A receita de hoje foi desenvolvida pela gastronomia molecular, uma das tendências gastronômicas contemporâneas. Mas, a receita também se encaixa em outra tendência contemporânea, o veganismo. Quer saber mais sobre o assunto? Leia o post “O Mercado Gastronômico”.

Caviar de Maracujá ou de Morango

Categoria: Sobremesa

Especificação: Gelatina vegana, Sobremesa Gelad, Sobremesa contemporânea

Rendimento: 50 gramas de caviar

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Imagem de Lounis Aissaoui por Pixabay.

Ingredientes:

  • 1 g de Ágar-ágar
  • 100 ml de Suco de Maracujá ou morango ou qualquer outro líquido à base de água, bem adoçado
  • 200 ml de Azeite de oliva ou óleo de girassol gelado

Modo de Preparo:

Para cada 100 ml de líquido, adicionar 1g de ágar-ágar. A quantidade varia de acordo com a textura desejada: quanto maior, mais sólido ficará.

Levar a mistura ao fogo médio e deixar ferver. Misture para dissolver bem. Para o ágar ativar, precisa de temperatura. Utilizar ainda quente (acima de 45ºC), e ao esfriar começa a solidificar.

Para fazer as gotas, utilize uma bisnaga. Goteje sobre o azeite ou óleo gelado. Recomendo que esteja num recipiente cilíndrico para facilitar o resfriamento da gota.

Peneirar e passar em banho de água para retirar o excesso de óleo/azeite. Manter gelado até a hora de usar. Sirva sobre um manjar branco preparado com amido de milho, leite de coco e açúcar na medida.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Com seu sabor marcante e textura cremosa, o babaganoush é uma das joias da culinária do Oriente Médio. Feita à base de berinjela assada, essa pasta aromática combina o toque defumado do vegetal com a suavidade do tahine, o frescor do limão e o perfume do alho e do azeite.

A origem do babaganoush é disputada entre diversos países da região, como Líbano, Síria, Palestina, Israel e Egito, onde a berinjela era amplamente cultivada desde os tempos antigos. A palavra “babaganoush” vem do árabe e pode ser traduzida como “o pai mimado”, uma referência ao sabor irresistível e delicado que o prato transmite. Tradicionalmente servido como entrada ou acompanhamento em uma mesa de mezze – uma seleção de aperitivos que reúne família e amigos – o babaganoush carrega consigo séculos de tradição e hospitalidade.

Seja com pão sírio, vegetais crus ou até mesmo como recheio de sanduíches, o babaganoush conquista paladares ao redor do mundo, graças à sua simplicidade e profundidade de sabor. Nesta receita, você aprenderá a preparar o verdadeiro babaganoush, com dicas para realçar sua textura, aroma e autenticidade. Ideal para quem busca um prato saudável, vegano e cheio de personalidade.

Babaganoush

Categoria: Couvert, Entrada, Acompanhamento / Guarnição, Lanche, petisco

Especificação: Patê, Cozinha Árabe

Rendimento: 450 gramas – 15 porções

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (30 g): 60 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 berinjelas
  • 3 dentes de alho amassados
  • Suco de 1 limão
  • 2 colheres (sopa) de tahine (pasta de gergelim)
  • ¼ xícara (chá) de azeite
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • Páprica defumada a gosto
  • Ervas a gosto (Salsinha, cebolinha, manjericão)

Modo de Preparo:

As berinjelas devem ser defumadas, para isso, lave e seque-as. Em seguida, coloque-as direto na chama do fogão. À medida que a casca for queimando, vá virando a berinjela para que ela queime por igual. Este processo leva de 10 a 15 minutos. O ponto certo é quando a casca estiver já bem carbonizada e começar a escorrer um caldinho da berinjela. Quando escorrer este líquido, a berinjela já está bem cozida por dentro.

Quando estiver morna, corte as berinjelas ao meio, no sentido do comprimento e retire toda a polpa com uma colher. Descarte a casca e coloque a polpa em uma peneira por alguns minutos para escorrer o excesso de líquido. Em um liquidificador ou processador adicione o alho, o suco de limão, a tahine e a polpa da berinjela. Bata até formar uma pasta. Acrescente o azeite e os temperos.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre porcionamento e uso: O babaganoush, por se tratar de uma pasta vegetal concentrada, à base de berinjela defumada, tahine e azeite, enquadra-se como complemento do prato ou acompanhamento pontual, e não como guarnição principal. Sua função no prato é agregar cremosidade, sabor defumado e contraste, atuando como elemento de apoio, base ou finalização.

A porção de 30 g é adequada quando servido como couvert, entrada, petisco ou acompanhamento, mantendo equilíbrio nutricional e coerência com a composição global da refeição. Em refeições principais, o babaganoush deve ser utilizado em pequenas quantidades, compondo o prato junto a proteínas, cereais e outros vegetais.

Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts A Composição do Almoço e do Jantar, A Composição do Café da Manhã e dos Lanches e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

O babaganoush transita muito bem entre várias categorias, é saboroso, saudável, e se adapta a diversos estilos de refeição, do casual ao sofisticado.

1. Como couvert: Perfeito para abrir o apetite em restaurantes ou jantares. Servido com pão sírio (pita ou pão árabe), grissinis ou legumes crus.

2. Como entrada:

  • Pode ser parte de uma tábua de pastas do Oriente Médio, junto com homus, coalhada seca e pães.
  • Vai bem com saladas leves e folhas frescas.

3. Como acompanhamento:

  • Combina com grelhados, especialmente carnes brancas ou cordeiro.
  • Pode ser servido ao lado de arroz com lentilhas (mujaddara), tabule ou quibe.

 4. vegano/vegetariano: por ser à base de vegetais, é muito valorizado em cardápios vegetais e saudáveis.

Dicas de Consumo

  • Sirva com pão sírio ou pão naan bem fresquinho.
  • Fica excelente como recheio de sanduíches ou wraps, especialmente com legumes grelhados.
  • Experimente finalizar com sementes de romã, hortelã fresca picada ou um fio de azeite com zaatar.
  • Use como base para montar uma bowl mediterrânea, com grão-de-bico, tabule e legumes.
  • Sirva gelado ou em temperatura ambiente, nunca quente.

Curiosidades:

  • Pode ser confundido com mutabbal, outra pasta de berinjela que leva tahine, alho e limão – embora os dois nomes sejam usados de forma intercambiável em alguns países.
  • A palavra “babaganoush” vem do árabe “bābā ghanūj”, que pode ser traduzido como “pai mimado” ou “pai encantador” – há quem diga que a pasta era uma receita criada em homenagem a um homem carismático!
  • É popular em países como Líbano, Síria, Israel, Palestina, Jordânia e Egito, com variações regionais. Em algumas versões, leva tahine (pasta de gergelim), enquanto em outras não.
  • O segredo do sabor autêntico está na berinjela assada diretamente na chama ou na brasa, o que confere um leve toque defumado irresistível.

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O Guacamole é um prato simples e saboroso da gastronomia mexicana conhecido em todo o mundo. Atualmente ganhou o formato de petisco, mas no México ele é servido também como acompanhamento de outros pratos. O Guacamole tem sua origem com os nativos, os astecas, que serviam essa salada com abacate para aumentar a força dos seus guerreiros e eles também acreditavam ser afrodisíaco.

Assista ao vídeo: Vídeo – Guacamole.

Guacamole

Categoria: Entrada, Acompanhamento / Guarnição, Petisco

Especificação: Molho frio, molho cru, Cozinha Internacional (México), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 500 gramas – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (100 g): 145 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 abacate ou 3 avocados
  • Suco de um limão
  • 1 tomate médio, sem sementes, cortados em cubinhos
  • 1 cebola roxa, cortada em cubinhos
  • 1 pimenta dedo de moça, sem sementes, cortada em cubinhos
  • Azeite a gosto
  • Coentro a gosto, picado
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Corte a cebola em cubinhos e reserve. Retire as sementes do tomate, corte em cubinhos e reserve. Retire as sementes da pimenta dedo-de-moça e corte em cubinhos. A retirada da semente diminui a picância, mas para aqueles que gostam de ardência não precisa retirar.

Abra o abacate, retire a polpa, coloque em uma bowl juntamente com o seu caroço e metade do suco de limão. Ambos são para evitar a oxidação da fruta. Deixe o caroço até o momento de servir. Amasse o abacate com um garfo e misture todos os ingredientes. Regue com um pouco de azeite e o sal. Prove e, se for necessário, adicione o restante do limão.

O ideal é deixá-lo na geladeira por uns 15 minutos, mas se desejar servir de imediato, não há problema. Se for levar à geladeira, deixe a semente do abacate dentro do guacamole e vede bem a travessa com plástico filme. Na hora de servir, retire a semente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: Quando servido como petisco, lanche ou couvert, o guacamole deve ser porcionado em 100 g por pessoa, quantidade compatível com o consumo real e com o papel central da preparação nesse tipo de serviço. Em contextos em que o guacamole atua apenas como molho ou acompanhamento de pratos quentes, a porção pode ser reduzida para 50 g por pessoa, funcionando como complemento do prato. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo:

O guacamole pode assumir diferentes funções no serviço, dependendo da quantidade e do contexto do menu.

  • Quando servido como petisco ou lanche, a porção de 100 g por pessoa é a mais adequada, acompanhada de tortilhas de milho, nachos, tacos crocantes ou pães rústicos. Nessa apresentação, o guacamole atua como elemento central da experiência, valorizando textura, frescor e sabor.
  • Como acompanhamento de pratos quentes, pode ser servido em porções menores, trazendo cremosidade e frescor a carnes grelhadas, peixes, frango, preparações com especiarias ou pratos à base de milho e feijão. Também funciona muito bem como complemento de sanduíches, wraps e bowls contemporâneos.
  • Em propostas mais criativas, o guacamole pode integrar tábuas de petiscos ou mesas temáticas mexicanas, harmonizando com salsas picantes, milho tostado, feijão preto temperado e vegetais grelhados, criando contraste de sabores e temperaturas.

3. Curiosidades:

  • Apesar de sua popularização mundial como dip, no México o guacamole continua sendo tratado como salsa fresca, servido de forma simples e preparados próximo ao momento do consumo, valorizando ingredientes frescos e evitando oxidação. Cada região e família possui sua própria versão, variando o tipo de pimenta, as ervas e o grau de acidez.
  • O guacamole tem origem pré-colombiana e já era preparado pelos astecas, que utilizavam o abacate amassado com outros ingredientes locais muito antes da chegada dos europeus às Américas. O preparo fazia parte da alimentação cotidiana e de rituais culturais, sendo associado à força e à vitalidade.
  • O nome guacamole deriva do termo náuatle “ahuacamolli”, junção de ahuacatl (abacate) e molli (molho), evidenciando sua função original como acompanhamento e não apenas como petisco.

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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem dayvison de oliveira silva por Pexels

As bolinhas de inhame com quinoa são uma alternativa leve e funcional aos salgadinhos tradicionais. Essa combinação une dois ingredientes valorizados em diferentes culturas: o inhame, presente em preparações brasileiras, africanas e asiáticas, e a quinoa, um grão ancestral cultivado há mais de 5 mil anos nos Andes. Além de saborosas e fáceis de preparar, essas bolinhas são naturalmente sem glúten, fonte de proteína vegetal e ricas em fibras. Podem ser servidas como entrada, lanche ou petisco, e são perfeitas para quem busca opções vegetarianas, veganas ou livres de ingredientes de origem animal. Podem ser fritas ou preparadas na airfryer, mantendo sabor e textura.

Bolinha de Inhame com Quinoa

Categoria: couvert, entradas, lanches, petiscos

Especificação: petisco, salgadinho, vegetais, cereais, vegetariana, vegana, proteína vegetal, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 40 unidades com 30 gramas cada

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (3 unidades – 90 g): 114 kcal

Bolinha de Inhame com Quinoa. Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200 g de quinoa branca
  • 600 g de inhame
  • 250 g de cenoura ralada crua
  • 2 colheres (sopa) de manjericão picado
  • 2 colheres (sopa) de cebolinha picada
  • 2 colheres (sopa) de salsinha picada
  • Azeite ao gosto
  • Sal ao gosto
  • Páprica defumada ao gosto
  • Pimenta do reino branca ao gosto
  • Cominho ao gosto
  • Farinha de mandioca para empanar
  • Óleo, o suficiente para fritar

Modo de Preparo:

Preparar a quinoa: Deixe a quinoa de molho por 10 minutos. Escorra e lave em água corrente. Ferva a água na proporção de 2 partes de água para 1 de quinoa. Cozinhe em fogo alto por 5 minutos, reduza o fogo, tampe parcialmente e cozinhe por mais 10 minutos ou até a água secar. Desligue o fogo, tampe completamente e deixe repousar por 5 minutos. Solte os grãos com uma colher.

Preparar o inhame: Cozinhe o inhame até ficar macio, amasse com um garfo e reserve.

Formar as bolinhas: Misture a quinoa cozida, o inhame amassado, a cenoura ralada, as ervas frescas, azeite e os temperos. Modele bolinhas de aproximadamente 30 g e empane-as levemente na farinha de mandioca.

Finalização: Frite em óleo quente até dourar ou use uma fritadeira elétrica (airfryer), pulverizando azeite para obter crocância sem imersão em óleo

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como lanche. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dica de consumo: Sirva quente como aperitivo, com molho de ervas, chutney ou geleia de pimenta. Também pode ser usada como parte de um bowl ou acompanhando saladas.

3. Curiosidade: A quinoa é considerada um pseudo-cereal e foi sagrada para os povos andinos. O inhame, além de nutritivo, possui propriedades que favorecem a saúde intestinal e a imunidade.

4. Sugestão vegana: A receita já é totalmente vegana.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

A rabanada é um doce típico na ceia de Natal em Portugal e seu preparo teve origem no século XV. Elas são servidas polvilhadas com açúcar e canela. No passado, a palavra “rabanada” era apenas utilizada ao norte do rio Mondego. A partir da margem direita, o doce recebia o nome de fatia-de-parida ou fatia-dourada. Nos países de descendência espanhola, como o México, as rabanadas são consumidas nas celebrações da Quaresma (Semana Santa). No Brasil, várias famílias, principalmente as descendentes de portugueses servem as rabanadas nas festas natalinas. Assim como eu, várias pessoas atualmente têm intolerância à lactose. Neste caso, fiz a substituição por leite vegetal. Espero que gostem!

Rabanada Sem Lactose

Categoria: Entrada, Lanche, Sobremesa

Especificação: Cozinha Internacional (Portugal e Espanha), Panificação, Sem Lactose

Rendimento: 6 porções

Tempo de Pré-preparo: 20 minutos

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 1 Pão do tipo baguete ou 5 pães do tipo francês
  • 1 xícara (chá) de leite vegetal de coco
  • 1 colher (sopa) de açúcar cristal
  • 2 ovos

Para Polvilhar:

  • 3 colher (sopa) de açúcar cristal
  • 1 colher (sopa) canela em pó

Modo de Preparo:

Forre uma assadeira retangular grande com papel manteiga. Em um recipiente, misture o leite vegetal de coco com o açúcar. Em outro recipiente, adicione o ovo e misture com um garfo ou fouet. Corte os pães em fatias com mais ou menos 1,5 centímetros ou espessura de 1 dedo.

Passe as fatias de pão na mistura de leite com açúcar e em seguida nos ovos batidos. Escorra e disponha as fatias na assadeira. Leve ao forno médio (180ºC), preaquecido, por aproximadamente por 30 minutos, deixando dourar durante 15 minutos de cada lado da fatia. Em um outro recipiente misture a canela e o açúcar e polvilhe sobre a rabanada assada.

Dicas:

Dê preferência ao leite vegetal de coco, pois ele tem o sabor mais neutro.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

A Farofa Especial Anália é uma preparação que faz parte da minha memória afetiva na cozinha. Aprendi essa receita ainda adolescente, em um curso de culinária que fiz naquela época, e desde então ela permaneceu como uma daquelas preparações simples, práticas e muito saborosas que podem acompanhar diferentes refeições.

Com características associadas à cozinha mineira, esta farofa se destaca por apresentar uma textura mais úmida e macia do que as farofas tradicionalmente mais secas. A combinação de farinha de mandioca, biscoito cream cracker, linguiça, cenoura, cebola e alho resultam em uma guarnição saborosa, aromática e de preparo relativamente rápido.

O uso do biscoito triturado é um dos elementos que diferenciam a preparação. Além de contribuir para a textura, ele acrescenta uma característica particular à farofa, enquanto a cenoura ajuda a manter a preparação mais úmida e acrescenta cor e leve dulçor. A linguiça proporciona sabor e untuosidade, tornando a receita especialmente adequada para acompanhar pratos de sabor mais marcante.

É uma preparação de caráter caseiro e versátil, que pode ser servida em almoços cotidianos, reuniões familiares e refeições festivas. A receita também permite adaptações, podendo receber outras carnes ou ser preparada sem carne.

Farofa Especial Anália

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Farofa, Carnes, vegetais, Cozinha Brasileira (Minas Gerais), sem glúten

Rendimento: 600 gramas – 6 porções

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (100 g): 270 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 6 unidades de biscoito cream cracker
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 3 dentes de alho picados
  • 1 cebola grande picada
  • 100 g de linguiça toscana fina esfarelada – utilizar somente a carne, eliminando o invólucro
  • 1 cenoura ralada
  • 1 xícara (chá) de farinha de mandioca
  • Pimenta calabresa, a gosto
  • Páprica doce, a gosto
  • Sal, a gosto
  • Salsa picada, a gosto
  • Água filtrada, quanto baste, se necessário para ajustar a umidade

Modo de Preparo:

Coloque os biscoitos cream cracker em um pano de prato limpo e soque-os até obter uma farinha granulada. Se preferir, triture-os rapidamente no processador, tomando cuidado para não os transformar em um pó muito fino. Reserve.

Aqueça uma frigideira grande em fogo médio e adicione a manteiga e o azeite. Junte o alho e a cebola e refogue até que a cebola comece a ficar macia e levemente translúcida. Acrescente a linguiça toscana esfarelada e refogue, mexendo sempre, por aproximadamente 10 minutos, ou até que esteja completamente cozida e levemente dourada.

Adicione a cenoura ralada e refogue por alguns minutos. Se necessário, salpique uma pequena quantidade de água para favorecer o cozimento e preservar a característica mais úmida da farofa. Tempere com a páprica doce, a pimenta calabresa e uma pequena quantidade de sal, lembrando que a linguiça e o biscoito já podem conter sal.

Acrescente gradualmente o biscoito triturado e, em seguida, a farinha de mandioca, mexendo continuamente para incorporar os ingredientes de maneira uniforme. Ajuste a quantidade de farinha de mandioca conforme a textura desejada. A preparação deve permanecer úmida e soltinha, sem ficar excessivamente seca. Se necessário, acrescente algumas gotas de água e misture bem. Desligue o fogo e finalize com a salsa fresca picada. Misture delicadamente e sirva.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário, Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo e preparo:

  • Esta é uma farofa de característica mais úmida. Por isso, a farinha de mandioca deve ser adicionada gradualmente, permitindo controlar a textura.
  • Caso a farofa fique mais seca do que o desejado, acrescente pequenas quantidades de água filtrada, aos poucos, misturando até atingir a consistência adequada.
  • Para uma versão mais saborosa, a linguiça pode ser deixada dourar levemente antes da adição da cenoura.
  • A linguiça toscana pode ser substituída por outras carnes picadinhas ou desfiadas, como carne seca, bacon ou sobras de carnes assadas.
  • Para uma versão sem carne, retire a linguiça e utilize legumes, cogumelos ou outros ingredientes de sua preferência. Nesse caso, pode ser necessário ajustar a quantidade de gordura utilizada para preservar a umidade.
  • A farofa combina especialmente bem com feijão, arroz, carnes assadas e grelhadas, aves e churrascos.
  • Pode ser servida quente ou morna. Se preparada com antecedência, reaqueça em fogo baixo e ajuste a umidade, se necessário.

3. Curiosidades:

  • A farinha de mandioca é um dos ingredientes mais representativos da alimentação brasileira e está presente em inúmeras preparações regionais, especialmente nas farofas, pirões e acompanhamentos.
  • A utilização de ingredientes como mandioca, alho, cebola e carnes curadas ou frescas aproxima a preparação de características encontradas na cozinha tradicional brasileira. Em Minas Gerais, farofas e outros acompanhamentos à base de mandioca fazem parte da tradição das refeições fartas e de caráter familiar.
  • Nesta receita, o uso do biscoito cream cracker triturado é particularmente interessante: ele funciona como um segundo elemento farináceo e modifica a textura da preparação, deixando-a diferente de uma farofa feita exclusivamente com farinha de mandioca.

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A receita de hoje é muito fácil de fazer e com custo baixo. Este brigadeiro é feito com batata doce. É uma ótima opção para aqueles que não consomem alimentos de origem animal ou ainda para os que são intolerantes à Lactose.

Brigadeiro Sem Lactose.

Categoria: Lanches, Doces e Sobremesas

Especificação: Sem lactose, Vegana

Tempo de Preparo: 1 hora e 30 minutos

Rendimento: 75 unidades  

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 950 g de batata doce
  • 4 colheres (sopa) de cacau em pó
  • 2 colheres (sopa) de óleo de coco
  • 150 g de açúcar cristal
  • chocolate granulado, o suficiente

Modo de Preparo:

Cozinhe a batata doce (com casca) até ficar macia. Descasque e amasse bem. Em uma panela, misture todos os ingredientes e leve ao fogo médio até que a mistura desgrude da panela. Depois coloque em uma vasilha, leve à geladeira por uns 20 minutos para esfriar. Faça as bolinhas e passe no granulado.

Dicas:

Se tiver dificuldades para enrolar, utilize uma colher de chá para auxiliar. Com a colher retire a quantidade necessária e coloque na vasilha com o granulado. Mexa a vasilha em movimentos circulares para o granulado grudar no docinho e ajuste o boleado com a mão.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

As maçãs fritas são uma daquelas receitas que atravessam séculos e permanecem irresistíveis. Esse preparo simples era muito comum na Europa durante a Idade Média, especialmente entre os séculos XIII e XV, quando frutas empanadas e fritas eram servidas tanto em banquetes nobres quanto em tavernas populares. Registros como o ‘Forme of Cury’ (Inglaterra, século XIV) e o ‘Le Ménagier de Paris’ (França, século XIV) mencionam preparos semelhantes, geralmente feitos sem açúcar refinado, já que esse ingrediente era caro e pouco acessível. O mel, considerado um produto nobre e valorizado, era utilizado para adoçar e finalizar pratos como este.

Mesmo com o passar do tempo, a estrutura da receita se manteve: uma fruta, uma massa leve e uma fritura rápida, que resulta em camadas crocantes por fora e macias por dentro. Hoje, a maçã frita pode ser servida como sobremesa, lanche ou mesmo como parte de um café da manhã especial, mantendo seu caráter histórico com um toque contemporâneo.

Maçã Frita

Categoria: Café da Manhã, Lanches, Sobremesas, confeitaria

Especificação: Fruta empanada, cozinha internacional (Europa), vegetariana, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 480 gramas – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (80 g): 142 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 maçãs (preferencialmente firmes, como Fuji ou Gala)
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 2 ovos
  • 1 xícara de cerveja (ou água com gás, em versão sem álcool)
  • 1 colher (sopa) de açúcar cristal (para polvilhar)
  • Mel (opcional, para servir, mantendo a inspiração medieval)
  • Óleo (para fritar)

Modo de Preparo:

Corte as maçãs em fatias (com ou sem casca, conforme preferência). Em uma tigela, misture a farinha, os ovos e a cerveja até formar uma massa grossa e homogênea. Aqueça o óleo em fogo médio. Passe as fatias de maçã pela massa, envolvendo bem. Frite em óleo quente até dourar dos dois lados. Escorra em papel absorvente. Polvilhe açúcar por cima e, se quiser conservar o estilo medieval, finalize com mel. Sirva quente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de Consumo:

  • Sirva com mel, melado ou açúcar com canela, conforme o estilo desejado.
  • Para uma versão mais próxima da original, retire o açúcar e finalize apenas com mel.
  • Pode ser servido com sorvete de creme, chantilly ou iogurte para contraste de textura.
  • Experimente substituir a cerveja por sidra ou hidromel para reforçar o contexto histórico.

2. Curiosidade: Na Idade Média, as frituras doces eram valorizadas em dias festivos e podiam representar status social, principalmente quando levavam mel ou especiarias, ingredientes caros na época.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de -Rita-und mit por Pixabay