A Sopa de Cerveja, ou Biersuppe, é uma das mais antigas e curiosas receitas da tradição culinária alemã. Registros do século XVI já mencionam o prato, e no século XVIII ele figurava nas mesas da nobreza prussiana. No século XIX, a sopa era tão popular que se tornara comum até no café da manhã, considerada altamente nutritiva e energizante, inclusive para crianças, já que o álcool evapora durante o cozimento, restando apenas o sabor e o aroma característicos da cerveja.

Sua base é simples: farinha para engrossar, gemas e creme de leite para dar cremosidade, e uma boa cerveja, que define o perfil de sabor da sopa. As variações regionais são inúmeras, algumas utilizam cerveja pilsen, outras preferem versões mais encorpadas, como a bock ou a malzbier. Tradicionalmente, é finalizada com sal, pimenta-do-reino e uma pitada de canela, que realça o aroma maltado e confere um toque delicadamente adocicado.

Biersuppe – Sopa de Cerveja

Categoria:  Entrada, acompanhamento/guarnição

Especificação: Creme, Cozinha Internacional (Alemanha), vegetariana

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 650 g – 3 porções

Dificuldade: fácil

Calorias por porção (200 g): 265 kcal

 Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 25 gramas de manteiga
  • 50 gramas de farinha de trigo
  • 500 ml de cerveja alemã pilsen
  • 2 gemas
  • 100 ml creme de leite fresco
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • Canela em pó a gosto

Modo de Preparo:

Em uma panela, derreta a manteiga em fogo baixo. Acrescente a farinha de trigo e mexa continuamente até formar uma pasta clara e homogênea. Adicione a cerveja aos poucos, mexendo sem parar para evitar a formação de grumos. Quando a mistura estiver lisa e levemente espessa, retire do fogo.

Em um recipiente à parte, bata as gemas com o creme de leite e incorpore à sopa, mexendo bem até homogeneizar. Retorne ao fogo por alguns minutos, apenas para aquecer, não deixe ferver, para que as gemas não coagulem. Tempere com sal, pimenta do reino e uma pitada de canela.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: Nesta receita, a porção foi definida como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme a composição da refeição. Para orientações detalhadas sobre a organização do prato e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o primeiro capítulo da Parte 3, intitulado A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • Sirva a sopa quente, acompanhada de croutons ou pão rústico fresco.
  • Para uma versão mais aromática, substitua parte da cerveja por um leve caldo de legumes.
  • Uma finalização com noz moscada ralada também combina muito bem.

3. Curiosidade: A Biersuppe era tão valorizada que, em algumas regiões da Alemanha, fazia parte do cardápio matinal em mosteiros e casas de família, servida com pão escuro e mel.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as Receitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Delicado, adocicado e incrivelmente macio, o Alho Confitado é uma verdadeira alquimia culinária. Ao ser lentamente cozido no azeite, o alho perde sua pungência característica e se transforma em uma iguaria suave e untuosa, que pode ser usada para realçar uma infinidade de preparações. Inspirada nas técnicas ancestrais de conservação e extração de sabor, esta receita valoriza o tempo e o calor brando como aliados da transformação. Perfeito para espalhar sobre pães, incorporar a molhos ou servir como acompanhamento versátil, o alho confitado é uma pequena preciosidade que revela a sofisticação contida nos ingredientes mais simples.

Alho Confitado

Categoria:  Aromáticos, acompanhamento/guarnição,

Especificação: Cozinha Internacional (França), Conserva aromatizada, conserva aromática em gordura, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 45 minutos

Rendimento: 300 gramas – 12 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (25 g): 185 kcal

Alho Confitado. Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 30 dentes de alho inteiros, descascados
  • 200 ml de azeite
  • 1 colher (sopa) de tomilho em flocos

Modo de Preparo:

Em uma panela adicione todos os ingredientes e leve ao fogo baixo. Deixe confitar por 45 minutos ou até que o alho fique dourado e bem macio, a ponto de conseguir amassar com o garfo.

Toques Finais e Sugestões:

1. Espalhado sobre pães e torradas: O alho confitado, quando amassado, vira uma pasta cremosa perfeita para passar em pães quentinhos, brusquetas ou focaccias. Finalize com um fio do azeite do confit e uma pitada de flor de sal.

2. Em massas e risotos: Acrescente os dentes de alho confitados ao final do cozimento de massas ou risotos. Seu sabor suave se integra sem dominar o prato, trazendo profundidade e untuosidade.

3. Como base de molhos e purês: Substitua o alho cru por alguns dentes de alho confitado para criar molhos mais delicados e adocicados. Também é excelente para enriquecer purês de batata, couve-flor ou mandioquinha.

4. Com vegetais assados ou salteados: Misture os dentes de alho inteiros a legumes assados, como abóbora, batata-doce, cogumelos ou cenouras. Eles caramelizam levemente e deixam o prato mais aromático.

5. Para acompanhar carnes e peixes: Sirva os alhos confitados inteiros ao lado de cortes de carne grelhada, cordeiro, frango ou peixes. Eles funcionam como um acompanhamento discreto e elegante.

6. Em tábuas de petiscos ou entradas: Disponha os alhos confitados inteiros em tábuas de frios com queijos, azeitonas, pães e pastinhas. São um diferencial surpreendente e delicioso.

7. Aproveite o azeite aromatizado: O azeite onde os alhos foram confitados é precioso. Use para temperar saladas, finalizar pratos, ou como base para vinagretes e maioneses caseiras.

8. Conservação: Guarde o alho confitado submerso no azeite, em pote esterilizado, na geladeira, por até 60 dias. Use sempre utensílios limpos para evitar contaminação.


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A Conserva de Cebola Pérola é uma preparação clássica e versátil, feita com pequenas cebolas conhecidas como pérolas ou cebolas-bebê, apreciadas por seu formato delicado, sabor levemente adocicado e textura crocante. Muito usada na culinária europeia, especialmente em picles e acompanhamentos, essa conserva acrescenta um toque agridoce e aromático a diversos pratos, realçando sabores e equilibrando paladares mais intensos.

Perfeita para compor tábuas de frios, saladas, sanduíches, assados de carne e aves, ou simplesmente servida como petisco, a cebola pérola em conserva é um preparo prático, durável e cheio de personalidade, um pequeno detalhe capaz de transformar uma refeição comum em uma experiência gourmet.

Conserva de Cebola Pérola

Categoria:  Aromáticos, acompanhamento/guarnição, petisco

Especificação: Conserva aromatizada, picles. vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 20 minutos + 15 dias de repouso

Rendimento: 320 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (30 g): 28 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 150 gramas de cebola pérola inteira, descascada
  • 80 ml de água
  • 80 ml de vinagre de maçã
  • 1 colher (café) de sal
  • 1 colher (sopa) de açúcar
  • 2 dentes de alho inteiro, descascado
  • 1 colher (café) de pimenta calabresa
  • 1 colher (café) de açafrão
  • 1 colher (café) de salsa desidratada
  • 10 grãos de pimenta do reino

Modo de Preparo:

Acomode as cebolas pérolas e os dentes de alho no vidro esterilizado. Em uma panela adicione a água, vinagre, sal, açúcar, pimenta calabresa, açafrão, salsa desidratada, pimenta do reino, deixe ferver até a açúcar derreter. Abaixe o fogo e ferva por mais 5 minutos. Despeje essa mistura ainda quente no vidro de cebolas. Tenha cuidado para não se queimar. Retire todo o ar batendo o vidro na bancada. Deixe um espaço de um dedo entre a borda e o conteúdo. Feche o pote e ferva-o em banho-maria por 5 minutos. Espere esfriar e leve a geladeira. Deixe repousar por 15 dias antes de consumir.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Por se tratar de uma conserva utilizada como acompanhamento direto, a cebola pérola participa ativamente da garfada e complementa a preparação principal com notas ácidas, levemente adocicadas e aromáticas. Nestes casos, recomenda-se a porção média de 30 g por pessoa, suficiente para manter sua presença sensorial sem comprometer o equilíbrio dos demais componentes do prato, conforme orientações no post A Composição do Almoço e do Jantar  e A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

Quando servida como petisco, ou seja, de forma isolada e com consumo autônomo, a porção pode ser ampliada para cerca de 50 g por pessoa (aproximadamente 3 colheres de sopa), uma vez que deixa de atuar como elemento complementar e passa a compor o volume principal de consumo naquela etapa da refeição.

1. Dicas de Consumo:

  • Para um sabor mais intenso, adicione ervas frescas (como tomilho ou alecrim) ou substitua parte do vinagre de maçã por vinagre de vinho branco.
  • Sirva as cebolas pérolas em conserva como acompanhamento de carnes assadas, frios, queijos ou embutidos.
  • Em saladas, adicionam um contraste agridoce que realça o sabor de folhas amargas como rúcula ou radicchio.
  • São ótimas também para decorar drinques clássicos, como o Gibson, uma variação do Martini que leva cebola pérola em vez de azeitona.

2. Curiosidades:

  • A cebola pérola é colhida ainda jovem, quando o bulbo está pequeno e adocicado. Por isso, é muito valorizada na gastronomia para composições delicadas e de apresentação refinada.
  • No século XIX, as conservas de cebolas e outros vegetais eram comuns nas viagens marítimas europeias, pois se mantinham por longos períodos e forneciam nutrientes essenciais durante as travessias.
  • Em países como França e Inglaterra, as cebolas em picles são presença obrigatória em pubs e charcutarias, tradicionalmente servidas com carnes curadas e queijos envelhecidos.

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FONTE IMAGEM CAPA:

Durante séculos, a técnica de conservação com sal e vinagre foi um dos principais métodos utilizados para preservar alimentos na China, especialmente antes do surgimento da refrigeração moderna. O Zha Cai é uma dessas conservas tradicionais, originária da província de Sichuan. Embora o nome também seja usado para um tipo específico de mostarda fermentada, esta versão caseira adapta a tradição utilizando mini legumes variados, como cenoura, pepino, vagem japonesa e mini cebolas. O resultado é uma conserva crocante, aromática e saborosa, com acidez equilibrada e presença marcante das especiarias. É uma preparação simples, mas que exige paciência no tempo de repouso, ideal para ser servida como petisco, guarnição ou acompanhamento em diferentes pratos.

Zha Cai – Conserva de Mini Legumes

Categoria:  Aromáticos, acompanhamento/guarnição, petisco

Especificação: Cozinha Internacional (China), conserva aromatizada, picles, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 2 horas salga + 30 minutos + 21 dias de repouso

Rendimento: 150 gramas – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (30 g): 15 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 90 gramas de mini legumes (pepino, cenoura, vagem japonesa, cebola, milho etc.)
  • 30 gramas de sal
  • 2 dentes de alho inteiro, descascado
  • 5 gramas de mostarda em grãos
  • 5 gramas de pimenta do reino em grãos
  • 2 pimentas dedo de moça inteira
  • Vinagre branco, para completar o vidro

Modo de Preparo:

Em uma tigela, cubra os legumes com o sal e deixe repousar por 2 horas, mexendo de vez em quando. Após o tempo de salga, retire o excesso de sal dos legumes com papel toalha ou pano limpo e deixe secar bem ao ar por alguns minutos. Distribua os legumes em vidros esterilizados, intercalando com os dentes de alho, as sementes de mostarda, os grãos de pimenta e as pimentas dedo de moça. Complete com vinagre branco até cobrir completamente os ingredientes, deixando no máximo três dedos de espaço até a borda.

Coloque os vidros (com os picles tampados levemente) dentro de uma panela com água fria e leve ao fogo para fazer um banho-maria. Assim que levantar fervura, conte 5 minutos e então retire os vidros com cuidado. Feche bem as tampas. Guarde os vidros em local fresco e escuro por no mínimo 21 dias antes de consumir. Após aberto, conservar na geladeira.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: A porção de 30 g por pessoa está tecnicamente adequada para todas as categorias indicadas, pois esta preparação mantém sua função de acompanhamento ácido crocante, atuando como elemento de contraste e limpeza de paladar, mesmo quando servida como guarnição.

Dicas de consumo:

  • Sirva como entrada ou aperitivo, em porções pequenas.
  • Pode acompanhar pratos de arroz ou massas orientais, ou ainda servir como complemento em tábuas frias.
  • Fica excelente em sanduíches ou pratos com carnes grelhadas.

Curiosidades:

1. Zha Cai é o nome chinês de uma conserva originalmente feita com o caule de mostarda chinesa (Brassica juncea), fermentada com sal e especiarias. Esta versão é uma adaptação que valoriza a técnica de conservação e os sabores característicos do vinagre e das especiarias.

2. Pode-se utilizar outros ingredientes como acelga, folhas de mostarda ou couve chinesa, seguindo o mesmo processo.


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O Chutney de Abacaxi é um preparo agridoce típico da culinária indiana, utilizado como acompanhamento aromático para pratos salgados. Seu sabor intenso, que combina o frescor da fruta com especiarias e ingredientes marcantes, faz dele uma escolha versátil e sofisticada. Tradicionalmente servido com o Frango Tandoori, também pode ser incluído em sanduíches, tábuas de queijos, carnes grelhadas ou assadas, saladas e até mesmo em celebrações especiais, como Natal e Réveillon. Além de delicioso, é muito fácil de preparar.

Chutney de Abacaxi

Categoria:  aromáticos, couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, lanches, petisco

Especificação: Cozinha internacional (Índia), conserva aromática, chutney, molho, vegetariano, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 400 g – 8 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 g): 56 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 colher (chá) de manteiga
  • 1/4 de cebola roxa, em cubos médios
  • 1 colher (chá) de alho picadinha
  • 250 gramas de abacaxi, em cubos médios 1 tomate, sem pele e sem sementes, cortado em cubos pequenos
  • 1 colher (café) de gengibre ralado
  • 1 pimenta dedo de moça, sem semente, picadinha
  • 1 colher (café) de curry
  • 40 gramas de passas preta, sem sementes
  • 1 colher (chá) de mel
  • Sal a gosto
  • Coentro picadinho a gosto

Modo de Preparo:

Em uma panela, aqueça a manteiga e refogue a cebola e o alho por cerca de 2 minutos. Adicione o abacaxi e deixe caramelizar levemente. Acrescente o tomate, o gengibre, a pimenta dedo de moça, o curry e as passas. Cozinhe em fogo baixo, com a panela tampada, por cerca de 10 minutos, até que o abacaxi esteja macio, mas sem desmanchar. Adicione o mel e o sal, mexa bem e cozinhe por mais 2 minutos. Finalize com o coentro picado e sirva morno ou frio.

Toques finais e sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento/guarnição. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas de consumo:

  • Sirva o chutney como acompanhamento de carnes grelhadas, assadas ou defumadas (especialmente aves e suínos), oferecendo contraste agridoce e aromático a preparações de sabor mais intenso. Também combina muito bem com queijos curados ou semiduros, pães artesanais, sanduíches gourmet e saladas com folhas amargas.
  • Pode ser utilizado como cobertura de pratos festivos à base de carnes assadas, como lombo suíno, tender ou peito de peru, contribuindo com frescor, acidez e leve dulçor ao conjunto. Em tábuas de frios ou antepastos, atua como elemento de equilíbrio entre itens gordurosos e salgados. Também pode ser incorporado ao recheio de wraps, burgers ou paninis, adicionando umidade, textura e complexidade de sabor.
  • Quando servido frio, é ideal como complemento em entradas leves ou saladas compostas. Já em temperatura morna, intensifica suas notas aromáticas e se integra melhor a preparações recém-saídas do forno ou da grelha.

2. Curiosidades: Na culinária indiana, o chutney é uma tradição milenar que pode variar entre preparações cruas ou cozidas, doces ou salgadas. Este de abacaxi é um dos favoritos no Ocidente por seu sabor tropical e pela harmonia com pratos intensamente condimentados.


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A Cebola Roxa em Conserva é uma preparação simples, versátil e cheia de personalidade. Com sua coloração rosada e sabor agridoce marcante, é perfeita para realçar pratos com sabores terrosos ou gordurosos, além de adicionar beleza à finalização. Muito comum na culinária do Oriente Médio e do Mediterrâneo, essa conserva é ideal para acompanhar saladas de grãos (como lentilha ou grão-de-bico), carnes de porco, sanduíches e até pratos com peixes em conserva, como atum e sardinha. O preparo é rápido, e o sabor se intensifica com o tempo de descanso.

Cebola Roxa em Conserva

Categoria:  aromáticos, couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: Conserva aromática, picles, vegetais, cozinha internacional (Oriente Médio), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos + 7 dias de repouso

Rendimento: 360 gramas – 24 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (15 g ): 11 kcal

Cebola Roxa em Conserva. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 2 cebolas roxas grande, cortadas em meia lua
  • 1/4 de xícara de água
  • 1/4 de xícara de açúcar
  • 2 dentes de alho, cortados em quatro
  • Vinagre de maçã, para completar o vidro

Modo de Preparo:

Coloque as cebolas cortadas em um pote de vidro esterilizado e com fechamento hermético. Reserve. Em uma panela pequena, adicione a água, o açúcar e o alho. Leve ao fogo baixo e aqueça até o açúcar dissolver completamente, sem deixar ferver vigorosamente. Despeje o líquido ainda quente sobre as cebolas até preencher cerca de 3/4 do pote. Complete o volume restante com vinagre de maçã até cobrir completamente as cebolas. Feche bem o pote e leve para fervura em banho-maria por 5 minutos. Retire do banho-maria, espere esfriar em temperatura ambiente e leve à geladeira. Aguarde pelo menos 7 dias de descanso antes de consumir. Mantenha sempre refrigerado após aberto.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Por se tratar de um picles de uso pontual com função condimentar, recomenda-se a porção de 15 g por pessoa, quantidade suficiente para atuar como elemento de contraste ácido, aromático e de limpeza de paladar, sem sobrepor os demais componentes do prato.

1. Dicas de consumo:

  • Excelente para acompanhar falafel, saladas de grãos, costelinha de porco, sanduíches e peixes em conserva.
  • Também pode ser usada para dar um toque ácido e elegante em tábuas de antepastos, hambúrgueres e wraps vegetarianos.

2. Curiosidades:

  • Este preparo é um picles ácido de cebola roxa, feito com base em vinagre e açúcar. É uma forma tradicional e eficiente de conservar vegetais, amplamente utilizada em diversas culturas, desde o Oriente Médio até a América Latina.
  • Apesar de parecer sofisticado, o picles é uma das formas mais antigas de preservação de alimentos, e sua acidez natural ajuda a evitar a proliferação de microrganismos.
  • A cebola roxa não interfere no sabor final quando comparada à branca ou amarela, mas é a preferida para esse tipo de conserva devido à coloração vibrante, que confere charme e contraste a saladas, carnes e sanduíches.
  • O uso do vinagre de maçã contribui com um toque frutado e levemente adocicado, além de ser mais suave do que vinagres destilados comuns.

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A Pimenta Biquinho é um ingrediente bastante apreciado na culinária brasileira por apresentar aroma característico e pungência muito baixa, tornando-se uma alternativa para quem deseja incorporar o sabor e a aparência das pimentas sem intensidade picante elevada. Sua utilização em conservas permite prolongar sua vida útil e criar um acompanhamento de perfil agridoce e aromático.

A combinação da pimenta com açúcar, vinagre e aromáticos proporciona equilíbrio entre acidez, doçura e sabor vegetal. Em Minas Gerais, preparações desse tipo dialogam especialmente bem com o repertório de acompanhamentos servidos ao lado de carnes suínas, aves, queijos e outros alimentos de sabor mais pronunciado.

Pimenta Biquinho em Conserva

Categoria:  Aromáticos, couvert, acompanhamento/guarnição, petisco, lanches

Especificação: Conserva aromática, picles, cozinha brasileira (Minas Gerais), vegetariana, vegana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos

Tempo de maturação: mínimo de 7 dias sob refrigeração para desenvolvimento do sabor

Rendimento: 250 gramas – 8 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (30 g): 32 kcal

Ingredientes:

  • 200 gramas de pimenta biquinho
  • 50 g de açúcar
  • 100 ml de vinagre de álcool
  • 50 ml de água
  • 2 dentes de alho, cortados ao meio
  • 1 folha de louro

Modo de Preparo:

Retire os talos das pimentas, lave-as cuidadosamente e seque-as completamente. Higienize o recipiente que será utilizado para a conserva e mantenha-o reservado.

Em uma panela, coloque o açúcar, o vinagre, a água, o alho e a folha de louro. Leve ao fogo baixo, mexendo até que o açúcar esteja completamente dissolvido. Deixe aquecer até iniciar a fervura. Retire a folha de louro e o alho, se desejar uma conserva de sabor mais delicado.

Acomode as pimentas biquinho no recipiente e cubra-as completamente com o líquido ainda quente. Elimine eventuais bolhas de ar e mantenha as pimentas completamente submersas no líquido. Feche o recipiente. Deixe esfriar e leve imediatamente à geladeira.

Aguarde pelo menos 7 dias sob refrigeração antes do consumo, para que a pimenta absorva os sabores da conserva. Mantenha sempre refrigerada e utilize utensílios limpos e secos para retirar as pimentas do recipiente..

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Por se tratar de uma conserva utilizada como acompanhamento ou guarnição, sua função é complementar a preparação principal, acrescentando acidez, dulçor, aroma e contraste de sabor. Para esse uso, recomenda-se uma porção de 30 g por pessoa. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas:

  • A pimenta deve permanecer inteira e firme, sem apresentar textura excessivamente macia. O equilíbrio ideal da conserva está na relação entre a acidez do vinagre, a doçura do açúcar e o sabor característico da biquinho.
  • Para uma apresentação mais elegante, as pimentas podem ser acondicionadas em recipiente de vidro transparente, valorizando sua coloração e seu formato.

3. Sugestões de consumo:

  • Combina especialmente bem com carne suína, frango assado e carnes grelhadas.
  • Pode acompanhar queijos, criando um contraste interessante entre a acidez da conserva e a gordura do queijo.
  • Pode ser servida como parte de uma tábua de petiscos.
  • Pode ser adicionada a sanduíches, saladas e preparações frias.
  • O líquido da conserva pode ser utilizado em pequenas quantidades para aromatizar molhos, vinagretes e marinadas.
  • Para preservar a qualidade do produto, mantenha as pimentas sempre cobertas pelo líquido.

4. Curiosidades:

  • A pimenta biquinho ganhou popularidade justamente por apresentar baixa pungência, permitindo que seu sabor, aroma e formato sejam explorados em preparações nas quais uma pimenta mais ardida poderia dominar os demais ingredientes.
  • Apesar de pertencer ao gênero Capsicum, como outras pimentas, a biquinho é frequentemente utilizada na gastronomia brasileira quase como um ingrediente aromático e decorativo, além de funcionar como acompanhamento.
  • No contexto da cozinha mineira, sua combinação com queijos e carnes evidencia uma característica muito presente na mesa regional: o contraste entre sabores salgados, ácidos, doces e gordurosos.

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O Chucrute, também conhecido pelo nome alemão sauerkraut, é uma conserva fermentada de repolho com origens antigas e curiosas. Embora amplamente associado à culinária alemã, acredita-se que o processo tenha surgido na China há mais de dois mil anos, sendo levado à Europa por povos nômades. Na Alemanha, a técnica foi aprimorada e ganhou o nome atual, junção das palavras sauer (“ácido”) e kraut (“erva”).
Com a imigração alemã, o chucrute chegou ao Brasil e se tornou tradicional especialmente na região Sul, onde acompanha pratos típicos como o Eisbein (joelho de porco), o Kassler (carré defumado), as costelas suínas e o marreco assado. Versátil, o chucrute pode ser servido como acompanhamento, guarnição ou base para preparações mais elaboradas.

Chucrute – Conserva de Repolho

Categoria:  aromáticos, cacompanhamento/guarnição,

Especificação: Cozinha Internacional (Alemanha), Cozinha Brasileira (região sul). conserva aromática, conserva fermentada, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos + 15 dias de fermentação

Rendimento: 900 gramas – 18 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 g): 10 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 kg de repolho (branco ou roxo)
  • 20 gramas de sal (2% sobre o peso do repolho)
  • 10 gramas de zimbro (ou outra especiaria de sua preferência)

Modo de Preparo:

Retire as folhas externas do repolho, separe duas ou três e reserve. Lave o repolho, corte-o ao meio e retire o talo central. Fatie as folhas na espessura desejada, quanto mais finas, mais delicada ficará a textura da conserva. Coloque o repolho fatiado em uma tigela grande, adicione o sal e misture bem, apertando as folhas com as mãos. Esse processo ajuda o sal a penetrar e a liberar o líquido natural do repolho. Deixe descansar por 5 minutos e volte a amassar até que o repolho solte bastante água. Quanto mais líquido for extraído, mais macia será a conserva. Acrescente o zimbro ou outra especiaria de sua preferência e misture novamente.

Transfira o repolho para um pote de vidro esterilizado, pressionando bem para eliminar bolhas de ar. Cubra com as folhas reservadas, de modo que tudo fique submerso no líquido. Deixe um espaço de cerca de um dedo até a tampa. Feche bem o pote e armazene em local fresco e escuro por aproximadamente 15 dias, para que ocorra a fermentação natural. Após aberto, conserve na geladeira.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Por se tratar de uma conserva fermentada utilizada como acompanhamento ou guarnição, o chucrute atua como elemento de contraste ácido e aromático na composição do prato. Nestes casos, recomenda-se a porção média de 50 g por pessoa, quantidade suficiente para equilibrar sabores e complementar a refeição sem sobrepor os demais componentes.

2. Dica de preparo: se o líquido natural não for suficiente para cobrir o repolho, adicione um pouco de água filtrada até cobrir, lembrando de deixar espaço livre sob a tampa.

3. Conservação: o chucrute pode durar até 6 meses refrigerado, mantendo sabor e textura.

4. Sugestão de consumo: sirva como guarnição de carnes suínas, salsichas, linguiças, pratos defumados ou sanduíches.

5. Curiosidade: durante séculos, o chucrute foi essencial na alimentação de marinheiros e exércitos, pois sua fermentação natural garantia uma fonte rica em vitamina C, prevenindo o escorbuto.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as Receitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Chutney é um condimento associado às cozinhas do subcontinente indiano, encontrado em diferentes preparações que combinam frutas ou vegetais a elementos doces, ácidos, especiarias e, em algumas versões, pimentas. A técnica permite inúmeras combinações de ingredientes e adaptações conforme os produtos disponíveis.

Nesta receita, a proposta é realizar uma releitura contemporânea dessa preparação, utilizando o pêssego em combinação com a castanha-do-Pará, ingrediente associado à biodiversidade e à cultura alimentar amazônica. A presença de um produto brasileiro em uma preparação de matriz estrangeira caracteriza uma proposta de Fusion Food, estabelecendo um diálogo entre diferentes repertórios gastronômicos. O resultado é um chutney agridoce, aromático e levemente picante, que pode acompanhar carnes, queijos, lanches e petiscos.

Chutney de Pêssego e Castanha do Pará

Categoria:  aromáticos, couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: conserva aromática, chutney, molho, cozinha brasileira (Região Norte), Fusion Food, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 400 gramas – 8 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 g): 105 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 200 ml de suco de tangerina
  • 1 colher (sopa) de açúcar mascavo
  • 1 colher (sopa) de açúcar refinado
  • 1 pimenta dedo de moça, picadinha
  • 1 unidade de anis estrelado
  • 1 pitada de pimenta calabresa
  • 1 pitada de gengibre ralado
  • Raspas de limão siciliano, a gosto
  • 1 pitada de sal
  • 200 gramas de pêssego fresco, cortado em cubos pequenos
  • 60 gramas de castanha do Pará, cortada grosseiramente.

Modo de Preparo:

Higienize os pêssegos e retire os caroços. Corte a polpa em cubos pequenos, procurando manter tamanho uniforme. Pique a pimenta dedo de moça.

Em uma panela de fundo espesso, coloque o suco de tangerina, os açúcares, a pimenta dedo de moça, o anis estrelado, a pimenta calabresa, o gengibre, as raspas de limão siciliano e o sal. Leve ao fogo baixo e cozinhe por aproximadamente 5 minutos, permitindo que os aromas das especiarias sejam liberados.

Acrescente o pêssego e cozinhe em fogo baixo, mexendo ocasionalmente, até que a fruta fique macia e parte dos cubos comece a se desfazer. Continue o cozimento até que o líquido seja reduzido e a preparação adquira consistência espessa, porém ainda úmida e com textura de chutney. Retire o anis estrelado. Acrescente a castanha do Pará nos minutos finais do cozimento, mantendo parte de sua textura e crocância. Misture delicadamente e retire do fogo. Deixe esfriar antes de porcionar. Transfira para recipiente limpo, tampe e mantenha sob refrigeração.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: 1. Porcionamento: Por se tratar de um chutney de perfil agridoce, aromático e levemente picante, sua função é acompanhar e complementar a preparação principal, proporcionando contraste de sabores e textura. Recomenda-se a porção média de 50 g por pessoa,  para servir como acompanhamento ou guarnição. Em lanches e petiscos, a quantidade pode ser reduzida conforme os demais componentes da preparação, utilizando o chutney como condimento e elemento de contraste. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas:

  • O ponto correto é espesso e encorpado, mas não seco. O chutney deve apresentar frutas perceptíveis e uma pequena quantidade de líquido espesso envolvendo os ingredientes.
  • A castanha do Pará deve ser adicionada no final para preservar parte da textura e evitar que fique excessivamente macia.
  • Retire o anis estrelado antes de servir, pois sua presença pode dominar o conjunto aromático.
  • O rendimento final pode apresentar pequena variação conforme o grau de maturação e o teor de água dos pêssegos e a intensidade da redução.

3. Sugestões de consumo

  • Como acompanhamento e guarnição
    • Sirva com carnes bovinas assadas ou grelhadas.
    • Combina especialmente bem com carne suína e cordeiro.
    • Pode acompanhar frango e pato.
    • Sirva com queijos de sabor mais intenso, criando contraste entre o doce, o ácido, o picante e o salgado.
  • Em lanches
    • Utilize em sanduíches de carne suína desfiada.
    • Combine com queijos em sanduíches quentes ou frios.
    • Pode ser utilizado como camada fina em torradas e pães artesanais.
  • Em petiscos
    • Sirva com queijos, torradas e crackers.
    • Utilize como acompanhamento de pequenas porções de carnes assadas.
    • Pode compor tábuas de queijos e frios, funcionando como elemento agridoce de contraste.

4. Curiosidades:

  • A castanha do Pará, também denominada castanha do Brasil, é um produto da sociobiodiversidade amazônica e está relacionada à economia de comunidades que realizam seu extrativismo.
  • A utilização da castanha em um chutney exemplifica como ingredientes brasileiros podem ser incorporados a técnicas e preparações de outras tradições culinárias, criando novas interpretações gastronômicas.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Kimchi é muito mais do que uma simples conserva, é um dos símbolos mais marcantes da cultura alimentar da Coreia. Trata-se de uma preparação tradicional de hortaliças fermentadas, geralmente à base de acelga ou couve chinesa, temperada com pimentas, gengibre, alho, molho de peixe e outros condimentos que conferem seu sabor intenso, picante e levemente ácido.

A fermentação natural do kimchi, conduzida por bactérias ácido-láticas, é responsável por seu valor probiótico e pela complexidade de aromas que se desenvolvem com o tempo. Considerado a base da alimentação coreana, o kimchi acompanha praticamente todas as refeições, e é tão importante culturalmente que, em 2013, foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

centenas de variações regionais, cada uma com ingredientes e tempos de fermentação específicos. Esta versão caseira, mais simples e equilibrada, conserva as características marcantes do kimchi tradicional e é ideal para quem deseja introduzir preparações fermentadas à dieta cotidiana.

Kimchi – Conserva de Acelga

Categoria:  aromáticos, acompanhamento/guarnição,

Especificação: Cozinha Internacional (Coreia), conserva aromatizada, conserva fermentada, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos + 5 dias fermentando + 15 minutos + 4 dias refrigerando

Rendimento: 600 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 g ): 17 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 450 gramas de couve chinesa ou acelga
  • 3 colheres (sopa) de sal marinho
  • 1 colher (café) de pimenta caiena em pó
  • 1 cebola, picadinha
  • 2 dentes de alho, ralado
  • 1 colher (chá) de gengibre fresco ralado
  • 4 pimentas malaguetas fresca, cortadas em cubinhos
  • 1 colher (sopa) de açúcar mascavo
  • 1 colher (sopa) de molho de pimenta vermelha
  • 1 colher (sopa) de molho de peixe – nam pla
  • 3 talos de cebolinha cortados
  • 150 ml de água fria

Modo de Preparo:

Corte as folhas da couve chinesa (ou acelga) ao meio e depois em pedaços menores. Em uma tigela, monte camadas alternadas de couve (ou acelga) e sal marinho, finalizando com uma camada de sal. Cubra com um prato que se ajuste bem sobre as folhas e coloque um peso por cima, para prensar e ajudar na desidratação. Deixe em local fresco por 5 dias, para que a salmoura natural se forme e o processo inicial de fermentação ocorra.

Passado esse tempo, escorra o líquido, lave bem as folhas em água corrente fria e esprema o excesso de água. Misture a couve (ou acelga) com a pimenta caiena, cebola, alho, gengibre, pimenta dedo-de-moça, açúcar mascavo, molho de pimenta, molho de peixe e cebolinha. Mexa bem até que os temperos envolvam totalmente os vegetais. Coloque em um vidro esterilizado, complete com a água fria e feche com tampa bem vedada. Leve à geladeira por 3 a 4 dias, para que o sabor se desenvolva e a fermentação se estabilize.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção de 50 g por pessoa foi calculada considerando o kimchi como acompanhamento direto, situação em que é servido ao lado do prato principal e participa de forma mais evidente da garfada, contribuindo ativamente para a composição da refeição, especialmente em combinações com arroz, carnes ou preparações em bowl.

Quando utilizado de forma pontual, como elemento de contraste ou finalização, recomenda-se reduzir a quantidade para cerca de 15 g por pessoa, pois sua função passa a ser equilibrar sabores, trazer acidez e intensidade aromática, sem assumir protagonismo no prato. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • O Kimchi é servido tradicionalmente como banchan, termo coreano para acompanhamentos. Costuma ser consumido com arroz cozido no vapor, carnes grelhadas, frango ou incorporado a preparações como arroz frito oriental e sopas.
  • Para um sabor mais autêntico, substitua a pimenta caiena por pimentas malaguetas frescas ou pimentas coreanas (gochugaru), facilmente encontradas em empórios orientais.
  • Após aberto, mantenha o vidro sempre bem fechado e refrigerado. O sabor continuará evoluindo com o tempo, quanto mais amadurecido, mais ácido e intenso se tornará.
  • O kimchi é rico em probióticos, auxiliando na saúde intestinal, na digestão e no fortalecimento do sistema imunológico.

3. Curiosidades:

  • Em Seul, existe o Museu do Kimchi, dedicado inteiramente à história, às variedades e às técnicas dessa conserva milenar.
  • O preparo do kimchi é um ritual tradicional na Coreia chamado “Kimjang”, quando famílias e comunidades se reúnem para preparar grandes quantidades da conserva para o inverno.
  • A palavra “kimchi” deriva do termo coreano “chimchae”, que significa “vegetais imersos em salmoura”.
  • Há mais de 300 tipos diferentes de kimchi, variando de acordo com a estação, os ingredientes e a região.

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O Chutney de Manga Doce tem origem na culinária indiana, onde chutneys fazem parte essencial da mesa há séculos como conservas condimentadas, agridoces e aromáticas. A receita, porém, ganhou novas interpretações em diversas cozinhas asiáticas, especialmente na coreana, que adotou versões mais doces e perfumadas para acompanhar pratos picantes, fritos ou grelhados.

Este chutney combina especiarias quentes, acidez equilibrada e doçura natural da manga madura. O resultado é um molho aromático e versátil, perfeito para dar profundidade de sabor a carnes, queijos, aves e preparações vegetarianas.

Chutney de Manga Doce

Categoria:  aromáticos, couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, lanches, petisco

Especificação: cozinha internacional (Índia, Coreia), conserva aromática, chutney, molho, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 250 gramas – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 g): 78 kcal

Chutney de Manga Doce. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

Garam Masala

  • 60 gramas de semente de coentro
  • 45 gramas de vagem de cardamomo
  • 15 gramas de semente de cominho
  • 5 gramas de cravo da índia
  • 3 unidades de pau de canela
  • 15 gramas de grão de pimenta do reino
  • 1 castanha de noz moscada

Chutney

  • 1/4 de pimentão vermelho, finamente picados (em cubinhos)
  • Garam Masala, a gosto
  • 4 colheres (sopa) de açúcar
  • 3 colheres (sopa) de vinagre branco
  • 150 gramas de manga doce, picada em pedaços grandes
  • 1/4 de pimenta dedo de moça, sem semente, picadinha
  • 5 gramas de gengibre fresco, ralado
  • 15 gramas de tâmaras, picadas
  • Sal, a gosto

Modo de Preparo:

Garam Masala

Abra as vagens de cardamomo e separa as sementes. Em uma wok ou frigideira, coloque o coentro, o cardamomo, o cominho, o cravo, a canela e a pimenta do reino. Torre em fogo baixo até liberar aroma. Rale a noz-moscada. Transfira tudo para um pilão e soque até obter um pó fino.

Chutney

Tempere a manga com sal e reserve. Em uma panela, adicione o pimentão, o garam masala, o açúcar e o vinagre. Leve ao fogo alto até levantar fervura. Abaixe para fogo brando e cozinhe por 5 minutos. Acrescente a manga, a pimenta dedo de moça, o gengibre e as tâmaras, tudo bem picado. Cozinhe em fogo baixo por cerca de 1 hora ou até que as mangas fiquem macias e o molho tenha reduzido. Deixe esfriar e sirva com carnes, queijos ou pratos vegetarianos.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Por se tratar de um chutney utilizado como acompanhamento ou molho de cobertura, sua função é envolver parcialmente a preparação principal, agregando dulçor, acidez e especiarias que ampliam a complexidade do prato. Recomenda-se a porção média de 50 g por pessoa (aproximadamente 3 colheres de sopa), quantidade suficiente para napear ou acompanhar carnes, aves, queijos ou preparações vegetarianas sem sobrepor os demais componentes, conforme orientações no post ‘A Composição do Almoço e do Jantar‘, ‘A Composição do Café da Manhã e dos Lanches e A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

1. Dicas de consumo:

  • Ideal para acompanhar carnes assadas, cordeiro, frango grelhado ou porco.
  • Excelente com queijos curados, queijos azuis e tábuas de aperitivos.
  • Pode ser servido como conserva no couvert, acompanhado de pães, torradas ou crackers.
  • Em preparações veganas, combina muito bem com legumes assados, tofu ou falafel.

2. Curiosidades:

  • Na Coreia, versões doces como a de manga foram incorporadas principalmente em restaurantes fusão a partir da década de 1990.
  • Chutneys tradicionais indianos eram originalmente preparados como conservas para preservar frutas durante a estação seca.

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Origem: é um molho popular na região dos Pampas que se estende do Rio Grande do Sul do Brasil até o sul da Argentina, passando pelo Uruguai. Uma das lendas de sua origem é que foi criado por um fazendeiro irlandês chamado Jimmy Mc Curry, em 1800, nos Pampas. Como o seu nome era difícil de ser pronunciado, foi criado um similar em entonação.

Composição: variam bastante de acordo com a autoria, mas pode-se ter: salsinha, coentro, cominho, orégano, especiarias, alho em flocos (ou fresco), cebola em flocos (ou fresca), páprica, sal e algum meio líquido, quando fresco.

Características: é um molho preparado com uma combinação de ervas e especiarias usado principalmente para carnes grelhadas. Ele lembra o nosso vinagrete (molho à campanha) utilizado no churrasco, mas um pouco mais complexo. Existe a versão verde (chimichurri verde) e a versão vermelha (chimichurri rojo) que acrescenta pimentões vermelhos assados. As versões mais tradicionais são as do chimichurri argentino e do chimichurri uruguaio.

Uso na Gastronomia: é utilizado em carnes, aves, peixes e vegetais na churrasqueira, podendo se estender o uso para saladas, tortas etc. Pode-se preparar o chimichurri com os ingredientes preferidos (frescos ou secos) ou pode-se adquirir o tempero seco nos mercados.

Categoria:  Aromáticos, Condimentos, Acompanhamento/Guarnição,

Especificação: Cozinha Brasileira (Rio Grande do Sul), Cozinha Internacional (Argentina e Uruguai), Ervas e Especiarias, Molho,

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 6 porções

Dificuldade: Fácil

Chimichurri sobre a carne grelhada. Imagem Nadin sh por Pexels.

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de salsinha fresca, picadinha
  • 1/2 xícara de orégano seco
  • 2 colheres (sopa) de pimenta calabresa
  • 2 pimentas dedo de moça, sem sementes, picadinha
  • 2 dentes de alho, picadinho
  • 2 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco
  • 1/2 xícara de azeite
  • 1/2 xícara de água filtrada

Modo de Preparo:

Misture bem todos os ingredientes em um recipiente. Quando a parte líquida já estiver bem misturada aos ingredientes secos, tampe o recipiente e leve à geladeira para descansar. Deixe descansar, pelo menos, por uma hora antes de usar. Quanto mais tempo descansado, mais saboroso fica.

Dicas:

Pode ser armazenado em um pote hermético por até 10 dias na geladeira.


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