Acompanhamentos. Imagem Adriana Tenchini.

Os acompanhamentos desempenham papel importante na composição do café da manhã e dos lanches, agregando sabor, textura, valor nutricional e variedade às preparações de panificação. Embora normalmente sejam servidos em pequenas quantidades, exercem grande influência na percepção de saciedade e no equilíbrio da refeição.

As porções devem ser dimensionadas considerando a intensidade de sabor, a densidade energética e a função do acompanhamento dentro da refeição. Em serviços com múltiplas opções, as quantidades individuais tendem a ser menores, enquanto em refeições mais simples podem ser ampliadas.

Compreendem preparações utilizadas para espalhar sobre pães, torradas, biscoitos e produtos de panificação em geral. Caracterizam-se pela textura cremosa e pela capacidade de enriquecer o sabor e a untuosidade das preparações.

Exemplos de aplicação: manteiga tradicional, manteiga composta, manteiga temperada, requeijão, cream cheese, mascarpone, ricota cremosa, creme de queijo, creme de manteiga e preparações similares.

Porção média indicada: 20 a 40 gramas por pessoa.

Compreendem preparações produzidas a partir de castanhas, amendoins, sementes e outros ingredientes ricos em gorduras e proteínas. Apresentam elevada densidade energética e costumam ser utilizadas em pequenas quantidades.

Exemplos de aplicação: pasta de amendoim, manteiga de amêndoas, manteiga de castanha de caju, tahine, pasta de pistache, creme de avelã e preparações similares.

Porção média indicada: 15 a 30 gramas por pessoa.

Correspondem a preparações elaboradas a partir de frutas cozidas com açúcar ou outros adoçantes, resultando em textura espalhável e sabor concentrado. São utilizadas principalmente como complemento para pães, torradas, biscoitos, bolos simples e outros produtos de panificação. Por apresentarem sabor intenso e elevada concentração de açúcares, costumam ser consumidas em pequenas quantidades.

Exemplos de aplicação: geleia de morango, geleia de frutas vermelhas, geleia de damasco, geleia de laranja, geleia de goiaba, geleia de jabuticaba, geleia de pimenta, geleia de figo e geleias artesanais diversas.

Porção média indicada: 15 a 30 gramas por pessoa.

Correspondem a preparações cremosas utilizadas para acompanhar pães, torradas, crackers e sanduíches. Podem ser elaboradas à base de vegetais, leguminosas, queijos, carnes, pescados ou combinações desses ingredientes. A porção deve considerar se a preparação será utilizada apenas como complemento ou como elemento principal do lanche.

Exemplos de aplicação: homus, babaganush, patê de atum, patê de frango, patê de ricota, pasta de azeitonas, guacamole, pasta de grão de bico, pasta de ervas, cream cheese temperado e preparações similares.

Porção média indicada: 20 a 40 gramas por pessoa.

Correspondem a preparações em que frutas inteiras, pedaços de frutas ou polpas são preservados por meio da cocção com açúcar, resultando em produtos de textura mais volumosa e maior presença de fruta quando comparados às geleias. Por apresentarem maior volume e serem frequentemente servidos em pedaços ou porções individuais, costumam ser consumidos em quantidades superiores às geleias.

Exemplos de aplicação: compota de figo, compota de pera, compota de pêssego, compota de maçã, doce de abóbora, doce de mamão, doce de banana, doce de cidra, goiabada cremosa, marmelada e preparações similares.

Porção média indicada: 30 a 60 gramas por pessoa.

Incluem produtos utilizados como adoçantes naturais ou complementos para pães, panquecas, waffles, torradas e outras preparações. Seu sabor marcante e elevada concentração de açúcares justificam o uso de pequenas porções.

Exemplos de aplicação: mel de abelha, mel silvestre, mel de flor de laranjeira, melado de cana, xarope de bordo (maple syrup), xarope de tâmaras, xarope de agave e preparações similares.

Porção média indicada: 10 a 25 gramas por pessoa.

Para saber mais sobre Gastronomia acesse: Conceitos e Teorias


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Imagem da capa: Adriana Tenchini

Mesa de Pães. Imagem Adriana Tenchini.

Os produtos de panificação constituem um dos pilares do café da manhã e dos lanches em diversas culturas. Elaborados principalmente a partir de cereais e farinhas, fornecem energia, promovem saciedade e servem como base para a combinação com manteigas, geleias, queijos, embutidos, ovos, pastas e outros acompanhamentos.

A porção adequada deve considerar o tipo de produto, sua densidade, teor de gordura, presença de recheios e a quantidade de acompanhamentos servidos em conjunto. Em refeições mais completas, as porções tendem a ser menores. Quando a panificação assume papel central na refeição, as quantidades podem ser ampliadas.

Correspondem aos produtos de panificação elaborados com formulações básicas, normalmente compostas por farinha, água, fermento e sal. Possuem menor teor de gordura e açúcar quando comparados aos pães enriquecidos, sendo amplamente utilizados no café da manhã e em lanches cotidianos.

Exemplos de aplicação: pão francês, pão italiano, pão caseiro tradicional, pão integral simples, pão de forma, baguete, pão sírio, pita, lavash, naan, focaccia simples, broa de milho e pães artesanais básicos.

Porção média indicada: 50 a 100 gramas por pessoa.

Compreendem preparações que recebem ingredientes adicionais capazes de aumentar sua maciez, sabor, valor energético ou valor nutricional, como ovos, leite, manteiga, queijos, sementes, castanhas e outros enriquecedores. Por apresentarem maior densidade nutricional e maior poder de saciedade, costumam exigir porções ligeiramente menores do que os pães simples.

Exemplos de aplicação: brioche, pão de leite, pão de batata, pão de mandioquinha, pão de milho enriquecido, pão com sementes, pão com castanhas, pão de cenoura, pão de abóbora, pão de queijo, pão de cebola, pão de ervas, pão com azeitonas, pão com nozes, pão com frutas secas, challah, focaccia enriquecida, pão de mel artesanal e diversos pães especiais regionais e artesanais.

Porção média indicada: 50 a 80 gramas por pessoa.

Incluem preparações cuja formulação apresenta adição de açúcar, frutas, especiarias, coberturas, recheios ou outros ingredientes que conferem sabor predominantemente doce. São frequentemente consumidos em cafés da manhã especiais, lanches da tarde, reuniões familiares e eventos.

O dimensionamento da porção deve considerar a presença de recheios, coberturas e ingredientes de alta densidade energética, que aumentam significativamente o valor calórico da preparação.

Exemplos de aplicação: roscas doces, tranças doces, pão de canela, cinnamon rolls, pão doce recheado, pão com frutas cristalizadas, panetone, colomba pascal, pão de melado, pão de coco, pão de leite condensado, caracol doce, rosca de polvilho doce, pão de passas, pão com gotas de chocolate, babka, stollen, kugelhopf, brioche doce, pão de maçã com canela e preparações similares.

Porção média indicada: 60 a 100 gramas por pessoa.

Correspondem a preparações assadas com baixa umidade, elevada crocância e maior durabilidade. São frequentemente servidas acompanhadas de manteigas, patês, geleias, queijos e outras coberturas.

Devido à baixa umidade, pequenas quantidades costumam fornecer boa sensação de saciedade, especialmente quando associadas a acompanhamentos.

Exemplos de aplicação: torradas tradicionais, torradas integrais, torradas multigrãos, torradas de centeio, torradas temperadas com ervas, torradas de alho, grissinis, grissinis com queijo, crackers artesanais, crackers integrais, crackers de sementes, pães crocantes, crispbreads, biscoitos salgados de fermentação natural, chips de pão, crostinis, bruschettas secas e preparações similares.

Porção média indicada: 30 a 80 gramas por pessoa.

Para saber mais sobre Gastronomia acesse: Conceitos e Teorias


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As bebidas quente e frias servidas no café da manhã e nos lanches. Imagem Adriana Tenchini.

Os cereais e preparações à base de grãos ocupam posição importante nos cafés da manhã e lanches em diversas culturas. Podem ser servidos frios ou quentes, simples ou enriquecidos com frutas, leite, bebidas vegetais, oleaginosas e outros complementos.

Essas preparações caracterizam-se pelo elevado potencial energético e pela boa capacidade de promover saciedade, podendo atuar tanto como complemento da refeição quanto como elemento principal do serviço, dependendo da composição utilizada.

Exemplos de aplicação: sucrilhos com leite, corn flakes, granola com leite, granola com iogurte, muesli, aveia hidratada, overnight oats, mingau de aveia, mingau de milho, mingau de arroz, mingau de tapioca, porridge, creme de trigo, creme de arroz e preparações similares.

Porção média indicada: 150 a 300 gramas por pessoa.

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Frutas e preparações à base de frutas. Imagem Adriana Tenchini.

As frutas representam uma das opções mais nutritivas e versáteis para cafés da manhã e lanches. Fornecem fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos, além de contribuírem para a sensação de frescor e leveza da refeição.

Podem ser servidas isoladamente ou incorporadas a preparações mais elaboradas, mantendo sua importância como elemento de equilíbrio alimentar.

Compreendem frutas servidas inteiras, fatiadas ou em porções individuais, preservando suas características naturais e seu valor nutricional.

Exemplos de aplicação: mamão, melão, melancia, manga, abacaxi, morango, banana, maçã, pera, kiwi, uvas e frutas cítricas.

Porção média indicada: 120 a 180 gramas por pessoa.

Preparações compostas pela combinação de duas ou mais frutas cortadas, podendo receber sucos, ervas aromáticas, iogurte ou pequenas quantidades de mel.

Exemplos de aplicação: salada de frutas tradicional, salada tropical, salada de frutas com hortelã, salada de frutas com iogurte e combinações sazonais.

Porção média indicada: 150 a 250 gramas por pessoa.

Incluem preparações em que as frutas passam por cocção parcial ou total, resultando em sabores mais concentrados e texturas diferenciadas.

Exemplos de aplicação: maçãs assadas, peras cozidas, bananas caramelizadas, compotas leves e frutas espeçadas.

Porção média indicada: 80 a 150 gramas por pessoa.

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As bebidas quente e frias servidas no café da manhã e nos lanches. Imagem Adriana Tenchini.

As bebidas costumam ser o primeiro elemento servido no café da manhã e também estão presentes na maioria dos lanches. Além de contribuírem para a hidratação, podem complementar a refeição com nutrientes, energia e componentes funcionais.

A quantidade servida varia conforme o tipo de bebida, a presença de outros acompanhamentos e os hábitos regionais de consumo.

Compreendem preparações servidas aquecidas, geralmente associadas ao início do dia ou a momentos de pausa e convivência. São consumidas isoladamente ou acompanhadas de pães, bolos, biscoitos e outras preparações.

Exemplos de aplicação: café coado, café expresso, cappuccino, café com leite, chocolate quente, chá preto, chá verde, chá de ervas, leite quente e bebidas vegetais aquecidas.

Porção média indicada:

  • Café curto (ristretto): 20 a 30 ml por pessoa.
  • Café expresso: 30 a 60 ml por pessoa.
  • Café coado: 50 a 100 ml por pessoa.
  • Café americano: 120 a 180 ml por pessoa.
  • Café com leite: 200 a 240 ml por pessoa.
  • Cappuccino: 200 a 240 ml por pessoa.
  • Chocolate quente: 200 a 240 ml por pessoa.
  • Chá e infusões: 200 a 240 ml por pessoa.
  • Leite quente: 200 a 240 ml por pessoa.
  • Bebidas vegetais aquecidas: 200 a 240 ml por pessoa.

Correspondem às bebidas servidas refrigeradas ou em temperatura ambiente, frequentemente utilizadas para complementar a hidratação e fornecer vitaminas, minerais e outros nutrientes.

Exemplos de aplicação: suco de laranja, suco de abacaxi, limonada, vitaminas de frutas, smoothies, iogurtes líquidos, bebidas vegetais e águas aromatizadas.

Porção média indicada: 200 a 300 ml por pessoa.

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Imagem da capa: Adriana Tenchini

Muito além da primeira refeição do dia, o café da manhã e os lanches representam momentos de energia, acolhimento e convivência.

O café da manhã e os lanches desempenham papel fundamental na rotina alimentar, fornecendo energia, nutrientes e momentos de conforto e convivência ao longo do dia. Embora muitas vezes sejam associados a refeições mais leves, sua composição pode apresentar grande variedade e complexidade, dependendo dos hábitos culturais, das necessidades nutricionais, da faixa etária, do perfil dos consumidores e da ocasião de consumo.

Em contextos domésticos, comerciais e gastronômicos, essas refeições podem ser compostas por bebidas, frutas, produtos de panificação, preparações proteicas, bolos, biscoitos, sanduíches e diversos acompanhamentos. A combinação adequada desses elementos contribui para o equilíbrio nutricional, a saciedade, a diversidade alimentar e a construção de experiências gastronômicas adequadas a diferentes públicos e situações.

O planejamento das quantidades é essencial para evitar desperdícios, garantir o atendimento adequado dos consumidores e facilitar a elaboração de cardápios. As referências apresentadas neste capítulo representam médias de consumo e podem ser ajustadas conforme o perfil dos participantes, o tipo de serviço, a duração da ocasião e a composição geral da refeição.

Bebidas

As bebidas são parte essencial do café da manhã e dos lanches, proporcionando energia, hidratação e tornando cada refeição mais completa e prazerosa.

Frutas

Frutas e preparações à base de frutas levam mais frescor, sabor e nutrientes ao café da manhã e aos lanches, tornando cada refeição mais leve e equilibrada.

Cereais

Cereais e preparações à base de grãos oferecem energia, saciedade e versatilidade, sendo excelentes opções para um café da manhã ou lanche nutritivo e saboroso.

Panificação

Pães e produtos de panificação são protagonistas do café da manhã e dos lanches, oferecendo variedade de sabores, texturas e combinações para todos os momentos do dia.

Acompanhamentos

Geleias, manteiga, queijos, requeijão, mel e outros acompanhamentos enriquecem pães e torradas, acrescentando sabor, cremosidade e variedade ao café da manhã e aos lanches.

Preparações Proteicas

Ovos, queijos e outras preparações proteicas tornam o café da manhã e os lanches mais nutritivos, equilibrados e saborosos, contribuindo para uma refeição completa.

Bolos e Tortas Doces

Bolos, tortas e outras delícias da confeitaria trazem sabor e aconchego ao café da manhã e aos lanches, tornando esses momentos ainda mais especiais.

Tortas Salgadas

Tortas salgadas e preparações assadas unem praticidade, sabor e variedade, sendo excelentes opções para cafés da manhã reforçados, lanches e refeições rápidas.

Salgadinhos

Salgados individuais combinam praticidade, variedade e muito sabor, sendo presença constante em cafés da manhã reforçados, lanches, reuniões, festas e serviços de buffet.

Biscoitos, Cookies e Petit Fours

Biscoitos, cookies e petit fours são clássicos do café da manhã e dos lanches, oferecendo praticidade, variedade e o acompanhamento perfeito para cafés, chás e outras bebidas.

Sanduíches e Lanches Montados

Sanduíches, lanches montados e preparações individuais reúnem praticidade, sabor e equilíbrio, sendo opções completas para cafés da manhã, lanches e refeições rápidas.

Brunch

Brunch e café colonial reúnem uma grande variedade de preparações, combinando sabores, texturas e estilos de serviço para proporcionar uma refeição rica, diversificada e acolhedora.

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FONTES IMAGENS:

CAPA:


Mais do que reunir alimentos, cada refeição é uma construção de sabores, equilíbrio, cultura e convivência.

A alimentação está presente em diferentes momentos do dia e assume formas variadas conforme a cultura, os hábitos, as necessidades e as ocasiões de consumo. Cada refeição possui características próprias, mas todas compartilham um mesmo princípio: a combinação equilibrada entre alimentos, técnicas de preparo, quantidades, sabores, texturas e formas de apresentação.

Compor um momento alimentar vai além de reunir preparações em uma mesa. Envolve compreender a função de cada elemento dentro do serviço, considerando o perfil dos consumidores, o contexto em que a refeição será oferecida e a experiência que se deseja proporcionar. O planejamento adequado contribui para o equilíbrio nutricional, a organização do serviço, o aproveitamento dos ingredientes e a valorização da gastronomia.

Neste capítulo, serão abordadas diferentes formas de composição alimentar, desde refeições estruturadas, como almoço e jantar, até momentos mais flexíveis, como café da manhã, lanches, petiscos e aperitivos. Cada uma dessas ocasiões apresenta características próprias, exigindo escolhas adequadas de preparações, porções, combinações e formas de apresentação.

As orientações apresentadas têm como objetivo auxiliar na construção de cardápios mais conscientes e equilibrados, oferecendo referências que podem ser adaptadas conforme o tipo de serviço, o público atendido e a finalidade da ocasião. Mais do que estabelecer regras fixas, a proposta é compreender a lógica que organiza os diferentes momentos alimentares e ampliar o olhar sobre a experiência gastronômica.

A Composição do Café da Manhã e Lanches

Energia, equilíbrio e sabor para começar o dia e renovar cada pausa.

A Composição do Almoço e do Jantar

Aprenda a estruturar refeições completas, nutritivas e cheias de sabor.

A Composição dos Petiscos e Aperitivos

O equilíbrio entre criatividade, praticidade e o prazer de compartilhar.

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CAPA:


Mesa posta para o almoço. Imagem Adriana Tenchini.

Quantidade, equilíbrio e prazer à mesa

O almoço e o jantar são refeições centrais do dia. Mais do que momentos de saciedade, representam pausas essenciais para nutrir o corpo, renovar a energia e proporcionar prazer à mesa. Quando bem estruturadas, essas refeições combinam variedade, equilíbrio nutricional e harmonia sensorial, respeitando tanto o apetite quanto o contexto em que são servidas.

De forma geral, o almoço e o jantar podem ser organizados em diferentes etapas, que variam conforme a cultura alimentar, a ocasião e o estilo de serviço adotado, mas seguem uma lógica comum de progressão. A refeição inicia-se de maneira mais leve e estimulante, evolui para uma etapa central mais completa e estruturada, e pode se encerrar de forma equilibrada, sem excessos.

Essas etapas incluem, de forma opcional, o couvert, seguido da entrada, da refeição principal e da sobremesa. Cada uma delas exerce uma função específica dentro da refeição e deve ser dimensionada adequadamente, de modo a garantir distribuição equilibrada de volume, densidade energética e estímulo sensorial ao longo do serviço.

A quantidade total de alimentos servidos em um almoço ou jantar não é fixa e depende de diversos fatores, como o perfil do público (crianças, adultos ou idosos), o nível de atividade física dos comensais, o objetivo da refeição, o horário em que será servida, a duração do serviço, o número de etapas do cardápio, o tipo de evento (cotidiano, institucional, festivo ou cerimonial) e a oferta de bebidas, pães e outros acompanhamentos. Quanto maior o tempo de permanência à mesa e o número de preparações oferecidas, maior tende a ser o volume total de alimentos consumidos.

Como referência para o planejamento de cardápios e o dimensionamento das porções, podem ser adotados os seguintes valores médios por pessoa:

  • Almoço ou jantar simples: 450 a 550 g de alimentos por pessoa.
  • Almoço ou jantar padrão: 550 a 750 g de alimentos por pessoa.
  • Almoço ou jantar sofisticado ou de longa duração: 700 a 900 g de alimentos por pessoa.

Esses valores representam o peso total dos alimentos servidos ao longo da refeição, considerando a soma das etapas que compõem o cardápio, e podem sofrer ajustes conforme as características do serviço e as necessidades específicas dos consumidores.

A organização dessas etapas contribui não apenas para o conforto digestivo e a saciedade progressiva, mas também para a valorização da experiência alimentar, evitando concentrações excessivas de energia no início da refeição e favorecendo um consumo mais equilibrado ao final do serviço.

Na refeição principal, a estrutura do prato é organizada, na maioria das vezes, a partir de uma preparação proteica, que ocupa papel central na composição. Ao seu redor, são agregados os demais elementos que completam a refeição, especialmente os alimentos que fornecem energia, como cereais, massas, tubérculos, raízes e leguminosas. Esses alimentos tendem a compor a maior parte do volume servido e, na alimentação cotidiana brasileira, são frequentemente apresentados de forma combinada, como no tradicional arroz com feijão.

A partir dessa base, somam-se preparações de vegetais, molhos e elementos complementares, formando um conjunto equilibrado tanto do ponto de vista nutricional quanto sensorial, com variação de cores, texturas, temperaturas e sabores.

A seguir, apresentam-se as quantidades médias recomendadas por pessoa em cada uma dessas etapas, bem como a função de cada serviço dentro da refeição, permitindo uma construção mais consciente, equilibrada e adaptável a diferentes contextos.

Couvert nas Refeições

Leve, equilibrado e convidativo, o couvert marca o início da experiência à mesa.

Entradas nas Refeições

Cada entrada é um convite para apreciar aromas, texturas e sabores antes do prato principal.

Refeição Principal

A refeição principal reúne sabor, técnica e equilíbrio, representando o momento central da experiência à mesa.

Sobremesas

A sobremesa completa a refeição, proporcionando um final equilibrado e memorável à experiência à mesa

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Imagem da capa: Adriana Tenchini

Qualquer alimento pode ser usado como condimento, até mesmo as carnes (p. ex.; quando o bacon é adicionado à batata salteada ou quando cubos de toucinho são incluídos no mirepoix). Os próprios molhos, que são preparações complexos com muitos condimentos, são usados para dar sabor a carnes, peixes, vegetais. (GISSLEN, 2012)

Apresento abaixo um resumo dos condimentos e suas possíveis utilizações. Para saber mais sobre cada um deles, acesse a página Temperando e Condimentando.

EXEMPLOS DE USOCLASSIFICAÇÃOEXEMPLOS DE USO
Açafrão e CúrcumaEspeciariasAçafrão – Arroz, frutos do mar, cozidos de carne, molhos feitos com tomate, pães e bolos.
Cúrcuma – Arroz, molhos, carnes brancas, refogados, caldos e vegetais salteados ou assados. Para dar mais sabor nas massas pode incluir na massa do pão, torta salgada, nhoque etc.
AlecrimEspeciariasSopas, molho de tomate, batata, berinjela, abobrinha, pães, queijos, carnes assadas (peixe, frango, pato, porco, boi, carneiro, cordeiro), marinadas, peixes de sabor suave, carne de churrasco.
AlhoErvas AromáticasInfinidade de usos dentro da culinária e é um dos temperos mais comuns no Brasil junto com a cebola.
Alho PoróErvas AromáticasCompõe o mirepoix e o bouquet garni que são utilizados como base ou fundo aromático de diversos preparos.
Folhas verdes – caldos, sopas e sucos.
Talo (parte branca) – saladas, recheios para cremes, risotos, tortas e salgados.
Como tempero – pode saborizar todos os tipos de pratos.
Anis EstreladoEspeciariasTem que ser usado em moderação. Pode ser utilizado em carnes vermelhas, molhos, panificação, sobremesas geladas, bebidas alcóolicas, chá e café.
BaunilhaEspeciariasMuito utilizada em doces e sobremesas.
Bouquet GarniCombinação de CondimentosFundos, caldos, molhos, sopas, ensopados, braseados etc.
Cachaça (no preparo)Ácidos e GordurasMarinadas de carne. Massas para fritar, como pasteis. Utilizada para flambar ou ainda para preparar molhos e caldas. Combina bem com carne, frango, frutos do mar, legumes e doces.
CanelaEspeciariasÉ utilizada como condimento, aromatizante e na preparação de licores, alguns tipos de doces e pratos salgados. No Brasil, a canela é usada principalmente em pratos doces, tais como doces de frutas (abóbora, laranja, mamão), arroz doce, curau, bolos, biscoitos, pães e sobremesas. Também é utilizada no quentão e vinho quente.
Capim LimãoErvas AromáticasSeu aroma é adequado para ser utilizado com aves, peixes e frutos do mar. É excelente para marinadas, curry, saladas, picles, fritadas e sopas. Pode-se preparar chá a partir da infusão das folhas em água quente.
CardamomoEspeciariasEnsopados, sopas, patês, purês, pratos com arroz, guisados, panquecas, tortas, todos os tipos de pães e em sobremesas, como, pudins, sorvete, bolo, creme ou polvilhar em uma salada de frutas. Pode ser adicionado em bebidas quentes (café e chá) e em bebidas frias (iogurte e leite).
CebolaErvas AromáticasInfinidade de usos dentro da culinária e é um dos temperos mais comuns no Brasil junto com o alho. Compõe o mirepoix que é utilizado como base ou fundo aromático de diversos preparos. Pode ser consumida frita, cozida, assada, grelhada, empanada, em pó, em conserva ou crua. Pode ainda ser acrescentada no sanduíche (cebola caramelizada) ou na omelete (salteada ou em pó).
CebolinhaErvas AromáticasGrande variedade de preparações.
Cebolinha FrancesaErvas AromáticasSaladas, pratos com ovos e com queijos, peixes, sopas, patês e molhos. Também utilizada para decoração de pratos.
CerefólioErvas AromáticasSopas, saladas, molhos, pratos com ovos e com queijos.
Cerveja (no preparo)Ácidos e GordurasMarinadas de frango, carne suína e bovina. Ajudam a encorpar molhos e reduções. Pode-se incluir durante o cozimento de carnes e pode ser utilizada na preparação de doces, como sobremesas preparadas com café e chocolate.
ChimichurriCombinação de CondimentosCarnes, aves, peixes e vegetais grelhados ou assados. Pode também incluir na salada e em tortas.
ChutneyConservas AromáticasAcompanhamento de carnes, frango grelhado, queijos, pães, saladas, sanduíches, embutidos e defumados.
Cinco Especiarias ChinesaCombinação de CondimentosCarnes vermelhas, pescado e marinadas para aves, além de coquetéis.
Cítricos (limão, laranja)Ácidos e GordurasPodem ser utilizadas na preparação de tortas, bolos, biscoitos, cookies, doces, chocolates, geleias, sorvetes, sorbets, saladas, chutney, molhos (gremolata) e em temperos (lemon pepper).
CoentroErvas AromáticasFolhas – pratos com pescados, aves, arroz, molhos e saladas.
Talos – ensopados de legumes e feijões.
Sementes – carnes, linguiças, salsichas, saladas e picles.
CominhoEspeciariasFabricação de licores, conservas, compotas doces, bolos e pães. Assados, carnes vermelhas, aves, queijos, salsichas, molhos, carne de hamburguer.
Conhaque (no preparo)Ácidos e GordurasFlambar em preparações salgados ou doces. Também pode ser utilizado no preparo de pudins, trufas, brigadeiros e biscoitos.
Conserva em GorduraConservas AromáticasAcompanhamento de sanduíches, torradas, canapés, carnes, aves, peixes e frutos domar, saladas, tábuas de frios e queijos cremosos.
Conserva FermentadaConservas AromáticasAcompanhamento de diversas preparações.
Cravo da ÍndiaEspeciariasPratos salgados – combina bem com molhos, caldos, ensopados, pratos com carne vermelha e frango.
Muito utilizado em doces. Usado em bebidas, como o quentão ou para enfeitar a gin tônica
CurryCombinação de CondimentosGrande variedade de preparações.
Endro/DillErvas AromáticasSementes – picles, chucrutes, sopas.
Erva – molhos com iogurte, saladas, pratos com queijos, peixes e frutos do mar e algumas receitas com legumes.
Ervas FinasCombinação de CondimentosAves, frango, ovos, saladas.
EstragãoErvas AromáticasManteigas compostas, purês, sopa-creme. Para aromatizar proteínas (linguado, aves e ovos). É muito usado em marinadas. Combina bem com carnes, aves, peixes, legumes, saladas, conservas, molhos e aromatizante de bebidas.
Ervas de ProvençaCombinação de CondimentosSaladas, legumes, aves, peixes, marinadas, cordeiro, porco, vinagretes, ovos mexidos e quiches.
Erva-doceErvas AromáticasSementes – preparo de chás e em receitas culinárias, como bolos, biscoitos, saladas, doces e licores. Pode também ser empregada em alguns pratos com frutos do mar,  sopa de peixe, carne de porco e ovos.
FunchoErvas AromáticasSementes – chá e aromatizante de molhos, conservas, pães, bolos e outras preparações.
Sementes e folhas – preparar licores.
Folhas e bulbo – ingredientes para fundos, molhos, massas e risotos.
Caule verde – sopa e creme de legumes.
Bulbo, caule e folhas – saladas.
Bulbo – é utilizado em assados e grelhados.
FurikakeCombinação de CondimentosArroz, onigiri (bolinhas de arroz), tofu (queijo de soja), conservas de alimentos e de peixes. Pode ainda ser usado como tempero em saladas, refogados, grelhados e até na pipoca.
Garam MasalaCombinação de CondimentosCaldos, sopas, marinadas, batatas, ovos, massas, legumes, em todos os tipos de carnes e frutos do mar.
GengibreEspeciariasÉ utilizado em bebidas e pratos salgados, tais como: chás, quentão, salteados, molhos, sopas, purês, carne bovina, peixes e aves. Para aromatizar sobremesas à base de leite como arroz doce, flans e pudins. Pode ainda ser usado em bolos, biscoitos, muffins e doces.
GergelimEspeciariasSementes – cobertura de pães e assados, na massa de bolos e biscoitos, sementes torradas adicionadas nas saladas, molho, pastas, vitaminas, sucos, iogurtes, smoothies e mingaus.
Pasta de gergelim – molhos, pastinhas, bolos e tortas.
Óleo de gergelim – marinadas, molhos de salada.
GremolataCombinação de CondimentosCarnes, aves, peixes e vegetais. Pode ser usada em saladas, feijão e massas. Ainda pode adicionar notas cítricas em vegetais de cor verde, como aspargos, brócolis e abobrinha.
HortelãErvas AromáticasSaladas, carnes, para temperar queijos, sopas frias, frutas, sucos, drinques, licores e chás digestivos.
KetchupMolhos CondimentadosIntensificador de sabor para molhos e recheios. Pode-se utilizar em sanduíches, pizza, batata frita, entre outros.
Lemon PepperCombinação de CondimentosLegumes, molhos, peixes e frutos do mar (principal uso), aves, carnes bovinas, suínas e cordeiros, além de substituir o sal em vários preparos. Também pode ser utilizado para temperar petiscos como queijo fresco, salame, presunto etc.
LouroEspeciariasCarnes braseadas, ensopados, caldos, marinadas, vegetais e no cozimento de castanhas. Compõe o bouquet garni, o sachet d’epices e as ervas de Provença.
MaioneseMolhos CondimentadosLargamente utilizada na finalização de sanduíches, mas também pode ser utilizada em diversos pratos, tais como: saladas, vegetais, carnes, massas, tortas e até bolos.
ManjericãoErvas AromáticasMolhos, tomates e pratos que levem tomates, pesto (molho italiano de manjericão), pratos com ovos, costeletas de cordeiros, berinjela, ervilha, abóbora, saladas, carnes, azeites e vinagres aromatizados.
ManjeronaErvas AromáticasCarnes, ovos, aves, molhos de tomate (com ou sem carne), assados de carne de porco, verduras e amido. Não se utiliza em doces.
MirepoixCombinação de CondimentosFundos, caldos, molhos e diversas preparações culinárias.
Molho de MostardaMolhos CondimentadosCombina muito bem com as carnes bovinas, suínas, aves, peixes, batatas, molhos, vinagretes, sanduíches, queijos.
Molho de OstraMolhos CondimentadosÉ utilizado para temperar massas, vegetais e outros ingredientes salteados, para marinadas ou como base de alguns pratos. Também combina muito bem com aspargos, feijão verde ou brócolis. Pode ser usado com condimento de mesa.
Molho de Peixe – Nam plaMolhos CondimentadosTemperar e melhorar o sabor em sopas, ensopados, salteados e molhos.
Molho de PimentaMolhos CondimentadosGrande variedade de preparações.
Pode ser usado com condimento de mesa.
Molho de Soja – ShoyuMolhos CondimentadosGrande variedade de preparações.
Pode ser usado com condimento de mesa.
Molho InglêsMolhos CondimentadosGrande variedade de preparações.
Pode ser usado com condimento de mesa.
Mostarda em GrãosEspeciariasMarinadas, molhos, carnes, aces, legumes, picles, saladas, ovos, chás.
Noz MoscadaEspeciariasCombina muito bem com queijos, tornando-se um ingrediente comum em molhos e suflês de queijo. É muito usada em pratos doces, tais como bolo de especiarias, pudins, biscoitos, tortas e pães doces, sobremesas. Complementa pratos de ovos e preparos de vegetais, como berinjela, cebola, brócolis e espinafre. Pode ser usada em sopas, molhos cremosos, frango, vitela.
Óleos e Vinagres AromatizadosÁcidos e GordurasGrande variedade de preparações.
OréganoErvas AromáticasMassa e seus molhos, caldeiradas, assados, cozidos com aves, saladas de legumes e verduras, queijos e molhos de queijos. Não combina com carne vermelha.
PápricaEspeciariasCombina com quase todos os alimentos, sejam salgados ou doces. Pode ser utilizada para temperar saladas, legumes, tortas salgadas, carnes e ovos.
Páprica picante – ensopados, molhos e sopas.
Páprica defumada – arroz, lentilha e feijão
Pode-se ainda utilizar a páprica na coloração e tempero de queijos e na preparação de salsichas e linguiças ou como decoração na finalização de pratos.
PiclesConservas AromáticasAcompanhamento para sanduíches, carnes, aves, queijos especiais, salsicha, linguiças, pães. Pode ainda ser utilizado como ingrediente de outros preparos, como saladas, molho tártaro, maionese de legumes, entre outros.
Pimenta BiquinhoEspeciariasSaladas, molhos, conservas, pratos quentes, doces, salgados e até em coquetéis. Pode ainda ser utilizada para decorar pratos.
Pimenta CaienaEspeciariasMarinadas, molhos, ensopados, sopas, guisados, legumes, omeletes, peixes, frutos do mar, aves, carnes, geleias, arroz.
Pimenta CalabresaEspeciariasCarnes, aves, peixes, frutos do mar, cozidos, sopas, molhos e receitas com ovos. Pode também ser utilizada em geleias, queijos, linguiça, patês, pães e na cobertura de pizzas.
Pimenta CambuciEspeciariasCambuci verde – pratos salgados, tais como, aves, carnes, omeletes, suflês, batata, arroz e peixes.
Cambuci madura – pratos doces.
Pimenta de CheiroEspeciariasBastante popular nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Molhos, ensopados, refogados e no preparo de pratos típicos da região como peixes, frutos do mar e aves.
Pimenta Dedo de MoçaEspeciariasMarinadas, saladas, molhos, conservas, frutos do mar, aves e carnes bovina. Também pode ser utilizada em doces, como a geleia de pimenta ou ainda em bebidas, como coquetéis e caipirinhas.
Pimenta do ReinoEspeciariasÉ uma das especiarias mais utilizadas no mundo. É amplamente usada como tempero de marinadas, sopas, carnes e finalizações de receitas.
Pimenta MalaguetaEspeciariasArroz, feijão, carne, molhos, entre outros. É uma das mais populares no Brasil, sendo utilizada em diversos pratos, tais como, moqueca, vatapá, tucupi.
Pimenta RosaEspeciariasPode ser utilizada no preparo e na decoração dos pratos. Marinadas, carnes assadas ou grelhadas, pratos com queijo, legumes, cremes, suflês, molhos e omeletes. Na confeitaria pode aromatizar sorvetes e sobremesas. Ainda é muito utilizada para saborizar licores, gin e coquetéis.
Pimenta SíriaCombinação de Condimentospreparações árabes como homus, quibe, tabule, esfirras, kafta, charuto, além de cordeiro, pescados, frango, carnes vermelhas, arroz.
Quatro Especiarias FrancesaCombinação de CondimentosCozidos clássicos (como daube), molhos com vinho e preparações com caça, além de uso em toda a charcutaria francesa.
Ras el HanoutCombinação de CondimentosGrande variedade de preparações.
RelishConservas AromáticasAcompanhamento de diversos alimentos, como sanduíches, saladas, tábuas de frios, salsicha, linguiça, salada de batatas, frutos do mar (como ostras), peixe (empanado ou com batatas fritas), Frango (empanado ou nuggets).
Rum (no preparo)Ácidos e GordurasCombina muito bem nas preparações de doces e sobremesas. Na confeitaria, o rum pode ser utilizado para saborizar e acentuar o aroma em coberturas, recheios, massas de bolos, tortas e doces em geral.
Sachet d’epicesCombinação de CondimentosUtilizado para dar sabor em caldos, ensopados, molhos, sopas e cozidos.
Sal de GergelimCombinação de CondimentosSubstituto do sal.
SalsãoErvas AromáticasCompõe o mirepoix e o bouquet garni que é utilizado como base ou fundo aromático de diversos preparos. Como tempero pode saborizar todos os tipos de pratos. Pode ser consumido cru (em saladas e entradas), salteado e braseado. Pode também ser utilizado em bebidas.
SalsinhaErvas AromáticasQuase todos as preparações.
SálviaErvas AromáticasCarne de porco, aves, recheios para assados, linguiça, feijões, tomates.
Saquê culinárioÁcidos e GordurasMarinadas, caldos, sopas, ensopados, molhos e conservas. Combina com diversos ingredientes tais como legumes, peixes, frutos do mar, aves, carnes, arroz, cogumelos, dentre outros.
SegurelhaErvas AromáticasFeijão, legumes, carnes, peixes e sopas.
TarêMolhos CondimentadosFinalização de pratos. Combina com pratos quentes e frios.
Tempero BaianoCombinação de CondimentosVatapá, acarajé, moqueca, peixes, frutos do mar, aves, carnes em geral, ensopados etc.
Tempero BerbereCombinação de CondimentosVários tipos de wots (guisados etíopes cristãos), além de ensopados, cremes, legumes etc.
Tempero CajunCombinação de CondimentosPeixes e carnes grelhadas, legumes, aves e frutos do mar. Pode ainda ser utilizado em marinadas, cozidos, arroz, saladas e pipoca.
TeriyakiMolhos CondimentadosUtilizado para marinar ou temperar carnes, aves, peixes (atum ou salmão) e vegetais antes de grelhar. Combina também com massas como yakissoba.
TomilhoErvas AromáticasGrande variedade de preparações.
UrucumEspeciariasÉ utilizado para dar cor em diversos pratos, tais como arroz, frango, farofa, moqueca, peixadas etc.
VinagreÁcidos e GordurasGrande variedade de preparações.
Vinho (no preparo)Ácidos e GordurasVinho branco – utilizado em preparações mais leves e refinadas, tais como: legumes, frutas, risotos, massas leves, peixes, frutos do mar e carnes leves, como frango e lombo de porco.
Vinho tinto – utilizado em preparações com ingredientes intensos, tais como: carnes vermelhas, embutidos, miúdos, massas e risotos com sabores mais fortes (pre­parados com linguiça, presunto e feijão). O vinho tinto também é muito utilizado para preparar molhos.
Vodca (no preparo)Ácidos e GordurasPara flambar carnes, saborizar molhos e realçar sabores em preparações salgadas e sobremesas.
Wasabi e Raiz ForteEspeciariasWasabi – diversas preparações no Japão, como macarrão soba e o washoku (comida tradicional japonesa), acompanhamento do sushi e sashimi. A pasta, as folhas e o caule podem ser consumidos em conservas, refogados ou crus em salada.
Raiz Forte – massas cozidas, fritas ou assadas e para temperar saladas e pratos frios. Acompanhamento do sushi e sashimi.
Whisky (no preparo)Ácidos e GordurasDiversas preparações desde marinadas, molhos para carnes e até sobremesas, tais como bolos, sorvetes, chocolate, trufas, brownies, pavê, entre outros. Combina muito bem com alguns ingredientes, tais como, frutas cítricas, mel, especiarias e ervas.
ZaatarCombinação de CondimentosPães e massas em geral (como esfirra e pão pita), além de cordeiro, homus, iogurte, ovos fritos, couve-flor, batata, abóbora, frango e pescados.
ZimbroEspeciariasMarinadas, fermentados, geleias, coberturas para doces, purês, chás e bebidas destiladas.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Erva Aromática ou Especiaria?

Erva aromática ou especiaria?

Como Identificar?

Tenho certeza de que esse é um questionamento que muitas pessoas fazem. Eu também tinha essa dúvida, se um determinado ingrediente é uma erva aromática ou uma especiaria. Por exemplo: O louro é uma erva ou uma especiaria? Para saber identificar mais facilmente pesquisei em diversos livros e sites. Através da minha pesquisa encontrei uma explicação mais coerente, mas primeiro é importante entendermos um pouco mais sobre as plantas. Existem várias formas de classificá-las e uma delas é pelo seu porte, ou seja, em relação ao seu tamanho e crescimento. As classificações que mais nos importam neste contexto são:

  • Arbórea – composta por árvores. Planta perene, de caule lenhoso com um único caule principal (tronco), que é ramificado na parte superior.
  • Arbustivas – compostos por arbustos. Planta de caule lenhoso, perene que ramifica abaixo ou junto ao nível do solo, formando vários caules principais.
  • Herbáceas – Formado pelas ervas. Planta não lenhosa, perene ou anual (a parte área morre ao final de cada estação de crescimento).
Ervas Aromáticas. Imagem de conger design por Pixabay.
Especiarias. Imagem de Monika por Pixabay.

Desta forma, podemos classificar as Ervas Aromáticas como plantas de caule mole e maleável (não lenhoso), tais como a cebolinha, a salsinha e o tomilho. Respondendo à pergunta inicial: o louro não é uma erva, pois ele é a folha de uma árvore (de caule lenhoso). Neste caso, o louro é uma especiaria, podendo ser utilizada seca ou fresca.

Ainda dentro deste contexto, podemos pensar: O gergelim e a mostarda são plantas herbáceas, então são consideradas Ervas Aromáticas? A resposta é não, ambos são especiarias. Como assim? Acabamos de ver que as ervas aromáticas são herbáceas! Para explicar este outro questionamento temos que analisar as partes utilizadas para aromatizar.

Nas Ervas Aromáticas usamos as folhas e em alguns casos, os talos e o bulbo. No caso, do gergelim e da mostarda, o que é utilizado para aromatizar são as suas sementes, então, são classificados como Especiarias. A mostarda também consumimos as folhas, mas não para aromatizar preparações e sim, crua em salada ou cozidas, por isso, ela não entra na classificação de Ervas Aromáticas. As folhas da mostarda entram na classificação de hortaliças folhosas ou verduras de folhas.

Com a utilização de diversos condimentos pode-se transformar uma preparação simples em algo esplêndido. Existe sempre a possibilidade de encontrar muitas combinações prontas no mercado, principalmente quando se trata de conservas, porém, esse toque se tornará diferenciado se o cozinheiro conseguir servir um prato com condimentos especiais criados por ele mesmo, dando assim o seu toque do chef.

A gastronomia atual está com uma tendência cada vez maior de uma volta às origens, a busca pelos pratos típicos vem aumentando a utilização de condimentos que fizeram parte das cozinhas regionais especiais. Além disso, a vasta combinação destes temperos são a característica que tornam estes pratos tão complexos. Não importando como serão adicionados ao prato, é incontestável que os condimentos são os grandes responsáveis pelas características regionais da gastronomia que tanto apreciamos.

Os temperos pode ser:

Torrados: torrar a seco sementes e especiarias é uma técnica muito utilizada na cozinha asiática. Esse processo ajuda na concentração dos sabores, além de facilitar o processo de moagem. Utilizando temperos torrados, os aromas penetram com mais facilidade na preparação. Para torrar as especiarias basta aquecer uma frigideira (a seco) e colocá-los para que defumem um pouco e escureçam. Deve-se tomar o cuidado para não queimar.

Assados: se preferir, pode-se levar os condimentos ao forno a uma temperatura de 250ºC. Porém, antes de triturar deve-se deixar esfriar.

Fritos: pode-se também utilizar a fritura em óleo. Neste caso, deve-se estar com toda a mise en place pronta, pois os condimentos fritos devem ser adicionados imediatamente à preparação para que não percam suas características liberadas no processo. Para isso, aqueça um pouco de óleo em uma frigideira. Quando estiver quente, adicione os condimentos. Tome cuidado, pois eles escurecem muito rápido. Em seguida, adicione na preparação.

Ralados: pode-se também ralar os condimentos. Essa técnica é normalmente utilizada em raízes e rizomas, como o gengibre ou a cúrcuma. Ou ainda com alguns tipos de sementes, como a noz-moscada.

Pilados ou Macerados: uma das técnicas mais utilizadas é processar os condimentos no pilão. É um método de maceração, moagem ou trituração que serve para liberar os óleos essenciais e os sabores das ervas e especiarias. Em um pilão adicione os condimentos em pequenas quantidades. Com o pilão na posição vertical, aplique pressão com o socador sobre os ingredientes, movendo em um movimento circular de amassar e girar. Repetir o processo até obter a consistência desejada.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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REFERÊNCIAS:

GISSLEN, Wayne.[tradução: Lorecy Scavarazzini, Maria Augusta R. Tedesco e Marlene Deboni]. Culinária Profissional. 6ª Ed. Barueri, SP: Editora Manole, 2012.

WRIGHT, Jeni; TREUILLE, Eric. [tradução: Eleonora Bottmann e Vera Caputo. Técnicas Culinárias. Le Cordon Bleu. 2ª Ed. São Paulo, SP. Editora Marco Zero.

MOREIRA, Leise Nascimento. Técnica Dietética. 1ª Edição. Rio de Janeiro: SESES, 2016, 240 pág.

Facas:

Tipos

“Há uma extensa gama de facas para desempenhar funções específicas. À medida que você vai trabalhando em cozinhas profissionais seu kit de facas tende a crescer, abrangendo não só as básicas – faca de chef ou faca francesa, faca de desossar, faca de legumes, faca trinchante –, mas também várias facas especiais”. Livro Chef Profissional (2017, p. 132)

A seguir explicação sobre as facas mais utilizada na cozinha profissional. Todas as fotos a seguir foram retiradas do site da Tramontina[1].

Faca do Chef (Chef’s Knife):

É uma faca versátil, planejada para atender a diversas atividades da cozinha: picar, cortar (pedaços grandes a miúdos), filetar e fatiar. Ela é ideal para uso diário para todo o tipo de alimentos e temperos, desde amassar o alho até cortar medalhões com facilidade. A faca de 8 polegadas é a mais apropriada, porém, existem facas de Chef nos tamanhos de 6 a 12 polegadas. A ponta é ligeiramente curvada, permitindo que a faca deslize na tábua enquanto corta o alimento.

ANATOMIA:

1. A ponta da faca é utilizada para cortar cebola, alho, cogumelos e outros vegetais que necessitam de cortes finos.

2. A parte do meio da faca é usada para cortar alimentos duros e macios. O formato ligeiramente convexo é ideal para cortar salsinha, cebolinha, alho poró etc.

3. A parte de trás da lâmina (o calcanhar) da faca é utilizado para cortar os alimentos com alta resistência como produtos congelados.

4. O dorso (ou espinha) da faca, pela sua resistência, pode quebrar pequenos osso ou abrir conchas de crustáceos. Obs.: não utilize a faca de chef para cortar ossos. Existe uma faca especifica par isso, o cutelo.

5. A parte larga da lâmina serve par achatar alimentos como alho, nozes e bifes. Deve também ser utilizada como espátula para movimentação e manipulação dos ingredientes cortados.

Faca Santoku:

Faca Santoku. Fonte: http://www.tramontina.com.br

Uma faca de lâmina larga que está se tornando cada vez mais popular como substituta da faca do chef. A Santoku é de origem japonesa. Seu nome significa “três virtudes” ou “três usos”, referindo-se às três tarefas que essa faca desempenho muito bem: cortar, picar e fatiar. A Santoku se apresenta nos tamanhos de 6 e 7 polegadas.  

Faca para Legumes ou Faca de Ofício:

A segunda faca mais importante e indispensável na cozinha é a faca de legumes ou faca de ofício. É uma faca pequena de 2 a 4 polegadas e se encaixa facilmente nas mãos, o que possibilita aparar e descascar vegetais e frutas e picar alimentos sem o apoio de uma tábua. Ela também possibilita trabalhos que exijam mais precisão, como limpar um camarão, tirar sementes do pimentão e cortar enfeites para o prato.

 

Faca de Legumes ou Faca de Ofício. http://www.tramontina.com.br

Faca para Tornear:

Faca para Tornear. Fonte: http://www.tramontina.com.br

Faca com lâmina de 3 polegadas, lisa, fina, curta e é curvada. Ela é ideal para esculpir e tornear frutas, verduras e legumes, garantindo conforto e praticidade.

Faca para Desossar ou Filetar:

Possui uma lâmina curva, ponta fina, firme e pontiaguda que serve para alcançar lugares difíceis. A faca para desossar possui 6 polegadas e é ideal para separar a carne dos ossos, cortar peixe e frango, retirar a pele dos peixes e realizar cortes de filés, fornecendo intensidade, firmeza e precisão nos cortes.

Faca para Desossar ou Filetar. Fonte: http://www.tramontina.com.br

Dica importante para a conservação: não corte ossos ou alimentos congelados, isso irá danificar o fio da faca.

Cutelo:

O cutelo é utilizado para cortes de carnes, aves, peixes, cartilagens e ossos, que são os mais pesados. Têm o tamanho de 6 polegadas, angulação de 90º, afiação de 45º de cada lado da lâmina e pode ser utilizado par cortar tanto por atrito quanto por impacto.

Faca para Pão:

Faca serrilhada, com fio ondulado, evita que se amasse o produto ao ser cortado. É ideal para serrar pães, bolos e frios (peça inteira). É também chamada de “faca de serra” possuindo o tamanho de 8 a 10 polegadas.

Faca para Pão. Fonte: http://www.tramontina.com.br

Faca para Tomate:

Faca para Tomate. Fonte: http://www.tramontina.com.br

É uma faca muito prática e por possuir o fio da lâmina micro serrilhado, os cortes são realizados sem amassar o alimento. Tem o tamanho de 5 polegadas.

Faca para Queijos:

É ideal para cortar e fatiar queijos moles e semiduros. Por conta dos furos na lâmina desta faca, as fatias de queijo não ficam grudadas nela. Seu tamanho é de 6 polegadas.

Faca para Queijos. Fonte: http://www.tramontina.com.br

Faca para Ostra:

Faca para Ostra. Fonte: http://www.tramontina.com.br

A lâmina é curta e bastante resistente. Serve para abrir conchas e nozes.

Faca para Sashimi:

Com 13 polegadas, a lâmina longa e fina é chanfrada apenas em um dos lados para ser afiada e possui fio liso.

Faca para Sashimi. http://www.tramontina.com.br

[1] https://www.tramontina.com.br/dicas-fazer-bonito/conheca-os-diferentes-tipos-de-facas-tramontina

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CAPA: Imagem de Pexels por Pixabay


REFERÊNCIAS:

DICAS PARA FAZER BONITO. Blog Tramontina. Disponível em: https://www.tramontina.com.br/dicas-fazer-bonito/conheca-os-diferentes-tipos-de-facas-tramontina Acesso em: 12/08/2021, 15h.

Chef Profissional/ Instituto Americano de Culinária; tradução de Renata Lucia Bottini e Márcia Leme –9ª ed. – São Paulo, SP: Editora SENAC, 2017, 3270 páginas.

Facas: Anatomia

e Utilização

“Muitos chefs de cozinha e livros de gastronomia costumam dizer que as facas são consideradas a extensão das mãos do cozinheiro em seu dia a dia de trabalho.” (CRUZ, 2015)

As facas são um investimento para os cozinheiros profissionais.

Partes que compõem uma faca:

1. LÂMINA: É a parte principal da faca. O material usado frequentemente para fabricar lâminas é o aço inoxidável de alto carbono. Porém, existem outros materiais disponíveis, como o aço inoxidável, o aço carbono e a cerâmica.

  • Aço carbono: propiciam uma melhor afiação do que as lâminas de outros materiais, porém são suscetíveis à corrosão e descoloração ao entrar em contato com alimentos ácidos.
  • Aço inoxidável: são as mais comuns. O inox é muito mais forte, não oxida e nem descolore. É mais difícil a afiação, mas depois de afiada, tem a capacidade de manter o fio por mais tempo.
  • Aço inoxidável de alto carbono: é uma liga recente que une as vantagens tanto do aço inox quanto do aço carbono. A afiação se torna melhor e mais fácil pela presença do carbono. A composição do inox na liga aumenta a durabilidade e facilita a manutenção.
  • Cerâmica: são fabricadas com um material chamado óxido de zircônia, um material mais duro que o aço. Possuem excepcional corte, mantendo-se afiada por bastante tempo. Porém, é recomendado que a utilize somente com vegetais, frutas e carnes desossadas. Além disso, ela é pouco resistente a quedas.
Partes de uma faca. Foto: http://www.tramontina.com.br

2. ESPIGA: É a continuação da lâmina que se estende por dentro do cabo. As facas utilizadas para o trabalho pesado, como cutelo ou faca do chefe, devem ter uma espiga inteira, ou seja, ela deve ter o mesmo comprimento do cabo.

3. CABO: São confeccionados de diversos materiais, tais como polipropileno, madeira (a preferida é o jacarandá) ou ainda do mesmo material da lâmina. O importante é que sejam mais duros e resistentes a rachaduras ou fendas, sendo duráveis também ao contato com produtos de limpeza. Independentemente do material que é produzido, deve se encaixar confortavelmente na mão.

4. REBITE OU PINO: São, geralmente, usados para fixar a espiga ao cabo. Devem ser lisos, embutidos e rentes à superfície do cabo.

5. GAVIÃO OU REFORÇO: Se encontra na junção da lâmina com o cabo. O peso ajuda a equilibrar a faca e é um elemento de proteção e reforço. É sinal de faca bem-feita.

6. CALCANHAR OU APOIO OU GUARDA CORPO: parte oposta ao gavião, usada para cortar alimentos que requerem mais força.

7. DORSO OU ESPINHA: É a parte da lâmina oposta ao fio de corte. Serve de apoio para as mãos e os dedos, para aumentar a precisão dos cortes.

8. FIO OU GUME: É a capacidade que o utensílio possui em realizar o corte de forma precisa (espessura e profundidade desejada), com perfeição (sem rasgar ou esfiapar) e facilidade (mínimo de pressão ou esforço). Existem quatro desenhos de fio criados para os cortes.

  • Liso: Forma mais comum de fio, obtêm corte preciso e regular.
  • Ondulado: Utilizado para cortar de maneira mais delicada massas macias.
  • Serrilhado: Ideal para cortar casca duras e interiores delicados.
  • Com alvéolos: evita que fatias finas e pegajosas grudem na faca.
Fios da faca

9. BARRIGA: A parte curvada na faca do chef é utilizada para trabalhos delicados.

10. PONTA: utilizada para perfurar, marcar superfícies e desossar carnes.

AFIAÇÃO: As facas chanfradas apenas em um lado, como as de sashimi, são mais afiadas do que as chanfradas nos dois lados.

Utilização e Manutenção de Facas de Cozinha:

Adquirir uma faca de boa qualidade traz vantagens desde a precisão do corte até a durabilidade do instrumento. Porém, para que suas facas durem, alguns cuidados são primordiais.

  • Manuseie as facas com respeito: as facas podem sofrer danos se não forem manuseadas com cuidado, mesmo as de boa qualidade – fabricadas para durar a vida inteira.
  • Mantenha as facas sempre afiadas: uma faca afiada é mais segura. A faca sem fio ou cega requer um esforço maior para um corte preciso, o que facilita um acidente. Para isso, basta usar um afiador ou chaira.
  • Mantenha as facas limpas: a gordura na lâmina pode atrapalhar o corte, permitindo que a faca escorregue no alimento. Limpe bem as facas, imediatamente após usá-las. É necessário higienizar a faca inteira, incluindo o cabo, o gavião e a lâminas. Não lave facas na máquina de lavar pratos.
  • Utilize as facas em superfícies adequadas: cortar diretamente sobre superfícies de metal, vidro ou mármore vai cegar e, finalmente, danificar a lâmina da faca. Para evitar, sempre use tábuas de polietileno ou fibra.
  • Armazene as facas corretamente: guardar de forma adequada evita danos no fio e eventuais riscos na lâmina. Além disso, previne cortes acidentais. Existem diversas formas de proteger a lâmina da sua faca: bainhas, cepos (estruturas de madeira onde as facas são acondicionadas), barras magnéticas, cases e estojos. Qualquer que seja a forma de armazenamento, ele deve ser mantido tão limpo quanto as facas.
  • Somente utilize as facas para cortar alimentos: não use as facas para cortar embalagens, barbante etc., tenha uma tesoura para este fim.
  • Use procedimentos seguros para manusear facas:
    • Ao transportar a faca de uma área da cozinha para outra, segure-a verticalmente, com a lâmina para baixo, ao lado do corpo (rente a coxa) com o fio voltado para trás. Deve-se também avisar as pessoas na cozinha que está passando com um instrumento cortante.
    • Não tente pegar uma faca que está caindo.
    • Quando entregar uma faca para outra pessoa, coloque-a sobre a superfície de trabalho com o cabo mais próximo de quem for pegá-la.
    • Não cubra a faca com panos de cozinha, equipamentos etc.
    • Certifique-se que a lâmina está voltada para dentro da borda da superfície de trabalho.
    • Mantenha o cabo da faca sempre seco para não escapar da mão e se ferir.
    • Na hora de lavar a louça, separe as facas de outros itens como pratos e panelas. A água e o sabão podem esconder as facas no fundo da pia. O ideal é lavá-las antes dos outros utensílios para não correr riscos.

Facas: Manuseio Correto

COMO SEGURAR A FACA:

ITEM 1
ITEM 2
ITEM 3

A forma de segurar a faca depende do trabalho a ser realizado:

1 – Fatiar uma carne crua demanda uma pegada com mais firmeza. (Vide imagem Item 1). Segure a faca com quatro dedos e o dedão sobre o dorso (ou espinha). Essa forma é mais utilizada para cortes que requerem um trabalho mais firme, com uma maior utilização do punho.

2 – Fatiar uma carne crua demanda uma pegada com mais firmeza. (Vide imagem Item 1). Segure a faca com os quatro dedos e o dedão contra a lâmina. Essa forma transmite uma maior estabilidade que a anterior.

3 – Corte delicados e com precisão exigem mais dos dedos do que do punho. (Vide imagem Item 3). Segure a faca com três dedos, o dedo indicador de um lado da lâmina e o dedão do lado oposto dela. Essa forma é a mais utilizada, pois permite uma estabilidade e um controle melhor dos movimentos.

MÃO DE APOIO (OU MÃO GUIA):

A mão de apoio é a mão que está segurando o alimento que está sendo cortado. A sua função é segurar com precisão evitando que ele escorregue ou escape das mãos ao cortá-lo. Serve também para facilitar o controle do tamanho do corte tornando-o mais uniforme.

Para evitar acidentes, posicione as pontas dos dedos da mão de apoio para dentro, fora do caminho da faca, e apoie a lâmina da faca nos nós dos dedos. É importante aprender a técnica da melhor forma possível e, para isso, é necessário treinar. Não se preocupe com a velocidade dos cortes, esse virá com o tempo, o treinamento e a confiança adquirida.

DICAS COM AS MÃOS

  • Mão escondendo os dedos.
  • Dedos apoiam o alimento tipo garra com dedão atrás.
Imagem Eduardo Cicarelli
Imagem Eduardo Cicarelli

O mais importante para os que não têm muita prática é começar devagar e com cuidado. As mãos devem estar secas e a superfície firme, costuma-se forrar a tábua de corte por baixo com papel ou pano de prato, evitando assim deslizamentos, além de manter o corpo afastado. As pontas dos dedos devem ser mantidas sempre para dentro das mãos com a faca encostando apenas nos nós dos dedos. Parece difícil, mas é um hábito que se adquire logo e diminui o risco de cortes. Tente trabalhar sempre com a ponta da faca apoiada na superfície de trabalho, movimentando a faca para frente e para baixo.

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Para saber mais sobre Gastronomia acesse: Conceitos e Teorias


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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CAPA: Imagem de congerdesign por Pixabay


REFERÊNCIAS:

CASTELLI, Geraldo. Administração Hoteleira. 9. ed. Caxias do Sul: EDUCS, 2003.

GISSLEN, Wayne.[tradução: Lorecy Scavarazzini, Maria Augusta R. Tedesco e Marlene Deboni]. Culinária Profissional. 6ª Ed. Barueri, SP: Editora Manole, 2012.

CRUZ, Alexandre Gimenes da. Identificação de facas, afiação e utilização. Apostila – Curso de Tecnologia em Gastronomia – Unicesumar, 2015.

DICAS PARA FAZER BONITO. Blog Tramontina. Disponível em: https://www.tramontina.com.br/dicas-fazer-bonito/conheca-os-diferentes-tipos-de-facas-tramontina Acesso em: 12/08/2021, 15h.