A Patina era uma espécie de omelete ou torta salgada romana, registrada no livro De Re Coquinaria, atribuído a Apício[1]. Podia levar legumes, frutos do mar ou carnes. Era preparada em camadas, cozida em tigelas de barro no forno, lembrando uma frittata ou quiche sem massa. Era um prato sofisticado, consumido pela elite.

Patina de Apício – Omelete Romana

Categoria: couvert, entrada, prato principal, café da manhã, lanches, petisco

Especificação: Ovos, omelete, Cozinha internacional (Itália), vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 50 minutos

Rendimento:600 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (150 g): 210 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 cebola pequena picada
  • 1 abobrinha pequena cortada em cubos
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 6 ovos
  • 100 ml de leite ou creme de leite fresco
  • 50 g de queijo ralado
  • 1 pitada de pimenta-do-reino
  • 1 pitada de cominho ou coentro em pó
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Refogue a cebola e a abobrinha no azeite até dourar levemente. Bata os ovos com o leite, queijo e temperos. Em uma assadeira untada, coloque os legumes refogados e cubra com a mistura de ovos. Leve ao forno preaquecido a 180 °C por 30 minutos ou até firmar e dourar. Sirva morno ou frio, em fatias.

Toques Finais e Sugestões:

1. A Patina era um prato sofisticado da Roma Antiga, versátil e adaptável a diferentes ocasiões.

2. porcionamento: Quando servida como prato principal leve, a Patina pode ser porcionada em 150 g por pessoa, valor adequado para preparações estruturadas à base de ovos e vegetais, especialmente quando acompanhadas de saladas, legumes ou pães leves. Para compreender melhor a composição equilibrada das refeições e a distribuição entre preparações principais e acompanhamentos, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

3. Formas de consumo:

  • Como couvert: em porções menores, ideal para iniciar a refeição.
  • Como entrada: em porções menores, ideal para iniciar uma refeição elegante.
  • Como petisco: em pequenas porções ou ramequins, perfeito para recepções.
  • Como prato principal leve: em porção maior, pode ser servido sozinho ou acompanhado de saladas e legumes cozidos.
  • Como café da manhã ou lanche: em fatias, morna ou fria, acompanhada de pão ou torradas.

4. Dicas de consumo:

  • Varie o recheio: legumes, queijos, ovos ou frutos do mar, recriando as versões históricas.
  • Finalize com ervas frescas, azeite ou especiarias para intensificar o sabor.

5. Adaptação moderna: Para uma textura mais fofa, pode-se adicionar 1/2 colher (chá) de fermento químico em pó à mistura de ovos e leite, sem alterar o sabor histórico.

6. Curiosidade: A Patina representa a sofisticação da mesa da elite romana, sendo um dos pratos que demonstra como os romanos combinavam técnica e criatividade na cozinha.



Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Puls era a base da dieta romana, especialmente entre os soldados e camponeses. Preparado com trigo ou espelta, cozidos em água ou caldo, podia ser simples (para os pobres) ou enriquecido com queijos, ovos e carnes (para os ricos). É considerado o antecessor das polentas e papas modernas.

Puls – Papa de Cereais Romano

Categoria: entrada, acompanhamento/Guarnição, prato principal,

Especificação: papa, cozinha internacional (Itália),

Tempo de Preparo: 35 minutos

Rendimento: 1000 gramas – 8 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 140 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 800 ml de água ou caldo de legumes/carne
  • 200 g de semolina ou trigo em grãos partidos
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 50 g de queijo ralado (opcional)
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Em uma panela, aqueça a água ou o caldo e adicione o trigo, mexendo sempre. Cozinhe em fogo baixo, mexendo, até engrossar e os grãos ficarem macios (cerca de 25–30 minutos). Finalize com azeite e, se desejar, queijo ralado.

Toques Finais e Sugestões:

1. Contexto gastronômico: O Puls é o prato que mais representa a alimentação do povo romano. Simples, nutritivo e extremamente versátil, foi base da dieta cotidiana de camponeses e soldados, adaptando-se a diferentes contextos sociais e refeições.

2. Dicas de consumo:

  • Como entrada: na consistência mais líquida, servido como sopa, ideal para iniciar a refeição de forma leve e acolhedora.
  • Como acompanhamento/guarnição: na consistência mais densa, em porção moderada, combina especialmente bem com ensopados, carnes cozidas ou assadas e preparações rústicas.
  • Como prato principal leve: para que atue efetivamente como prato principal, recomenda-se aumentar a porção e incluir fontes de proteína, como queijos, ovos, leguminosas ou pequenas quantidades de carne. Esse enriquecimento era comum na Roma Antiga entre as classes com maior acesso a ingredientes, transformando o Puls em um prato único e mais completo.
  • Para enriquecer e variar: adicione queijo, ovos, ervas frescas ou finalize com azeite, recriando variações históricas e regionais do período romano.

3. Curiosidade: O Puls é considerado ancestral direto da polenta italiana e das papas e gruels medievais, evidenciando a continuidade histórica do uso de cereais cozidos como base alimentar ao longo dos séculos.

4. Observação de porcionamento: Nesta receita, o Puls está porcionado como entrada, com 120 g por pessoa (1 cumbuca pequena). Dependendo da função no menu, a porção pode ser ajustada conforme a categoria da refeição, respeitando a composição do prato e o papel do cereal na alimentação, conforme orientações no post A Composição do Almoço e do Jantar.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Pullum Apicianum é uma das receitas mais emblemáticas atribuídas ao célebre gastrônomo romano Apício[1]. Essa preparação une doçura, acidez e especiarias em um equilíbrio sofisticado, característica marcante da cozinha romana antiga. Os banquetes do período eram conhecidos por sua riqueza e extravagância, e pratos como este revelavam a preferência dos romanos por molhos densos, agridoces e altamente aromáticos. Mais do que uma simples refeição, o frango ao molho de mel, vinho e especiarias refletia status, requinte e a busca pela complexidade sensorial.

Pullum Apicianum

Categoria: Prato principal,

Especificação: Aves, frango, cozinha internacional (Itália), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo:  1h10

Rendimento: 800 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (200 g): 320 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 frango cortado em pedaços (aprox. 1 kg)
  • 1 colher (sopa) de mel
  • 1 taça (150 ml) de vinho branco seco
  • 1 colher (chá) de vinagre de vinho
  • 1 colher (chá) de pimenta-do-reino moída
  • 1 pitada de cominho
  • 1 pitada de canela
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Em uma panela grande, aqueça o azeite e doure os pedaços de frango até que fiquem bem selados. Em um recipiente, misture o mel, o vinho, o vinagre e as especiarias. Despeje a mistura sobre o frango, tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 45 minutos, mexendo ocasionalmente. Retire a tampa e deixe reduzir até que o molho atinja consistência espessa e brilhante. Ajuste o sal e sirva ainda quente, acompanhado de pães rústicos ou legumes assados.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção foi calculada considerando o prato como preparação principal à base de proteína animal com osso, servida como elemento central da refeição, conforme o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Sirva acompanhado de pães rústicos, como focaccia ou pão de fermentação natural, que ajudam a aproveitar o molho espesso e aromático. Outra opção é combinar com legumes assados (cenoura, abóbora ou batata-doce), que equilibram o dulçor do mel. Para uma experiência mais próxima da tradição romana, ofereça também frutas secas, como tâmaras e figos, no mesmo banquete.

3. Harmonização: O prato combina bem com vinhos brancos encorpados (Chardonnay, Viognier) ou tintos leves (Pinot Noir).

4. Curiosidade: Na Roma antiga, o mel era o principal adoçante, já que o açúcar ainda não era conhecido. Ele aparecia tanto em preparações salgadas quanto em sobremesas.



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O Tagliolini Nero com Camarões é uma receita tradicional da Sicília, a maior ilha do Mediterrâneo, na Itália. Essa preparação une a delicadeza da massa fresca tingida naturalmente com tinta de lula à leveza e sabor marcante dos camarões salteados com tomates cereja e manjericão fresco. O corte utilizado é o Tagliolini, o mais fino do grupo Tagliatelle, caracterizado por tiras longas e estreitas, de 1 a 2 mm de largura, que envolvem delicadamente o molho, garantindo equilíbrio entre massa e condimento.

Tagliolini Nero com Camarões

Categoria: Prato Principal, Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Massa fresca, massa longa (Tagliolini), frutos do mar (camarão), cozinha internacional (Itália, Sicília), sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 45 minutos (massa fresca)

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 600 gramas – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (300 g): 406 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 240 gramas de massa fresca com tinta de lula
  • 300 gramas de camarão médio, limpo
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 40 gramas de azeite
  • 2 dentes de alho, inteiro
  • 8 a 10 tomates cereja, cortados em quatro
  • 8 folhas de manjericão, rasgadas

Modo de Preparo:

Prepare a massa conforme a receita massa fresca com tinta de lula e corte em tiras de 1 a 2 mm. Reserve.

Tempere os camarões com sal e pimenta do reino. Aqueça o azeite em uma frigideira ampla e acrescente os dentes de alho. Doure levemente, retire os dentes e adicione os camarões. Salteie rapidamente em fogo alto.

Cozinhe a massa em água fervente abundante com sal até ficar al dente. Transfira a massa escorrida para a frigideira com os camarões, acrescente os tomates cereja e as folhas de manjericão. Se necessário, adicione um pouco da água do cozimento da massa para ajudar a emulsificar o molho.

Sirva imediatamente em pratos fundos aquecidos e finalize com um ramo de manjericão fresco.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Esta receita foi porcionada como prato principal, considerando a combinação de massa fresca e proteína animal. A porção de 300 grama por pessoa. Para mais informações sobre dimensionamento de refeições e composição de porções, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas práticas

  • O Tagliolini é um tipo de massa longa e fina (10 cm de comprimento e 1 a 2 mm de largura) em formato de ninho. Por sua delicadeza, não deve ser abafado por molhos pesados, sendo ideal para acompanhar preparações leves com frutos do mar, ervas frescas, manteiga ou queijos suaves.
  • O ponto al dente significa que a massa deve estar firme, mas não dura — cozida de forma que mantenha resistência ao ser mordida.
  • Embora esta receita utilize Tagliolini fresco, também pode ser preparada com a versão seca.

3. Curiosidades

  • O corte Tagliolini é ideal para receitas leves, muito presente em preparações mediterrâneas com frutos do mar.
  • Na Sicília, a tinta de lula (nero di seppia) é utilizada desde a Idade Média em pratos de pescadores, que aproveitavam todos os recursos do mar.
  • A coloração preta da massa não é apenas estética. Tradicionalmente, alimentos de cor intensa eram associados a proteção e longevidade.
  • Ao longo do tempo, o prato deixou de ser considerado simples e ganhou espaço na alta gastronomia, tornando-se uma iguaria valorizada.

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A Lasanha Verde à Moda de Bolonha (Lasagne Verdi Alla Bolognese)  uma das preparações mais tradicionais da culinária da Emília-Romagna, região do norte da Itália reconhecida como o berço da autêntica lasanha. Sua principal característica é a utilização da massa fresca enriquecida com espinafre, responsável pela coloração verde que distingue esta versão das demais. As camadas alternadas de ragù alla bolognese e molho branco (besciamella) criam uma combinação harmoniosa de sabores, texturas e aromas, resultando em um prato elegante e profundamente ligado à tradição gastronômica italiana.

Diferentemente das adaptações popularizadas em diversos países, a receita clássica valoriza o equilíbrio entre os componentes, sem excesso de queijo ou molho de tomate. O preparo exige tempo, técnica e atenção aos detalhes, mas oferece como recompensa uma das mais celebradas especialidades da cozinha italiana.

Lasanha Verde à Moda de Bolonha

Categoria: Prato Principal

Especificação: Massa fresca, Massa Longa (Lasanha), Carnes Vermelha (Bovina e Suína), Cozinha Internacional (Itália, Emília-Romagna)

Tempo de Pré-preparo: 45 minutos (massa fresca) +1 hora (molho branco + ragu)

Tempo de Preparo: 25 minutos

Rendimento: 1000 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (250g): 498 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Massa de Lasanha Verde:

  • 200 gramas de massa fresca com espinafre (pasta verde), cortada em retângulos de 12 x 25 cm

Molho Branco:

  • 200 ml de leite integral
  • 1/4 de cebola
  • 1/2 folha de louro
  • 5 grãos de pimenta do reino
  • 20 gramas de manteiga sem sal
  • 10 gramas de farinha de trigo
  • 1 pitada de noz-moscada
  • Sal, a gosto

Molho de Carne à Moda da Bolonha:

  • 10 gramas de azeite
  • 30 gramas de manteiga sem sal
  • 1/4 de cebola, bem picada
  • 1 talo de salsão, bem picado
  • 1/3 de cenoura, bem picada
  • 130 gramas de carne de boi, moída
  • 70 gramas de carne de porco, moída
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto
  • 100 mililitros de leite integral
  • 1 pitada de noz moscada
  • 100 mililitros de vinho branco seco
  • 400 gramas de tomate pelado

Finalização

  • 30 g de queijo Grana Padano ralado

Modo de Preparo:

Massa de Lasanha Verde:

Prepare a massa fresca com espinafre conforme o post Massa Fresca com Espinafre e corte em retângulos de 12x25cm. Reserve.

Molho Branco:

Ferva o leite com a cebola, o louro e os grãos de pimenta do reino. Deixe em infusão por 20 minutos e coe. Em uma panela, derreta a manteiga e adicione a farinha, mexendo sem deixar escurecer. Fora do fogo, junte o leite aromatizado e a noz-moscada, mexendo bem. Volte ao fogo baixo, misture até engrossar e cozinhar a farinha. Tempere com sal e reserve.

Molho de Carne à Moda da Bolonha:

Em fogo médio, aqueça o azeite e a manteiga, refogue a cebola até ficar transparente. Acrescente o salsão e a cenoura, refogue por 2 minutos. Junte as carnes moídas, sal e pimenta do reino. Cozinhe até perder o tom avermelhado. Adicione o leite e a noz-moscada, cozinhe até secar.

Aumente o fogo, junte o vinho e deixe evaporar. Acrescente o tomate pelado, misture e cozinhe lentamente, em fogo baixo, panela destampada, por 1 hora (mexendo às vezes). Adicione água se necessário. Ajuste sal e pimenta.

Montagem da Lasanha:

Cozinhe as folhas de massa em água fervente até ficarem al dente. Passe na água fria e reserve.

Em um refratário, monte camadas de ragù, massa e molho branco. Finalize com uma camada de molho branco, polvilhe o queijo grana padano e leve ao forno para gratinar. Sirva imediatamente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Esta receita rende aproximadamente 4 porções de 250 g, sendo classificada como prato principal. O tamanho da porção foi definido de acordo com os parâmetros de refeições completas apresentados no post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • Sirva acompanhada de salada verde simples, temperada com azeite de oliva e vinagre suave.
  • Harmoniza muito bem com vinhos tintos italianos de médio corpo, como Sangiovese, Barbera ou Lambrusco seco.
  • Também pode ser servida como prato principal em almoços festivos, jantares especiais e reuniões familiares.
  • Para uma refeição completa, acompanhe com legumes assados ou vegetais grelhados.
  • Para uma refeição completa, acompanhe com legumes assados ou vegetais grelhados.

3. Curiosidades:

  • A Lasanha Verde à Moda de Bolonha é considerada uma das versões mais tradicionais da lasanha italiana e integra o patrimônio gastronômico da região da Emília-Romagna.
  • A coloração verde da massa é obtida pela adição de espinafre à massa fresca, técnica tradicional da culinária bolonhesa.
  • Diferentemente das versões popularizadas fora da Itália, a receita clássica não utiliza ricota nem excesso de molho de tomate. O equilíbrio entre o ragù e a besciamella é o que caracteriza sua identidade.
  • O ragù alla bolognese autêntico é preparado com cozimento lento, permitindo que os sabores da carne, dos vegetais e do tomate se integrem gradualmente.
  • O corte tradicional das folhas facilita a montagem uniforme das camadas e contribui para a textura característica da preparação.

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Frango com Figos.

O Kotopoulo me Syko é um prato típico da Grécia, que une a suculência do frango ao sabor adocicado e sofisticado dos figos frescos. A combinação é realçada com especiarias quentes, vinho fortificado e um toque cítrico de limão, criando uma harmonia de sabores que traduz a essência da cozinha mediterrânea. É uma receita tradicionalmente preparada em ocasiões especiais, perfeita para um jantar elegante e aromático.

Kotopoulo me Syko

Categoria: Prato principal

Especificação: Aves, frango, cozinha internacional (Grécia), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 60 minutos

Rendimento: 1000 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (250 g): 418 g

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 8 sobrecoxas de frango
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 12 figos frescos
  • 8 a 10 dentes de alho
  • 1 cebola média cortada em julienne
  • 1 colher (chá) de coentro em grão moído
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • 1 pitada de pimenta caiena
  • 400 ml de vinho do Porto (ou outro vinho fortificado)
  • 2 folhas de louro
  • Raspas e suco de 1 limão

Modo de Preparo:

Limpe bem o frango, separe as partes, retire o excesso de gordura e tempere com sal e pimenta-do-reino. Aqueça o azeite em uma frigideira e doure o frango, especialmente a pele. Transfira para uma assadeira. Distribua os figos pela assadeira, colocando o alho e a cebola nos espaços livres, sem esmagar os figos. Salpique as especiarias (coentro, canela, cominho e pimenta caiena) sobre os ingredientes. Regue com o vinho do Porto pelas laterais da assadeira e adicione as folhas de louro.

Cubra com papel alumínio e leve ao forno preaquecido a 180 °C por 25 minutos. Retire o alumínio e asse por mais 20 minutos, até que o frango esteja cozido próximo ao osso. Finalize adicionando as raspas e o suco de limão e leve de volta ao forno por mais alguns minutos antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Como se trata de uma preparação mista classificada como prato principal, a porção de 250 g está adequada ao padrão do livro, conforme o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dica de consumo: sirva acompanhado de arroz de amêndoas, batatas assadas, cuscuz marroquino ou pão rústico mediterrâneo para aproveitar o molho aromático da preparação. Uma salada de folhas verdes com hortelã e pepino ajuda a equilibrar a intensidade adocicada dos figos e do vinho fortificado.

3. Harmonização: combina muito bem com vinhos tintos de médio corpo e boa acidez, como Syrah ou Merlot, além de vinhos fortificados servidos em pequenas taças. Para uma proposta mais fresca, vinhos rosés secos mediterrâneos também harmonizam com os aromas das especiarias.

4. Curiosidade:

  • Os figos são um dos ingredientes mais antigos da alimentação mediterrânea e possuem forte simbolismo cultural na Grécia antiga, sendo associados à fartura, fertilidade e hospitalidade.
  • A combinação de carnes com frutas frescas ou secas é bastante tradicional na culinária grega e em diversas cozinhas do Mediterrâneo Oriental. Essa influência remonta às trocas culturais do período bizantino e otomano, quando especiarias, frutas e ervas aromáticas passaram a integrar preparações salgadas festivas.

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Banquetes no Império Persa eram exuberantes e equilibravam sabores doces, salgados e ácidos. Carnes como cordeiro e cabrito eram preparadas com frutas secas, mel e ervas, uma tradição que influenciou toda a culinária do Oriente Médio. Este prato celebra essa sofisticação com simplicidade histórica.

Cordeiro com Ameixas, Ervas e Mel

Categoria: Prato principal

Especificação: Carnes vermelhas, carne ovina, cozinha internacional (Irã), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 2 horas

Rendimento: 840 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (280 g): 540 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 kg de carne de cordeiro em cubos
  • 1 cebola média picada
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 1 colher (chá) de coentro em pó
  • 1/2 colher (chá) de pimenta da jamaica (opcional)
  • 1 colher (sopa) de mel
  • 8 ameixas secas sem caroço
  • 1 xícara de água
  • Sal a gosto
  • Ramos de hortelã e coentro fresco para finalizar

Modo de Preparo:

Em uma panela, aqueça o azeite e doure a carne de cordeiro, selando todos os lados. Acrescente a cebola picada e refogue até ficar translúcida. Adicione as especiarias, o mel e as ameixas. Misture bem para envolver os ingredientes. Cubra com a água, tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por cerca de 1 hora e 30 minutos, ou até que a carne esteja bem macia. Ajuste o sal, finalize com os ramos de hortelã e coentro fresco e sirva quente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Por se tratar de uma preparação mista à base de carne ovina, frutas secas e molho reduzido aromático, servida como prato principal, recomenda-se considerar uma porção de aproximadamente 250 g por pessoa, quando servido acompanhado de arroz, pães achatados, cuscuz ou legumes. A porção pode ser ampliada ou reduzida conforme a composição da refeição. Para melhor entendimento sobre e post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Sirva com arroz basmati aromatizado, arroz com amêndoas ou pão achatado (como lavash ou pita). Uma salada fresca com limão e hortelã equilibra bem os sabores.

3. Curiosidade: A mistura de carne com frutas secas e mel era considerada símbolo de prosperidade nas cortes reais da Pérsia. Preparos semelhantes chegaram ao norte da África e à Península Ibérica com a expansão árabe.


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Um clássico ancestral com perfume de história

O cordeiro é uma das carnes mais antigas consumidas pelo ser humano e, desde a Antiguidade, aparece nos registros culinários de diversas culturas do Crescente Fértil, da Anatólia e da Ásia Ocidental. Preparado com marinadas aromáticas, esse corte era valorizado em rituais, celebrações e refeições coletivas. Esta receita combina a rusticidade do assado lento com o uso equilibrado de especiarias que evocam práticas tradicionais de cocção e conservação. O resultado é um prato suculento, perfumado e carregado de simbolismo.

Cordeiro Assado com Especiarias

Categoria: Prato principal

Especificação: Carnes vermelhas, carne ovina, cozinha internacional (Oriente Médio, Turquia), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 12 a 24 horas de marinada

Tempo de Preparo: 2 horas e 20 minutos

Rendimento: 1300 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (130 g): 338 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 3 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • Suco de 1 limão
  • 6 dentes de alho amassados
  • 1 colher (sopa) de cominho em pó
  • 1 colher (sopa) de coentro em pó
  • 2 colheres (chá) de canela em pó
  • 1 colher (chá) de pimenta da jamaica
  • 1 colher (chá) de cúrcuma
  • 1 colher (chá) de páprica doce ou defumada
  • Sal a gosto
  • 1 pernil ou paleta de cordeiro (2 a 2,5 kg)
  • 2 cebolas cortadas em rodelas grossas
  • 1 xícara (chá) de água ou caldo de carne caseiro
  • Ramos de hortelã para finalizar

Modo de Preparo:

Em uma tigela grande, misture o azeite, o suco de limão, o alho e todas as especiarias, formando uma pasta aromática. Faça cortes profundos na carne com uma faca afiada. Espalhe a marinada por toda a superfície do cordeiro, incluindo dentro dos cortes. Cubra e leve à geladeira por pelo menos 12 horas. Se possível, deixe por 24 horas para aprofundar os sabores.

Pré-aqueça o forno a 180 °C. Disponha as rodelas de cebola em uma assadeira grande, formando uma base. Acomode o cordeiro por cima e regue com o líquido restante da marinada. Adicione a água ou caldo no fundo da assadeira. Cubra com papel alumínio e asse por cerca de 1 hora e 30 minutos. Retire o papel e asse por mais 30 a 40 minutos ou até que esteja bem dourado e macio, regando com o caldo da assadeira de tempos em tempos. Retire do forno, cubra com papel alumínio e deixe descansar por 15 minutos antes de fatiar. Sirva com arroz de amêndoas, couscous ou legumes assados.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção desta receita foi calculada considerando seu uso como prato principal, conforme orientação do post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Este prato é perfeito para servir em celebrações, almoços de domingo ou datas especiais. Acompanhe com chutney de tâmaras, arroz com especiarias ou salada fresca de pepino com iogurte. Para harmonizar, escolha vinhos tintos encorpados ou chá preto com hortelã.

3. Curiosidades: O uso de especiarias como cominho, canela e coentro era comum nos banquetes das antigas civilizações assírias e fenícias. Além de sabor, elas traziam simbolismo de proteção, riqueza e calor. A técnica de marinar a carne com alho, limão e temperos secos também remonta a métodos de conservação naturais usados antes da refrigeração moderna.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Espetinho de carne temperada com ervas

A kafta é um prato tradicional de origem árabe, muito difundido em países como Líbano, Síria, Irã e Turquia. É feita à base de carne moída, geralmente moldada em espetos e assada, podendo ser preparada na grelha ou no forno. Os temperos e ervas conferem frescor e complexidade ao sabor, fazendo dela uma opção versátil e nutritiva para refeições principais.

Kafta

Categoria: couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, prato principal, lanches, petiscos

Especificação: Petisco, carnes vermelhas, cozinha internacional (Líbano, Síria, Irã e Turquia), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos (preparo ativo) + 2 horas (descanso)

Rendimento: 480 – 4 porções (4 espetos)

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 espeto grande – 120 g): 195 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 500 g de patinho, limpo e moído
  • 1/2 unidade de cebola grande, bem picada
  • 1 dente de alho, muito bem picado
  • 6 ramos de salsinha, bem picados
  • 3 ramos de hortelã, bem picados
  • 1 pitada de pimenta síria
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Em uma tigela grande, misture bem a carne moída com a cebola, o alho, a salsinha, a hortelã e a pimenta síria. Trabalhe a mistura com as mãos até obter uma massa homogênea e com boa liga. Cubra a tigela e leve à geladeira por 2 horas para intensificar os sabores.

Retire da geladeira, acerte o sal e divida a massa em 4 porções de aproximadamente 120 g cada. Modele cada porção ao redor de um espeto previamente hidratado, pressionando e distribuindo a carne de maneira uniforme para formar kaftas do mesmo tamanho e espessura. Caso prefira, modele sem os espetos, no formato tradicional alongado.

Disponha as kaftas em uma assadeira ou diretamente sobre a grelha. Asse em forno médio preaquecido (200 °C) ou grelhe até que estejam douradas por fora e cozidas por dentro, virando-as durante o preparo para garantir um cozimento uniforme. Sirva em seguida.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Esta receita foi dimensionada para servir como prato principal, considerando 1 espeto grande de 120 g por pessoa, acompanhado de guarnições e complementos adequados à refeição. Quando servida como acompanhamento ou lanche, recomenda-se utilizar espetos médios de aproximadamente 100 g cada. Para couvert, entradas ou petiscos, recomenda-se preparar espetos pequenos de aproximadamente 60 g cada. Para mais informações sobre composição de refeições e dimensionamento de porções, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Sirva a kafta com arroz com lentilhas, salada de tomate com pepino, coalhada seca ou pão sírio. Fica excelente com molho de tahine ou iogurte com limão.

3. Curiosidades: A palavra kafta deriva do árabe kufta, que significa “amassar” ou “moer”. Essa técnica surgiu como forma de aproveitar cortes menos nobres de carne, tornando-os saborosos e fáceis de preparar, e se espalhou por diversas culturas do Oriente Médio e Sul da Ásia.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Receita tradicional do Levante, o quibe cru (ou kibbeh nayyeh) é um prato ancestral com raízes nas civilizações semitas da região que hoje abrange o Líbano, a Síria e a Palestina. Considerado um meze (entrada ou tira-gosto), é consumido em ocasiões especiais e reflete o equilíbrio entre simplicidade e sofisticação da culinária do Oriente Médio. A base da receita combina carne crua moída com triguilho (burghul), hortelã fresca e especiarias, servida com azeite generoso e guarnições frescas. Sua origem remonta às práticas alimentares dos povos do Crescente Fértil, que já valorizavam o trigo, as ervas aromáticas e as carnes de criação há milênios.

Quibe Cru

Categoria: Couvert, entradas, lanches, acompanhamento/guarnição, prato principal

Especificação: Petisco, carnes vermelhas, cozinha internacional (Síria, Líbano), sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 40 minutos

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 360 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 porção – 90 g): 101 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 100 g de triguilho (trigo para quibe)
  • Água filtrada suficiente para hidratar o triguilho
  • 100 g de carne moída (preferencialmente patinho ou coxão mole, moída apenas uma vez)
  • 1 cebola pequena, muito bem picada
  • 1 pitada de pimenta síria
  • 1 ramo de hortelã fresca, bem picado
  • Sal a gosto
  • 20 ml de azeite extravirgem

Modo de Preparo:

Lave bem o triguilho em água corrente até que a água saia clara. Cubra o triguilho com água e deixe hidratar por cerca de 30 minutos. Escorra e esprema o triguilho com as mãos ou com um pano limpo até que fique bem seco.

Em uma tigela, misture a carne moída com a cebola picada, a pimenta síria, a hortelã e o sal. Retire as fibras que estiverem aparentes na carne. Acrescente o triguilho hidratado à mistura e trabalhe com as mãos, amassando e batendo vigorosamente até obter uma massa homogênea e ligada.

Transfira o quibe cru para uma travessa rasa, modele levemente e regue com o azeite extravirgem. Sirva guarnecido com folhas de hortelã fresca e fatias finas de cebola crua.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: como entrada fria ou couvert, recomenda-se servir aproximadamente 90 g por pessoa. Essa quantidade corresponde a uma porção individual adequada para compor mesas de aperitivos, tábuas de antepastos ou refeições com múltiplos pratos. Para mais informações sobre porcionamento e composição das refeições, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • Sirva como entrada ou parte de uma tábua de meze (entradas), acompanhado de pão sírio e coalhada seca.
  • Pode ser finalizado com um fio extra de azeite, raspas de limão ou uma pitada extra de pimenta síria.
  • Para textura mais delicada, a carne pode ser amassada com gelo durante o preparo.

3. Curiosidades:

  • O quibe cru tem origem nos antigos povos do Levante, especialmente nas culturas síria e libanesa.
  • É considerado símbolo de hospitalidade e respeito quando oferecido a convidados.
  • Em algumas tradições, a carne é pilada em pilão de pedra para garantir textura fina e uniforme.

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Os fenícios, hábeis navegadores e comerciantes, tinham acesso privilegiado a peixes frescos do Mediterrâneo. Em Tiro e outras cidades costeiras do Levante, era comum o preparo de pratos que combinavam sabores contrastantes como o salgado e doce, com o objetivo de realçar o frescor do peixe com ingredientes como alcaparras, uvas passas e ervas. Essa receita, inspirada nessas tradições, traz um molho agridoce e aromático, perfeito para acompanhar peixes brancos de carne delicada.

Peixe com Toque Fenício

Categoria: prato principal

Especificação: peixes, cozinha internacional (Oriente Médio)

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 260 gramas – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (1 filé com molho – 130 g): 310 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 filés de robalo ou pescada branca (de aproximadamente 160 gramas)
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher (chá) de cominho em pó
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 2 colheres (sopa) de uvas passas claras
  • 1 colher (sopa) de alcaparras
  • Suco de 1 limão (ou 2 colheres de sopa de vinagre de vinho)
  • Ramos de coentro ou hortelã para finalizar

Modo de Preparo:

Pré-aqueça o forno a 180 °C. Tempere os filés com sal, pimenta, alho e cominho. Acomode os filés em uma assadeira untada com um pouco de azeite. Misture as uvas passas, alcaparras e o suco de limão. Regue os peixes com essa mistura. Leve ao forno por 20 a 25 minutos, até que o peixe esteja macio e o molho levemente caramelizado. Finalize com ervas frescas e mais um fio de azeite antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Como prato principal à base de peixe, a porção de 130 g é adequada para compor uma refeição equilibrada quando acompanhada de cereais, leguminosas e vegetais. Para mais informações sobre composição de refeições e dimensionamento de porções, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Sirva com grãos cozidos, como trigo ou lentilhas, legumes grelhados ou pão de cevada. O contraste entre a acidez e o adocicado cria uma experiência leve e marcante, típica da herança mediterrânea.

3. Curiosidades: A combinação de peixe com ingredientes doces e salgados remonta às tradições do Crescente Fértil. Uvas passas e alcaparras eram conservas valiosas, usadas para temperar pratos em regiões onde o sal era um recurso estratégico.


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A Sopa Kneidlach é um clássico da culinária judaica ashkenazi e costuma ser servida tradicionalmente durante o Pessach, a Páscoa Judaica, quando o consumo de fermentados é evitado. O nome “kneidlach”, que é o plural de kneidel em iídiche, significa “bolinho” e faz referência aos delicados bolinhos preparados com farinha de matzá, o pão ázimo triturado. Essa sopa reconfortante é geralmente feita com caldo de frango caseiro e representa afeto, cuidado e memória afetiva em muitas famílias.

O preparo é simples, mas exige atenção para alcançar a textura ideal dos bolinhos. Eles devem ficar leves e macios, sem se desmanchar no cozimento. Combinados a um caldo saboroso e cheio de vegetais, formam uma refeição que une tradição e sabor com um toque especial de acolhimento.

Sopa Kneidlach

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal,

Especificação: Sopa, vegetais, aves, cozinha internacional (Israel), sem lactose

Tempo de Preparo: 45 minutos

Rendimento: 2150 g – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (350g): 280 kcal

Imagem Adrinana Tenchini

Ingredientes:

Para o caldo

  • 1 colher (sopa) de azeite ou gordura de frango
  • 1 cebola média, picada
  • 2 dentes de alho, picados
  • 2 cenouras, cortadas em rodelas
  • 2 talos de salsão, picados
  • 2 coxas de frango com osso (opcional)
  • 1,7 litros de água
  • 1 folha de louro
  • Sal e pimenta do reino a gosto

Para os bolinhos (kneidlach):

  • 3/4 de xícara de farinha de matzá
  • 2 ovos
  • 2 colheres (sopa) de óleo vegetal ou gordura de frango derretida
  • 3 colheres (sopa) de água (aproximadamente)
  • Sal a gosto
  • 1 pitada de noz moscada (opcional)

Modo de Preparo:

Caldo:

Em uma panela grande, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho até começarem a dourar. Adicione a cenoura, o salsão e, se desejar, as coxas de frango. Refogue por mais alguns minutos. Acrescente a água, o louro, sal e pimenta a gosto. Deixe ferver. Reduza o fogo, tampe parcialmente e cozinhe por 30 minutos. Retire as coxas de frango, desfie a carne e reserve. Coe o caldo, mantendo os legumes, e volte tudo para a panela.

Bolinhos (kneidlach):

Em uma tigela, misture a farinha de matzá com os ovos, o óleo, a água, o sal e a noz-moscada. Mexa até formar uma massa homogênea. Leve à geladeira por 20 minutos para firmar. Com as mãos levemente untadas, forme bolinhas de cerca de 3 cm de diâmetro, rendendo aproximadamente 12 bolinhos médios. Ferva água com sal em outra panela e cozinhe os bolinhos por cerca de 20 minutos, ou até estarem firmes e cozidos por dentro. Transfira os bolinhos cozidos para o caldo quente, aqueça bem e sirva com os legumes e, se desejar, o frango desfiado..

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, acesse o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Sirva a sopa bem quente, como entrada em um jantar especial ou como refeição leve e reconfortante. Ela combina muito bem com pão ázimo ou torradas finas. Para uma apresentação mais elegante, finalize com salsinha fresca picada por cima.

3. Curiosidades: Durante o Pessach, muitos judeus evitam alimentos fermentados, e o matzá se torna a base para diversas receitas tradicionais. Os bolinhos kneidlach são um exemplo disso e representam tanto a história do povo judeu quanto o afeto familiar. São preparados há gerações e fazem parte de rituais cheios de simbolismo e sabor.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as Receitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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