O Repolho Roxo Refogado com Vinho é uma receita regional do estado de Santa Catarina. É um prato agridoce e muito aromático. O repolho é refogado juntamente com uvas-passas, maçã, zimbro, vinho tinto, açúcar e vinagre. É um excelente acompanhamento para pratos com carne, principalmente suína, como por exemplo, o Eisbein – Joelho de Porco.

Repolho Roxo Refogado com Vinho

Categoria: Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Legumes, Frutas, Cozinha Brasileira (Santa Catarina)

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 2 a 3 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 dente de alho, cortado ao meio
  • 1/4 cebola, bem picada
  • 15 gramas de azeite
  • 30 gramas de uva-passa, sem semente
  • 1/4 maça, ralada
  • 150 gramas de repolho roxo, laminado
  • 1 baga de zimbro, amassada
  • 10 ml de vinho tinto seco
  • 1 pitada de açúcar
  • 7 ml de vinagre de vinho tinto
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto

Modo de Preparo:

Aqueça a panela e esfregue, no fundo, o dente de alho cortado ao meio. Na mesma panela, murche a cebola no azeite. Acrescente as uvas-passas e a maçã, refogue rapidamente e, em seguida, adicione o repolho e o zimbro. Regue com o vinho, deixe evaporar, e pulverize o açúcar. Regue com o vinagre e tempere com sal e pimenta-do-reino. Deixe cozinhar, em fogo alto, até secar os líquidos.

Dicas:

1. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA:

O Broto de Feijão, também conhecido como moyashi, é um alimento nutritivo, rico em vitaminas, minerais e proteína. Ele é um grande aliado para quem busca uma alimentação saudável, pois é pobre em calorias e gordura, e possui uma grande quantidade de nutrientes. O moyashi é muito utilizado na culinária oriental e pode ser usado em sopas, panquecas salgadas, como acompanhamento de outros preparos e até em sobremesas. É muito fácil e rápido para cozinhar e depois é só aproveitar os nutrientes deste saboroso broto.

Moyashi Refogado

Categoria: acompanhamento/guarnição

Especificação: legumes

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 8 porções

Dificuldade: Fácil

Moyashi – Broto de Feijão in natura. Imagem de Public Domain Pictures por Pixabay

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de molho de soja (shoyu)
  • 3 colheres (sopa) de água
  • 2 colheres (sopa) de molho barbecue
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 500 gramas de moyashi (broto de feijão)
  • 1/2 xícara de cebolinha, cortada de 4 cm aproximadamente

Modo de Preparo:

Em uma tigela misture bem o molho de soja, a água e o molho barbecue. Reserve.

Aqueça o óleo em uma frigideira e acrescente o moyashi e a cebolinha. Deixe murchar um pouco, mexendo de vez em quando, em fogo médio. Regue com o molho reservado e deixe cozinhar por mais 5 minutos, até que o moyashi esteja bem macio.


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As Batatinhas com Ervas de Provença são cremosas por dentro e crocantes por fora, e as ervas dão um complemento com sabores florais a este delicioso prato. Pode ser servido como acompanhamento ou como petisco.

Batatinhas com Ervas de Provença

Categoria: acompanhamento/guarnição, petisco

Especificação: legumes

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 400 gramas de batatinhas pequenas (baby)
  • 2 colheres (chá) de sal
  • 1 colher (sopa) de ervas de Provença.
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • Azeite, o necessário

Modo de Preparo:

Cozinhe as batatinhas com casca, em água fervente por 15 minutos ou até ficar macia. Retire do fogo, escorra e deixe esfriar. Em uma tigelinha misture o sal com as ervas de Provença. Reserve.

Amasse delicadamente essas batatinhas com uma espátula até que tenham cerca de metade de sua espessura. Leve uma frigideira ao fogo, adicione um fio de azeite, uma colher de manteiga e metade das batatinhas. Salpique a mistura de sal com as ervas. Doure até que as batatas estejam douradas e crocantes, cerca de 3 minutos. Vire e repita o cozimento do outro lado. Retire. Adicione a outra metade das batatinhas e faça o mesmo procedimento.  

Amasse delicadamente com uma espátula. Imagem Adriana Tenchini.

Dicas:

1. Fervura é o método de cocção por calor úmido que consiste em cozinhar o alimento de forma lenta em um líquido fervente em ebulição (ferver) ou com temperaturas menores (fervura branda).


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O Antepasto de Vegetais com Ervas Finas é de fácil preparo. É só misturar os ingredientes, temperar com sal, orégano e ervas, regar com azeite e assar por 30 minutos. Ele pode ser servido como entrada, acompanhamento ou ainda como petisco, juntamente com pães ou torradas.

Antepasto de Vegetais com Ervas Finas

Categoria: couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanche, petiscos

Especificação: Salada de Legumes

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 abobrinha, cortada em cubos pequenos
  • 1 berinjela, cortada em cubos
  • 1 cebola, cortada em cubos
  • 1 colher (sopa) de ervas finas
  • 1 colher (sopa) de páprica
  • Sal a gosto
  • 4 colheres (sopa) de azeite
  • Salsinha, a gosto

Modo de Preparo:

Em um tabuleiro disponha os legumes. Tempere com sal, o orégano e as ervas. Regue o azeite por cima. Cubra o tabuleiro com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC. Deixe cozinhar por aproximadamente 30 minutos. Retire o papel alumínio e verifique se os legumes estão cozidos, caso contrário, deixe mais um pouco no forno. Transfira os legumes para uma travessa de servir e finalize com salsinha.

Dicas:

1. Assar é o método de cocção por calor seco (sem gordura) podendo ter a utilização de vapor, em que o item é cozido em forno ou espeto, sobre fogo ou condução através de uma resistência.

2. É possível preparar este prato trocando ou adicionando legumes, tais como abóbora cabotiá, brócolis, cenoura, batatas, couve-flor etc.


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a Salada Alemã de Batata é um prato típico da Região Sul e, geralmente, acompanha a preparação do “Eisbein – Joelho de Porco”. A receita é simples: batatas cozidas com cebola, ovo cozido, sal, pimenta do reino e vinagre de vinho tinto.

Salada Alemã de Batata

Categoria: Entradas, Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Salada de Legumes, Batatas, Cozinha Brasileira (Região Sul – Paraná e Santa Catarina)

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 batatas médias
  • 1/2 cebola, em rodelas bem finas
  • 1 ovo, cozido
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 10 ml de vinagre de vinho tinto

Modo de Preparo:

Cozinhe as batatas sem descascar. Quando estiverem cozidas, mas não macias demais, escorra e espere amornar. Elimine a cascas das batatas e corte-as em rodelas, tomando cuidado para que não desmanchem. Regue as rodelas de cebola com água fervente para eliminar a acidez e deixe esfriar. Arrume a cebola e o ovo, cortado em rodelas, sobre as batatas. Tempere com sal e pimenta-do-reino e metade do vinagre. Agite ligeiramente para que o tempero seja absorvido por igual. Se necessário acerte o sal e acrescente mais vinagre. Mantenha na geladeira até o momento de servir.

Dicas:

1. Ferver é o método de cocção por calor úmido e consiste em cozinhar o alimento através de um líquido fervente em ebulição (100ºC). Pode ser iniciado a frio ou a quente, ou seja, o alimento é colocado na água fria até que atinja a fervura.


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A pimenta, ingrediente central deste molho, tem origem nas civilizações mesoamericanas, especialmente entre os povos astecas e maias, que já a utilizavam como condimento, conservante e até mesmo em rituais. Com o tempo, o cultivo e consumo da pimenta se espalharam pelo mundo, transformando-se em um dos temperos mais versáteis e apreciados da culinária global. Este Molho de Pimenta Caseiro é fácil de preparar e muito saboroso, pois combina o ardor característico da pimenta dedo de moça com o aroma das ervas e especiarias, resultando em novas camadas de sabor. É o acompanhamento ideal para dar intensidade e personalidade às suas preparações. Experimente!

Molho de Pimenta Caseiro

Categoria: Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Molho frio, molho condimentar, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 400 ml – 26 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (15 ml): 9 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de vinagre branco
  • 1/2 xícara de água
  • 1/2 colher (sopa) de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 2 folhas de louro
  • 2 cravos da Índia
  • 1 canela em pau
  • 200 gramas de pimenta dedo de moça
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1/2 cebola cortada em meia lua fina
  • 1 pitada de sal
  • 1 dente de alho grande picadinho

Modo de Preparo:

Em uma panela, coloque o vinagre, a água, o açúcar, o sal, as folhas de louro, os cravos e a canela. Leve ao fogo médio e deixe ferver. Abaixe o fogo e cozinhe por mais 2 minutos. Transfira para uma vasilha e reserve. Lave e corte as pimentas ao meio, no sentido do comprimento. Com uma colher, retire e descarte as sementes. Corte as metades em tiras.

Na mesma panela (sem lavar), aqueça o azeite em fogo médio. Acrescente a cebola, tempere com uma pitada de sal e refogue por cerca de 3 minutos, até murchar. Adicione o alho e mexa por 1 minuto. Junte a pimenta e refogue por mais 2 minutos para liberar aroma e sabor.

Coe o líquido reservado (retirando louro, cravos e canela) e despeje na panela. Cozinhe em fogo baixo por cerca de 10 minutos, até a pimenta ficar macia. Desligue o fogo e deixe amornar. Bata no liquidificador até triturar bem. Atenção: cuidado ao abrir a tampa, pois o vapor pode arder os olhos.

Sobre uma tigela, passe o molho batido por uma peneira fina, raspando bem para extrair todo o líquido. Deixe esfriar. Transfira para um pote de vidro esterilizado, tampe e mantenha na geladeira por até 1 mês.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: Embora os molhos emulsionados ou condimentares sejam, em geral, porcionados entre 30 ml, este preparo constitui uma exceção técnica dentro da categoria. Por se tratar de um molho de pimenta concentrado, com alto teor de ardor e intensidade aromática, seu uso é pontual e controlado, tendo como função principal realçar e finalizar preparações, e não atuar como base ou cobertura. Dessa forma, a porção indicada é de 15 ml por pessoa, quantidade suficiente para entregar sabor, picância e aroma sem dominar o prato ou comprometer o equilíbrio sensorial da refeição. Essa diferenciação reforça que, mesmo dentro de uma mesma classificação, a intensidade e a função culinária do molho determinam a porção mais adequada. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

1. Segurança no manuseio: Para evitar acidentes com dedos apimentados nos olhos, passe óleo ou azeite nas mãos antes de cortar as pimentas. Em seguida, lave bem com sabonete. A capsaicina, substância responsável pelo ardor, é lipossolúvel[1], por isso a gordura ajuda a proteger a pele.

2. Intensidade de ardor: Se desejar um molho mais picante, mantenha parte das sementes ou acrescente pimentas mais fortes, como malagueta ou cumari, em pequena quantidade.

3. Combinações culinárias: Este molho é versátil e pode ser usado para realçar carnes grelhadas, frutos do mar, feijoadas, sanduíches e até mesmo petiscos simples, como batatas fritas e mandioca.

4. Curiosidade: A pimenta dedo de moça é uma das mais cultivadas no Brasil e tem ardor moderado, variando entre 30.000 e 50.000 unidades na escala Scoville. Além do sabor característico, é rica em vitamina C e antioxidantes.

5. Conservação e maturação: Após alguns dias na geladeira, o molho tende a ganhar ainda mais sabor, já que os ingredientes continuam liberando seus aromas no líquido.


[1] Lipossolúvel – substância que se dissolve em gorduras e óleos.


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O Molho Maionese é um molho frio, condimentado e emulsionado, preparado a partir da combinação de ovos, óleo vegetal e um elemento ácido, como vinagre ou suco de limão. Trata-se de uma emulsão clássica, ou seja, a união estável entre dois líquidos naturalmente imiscíveis. Para que essa emulsão se mantenha homogênea ao longo do tempo, é indispensável a presença de um agente emulsionante, função desempenhada principalmente pela gema do ovo e, em algumas variações, pela mostarda.

A origem da maionese é envolta em controvérsias históricas. A versão mais difundida atribui sua criação à França, em 1756, quando o cozinheiro do Duque de Richelieu teria improvisado um molho à base de ovos e azeite durante a ocupação do porto de Mahón, na ilha espanhola de Minorca, batizando-o de “mahonese” em referência à vitória militar. Já a versão espanhola defende que o molho já fazia parte da culinária local das Ilhas Baleares, sendo posteriormente apropriado e difundido pela cozinha francesa. Há ainda teorias que relacionam a maionese ao aioli, preparação ancestral de alho e óleo conhecida desde a Antiguidade e mencionada por Plínio, o Velho, no século I.

Imagem Adriana Tenchini

Independentemente de sua verdadeira origem, a maionese ganhou refinamento técnico na culinária francesa a partir do trabalho de Marie-Antoine Carême (1784–1833), que tornou o molho mais leve ao substituir o azeite por óleos de sabor neutro e utilizar apenas gemas, facilitando a emulsificação. No início do século XX, a maionese consolidou-se como produto industrializado com a fundação da Hellmann’s, em 1912, nos Estados Unidos, tornando-se um dos molhos mais difundidos da gastronomia mundial.

Versátil e amplamente utilizada, a maionese pode acompanhar sanduíches, saladas, vegetais, carnes frias, massas, tortas salgadas e diversas preparações contemporâneas.

Receita – Maionese Caseira

Categoria:  Couvert, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: Molho frio, molho condimentar, molho emulsionado, cozinha Internacional (França e Espanha), vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 360 gramas – 12 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (30 g): 215 kcal

Maionese. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 2 ovos
  • 1 colher (sopa) de suco de limão
  • Óleo de soja, o suficiente para dar o ponto de creme (+ ou – 250 ml)
  • 1 colher (chá) de sal

Modo de Preparo:

Coloque os ovos e o suco de limão no copo do liquidificador. Bata em velocidade média e, sem interromper o funcionamento, despeje o óleo em fio, lentamente, até que a mistura emulsione e adquira textura cremosa. Desligue o liquidificador, transfira a maionese para um recipiente hermético, acrescente o sal e misture delicadamente. Leve à geladeira antes de servir.

Validade: até 5 dias sob refrigeração, em recipiente bem fechado.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se a molho emulsionado ou condimentar, utilizado como acompanhamento ou base de preparações. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

1. Dicas de consumo:

  • Ideal para sanduíches, hambúrgueres artesanais e wraps.
  • Pode ser utilizada como base para molhos derivados, como maionese de ervas, de alho, de mostarda ou rosé.
  • Combina muito bem com saladas de batata, legumes cozidos, ovos e carnes frias.

2. Dicas técnicas:

  • Utilize ovos em temperatura ambiente para facilitar a emulsificação.
  • Caso a maionese talhe, bata uma gema nova em outro recipiente e incorpore lentamente a maionese talhada.
  • Para um sabor mais neutro, prefira óleos refinados. Para versões mais intensas, parte do óleo pode ser substituída por azeite suave.

3. Curiosidades:

  • É um dos molhos-base mais utilizados para a criação de variações modernas e contemporâneas.
  • A maionese é considerada um dos principais exemplos clássicos de emulsão na gastronomia.
  • O nome “maionese” foi oficialmente consolidado na França apenas no século XIX.

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O Papo de Anjo é uma das sobremesas portuguesas mais tradicionais, remanescente da doçaria conventual dos séculos XVII e XVIII. Nessa época, freiras e monges utilizavam grandes quantidades de gemas, aproveitando as claras que eram empregadas para engomar tecidos ou filtrar vinhos. Dessa combinação de técnica e criatividade surgiram vários doces icônicos, e o Papo de Anjo é um deles, conhecido pela textura delicada e pelo perfume característico da calda aromatizada.

Ao chegar ao Brasil, essa sobremesa encontrou espaço em regiões com forte herança luso-brasileira, especialmente no Sul e Sudeste, e em estados de tradição colonial, como Minas Gerais. Nessas localidades, a doçaria portuguesa foi preservada com carinho, fazendo com que o Papo de Anjo permanecesse presente em confeitarias, cozinhas familiares e mesas festivas. Ainda que não seja considerado um doce típico de uma região específica do país, ele integra o repertório tradicional brasileiro herdado de Portugal.

Papo de Anjo

Categoria: Café da manhã e lanches, Sobremesas

Especificação: Creme, sobremesa clássica, cozinha internacional (Portugal), vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 3 porções (equivalente a aproximadamente 2 unidades por pessoa)

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (2 unidades): 540 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 6 gemas, peneiradas
  • Manteiga amolecida (para untar)
  • 250 gramas de açúcar refinado
  • 200 ml água
  • 1 fava de baunilha
  • 3 gotas de essência de amêndoas
  • 50 gramas de amêndoas laminadas

Modo de Preparo:

Bata as gemas na batedeira até ficarem claras, fofas e bem aumentadas de volume. Unte pequenas forminhas de empada com a manteiga e preencha-as com as gemas batidas, sem encher completamente. Leve ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 15 minutos, até firmarem levemente sem dourar.

Em uma panela, prepare uma calda rala com o açúcar e a água. Abra a fava de baunilha no sentido do comprimento, raspando as sementes para a panela. Acrescente também a essência de amêndoas.

Retire os papos de anjo do forno e mergulhe-os ainda mornos na calda perfumada. Deixe esfriar dentro da própria calda para absorver o sabor. Sirva com as amêndoas laminadas por cima.

Toques finais e sugestões

  • Ficam perfeitos servidos gelados, especialmente após refeições mais robustas.
  • Para uma finalização tradicional, deixe os papos de anjo escorrerem em uma peneira e passe cada unidade no açúcar refinado, criando uma camada fina e brilhante.
  • A essência de baunilha pode substituir a fava, caso seja a opção disponível.

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FONTE IMAGEM CAPA:

Os Ovos Nevados, conhecidos em francês como Île Flottante, são uma sobremesa clássica da confeitaria francesa que remonta ao século XVIII. Seu nome faz referência direta ao visual do prato: porções leves de merengue cozido, que flutuam sobre um delicado creme inglês, lembrando pequenas “ilhas” repousando sobre um mar de baunilha.

Essa preparação faz parte do repertório tradicional das sobremesas europeias baseadas em ovos, muito apreciada nos salões e cafés franceses ao longo dos séculos, mantendo-se até hoje como um ícone da confeitaria clássica.

Ovos Nevados – Ilê Flotante

Categoria: Sobremesas

Especificação: Creme, Sobremesa gelada, Sobremesa com Base em Creme, Sobremesa Clássica, Cozinha Internacional (França), vegetariana, sem glúten

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 taça de sobremesa – 200g): 268 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Para o creme inglês

  • 4 gemas, peneiradas
  • 3 colheres (sopa) açúcar refinado
  • 300 ml leite
  • 1 fava de baunilha

Para os merengues – ovos nevados

  • 2 claras
  • 1 pitada de cremor de tártaro
  • 115 gramas de açúcar refinado

Para o caramelo – decoraração

  • 150 gramas de açúcar refinado
  • 50 ml de água

Modo de Preparo:

Creme inglês

Em uma panela, misture as gemas, o açúcar, o leite e as sementes da fava de baunilha. Cozinhe em fogo baixo, mexendo continuamente com um fouet, até obter um creme liso e levemente espesso, sem deixar ferver. Transfira para uma tigela e leve à geladeira para resfriar.

Merengue

Bata as claras em neve até atingir pico firme. Adicione o cremor de tártaro[1] e, em seguida, acrescente o açúcar aos poucos, batendo até obter um merengue brilhante e consistente. Com duas colheres, molde quenelles[2] de merengue. Cozinhe as porções em água fervente por 2 a 3 minutos, virando delicadamente para cozinhar por igual. Retire com cuidado e disponha sobre papel-toalha para escorrer.

Caramelo

Em uma panela pequena, misture o açúcar e a água. Leve ao fogo sem mexer até atingir cor âmbar. Utilize imediatamente ou mantenha em banho-maria aquecido. Modele fios ou arabescos para decorar.

Montagem

Disponha o creme inglês gelado no fundo do prato ou taça. Coloque os merengues por cima. Finalize com o caramelo em fios ou arabescos.


Toques finais e sugestões:

1. Dicas de consumo:

  • Sirva bem gelado para realçar a leveza do merengue.
  • A sobremesa pode ser montada minutos antes de servir para manter o contraste entre texturas.
  • Se quiser, aromatize o creme inglês com casca de limão-siciliano ou laranja.

2. Curiosidades:

  • A versão clássica utiliza baunilha natural, mas variações modernas incluem essência de baunilha, café, pistache e até caldas de frutas.
  • A Île Flottante aparece em diversos livros de culinária francesa desde o século XVIII, sendo considerada uma das sobremesas mais elegantes e refinadas da época.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Chá de Alecrim é conhecido pelo seu aroma e sabor. Mas também é rico em diferentes propriedades terapêuticas. O chá tem uma grande ação antioxidante, digestiva, anti-inflamatória, antisséptico, depurativo, antibiótico, diurético e antiespasmódico. Por isso, o chá é muito indicado para fortalecer a imunidade, além de uma série de benefícios: melhorar a digestão, atuar como antioxidante, aliviar a dor, melhorar a circulação sanguínea, proteger o fígado, diminuir a retenção de líquidos, combater o cansaço mental, melhorar a memória, atuar como descongestionante, ajudar no combate ao estresse e a ansiedade.

Nota: Não é recomendado para gestantes, lactantes, crianças menores de 12 anos. As pessoas com doenças no fígado, epilepsia ou que usam remédios anticoagulantes, diuréticos a anti-hipertensivos, devem consultar o médico antes de usar o chá de alecrim como remédio caseiro.

Chá de Alecrim

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches

Especificação: Infusão, Ervas Aromáticas

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 1 porção

Dificuldade: Fácil

Chá de Alecrim. Imagem Freepik.

Ingredientes:

  • 1 xícara de água filtrada
  • 1 ramo de alecrim fresco
  • Sumo de ½ limão (opcional)

Modo de Preparo:

Leve a água ao fogo. Quando ferver, desligue, coloque o alecrim, tampe a panela e deixe repousar por 5 a 10 minutos. Coe e adicione o sumo de limão. Prontinho! Beber 2 a 3 vezes ao dia.

Quer saber quais são os benefícios nutricionais do Alecrim? Acesse.


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O Chá de Tomilho é ótimo para aumentar a imunidade porque tem ação bactericida, sedativa e propriedades antissépticas para tratar infecções, fungos e outros micro-organismos. O tomilho por ter componentes que atuam como calmantes do sistema nervoso, ajuda os indivíduos que sofrem de estresse, ansiedade e depressão. As propriedades do tomilho ainda incluem sua ação expectorante, antisséptica, antibacteriana, estimulante e tônica, auxiliando no tratamento de asma, bronquite, catarro, gripe e resfriado. O uso externo do chá de tomilho é conhecido em tratamento antiacne e contra a queda de cabelos.

Nota: Não é recomendado para gestantes, lactantes, crianças menores de seis anos e indivíduos no período pós-cirúrgico. O ideal é não passar de três xícaras de chá por dia.

Chá de Tomilho

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, infusão, ervas aromáticas, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Chá de Tomilho. Imagem de Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 litro de água
  • 2 ramos de tomilho fresco ou 1 colher (sopa) de tomilho seco

Modo de Preparo:

Leve a água ao fogo até iniciar fervura. Desligue o fogo, adicione o tomilho, tampe a panela e deixe repousar por 5 a 10 minutos. Coe e sirva. Consuma preferencialmente uma xícara após o almoço ou após o jantar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de consumo: Este chá pode ser degustado quente ou morno. Para realçar o aroma e as propriedades digestivas, você pode adicionar 2 rodelas de limão, 1 pau de canela ou um fio de mel.

2. Curiosidades: O tomilho é usado há séculos na medicina tradicional mediterrânea, sendo considerado um tônico natural para o sistema respiratório.

Quer saber quais são os benefícios nutricionais do Tomilho? Acesse.


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Os Croutons surgiram na culinária europeia como uma forma prática e saborosa de aproveitar pães amanhecidos. Pequenos cubos de pão tostados em gordura, tradicionalmente manteiga, azeite ou óleo, passaram a ser usados como guarnição para sopas, caldos, saladas e até pratos gratinados. Sua textura crocante acrescenta contraste e realça aromas, valorizando preparações simples e elaboradas. Hoje são presença constante tanto na cozinha caseira quanto na gastronomia profissional.

Croutons

Categoria:  Couvert, entradas, acompanhamento/guarnição

Especificação: Preparação derivada de pão, cozinha internacional (Europa), vegetariana, sem lactose

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 180 g – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (30 g): 82 kcal

Croutons. Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 6 fatias de pão de forma, cortado em cubinhos
  • Ervas finas ou ervas da Provença (opcional)

Modo de Preparo:

Aqueça o azeite em uma frigideira larga. Adicione os cubinhos de pão e salteie, mexendo sempre, até dourarem por igual. Acrescente as ervas, se desejar. Cozinhe até que os cubinhos fiquem crocantes por fora e levemente macios por dentro.

Toques finais e sugestões

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar.

1. Dicas de consumo: Ideal para finalizar sopas cremosas, caldos, saladas verdes e pratos gratinados. Para um sabor mais acentuado, adicione alho picado ou manteiga ao final do preparo.

2. Curiosidades: Na França, crouton significa simplesmente “pequeno pedaço de pão torrado”, e a técnica clássica costuma empregar manteiga clarificada para intensificar o sabor.


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