:31-32 seja desta espécie.

Mostarda parda ou indiana (Brassica juncea) – planta herbácea ereta, muito ramificada e cresce até 1 m de altura. É uma planta rústica e tem muitas variedades, com grande diferenciação nas folhas. Com sabor picante, as sementes tem cor marrom escura, são duras e irregularmente esféricas. Ficam dispostas em vagens e tem tamanho que varia entre 1,5 e 2,2 mm. Dá origem ao conhecido molho de Mostarda Dijon, utilizado principalmente para temperar saladas e carnes e na preparação de molho. Delas se extrai o óleo de mostarda.

Uso Medicinal: as sementes de mostarda contêm compostos sulfurados, zinco, cálcio, Vitamina E, Vitamina K e potássio. São ricas em antioxidantes que podem ajudar a aliviar o intestino preso, mas também baixar o colesterol e prevenir doenças regenerativas.

Uso na Gastronomia: a mostarda é muito utilizada na gastronomia, podendo ser empregada em diversas preparações, tais como carnes, molhos, saladas, legumes, ovos, chás, entre outros. Além de temperar os alimentos, a mostarda pode também exercer outras funções como emulsificante, estabilizante, aglutinante e conservante.

Mostarda em grãos – de sabor bem picante e marcante, os grãos de mostarda podem ser consumidos cru ou cozidos, como tempero, em marinadas, molhos e para fazer chá. São muito usados em pratos indianos, em que o grão frito é utilizado para temperar arroz, iogurtes, peixes e no curry.

Os grãos de mostarda podem ser macerados e usados para temperar carnes e legumes, realçando o sabor. Nas marinadas pode-se usar o grão de mostarda inteiro ou macerado. Na preparação de picles, os grãos (inteiros ou macerados) são cozidos juntamente com os legumes. Também podem ser fervidos com erva-doce e canela para fazer um chá, que tem ação antioxidante e anti-inflamatória. Os grãos de mostarda ainda podem ser triturados até obter um pó e usados em molhos de carne ou para salada.

Mostarda em pó – é produzido a partir da moagem dos grãos de mostarda, que se transformam em um pó fino amarelo. Possui sabor picante e marcante. É mais versátil que os grãos de mostarda, podendo ser utilizada em diversas preparações, tais como: temperar carnes, aves, ovos, legumes, saladas e molhos.

Farinha de Mostarda – é produzido a partir da moagem dos grãos de mostarda, com a separação da casca. Não tem aroma e deve ser umedecida para desenvolver o sabor picante e o aroma.

Pasta de Mostarda – é produzido a partir da Mostarda em pó, vinagre, sal e especiarias. Possui sabor aromático, adocicado e levemente picante. É muito utilizada na gastronomia mundial, saborizando diversas preparações, tais como: batatas, carnes, peixes, molhos, vinagretes, sanduíches, queijos, entre outros. Existem vários tipos de mostarda, como a mostarda amarela, a escura, a Dijon etc.

Curiosidades: 1. Na aromaterapia e na espiritualidade, a mostarda representa a expansão, a rapidez do pensamento e a intensidade. Está associada a ir ao encontro da iluminação e da sabedoria. Significa a conexão à eternidade divina. 2. A mostarda desperta a grandiosidade dos resultados que a fé produz, pois, de acordo com a Parábola do Grão de Mostarda na Bíblia[1] (Mateus 13:31-21), a menor semente do mundo (conhecida na época) torna-se um arbusto alto que abriga pássaros.


Frango Tandoori

É um dos pratos mais famosos da Índia. Seu nome origina de uma técnica culinária que utiliza um forno especial chamado “tandoor”.

Molho Mostarda e Mel

É um molho saboroso molho para utilizar em saladas, grelhados, sanduíches e muitos outros.

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Anis estrelado

Nome científico: Illiciumm san-ki Perr

Sinônimo: Anis estrelado, anis da china, badiana.

Origem: sul da China e no norte do Vietnã. Os chineses usam há milhares de anos como remédio e tempero. Suas vagens são bem formadas com oito braços e eles acreditavam que significava boa sorte. Em 1578, foi introduzida na Europa pelo navegador Sir Thomas Cavendish. Na Europa limitava-se o uso de anis nos licores e sobremesas. O anis passou a ser usado na Rússia a partir do século XVII e na Alemanha a partir do século XVIII. Atualmente é cultivado nos trópicos (China, Indonésia, Japão, Filipinas).

Salsa lisa. Fonte: Imagem de baakk por Pixabay

Características: árvore perene, apresenta uma casca branca, grande folhagem composta por folhas pontiagudas, flores solitárias amarela ou amarelo-rosadas, com 15 a 20 pétalas, perfumadas, similares a magnólias. Fruto cor castanho-avermelhado, lenhoso, pedunculado, composto por 8 folículos que em sua abertura deixam ver uma semente aplanada brilhante em seu interior. As partes utilizadas são os frutos compostos (constituído por folículos) secos.

Uso Medicinal: fonte de nutrientes importantes e rico em propriedades terapêuticas. Auxilia na saúde do cérebro e da pele, fortalece o corpo auxiliando contras gripes e resfriados, e ajuda na digestão saudável, reduzindo gases e diminuindo o apetite. Também são utilizadas no preparo de óleos essenciais.

Uso na Gastronomia: Na China, faz parte da mistura tradicional chinesa de “Cinco especiarias”, das quais são compostas por: anis estrelado, cravo, canela chinesa, pimenta de Sichuan e sementes de funcho. Essa mistura pode ser utilizada em preparações com carnes gordurosas, tais como carne suína, pato ou ganso, ou ainda em frango, frutos do mar, cozidos de carne vermelha e para temperar empanados.

Na Europa, o anis estrelado é usado em licores de anis e é um dos ingredientes do vinho quente francês. Pela Europa e na América do Norte é utilizado como complemento para as especiarias na panificação, podendo ser combinado com noz-moscada, cravo e canela em preparações clássicas, tais como, pão de gengibre (gingerbread) e torta de maçã. Na Tailândia, o anis estrelado é usado para saborizar chás gelados (ice teas) e no Vietnã é a principal especiaria do Pho de carne.

Pode ser utilizado inteiro ou moído, em pratos doces e salgados. É um tempero forte que pode ofuscar os outros sabores da preparação, por isso, deve-se usar o anis estrelado com moderação. O anis é bastante versátil podendo ser utilizado em carnes vermelhas, molhos, panificação, sobremesas geladas, bebidas alcóolicas, chá e café. Seu sabor mistura-se bem com infusões à base de gordura e de água. O anis estrelado enriquece e aprofunda o sabor do café, podendo ser utilizadas diversas vezes, misturadas ao pó. Múltiplos banhos de água aumentam a extração do sabor do anis estrelado.

Curiosidades: conhecido por sua associação com a espiritualidade e a intuição, o Anis Estrelado é utilizado para abrir a mente e o coração a experiências espirituais mais profundas. Pode ser empregado em rituais de conexão espiritual e meditação para facilitar a comunicação interior.

Chutney de Pêssego e Castanha do Pará

É um molho condimentado perfeito para acompanhar carnes assadas, sejam elas bovinas, suínas ou ovinas.

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