Novas Dinâmicas

e Tecnologias

Comida em Cápsulas

Vitaminas em cápsulas. Imagem de Steve Buissinne por Pixabay

Alguns ingredientes utilizados na cozinha, tais como algas, berinjelas, cogumelos, alcachofras, dentre outros, passaram a compor a fórmula de produtos nutracêuticos[1] que são indicados desde a prevenção até o tratamento de doenças clínicas. Exemplo: a romã, presente na gastronomia espanhola e árabe, passou a ser reconhecida por sua ação antioxidante. Ele ainda melhora as funções digestivas e intestinais, além de ajudar a reduzir a gordura visceral e outros benefícios. Por ser difícil incluir a romã in natura na alimentação diária, consome-se a romã em capsulas. A promessa de saúde e de emagrecimentos deste suplementes devem ser vistas com cautela. Pílulas podem ser práticas, mas não substituem a orientação alimentar e as atividades físicas adequadas. Nada substitui uma refeição completa e variada.

Comida em Laboratório

Vários alimentos estão sendo modificados geneticamente. Como exemplo cito:

  • Tomate com maior durabilidade, o dobro de antioxidantes, maior teor de licopeno.
  • Soja com um grão mais nutritivo; resistência maior a plantas daninhas e contaminações por fungos e bactérias; resistência maior aos berbicidas.
  • Pimentões com mais vitamina C e mais resistentes.
  • Bananas com mais potássio.
  • Concentrados proteicos e de carboidratos para suplementar dietas para atletas.
  • Entre outros.

A intenção da indústria é expandir as possibilidades para que estes e outros componentes possam ser agregados de acordo com o gosto do cliente, permitindo que todos possam cozinhar sem esforços.

Carne de Laboratório

A carne começou a ser produzida a partir de células-tronco de animais desenvolvidas in vitro. A massa de células cresce e transforma em uma pasta de carne que pode ser moldada. Para alcançar a consistência e o formato é utilizado uma impressora 3D. Essa impressora pode usar todo tipo de ingredientes e é usada para preparar alimentos completos, como uma pizza. Atualmente, o custo da carne de laboratório é altíssimo, mas os pesquisadores acreditam que o preço cairá quando a indústria alimentícia aumentar os investimentos neste segmento. Por enquanto, o custo de um hambúrguer é surreal: 140 gramas custam 325.000 dólares, mas os pesquisadores acreditam que o preço deve cair à medida que a indústria alimentícia aumente os investimentos neste segmento.


[1] Nutracêuticos – são extratos de alimentos altamente nutritivos que atuam de forma biologicamente ativa, auxiliando o organismo em processos metabólicos.

Para saber mais acesse: Tendências e Movimentos Contemporâneos.

Para saber mais sobre Gastronomia acesse: Conceitos e Teorias


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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REFERÊNCIAS:

ATALA, Alex; DÓRIA, Carlos Alberto. Com unhas, dentes & cuca: prática culinária e papo-cabeça ao alcance de todos. São Paulo: Senac, 2008.

BARRETO, Ronaldo Lopes Pontes. Passaporte para o Sabor: tecnologias para a elaboração de cardápios. São Paulo: Senac, 2008.

FENACELBRA. Reconhecer. Artigo publicado no site do Conselho Nacional de Saúde, Brasília, 14 de maio de 2013. Disponível em: https://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/2013/05_maio_14_fenacelbra.html#:~:text=N%C3%BAmeros%20sobre%20a%20doen%C3%A7a%20cel%C3%ADaca,delas%20encontra%2Dse%20sem%20diagn%C3%B3stico. Acesso em: 14/06/2023.

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LINGUANOTTO NETO, Nelusko; FREIRE, Renato; LACERDA, Isabel. Misturando Sabores. Rio de Janeiro/São Paulo: Senac Nacional em parceria Senac São Paulo, 2013.

MEIRELLES, C. M.; VEIGA, G. V.; SOARES, E. A. Implicações nutricionais das dietas vegetarianas. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr., São Paulo, SP. v. 21, p. 57-72, jun., 2001.

MELINA, V.; DAVIS, B.; HARRISON, V. A dieta saudável dos vegetais: o guia completo para uma nova alimentação. Rio de Janeiro: Campus; 1998.

MCGEE, Harold. Comida e Cozinha: ciência e cultura da culinária. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011.

PETRINI, C. Slow Food. São Paulo: Senac, 2009.

ROMEIRO, E.T.; OLIVEIRA, I.D. de; CARVALHO, E.F. Insetos como alternativa alimentar: artigo de revisão. Contextos da Alimentação. Revista de Comportamento, Cultura e Sociedade. Vol. 4, n. 1. Set. 2015. São Paulo: Centro Universitário Senac.

RUHLMAN, Michael. A alma de um chef: viagem para a perfeição. 2007. São Paulo: Senac, 2007

SANTAMARIA, Santi. Cozinha a Nu — Uma visão renovadora do mundo da gastronomia. São Paulo: Senac, 2009.

SEGNIT, Niki. Dicionário de Sabores: receitas e ideias para uma cozinha criativa. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2014.

TEIXEIRA, R. C. M et al. Risco cardiovascular em vegetarianos e onívoros: um Estudo Comparativo. UFES, 2007.

THIS, H. Um cientista na cozinha. São Paulo: Ática, 2003.

WILSON, Bee. Pense no garfo: Uma história da cozinha e de como comemos. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.

Cozinha do Terroir

ou Du Marchê

Valorização dos ingredientes locais. Imagem de jean marc tze por Pixabay

Terroir vem da noção de território, onde está a origem. Designa uma área geográfica, considerada homogênea, por seus produtos e produções, principalmente suas qualidades agrícolas. Inclui as tradições, a cultura de seus habitantes, dando uma identidade ao produto. Ele assegura a presença do agricultor ou artesão, como responsável pelo produto final. É composto por fatores geográficos, climáticos, humanos, históricos, comerciais, geológicos, que definem os pontos sensíveis e variáveis, as qualidades de cada bioma específico.

A cozinha du marchê ou do terroir valoriza as culturas, as raízes e os hábitos de transformar ingredientes locais em comidas apreciadas faz parte de um processo importante na cozinha contemporânea, readaptando o rústico e o tradicional àquilo que se deseja no presente. Ela faz uma analogia à cultura da comida regional priorizando as produções locais. A elaboração dos cardápios se baseia nos produtos da estação, aproximando os cozinheiros dos mercados locais em busca de ingredientes excelentes e bem frescos.

Para saber mais acesse: Tendências e Movimentos Contemporâneos.

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REFERÊNCIAS:

ATALA, Alex; DÓRIA, Carlos Alberto. Com unhas, dentes & cuca: prática culinária e papo-cabeça ao alcance de todos. São Paulo: Senac, 2008.

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WILSON, Bee. Pense no garfo: Uma história da cozinha e de como comemos. Rio de Janeiro: Zahar, 2014

Slow Food

Brotinhos. Verduras Orgânicas. Imagem de one hundred seventy five por Pixabay

É um movimento que se contrapõe à velocidade dos tempos modernos e por isso, o seu símbolo é um caracol. Ele defende a teoria de irmos devagar com nossos recursos naturais e respeitarmos as relações que criamos com a comida de acordo com os avanços modernos. O movimento contesta a filosofia do fast food e busca, por meio de diversos conceitos, reconciliar a relação primária do homem com o alimento, buscando a preservação dos recursos naturais, estabelecendo uma ligação com os pequenos produtores e criando ações sustentáveis ao trabalhar a reciclagem e manter as fontes naturais do nosso planeta.

É um movimento que se contrapõe à velocidade dos tempos modernos e por isso, o seu símbolo é um caracol. Ele defende a teoria de irmos devagar com nossos recursos naturais e respeitarmos as relações que criamos com a comida de acordo com os avanços modernos. O movimento contesta a filosofia do fast food e busca, por meio de diversos conceitos, reconciliar a relação primária do homem com o alimento, buscando a preservação dos recursos naturais, estabelecendo uma ligação com os pequenos produtores e criando ações sustentáveis ao trabalhar a reciclagem e manter as fontes naturais do nosso planeta.

O fundador do movimento é o italiano, Carlo Petrini. Ele quer implantar o bem para a humanidade por meio da comida. Os conceitos giram em torno da realização de comidas afetivas, comidas de conforto que serão responsáveis por melhorar as reações entre as pessoas. Para Petrini, o alimento faz parte da identidade cultural. O movimento tem como palavras de ordem: “Bom, limpo e justo”.  Ou seja, o alimento deve ter bom sabor, ser cultivado com respeito ao meio ambiente e o produtor rural deve receber o que é justo pelo seu trabalho. O movimento promove a inclusão de produtos orgânicos e o uso de ingredientes regionais, que beneficia produtores locais e contribui para a redução na emissão de gases de efeitos estufa, melhorando a qualidade de vida de todos.

Dicas para exercer a sustentabilidade:

1. Respeitar o marco zeno, fazendo cozinha de origem, com ingredientes locais e regionais.

2. Evitar o desperdício, usufruindo da melhor forma o alimento, aproveitando-o de forma integral e preservando seus nutrientes através do uso de técnicas de cocção adequadas.

3. Respeitar a sazonalidade e comprar produtos de época.

Numa onda em cadeia, o Movimento Gastronomia Responsável, adotado por chefes brasileiros, seguem as premissas da tendência Slow Food. Os projetos arquitetônicos dos restaurantes, tanto da cozinha quanto das áreas reservadas aos comensais, devem ser elaborados considerando parâmetros ecológicos, tais como: exaustão e refrigeração de ar com menor consumo de energia, uso racional da água, melhor aproveitamento da luz natural, entre outros.

Chefs brasileiros que aderiram ao movimento:

A Chef Anayde Lima é adepta do Slow Food.

Chef Celso Freire, proprietário do Guega Ristorante, em Curitiba, destaca a importância dos restaurantes no Movimento Gastronomia Responsável e na escolha de fornecedores que tenham o mesmo comprometimento com a sustentabilidade.

Chef Alex Atala, proprietário dos restaurantes D.O.M. e Dalva e Dito, inclui nas preparações de seu cardápio ingredientes brasileiros cultivados por pequenos produtores e comunidades extrativistas dos rios da Amazônia.

Para saber mais acesse: Tendências e Movimentos Contemporâneos.

Para saber mais sobre Gastronomia acesse: Conceitos e Teorias


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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REFERÊNCIAS:

ATALA, Alex; DÓRIA, Carlos Alberto. Com unhas, dentes & cuca: prática culinária e papo-cabeça ao alcance de todos. São Paulo: Senac, 2008.

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Antropoentomofagia

Prato Mexicano com Formigas. Imagem de Ada Quintana por Pixabay

Fenômeno historicamente antigo que consiste no consumo humano de insetos como fonte alimentar. Este consumo pode ser observado em alguns trechos da bíblia: “Mas podereis vos alimentar dos insetos que têm pernas que saltam. Poderei comer, portanto, toda espécie de gafanhotos e grilos.” Levítico 11:21-22. A cultura sobrevive em diversos países, contudo atualmente encontra-se marginalizada. Devido ao potencial destes insetos na alimentação humana, pesquisas têm sido feitas para o seu uso adequado na gastronomia.

O chefe Alex Atala começou a usar pó de formiga no restaurante, como os clientes não acreditavam, passou a servi-las inteiras. A formiga utilizada pelo chefe quando amassada, tem cheiro e sabor característico de capim-limão, efeito produzido por uma substância liberada pelo inseto como defesa contra predadores.

Jakub Dzamba, um arquiteto, produz em larga escala algas e outros microrganismos comestíveis em sua fazenda no Canadá. O projeto tem como proposta usar parte dos dejetos produzidos pelas cidades para criar os animais comestíveis. A indústria alimentar de diversos países já produz versões em pó de grilos, gafanhotos e outros insetos.

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REFERÊNCIAS:

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WILSON, Bee. Pense no garfo: Uma história da cozinha e de como comemos. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.

Minimalismo

Imagem de Sandhaase por Pixabay

Esta tendência utiliza os conceitos da cozinha de vanguarda, associando tradição e modernidade. O minimalismo está presente em todos os segmentos artísticos e se constitui na técnica de produzir uma obra com o mínimo de elementos.

O minimalismo gastronômico é uma tendência que apresenta características tais como reconstrução e desconstrução, conferindo ao alimento uma nova apresentação diferente da tradicional, sem perder sua essência.

Utiliza-se o mínimo de elementos em busca:

  • Do equilíbrio;
  • Da sofisticação;
  • Da estética;
  • Da harmonia entre tradição e tecnologia;
  • Da diversificação de cores, sabores e texturas.

Sempre em busca de inovações, o chefe italiano Massimo Bottura, se destaca nesta tendência. Depois de ter adquirido o conhecimento da nouvelle cuisine com Alain Ducasse e da cozinha de vanguarda com Ferrian Adriá, elaborou um trabalho audacioso em que apresentava clássicos da cozinha italiana de forma provocante. Foi muito criticado inicialmente, até ser finalmente compreendido. Outros nomes de destaque: Fredrick Andersson, Renato Rocha (Noruega), Alex Atala, Felipe Bronze e Roberta Sudbrack (Brasil), Pedro Lemos (Portugal) e Grant Achatz (Chicado – EUA).

A partir deste movimento, surgem novos: finger food, petit couilles, les verre, tapas, que são as pequenas porções capazes de agradar e preencher todos os anseios dos comensais, e preencher todos os anseios dos comensais, estéticos e gustativos.

Finger Food

É a arte e a maneira de combinar: chique e descontraído; gastronômico e prático; delicado e lúdico; suave e agradável. É um novo modo de servir e uma tendência em vários países. O finger food cria uma forma de comer rápida, elegante e que pode acontecer em qualquer momento, em qualquer lugar. São comidinhas que além de gostosas, são muito bonitas e pequenas, tudo o que se pode comer somente com a ponta dos dedos: wraps, tortilhas, canapés frios, quentes, espetinhos, mini sanduíches, terrines, verrines. Enquanto em uma refeição provaríamos uma média de duas a quatro especialidades diferentes, neste estilo podemos consumir mais de 30 sabores diferentes. Esta tendência é encontrada em bufês, hotéis e restaurantes. Já existem estabelecimentos especializados em finger food.

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FREIXA, D.; CHAVES, G. Gastronomia no Brasil e no mundo. São Paulo: Senac, 2012.

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TEIXEIRA, R. C. M et al. Risco cardiovascular em vegetarianos e onívoros: um Estudo Comparativo. UFES, 2007.

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WILSON, Bee. Pense no garfo: Uma história da cozinha e de como comemos. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.

Gastronomia

Molecular

Imagem de Lounis Aissaoui por Pixabay

Iniciada oficialmente em 1988, a gastronomia molecular é definida como a ciência que estuda o processo de preparação dos alimentos e como podemos melhorar ou gerar novos processos. Foi idealizada por Hervé This (1955-), que é um físico-químico francês e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola (Inra) e do Laboratório de Química das Interações Moleculares de Collége de France, um apaixonado por gastronomia e, por Nicholas Kurti (1908-1998), um físico húngaro, radicado na Inglaterra, que trabalhou no projeto da bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial, também gourmet.

A gastronomia tecno emocional, denominada por muitos como gastronomia molecular foi desenvolvida procurando estimular o máximo de sentidos humanos durante o ato de comer. Os idealizadores começaram a estudar de forma sistemática os processos químicos e físicos que ocorriam no cozimento. Inicialmente, verificaram se as instruções das receitas eram realmente necessárias e quais as mudanças que seriam provocadas se o modo de preparo fosse modificado. Posteriormente, os objetivos se ampliaram para obter compreensão dos processos na preparação dos alimentos e dos aspectos bioquímicos envolvidos nas percepções sensoriais. O movimento desenvolveu-se com a participação de outras áreas do conhecimento: física, química, biologia, bioquímica, fisiologia e psicologia.

O crescimento dos estudos possibilitou o desenvolvimento de novas técnicas culinárias, a introdução de novos ingredientes na cozinha e a produção de equipamentos com maior capacidade de processamento. Também conhecida como cozinha de vanguarda, é compreendida como a prática da gastronomia molecular e seus efeitos.

O início prático do movimento teve como protagonista e disseminador, o chefe Ferran Adriá, na Espanha. Ele ficou conhecido como o inventor da técnica de produção de espumas. Elas são feitas utilizando o sifão e cápsulas de gás, mas também podem ser feitas com insumos mais simples. Outra técnica muito utilizada é a esferificação, que consiste em “aprisionar” um líquido qualquer numa esfera ou outro formato. As porções destes restaurantes são pequeníssimas e seus clientes buscam as sensações que elas provocam.

Componentes Utilizados

Componentes Geleificantes:

  • Ágar-ágar – substância extraída de determinadas algas vermelhas, que geleifica aproximadamente a 40 graus de temperatura, ótima para fazer gelatinas e geleias. Muito usada na cozinha de vanguarda para encapsular ou espessar líquidos.

Componentes Espessantes:

  • Goma Gelana – substância que geleifica quente, usado em produtos gelatinosos, geleias e molhos, que forma um gel resistente ao ácido, calor e enzimas. Na cozinha molecular, pode substituir o alginato no processo de esferificação.
  • Goma Xantana – aditivo das indústrias alimentícia e farmacêutica, é produzida por bactérias e usada como estabilizante e emulsificante. Na cozinha de vanguarda, é usada como espessante de molhos para facilitar a esferificação.
  • Goma Guar – usado para baixas temperaturas. Confere viscosidade, reduzindo a perda de água em produtos congelados. Substitui o amido como agente aglutinante em comida vegetariana (indústria de alimentos), substituindo os ovos.

Produtos Especiais

  • Transglutaminase: Enzima que atua sobre o glúten, utilizada na panificação para melhorar a qualidade do produto e aumentar o volume final. Na indústria de alimentos, é usada em produtos embutidos, e na cozinha de vanguarda, é usada como aderente de carnes diferentes, formando uma única peça.
  • Maltodextrina: Produto resultante da quebra ou hidrólise do amido, apresentado comercialmente na forma de pó branco, usada na indústria de sorvetes. Embora seja um polímero da glicose, comporta-se como um carboidrato simples, sendo rapidamente metabolizado e absorvido no organismo humano, contribuindo, em indivíduos saudáveis, para o aumento da glicose na corrente sanguínea.
  • Isomalte: Produzido a partir da sacarose (açúcar de mesa), tem sabor doce. Usado em uma grande variedade de alimentos e produtos farmacêuticos, apresenta baixo valor calórico e não aumenta os níveis de glicose.
  • Metilcelulose: Composto químico vegetal que gelifica a quente e liquidifica a frio, formando uma dispersão viscosa, clara e transparente. Solúvel apenas em água fria, gelifica quando se aplica calor (50-70ºC) e se liquefaz quando resfria. Usada na indústria alimentar como espessante, estabiliza espumas e emulsões e para conferir viscosidade. Na cozinha molecular, serve para a preparação de “sorvetes quentes”, que vão derretendo à medida que esfriam. Não é tóxica nem é digerida, absorvida ou degradada pelas bactérias do trato intestinal, comportando-se como uma fibra alimentar.
  • Lecitina de soja: Produto extraído da semente da soja transgênica, usado na cozinha molecular para fazer as espumas. Na indústria de alimentos, é encontrada em sorvetes, chocolates, margarinas e na fabricação de pães.
  • Alginato de sódio: Forma uma goma quando extraído das paredes celulares de algas castanhas, sendo usado pela indústria de alimentos como agente espessante para aumentar a viscosidade e como aditivo em sorvetes, achocolatados, molhos para saladas e pudins. Solúvel em água, forma uma solução coloidal viscosa e, quando em contato com o cálcio, forma uma película que reveste as esferas, sendo empregado no processo de esferificação. Não deve ser descartado na pia da cozinha, pois, em contato com bases de cálcio, como leite e derivados, pode obstruir canalizações.
  • Citrato de sódio: Usado na indústria de alimentos como agente flavorizante em sodas (lima, limão e cítricos) e como emulsificante, pois favorece as características físicas das emulsões e suspensões. Na cozinha de vanguarda, produz o mesmo efeito que o alginato de sódio, contudo é menos usado pois acentua o gosto ácido.
  • Cloreto de cálcio: Utilizado na indústria para camuflar o sabor ácido, sem alterar o pH ácido. Usado em baixas concentrações na cozinha de vanguarda.
  • Lactato de cálcio: Na indústria, é utilizado na fabricação de balas, como conservante de alimentos e repositor de cálcio em alimentos e medicações. Mais utilizado no processo de esferificação direta da cozinha molecular, fornecendo cálcio para reagir com o alginato na formação do gel (película).
  • Gluconato de cálcio: Usado na indústria de bebidas alcoólicas e líquidos, com alto teor de cálcio. Na cozinha molecular, é utilizado na esferificação reversa juntamente com o alginato de sódio para a formação do gel.

Equipamentos

As pesquisas da gastronomia molecular permitiram o desenvolvimento de vários equipamentos e técnicas que hoje são aplicadas em diversas cozinhas. Alguns tinham preço elevado, mas atualmente estão disponíveis em lojas de eletrodomésticos.

Sous Vide – É um sistema de cozimento a vácuo em baixas temperaturas, cerca de 60ºC, para melhor aproveitamento do alimento, deixando o sabor mais concentrado. O cozimento ocorre preservando os nutrientes e sem mudanças físicas ou cor. Neste caso, é necessário um acabamento após a cocção de carnes brancas. A técnica é mais usada em carnes de caça, bovinas, de aves e pode ser aplicada com o uso de termocirculador ou da panela Gastrovac.

Termocirculador – Equipamento que funciona como banho-maria, com controle muito preciso da temperatura. Possibilita cozimentos em baixa temperatura, mantendo fatores nutricionais e realçando as características sensoriais dos alimentos, que são previamente embalados a vácuo para que não percam sua umidade.

Gastrovac – Panela que cozinha a vácuo, a baixa temperatura, conservando as propriedades naturais dos alimentos.

Thermomix – Processador rápido e com controle de temperatura, usado para preparar cremes e purês de textura finíssima e aveludada. Sua rotação é tão alta que pode quebrar até pequenas moléculas de amido.

Pacojet – Máquina usada para emulsionar rapidamente sorvetes, sorbets e alimentos congelados, triturando até mesmo gelo em grãos minúsculos, até transformá-los em purês.

Sifão – Equipamento usado em cafeterias e bares. Na cozinha de vanguarda, serve para fazer espumas. Para este preparo, os líquidos devem ser coados sem deixar nenhum resíduo antes de serem colocados no sifão.

Caviar de Maracujá

Foi desenvolvido pela gastronomia molecular, uma das tendências gastronômicas contemporânea. Mas, a receita também se encaixa em outras tendências, o vegetarianismo e o veganismo. Quer aprender como se faz?

Para saber mais acesse: Tendências e Movimentos Contemporâneos.

E sobre Gastronomia acesse: Conceitos e Teorias


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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REFERÊNCIAS:

ATALA, Alex; DÓRIA, Carlos Alberto. Com unhas, dentes & cuca: prática culinária e papo-cabeça ao alcance de todos. São Paulo: Senac, 2008.

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RUHLMAN, Michael. A alma de um chef: viagem para a perfeição. 2007. São Paulo: Senac, 2007

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THIS, H. Um cientista na cozinha. São Paulo: Ática, 2003.

WILSON, Bee. Pense no garfo: Uma história da cozinha e de como comemos. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.

Cozinha

Autoral

“A cozinha do autor é colocar sua personalidade no que você faz e esse sentimento torna algo diferente.” Ferran Adriá

Desenvolver novos sabores e harmonizações depende de criatividade e de conhecimento. É um processo mental que está ligado a experiências passadas, mas que deve estar aberto a mudanças. Para atingir melhores resultados dentro da cozinha, deve-se entender mais sobre os processos e as técnicas culinárias. Criar é poder ver aquilo que nem todos enxergam. Sabendo que tudo já existe de alguma forma, o criador será capaz de ver o que muitos não conseguem e com a ajuda de seu conhecimento, oferecer algo novo.

A criatividade é um conjunto de elementos:

  • A alma da criatividade – a vontade engloba uma maneira de viver, um estado de ânimo, uma vontade imensa de busca, uma constância no trabalho.
  • Corpo da criatividade – a capacidade é o profissionalismo do criador, é a conjunção das técnicas e dos conhecimentos que possui.

A cozinha autoral se baseia em três fundamentos básicos:

1. Utilização de uma técnica aprimorada, precisa e profissional com o conhecimento integral das bases culinárias.

2. Utilização de produtos de qualidade, verificando sazonalidade e oferta.

3. Profunda análise dos pratos.

Paladar Mental

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É uma capacidade relacionada com a análise gustativa. Consiste em imaginar o sabor e a harmonia de um prato apenas vendo ou ouvindo o seu nome. Como exemplo vamos citar a combinação de morango com chantily. Todos que já experimentaram estes dois elementos em conjunto, armazenaram em sua mente informações sobre os aromas, as texturas, os barulhos, as temperaturas, a apresentação visual e os perfumes desta combinação, conseguindo recordar claramente de todos os fatores quando mencionados.

Este é um conhecimento imprescindível para um cozinheiro que deseja preparar novos pratos e novas combinações. Para conseguir uma alta capacidade de memorização do gosto, das texturas e dos produtos é necessário treinamento ao longo dos anos, seja cozinhando ou comendo.

Domínio e Técnica

É imprescindível para um cozinheiro criativo conhecer todas as técnicas. Elas se aprendem nas escolas, nos livros e nos anos de prática. Este aprendizado nunca termina, pois sempre surgirão técnicas novas que se faz preciso conhecer. O surgimento de novos materiais (chapas de indução, superfícies antiaderentes, micro-ondas etc.) contribuem para avanços na cozinha, bem como a aplicação de conhecimentos da física e química, tornando a cozinha cada vez mais profissional e ampla para a capacidade de criações.

Imagem de elevate por Pexels

Experiência Vivida

As capacidades desenvolvidas por um cozinheiro dependem de uma série de informações e experiências vividas, não somente no âmbito profissional, mas também a herança adquirida durante toda a vida. Os conhecimentos gustativos podem ser classificados como memória gustativa, que é a exposição das pessoas aos alimentos. A memória gustativa está relacionada:

  • À influência cultural;
  • Aos hábitos regionais; e
  • Às experiências pessoais de associação. Estas podem ser positivas ou negativas.

Conhecimento dos Ingredientes

Imagem de Григорий Калюжный por Pixabay

É importante que o cozinheiro conheça profundamente os ingredientes in natura, bem como, o resultado de suas combinações. O ingrediente é o astro de sua preparação, devemos dar o devido valor a cada um deles.

  • Saber onde achar os produtos;
  • Conhecer sua sazonalidade;
  • Saber conhecer o produto excepcional em relação ao produto comum;
  • Utilizar ingredientes frescos;
  • Adquirir produtos de qualidade.

Fundamentos da Cozinha Criativa

  • Saber assimilar o conhecimento sem se deixar influenciar.
  • Honestidade. Para inovar deve-se partir do princípio de que o novo ainda não foi feito. Para não correr o risco de copiar receitas, deve-se ter o conhecimento claro das inovações e invenções dos criadores contemporâneos.
  • Saber comer. É necessário confiar na capacidade de seu paladar para decidir se uma criação é boa ou não, tendo sempre em mente que o gosto é relativo.
  • Inquietude. Pesquisar o que foi e o que está sendo criado. É fundamental conhecer as novas tendências e se atualizar sempre.
  • Formar um paladar mental bem elaborado.

Para saber mais acesse: Tendências e Movimentos Contemporâneos.

Para saber mais sobre Gastronomia acesse: Conceitos e Teorias


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REFERÊNCIAS:

ATALA, Alex; DÓRIA, Carlos Alberto. Com unhas, dentes & cuca: prática culinária e papo-cabeça ao alcance de todos. São Paulo: Senac, 2008.

BARRETO, Ronaldo Lopes Pontes. Passaporte para o Sabor: tecnologias para a elaboração de cardápios. São Paulo: Senac, 2008.

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FREIXA, D.; CHAVES, G. Gastronomia no Brasil e no mundo. São Paulo: Senac, 2012.

LINGUANOTTO NETO, Nelusko; FREIRE, Renato; LACERDA, Isabel. Misturando Sabores. Rio de Janeiro/São Paulo: Senac Nacional em parceria Senac São Paulo, 2013.

MEIRELLES, C. M.; VEIGA, G. V.; SOARES, E. A. Implicações nutricionais das dietas vegetarianas. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr., São Paulo, SP. v. 21, p. 57-72, jun., 2001.

MELINA, V.; DAVIS, B.; HARRISON, V. A dieta saudável dos vegetais: o guia completo para uma nova alimentação. Rio de Janeiro: Campus; 1998.

MCGEE, Harold. Comida e Cozinha: ciência e cultura da culinária. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011.

PETRINI, C. Slow Food. São Paulo: Senac, 2009.

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RUHLMAN, Michael. A alma de um chef: viagem para a perfeição. 2007. São Paulo: Senac, 2007

SANTAMARIA, Santi. Cozinha a Nu — Uma visão renovadora do mundo da gastronomia. São Paulo: Senac, 2009.

SEGNIT, Niki. Dicionário de Sabores: receitas e ideias para uma cozinha criativa. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2014.

TEIXEIRA, R. C. M et al. Risco cardiovascular em vegetarianos e onívoros: um Estudo Comparativo. UFES, 2007.

THIS, H. Um cientista na cozinha. São Paulo: Ática, 2003.

WILSON, Bee. Pense no garfo: Uma história da cozinha e de como comemos. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.

Fusion Food

Imagem de Adriana Tenchini

Teve origem por volta do ano de 1970, na França, no período conhecido como Nouvelle Cuisine (cozinha nova). Alguns chefes franceses, tais como Paul Bocuse, irmãos Troigros, Michel Guérard, Alain Chapel, entre outros; decidiram combinar produtos do seu país com algumas especiarias originárias de países asiáticos: China e Vietnã.

Esta cozinha trouxe a inquietação de chefes inovadores que adaptaram a cozinha clássica utilizando ingredientes não franceses nas suas preparações. Foi o encontro das técnicas francesas com os ingredientes orientais.

Com a constante globalização, a cozinha de fusão cria pratos novos e é adotada em diferentes países, substituindo produtos menos saudáveis por outros diferentes e mais econômicos. Exemplo: a manteiga é substituída por azeite em alguns pratos e o sal é minimizado com acréscimo de especiarias, visando à saúde dos comensais.

Para saber mais acesse: Tendências e Movimentos Contemporâneos.

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Fast Food

Imagem de Pexels por Pixabay

É um movimento que apareceu no pós-guerra, devido a necessidade de industrializar a comida para poder enviar aos soldados em seus campos de batalha. A globalização gerou um mundo com uma vida mais rápida e dinâmica, onde as pessoas não têm tempo para se sentar e comer. As empresas que surgiram comunicavam aos consumidores que a grande solução era a comida fast food. Porém, o mundo pagou o preço por comer industrializados. A obesidade aumentou. A saúde foi sendo comprometida pelos desregramentos alimentares. As crianças conhecem muito bem o que é um sanduíche com batata frita de determinada empresa marketizada, mas não conhecem legumes, verduras e frutas. Após estas constatações alarmantes, diversos chefes de cozinha no mundo, começaram a fazer o caminho inverso ao do Fast Food, dando mais valor à alimentação orgânica, prezando pelos recursos naturais e sustentáveis. Assim, surgiram outros movimentos que veremos adiante.

Para saber mais acesse: Tendências e Movimentos Contemporâneos.

Índice

Tendências Gastronômicas

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Tendências e Movimentos

Contemporâneos

Para entendermos um pouco mais sobre os conceitos contemporâneos, precisamos voltar no tempo e refletir sobre os novos processos criativos que surgiram dentro da gastronomia, analisando o conceito de criatividade.

Novos conceitos da Cozinha atual:

  • A gastronomia deve ser conhecida e pensada;
  • Ela é viva e se renova a cada dia, acompanhando as demandas dos comensais;
  • É um mercado que avança e que ganha espaço atualmente;
  • Não é uma profissão intuitiva ou copiada.

Mais que tendências, há certos movimentos que podem ser considerados quase uma filosofia de vida. Estilos gastronômicos como slow food, fusion food, cozinha de terroir, entre outros, fazem parte da chamada cozinha contemporânea. O alimento é símbolo de poder. Ele interage, afina e agrega as pessoas. Cuida e serve para manter nossa saúde. É preciso entender bem estes conceitos, formalizando uma cultura capaz de decidir pelo bem comer. Mesmo assim, o consumo de produtos industrializados e fast-foods estão presentes em nossa sociedade de consumo. É preciso estabelecer um conhecimento de base nas escolas para que todos percebam a grande máxima na relação do homem com o ingrediente: “Somos aquilo que comemos”.

Movimentos de preservação de cultura alimentar protegem a saúde, os hábitos alimentares e as origens, auxiliando na alimentação saudável e responsável do ser humano. Atualmente, existe uma enorme preocupação com a futura extinção de nossos recursos naturais. Desta forma, a maior tendência de todas no momento, é de se fazer uma gastronomia responsável, sustentável e preocupada em estabelecer a saúde dos comensais, independentemente do movimento.

Abaixo segue a relação das principais tendências gastronômicas contemporâneos. Explicarei sobre cada uma delas nos próximos posts.

Fast Food

Significa “comida rápida”. É a alimentação direcionada para as pessoas que não dispõem de muito tempo para fazer a suas refeições. Para obter agilidade no preparo destes alimentos é instituído a padronização e mecanização dos processos.

Cozinha Autoral

É a criatividade e criação de cada cozinheiro na montagem de novos sabores e harmonizações.

Fusion Food

A cozinha fusão atende aos movimentos globais de informações instantâneas e de trocas realizadas no mundo. Técnicas e ingredientes de diferentes partes do mundo se misturam.

Gastronomia Molecular

Abre espaço dentro das cozinhas modernas para que os mestres em química possam realizar suas alquimias, normatizando releituras de pratos clássicos, que surpreendentemente são provados e absorvidos em segundos – esferificados ou espumados.

Minimalismo

Oferece diferentes miniporções ao comensal que passa a ter crítica e sensibilidade.

Antropoentomofagia

Consiste no consumo humano de insetos como fonte alimentar. É atualmente tanto bem aceita como rejeitada, dependendo da região do planeta.

Slow Food

Valorização dos produtos locais e das atividades como reciclagem, sustentabilidade e biossistema. É a cozinha responsável que luta contra a escassez dos recursos naturais.

Cozinha do Terroir

Retorno à culinária tradicional, aos sabores esquecidos dos produtos da terra, mais rusticidade. Observar a origem e recriá-la em seu estilo de cozinha.

Regionalismo

A gastronomia regional busca valorizar a culinária local, os ingredientes, a forma como são cultivados e consumidos, bem como os produtores locais.

Vegetarianismo

Regime alimentar no qual não se consome carne provinda de qualquer ser vivo ou de produtos oriundo deles, como ovos, leite e seus derivados. Porém, este hábito alimentar se apresenta de formas diferentes entre seus adeptos.

Dietas Especiais

Pessoas com doenças crônicas como hipertensão, obesidade, diabetes etc. tem a necessidade de manter uma dieta especial. As orientações alimentares para estes casos, são apenas restritivas e cabe a cozinha contemporânea torná-las mais atrativas e saborosas.

Novas Dinâmicas e Tecnologias

A tecnologia e a inovação contemporânea avança e a cada dia surgem novos alimentos, como a comida em cápsulas, os ingredientes modificados geneticamente e os alimentos criados em laboratórios.

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FONTES IMAGENS:

CAPA: Imagem de timur saglambilek por Pexels

FAST FOOD: Imagem de Pexels por Pixabay

COZINHA AUTORAL: Imagem de elevate por Pexels

FUSION FOOD: Imagem de Adriana Tenchini.

GASTRONOMIA MOLECULAR: Imagem de Lounis Aissaoui por Pixabay

MINIMALISMO: Imagem de Sandhaase por Pixabay

ANTROPOENTOMOFAGIA: Imagem de Ada Quintana por Pixabay

SLOW FOOD: Imagem de one hundred seventy five por Pixabay

COZINHA DO TERROIR: Imagem de jean-marc-tze por Pixabay

REGIONALISMO: Imagem de jean-marc-tze por Pixabay

VEGETARIANISMO: Imagem de ригорий Калюжный por Pixabay

DIETAS ESPECIAIS: Leite de Soja. Imagem de bigfatcat por Pixabay

NOVAS DINÂMICAS E TECNOLOGIAS: Imagem de Steve Buissinne por Pixabay

Manjericão

Nome científico: Ocimum basilicum

Sinônimo: manjericão, manjericão-de-folha-larga, manjericão doce, alfavaca, basílico, alfavaca doce, alfava cheirosa, basilicão, erva real.

Origem:  possivelmente na Índia e chegou à Europa através do Oriente Médio por volta do século XV. Muito utilizada na cozinha italiana.

Características: planta herbácea anual, aromática e medicinal. Apresenta caule ereto e ramificado e atinge cerca de 0,5 a 1 m de altura. As folhas são ovaladas, carnosas, sem pelos e de cor verde brilhante. O aroma é muito intenso, uma mistura aproximada de alcaçuz, pimenta e cravo. Existem mais de 60 variedades diferentes de manjericão, com variações no tamanho e forma das folhas, no porte da planta e na concentração de aroma. A maioria das variedades são verdes, com exceção do manjericão roxo. O manjericão comum também é chamado de manjericão doce.

Manjericão. Imagem de Ulrike Leone por Pixabay
Manjericão Roxo. Imagem de Maite Ramos Ortiz por Pixabay

Uso Medicinal:  o manjericão pode ser utilizado como chá (infusão[1]), creme, tintura, pomada, xarope, cataplasma, loção e óleo. A infusão preparada com as folhas é utilizada na medicina popular por suas propriedades estimulante do apetite, antiespasmódica[2] e carminativa[3]. Também é indicado para tosse, catarro e coqueluche. Em caso de rouquidão, a infusão pode ser adicionada à gemada (gema de ovo batida com açúcar). Em inflamações da garganta e aftas, pode-se fazer o uso na forma de gargarejo. A infusão também tem seu uso externo para casos de frieira e banhos corporais.

Uso na Gastronomia: Tanto as folhas como as flores podem ser utilizadas na gastronomia. As folhas podem ser conservadas em geladeira por até quatro dias, enroladas em um pano ou papel levemente umedecido. O manjericão pode ser utilizado em molhos, pratos que levem tomate, molho pesto[4] (molho italiano de manjericão), pratos com ovos, costeletas de cordeiros, berinjela, ervilha, abóbora, saladas, carnes, azeites e vinagres aromatizados, entre outros. Como o calor diminui seu aroma, o ideal é adicioná-lo no final do preparo ou na hora de servir.

Curiosidades: 1. Na Índia, raramente é utilizada em cozinha e existe uma variedade (Ocimum sanctum), conhecida como tulsi que é considerada sagrada. 2. No mundo ocidental, sempre foi um símbolo de fertilidade. 3. Os gregos antigos a chamavam de erva-real. 3. O manjericão é usado em banhos de limpeza, saúde, cura e fertilidade. Acredita-se que o banho acalma o corpo, a mente e a alma, reequilibrando as energias.

Benefícios nutricionais e/ou medicinais:

Além do uso do manjericão na gastronomia, é possível também utilizá-lo como chá, creme, tintura, pomada, xarope, loção e óleo.

1. Auxilia no tratamento de gripes, resfriados e bronquites: Tem grandes quantidades de antioxidantes e terpenos[5] (óleos essenciais) que ajudam a relaxar os músculos dos pulmões, melhorando a respiração e aliviando a tosse. O manjericão tem propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas, aliviando a irritação pulmonar e ajudando a combater os vírus responsáveis por gripes e resfriados.

2. Promove a saúde do coração: os antioxidantes presentes na erva ajudam a baixar o nível de colesterol e o magnésio contribui para o relaxamento dos vasos sanguíneos, prevenindo e ajudando a diminuir a pressão arterial.

3. Combate ansiedade, depressão e insônia: com boas quantidades de linalol[6] e geraniol[7], óleos essenciais que atuam no sistema nervoso central, proporcionam o relaxamento.

4. Ajuda a emagrecer: é diurético, diminuindo o excesso de líquido do corpo.

5. Melhora a digestão: é rico em ácido ursólico[8], um composto com atividade anti-inflamatória e antioxidante que protege e melhora as funções do fígado. O manjericão ainda previne cólicas, dores de estômago, gastrite, úlceras, combate o excesso de gases e ainda auxilia no combate a prisão de ventre e indigestão.

6. Tratamento de amigdalite, dor de garganta, gengivite e aftas: por ter ação anti-inflamatória, antimicrobiana e antioxidante pode ser usado em chás, gargarejos ou bochechos.

7. Alivia a enxaqueca: é rico em geraniol e linalol, que têm propriedades anestésicas e relaxantes. O seu óleo essencial pode ser inalado ou aplicado na pele.

8. Tratamento de feridas e picadas de insetos: por suas propriedades antimicrobianas e antissépticas, pode ser utilizado como cataplasma, uma pasta caseira feita com plantas e óleos vegetais, aplicadas na pele.

Tabela Nutricional do Manjericão:

Porção de 100 gramas

NUTRIENTEQUANT.UNID.
Calorias (valor energético)23kcal
Água92,06g
Proteína3,15g
Carboidratos2,65g
Gorduras Totais0,64g
Fibra Alimentar1,6g
Cálcio177mg
Ferro3,17mg
Magnésio64mg
Fósforo56mg
Potássio295mg
Sódio4mg
Zinco0,81mg
Vitamina A, Retinol264µg
Vitamina B1, Tiamina0,034mg
Vitamina B2, Riboflavina0,076mg
Vitamina B3, Niacina0,902mg
Vitamina B6, Piridoxina0,155mg
Vitamina B9, Ácido Fólico68µg
Vitamina B12, Cianocobalamina0µg
Vitamina C, ácido ascórbico18mg
Vitamina D0mg
Vitamina K414,8µg
Gorduras saturadas0,041g
Gorduras monoinsaturadas0,088g
Gorduras poli-insaturadas0,389g
Colesterol0g
Fonte: TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ALIMENTOS. São Paulo: Departamento de Informática em Saúde, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Disponível em: https://tabnut.dis.epm.br/Alimento

Salada Caprese

Prato proveniente da ilha de Capri na Itália e é um dos símbolos gastronômicos. Em sua combinação de cores reflete a bandeira italiana: verde, vermelho e branco.

Suco de Melancia com Manjericão e Gengibre

O Suco além de refrescante possui benefícios nutricionais importantes.

Chá de Manjericão

O Chá é uma ótima opção para tratar sintomas de gripes, resfriados e bronquites.


[5] Terpenos – São substâncias produzidas naturalmente pelos vegetais e são os responsáveis pelo cheiro das plantas. Muitos terpenos são voláteis e insolúveis em água. Também conhecidos como óleos essenciais, são utilizados há cerca de 3500 anos, com aplicação em perfumes, cosméticos, solvente ou matéria-prima para a produção de graxas, ceras, tintas e como intensificadores em alimentos. Na natureza, os terpenos são encontrados em sementes, flores, folhas, raízes, madeiras etc. Os óleos das essências de perfumes extraídos de frutas e vegetais contém muitos terpenos.

[6] Linalol – É considerado um dos terpenos de aroma mais agradável, sendo bastante empregado na indústria alimentícia. Ele é encontrado abundantemente em frutos e plantas como manjericão, limão, menta, alecrim, louro, tangerina, uva etc. Com aroma cítrico e toques de lavanda, o linalol também têm propriedades medicinais, tais como analgésico, antidepressivo e sedativo.

[7] Geraniol – É um terpeno muito utilizado na indústria química. É encontrado em frutas e plantas como o limão, o gerânio e os óleos essenciais de rosas e citronela. Seu aroma é parecido com o de rosas, sendo utilizado na fabricação de perfumes. É considerado como um antifúngico e um antitumoral.

[8]Ácido ursólico – É um composto natural que tem efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, além de favorecer a termogênese, a síntese muscular e composição corporal. Pode ser encontrado nas frutas como maçãs, amoras, ameixas, cranberries e mirtilos. Entre os temperos, pode ser encontrado no manjericão, tomilho, orégano e alecrim.

Temperando e Condimentando

Conceitos e Teorias de Gastronomia

Receitas com Manjericão

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Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

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REFERÊNCIAS:

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL. Artigos publicados no site “Conquiste sua vida – taeq”. Disponível em: https://www.conquistesuavida.com.br/tag/alimentacao-saudavel_t4/1

A Arquitetura

do Sabor

A Arquitetura do Sabor

A criação de um prato tem que fazer sentido. É importante entender que as decisões ao idealizá-lo irão afetar o resultado. Se um gosto briga com o outro ou se há muitas informações no prato, aumenta-se a chance de obter um resultado ruim. O ponto de partida da criação está na base clássica: conhecimento dos ingredientes e das técnicas. A História pode ajudar, mostrando a união bem-sucedida entre ingredientes e sabores, representado pelos pratos clássicos. É claro que as preferências individuais de cada chef também é levada em conta, pois elas estarão presentes em suas criações.

Conhecendo os Ingredientes

Quanto mais ingredientes o cozinheiro conhecer, mais experimentações terá feito e aumenta as possibilidades de acerto. Desta forma, é importante conhecer bem as seguintes características dos produtos:

  • Características físicas, químicas e nutricionais;
  • Sua essência, originalidade e sazonalidade;
  • O domínio técnico para conquistar os resultados pretendidos;
  • Realçar e modificar sabores, respeitando o sabor global pretendido.

Quanto a mistura de ingredientes e a intenção de enriquecer os sabores, deve-se ter cuidado com o excesso de combinações. Muitas vezes, cria-se uma miscelânea de cores, texturas e sabores e não se sabe mais o que está comendo. Os temperos e as ervas devem realçar o sabor natural de um ingrediente. Um peixe tem que ter gosto de peixe e não de açafrão. O sal, principalmente, realça o sabor dos alimentos e ajuda a equilibrar a acidez e a doçura quando estas estão em excesso. O doce, o picante e o salgado são gostos fundamentais e podem ser combinados em uma mesma receita. Quando os chefs falam em equilibrar uma receita, quer dizer que eles vão adicionar mais açúcar, pimenta ou sal.

Compondo Sabores

A essência dos ingredientes – o que inclui sua aparência, textura e gosto – é o ponto de partida. O cozinheiro autoral tenta entender ao máximo seus ingredientes, suas histórias, utilização e cultivo. Somente quando se compreende a essência de um ingrediente é que se pode trabalhar para enriquecer seu sabor. Pode-se atingir a sua essência através de:

  • Aplicação de métodos de cocção que servem para transformar as características e enriquecê-lo;
  • Uma combinação harmoniosa de sabores, ou ainda utilizando ingredientes cujas propriedades ajudam a enriquecer o sabor de outro ingrediente.

Modificando Sabores

A natureza do processo de cozimento é a transformação. Transformar ingredientes crus para maximizar não somente o sabor, mas também o prazer em os degustar. É fundamental a utilização da técnica apropriada para que, além de tornar os ingredientes comestíveis, possa mudar os sabores e as texturas. Exemplo: o açúcar possui um sabor enquanto cru. Se aquecido até certo ponto, derrete e muda de cor (marrom), num processo chamado caramelização. Pela aplicação de técnicas de cozimento ao açúcar puro, novos sabores e texturas podem ser criados. Outro exemplo são as especiarias e castanhas que quando tostadas se tornam mais aromáticas, saborosas e crocantes.

Alguns ingredientes podem exigir um determinado método de cocção. Como é o caso de alguns cortes de carne que exigem um cozimento mais lento para ficarem macias. Ou alguns peixes que não podem ser grelhados, pois se desfazem. Por isso, é importante entender as características dos ingredientes para obter o melhor método de cocção a ser utilizado. A técnica modifica não somente o sabor dos alimentos como também o sabor percebido em um prato. Uma torta de maçã por exemplo. Se ela está quente, parece mais doce, se está fria, menos doce.

Intensificando Sabores

Quanto a combinação de sabores, a quantidade de cada sabor em um prato é um fator importante. Um sabor pode tanto esconder outro como, em quantidade pequena, intensificá-lo. Este é o caso de algumas receitas de doces que incluem sal. Se o sal for em grande quantidade ficará salgado, porém, se for em quantidade pequena, o sal intensificará a doçura e equilibrará o sabor doce. Do mesmo modo, uma pitada de açúcar pode enriquecer o sabor se adicionada em receitas salgadas. Muitas vezes, os chefs são desafiados a intensificar o sabor de uma receita e para isso, podem incluir ingredientes adicionais ou empregar técnicas específicas. Exemplos de algumas técnicas de intensificação de sabores:

  • Redução: aumenta a concentração de sabores contidas em um líquido. Ex.: um caldo terá um sabor de carne mais intenso se for reduzido.
  • Combinação de múltiplas versões de um mesmo ingrediente: tomates crus e secos podem adicionados a um molho de tomate, milho adicionado à massa de pão de milho ou múltiplos molhos de chocolate a sobremesas de chocolate.
  • Tostamento: desperta e intensifica o sabor de diversas especiarias.
  • Adição de condimentos: o sal aumenta a potência do sabor, ervas e especiarias dão um toque original e as gorduras despertam os sabores.
  • Aditivos de sabor (químicos): usados em substituição a alguns ingredientes, como reguladores, acidulantes, edulcorantes e realçadores de sabor.
  • Adição de estimulantes do paladar: adicionando substâncias ácidas ou picantes, ervas frescas e especiarias.

A Emoção

A emoção se constitui no sexto sentido a registrar a experiência do comensal e que referências criou em sua memória. Quando comemos, geramos um tipo de emoção ligada à comida que fica memorizada. Quando ingerimos a mesma comida novamente, ela é capaz de se conectar à emoção que foi internalizada no momento do primeiro contato. O sabor experimentado, seja pelo gosto ou pelo aroma, constrói um conhecimento, remetendo o comensal a diversas e diferentes memórias. Desta forma, podemos dizer que a comida gera emoção, que por sua vez, lembra a comida. Os gostos, os cheiros e sons provocam diferentes reações em pessoas de acordo com a memória e os significados que eles possuem, ou seja, sua associação com os eventos relacionados àquele momento registrado na memória de cada um.

A melhor sensação de recompensa na vida de um cozinheiro é saber que a sua comida gerou um prazer enorme, muita satisfação e felicidade aos seus comensais. A maior vitória é a percepção de que a comida foi feita com amor. A emoção é o elemento que se agrega ao conjunto dos sentidos da gastronomia.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTES IMAGENS:

CAPA: Imagem de Rita-und mit por Pixabay.


REFERÊNCIAS:

LISTA DE ALIMENTOS RICOS EM UMAMI. Artigo publicado no site “Umam”. Disponível em: https://www.portalumami.com.br/sobre/alimentos-ricos-em-umami/ Acesso em: 15/10/2022.

MARQUES, I. Percepção sensorial: a importância dos cinco sentidos na marca. Uma análise no setor vitivinícola. Dissertação apresentada no Instituto Superior de Gestão para obtenção do grau de Mestre em Marketing. Lisboa, 2016.

NESTLÉ. O prazer de comer e beber. Nutripro: revista e nutrição profissional da Nestlé. Disponível em:

https://www.nestleprofessional.com.br/sites/g/files/gfb331/f/media/prazer_de_comer_e_beber.pdf Acesso em:  17/08/21 14h30.