O leite vegetal é uma excelente alternativa ao leite de origem animal, ideal para pessoas com intolerância à lactose, alergias ou que seguem uma alimentação vegana. Entre as opções disponíveis, o leite de soja é um dos mais populares por seu custo acessível, versatilidade e valor nutricional. Rico em proteínas e fibras, com baixo índice glicêmico e zero colesterol, ele pode ser utilizado em bebidas, doces, molhos, pães e até como base para o tofu, o queijo vegetal tradicional da culinária asiática.

Leite de Soja

Categoria: Bebidas, café da manhã e lanches

Especificação: Bebida não alcoólica, leite vegetal, leguminosas, vegana, vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré preparo: 12 a 24 horas

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 1 litro

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 copo americano – 200 ml): 70 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

1ª Etapa: Hidratação

  • 1 xícara de grãos de soja
  • Água, o suficiente para cobrir os grãos
  • Pote com tampa

2ª Etapa: Preparação do Leite

  • Soja hidratada na etapa anterior
  • 4 xícaras de água mineral ou filtrada
  • 1 colher (chá) de ácido lático[1] (opcional)

[1] Nos laticínios de origem animal tem uma grande produção de ácido lático. No de origem vegetal, nem tanto. O ácido lático dará o gostinho de laticínios e serve como conservante natural.

Modo de Preparo:

1ª Etapa: Hidratação

Lave bem os grãos de soja e coloque em um pote com tampa. Cubra com água e deixe de molho na geladeira por 12 a 24 horas. Após esse tempo, descarte a água do molho e lave novamente os grãos em água corrente.

2ª Etapa: Preparação do Leite

Transfira a soja hidratada para o liquidificador. Adicione as 4 xícaras de água filtrada e o ácido lático dissolvido em um pouco de água (se for utilizar). Bata em alta velocidade por 2 minutos, até obter uma mistura homogênea e esbranquiçada, semelhante ao leite. Coe utilizando um pano de prato limpo ou um coador de voal. Esprema bem para extrair o máximo de líquido. Reserve os resíduos (okara) para outras receitas.

Despeje o leite coado em uma panela e leve ao fogo médio. Cozinhe por 15 a 20 minutos após levantar fervura, mexendo sempre para evitar que grude no fundo. É normal formar espuma, retire com uma colher, se desejar. Deixe esfriar e armazene em um recipiente de vidro limpo e com tampa. Conserve na geladeira por até 5 dias.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de Consumo

  • Use no preparo de smoothies, cafés, cappuccinos, chocolates quentes ou puro com frutas.
  • Substitua o leite de vaca em bolos, tortas, mousses, panquecas e cremes.
  • É o ingrediente base para o preparo do tofu (queijo vegetal).
  • Excelente opção para molhos como o bechamel vegano.
  • Pode ser congelado por até 3 meses. Congele em porções pequenas e descongele somente a quantidade necessária.

Curiosidades

  • A soja é uma leguminosa originária do Leste Asiático e tem sido usada há milênios na alimentação humana.
  • O resíduo da produção do leite de soja é conhecido como okara e pode ser reaproveitado em pães, bolinhos, hambúrgueres vegetais, farofas e até doces.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O bobó é uma das preparações mais representativas da gastronomia baiana e tornou-se, ao longo do tempo, um prato reconhecido e apreciado em diferentes regiões do Brasil. Sua formação está relacionada à presença africana na construção da cozinha brasileira, especialmente à utilização de ingredientes e saberes trazidos pelos povos africanos escravizados. No Brasil, essa tradição encontrou os ingredientes, saberes e modos de fazer dos povos indígenas, estabelecendo um processo de intercâmbio que contribuiu para a formação do bobó como o conhecemos atualmente. A mandioca, ingrediente fundamental na alimentação indígena e posteriormente incorporada a inúmeras preparações brasileiras, passou a ocupar lugar de destaque na composição do prato, enquanto o leite de coco, o azeite de dendê e os temperos característicos reforçaram sua identidade baiana.

Tradicionalmente associado ao camarão, o bobó apresenta como característica marcante a combinação de um creme de mandioca com leite de coco, azeite de dendê e temperos, formando uma preparação de textura cremosa e sabor marcante. Sua trajetória também demonstra como a cozinha brasileira é resultado de encontros culturais, adaptações e transformações que acontecem ao longo do tempo, sem que necessariamente se perca a identidade da preparação.

Nesta versão, o camarão é substituído pelo cogumelo hiratake salmão, escolhido por sua coloração, textura delicada e capacidade de absorver os sabores dos demais ingredientes. A substituição transforma o prato em uma opção vegetariana, mantendo elementos fundamentais que permitem reconhecer sua matriz culinária: a mandioca, o leite de coco, o azeite de dendê e os temperos que remetem à tradição baiana. Outros cogumelos, como shimeji ou cogumelo Paris, também podem ser utilizados, criando novas possibilidades de textura e sabor.

Essa releitura representa um dos caminhos da gastronomia brasileira contemporânea: acompanhar novas tendências alimentares, ampliar o uso de ingredientes de origem vegetal e propor substituições para ingredientes tradicionalmente utilizados, sem abandonar as referências culturais que dão identidade ao prato. Assim, a cozinha brasileira permanece dinâmica e capaz de dialogar com mudanças nos hábitos alimentares e com a valorização de preparações sem carne, preservando, ao mesmo tempo, suas raízes, seus ingredientes e seus saberes tradicionais.

Bobó de Cogumelo Hiratake Salmão

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal, petiscos

Especificação: Cogumelos, legumes, cozinha brasileira (Bahia, variação vegetariana), sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana

Tempo de Preparo: 55 minutos

Rendimento: 1250 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 170 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 500 g de mandioca, descascada e cortada em pedaços médios
  • 300 g de cogumelo hiratake salmão
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 cebola média, picada em brunoise
  • 3 dentes de alho, picados
  • 200 g de tomate, picado em brunoise
  • 200 ml de leite de coco
  • 1 colher (sopa) de azeite de dendê
  • 4 ramos de coentro, picados
Cogumelo Hiratake Salmão. Imagem Adriana Tenchini.

Modo de Preparo:

1. Cozimento da mandioca

Descasque a mandioca, lave-a em água corrente e corte em pedaços médios. Coloque-a em uma panela de pressão e cubra com água, deixando aproximadamente dois dedos de água acima da mandioca. Tampe a panela e leve ao fogo médio. Depois que atingir pressão, cozinhe por aproximadamente 30 minutos, ou até que a mandioca esteja muito macia. Desligue o fogo e aguarde a saída natural da pressão. Escorra bem a mandioca, retire as fibras centrais, quando presentes, e amasse-a ainda quente até obter um purê homogêneo. Reserve.

2. Preparo dos cogumelos

Retire a parte mais firme do caule dos cogumelos, separando as pétalas. Limpe delicadamente com um pano ou papel toalha levemente úmido. Aqueça uma panela e refogue a cebola e o alho no azeite de oliva. Acrescente os cogumelos e salteie até que estejam levemente dourados e tenham perdido parte da umidade. Junte o tomate e cozinhe por aproximadamente 2 minutos, apenas até começar a amaciar.

3. Finalização

Acrescente o purê de mandioca à panela e misture bem aos cogumelos e ao refogado. Adicione o leite de coco e o azeite de dendê. Misture delicadamente e cozinhe em fogo baixo até que todos os ingredientes estejam incorporados e o bobó adquira uma consistência cremosa.

Acrescente o coentro e ajuste o sal. Se necessário, adicione pequenas quantidades de água quente até alcançar a textura desejada. O bobó deve apresentar consistência cremosa e homogênea, suficientemente fluida para ser servido, mas sem ficar líquido.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os capítulos iniciais da Parte 3, intitulados ‘A Composição do Almoço e do Jantar’ e ‘A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas de Consumo:

  • Para servir como entrada, acomode o bobó em uma pequena cumbuca, prato fundo ou louça individual.
  • Como acompanhamento, pode ser servido em menor quantidade ao lado de preparações grelhadas, assadas ou de outros pratos de inspiração brasileira.
  • Como prato principal, a porção pode ser ampliada e acompanhada de arroz branco, arroz de coco ou farofa.
  • Como petisco, sirva o bobó em pequenas porções individuais, em cumbucas ou copinhos, podendo acompanhá-lo de chips de mandioca ou outros elementos crocantes para criar contraste de texturas.
  • Sirva o bobó bem quente, para valorizar os aromas do leite de coco, do dendê, do coentro e dos cogumelos.
  • Caso seja necessário reaquecer, faça-o em fogo baixo e acrescente pequena quantidade de água ou leite de coco para recuperar a cremosidade.
  • O hiratake salmão pode ser substituído por shimeji, cogumelo Paris ou outra variedade de cogumelo de boa textura.
  • Finalize com algumas folhas frescas de coentro e um pequeno fio de azeite de dendê no momento de servir. Para uma apresentação contemporânea, utilize uma louça de cor neutra e disponha o bobó de maneira que parte dos cogumelos permaneça visível na superfície, valorizando visualmente o ingrediente que substitui o camarão.
Bobó de Cogumelo Hiratake Salmão servido como entrada. Imagem Adriana Tenchini.

3. Curiosidades:

  • O cogumelo hiratake salmão destaca-se pela coloração característica e pela formação de delicadas pétalas, que também contribuem para a apresentação do prato.
  • O bobó é fortemente associado à gastronomia da Bahia, mas sua formação está relacionada ao encontro de diferentes matrizes culturais que participaram da construção da cozinha brasileira. Para saber mais leia o capítulo “A Construção da Culinária Brasileira”.
  • A mandioca ocupa papel fundamental na alimentação brasileira e possui origem indígena, tendo sido incorporada a inúmeras preparações ao longo da história.
  • O azeite de dendê e o leite de coco contribuem para a identidade sensorial de diversas preparações da culinária baiana.
  • A substituição do camarão por cogumelos demonstra como uma preparação tradicional pode ser reinterpretada a partir de novos hábitos alimentares sem abandonar seus principais elementos culturais.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

O pastel crocante de carne e batata é uma daquelas receitas que atravessam gerações, carregando memória afetiva, tradição e muito sabor em cada mordida. Esta receita tem um significado muito especial para mim, pois remete às lembranças da minha mãe, que sempre preparava pasteizinhos para as festas da família ou quando queríamos saborear algo diferente em casa. Ainda me recordo dela dizendo: “O segredo para o pastelzinho ficar crocante e cheio de bolinhas é colocar cachaça ou álcool na massa”.

Ela costumava preparar duas versões que faziam sucesso entre crianças e adultos: os pasteizinhos recheados com carne moída e batata, e os de banana, que depois de fritos eram envolvidos em açúcar e canela. Eram receitas simples, mas carregadas de carinho, tradição e sabor.

Além da memória afetiva, o pastel ocupa um lugar de destaque na culinária brasileira. Embora seja considerado um dos maiores símbolos da comida popular nacional, sua história está relacionada às adaptações culinárias desenvolvidas por imigrantes chineses e japoneses que chegaram ao Brasil durante o século XX. Inspirado em preparações orientais semelhantes, o pastel foi ganhando identidade própria, incorporando ingredientes locais e se transformando em um dos alimentos mais populares do país. Embora consumido em todo o Brasil, o pastel moderno tem forte ligação histórica com as feiras livres paulistas, onde se popularizou e ganhou as características que o tornaram um dos maiores símbolos da culinária brasileira.

Presente em feiras livres, lanchonetes, bares e reuniões familiares, o pastel conquistou os brasileiros pela combinação irresistível de massa fina, crocante e dourada com recheios variados. Nesta versão, o tradicional recheio de carne moída e batata traz o sabor das receitas caseiras que marcaram muitas gerações.

Pastel Frito Caseiro

Categoria: Entradas, café da manhã, lanches, petisco, acompanhamento/guarnição

Especificação: Salgados, pastel, comida de boteco, sem lactose, cozinha brasileira (São Paulo)

Tempo de Preparo: 1 hora (incluindo descanso da massa)

Rendimento: 900 gramas – 30 pastéis (com 30 g cada) – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (3 unidades – 90 g): 198 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

Massa:

  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 1 colher (sopa) de cachaça ou álcool
  • 1 gema de ovo
  • 1 colher (chá) de sal
  • Água filtrada, se necessário

Recheio de carne e batata:

  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 1 cebola pequena picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 300 g de carne bovina moída
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 240 g de batata inglesa descascada e cortada em cubos pequenos
  • 60 ml de água
  • Salsa e cebolinha picadas a gosto

Modo de Preparo:

Massa:

Em uma tigela média, misture a farinha de trigo e o sal. Abra uma cavidade no centro e adicione o óleo, a cachaça e a gema. Misture inicialmente com uma colher e depois com a ponta dos dedos até formar uma farofa úmida. Acrescente pequenas quantidades de água filtrada somente se necessário, até obter uma massa homogênea.

Sove por alguns minutos até ficar lisa, macia e levemente brilhante. Cubra com um pano limpo ou plástico culinário e deixe descansar por 30 minutos.

Recheio de carne e batata:

Aqueça o óleo em uma panela média. Refogue a cebola até ficar transparente. Adicione o alho e refogue por alguns segundos. Acrescente a carne moída e cozinhe até perder completamente a cor rosada. Tempere com sal e pimenta do reino.

Adicione a batata cortada em cubos pequenos e misture bem. Acrescente a água e cozinhe em fogo baixo, com a panela parcialmente tampada. Cozinhe até a batata ficar macia e o líquido evaporar completamente. Finalize com salsa e cebolinha. Transfira para uma travessa e deixe esfriar completamente antes de utilizar.

Montagem e Fritura:

Abra a massa sobre superfície levemente enfarinhada até ficar bem fina. Com um aro redondo ou copo largo, corte discos de aproximadamente 8 cm de diâmetro. Distribua cerca de 20 g de recheio em cada disco. Dobre formando meias-luas. Pressione as bordas com os dedos e finalize a vedação utilizando um garfo. Disponha os pastéis sobre uma superfície enfarinhada sem sobreposição.

Aqueça o óleo entre 170 °C e 180 °C. Frite os pastéis em pequenas quantidades até dourarem. Durante a fritura, regue óleo quente sobre a superfície dos pastéis para favorecer a formação das características bolhas crocantes. Retire e escorra sobre papel absorvente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: Esta receita foi ajustada considerando a categoria entradas e petiscos. A porção de 3 unidades por pessoa segue como referência para consumo moderado, podendo variar conforme o contexto da refeição. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de preparo e consumo:

  • Evite recheios excessivamente úmidos para não comprometer a vedação da massa.
  • O pastel pode ser servido como petisco, entrada, lanche ou acompanhamento.
  • A receita permite inúmeras variações de recheio, como frango desfiado, queijo, palmito, camarão, cogumelos, carne vegetal ou jaca temperada.
  • Para congelar, distribua os pastéis crus em uma assadeira sem sobreposição. Após congelados, transfira para embalagens adequadas e mantenha sob congelamento por até 3 meses.
  • Para preparar a tradicional versão doce, recheie os discos com banana madura picada ou levemente amassada. Após a fritura, passe os pastéis ainda quentes em uma mistura de açúcar e
Pastel com recheio de banana

3. Curiosidades:

  • A cachaça ou o álcool utilizado na massa evapora durante a fritura, favorecendo a formação das pequenas bolhas que deixam o pastel mais crocante.
  • O pastel brasileiro desenvolveu características próprias a partir da adaptação de preparações orientais trazidas por imigrantes asiáticos.
  • As feiras livres contribuíram decisivamente para a popularização do pastel em todas as regiões do Brasil.
  • A combinação de carne moída e batata está entre os recheios caseiros mais tradicionais, proporcionando textura macia e sabor equilibrado. O pastel é um dos alimentos mais populares em feiras livres no Brasil, sendo símbolo da comida de rua nacional.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

A carne moída de soja, preparada a partir da proteína texturizada de soja (PTS), é uma alternativa prática, econômica e nutritiva à carne animal. Muito utilizada nas culinárias vegetariana e vegana, ela se destaca pela versatilidade e pela capacidade de absorver sabores, adaptando-se a diferentes preparações.

Apesar de seu grande potencial culinário, é comum que muitas pessoas rejeitem a PTS devido ao seu sabor residual característico. No entanto, quando corretamente hidratada e bem temperada, transforma-se em um ingrediente extremamente saboroso e agradável. Nesta receita, o processo de hidratação e lavagem é fundamental para neutralizar esse sabor, garantindo um resultado leve, aromático e equilibrado.

Além de ser servida como acompanhamento, essa preparação pode ser utilizada como base para diversos pratos, como molhos, recheios e preparações típicas do dia a dia, ampliando significativamente seu uso na cozinha.

Carne Moída de Soja

Categoria: acompanhamento/guarnição, prato principall

Especificação: leguminosas, recheio para salgado, vegana, vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 520 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (130 gramas): 78 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Hidratação da soja:

  • 1 xícara de proteína de soja granulada
  • 3 xícaras de água
  • 2 colheres (sopa) de vinagre ou suco de limão
  • 4 colheres (sopa) de molho de soja

Preparação da Carne Moída:

  • 2 dentes de alho picados
  • 1/2 cebola picada
  • 1/8 de pimentão verde picado (opcional)
  • 1/8 de pimentão amarelo picado (opcional)
  • 1 colher (sopa) de manteiga vegetal
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Hidratação da soja:

Em uma panela, coloque a proteína de soja, a água e o vinagre (ou suco de limão). Leve ao fogo médio até levantar fervura. Abaixe o fogo e cozinhe por mais 5 minutos. Escorra em uma peneira e lave bem em água corrente, esfregando com as mãos para remover o sabor residual. Esprema bem para retirar o excesso de água. Transfira para uma tigela e adicione o molho de soja. Deixe descansar por 5 minutos para absorção de sabor.

Preparação da Carne Moída:

Em uma frigideira, aqueça a manteiga vegetal e refogue o alho, a cebola e os pimentões até ficarem levemente dourados. Acrescente a proteína de soja hidratada. Refogue por cerca de 5 minutos, mexendo sempre. Ajuste o sal e finalize.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: esta receita foi dimensionada como prato principal, considerando a porção média de 130 g, conforme orientação do post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Essa preparação pode ser utilizada de diversas formas: como “carne moída” base, em molhos estilo bolonhesa ou como recheio de salgados. Também pode ser enriquecida com legumes, como batata inglesa cozida em cubos, cenoura ou ervilhas, tornando-se ainda mais nutritiva e completa.

3. Dicas de consumo:

  • Como acompanhamento, combina muito bem com arroz, feijão, purês e legumes salteados, compondo refeições equilibradas.
  • Pode ser utilizada como recheio para pastéis, tortas, panquecas e tapiocas.
  • Funciona perfeitamente como base para molhos, especialmente em preparações como lasanhas e massas.
  • Para um prato principal mais completo, sirva com grãos (arroz, quinoa) e vegetais variados.
  • Pode ser armazenada em geladeira por até 3 dias ou congelada por até 3 meses, facilitando o planejamento de refeições.
  • No capítulo “Salgadinhos e Petiscos”, você encontra a receita de Pastel Frito Caseiro, uma excelente sugestão para aplicar essa preparação como recheio.

4. Curiosidades:

  • Pode ser utilizada de diversas formas: carne moída, molho à bolonhesa ou ainda como recheio de salgados sem proteína animal. Se quiser, pode adicionar batata inglesa cozida em cubinhos.
  • A proteína texturizada de soja (PTS) é produzida a partir da farinha de soja desengordurada, sendo uma excelente fonte de proteína vegetal.
  • Quando bem hidratada e temperada, sua textura se aproxima da carne moída tradicional, o que a torna uma alternativa bastante utilizada em substituições culinárias.
  • O uso de ácido na hidratação, como vinagre ou limão, ajuda a reduzir o sabor residual característico da soja.
  • É um ingrediente amplamente utilizado em dietas vegetarianas e veganas devido ao seu bom custo-benefício e versatilidade culinária.

Quer aprender uma receita de massa de pastel frito caseiro? Acesse.

Pastel frito caseiro com recheio de carne moída de soja



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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

O suco verde de alho-poró é ótimo como depurativo[1] e emagrecedor. O alho-poró é conhecido por ter grande poder desintoxicante, combatendo a inflamação e os radicais livres. Também contribui para aumentar a imunidade e auxiliar no trato respiratório. Por causa de suas propriedades naturais antibacterianas alivia os sintomas de gripes e resfriados

Suco Verde de Alho Poró

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches,

Especificação: Ervas Aromáticas, Sucos

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de alho-poró picado
  • 1 folha de couve
  • Suco de um limão
  • 500 ml de água filtrada

Modo de Preparo:

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Coe e sirva. O ideal é tomar sem adoçar, mas se não gostar pode utilizar um adoçante.

Quer saber quais são os benefícios nutricionais do Alho Poró? Acesse.


[1] Depurativo – o que purifica o organismo, eliminando toxinas e resíduos.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de Estefane Santana por Pixabay

Este molho de carne de soja é um preparo vegetal quente, encorpado e aromático, elaborado com proteína de soja texturizada fina e molho de tomate. Trata-se de uma alternativa prática e saborosa aos molhos de carne tradicionais, muito utilizada para envolver massas, arroz, polenta, legumes grelhados ou compor pratos completos de base vegetal. Quando bem hidratada e temperada, a soja adquire textura macia e absorve intensamente os sabores do preparo.

Molho de Carne de Soja

Categoria: Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Molho quente, vegana, vegetariana, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 700 gramas – 7 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (100 g): 110 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de proteína de soja fina
  • 2 xícaras de água
  • 4 colheres (sopa) de molho de soja
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 cebola picada
  • 1 colher (sopa) de manteiga vegetal
  • 1 pacote de molho de tomate
  • 1 colher (chá) de tomilho
  • Sal a gosto
  • 10 folhas de manjericão rasgada

Modo de Preparo:

Leve a proteína de soja e a água ao fogo e ferva por 2 a 3 minutos. Escorra, lave em água corrente e esprema bem com as mãos para retirar o excesso de líquido. Coloque a soja hidratada em uma tigela, adicione o molho de soja e deixe descansar por cerca de 5 minutos.

Em uma frigideira ou panela larga, aqueça a manteiga vegetal e refogue a cebola até ficar translúcida. Acrescente o alho e refogue rapidamente. Junte a proteína de soja, o tomilho e refogue por alguns minutos, mexendo bem para incorporar os sabores. Acrescente o molho de tomate e cozinhe por aproximadamente 10 minutos, em fogo médio, até obter um molho encorpado e bem integrado. Finalize com o manjericão rasgado, ajuste o sal e desligue o fogo.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: É um molho de envolvimento, sendo indicado o uso de 100 g por pessoa, quantidade suficiente para envolver massas, arroz, polenta, legumes ou bowls, exercendo papel estrutural no prato. Para aprofundamento sobre composição de refeições e definição de porções no post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Sugestões de uso:

  • Ideal para massas curtas ou longas
  • Excelente com arroz branco ou integral
  • Pode ser servido com polenta cremosa
  • Funciona bem como base para lasanhas e escondidinhos vegetais

3. Curiosidades: A proteína de soja texturizada é um ingrediente amplamente utilizado na culinária vegetariana e vegana por sua versatilidade, capacidade de absorver temperos e bom teor proteico.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Já postei aqui uma receita de Bolinho de Chuva, receita da minha avó Cecília. Porém, atualmente me tornei intolerante à lactose e como estava com muita vontade de comer um bolinho de chuva, ajustei essa nova receita.

A origem do bolinho de chuva é portuguesa e se tornou popular no Brasil, da forma que conhecemos, a partir do século XIX. Antes deste período o trigo, chamado de “farinha do reino”, era um ingrediente caro, sendo substituído nas receitas por farinha de mandioca ou cará. O bolinho de chuva brasileiro é uma derivação da receita do Sonho de Natal português. A diferença é que na receita portuguesa, a farinha é cozida no tacho antes da fritura e no bolinho, a massa crua é levada diretamente à fritura.

Quanto ao nome da receita brasileira, diz a lenda que, no século XX as crianças estavam dentro de casa em uma tarde de temporal e estavam inquietas por não poderem sair para brincar. Como uma forma de mantê-los ocupados, prepararam os deliciosos quitutes que foram assim batizados de bolinhos de chuva, pois serem ideais para se comer nestes dias. O bolinho de chuva se popularizou no Brasil graças à Tia Nastácia – personagem de Monteiro Lobato no livro “Sítio do pica-pau amarelo” – que preparava essa iguaria.

Bolinho de Chuva Sem Lactose

Categoria: Confeitaria, Café da Manhã e Lanches,

Especificação: Bolinhos, Cozinha brasileira (Minas Gerais), Quitanda, Sem Lactose,

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 20 a 25 uindades

Dificuldade: Fácil

imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de açúcar
  • 1 ovo
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 xícara de água
  • 1 colher (sopa) de fermento químico
  • Óleo, o suficiente para fritar
  • Açúcar e canela em pó para envolvê-los

Modo de Preparo:

Misture o ovo com o açúcar até virar um creme. Acrescente a farinha peneirada e a água. Misture. Por último adicione o fermento. A massa fica cremosa. Em uma outra tigela misture açúcar com canela e reserve.

Em uma panela, coloque óleo suficiente para cobrir o bolinho. Esquente o óleo em fogo alto. Para saber se o óleo está quente, coloque um pouco de massa, se boiar, o óleo está bom. Frite em fogo baixo, senão o bolinho queima por fora e fica cru por dentro. Com uma colher, pegue a massa e coloque no óleo. O bolinho vira sozinho, assim que que estiver dourado. Retire com uma escumadeira e passe no açúcar misturado com canela.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O chá de cebolinha é uma infusão aromática conhecida por seus benefícios funcionais. A cebolinha contém antioxidantes naturais, vitaminas e compostos sulfurados que fortalecem a imunidade, auxiliam na saúde óssea, contribuem para a regulação do sono e reduzem o risco de doenças cardíacas. Também possui propriedades antimicrobianas e ação protetora para a visão.

Observação: Não há quantidade máxima definida para o consumo diário, porém, o chá não é recomendado para gestantes, lactantes, crianças menores de 12 anos e pessoas alérgicas à cebola.

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Chá de Cebolinha

Categoria: Bebidas, Café da manhã, lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, infusão, ervas aromáticas, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 3 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 3 xícaras (chá) de água
  • 1 xícara (chá) de cebolinha picada

Modo de Preparo:

Aqueça a água até levantar fervura. Desligue o fogo e acrescente a cebolinha. Abafe e deixe em infusão por 10 minutos. Coe e consuma em seguida.

Toques Finais e Sugestões:

1. Como consumir: O chá pode ser apreciado quente, morno ou frio. Ideal para manhãs ou noites em que se busca algo leve e funcional.

2. Variações: Pode ser combinado com hortelã ou gengibre para intensificar o aroma e os benefícios.

3. Curiosidade: A cebolinha, utilizada há milênios na Ásia e Europa, sempre foi associada a propriedades medicinales, especialmente na proteção contra infecções.

Quer saber quais são os benefícios nutricionais da Cebolinha? Acesse.


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Receita prática, deliciosa e fácil de fazer. Um ótimo acompanhamento. Sem amargar.

Farofa de Jiló

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Farofa,

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 2 a 3 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 4 jilós grandes
  • 500 ml de água
  • 2 colheres (sopa) de sal
  • 3 dentes de alho, em brunoisete
  • 1/2 cebola, em brunoise
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 colher (sopa) de colorau
  • 1 colher (sopa) de páprica doce
  • 1/2 colher (sopa) de pimenta calabresa (opcional)
  • 1/4 de xícara de água
  • 1 xícara de farinha de mandioca
  • Sal a gosto
  • Salsinha a gosto

Modo de Preparo:

Em uma tigela, adicione os jilós, a água e o sal e deixe de molho por uns 10 minutos. Passado o tempo, descarte a água e lave bem os jilós na água corrente. Este processo é necessário para tirar o seu amargor.

Em uma panela, doure a cebola, o alho no azeite. Adicione o colorau, a páprica doce e a pimenta calabresa, mexa por um minuto. Adicione o jiló e a água, cozinhe até ficar macio. Acrescente a farinha de mandioca. Apague o fogo e adicione a salsinha. Acerte o sal.

Dicas:

1. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.


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A salsinha é uma erva aromática amplamente utilizada desde a Antiguidade tanto na culinária quanto na medicina tradicional. Na forma de chá, suas folhas liberam compostos bioativos como flavonoides e antioxidantes, que historicamente são associados ao fortalecimento do sistema imunológico e ao apoio ao funcionamento dos rins e do trato urinário. É uma infusão simples, leve e aromática, tradicionalmente consumida para auxiliar na retenção de líquidos, na digestão e no bem-estar geral.

Importante: Consuma no máximo 3 xícaras ao dia. O chá de salsinha é contraindicado para gestantes.

Chá de Salsinha

Categoria: Bebidas, café da manhã, lanches

Especificação: Bebida quente, não alcoólica, infusão, ervas aromáticas, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: Uma porção

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 3 colheres (sopa) de salsinha fresca
  • 1 xícara de água

Modo de Preparo:

Aqueça a água até levantar fervura. Desligue o fogo, acrescente a salsinha e tampe a panela. Deixe em infusão por 10 minutos. Coe e consuma morno.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de Consumo:

  • A infusão fica mais aromática quando preparada com salsinha fresca.
  • Pode ser consumida pura ou acrescida de algumas gotas de limão.
  • Ideal para o período da manhã ou fim do dia, ajudando na hidratação e no bem-estar digestivo.

2. Observação importante sobre interações: Pessoas que fazem uso contínuo de anticoagulantes, diuréticos, medicações para hipertensão ou que tenham histórico de doença renal crônica devem evitar o consumo frequente do chá de salsinha sem orientação de um profissional de saúde. A erva possui compostos que podem potencializar o efeito diurético ou interferir na coagulação sanguínea. Em caso de dúvida, consulte um nutricionista ou médico antes de incluir o chá na rotina.

3. Curiosidade: Na Europa medieval, a salsinha era valorizada como erva medicinal e cultivada em hortos monásticos, sendo utilizada em infusões e remédios naturais.

Quer saber quais são os benefícios nutricionais da Salsinha? Acesse.


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Que tal preparar sua salsicha em casa e sem produtos de origem animal! É muito mais saudável. A salsicha industrializada é preparada com subprodutos de carnes de animais, uma mistura feita à base de cartilagens e outra partes como carcaças de aves, suínos e bovinos. Além disso, contém gorduras saturadas e aditivos químicos. Ah! E para os intolerantes à lactose, assim como eu, informo que as salsichas contêm lactose. Somente descobri após passar mal comendo um cachorro-quente que preparei em casa. Após pesquisar na internet o processo de preparação da salsicha me horrorizei pelos insumos utilizados e pela inclusão da lactose. É claro que cortei da minha dieta. Mas, como preparar um delicioso cachorro-quente sem a salsicha? Após alguns testes achei uma receita de salsicha vegana perfeita feita com grão de bico. Humm! Deliciosa.

Cachorro-quente com Salsinha de Grão de Bico

Categoria: Lanches,

Especificação: Sanduíches, leguminosas

Tempo de Pré-preparo: 12 horas

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 10 salsichas com 50 gramas cada

Dificuldade: Fácil

Not Dog com salsicha de grão de bico. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 2 xícaras de grão de bico cozido
  • 2 colheres (sopa) de molho de soja (shoyu)
  • 1 colher (chá) de páprica defumada
  • 1 colher (chá) de colorau
  • 1 colher (chá) alho desidratado
  • 1 colher (café) de pimenta do reino
  • 1 colher (café) de sal
  • 3/4 xícaras fécula de batata
  • Óleo vegetal ou azeite, o suficiente (para ajudar na modelagem das salsichas)
  • Azeite para grelhar as salsichas

Sanduíche

  • Pães de cachorro-quente
  • Milho verde, a gosto
  • Batata palha, a gosto

Modo de Preparo:

Coloque água em uma bowl e deixe o grão de bico de molho por 12 horas. Após este tempo, descarte a água e lave bem. Leve o grão de bico para uma panela de pressão e quando a panela começar a chiar, deixe cozinhar por 20 minutos.

Imagem Adriana Tenchini

Em um processador adicione duas xícaras de grão de bico cozido (ainda quente), o shoyu, a páprica defumada, o colorau, o alho desidratado, a pimenta do reino e o sal e processe. Prove, corrija o sal se necessário, adicione a fécula de batata e bata novamente, até formar uma pasta lisa e grossa.

Coloque a pasta em uma panela e leve ao fogo alto (para cozinhar a fécula de batata) por 3 a 5 minutos, até que desgrude do fundo. Reserve e deixe esfriar. O ponto é parecido com uma massinha de modelar.

Imagem Adriana Tenchini
Imagem Adriana Tenchini

Unte a mão com um pouco de óleo ou azeite, pegue um pouco da massa e modele no formato de salsicha. Para que fique todas iguais, pese cada pedaço de massa antes de modelar. Amasse na mão antes de moldar e pode utilizar uma tábua de carne, pressionando a massa cilindricamente. Caso a massa fique com rachaduras, ajuste com os dedos untados no óleo ou azeite. Ou amasse de novo até ficar lisinha.

Pronto! Agora pode usar a salsicha em sua receita preferida. Para utilizá-la em cachorro-quente, faça o seu molho preferido, acrescente as salsichas e deixe ferver com o molho por uns dois minutinhos.

Imagem Adriana Tenchini

Dicas:

1. A fécula de batatas pode ser substituída por farinha de trigo, amido de milho ou farinha de grão de bico.

2. Grelhar é o método de cocção por calor seco (sem gordura) e consiste em preparar os alimentos por exposição direta ao calor seco e forte, utilizando-se de grelha, chapa ou broiler.


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A receita que apresento neste post é uma versão vegana produzida com berinjela e leite de aveia. Saborosa, leve, prática e super-rápida. O Estrogonofe (strogonoff) é uma receita russa que se espalhou pelo mundo e se popularizou no Brasil nos anos 1970. A origem mais conhecida é que tenha sido criada por um chef francês que trabalhava para a família russa Strogonov por volta de 1700.

O prato era composto de carne cortada passada levemente na farinha, mostarda dijon, caldo de carne e um pouco de creme azedo. O arroz e os cogumelos foram incluídos quando o prato chegou na China. Na Rússia, o strogonoff é servido acompanhado de purê de batata. Aqui no Brasil foi adaptado como acompanhamento a batata palha.

Estrogonofe de Berinjela

Categoria: Prato Principal

Especificação: Legumes, cereais, Cozinha Russa (variação vegana)

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 6 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 kg de berinjela, em macedônia (cubos grossos)
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 2 dentes de alho, picadinhos
  • 1 cebola picada, em brunoise
  • 1 colher (chá) de colorau
  • 1 colher (chá) de páprica doce
  • 1 pitada de gengibre em pó
  • 1/2 xícara de água
  • 1 colher (chá) de sal
  • 300 g de molho tomate
  • 1 1/2 xícara de leite de aveia
  • Salsinha a gosto (opcional)

Modo de Preparo:

Leve ao fogo o azeite, o alho, a cebola, o colorau, a páprica e o gengibre. Refogue até dourar. Acrescente a berinjela, o molho de tomate, a água e o sal. Tampe e deixe cozinhar por 10 minutos. Adicione o leite de aveia. Deixe cozinhar por mais 2 minutos ou até engrossar o caldo. Ajuste o sal. Finalize salpicando salsinha.

Dicas:

1. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.

2. Leite de Aveia: A proporção é de 3×1. Três medidas de água para uma medida de aveia em flocos. O leite de aveia quando aquecido, engrossa. Desta forma, para preparar o leite de aveia utilize água gelada para evitar o engrossamento devido ao calor gerado pela liquefação. Após bater os ingredientes no liquidificador, coe no voal. O leite pode ser guardado em geladeira por até 3 dias. O resíduo pode ser usado em outras preparações, como bolos e biscoitos.  


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