A Cebola Roxa em Conserva é uma preparação simples, versátil e cheia de personalidade. Com sua coloração rosada e sabor agridoce marcante, é perfeita para realçar pratos com sabores terrosos ou gordurosos, além de adicionar beleza à finalização. Muito comum na culinária do Oriente Médio e do Mediterrâneo, essa conserva é ideal para acompanhar saladas de grãos (como lentilha ou grão-de-bico), carnes de porco, sanduíches e até pratos com peixes em conserva, como atum e sardinha. O preparo é rápido, e o sabor se intensifica com o tempo de descanso.

Cebola Roxa em Conserva

Categoria:  aromáticos, couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: Conserva aromática, picles, vegetais, cozinha internacional (Oriente Médio), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos + 7 dias de repouso

Rendimento: 360 gramas – 24 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (15 g ): 11 kcal

Cebola Roxa em Conserva. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 2 cebolas roxas grande, cortadas em meia lua
  • 1/4 de xícara de água
  • 1/4 de xícara de açúcar
  • 2 dentes de alho, cortados em quatro
  • Vinagre de maçã, para completar o vidro

Modo de Preparo:

Coloque as cebolas cortadas em um pote de vidro esterilizado e com fechamento hermético. Reserve. Em uma panela pequena, adicione a água, o açúcar e o alho. Leve ao fogo baixo e aqueça até o açúcar dissolver completamente, sem deixar ferver vigorosamente. Despeje o líquido ainda quente sobre as cebolas até preencher cerca de 3/4 do pote. Complete o volume restante com vinagre de maçã até cobrir completamente as cebolas. Feche bem o pote e leve para fervura em banho-maria por 5 minutos. Retire do banho-maria, espere esfriar em temperatura ambiente e leve à geladeira. Aguarde pelo menos 7 dias de descanso antes de consumir. Mantenha sempre refrigerado após aberto.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Por se tratar de um picles de uso pontual com função condimentar, recomenda-se a porção de 15 g por pessoa, quantidade suficiente para atuar como elemento de contraste ácido, aromático e de limpeza de paladar, sem sobrepor os demais componentes do prato.

1. Dicas de consumo:

  • Excelente para acompanhar falafel, saladas de grãos, costelinha de porco, sanduíches e peixes em conserva.
  • Também pode ser usada para dar um toque ácido e elegante em tábuas de antepastos, hambúrgueres e wraps vegetarianos.

2. Curiosidades:

  • Este preparo é um picles ácido de cebola roxa, feito com base em vinagre e açúcar. É uma forma tradicional e eficiente de conservar vegetais, amplamente utilizada em diversas culturas, desde o Oriente Médio até a América Latina.
  • Apesar de parecer sofisticado, o picles é uma das formas mais antigas de preservação de alimentos, e sua acidez natural ajuda a evitar a proliferação de microrganismos.
  • A cebola roxa não interfere no sabor final quando comparada à branca ou amarela, mas é a preferida para esse tipo de conserva devido à coloração vibrante, que confere charme e contraste a saladas, carnes e sanduíches.
  • O uso do vinagre de maçã contribui com um toque frutado e levemente adocicado, além de ser mais suave do que vinagres destilados comuns.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as Receitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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A Pimenta Biquinho é um ingrediente bastante apreciado na culinária brasileira por apresentar aroma característico e pungência muito baixa, tornando-se uma alternativa para quem deseja incorporar o sabor e a aparência das pimentas sem intensidade picante elevada. Sua utilização em conservas permite prolongar sua vida útil e criar um acompanhamento de perfil agridoce e aromático.

A combinação da pimenta com açúcar, vinagre e aromáticos proporciona equilíbrio entre acidez, doçura e sabor vegetal. Em Minas Gerais, preparações desse tipo dialogam especialmente bem com o repertório de acompanhamentos servidos ao lado de carnes suínas, aves, queijos e outros alimentos de sabor mais pronunciado.

Pimenta Biquinho em Conserva

Categoria:  Aromáticos, couvert, acompanhamento/guarnição, petisco, lanches

Especificação: Conserva aromática, picles, cozinha brasileira (Minas Gerais), vegetariana, vegana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos

Tempo de maturação: mínimo de 7 dias sob refrigeração para desenvolvimento do sabor

Rendimento: 250 gramas – 8 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (30 g): 32 kcal

Ingredientes:

  • 200 gramas de pimenta biquinho
  • 50 g de açúcar
  • 100 ml de vinagre de álcool
  • 50 ml de água
  • 2 dentes de alho, cortados ao meio
  • 1 folha de louro

Modo de Preparo:

Retire os talos das pimentas, lave-as cuidadosamente e seque-as completamente. Higienize o recipiente que será utilizado para a conserva e mantenha-o reservado.

Em uma panela, coloque o açúcar, o vinagre, a água, o alho e a folha de louro. Leve ao fogo baixo, mexendo até que o açúcar esteja completamente dissolvido. Deixe aquecer até iniciar a fervura. Retire a folha de louro e o alho, se desejar uma conserva de sabor mais delicado.

Acomode as pimentas biquinho no recipiente e cubra-as completamente com o líquido ainda quente. Elimine eventuais bolhas de ar e mantenha as pimentas completamente submersas no líquido. Feche o recipiente. Deixe esfriar e leve imediatamente à geladeira.

Aguarde pelo menos 7 dias sob refrigeração antes do consumo, para que a pimenta absorva os sabores da conserva. Mantenha sempre refrigerada e utilize utensílios limpos e secos para retirar as pimentas do recipiente..

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Por se tratar de uma conserva utilizada como acompanhamento ou guarnição, sua função é complementar a preparação principal, acrescentando acidez, dulçor, aroma e contraste de sabor. Para esse uso, recomenda-se uma porção de 30 g por pessoa. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas:

  • A pimenta deve permanecer inteira e firme, sem apresentar textura excessivamente macia. O equilíbrio ideal da conserva está na relação entre a acidez do vinagre, a doçura do açúcar e o sabor característico da biquinho.
  • Para uma apresentação mais elegante, as pimentas podem ser acondicionadas em recipiente de vidro transparente, valorizando sua coloração e seu formato.

3. Sugestões de consumo:

  • Combina especialmente bem com carne suína, frango assado e carnes grelhadas.
  • Pode acompanhar queijos, criando um contraste interessante entre a acidez da conserva e a gordura do queijo.
  • Pode ser servida como parte de uma tábua de petiscos.
  • Pode ser adicionada a sanduíches, saladas e preparações frias.
  • O líquido da conserva pode ser utilizado em pequenas quantidades para aromatizar molhos, vinagretes e marinadas.
  • Para preservar a qualidade do produto, mantenha as pimentas sempre cobertas pelo líquido.

4. Curiosidades:

  • A pimenta biquinho ganhou popularidade justamente por apresentar baixa pungência, permitindo que seu sabor, aroma e formato sejam explorados em preparações nas quais uma pimenta mais ardida poderia dominar os demais ingredientes.
  • Apesar de pertencer ao gênero Capsicum, como outras pimentas, a biquinho é frequentemente utilizada na gastronomia brasileira quase como um ingrediente aromático e decorativo, além de funcionar como acompanhamento.
  • No contexto da cozinha mineira, sua combinação com queijos e carnes evidencia uma característica muito presente na mesa regional: o contraste entre sabores salgados, ácidos, doces e gordurosos.

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FONTE IMAGEM CAPA:

O Chutney é um condimento associado às cozinhas do subcontinente indiano, encontrado em diferentes preparações que combinam frutas ou vegetais a elementos doces, ácidos, especiarias e, em algumas versões, pimentas. A técnica permite inúmeras combinações de ingredientes e adaptações conforme os produtos disponíveis.

Nesta receita, a proposta é realizar uma releitura contemporânea dessa preparação, utilizando o pêssego em combinação com a castanha-do-Pará, ingrediente associado à biodiversidade e à cultura alimentar amazônica. A presença de um produto brasileiro em uma preparação de matriz estrangeira caracteriza uma proposta de Fusion Food, estabelecendo um diálogo entre diferentes repertórios gastronômicos. O resultado é um chutney agridoce, aromático e levemente picante, que pode acompanhar carnes, queijos, lanches e petiscos.

Chutney de Pêssego e Castanha do Pará

Categoria:  aromáticos, couvert, entradas, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: conserva aromática, chutney, molho, cozinha brasileira (Região Norte), Fusion Food, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 400 gramas – 8 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 g): 105 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 200 ml de suco de tangerina
  • 1 colher (sopa) de açúcar mascavo
  • 1 colher (sopa) de açúcar refinado
  • 1 pimenta dedo de moça, picadinha
  • 1 unidade de anis estrelado
  • 1 pitada de pimenta calabresa
  • 1 pitada de gengibre ralado
  • Raspas de limão siciliano, a gosto
  • 1 pitada de sal
  • 200 gramas de pêssego fresco, cortado em cubos pequenos
  • 60 gramas de castanha do Pará, cortada grosseiramente.

Modo de Preparo:

Higienize os pêssegos e retire os caroços. Corte a polpa em cubos pequenos, procurando manter tamanho uniforme. Pique a pimenta dedo de moça.

Em uma panela de fundo espesso, coloque o suco de tangerina, os açúcares, a pimenta dedo de moça, o anis estrelado, a pimenta calabresa, o gengibre, as raspas de limão siciliano e o sal. Leve ao fogo baixo e cozinhe por aproximadamente 5 minutos, permitindo que os aromas das especiarias sejam liberados.

Acrescente o pêssego e cozinhe em fogo baixo, mexendo ocasionalmente, até que a fruta fique macia e parte dos cubos comece a se desfazer. Continue o cozimento até que o líquido seja reduzido e a preparação adquira consistência espessa, porém ainda úmida e com textura de chutney. Retire o anis estrelado. Acrescente a castanha do Pará nos minutos finais do cozimento, mantendo parte de sua textura e crocância. Misture delicadamente e retire do fogo. Deixe esfriar antes de porcionar. Transfira para recipiente limpo, tampe e mantenha sob refrigeração.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: 1. Porcionamento: Por se tratar de um chutney de perfil agridoce, aromático e levemente picante, sua função é acompanhar e complementar a preparação principal, proporcionando contraste de sabores e textura. Recomenda-se a porção média de 50 g por pessoa,  para servir como acompanhamento ou guarnição. Em lanches e petiscos, a quantidade pode ser reduzida conforme os demais componentes da preparação, utilizando o chutney como condimento e elemento de contraste. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas:

  • O ponto correto é espesso e encorpado, mas não seco. O chutney deve apresentar frutas perceptíveis e uma pequena quantidade de líquido espesso envolvendo os ingredientes.
  • A castanha do Pará deve ser adicionada no final para preservar parte da textura e evitar que fique excessivamente macia.
  • Retire o anis estrelado antes de servir, pois sua presença pode dominar o conjunto aromático.
  • O rendimento final pode apresentar pequena variação conforme o grau de maturação e o teor de água dos pêssegos e a intensidade da redução.

3. Sugestões de consumo

  • Como acompanhamento e guarnição
    • Sirva com carnes bovinas assadas ou grelhadas.
    • Combina especialmente bem com carne suína e cordeiro.
    • Pode acompanhar frango e pato.
    • Sirva com queijos de sabor mais intenso, criando contraste entre o doce, o ácido, o picante e o salgado.
  • Em lanches
    • Utilize em sanduíches de carne suína desfiada.
    • Combine com queijos em sanduíches quentes ou frios.
    • Pode ser utilizado como camada fina em torradas e pães artesanais.
  • Em petiscos
    • Sirva com queijos, torradas e crackers.
    • Utilize como acompanhamento de pequenas porções de carnes assadas.
    • Pode compor tábuas de queijos e frios, funcionando como elemento agridoce de contraste.

4. Curiosidades:

  • A castanha do Pará, também denominada castanha do Brasil, é um produto da sociobiodiversidade amazônica e está relacionada à economia de comunidades que realizam seu extrativismo.
  • A utilização da castanha em um chutney exemplifica como ingredientes brasileiros podem ser incorporados a técnicas e preparações de outras tradições culinárias, criando novas interpretações gastronômicas.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Steak Tartare é um clássico da gastronomia francesa, embora suas origens estejam associadas aos povos tártaros da Europa Oriental, conhecidos pelo consumo de carne crua temperada e amaciada durante longas cavalgadas. Com o passar do tempo, a preparação foi refinada pela cozinha francesa e se tornou um ícone dos bistrôs parisienses, valorizando cortes bovinos nobres, frescos e cuidadosamente manipulados.

Tradicionalmente preparado com filé mignon cortado na ponta da faca, o Steak Tartare destaca a textura delicada da carne e o equilíbrio entre acidez, frescor e intensidade dos condimentos, como alcaparras, mostarda, cebola roxa e picles. A gema de ovo adiciona untuosidade e contribui para a clássica apresentação do prato.

Steak Tartare

Categoria: Entrada,Couvert, petisco

Especificação: Carnes vermelhas, Carne Bovina, Cozinha Internacional (França), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 240 gramas – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (120 g): 246 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200 gramas de filé mignon
  • 1/4 de cebola roxa, em brunoise
  • 50 gramas de pepino em conservas, em brunoise
  • 20 gramas de alcaparras, repicada
  • 20 gramas de mostarda
  • Salsinha, picadinha, a gosto
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto
  • 1 gema de ovo
  • Azeite, a gosto

Modo de Preparo:

Limpe cuidadosamente o filé mignon, retirando nervos, membranas e excesso de gordura. Com uma faca bem afiada, pique a carne manualmente em cubos pequenos e uniformes. Evite processar ou moer excessivamente para preservar a textura tradicional da preparação.

Coloque a carne em uma tigela e mantenha refrigerada até o momento da montagem. Adicione a cebola roxa, o pepino em conserva, as alcaparras, a mostarda e a salsinha. Misture delicadamente até incorporar todos os ingredientes. Tempere com sal e pimenta do reino a gosto.

Posicione um aro metálico no centro do prato e acomode o tartare pressionando levemente para modelar. Retire o aro com cuidado. Com uma colher, faça uma pequena cavidade no topo da preparação e disponha a gema de ovo. Finalize com um fio de azeite.

Sirva imediatamente, acompanhado de torradas, chips de batata, salada verde ou pommes gaufrettes.

Toques Finais e sugestões:

1. Porcionamento: Esta receita utiliza porcionamento de entrada, considerando aproximadamente 120 g por pessoa, conforme orientação apresentada no post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • O Steak Tartare deve ser servido sempre extremamente fresco e mantido sob refrigeração até o momento do consumo. A qualidade e a procedência da carne são fundamentais para garantir segurança alimentar e sabor.
  • Como entrada, harmoniza muito bem com torradas finas, chips de batata, saladas verdes leves e pães artesanais crocantes.
  • Também pode ser servido como prato principal, especialmente em bistrôs e restaurantes franceses. Nesse caso, recomenda-se utilizar uma quantidade maior da preparação, entre 200 a 250 g por pessoa, acompanhada de batatas fritas, saladas mais estruturadas ou legumes grelhados.
  • Para versões contemporâneas, podem ser adicionados ingredientes como molho inglês, tabasco, ciboulette, cornichons franceses ou maionese artesanal, criando diferentes perfis de sabor.

3. Curiosidades:

  • O Steak Tartare é um dos pratos mais emblemáticos da cozinha clássica francesa, embora sua origem esteja relacionada aos povos tártaros da Europa Oriental.
  • A tradição de servir uma gema crua sobre o tartare surgiu para conferir mais untuosidade, brilho e equilíbrio aos temperos intensos da preparação.
  • O corte manual da carne na ponta da faca é considerado um diferencial técnico importante, pois preserva melhor a textura e a suculência do prato em comparação à carne moída mecanicamente.
  • Atualmente, o conceito de tartare foi expandido para versões com peixes, frutos do mar, cogumelos e vegetais, tornando-se uma preparação versátil e contemporânea na gastronomia mundial.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Delicado, aromático e cheio de sabor, o Tomate Confit ou Tomate Confitado é uma verdadeira joia da culinária que transforma ingredientes simples em uma explosão de sofisticação. Embora a técnica tenha se popularizado na França como forma de conservar alimentos em gordura, suas raízes remontam às tradições da antiga Mesopotâmia, onde cozinhar lentamente em óleos e gorduras já era utilizado para preservar e intensificar sabores. No confit, os tomates são preparados lentamente em azeite com ervas aromáticas e alho, revelando uma doçura profunda e uma textura aveludada. Versátil e elegante, o tomate confit é ideal para servir sobre torradas, massas, saladas ou como acompanhamento de carnes, queijos e pratos mais elaborados. Uma receita perfeita para quem valoriza o sabor do tempo e o poder dos detalhes.

Tomate Confit

Categoria: Aromáticos, couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, petisco, lanches,

Especificação: Cozinha Internacional (França), conserva aromática em gordura, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 35 minutos

Rendimento: 500 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 g): 128 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 500 gramas de tomate cereja
  • 3 dentes de alho
  • 1 colher (sopa) de açúcar
  • 1 ramo de manjericão
  • 1 ramo de alecrim
  • 1 ramo de tomilho
  • 1 xícara (chá) de azeite
  • 1 colher (chá) de sal

Modo de Preparo:

Lave e seque bem os tomates. Disponha-os em uma panela de fundo grosso e adicione os dentes de alho levemente amassados, o açúcar, o sal e as ervas.

Cubra com o azeite e leve ao fogo mínimo, mantendo a temperatura entre 80 °C e 95 °C, sem deixar ferver. O azeite deve apenas apresentar leve movimentação, com pequenas bolhas ocasionais. Não deve borbulhar intensamente em nenhum momento.

Cozinhe lentamente por cerca de 30 a 35 minutos, ou até que os tomates estejam macios, levemente enrugados e com a polpa cremosa, mas ainda íntegros. Caso o azeite comece a fritar, interrompa o aquecimento e aguarde a temperatura baixar antes de prosseguir.

Retire do fogo e deixe esfriar no próprio azeite antes de utilizar ou armazenar.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: A porção de 50 g por pessoa refere-se ao uso como cobertura ou guarnição, como no caso de carnes grelhadas, assadas ou peixes, em que o tomate confit atua como complemento aromático no prato. Quando utilizado para envolver preparações, como massas, risotos ou saladas compostas, recomenda-se a porção de até 100 g por pessoa, pois passa a exercer função de integração ao prato. Nas demais formas de serviço, a quantidade pode ser ajustada conforme a proposta e a intensidade da preparação. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

Formas de Consumo:

1. Sobre torradas e pães rústicos: Sirva os tomates confit levemente aquecidos sobre fatias de pão grelhado, com um fio do azeite do cozimento e, se desejar, um pouco de queijo de cabra ou ricota. Perfeito como entrada ou lanche sofisticado.

2. Em saladas mornas ou frias: Misture os tomates confit com folhas verdes, grãos (como cevadinha ou quinoa), queijos frescos e nozes. O azeite aromatizado também pode virar um excelente molho.

3. Acompanhamento para carnes ou peixes: Use como guarnição para carnes grelhadas, cordeiro, frango assado ou peixes brancos. O contraste doce e ácido dos tomates confitados realça o sabor das proteínas.

4. Recheio de sanduíches e wraps: Substitua molhos convencionais por tomates confit em sanduíches, hambúrgueres ou wraps. Eles acrescentam umidade, textura e um sabor profundo.

5. Em massas e risotos: Acrescente os tomates confit e parte do azeite aromatizado diretamente sobre massas frescas ou risotos no momento de servir. Finalize com manjericão e parmesão.

6. Com queijos e tábuas de aperitivos: Monte uma tábua com queijos curados, azeitonas, pães e os tomates confit como elemento agridoce e untuoso – um sucesso garantido.

7. Armazenamento e uso do azeite: coloque os tomates confitados em um recipiente hermético e adicione mais azeite até cobri-los. Conserve em geladeira. A validade é de até 60 dias. O azeite aromatizado também pode ser usado em molhos, marinadas ou para finalizar pratos.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

O Gari é uma tradicional conserva japonesa feita com gengibre fresco e laminado bem fino, geralmente servido como acompanhamento de sushi e sashimi. Sua função vai além do sabor: ele é utilizado para limpar o paladar entre diferentes tipos de peixe cru, preparando a boca para a próxima mordida. O contraste entre o doce, o ácido e o picante tornam o Gari um elemento especial, que também pode acompanhar pratos quentes como yakisoba, grelhados e outros pratos da culinária oriental.

O segredo do preparo está na escolha do gengibre fresco e no corte fino, preferencialmente com mandolin, mas também pode ser feito com faca bem afiada. Trata-se de uma conserva simples e aromática, com sabor delicado e persistente.

Gari – Conserva de Gengibre

Categoria: aromáticos, couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: Cozinha Internacional (Japão), conserva aromatizada, picles, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 360 gramas – 24 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (15 g): 41 kcal

Gari – Conserva de Gengibre. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 150 gramas de gengibre
  • 2 colheres (sopa) de sal
  • 1/2 xícara de vinagre de arroz
  • 1/4 de xícara de saquê
  • 1/2 xícara de açúcar refinado

Modo de Preparo:

Descasque o gengibre e corte-o em rodelas finíssimas, de preferência com um mandolin[1]. Coloque as fatias em uma tigela (bowl), adicione o sal e esfregue bem para retirar o amargor. Deixe descansar por 5 minutos. Lave as fatias em água corrente para remover completamente o sal.

Em uma panela pequena, adicione o vinagre de arroz, o saquê e o açúcar. Leve ao fogo médio, mexendo até o açúcar se dissolver completamente. Adicione o gengibre escorrido ao líquido e cozinhe por cerca de 10 minutos, até que fique levemente translúcido e o líquido comece a caramelizar levemente. Retire do fogo, transfira para um pote de vidro esterilizado e leve à geladeira. Aguarde esfriar antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: A porção de 15 g por pessoa está tecnicamente adequada para todas as categorias indicadas, pois esta preparação mantém sua função de conserva aromática de uso pontual, atuando na limpeza do paladar entre diferentes sabores, mesmo quando servida como acompanhamento, entrada, petisco ou couvert.


Dicas de consumo:

  • Sirva o Gari como acompanhamento de sushi, sashimi, pratos quentes orientais ou até em saladas leves para um toque exótico.
  • Pode ser servido puro como um pequeno aperitivo entre pratos, para “reiniciar” o paladar.

Curiosidades:

A coloração rosa tradicional do Gari costuma vir de variedades jovens de gengibre que ganham esse tom naturalmente ao serem conservadas. Fora do Japão, às vezes é adicionado corante alimentar para alcançar o mesmo efeito.



Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as Receitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Sunomono é uma tradicional conserva agridoce de pepino muito apreciada na culinária japonesa. Seu nome vem da junção das palavras “su” (vinagre) e “mono” (coisa), o que pode ser interpretado como “coisa avinagrada”. Leve, refrescante e aromático, o Sunomono é servido geralmente como entrada ou acompanhamento de pratos como sushi, sashimi, tempurás e grelhados orientais.

Embora o preparo clássico utilize pepino japonês, vinagre de arroz, açúcar e uma pitada de sal, a receita pode ser enriquecida com ingredientes como kani kama, polvo, camarão, fatias de peixe cru, cenoura, rabanete ou algas como wakame. A versatilidade dessa conserva faz dela uma opção interessante para compor desde bento boxes[1] até entradas sofisticadas.

Sunomono – Conserva de Pepino

Categoria:  aromáticos, couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: Cozinha Internacional (Japão), conserva aromática, picles, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 500 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 g ): 20 kcal

Sunomono. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 600 gramas de pepino japonês
  • 2 colheres (sopa) de sal
  • 3 colheres (sopa) de vinagre de arroz
  • 3 colheres (sopa) de açúcar
  • Gergelim branco e/ou preto à gosto (opcional)

Modo de Preparo:

Lave bem os pepinos e fatie em rodelas finíssimas, preferencialmente com o auxílio de um cortador de legumes ou mandolin. Misture o sal às fatias e transfira para uma peneira. Deixe descansar por 10 minutos, permitindo que o pepino desidrate. Após esse tempo, lave as fatias em água corrente para retirar o excesso de sal. Esprema bem com as mãos para eliminar o líquido. Reserve.

Em uma panela pequena, aqueça o vinagre de arroz com o açúcar apenas até dissolver completamente. Não deixe ferver para evitar amargor. Espere a mistura esfriar e despeje sobre os pepinos. Misture bem e leve à geladeira. Na hora de servir, finalize com gergelim torrado a gosto.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: A porção de 50 g por pessoa está tecnicamente adequada para todas as categorias indicadas, pois o Sunomono mantém sua função de acompanhamento leve servido à parte, atuando como elemento refrescante e de contraste ácido, mesmo quando apresentado como entrada, petisco ou couvert.

Dicas de consumo:

  • Sirva como entrada fria ou como guarnição para pratos japoneses, peixes grelhados ou carnes suínas.
  • Experimente adicionar kani kama desfiado ou tiras de alga wakame hidratada para versões mais completas.
  • Ideal para dias quentes, servindo como um “limpador de paladar” entre diferentes pratos.

Curiosidades: O Sunomono é muito valorizado na cultura japonesa por sua leveza e efeito refrescante. Além disso, por ser rico em vinagre, tem propriedades digestivas e ajuda na conservação dos alimentos. Nas tradicionais casas japonesas, ele é frequentemente preparado em grandes quantidades e armazenado por vários dias.



Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Caponata é um preparo tradicional da Sicília, região ao sul da Itália conhecida por combinar sabores marcantes de vegetais, azeite e ervas frescas. Originalmente, era um prato camponês feito com ingredientes disponíveis na estação, como berinjela, tomate, cebola e alcaparras. Ao longo do tempo, ganhou inúmeras versões familiares e regionais, podendo ser servida quente, fria ou em temperatura ambiente. Nesta adaptação, mantemos a essência siciliana com ingredientes clássicos, em uma versão prática, leve e versátil para ser servida como entrada, acompanhamento ou petisco.

Caponata de Berinjela

Categoria: couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, petiscos

Especificação: Salada Clássica, Salada de Legumes, Cozinha Internacional (Itália – Sicília), vegetariana, vegana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 360 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 120 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 30 ml de azeite
  • 1 dente de alho em brunoise
  • 1/2 cebola em cubos médios
  • 1/2 berinjela em cubos médios
  • 150 g de tomate pelatti
  • 50 g de alcaparras
  • 10 folhas de manjericão picadas
  • Sal à gosto

Modo de Preparo:

Aqueça o azeite em uma frigideira ampla. Acrescente o alho e a cebola e refogue por alguns instantes, até começarem a suar. Adicione a berinjela e mexa bem para envolver no azeite. Junte o tomate pelatti e as alcaparras e deixe cozinhar até que a berinjela murche e fique macia. Finalize com o manjericão picado e ajuste o sal conforme necessário.

1. Observação sobre a porção: Para fins de padronização, esta preparação é classificada como entrada, com porção de 120 g por pessoa, acompanhada de 30 g de pães, conforme os critérios apresentados no post A Composição do Almoço e do Jantar  e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo:

  • Como entrada: Sirva a caponata em porção de 120 g, acompanhada de 30 g de pães, como pão italiano, ciabatta, focaccia ou torradas rústicas. Pode ser apresentada fria, em temperatura ambiente ou levemente morna, conforme a proposta do serviço.
  • Como petisco: Disponha a caponata em pequenas cumbucas ou ramequins, acompanhada de pães fatiados, grissini ou crackers artesanais. É uma ótima opção para mesas de aperitivos, encontros informais e recepções.
  • Como couvert: Sirva em pequenas porções para compartilhar, acompanhando pães variados, azeite extravirgem e, se desejar, muçarela de búfala ou queijos frescos. Funciona bem como abertura de refeições de inspiração mediterrânea.
  • Como acompanhamento ou guarnição: Pode acompanhar carnes assadas, aves grelhadas ou peixes preparados na grelha ou no forno, trazendo frescor e acidez ao prato principal.
  • Outras utilizações: Também pode ser utilizada como recheio de sanduíches, bruschettas e wraps, ou como complemento de saladas e bowls.

3. Dica extra: A caponata fica ainda mais saborosa após algumas horas de descanso, quando os sabores se integram e se intensificam.

4. Curiosidades

  • Na Sicília, a caponata apresenta diversas variações regionais e familiares. É comum a adição de azeitonas, uvas-passas, pinoli ou um toque de vinagre, criando o contraste agridoce característico da preparação.
  • Tradicionalmente, a caponata é servida em temperatura ambiente, reforçando seu papel como prato versátil, que transita entre entrada, acompanhamento e antepasto.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as Receitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O pastel crocante de carne e batata é uma daquelas receitas que atravessam gerações, carregando memória afetiva, tradição e muito sabor em cada mordida. Esta receita tem um significado muito especial para mim, pois remete às lembranças da minha mãe, que sempre preparava pasteizinhos para as festas da família ou quando queríamos saborear algo diferente em casa. Ainda me recordo dela dizendo: “O segredo para o pastelzinho ficar crocante e cheio de bolinhas é colocar cachaça ou álcool na massa”.

Ela costumava preparar duas versões que faziam sucesso entre crianças e adultos: os pasteizinhos recheados com carne moída e batata, e os de banana, que depois de fritos eram envolvidos em açúcar e canela. Eram receitas simples, mas carregadas de carinho, tradição e sabor.

Além da memória afetiva, o pastel ocupa um lugar de destaque na culinária brasileira. Embora seja considerado um dos maiores símbolos da comida popular nacional, sua história está relacionada às adaptações culinárias desenvolvidas por imigrantes chineses e japoneses que chegaram ao Brasil durante o século XX. Inspirado em preparações orientais semelhantes, o pastel foi ganhando identidade própria, incorporando ingredientes locais e se transformando em um dos alimentos mais populares do país. Embora consumido em todo o Brasil, o pastel moderno tem forte ligação histórica com as feiras livres paulistas, onde se popularizou e ganhou as características que o tornaram um dos maiores símbolos da culinária brasileira.

Presente em feiras livres, lanchonetes, bares e reuniões familiares, o pastel conquistou os brasileiros pela combinação irresistível de massa fina, crocante e dourada com recheios variados. Nesta versão, o tradicional recheio de carne moída e batata traz o sabor das receitas caseiras que marcaram muitas gerações.

Pastel Frito Caseiro

Categoria: Entradas, café da manhã, lanches, petisco, acompanhamento/guarnição

Especificação: Salgados, pastel, comida de boteco, sem lactose, cozinha brasileira (São Paulo)

Tempo de Preparo: 1 hora (incluindo descanso da massa)

Rendimento: 900 gramas – 30 pastéis (com 30 g cada) – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (3 unidades – 90 g): 198 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

Massa:

  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 1 colher (sopa) de cachaça ou álcool
  • 1 gema de ovo
  • 1 colher (chá) de sal
  • Água filtrada, se necessário

Recheio de carne e batata:

  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 1 cebola pequena picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 300 g de carne bovina moída
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 240 g de batata inglesa descascada e cortada em cubos pequenos
  • 60 ml de água
  • Salsa e cebolinha picadas a gosto

Modo de Preparo:

Massa:

Em uma tigela média, misture a farinha de trigo e o sal. Abra uma cavidade no centro e adicione o óleo, a cachaça e a gema. Misture inicialmente com uma colher e depois com a ponta dos dedos até formar uma farofa úmida. Acrescente pequenas quantidades de água filtrada somente se necessário, até obter uma massa homogênea.

Sove por alguns minutos até ficar lisa, macia e levemente brilhante. Cubra com um pano limpo ou plástico culinário e deixe descansar por 30 minutos.

Recheio de carne e batata:

Aqueça o óleo em uma panela média. Refogue a cebola até ficar transparente. Adicione o alho e refogue por alguns segundos. Acrescente a carne moída e cozinhe até perder completamente a cor rosada. Tempere com sal e pimenta do reino.

Adicione a batata cortada em cubos pequenos e misture bem. Acrescente a água e cozinhe em fogo baixo, com a panela parcialmente tampada. Cozinhe até a batata ficar macia e o líquido evaporar completamente. Finalize com salsa e cebolinha. Transfira para uma travessa e deixe esfriar completamente antes de utilizar.

Montagem e Fritura:

Abra a massa sobre superfície levemente enfarinhada até ficar bem fina. Com um aro redondo ou copo largo, corte discos de aproximadamente 8 cm de diâmetro. Distribua cerca de 20 g de recheio em cada disco. Dobre formando meias-luas. Pressione as bordas com os dedos e finalize a vedação utilizando um garfo. Disponha os pastéis sobre uma superfície enfarinhada sem sobreposição.

Aqueça o óleo entre 170 °C e 180 °C. Frite os pastéis em pequenas quantidades até dourarem. Durante a fritura, regue óleo quente sobre a superfície dos pastéis para favorecer a formação das características bolhas crocantes. Retire e escorra sobre papel absorvente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: Esta receita foi ajustada considerando a categoria entradas e petiscos. A porção de 3 unidades por pessoa segue como referência para consumo moderado, podendo variar conforme o contexto da refeição. Para mais detalhes, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de preparo e consumo:

  • Evite recheios excessivamente úmidos para não comprometer a vedação da massa.
  • O pastel pode ser servido como petisco, entrada, lanche ou acompanhamento.
  • A receita permite inúmeras variações de recheio, como frango desfiado, queijo, palmito, camarão, cogumelos, carne vegetal ou jaca temperada.
  • Para congelar, distribua os pastéis crus em uma assadeira sem sobreposição. Após congelados, transfira para embalagens adequadas e mantenha sob congelamento por até 3 meses.
  • Para preparar a tradicional versão doce, recheie os discos com banana madura picada ou levemente amassada. Após a fritura, passe os pastéis ainda quentes em uma mistura de açúcar e
Pastel com recheio de banana

3. Curiosidades:

  • A cachaça ou o álcool utilizado na massa evapora durante a fritura, favorecendo a formação das pequenas bolhas que deixam o pastel mais crocante.
  • O pastel brasileiro desenvolveu características próprias a partir da adaptação de preparações orientais trazidas por imigrantes asiáticos.
  • As feiras livres contribuíram decisivamente para a popularização do pastel em todas as regiões do Brasil.
  • A combinação de carne moída e batata está entre os recheios caseiros mais tradicionais, proporcionando textura macia e sabor equilibrado. O pastel é um dos alimentos mais populares em feiras livres no Brasil, sendo símbolo da comida de rua nacional.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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A carne moída de soja, preparada a partir da proteína texturizada de soja (PTS), é uma alternativa prática, econômica e nutritiva à carne animal. Muito utilizada nas culinárias vegetariana e vegana, ela se destaca pela versatilidade e pela capacidade de absorver sabores, adaptando-se a diferentes preparações.

Apesar de seu grande potencial culinário, é comum que muitas pessoas rejeitem a PTS devido ao seu sabor residual característico. No entanto, quando corretamente hidratada e bem temperada, transforma-se em um ingrediente extremamente saboroso e agradável. Nesta receita, o processo de hidratação e lavagem é fundamental para neutralizar esse sabor, garantindo um resultado leve, aromático e equilibrado.

Além de ser servida como acompanhamento, essa preparação pode ser utilizada como base para diversos pratos, como molhos, recheios e preparações típicas do dia a dia, ampliando significativamente seu uso na cozinha.

Carne Moída de Soja

Categoria: acompanhamento/guarnição, prato principall

Especificação: leguminosas, recheio para salgado, vegana, vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 520 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (130 gramas): 78 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Hidratação da soja:

  • 1 xícara de proteína de soja granulada
  • 3 xícaras de água
  • 2 colheres (sopa) de vinagre ou suco de limão
  • 4 colheres (sopa) de molho de soja

Preparação da Carne Moída:

  • 2 dentes de alho picados
  • 1/2 cebola picada
  • 1/8 de pimentão verde picado (opcional)
  • 1/8 de pimentão amarelo picado (opcional)
  • 1 colher (sopa) de manteiga vegetal
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Hidratação da soja:

Em uma panela, coloque a proteína de soja, a água e o vinagre (ou suco de limão). Leve ao fogo médio até levantar fervura. Abaixe o fogo e cozinhe por mais 5 minutos. Escorra em uma peneira e lave bem em água corrente, esfregando com as mãos para remover o sabor residual. Esprema bem para retirar o excesso de água. Transfira para uma tigela e adicione o molho de soja. Deixe descansar por 5 minutos para absorção de sabor.

Preparação da Carne Moída:

Em uma frigideira, aqueça a manteiga vegetal e refogue o alho, a cebola e os pimentões até ficarem levemente dourados. Acrescente a proteína de soja hidratada. Refogue por cerca de 5 minutos, mexendo sempre. Ajuste o sal e finalize.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: esta receita foi dimensionada como prato principal, considerando a porção média de 130 g, conforme orientação do post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Essa preparação pode ser utilizada de diversas formas: como “carne moída” base, em molhos estilo bolonhesa ou como recheio de salgados. Também pode ser enriquecida com legumes, como batata inglesa cozida em cubos, cenoura ou ervilhas, tornando-se ainda mais nutritiva e completa.

3. Dicas de consumo:

  • Como acompanhamento, combina muito bem com arroz, feijão, purês e legumes salteados, compondo refeições equilibradas.
  • Pode ser utilizada como recheio para pastéis, tortas, panquecas e tapiocas.
  • Funciona perfeitamente como base para molhos, especialmente em preparações como lasanhas e massas.
  • Para um prato principal mais completo, sirva com grãos (arroz, quinoa) e vegetais variados.
  • Pode ser armazenada em geladeira por até 3 dias ou congelada por até 3 meses, facilitando o planejamento de refeições.
  • No capítulo “Salgadinhos e Petiscos”, você encontra a receita de Pastel Frito Caseiro, uma excelente sugestão para aplicar essa preparação como recheio.

4. Curiosidades:

  • Pode ser utilizada de diversas formas: carne moída, molho à bolonhesa ou ainda como recheio de salgados sem proteína animal. Se quiser, pode adicionar batata inglesa cozida em cubinhos.
  • A proteína texturizada de soja (PTS) é produzida a partir da farinha de soja desengordurada, sendo uma excelente fonte de proteína vegetal.
  • Quando bem hidratada e temperada, sua textura se aproxima da carne moída tradicional, o que a torna uma alternativa bastante utilizada em substituições culinárias.
  • O uso de ácido na hidratação, como vinagre ou limão, ajuda a reduzir o sabor residual característico da soja.
  • É um ingrediente amplamente utilizado em dietas vegetarianas e veganas devido ao seu bom custo-benefício e versatilidade culinária.

Quer aprender uma receita de massa de pastel frito caseiro? Acesse.

Pastel frito caseiro com recheio de carne moída de soja



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Quer preparar um tira gosto fácil e saboroso? A Costelinha na Fritadeira além de ser simples de fazer, é mais saudável, pois não utiliza óleo na fritura. Para ficar ainda mais gostoso indico acompanhar com uma Farofa de Jiló.

Costelinha na Fritadeira

Categoria: Prato Principal, Comida de Boteco, Petisco

Especificação: Carnes, Carne Suína

Tempo de Preparo: 50 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 600 gramas de costelinha suína
  • 1/2 colher (sopa) de colorau
  • 1/2 colher (sopa) de sal
  • 4 dentes de alho triturado

Modo de Preparo:

Misture o colorau, o alho e o sal. Tempere as costelinhas e deixe marinando por 20 minutos. Frite as costelinhas na fritadeira elétrica à 180º C por 30 minutos. Vire na metade do tempo.

Dicas:

Sirva acompanhado de Farofa de jiló.


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É uma ótima opção de petisco para qualquer evento. Pode também ser servida como entrada. O bolinho de tilápia além de ser delicioso, é fácil de fazer e fonte de vitaminas e nutrientes para o organismo.

Bolinho de Tilápia

Categoria: Entradas, lanches, Acompanhamento/Guarnição, petisco, comida de boteco,

Especificação: Bolinho Salgado, Salgadinho, Peixes, 

Tempo de Preparo: 50 minutos

Rendimento: 35 unidades

Dificuldade: Fácil

Bolinho de Tilápia Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 500 g de filé de tilápia
  • 300 g de batata
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 cebola grande em brunoise
  • 3 dentes de alho amassados
  • 2 colheres (chá) de Lemon Pepper
  • 1 colher (café) de cúrcuma
  • 1 colher (café) de noz moscada
  • 1 pitadinha de pimenta caiena em pó
  • 2 colheres (sopa) de salsinha picada
  • 1 ovo
  • 4 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • Sal, a gosto
  • Farinha panko para empanar
  • Óleo, suficiente para fritar

Modo de Preparo:

Cozinhe as batatas, descasque e amasse até formar um purê. Reserve e deixe esfriar. Enquanto isso, corte os filés de tilápia em cubinhos e reserve. Em uma panela, doure o alho e a cebola no azeite. Adicione a tilápia, o Lemon Pepper, a cúrcuma, a noz moscada e a pimenta caiena. Refogue por 10 minutos ou até que o peixe cozinhe. Reserve e deixe esfriar.

Em uma bowl, adicione a tilápia refogada, a batata amassada, a salsinha e misture bem. Ajuste o sal. Adicione o ovo batido aos poucos e misture até dar ponto para enrolar os bolinhos. Para modelar os bolinhos utilize uma colher. Com a colher retire a quantidade de massa para um bolinho e coloque na farinha panko. Gire com cuidado até cobrir todo o bolinho. Frite por imersão em óleo quente. Sirva em seguida.

Dicas:

1. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.

2. Fritar por imersão é cozinhar o alimento por imersão em um elemento gorduroso quente, utilizando recipientes adequados (frigideiras ou fritadeiras industriais) até adquirir cor e textura crocante.

3. Ao fritar, coloque 3 a 4 bolinhos para não esfriar a gordura.

4. Sirva acompanhado com limão.


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