Nomecientífico: Satureja hortensis, de verão, ou Satureja montana, de inverno.
Sinônimo: Segurelha, Segurelha das montanhas.
Origem: é espontânea na costa do Mediterrâneo e utilizada há milênios, era usada como tempero por gregos e romanos. Foi levada pelos romanos para o Norte da Europa, espalhando-se pelo mundo. Era conhecida pelos seus poderes afrodisíacos e utilizada como antisséptico às pragas. Dizia-se que a segurelha pertencia aos sátiros, uma vez que satureja em latim significa sátiro[1]. Durante a Idade Média continuou em uso.
Imagem Alejandro pinero amerio por Unsplash.y
Características: planta herbácea, aromática, perene ou anual, que pode atingir 50 cm de altura. É parente do alecrim e do tomilho e pertence à família da menta. De sabor intenso, tem um aroma a lavanda e maçã e um ligeiro sabor a menta. É levemente picante.
Uso Medicinal: Contém propriedades fungicidas, antidiarreicas, antivirais e antissépticas. Combate inflamações das vias respiratórias, indisposições digestivas, gases, cólicas, flatulência e gastroenterites agudas.
Uso na Gastronomia: seu sabor é levemente picante, por isso, é comum ser associada ao feijão, mas também harmoniza perfeitamente com legumes, carnes, peixes e sopas. A segurelha fornece um sabor especial as receitas quando associada a outras ervas, tais como: manjericão, cominho, alho, louro, manjerona, orégano, alfazema, salsinha, tomilho e alecrim. É um dos componentes das Ervas de Provence juntamente com alecrim, tomilho e manjerona. Tradicionalmente acompanha trutas, ovos, assados, feijão, preparados com tomate etc.
Curiosidades: 1. os romanos acreditavam que a segurelha lhes dava força. 2. Pode ser colocada entre as roupas para afastar traças.
[1] Sátiro – personagem mitológica metade homem e metade bode que habitava nas florestas.
Creme de Palmito
É uma receita para preparar nos dias frios. É fácil de fazer, muito nutritiva e saborosa.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a páginaA Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Origem: é uma planta tropical da família Gramínea. Provavelmente originada no Oriente Médio. A citronela é outra planta da espécie Cymbopogon. O óleo essencial já era utilizado há mais de 2 mil anos pelos egípcios, gregos e romanos. No Brasil, espalhou-se rapidamente devido à rede de raízes superficiais, utilizada para conter barrancos pelas companhias ferroviárias.
Imagem de Bishnu Sarangi por Pixabay.
Características: é uma planta herbácea, perene, cresce em touceiras e pode atingir até um metro de altura. As folhas são longas, estreitas, ásperas, de cor verde-clara e com bordas cortantes. O aroma somente é sentido quando se corta a planta. Seu aroma é muito agradável e parece muito com o perfume do limão. É cultivado por todo o mundo, em regiões tropicais, como Brasil, Guatemala, Estados Unidos, África e Índia. É utilizada de várias formas, principalmente aromáticas. A única parte comestível é o interior da base do talo, com cerca de 10 cm de comprimento a partir da raiz e sem a parte externa fibrosa. O chá de capim-limão é muito conhecido.
Uso Medicinal: a infusão das folhas é utilizada como calmante, febrífugo, diurético, antiespasmódico, depurativo do sangue, tratamento de hemorroidas, pressão alta, problemas nervosos, distúrbios de fígado, má digestão, enjoos e diarreia.
Uso na Gastronomia: a parte final do bulbo é mais aromática. A erva é muito popular na Tailândia, no Vietnã, no Camboja e nas ilhas da Indonésia. Na Tailândia, as folhas são finamente picadas e adicionadas na pasta de curry. Seu aroma é adequado para ser utilizado com aves, peixes e frutos do mar. A erva é um excelente ingrediente para marinadas, curry, saladas, picles, fritadas e sopas. Pode-se preparar um chá bastante refrescante a partir da infusão das folhas em água quente.
Curiosidades: 1. a planta ajuda a preservar as estradas, pois firma o solo impedindo a erosão, por isso, também é conhecida com o nome de chá da estrada. 2. O capim limão é associado a propriedades espirituais como purificação, limpeza, proteção e afastamento de energias negativas. 3. O aroma refrescante pode ser utilizado antes das práticas de meditação, para limpar a mente e o local, criando um ambiente propício à introspecção e à busca interior.
Kecap Manis
É é um molho tradicional da culinária da Indonésia. É um molho espesso, escuro e adocicado…
Chá de Capim Limão
É é muito utilizado para relaxar. O chá preparado com erva é ótimo para aliviar o estresse e a ansiedade.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a páginaA Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Origem: Provavelmente surgiu entre a Ásia Menor e o Oriente Médio. O mais provável é na Sibéria, sul da Rússia e oeste asiático. Durante a ocupação moura na península Ibérica, os árabes chamavam a erva de tarkhun (pequeno dragão), de onde derivou estragão. Porém, o uso na Europa somente se propagou após a Idade Média. É cultivada extensivamente na França e nos Estados Unidos.
Estragão. Imagem de Nathan Elliot por Pixabay.
Características: planta herbácea, perene fortemente aromática, ereta, ramificada na base formando aspecto de touceira, de 30 a 60 cm de altura. Folhas simples, flores pouco frequentes. Da mesma família que a menta. O sabor tem uma característica muito forte de cânfora, bem potente. Comporta-se bem quando seca, sem perder muito o aroma. Pode ser congelada
Uso Medicinal: suas folhas e flores são utilizadas para indigestão, problemas de fígado, contra a sudorese excessiva e salivação. É usada como auxiliar no tratamento de gota, dispepsia, astenia (fraqueza), diabetes, bronquite, intestino preso e menopausa.
Uso na Gastronomia: muito utilizada na culinária mundial, porém, com parcimônia, dada a força da erva e a recusa por crianças. Na Inglaterra é muito usada em recheio de embutidos e aves. Na cozinha francesa, é utilizada ocasionalmente, mas nunca dominando preparações. Na Itália, há uma paixão exacerbada pela erva, especialmente com carnes. Nos açougues italianos são distribuídos ramos de sálvia, alecrim e louro para temperar as carnes. A sálvia é o aromático clássico da saltimbocca e de fígado. No Oriente Médio, a erva tempera os kebabs e é utilizada nas poderosas saladas locais. Na cozinha belga e alemã, é diretamente relacionada com enguias, pela afinidade de sabor.
Curiosidades: 1. “Quem tem sálvia em casa nunca envelhece.” (provérbio chinês), conhecida como a erva da longevidade. 2. Na Índia é considerada uma planta sagrada e é comum vê-la crescer à porta dos templos. 3. Os gregos e romanos a utilizavam como estimulante mental. 4. É uma erva utilizada em práticas espirituais e rituais para purificação, proteção, harmonização e equilíbrio.
Bisque de Camarão
É um dos pratos tradicionais da região costeira da França. A Bisque é uma sopa creme típica da cozinha francesa que consiste em um caldo de carne ou de crustáceo…
Vinagre Aromatizado
É utilizado como tempero à base de vinagre que pode conter ervas frescas ou secas, especiarias, frutas e outros condimentos.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a páginaA Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Sinônimo: Sálvia, Sálvia real, Sálvia das boticas, chá da Grécia, Erva sagrada, Sálvia dos jardins, Sálvia comum.
Origem: Região Sul da Europa e Região Mediterrânea. Os romanos a utilizavam com fins medicinais, sem indicação de uso na culinária. Durante a Idade Média, o uso era quase que exclusivamente medicinal. Porém, a partir do século XVI, a erva passou a ser utilizada na gastronomia.
Imagem de Hans por Pixabay.
Características: planta herbácea, perene fortemente aromática, ereta, ramificada na base formando aspecto de touceira, de 30 a 60 cm de altura. Folhas simples, flores pouco frequentes. Da mesma família que a menta. O sabor tem uma característica muito forte de cânfora, bem potente. Comporta-se bem quando seca, sem perder muito o aroma. Pode ser congelada.
Uso Medicinal: suas folhas e flores são utilizadas para indigestão, problemas de fígado, contra a sudorese excessiva e salivação. É usada como auxiliar no tratamento de gota, dispepsia, astenia (fraqueza), diabetes, bronquite, intestino preso e menopausa.
Uso na Gastronomia: muito utilizada na culinária mundial, porém, com parcimônia, dada a força da erva e a recusa por crianças. Na Inglaterra é muito usada em recheio de embutidos e aves. Na cozinha francesa, é utilizada ocasionalmente, mas nunca dominando preparações. Na Itália, há uma paixão exacerbada pela erva, especialmente com carnes. Nos açougues italianos são distribuídos ramos de sálvia, alecrim e louro para temperar as carnes. A sálvia é o aromático clássico da saltimbocca e de fígado. No Oriente Médio, a erva tempera os kebabs e é utilizada nas poderosas saladas locais. Na cozinha belga e alemã, é diretamente relacionada com enguias, pela afinidade de sabor.
Curiosidades: 1. “Quem tem sálvia em casa nunca envelhece.” (provérbio chinês), conhecida como a erva da longevidade. 2. Na Índia é considerada uma planta sagrada e é comum vê-la crescer à porta dos templos. 3. Os gregos e romanos a utilizavam como estimulante mental. 4. É uma erva utilizada em práticas espirituais e rituais para purificação, proteção, harmonização e equilíbrio.
Galeto Al Primo Canto com Polenta Frita
É uma receita do Rio Grande do Sul. O galeto é selado até dourar e em seguida, cozido no vinho branco, noz-moscada e sálvia.
Purê de Batatas Aromatizado com Sálvia e Tomilho
Delicioso purê de batatas acrescido de ervas e queijo parmesão.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a páginaA Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
O Funcho e a Erva Doce são muito semelhantes e podem ser facilmente confundidos. O composto aromático anetol[1] presente nas duas plantas é responsável pelo sabor e aroma de anis bem característico. É por isso que o funcho é conhecido em muitos lugares como a “falsa erva-doce”.
Origem: É uma das plantas cultivadas mais antigas do mundo. Seus registros históricos datam de 2000 a.C. pelos egípcios, gregos e romanos. O funcho é nativo da Europa e África, e foi introduzido no Brasil pelos italianos. Adaptou-se bem ao clima e hoje pode ser encontrado de forma espontânea em vários locais do país.
Características: é uma herbácea, perene ou bianual, entouceirada, aromática, de 40 a 60 cm de altura. O Funcho tem as flores amarelas, as folhas são finas, parecem imitar a textura de uma renda. As sementes são mais alongadas e maiores que as da erva doce e tem um sabor mais suave. O funcho é dotado de outras propriedades medicinais, como o estragol e alcânfora.
Funcho. Imagem de Katharina Klinski por Pixabay
Flores Funcho. Imagem de Babs Müller por Pixabay.
UsosMedicinal: utilizada para tratar desconfortos gastrointestinais e auxilia na eliminação de catarro das vias respiratórias superiores. Suas raízes são usadas para facilitar as funções de eliminação urinária e digestiva. Ajuda no tratamento de perturbações associadas ao climatério. Externamente, os frutos e folhas são utilizados em inflamações das mucosas ocular e da orofalinge e para perfumar o hálito. É também aromática e comestível.
Uso na Gastronomia: o Funcho é utilizado por inteiro: as sementes, as folhas, o caule e a raiz (bulbo). O bulbo escurece rapidamente depois de cortado, neste caso, o ideal é deixar em uma tigela com água gelada durante o preparo, para evitar a oxidação. Na hora de escolher o bulbo, selecione os menores, pois são menos fibrosos e mais saborosos.
Com as sementes pode-se preparar um chá (decocção) reconfortante e aromatizar molhos, conservas, pães, bolos e outras preparações. Com as sementes e as folhas é possível preparar licores. As folhas e o bulbo picados são excelentes ingredientes para fundos, molhos, massas e risotos. O caule verde, cortado em pequenos cubos e misturados com outros legumes resulta em uma boa sopa ou um creme de legumes. O bulbo, caule e folhas podem-se comer crus e são utilizados em salada. O bulbo cortado em rodelas é utilizado em assados e grelhados.
Curiosidades: 1. Os gladiadores romanos misturavam a erva em sua alimentação para dar força. 2. Os egípcios a cultivavam, extraiam de suas folhas e sementes, bebidas e remédios, além de usá-las na alimentação. 3. Na espiritualidade o funcho desenvolve o desejo de buscar e aperfeiçoar talentos e virtudes, traz força para concretizar sonhos e para expressar projetos e sentimentos pela fala. Gera transformação interna, corta laços com o passado e incentiva a buscar respostas internas para compreender os sentidos da vida.
Licor de Funcho
É ideal para aquecer em uma noite fria de inverno. Os licores de ervas são requintados e extremamente apreciados.
Sopa Vichyssoise
É uma sopa tradicional da culinária francesa, porém, não surgiu na França, e sim, em Nova York.
Nomecientífico: Pimpinella anisum L.
Sinônimo: Anis, anis-verde, erva-doce
Origem: Natural da Ásia e cultivada no Brasil, especialmente no Sul.
Uso Medicinal: utilizada contra resfriado, tosse, bronquite, febre, cólicas, inflamações orofalingeas, má digestão e demais desconfortos gastrointestinais. Combate cólicas e dores de cabeça. Também pode ser utilizada em parasitoses intestinais leves. Externamente trata pediculose, escabiose e micoses cutâneas.
Flores da Erva Doce. Imagem de Lara-yin por Pixabay.
Uso na gastronomia: a Erva doce não tem o bulbo comestível, sendo utilizada somente as sementes, na forma de condimento (especiarias). É usada no preparo de chás e em receitas culinárias, como bolos, biscoitos, saladas, doces e licores. Pode também ser empregada em alguns pratos com frutos do mar.
Curiosidades: No Egito, a erva doce era considerada uma planta sagrada e era usada em rituais religiosos e cerimônias de purificação.
Bhaji de Cebolas
Tem origem indiana. É uma espécie de bolinho frito, crocante por for e macio por dentro.
Salteado de Legumes com Espinafre e Cogumelos
É um salteado preparado com uma mistura de cogumelos (paris, shimeji e shitake), cenoura, pimentão vermelho, ervilha torta, espinafre e castanha de caju
[1]Anetol – é um composto aromático de origem vegetal responsável pelo aroma e sabor a anis, por vezes referido por anisado, que ocorre naturalmente nas plantas do anis, do funcho, da erva-doce e do anis-estrelado.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a páginaA Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Origem: Sul da Rússia e região do Mediterrâneo. É muito utilizado na Escandinávia, na Alemanha e Europa Central e Leste.
Endro/Dill. Folhas, flores e sementes. Imagem de Eszter Miller por Pixabay
Características: é uma planta herbácea anual, ereta, estriada, ramificada e pode atingir até 1,5 m de altura. Suas folhas são delicadas, penugentas e finamente segmentadas, dando à planta um aspecto plumoso. As flores são pequenas e amarelas. Os frutos são vagens achatadas que carregam sementes aromáticas. É uma saborosa e aromática erva, semelhante à salsa, ao funcho e à erva doce (as sementes, inclusive, são muito parecidas). É idêntico às folhas do funcho, porém, com tamanho menor e sabor diferente, menos anisado. As sementes, similares às da erva-doce, têm sabor completamente diferente das folhas, mais amargas, semelhantes com kümmel.
Uso Medicinal: rico em fibras, vitaminas com A, C, E, e minerais, principalmente ferro. A erva tem propriedades calmantes, relaxantes, ajudando a combater sintomas de ansiedade, estresse, insônia e depressão. Alivia dores e ajuda na digestão. É diurética, aliviando os sintomas de prisão de ventre. Tem propriedades anti-inflamatórias e ajuda a aumentar a imunidade.
Uso na Gastronomia: É rico em sais minerais, sendo muito utilizado em dietas hipossódicas. É muito empregada na culinária escandinava e sua utilização vai desde peixes até molhos, na forma fresca ou em sementes. É mais conhecida em pepinos em conserva, utilizando a planta inteira, com as sementes em média maturação. Semente: picles, chucrute, sopas. Ervas: Bastante empregado em receitas com peixes, nos molhos com iogurte e em algumas receitas com legumes. Saladas, pratos com queijos, peixes e frutos do mar, alguns vegetais.
Curiosidades: 1.Na Roma antiga, o endro era considerado o alimento da vitalidade e da força. 2. Na Idade Média, acreditava-se que ele tinha propriedades mágicas, capazes de proteger as pessoas de bruxaria e mau-olhado. 3. Na espiritualidade, acredita-se que as sementes de endro podem proteger do mau-olhado e de pensamentos negativos se carregadas próximas ao coração
Benefícios nutricionais e/ou medicinais:
Aumenta a imunidade: dentre as vitaminas que fazem parte da composição da erva, a principal é a vitamina C. O endro é capaz de estimular uma maior produção de glóbulos brancos, aumentando a imunidade.
Combate o envelhecimento precoce: além da vitamina C, o endro tem em sua composição outros antioxidantes como os flavonoides, que impedem a ação dos radicais livres
Melhora a digestão: diminui as cólicas e os gases, além de aliviar náuseas, diarreia e prisão de ventre. Serve também para aliviar as cólicas do bebê.
Previne doenças cardíacas: o endro contribui para a redução das taxas de colesterol e triglicérides no sangue, além de ter propriedade antioxidantes, que reduzem a formação de placas de gorduras nas artérias.
Alivia a tosse: tem propriedades expectorantes e antiespasmódicas e pode ser usado no tratamento da tosse seca e produtiva e associado a tratamentos de asma.
Combate a retenção de líquidos: tem propriedades diuréticas, aumentando a quantidade de urina eliminada e ajudando a prevenir a retenção de líquidos, diminuindo o inchaço.
Tabela Nutricional:
Porção de 100 gramas
NUTRIENTE
QUANT.
UNID.
Calorias (valor energético)
43
kcal
Água
85,95
g
Proteína
3,46
g
Carboidratos
7,02
g
Gorduras Totais
1,12
g
Cálcio
206
mg
Ferro
6,59
mg
Magnésio
55
mg
Fósforo
55
mg
Potássio
738
mg
Sódio
61
mg
Zinco
0,091
mg
Vitamina A, Retinol
386
µg
Vitamina B1, Tiamina
0,058
mg
Vitamina B2, Riboflavina
0,296
mg
Vitamina B3, Niacina
1,57
mg
Vitamina B6, Piridoxina
0,185
mg
Vitamina B9, Ácido Fólico
150
µg
Vitamina B12, Cianocobalamina
0
µg
Vitamina C, ácido ascórbico
85
mg
Vitamina D
0
mg
Vitamina K
0
µg
Gorduras saturadas
0,06
g
Gorduras monoinsaturadas
0,802
g
Gorduras poli-insaturadas
0,095
g
Colesterol
0
g
Fonte: TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ALIMENTOS. São Paulo: Departamento de Informática em Saúde, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Disponível em: https://tabnut.dis.epm.br/Alimento
Molho Pesto com Endro
Além de saboroso, é nutritivo. O endro é uma erva aromática de propriedades calmantes e relaxantes. Inove com este pesto
Molho Tártaro
É de origem francesa muito consumido nos países de língua inglesa. O molho tártaro era servido no início do século XX como um acompanhamento do “steak tartare”.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a páginaA Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Características: planta herbácea, perene, caule reto, folhas simples, flores esbranquiçadas, róseas ou violáceas. Similar em formato e cor ao manjericão, diferenciando por ser mais peluda. O sabor se assemelha mais ao orégano, do qual é parente próximo. Pode até substituí-lo, com sabor e aroma mais refinados. É consumida desde a Antiguidade. Na Grécia Antiga, Hipócrates recomendou como erva medicinal.
Manjerona. Imagem de Markéta (Machová) Klimešová por Pixabay.
Uso Medicinal: as suas flores é onde se encontra a maior concentração de óleo essencial e substâncias com efeito medicinal. A erva é utilizada para tratar sintomas como dores de cabeça, enxaquecas, dores musculares e cólicas. Ajuda no tratamento de infecções do trato digestivo e urinário ou da pele e doenças como úlceras pépticas, prisão de ventre e diarreia. Tem efeito relaxante sobre o tecido muscular e o sistema nervoso.
Uso na Gastronomia: É utilizada em praticamente todos os países da Europa. Componente clássico das Ervas de Provença juntamente com Orégano, Tomilho, Segurelha e Alecrim. Pode ser utilizada com carnes, ovos, aves, molhos de tomate (com ou sem carne), assados de carne de porco, verduras e amido, ou seja, em praticamente todas as preparações, com exceção de doces. Devido ao aroma delicado, deve ser adicionada à preparação fora do fogo.
Curiosidades: 1. Na mitologia grega, acreditava-se que esta erva tinha sido criada por Afrodite, a deusa do amor, como um símbolo de propriedade curativa. 2. Associada à felicidade conjugal, virava “coroa de casamento” nas sociedades grega e romana. 3. Na espiritualidade, a manjerona é usada para afastar a negatividade e para trabalhar o amor incondicional.
Benefícios nutricionais e/ou medicinais:
1. Melhora a digestão: o aroma da erva atua no estímulo das glândulas salivares, ajudando no processo digestivo primário que acontece na boca. A ingestão de chá de manjerona estimula a eliminação das fezes e ainda atua no estímulo de alguns fluidos digestivos como o ácido gástrico e a bílis.
2. Reduz o estresse e a ansiedade: a erva tem propriedades relaxantes e é um ótimo remédio natural para a saúde emocional. O ideal é tomar o chá, ou inalar os vapores da erva ou ainda fazer uma massagem com o óleo essencial da manjerona.
3. Ajuda no tratamento da diabetes: a erva ajuda a equilibrar os níveis de açúcar no sangue por ser capaz de inibir enzimas que aumentam a intolerância à insulina.
4. Previne doenças cardíacas: é rica em antioxidantes e ajuda a reduzir a pressão arterial por atuar nos vasos sanguíneos.
5. Alivia gripes, resfriados e dores musculares: tem propriedades anti-inflamatórias, podendo aliviar problemas ligados ao sistema respiratório. A massagem com óleo essencial de manjerona alivia as dores musculares.
Tabela Nutricional:
Porção de 100 gramas
NUTRIENTE
QUANT.
UNID.
Calorias (valor energético)
271
kcal
Água
7,64
g
Proteína
12,66
g
Carboidratos
7,04
g
Gorduras Totais
60,56
g
Cálcio
1990
mg
Ferro
62,71
mg
Magnésio
346
mg
Fósforo
306
mg
Potássio
1522
mg
Sódio
77
mg
Zinco
3,6
mg
Vitamina A, Retinol
403
µg
Vitamina B1, Tiamina
0,289
mg
Vitamina B2, Riboflavina
0,316
mg
Vitamina B3, Niacina
4,12
mg
Vitamina B6, Piridoxina
1,19
mg
Vitamina B9, Ácido Fólico
274
µg
Vitamina B12, Cianocobalamina
0
µg
Vitamina C, ácido ascórbico
51,4
mg
Vitamina D
0
mg
Vitamina K
1,69
µg
Gorduras saturadas
0,529
g
Gorduras monoinsaturadas
0,94
g
Gorduras poli-insaturadas
4,405
g
Colesterol
0
g
Fonte: TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ALIMENTOS. São Paulo: Departamento de Informática em Saúde, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Disponível em: https://tabnut.dis.epm.br/Alimento
Quirera Lapeada
É um prato típico do Paraná, na região Sul do Brasil. A quirera, também conhecida como canjiquinha, é cozida junto com lombo suíno, costelinha, linguiça e bacon.
Ervas de Provença
Ervas de Provença (Herbes de Provence em francês) é um tempero clássico da culinária francesa.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a páginaA Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Origem: Região mediterrânea. Marca presença em pratos italianos, espanhóis, franceses, portugueses e gregos.
Orégano. Imagem de fotos for you por Pixabay.
Características: planta herbácea, perene, que seca no inverno e rebrota no verão, medindo 60 a 90 cm de altura, de hastes algumas vezes arroxeadas, eretas e ramificadas. Folhas simples ovaladas, com borda levemente serrilhadas e fortemente aromáticas. Flores esbranquiçadas, róseas ou violáceas que se encontram em espigas, eventualmente ramificadas. Seus frutos são secos, com sementes muito pequenas. O orégano tem o formado das folhas mais arredondado que o tomilho e aroma característico de pizza. O sabor é mais acentuado quando está seco. Normalmente é cultivado em climas temperados e em terrenos férteis de natureza calcária, com boa taxa de insolação.
Uso Medicinal: Tanto o orégano seco quanto as folhas frescas da erva possuem propriedades diuréticas, expectorantes, antioxidantes, antibacterianas, dentre outras. Além de ser utilizado na cozinha, existem outras formas de aproveitar as propriedades do orégano para melhorar a saúde, tais como: Chá, xarope, vapor e óleo essencial de orégano. A erva é utilizada para tratar resfriados, bronquite, asma, cólicas menstruais, artrite e dores musculares.
O óleo essencial de orégano pode ser aplicado na pele, usado em inalações ou ingerido em forma de cápsulas, ajudando a tratar o herpes labial, candidíase, dores musculares ou dores digestivas. Para usar na pele, é indicado uma gota de óleo essencial de orégano em 5 ml de óleo carreador[1], que pode ser de coco ou oliva, para aumentar a sua absorção e diminuir o risco de irritação. O óleo essencial de orégano não deve ser utilizado por gestantes, lactante e crianças menores de 12 anos.
Uso na Gastronomia: No Brasil é usada a erva desidratada e é comumente confundida com o tomilho. É um ingrediente marcante na culinária italiana, sendo utilizado em molhos de tomate, vegetais refogados, carne e pizza, principalmente a napolitana. Junto com o manjericão caracterizam a gastronomia da Itália. Em Portugal, é utilizado em caldeiradas, saladas de tomate, queijo fresco ou requeijão. Na Turquia é usado para temperar carnes, principalmente a carne de cordeiro e carneiro. O orégano mexicano é diferente do orégano da Itália e é o tempero mais utilizado no México. Na Grécia é empregado em saladas e adicionado no molho de azeite e limão que acompanha os peixes e carnes assadas. O orégano combina com massa e seus molhos, caldeiradas, assados, cozidos com aves, saladas de legumes e verduras, queijos e molhos com queijos. A erva não combina com carne vermelha.
Curiosidades: é uma erva que na espiritualidade é usada para estimular o sentimento de felicidade e paz; combater desequilíbrios emocionais; restaura a saúde psicológica; ajudar na autoestima e no perdão; acordar e reagrupar pensamentos e emoções; combater sentimentos negativos; fluir a energia; proteção; aceitação e desapego.
Benefícios nutricionais e/ou medicinais:
1. Previne infecções, aumentando a imunidade: é rico em antioxidantes que combatem os radicais livres e fortalece o sistema imunológico. O carvacrol presente no orégano tem propriedades antifúngica, anti-inflamatória e bactericidas que ajudam a tratar algumas infecções, tais como: gripes, resfriados, herpes, infecções urinárias e candidíase.
2. Previne doenças cardíacas: é rico em compostos com propriedades antioxidantes, como o timol e carvacrol, que ajudam a diminuir o colesterol LDL e regular a pressão arterial, prevenindo doenças cardíacas.
3. Melhora a digestão: a erva tem propriedade antiespasmódica e aumenta a produção de sucos gastrointestinais, melhorando a digestão e combatendo a flatulência, os espasmos, as cólicas intestinais e a sensação de estufamento. O orégano na forma de óleo ajuda na digestão de gorduras e favorece a absorção de nutrientes.
3. Ajuda na eliminação de secreções respiratórias: o orégano consumido na forma de xarope ou de chá é um ótimo expectorante, podendo ser usado para auxiliar no tratamento da bronquite, resfriado comum, sinusite, laringite e tosse.
4. Alivia dores musculares: as propriedades antioxidante e anti-inflamatória do orégano ajuda a relaxar os músculos e a diminuir algumas dores, como lombalgia e torcicolo. Para tratar essas dores pode ser utilizado o orégano na forma de cataplasma ou óleo essencial.
5. Combate o envelhecimento precoce: é rico em antioxidantes – em especial o carvacriol – e vitamina C que ajudam a neutralizar os radicais livres em excesso, prevenindo o dano celular e mantendo a pele mais jovem e saudável.
6. Ajuda na perda de peso: os antioxidantes e o carvacriol presentes no orégano promovem a diminuição da inflamação e das gorduras no organismo, ajudando também a reduzir o apetite.
7. Ajuda a regular o ciclo menstrual e alivia as cólicas: as suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes – carvacriol – ajudam a eliminar o acúmulo de líquidos, atuando como diurético natural, diminuindo as cólicas e regulando o ciclo menstrual.:
Tabela Nutricional:
Porção de 100 gramas
NUTRIENTE
QUANT.
UNID.
Calorias (valor energético)
265
kcal
Água
9,93
g
Proteína
9
g
Carboidratos
4,28
g
Gorduras Totais
68,92
g
Cálcio
1597
mg
Ferro
36,8
mg
Magnésio
270
mg
Fósforo
148
mg
Potássio
1260
mg
Sódio
25
mg
Zinco
2,69
mg
Vitamina A, Retinol
85
µg
Vitamina B1, Tiamina
0,177
mg
Vitamina B2, Riboflavina
0,528
mg
Vitamina B3, Niacina
4,64
mg
Vitamina B6, Piridoxina
1,044
mg
Vitamina B9, Ácido Fólico
237
µg
Vitamina B12, Cianocobalamina
0
µg
Vitamina C, ácido ascórbico
2,3
mg
Vitamina D
0
mg
Vitamina K
621,7
µg
Gorduras saturadas
1551
g
Gorduras monoinsaturadas
0,716
g
Gorduras poli-insaturadas
1,369
g
Colesterol
0
g
Fonte: TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ALIMENTOS. São Paulo: Departamento de Informática em Saúde, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Disponível em: https://tabnut.dis.epm.br/Alimento
[1] Óleo Carreador – é um óleo vegetal utilizado para diluir os óleos essenciais, para que estes últimos possam ser utilizados na pele sem causar irritação, já que são altamente concentrados.
Crostini à Napolitana
São fatias de pão italiano com muçarela de búfala, aliche, tomate e orégano que são levadas ao forno para assar.
Costelinha com Goiabada
É um prato delicioso de Minas Gerais. A costelinha é cozida em água fervente e depois assada no forno.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a páginaA Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Origem: Mediterrâneo. É cultivada em toda a parte sul da Europa (especialmente na França). É utilizada desde os assírios, na Antiguidade. O nome deriva do grego thymon.
Tomilho. Fonte: Imagem de karolina grabowska Pexels.
Características: planta herbácea, perene, subarbusto, entouceirado, muito ramificado com 20 a 30 cm de altura. Folhas pequenas, com aroma levemente similares ao orégano e de coloração mais clara na face inferior. O tomilho (parente da menta) tem minúsculos botões de flor, roxos. É uma planta pouco exigente que sobrevive praticamente em qualquer tipo de solo, sem necessitar de muitos cuidados.
Acredita-se que existam cerca de cem espécies, mas somente três tem uso gastronômico. Em todas as espécies, está presente o timol[1], o carvacrol[2] e o eugenol[3]. As espécies procedem de várias localidades, como Europa, Ásia, norte da África e Ilhas Canárias. O tomilho pode ser comprado na sua forma natural em feiras livres e supermercados, para usar como tempero na gastronomia, mas também é encontrado nos formatos para uso medicinal – tintura, óleo essencial ou chá – nas lojas de produtos naturais e farmácias de manipulação.
UsosMedicinal: a erva tem ação antioxidante, antimicrobiana, anti-inflamatória e expectorante. O óleo essencial de tomilho, obtido de suas folhas, é usado como remédio natural para a tosse, pois ajuda a reduzir a inflamação e o muco. Pode ainda ser utilizado para tratar acne e até para melhorar o humor.
Uso na Gastronomia: As partes utilizadas do tomilho são suas folhas ou flores, frescas ou desidratadas. Sua robustez permite que suporte cozimentos longos e combina muito bem em cozidos. A erva é ingrediente básico do bouquet garni, do Sachet d’epices e das Ervas de Provença[4] (Herbes de Provence), aromatizando inúmeras preparações, tais como carnes (bovinos, caça, churrasco), bebidas (licor Bénédictine), sopas de vegetais, recheios de charcutaria. O tomilho está presente em algumas receitas clássicas tais como: bouf bourguignon, ratatouille, court-bouillon. Pode ser incluído em saladas, macarrão, legumes grelhados, molho de tomate, marinadas, pratos com tomate e queijo, omeletes, ovos mexidos, peixes, frutos do mar, frango, carnes, feijão de todos os tipos, confit, no preparo de óleo vegetal, entre outros.
O tomilho é um conservante natural.
Curiosidades: 1. Os antigos egípcios utilizavam uma preparação que incluía tomilho para reduzir a ação dos germes e das bactérias no interior dos sarcófagos. Os egípcios ainda utilizavam para embalsamar as múmias. 2. Os gregos perfumavam-se com o tomilho. 3. Na Idade Média, ramos de tomilho eram levados pelos juízes aos tribunais com o objetivo de afastar as infecções. 4. Em algumas culturas medievais, era usado para combater piolhos e até para curar paralisia e lepra. 5. No século XVII, acreditava-se que o tomilho acabava com a melancolia e evitava noites atormentadas por pesadelos. 6. Pode ser usado para purificação e conexão espiritual, e não precisa ser apenas em banhos, podendo também utilizá-lo em incensos naturais.
Benefícios nutricionais e/ou medicinais:
1. Fortalece o sistema imunológico: o tomilho é rico em vitamina A e C que reforçam o sistema imunológico e atuam como antioxidantes eliminando os radicais livres.
2. Alivia sintomas de problemas respiratórios: sua ação expectorante e anti-inflamatória ajuda a combater a inflamação, tratar e diminuir a tosse, febre e catarro, tendo efeitos contra a bronquite, asma, alergias sazonais, resfriados e sinusites.
3. Promove a saúde da visão: A presença de vitamina A e de carotenoides fazem com que o tomilho seja um antioxidante eficaz para a saúde dos olhos. Os carotenoides são capazes de neutralizar os radicais livres no sistema ocular, retardando o início da degeneração macula e ajuda a prevenir cataratas.
4. Combate o envelhecimento precoce: os antioxidantes atuam na prevenção do envelhecimento, ajudando no combate aos radicais livres e na desintoxicação do organismo.
5. Previne doenças cardíacas: ajuda a reduzir a pressão arterial, triglicérides e regula os níveis de colesterol, baixando o LDL e aumentando o HDL. Essas ações são devidas a presença de antioxidantes, minerais e vitaminas, especialmente o potássio e o manganês.
6. Ajuda a emagrecer: o tomilho produz uma sensação de saciedade, ajuda a reduzir a ansiedade e a compulsão alimentar, contribuindo na queima de gordura corporal.
7. Fortalece os ossos: é rico em cálcio e magnésio, minerais que agem como protetores dos ossos prevenindo a osteoporose.
8. Previne doenças crónicas: os terpenos timol, carvacrol e eugenol desempenham diversas propriedades tais como: anti-inflamatória, antialérgica, antitrombótica, antiarteriogênica, cardioprotetora, vasodilatadora e antimicrobiana, fazendo com que o tomilho seja um alimento poderoso na prevenção de doenças crónicas.
9. Combate os problemas digestivos: as fibras presentes no tomilho ajudam na melhora do funcionamento do intestino. É rico em um composto ativo chamado “princípio amargo” que protege o estômago e o intestino devido o aumento da salivação e a produção de bile para a digestão. Segundo a nutricionista Gabriela Cilla (post na página Ativo Saúde, 2020): “pessoas que possuem problemas digestivos podem acrescentar o tomilho nas proteínas para favorecer a digestão ou colocar como tempero em arroz, legumes e até mesmo em forma de chá”.
10. Ajuda no combate a depressão: o carvacrol presente no tomilho aumenta os níveis de dopamina e serotonina que são os neurotransmissores que melhoram o humor, prevenindo a depressão.
11. Tratamento contra acne e condições da pele: as propriedades antibacterianas do tomilho ajudam a combater a acne. Segundo a nutricionista Patrícia Leite (post na página Mundo Boa Forma), “ao embeber o tomilho em álcool por alguns dias ou semanas, ele se transforma em uma solução chamada de extrato de tomilho. Os estudos feitos mostraram resultados positivos desse extrato contra a acne.
12. Age contra a queda de cabelo: Ainda segundo a nutricionista Patrícia Leite (post na página Mundo Boa Forma), estudos mostram que “a aplicação de óleo de lavanda em conjunto com óleos essenciais do tomilho, alecrim e cedro no couro cabeludo aumentou o crescimento do cabelo em até 44% das pessoas avaliadas no estudo após 7 meses de tratamento”.
Tabela Nutricional:
Porção de 100 gramas
NUTRIENTE
QUANT.
UNID.
Calorias (valor energético)
101
kcal
Água
65,11
g
Proteína
5,56
g
Carboidratos
24,45
g
Gorduras Totais
1,68
g
Cálcio
405
mg
Ferro
17,45
mg
Magnésio
160
mg
Fósforo
106
mg
Potássio
609
mg
Sódio
9
mg
Zinco
1,81
mg
Vitamina A, Retinol
238
µg
Vitamina B1, Tiamina
0,048
mg
Vitamina B2, Riboflavina
0,471
mg
Vitamina B3, Niacina
1824
mg
Vitamina B6, Piridoxina
0,348
mg
Vitamina B9, Ácido Fólico
45
µg
Vitamina B12, Cianocobalamina
0
µg
Vitamina C, ácido ascórbico
160,1
mg
Vitamina D
0
mg
Vitamina K
0
µg
Gorduras saturadas
0,467
g
Gorduras monoinsaturadas
0,081
g
Gorduras poli-insaturadas
0,532
g
Colesterol
0
g
Fonte: TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ALIMENTOS. São Paulo: Departamento de Informática em Saúde, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Disponível em: https://tabnut.dis.epm.br/Alimento
[1] Timol – é terpeno extraído de algumas plantas como o tomilho, o alecrim-pimenta e outras. O timol apresenta propriedades carminativas, antiespasmódicas, expectorantes e anti-inflamatórias, podendo ser utilizado como anestésico, antisséptico, conservante e desinfetante.
[2] Carvacrol – é um terpeno encontrado nos óleos essenciais de orégano, segurelha, tomilho e vários outros. Apresenta natureza pungente e odor picante, ao ser aplicado sobre a língua, produz uma sensação de calor. Atualmente vem sendo usado como conservante de alimentos, de cosméticos, como desinfetante e na medicina, devido à sua atividade antifúngica, anti-inflamatória, bactericida e antioxidante.
[3]Eugenol – é um terpeno encontrado em diversas plantas aromáticas, como cravo, canela, tomilho e folhas de louro. Muitas vezes, o eugenol é conhecido simplesmente por “óleo de cravo”. Possui propriedade antissépticas e anti-inflamatórias.
[4] Ervas de Provença ou Herbes de Provence – É uma tradicional mistura de ervas da região de Provence no sul da França. É um mix perfumado de ervas típicas desta região que incluem o alecrim, tomilho, segurelha, manjericão, manjerona, sálvia e louro. Pode ser preparada fresca para ser utilizada na hora, ou como é mais comum, com as ervas secas.
Chá de Tomilho
O Chá de Tomilho é ótimo para aumentar a imunidade porque tem ação bactericida, sedativa e propriedades antissépticas para tratar infecções, fungos e outros micro-organismos.
Ratatouille
A receita de Ratatouille é uma especialidade francesa, um clássico da Gastronomia Moderna (século XVIII), da região Provençal de Nice. Foi criada pelos camponeses com os vegetais disponíveis e com os poucos recursos da época.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a páginaA Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Composição: Normalmente, pimenta calabresa (ou chili ou Caiena), alho granulado ou em pó, gengibre em pó, Páprica (doce ou defumada), korarima (planta local etíope), ajowan, nigela e feno-grego. Pode ainda incluir cúrcuma, Canela, Noz moscada, Coentro em pó, Cardamomo em pó.
Características: utilizado na forma seca ou misturado em algum líquido para armazenamento. O aroma é potencializado ao fritar a mistura em algum tipo de gordura, como a manteiga ghee.
Uso na Gastronomia: Vários tipos de wots (guisados etíopes cristãos), além de ensopados, cremes, legumes, entre outros.
Tempero Berbere – Receita
O Tempero Berbere é uma mistura tradicional de especiarias originária da Etiópia e Eritreia, essencial na culinária dessas regiões do Chifre da África[1]. Seu sabor é intenso, picante e aromático, conferindo um toque exótico e profundo aos pratos. Presente em guisados tradicionais etíopes chamados wots, o berbere é fundamental para receitas emblemáticas como o Doro Wat, um saboroso ensopado de frango. Além disso, é utilizado em ensopados, cremes, legumes e diversas outras preparações que demandam um tempero robusto e característico.
Categoria: Aromáticos, Condimentos
Especificação: Cozinha Internacional (Etiópia e Eritreia), ervas aromáticas e especiarias
Tempo de Preparo: 10 minutos
Rendimento: 120 gramas
Dificuldade: Fácil
Tempero Berbere. Imagem Adriana Tenchini.
Ingredientes:
2 colheres (sopa) de semente de cominho
4 unidades de cravo da índia
1/2 colher (chá) de cardamomo
1/2 colher (chá) de pimenta do reino preta em grãos
1/4 de colher (chá) de pimenta da Jamaica em grãs
1 colher (sopa) de feno grego
1/2 colher (chá) de semente de coentro
8 unidades de pimenta chili ou malagueta
1/2 colher (chá) de gengibre fresco ralado
1/4 de colher (chá) de açafrão
1 colher (chá) de sal
2 1/2 colheres (sopa) de páprica doce
1/8 de colher de canela em pó
Modo de Preparo:
Em uma frigideira, toste em fogo baixo as sementes de cominho, cravo da índia, cardamomo, pimenta do reino em grãos, pimenta da Jamaica, feno grego e sementes de coentro, mexendo sempre por aproximadamente 2 minutos para liberar os aromas. Retire os cabinhos das pimentas chili ou malagueta e triture-as em um moedor de café junto com as especiarias tostadas até obter um pó fino. Alternativamente, use um socador para amassar. Misture essa base com o gengibre fresco ralado, o açafrão, o sal, a páprica doce e a canela em pó até homogeneizar. Armazene em vidro hermético, em local seco e escuro.
Toques Finais e Sugestões:
1. Dicas de consumo e preparo:
Utilize o tempero berbere em guisados, ensopados e pratos com legumes para adicionar sabor intenso e picância característica.
É ideal para marinadas de carnes e aves, especialmente em preparações inspiradas na culinária etíope.
Pode ser incorporado em cremes e molhos para dar um toque exótico e aromático.
Ajuste a quantidade de pimenta chili para controlar o nível de picância de acordo com sua preferência.
Experimente em preparações vegetarianas para agregar um sabor complexo e marcante.
2. Curiosidade: O berbere é um dos temperos mais emblemáticos da culinária do Chifre da África, tendo seu uso profundamente enraizado na cultura e tradição dessas regiões, onde as especiarias são valorizadas não só pelo sabor, mas também por suas propriedades medicinais.
[1] O Chifre da África é uma região geográfica localizada no extremo nordeste do continente africano, que tem esse nome por causa de seu formato pontiagudo, lembrando um “chifre” que se projeta para o mar.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Sinônimo: Ras el hanouth, rass el hanout, ra’s al-hānūt.
Origem: Magreb, especialmente Marrocos. Muito utilizado no Oriente Médio.
Composição: Inúmeras, sobretudo à base de feno-grego, pimenta cubeb, rosas, gengibre e dezenas de outras especiarias.
Características: O nome tem vários significados, mas os principais são “o máximo da minha loja” ou “o melhor da loja” ou ainda “a melhor qualidade”. Em todos os significados evidencia-se a qualidade superior das especiarias utilizadas. Em algumas composições clássicas, chega a ter cem ingredientes (apesar de puristas exigirem um máximo de 12 ingredientes). Cada loja, marca comercial ou família tem a sua própria mistura, muitas vezes transmitida de geração em geração. É um tempero picante, quente, perfumado, com nuances florais, muito complexo.
Imagem Adriana Tenchini
Uso na Gastronomia: Inúmeros, especialmente o cuscuz imperial, b’stilla (torta marroquina com folhas de massa filo), arroz, tajine de cordeiro, doces de amêndoas e mel etc.
Ras el Hanout – Receita
Ras el Hanout uma das mais complexas e aromáticas misturas de especiarias tradicionais do Oriente Médio e Norte da África. Seu nome em árabe significa “o melhor da loja”, referindo-se à seleção especial de especiarias que o comerciante oferece como sua melhor qualidade. As composições podem variar enormemente, com algumas contendo até cem ingredientes, embora puristas prefiram manter o número máximo em torno de doze.
Este tempero é caracterizado por um perfil quente, picante e perfumado, com notas florais e terrosas, proporcionando uma profundidade aromática única. É amplamente utilizado em pratos tradicionais muçulmanos, como tahines, cuscuz, carnes assadas e guisados, trazendo intensidade e sofisticação aos preparos.
Categoria: Aromáticos, Condimentos
Especificação: Cozinha Internacional (Oriente Médio, Norte da África), ervas aromáticas e especiarias
Tempo de Preparo: 5 minutos
Rendimento: 130 gramas
Dificuldade: Fácil
Imagem Adriana Tenchini
Ingredientes:
1 colher (sopa) de sal
1 colher (sopa) de cominho em pó
1 colher (sopa) de gengibre em pó
1 colher (sopa) de açafrão em pó
3/4 de colher (sopa) de canela em pó
1/2 colher (sopa) de sementes de coentro moída
1/2 colher (sopa) de noz moscada moída
1/4 de colher (sopa) de cravo da índia em pó
3/4 de colher (sopa) de pimenta do reino preta moída
1/2 colher (sopa) de pimenta do reino branca moída
1/2 colher (sopa) de pimenta caiena em pó
1/2 colher (sopa) de pimenta da Jamaica em pó
Modo de Preparo:
Coloque todos os ingredientes em uma tigela e misture bem até obter uma mistura homogênea. Armazene em pote hermético, em local seco e escuro, para preservar o aroma e o sabor por mais tempo.
Toques Finais e Sugestões:
1. Dicas de consumo e preparo:
Use Ras el Hanout para temperar carnes assadas, guisados, tahines, legumes e cuscuz, proporcionando um aroma intenso e exótico.
Pode ser incorporada em marinadas para carnes e aves, realçando sabores com seu perfil complexo e picante.
Experimente polvilhar em vegetais assados para dar um toque diferenciado e sofisticado.
Ajuste a quantidade de pimenta-caiena conforme sua preferência para controlar o grau de picância.
É ideal para pratos festivos e tradicionais da cozinha do Norte da África e do Oriente Médio.
2. Curiosidade:
Apesar de sua origem tradicional, o Ras el Hanout varia bastante de região para região e até mesmo entre comerciantes, refletindo a diversidade cultural e o toque pessoal dos mestres temperadores, tornando cada mistura única.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Composição: Páprica (principal), mostarda, tomilho, sal e outras especiarias, além de outras composições.
Características: Criada no fim do século XVIII, para aromatizar a cozinha dos franceses (acadianos) que ocuparam a região da Louisiana, no sul dos EUA, fugidos da Acadie, a leste do Canadá.
Uso na Gastronomia: aromatizar e saborizar peixes e carnes grelhadas, legumes, aves e frutos do mar. Pode ainda ser utilizado em marinadas, cozidos, arroz, saladas e pipoca.
Tempero Cajun – Receita
Categoria: Aromáticos, Condimentos
Especificação: Cozinha Internacional (Estados Unidos), ervas aromáticas e especiarias
Tempo de Preparo: 5 minutos
Rendimento: 180 gramas
Dificuldade: Fácil
Tempero Cajun. Imagem Adriana Tenchini.
Ingredientes:
2 1/2 colheres (sopa) de páprica doce
2 colheres (sopa) de sal fino
2 colheres (sopa) de cebola em pó
2 colheres (sopa) de alho em pó
2 colheres (sopa) de orégano seco
1 colher (sopa) de alecrim seco
1 colher (sopa) de tomilho seco
1 colher (sopa) de pimenta caiena em pó
1 colher (sopa) de pimenta do reino moída
Modo de Preparo:
Coloque todos os ingredientes em uma bowl ou tigela e misture. Armazene em um pote hermético em local seco e escuro.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.