Sashimi

Sashi significa furado. Mi significa carne. Sashimi quer dizer carne perfurada, nome que se refere à técnica de pesca tradicionalmente usada para preparar esse prato. Diferente do sushi, o sashimi não leva arroz nem alga nori. Trata-se apenas de um pedaço de peixe cru, cortado em fatias finas, consumido geralmente com molho de soja e/ou wasabi (pasta de raiz forte).

O maki pode ser servido como entrada, prato principal, acompanhamento ou petisco. É comum acompanhar com molho de soja, tarê, gengibre em conserva (gari), conserva de pepino agridoce (sunomono) e wasabi. Para decorar, utilizam-se lâminas finas ou legumes ralados como pepino japonês, cenoura, beterraba, nabo, acelga, além de folhas e ervas como alface, cebolinha e salsa crespa.

Categoria: Acompanhamento/Guarnição, Entradas, Prato Principal

Especificação: Cozinha Internacional, Cozinha Japonesa, Peixes, Frutos do Mar, Vegetais e Frutas

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento:

  • Salmão (fatias mais espessas): aproximadamente 20 a 24 fatias.
  • Atum (fatias médias): aproximadamente 24 a 30 fatias.
  • Peixes brancos (corte usuzukuri, em lâminas finas): aproximadamente 40 a 50 fatias.

Dificuldade: Fácil

Sashimi de peixe branco. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

500 gramas de peixe em filé grosso (salmão, atum ou peixe branco)

Sashimi de atum. Imagem Adriana Tenchini
Sashimi de peixe branco. Imagem Adriana Tenchini.

Modo de Preparo:

Limpe o filé, retirando as partes escuras. Utilize uma faca de sashimi ou uma faca bem afiada. Apalpe com as pontas dos dedos em busca de espinhos e retire-os com cuidado. Corte o peixe em fatias não muito finas. Os peixes mais macios, como o salmão, devem ser cortados em fatias um pouco mais grossas. Já os peixes brancos podem ser cortados em lâminas quase transparentes. Arrume os pedaços em pratinhos individuais ou travessas e decore conforme a sua criatividade.

Toques Finais e Sugestões:

1. Rendimento: O rendimento informado nesta receita corresponde apenas à quantidade total produzida. A quantidade a ser servida por pessoa deve ser definida conforme o tipo de refeição, o estilo de serviço e a combinação com outras preparações. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo: Sirva imediatamente após o preparo para garantir o frescor e a segurança alimentar. Combine o sashimi com pequenas porções de arroz gohan ou saladas leves.

3. Curiosidades: Embora o sashimi tradicional seja feito com peixes de água salgada, no Brasil é comum o uso de peixes de água doce como a tilápia. Isso se deve à popularização do prato em regiões onde o acesso ao peixe do mar é limitado, aliado ao controle sanitário cada vez mais rigoroso da produção aquícola nacional.

Tipos de Peixes Mais Usados para Sashimi

A preferência tradicional é por peixes de água salgada, devido ao menor risco de contaminação por parasitas. Porém, no Brasil, muitos peixes de água doce são também utilizados com segurança, desde que provenientes de criatórios certificados.

  • Linguado: carne nobre e de alta procura, com sabor macio e suave
  • Badejo: carne clara, saborosa e com baixo teor de gordura
  • Cavala: carne firme e saborosa, pode ser tostada ao fogo ou grelhada
  • Sardinha: sabor forte, costuma ser preparada com marinada de vinagre e temperos
  • Tilápia: carne branca, macia e saborosa, normalmente servida com molho shoyu
  • Namorado: comum em restaurantes, pode ser servido cru, grelhado ou à milanesa
  • Salmão: muito versátil, pode ser servido cru, picado, grelhado, desfiado ou combinado com arroz e ovas
  • Robalo: carne clara, saborosa e com pouca gordura
  • Anchova: parente da truta, possui teor médio de gordura e sabor apreciado
  • Garoupa: baixo teor de gordura, pode ser servida crua, grelhada ou assada
  • Olhete: carne macia e saborosa, com teor médio de gordura
  • Atum: sabor marcante, carne firme e tenra, com gordura moderada
  • Cavalinha: carne bastante apreciada, geralmente preparada com vinagre e temperos

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Temaki Sushi

Te significa mão. Maki significa enrolar. O temaki é o sushi enrolado em forma de cone, feito com uma folha de alga nori, arroz de sushi e recheios diversos. Os recheios podem incluir peixe (como salmão, atum ou peixe branco), polvo, frutos do mar, kani kama, vegetais, frutas ou outros ingredientes conforme a criatividade de quem prepara. O temaki conquistou também o paladar dos brasileiros, e hoje existem temakerias em diversas cidades do país.

O maki pode ser servido como entrada, prato principal, acompanhamento ou petisco. É comum acompanhar com molho de soja, tarê, gengibre em conserva (gari), conserva de pepino agridoce (sunomono) e wasabi. Para decorar, utilizam-se lâminas finas ou legumes ralados como pepino japonês, cenoura, beterraba, nabo, acelga, além de folhas e ervas como alface, cebolinha e salsa crespa.

Categoria: Acompanhamento/Guarnição, Entradas, Prato Principal

Especificação: Cozinha Internacional, Cozinha Japonesa, Peixes, Frutos do Mar, Vegetais e Frutas

Tempo de Preparo: 15 minutos por unidade

Rendimento: Cada receita rende 1 temaki pequeno

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Temaki Shake Sushi – salmão.

  • 50 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/4 de folha de alga nori
  • 40 gramas de salmão, cortado em cubinhos
  • Cebolinha, picada à gosto (opcional)

Temaki Teka Sushi – atum.

  • 50 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/4 de folha de alga nori
  • 40 gramas de atum, cortado em cubinhos
  • Cebolinha, picada à gosto (opcional)

Temaki Kani Sushi – Kani Kama.

  • 50 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/4 folha de alga nori
  • 2 unidades de kani kama, cortado em cubinhos
  • Cebolinha, picada à gosto (opcional)

Temaki Ebi Sushi – camarão

  • 50 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/4 de folha de alga nori
  • 40 gramas de camarão, cozido
  • Cebolinha, picada à gosto (opcional)

Temaki Taco Sushi – tentáculos de polvo.

  • 50 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/4 de folha de alga nori
  • 40 gramas de tentáculos de polvo, cozido

Temaki Califórnia

  • 50 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/4 de folha de alga nori
  • 1 unidade de kani kama ou 30 gramas peixe ou 30 gramas de fruto do mar fatiado
  • 5 gramas de pepino japonês fatiado
  • 10 gramas de fruta (manga, maçã, abacate, morango ou kiwi) fatiado

Temaki Philadelphia

  • 50 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/4 de folha de alga nori
  • 40 gramas de salmão, cortado em tiras   
  • 10 gramas de cream cheese
  • Cebolinha, picada à gosto (opcional)

Modo de Preparo:

Se o recheio tiver mais de um ingrediente, misture previamente e reserve. Com a mão seca, posicione a alga nori na palma da mão. Espalhe o arroz de sushi sobre o lado esquerdo da nori. Adicione o recheio na diagonal. Para formar o cone, pegue a ponta inferior esquerda da alga com os dedos indicador e polegar e leve até a extremidade superior esquerda do arroz. Enrole com a mão até formar um cone semelhante a uma casquinha de sorvete.

Toques Finais e Sugestões:

1. Rendimento: O rendimento informado nesta receita corresponde apenas à quantidade total produzida. A quantidade a ser servida por pessoa deve ser definida conforme o tipo de refeição, o estilo de serviço e a combinação com outras preparações. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo: O temaki deve ser consumido logo após o preparo, para preservar a crocância da alga nori. Sirva com molhos frios, conserva de gengibre ou pequenas porções de salada.

3. Curiosidades: No Japão, o temaki é tradicionalmente preparado em casa, especialmente em festas ou reuniões informais. No Brasil, o temaki ganhou popularidade nas temakerias, sendo servido como refeição individual em formato generoso, muitas vezes adaptado ao paladar brasileiro com ingredientes como cream cheese e frutas tropicais.

4. Dicas de preparo:

Temaki Ebi Sushi: utilize os camarões sem casca. Tempere e salteie em uma frigideira até ficarem rosados.

Temaki Taco Sushi: prefira tentáculos de polvo fresco. Cozinhe em panela de pressão, em fogo médio, com água suficiente para cobri-los, por cerca de 20 minutos.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Hot Roll Sushi

“Hot” significa quente. “Roll” significa rolo. O Hot Roll é um sushi empanado, enrolado em alga e frito até formar uma casquinha crocante com farinha panko. Costuma ter recheios variados e deve ser servido quente. Embora seja uma criação brasileira, tornou-se popular e é comumente encontrado nos cardápios de restaurantes japoneses no Brasil.

Categoria: Acompanhamento/Guarnição, Entradas, Prato Principal

Especificação: Cozinha Internacional, Cozinha Japonesa, Peixes, Frutos do Mar, Vegetais e Frutas

Tempo de Preparo: 10 minutos para cada rolinho

Rendimento: 8 hot roll

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 rolo de Maki de sua preferência
  • 1 ovo
  • 1 xícara (chá) de água
  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo
  • Farinha panko (farinha de rosca japonesa) para empanar
  • Óleo para fritar

Modo de Preparo:

Em uma tigela, coloque o ovo, a água e a farinha de trigo. Misture bem até formar uma massa lisa. Reserve. Passe o rolo de Maki na massa preparada, empane com a farinha panko e frite em óleo quente. Com uma faca, corte o rolo ao meio e, em seguida, corte novamente ao meio até obter oito pedaços. Sirva imediatamente, ainda quente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Rendimento: O rendimento informado nesta receita corresponde apenas à quantidade total produzida. A quantidade a ser servida por pessoa deve ser definida conforme o tipo de refeição, o estilo de serviço e a combinação com outras preparações. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo: Sirva o Hot Roll com acompanhamentos típicos como Gari (conserva de gengibre), Sunomono (conserva de pepino), Tarê, Molho de Soja e Wasabi. Para enfeitar o prato, utilize ingredientes frescos e coloridos como lâminas finas de pepino japonês, cenoura ralada, beterraba, nabo, acelga, alface, cebolinha ou salsa crespa.

3. Curiosidades: O Hot Roll é uma adaptação brasileira da culinária japonesa, criada para agradar ao paladar local, que muitas vezes prefere pratos quentes e com texturas crocantes. É um exemplo clássico da fusão entre técnicas orientais e ingredientes ocidentais.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Nigiri Sushi

O nigiri (ou niguiri) é um dos tipos mais tradicionais de sushi da culinária japonesa. É feito à mão, moldando-se um pequeno bolinho de arroz temperado (o arroz de sushi), coberto por uma fatia de peixe cru ou outro ingrediente. As opções mais comuns incluem salmão, atum, peixe branco, camarão, polvo e kani kama, mas também é possível usar vegetais, frutas ou outras combinações criativas.

Diferentemente de outros tipos de sushi, o nigiri normalmente não leva a folha de alga nori, embora em algumas versões ela seja utilizada em tiras estreitas apenas para prender a cobertura ao arroz. A montagem exige delicadeza e atenção aos detalhes, tanto no corte dos ingredientes quanto na textura do arroz.

Durante o preparo, é essencial manter uma tigela com água e fatias de limão ao lado para umedecer as mãos, evitando que o arroz grude. Sirva acompanhado de conservas tradicionais como o gari (gengibre em conserva) e o sunomono (pepino em conserva), além de molhos como o tarê, o shoyu e um pouco de wasabi. Para decorar, você pode usar lâminas finas de pepino japonês, cenoura ralada, beterraba ralada, nabo ralado, acelga, folhas de alface, cebolinha ou salsa crespa.

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal, petisco

Especificação: Cozinha Internacional, Cozinha Japonesa, Peixes, Frutos do Mar, Vegetais e Frutas

Tempo de Preparo: 5 minutos

Rendimento: uma unidade

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchii

Ingredientes:

  • 25 gramas de arroz de sushi, já cozido e temperado
  • 10 gramas de cobertura (peixe cru como salmão, atum ou peixe branco, camarão, polvo, kani kama, vegetais ou frutas)
  • Tiras de alga nori com 1 a 2 cm de largura (opcional)

Modo de Preparo:

Umedeça levemente as mãos com água e limão para evitar que o arroz grude. Pegue uma porção de arroz e molde com as mãos até formar um pequeno bolinho firme e ovalado. Corte o ingrediente escolhido para a cobertura no tamanho adequado e posicione-o cuidadosamente sobre o arroz moldado. Se necessário, use uma tira de alga nori para prender a cobertura à base de arroz.

Toques Finais e Sugestões:

1. Rendimento: O rendimento informado nesta receita corresponde apenas à quantidade total produzida. A quantidade a ser servida por pessoa deve ser definida conforme o tipo de refeição, o estilo de serviço e a combinação com outras preparações. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo: Sirva os nigiris com tarê, shoyu e um toque de wasabi. Conservas japonesas como gari e sunomono complementam muito bem o prato. Para uma apresentação elegante, use uma louça neutra e finalize com pequenos elementos decorativos como gergelim preto, brotos ou flores comestíveis.

3. Técnicas e orientações específicas:

  • Mantenha sempre à mão uma tigela com água, vinagre e uma fatia de limão ou apenas água, para manter as mãos úmidas durante o preparo e evitar que o arroz grude.
  • Para preparar nigiri de peixe, corte os filés de salmão, atum ou peixe branco em lâminas finas, no sentido contrário às fibras.
  • No caso do camarão, utilize unidades médias. Retire a cabeça, espete um palito no sentido do comprimento pela cabeça e cozinhe em água salgada fervente por um minuto. Depois, retire o palito e a casca, deixando a cauda. Abra pela parte inferior com uma faca e retire o intestino dorsal.
  • Para o polvo, prefira os tentáculos frescos. Cozinhe em panela de pressão com água suficiente para cobri-los por aproximadamente 20 minutos.
  • Se for usar kani kama, corte ao meio no sentido do comprimento.
  • Outros ingredientes devem ser cortados da forma que melhor se adeque ao formato do nigiri, garantindo boa fixação e apresentação.

4. Curiosidades: O nigiri é uma das formas mais antigas de sushi, com registros desde o século XIX em Edo (atual Tóquio), onde era vendido como fast-food de rua. Ele representa a essência da culinária japonesa: simplicidade, equilíbrio e respeito aos ingredientes.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Uramaki Sushi

O termo uramaki vem da junção das palavras “ura“, que significa reverso, e “maki“, que quer dizer enrolar. Diferente do hossomaki e do maki sushi tradicional, o uramaki é conhecido como o “sushi enrolado ao contrário”. Nesse tipo de sushi, a alga nori fica na parte interna, enquanto o arroz de sushi envolve a parte externa, geralmente salpicada com sementes de gergelim.

Essa técnica surgiu no Japão, mas ganhou ainda mais popularidade fora do país, especialmente nos Estados Unidos. Foi lá que se desenvolveram versões como o Uramaki Califórnia e o Philadelphia Roll. O uramaki pode ser recheado com uma variedade de ingredientes, como peixes (salmão, atum ou peixe branco), polvo, camarão, kani kama, vegetais, frutas e combinações criativas conforme o gosto do sushiman ou da pessoa que estiver preparando.

O preparo exige uma faca de sushi (ou uma bem afiada), uma tigela com água e fatias de limão (para umedecer os dedos e a lâmina) e uma esteira de bambu (sudarê) envolta em plástico filme. Pode ser servido como entrada, acompanhamento, prato principal ou petisco, sendo ideal para acompanhar gari (gengibre em conserva), sunomono (conserva de pepino), tarê, molho de soja e wasabi. A decoração pode incluir pepino japonês laminado, cenoura ou beterraba ralada, nabo ralado, acelga, alface, cebolinha ou salsa crespa.

Categoria: Acompanhamento/Guarnição, Entradas, Prato Principal

Especificação: Cozinha Internacional, Cozinha Japonesa, Peixes, Frutos do Mar, Vegetais e Frutas

Tempo de Preparo: 15 minutos para preparar cada rolinho

Rendimento: Cada receita abaixo rende 1 rolinho de sushi ou 8 makis sushi

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Shake Uramaki (salmão)

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 20 gramas de salmão, cortado em tiras
  • 10 gramas de semente de gergelim

Teka Uramaki (atum)

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 20 gramas de atum, cortado em tiras
  • 10 gramas de semente de gergelim

Kappa Uramaki (pepino)

  •  100 gramas de arroz de sushi, cozido
  •  1/2 folha de alga nori
  •  20 gramas de pepino japonês, sem sementes, cortado em tiras
  • 10 gramas de semente de gergelim

Kani Uramaki (kani)

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 1 unidade de kani kama, cortado em tiras
  • 10 gramas de semente de gergelim

Ebi Uramaki (camarão)

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 20 gramas de camarão, cozido
  • 10 gramas de semente de gergelim

Taco uramaki (polvo)

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 20 gramas de tentáculos de polvo, cozido
  • 10 gramas de semente de gergelim

Uramaki de Salmão com Abacate

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 20 gramas de salmão, cortado em tiras
  • 10 gramas de abacate
  • 10 gramas de semente de gergelim

Uramaki Califórnia – Versão americana com toque agridoce e muito popular no mundo inteiro.

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 5 gramas de kani kama ou peixe ou fruto do mar fatiado
  • 5 gramas de pepino japonês fatiado
  • 10 gramas de fruta (manga, maçã, abacate, morango ou kiwi) fatiado
  • 10 gramas de semente de gergelim

Uramaki Philadelphia – Outra versão americana, muito consumida no Brasil.

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 20 gramas de salmão, cortado em tiras   
  • 10 gramas de cream cheese
  • 10 gramas de semente de gergelim

Modo de Preparo:

Forre a esteira de bambu (sudarê) com plástico filme. Coloque a alga nori sobre a esteira, com o lado brilhante para baixo. Umedeça as pontas dos dedos na água com limão e espalhe o arroz sobre a alga. Salpique sementes de gergelim sobre o arroz (quando for o caso). Vire a alga com cuidado, deixando o arroz para baixo.

Disponha o recheio escolhido em linha horizontal sobre a alga. Enrole firmemente com o auxílio da esteira, formando um cilindro. Molhe a lâmina da faca na água com limão e corte o rolinho ao meio. Corte cada metade ao meio novamente, formando 8 pedaços.

Uramaki Sushi sendo preparado. Imagem Adriana Tenchini.

Toques Finais e Sugestões:

1. Rendimento: O rendimento informado nesta receita corresponde apenas à quantidade total produzida. A quantidade a ser servida por pessoa deve ser definida conforme o tipo de refeição, o estilo de serviço e a combinação com outras preparações. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo

Sirva com molho de soja, tarê ou wasabi. Acompanhe com conservas como gari e sunomono. Ideal para compor mesas japonesas variadas ou para oferecer como entrada em jantares orientais.

3. Curiosidades

O uramaki nasceu como uma alternativa para agradar paladares ocidentais, especialmente de quem não gostava da textura da alga por fora. A versão Califórnia é um exemplo claro dessa adaptação.


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Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Hossomaki Sushi

A palavra hosomaki vem da junção dos termos japoneses hoso (fino) e maki (enrolado). Trata-se de um tipo de sushi em formato cilíndrico, com alga nori na parte externa, recheio central e arroz de sushi entre as duas camadas. Por serem pequenos e delicados, os hossomakis costumam levar apenas um ou dois ingredientes no recheio, como salmão, atum, peixe branco, polvo, frutos do mar, kani kama, vegetais ou frutas. O formato é moldado com o auxílio de uma esteira de bambu chamada sudarê, que garante a pressão uniforme e o acabamento firme do rolinho.

Hossomaki sushi. Imagem Adriana Tenchini.

Maki Sushi

Maki sushi. Imagem Adriana Tenchini.

O maki sushi é um tipo de sushi enrolado em formato cilíndrico, preparado com o auxílio da esteira de bambu chamada sudarê. Seu diâmetro é um pouco maior que o do hossomaki, permitindo o uso de mais de um ingrediente no recheio. A montagem é feita com uma folha de alga nori por fora, o arroz de sushi no meio e, no centro, os ingredientes escolhidos, que podem incluir peixes crus ou cozidos, frutos do mar, kani kama, vegetais ou frutas.

Após ser enrolado, o cilindro é cortado em pedaços de aproximadamente um a dois centímetros de espessura. Para um corte limpo e uma apresentação precisa, utiliza-se uma faca bem afiada e uma tigela com água e fatias de limão. Essa água é usada para umedecer as mãos e a lâmina da faca durante o preparo, evitando que o arroz grude.

O maki pode ser servido como entrada, prato principal, acompanhamento ou petisco. É comum acompanhar com molho de soja, tarê, gengibre em conserva (gari), conserva de pepino agridoce (sunomono) e wasabi. Para decorar, utilizam-se lâminas finas ou legumes ralados como pepino japonês, cenoura, beterraba, nabo, acelga, além de folhas e ervas como alface, cebolinha e salsa crespa.

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal, petisco

Especificação: Peixes, Frutos do Mar, Vegetais e Cogumelos, Cozinha Internacional (Japão),

Tempo de Preparo: 15 minutos por rolinho

Rendimento: Cada receita abaixo rende 1 rolinho de sushi ou 8 unidades de maki sushi

Dificuldade: Médio

Maki sushi. Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Shake Maki (salmão)

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 20 gramas de salmão, cortado em tiras

Teka Maki (atum)

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 20 gramas de atum, cortado em tiras

Kappa Maki (pepino). Segundo a tradição japonesa, o pepino era o alimento favorito de uma criatura mitológica chamada Kappa. O nome do maki de pepino surgiu como homenagem.

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 20 gramas de pepino japonês sem sementes, cortado em tiras

Kani Maki (Kani Kama)

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 1 unidade de kani kama, cortado em tiras

Ebi Maki (camarão)

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 20 gramas de camarão, cozido

Taco Maki (polvo)

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 20 gramas de tentáculos de polvo, cozido

Maki Califórnia (versão americana). Muito popular em diversos países, inclusive no Japão. Pode ser montado como maki ou uramaki.Pode ser feito como um maki ou como um uramaki.

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 5 gramas de kani kama ou peixe ou fruto do mar fatiado
  • 5 gramas de pepino japonês fatiado
  • 10 gramas de fruta (manga, maçã, abacate, morango ou kiwi) fatiado

Maki Philadelphia (variação americana). Uma das versões mais consumidas no Brasil.

  • 100 gramas de arroz de sushi, cozido
  • 1/2 folha de alga nori
  • 20 gramas de salmão, cortado em tiras   
  • 10 gramas de cream cheese

Modo de Preparo:

Cubra o sudarê com plástico filme para facilitar o manuseio e a limpeza. Coloque a folha de alga nori sobre a esteira com o lado brilhante para baixo. Umedeça as pontas dos dedos na tigela com água e limão e espalhe o arroz uniformemente sobre o nori, deixando 1 cm livre na borda superior.

Imagem Adriana Tenchini

Distribua o recheio escolhido na extremidade inferior da folha. Com o auxílio da esteira, enrole o sushi firmemente. Ao final, umedeça a borda livre do nori com um pouco de água para selar o rolo.

Com a faca umedecida, corte o cilindro ao meio e depois corte cada metade novamente ao meio até obter 8 pedaços iguais.

Toques Finais e Sugestões:

1. Rendimento: O rendimento informado nesta receita corresponde apenas à quantidade total produzida. A quantidade a ser servida por pessoa deve ser definida conforme o tipo de refeição, o estilo de serviço e a combinação com outras preparações. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

Dicas de preparo:

  • Para o Ebi Maki, utilize camarões limpos, sem casca. Tempere e salteie em frigideira até que fiquem rosados.
  • Para o Tako Maki, prefira tentáculos de polvo fresco. Cozinhe em panela de pressão com água por aproximadamente 20 minutos, até que fiquem macios.

3. Dicas de consumo: Sirva os makis acompanhados de shoyu, tarê, gengibre em conserva (gari), sunomono, wasabi e legumes crus para decorar o prato.

4. Curiosidade: No Japão, cada tipo de maki é nomeado de acordo com seu recheio. Essa classificação facilita o entendimento das combinações e ajuda na escolha dos ingredientes ao montar uma sequência de sushis variados.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Imagem capa: Adriana Tenchini

Sushi e Sashimi

Sushi e sashimi são símbolos da refinada culinária japonesa, mundialmente reconhecidos por sua delicadeza, estética e sabor equilibrado. O sushi tem origem em uma antiga técnica de conservação do peixe cru no arroz fermentado, um método tradicional que, ao longo dos séculos, evoluiu para a arte gastronômica que conhecemos hoje. Os diferentes tipos de sushi recebem nomes específicos conforme o modo de preparo e a combinação de ingredientes. Entre os mais tradicionais estão o Hossomaki, Makizushi, Uramaki, Nigirizushi e Temaki. Já variações como Filadélfia, Califórnia e os Hot Rolls são adaptações ocidentais que reinterpretam a tradição com ingredientes locais.

A base do sushi é o arroz japonês de grão curto, temperado com vinagre de arroz, açúcar e sal. Esse preparo é conhecido como sumeshi ou simplesmente arroz de sushi. A combinação desse arroz com peixes crus ou curados, frutos do mar, legumes, ovos e folhas de alga nori resulta em um repertório vasto de preparações, que encantam pela diversidade de sabores, texturas e apresentação.

O sashimi, por sua vez, representa a pureza da técnica japonesa no corte preciso de peixes frescos, servidos crus e geralmente acompanhados apenas de molho shoyu, wasabi e gengibre em conserva. É um prato que valoriza a qualidade do ingrediente e a habilidade do cozinheiro.


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FONTES IMAGENS: Adriana Tenchini

O Gari é uma tradicional conserva japonesa feita com gengibre fresco e laminado bem fino, geralmente servido como acompanhamento de sushi e sashimi. Sua função vai além do sabor: ele é utilizado para limpar o paladar entre diferentes tipos de peixe cru, preparando a boca para a próxima mordida. O contraste entre o doce, o ácido e o picante tornam o Gari um elemento especial, que também pode acompanhar pratos quentes como yakisoba, grelhados e outros pratos da culinária oriental.

O segredo do preparo está na escolha do gengibre fresco e no corte fino, preferencialmente com mandolin, mas também pode ser feito com faca bem afiada. Trata-se de uma conserva simples e aromática, com sabor delicado e persistente.

Gari – Conserva de Gengibre

Categoria: aromáticos, couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: Cozinha Internacional (Japão), conserva aromatizada, picles, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 360 gramas – 24 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (15 g): 41 kcal

Gari – Conserva de Gengibre. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 150 gramas de gengibre
  • 2 colheres (sopa) de sal
  • 1/2 xícara de vinagre de arroz
  • 1/4 de xícara de saquê
  • 1/2 xícara de açúcar refinado

Modo de Preparo:

Descasque o gengibre e corte-o em rodelas finíssimas, de preferência com um mandolin[1]. Coloque as fatias em uma tigela (bowl), adicione o sal e esfregue bem para retirar o amargor. Deixe descansar por 5 minutos. Lave as fatias em água corrente para remover completamente o sal.

Em uma panela pequena, adicione o vinagre de arroz, o saquê e o açúcar. Leve ao fogo médio, mexendo até o açúcar se dissolver completamente. Adicione o gengibre escorrido ao líquido e cozinhe por cerca de 10 minutos, até que fique levemente translúcido e o líquido comece a caramelizar levemente. Retire do fogo, transfira para um pote de vidro esterilizado e leve à geladeira. Aguarde esfriar antes de servir.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: A porção de 15 g por pessoa está tecnicamente adequada para todas as categorias indicadas, pois esta preparação mantém sua função de conserva aromática de uso pontual, atuando na limpeza do paladar entre diferentes sabores, mesmo quando servida como acompanhamento, entrada, petisco ou couvert.


Dicas de consumo:

  • Sirva o Gari como acompanhamento de sushi, sashimi, pratos quentes orientais ou até em saladas leves para um toque exótico.
  • Pode ser servido puro como um pequeno aperitivo entre pratos, para “reiniciar” o paladar.

Curiosidades:

A coloração rosa tradicional do Gari costuma vir de variedades jovens de gengibre que ganham esse tom naturalmente ao serem conservadas. Fora do Japão, às vezes é adicionado corante alimentar para alcançar o mesmo efeito.



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O Sunomono é uma tradicional conserva agridoce de pepino muito apreciada na culinária japonesa. Seu nome vem da junção das palavras “su” (vinagre) e “mono” (coisa), o que pode ser interpretado como “coisa avinagrada”. Leve, refrescante e aromático, o Sunomono é servido geralmente como entrada ou acompanhamento de pratos como sushi, sashimi, tempurás e grelhados orientais.

Embora o preparo clássico utilize pepino japonês, vinagre de arroz, açúcar e uma pitada de sal, a receita pode ser enriquecida com ingredientes como kani kama, polvo, camarão, fatias de peixe cru, cenoura, rabanete ou algas como wakame. A versatilidade dessa conserva faz dela uma opção interessante para compor desde bento boxes[1] até entradas sofisticadas.

Sunomono – Conserva de Pepino

Categoria:  aromáticos, couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanches, petiscos

Especificação: Cozinha Internacional (Japão), conserva aromática, picles, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 500 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (50 g ): 20 kcal

Sunomono. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 600 gramas de pepino japonês
  • 2 colheres (sopa) de sal
  • 3 colheres (sopa) de vinagre de arroz
  • 3 colheres (sopa) de açúcar
  • Gergelim branco e/ou preto à gosto (opcional)

Modo de Preparo:

Lave bem os pepinos e fatie em rodelas finíssimas, preferencialmente com o auxílio de um cortador de legumes ou mandolin. Misture o sal às fatias e transfira para uma peneira. Deixe descansar por 10 minutos, permitindo que o pepino desidrate. Após esse tempo, lave as fatias em água corrente para retirar o excesso de sal. Esprema bem com as mãos para eliminar o líquido. Reserve.

Em uma panela pequena, aqueça o vinagre de arroz com o açúcar apenas até dissolver completamente. Não deixe ferver para evitar amargor. Espere a mistura esfriar e despeje sobre os pepinos. Misture bem e leve à geladeira. Na hora de servir, finalize com gergelim torrado a gosto.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: A porção de 50 g por pessoa está tecnicamente adequada para todas as categorias indicadas, pois o Sunomono mantém sua função de acompanhamento leve servido à parte, atuando como elemento refrescante e de contraste ácido, mesmo quando apresentado como entrada, petisco ou couvert.

Dicas de consumo:

  • Sirva como entrada fria ou como guarnição para pratos japoneses, peixes grelhados ou carnes suínas.
  • Experimente adicionar kani kama desfiado ou tiras de alga wakame hidratada para versões mais completas.
  • Ideal para dias quentes, servindo como um “limpador de paladar” entre diferentes pratos.

Curiosidades: O Sunomono é muito valorizado na cultura japonesa por sua leveza e efeito refrescante. Além disso, por ser rico em vinagre, tem propriedades digestivas e ajuda na conservação dos alimentos. Nas tradicionais casas japonesas, ele é frequentemente preparado em grandes quantidades e armazenado por vários dias.



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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Caponata é um preparo tradicional da Sicília, região ao sul da Itália conhecida por combinar sabores marcantes de vegetais, azeite e ervas frescas. Originalmente, era um prato camponês feito com ingredientes disponíveis na estação, como berinjela, tomate, cebola e alcaparras. Ao longo do tempo, ganhou inúmeras versões familiares e regionais, podendo ser servida quente, fria ou em temperatura ambiente. Nesta adaptação, mantemos a essência siciliana com ingredientes clássicos, em uma versão prática, leve e versátil para ser servida como entrada, acompanhamento ou petisco.

Caponata de Berinjela

Categoria: couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, petiscos

Especificação: Salada Clássica, Salada de Legumes, Cozinha Internacional (Itália – Sicília), vegetariana, vegana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 360 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 120 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 30 ml de azeite
  • 1 dente de alho em brunoise
  • 1/2 cebola em cubos médios
  • 1/2 berinjela em cubos médios
  • 150 g de tomate pelatti
  • 50 g de alcaparras
  • 10 folhas de manjericão picadas
  • Sal à gosto

Modo de Preparo:

Aqueça o azeite em uma frigideira ampla. Acrescente o alho e a cebola e refogue por alguns instantes, até começarem a suar. Adicione a berinjela e mexa bem para envolver no azeite. Junte o tomate pelatti e as alcaparras e deixe cozinhar até que a berinjela murche e fique macia. Finalize com o manjericão picado e ajuste o sal conforme necessário.

1. Observação sobre a porção: Para fins de padronização, esta preparação é classificada como entrada, com porção de 120 g por pessoa, acompanhada de 30 g de pães, conforme os critérios apresentados no post A Composição do Almoço e do Jantar  e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo:

  • Como entrada: Sirva a caponata em porção de 120 g, acompanhada de 30 g de pães, como pão italiano, ciabatta, focaccia ou torradas rústicas. Pode ser apresentada fria, em temperatura ambiente ou levemente morna, conforme a proposta do serviço.
  • Como petisco: Disponha a caponata em pequenas cumbucas ou ramequins, acompanhada de pães fatiados, grissini ou crackers artesanais. É uma ótima opção para mesas de aperitivos, encontros informais e recepções.
  • Como couvert: Sirva em pequenas porções para compartilhar, acompanhando pães variados, azeite extravirgem e, se desejar, muçarela de búfala ou queijos frescos. Funciona bem como abertura de refeições de inspiração mediterrânea.
  • Como acompanhamento ou guarnição: Pode acompanhar carnes assadas, aves grelhadas ou peixes preparados na grelha ou no forno, trazendo frescor e acidez ao prato principal.
  • Outras utilizações: Também pode ser utilizada como recheio de sanduíches, bruschettas e wraps, ou como complemento de saladas e bowls.

3. Dica extra: A caponata fica ainda mais saborosa após algumas horas de descanso, quando os sabores se integram e se intensificam.

4. Curiosidades

  • Na Sicília, a caponata apresenta diversas variações regionais e familiares. É comum a adição de azeitonas, uvas-passas, pinoli ou um toque de vinagre, criando o contraste agridoce característico da preparação.
  • Tradicionalmente, a caponata é servida em temperatura ambiente, reforçando seu papel como prato versátil, que transita entre entrada, acompanhamento e antepasto.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O bobó é uma das preparações mais representativas da gastronomia baiana e tornou-se, ao longo do tempo, um prato reconhecido e apreciado em diferentes regiões do Brasil. Sua formação está relacionada à presença africana na construção da cozinha brasileira, especialmente à utilização de ingredientes e saberes trazidos pelos povos africanos escravizados. No Brasil, essa tradição encontrou os ingredientes, saberes e modos de fazer dos povos indígenas, estabelecendo um processo de intercâmbio que contribuiu para a formação do bobó como o conhecemos atualmente. A mandioca, ingrediente fundamental na alimentação indígena e posteriormente incorporada a inúmeras preparações brasileiras, passou a ocupar lugar de destaque na composição do prato, enquanto o leite de coco, o azeite de dendê e os temperos característicos reforçaram sua identidade baiana.

Tradicionalmente associado ao camarão, o bobó apresenta como característica marcante a combinação de um creme de mandioca com leite de coco, azeite de dendê e temperos, formando uma preparação de textura cremosa e sabor marcante. Sua trajetória também demonstra como a cozinha brasileira é resultado de encontros culturais, adaptações e transformações que acontecem ao longo do tempo, sem que necessariamente se perca a identidade da preparação.

Nesta versão, o camarão é substituído pelo cogumelo hiratake salmão, escolhido por sua coloração, textura delicada e capacidade de absorver os sabores dos demais ingredientes. A substituição transforma o prato em uma opção vegetariana, mantendo elementos fundamentais que permitem reconhecer sua matriz culinária: a mandioca, o leite de coco, o azeite de dendê e os temperos que remetem à tradição baiana. Outros cogumelos, como shimeji ou cogumelo Paris, também podem ser utilizados, criando novas possibilidades de textura e sabor.

Essa releitura representa um dos caminhos da gastronomia brasileira contemporânea: acompanhar novas tendências alimentares, ampliar o uso de ingredientes de origem vegetal e propor substituições para ingredientes tradicionalmente utilizados, sem abandonar as referências culturais que dão identidade ao prato. Assim, a cozinha brasileira permanece dinâmica e capaz de dialogar com mudanças nos hábitos alimentares e com a valorização de preparações sem carne, preservando, ao mesmo tempo, suas raízes, seus ingredientes e seus saberes tradicionais.

Bobó de Cogumelo Hiratake Salmão

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal, petiscos

Especificação: Cogumelos, legumes, cozinha brasileira (Bahia, variação vegetariana), sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana

Tempo de Preparo: 55 minutos

Rendimento: 1250 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 170 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 500 g de mandioca, descascada e cortada em pedaços médios
  • 300 g de cogumelo hiratake salmão
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 cebola média, picada em brunoise
  • 3 dentes de alho, picados
  • 200 g de tomate, picado em brunoise
  • 200 ml de leite de coco
  • 1 colher (sopa) de azeite de dendê
  • 4 ramos de coentro, picados
Cogumelo Hiratake Salmão. Imagem Adriana Tenchini.

Modo de Preparo:

1. Cozimento da mandioca

Descasque a mandioca, lave-a em água corrente e corte em pedaços médios. Coloque-a em uma panela de pressão e cubra com água, deixando aproximadamente dois dedos de água acima da mandioca. Tampe a panela e leve ao fogo médio. Depois que atingir pressão, cozinhe por aproximadamente 30 minutos, ou até que a mandioca esteja muito macia. Desligue o fogo e aguarde a saída natural da pressão. Escorra bem a mandioca, retire as fibras centrais, quando presentes, e amasse-a ainda quente até obter um purê homogêneo. Reserve.

2. Preparo dos cogumelos

Retire a parte mais firme do caule dos cogumelos, separando as pétalas. Limpe delicadamente com um pano ou papel toalha levemente úmido. Aqueça uma panela e refogue a cebola e o alho no azeite de oliva. Acrescente os cogumelos e salteie até que estejam levemente dourados e tenham perdido parte da umidade. Junte o tomate e cozinhe por aproximadamente 2 minutos, apenas até começar a amaciar.

3. Finalização

Acrescente o purê de mandioca à panela e misture bem aos cogumelos e ao refogado. Adicione o leite de coco e o azeite de dendê. Misture delicadamente e cozinhe em fogo baixo até que todos os ingredientes estejam incorporados e o bobó adquira uma consistência cremosa.

Acrescente o coentro e ajuste o sal. Se necessário, adicione pequenas quantidades de água quente até alcançar a textura desejada. O bobó deve apresentar consistência cremosa e homogênea, suficientemente fluida para ser servido, mas sem ficar líquido.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os capítulos iniciais da Parte 3, intitulados ‘A Composição do Almoço e do Jantar’ e ‘A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas de Consumo:

  • Para servir como entrada, acomode o bobó em uma pequena cumbuca, prato fundo ou louça individual.
  • Como acompanhamento, pode ser servido em menor quantidade ao lado de preparações grelhadas, assadas ou de outros pratos de inspiração brasileira.
  • Como prato principal, a porção pode ser ampliada e acompanhada de arroz branco, arroz de coco ou farofa.
  • Como petisco, sirva o bobó em pequenas porções individuais, em cumbucas ou copinhos, podendo acompanhá-lo de chips de mandioca ou outros elementos crocantes para criar contraste de texturas.
  • Sirva o bobó bem quente, para valorizar os aromas do leite de coco, do dendê, do coentro e dos cogumelos.
  • Caso seja necessário reaquecer, faça-o em fogo baixo e acrescente pequena quantidade de água ou leite de coco para recuperar a cremosidade.
  • O hiratake salmão pode ser substituído por shimeji, cogumelo Paris ou outra variedade de cogumelo de boa textura.
  • Finalize com algumas folhas frescas de coentro e um pequeno fio de azeite de dendê no momento de servir. Para uma apresentação contemporânea, utilize uma louça de cor neutra e disponha o bobó de maneira que parte dos cogumelos permaneça visível na superfície, valorizando visualmente o ingrediente que substitui o camarão.
Bobó de Cogumelo Hiratake Salmão servido como entrada. Imagem Adriana Tenchini.

3. Curiosidades:

  • O cogumelo hiratake salmão destaca-se pela coloração característica e pela formação de delicadas pétalas, que também contribuem para a apresentação do prato.
  • O bobó é fortemente associado à gastronomia da Bahia, mas sua formação está relacionada ao encontro de diferentes matrizes culturais que participaram da construção da cozinha brasileira. Para saber mais leia o capítulo “A Construção da Culinária Brasileira”.
  • A mandioca ocupa papel fundamental na alimentação brasileira e possui origem indígena, tendo sido incorporada a inúmeras preparações ao longo da história.
  • O azeite de dendê e o leite de coco contribuem para a identidade sensorial de diversas preparações da culinária baiana.
  • A substituição do camarão por cogumelos demonstra como uma preparação tradicional pode ser reinterpretada a partir de novos hábitos alimentares sem abandonar seus principais elementos culturais.

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É uma ótima opção de petisco para qualquer evento. Pode também ser servida como entrada. O bolinho de tilápia além de ser delicioso, é fácil de fazer e fonte de vitaminas e nutrientes para o organismo.

Bolinho de Tilápia

Categoria: Entradas, lanches, Acompanhamento/Guarnição, petisco, comida de boteco,

Especificação: Bolinho Salgado, Salgadinho, Peixes, 

Tempo de Preparo: 50 minutos

Rendimento: 35 unidades

Dificuldade: Fácil

Bolinho de Tilápia Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 500 g de filé de tilápia
  • 300 g de batata
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 cebola grande em brunoise
  • 3 dentes de alho amassados
  • 2 colheres (chá) de Lemon Pepper
  • 1 colher (café) de cúrcuma
  • 1 colher (café) de noz moscada
  • 1 pitadinha de pimenta caiena em pó
  • 2 colheres (sopa) de salsinha picada
  • 1 ovo
  • 4 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • Sal, a gosto
  • Farinha panko para empanar
  • Óleo, suficiente para fritar

Modo de Preparo:

Cozinhe as batatas, descasque e amasse até formar um purê. Reserve e deixe esfriar. Enquanto isso, corte os filés de tilápia em cubinhos e reserve. Em uma panela, doure o alho e a cebola no azeite. Adicione a tilápia, o Lemon Pepper, a cúrcuma, a noz moscada e a pimenta caiena. Refogue por 10 minutos ou até que o peixe cozinhe. Reserve e deixe esfriar.

Em uma bowl, adicione a tilápia refogada, a batata amassada, a salsinha e misture bem. Ajuste o sal. Adicione o ovo batido aos poucos e misture até dar ponto para enrolar os bolinhos. Para modelar os bolinhos utilize uma colher. Com a colher retire a quantidade de massa para um bolinho e coloque na farinha panko. Gire com cuidado até cobrir todo o bolinho. Frite por imersão em óleo quente. Sirva em seguida.

Dicas:

1. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.

2. Fritar por imersão é cozinhar o alimento por imersão em um elemento gorduroso quente, utilizando recipientes adequados (frigideiras ou fritadeiras industriais) até adquirir cor e textura crocante.

3. Ao fritar, coloque 3 a 4 bolinhos para não esfriar a gordura.

4. Sirva acompanhado com limão.


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