Uma entrada fria super fácil, leve e nutritiva.

Caracol de Rúcula

Categoria: Entrada Fria, Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Salada

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 1 folha de arroz
  • 150 gramas de muçarela de búfala, ralada
  • Folhas de rúcula, rasgadas, q.b.[1]
  • 30 gramas de tomate seco, triturado
  • 50 gramas de presunto cru, fatiado
  • Folhas de manjericão, q.b.
  • 30 gramas de creme de leite
  • 50 ml de molho vinagrete

[1] Q.b. – quanto bastar.

Modo de Preparo:

Em uma bowl, misture a muçarela, a rúcula, o tomate seco, o manjericão e o creme de leite. Coloque a folha de arroz sobre uma bancada limpa. Cobri-la com o presunto fatiado. Por cima do presunto, colocar o recheio. Enrolar em forma de caracol. Cortar em rodelas e montar em um prato ou travessa. Guarnecer com molho vinagrete. Servir frio.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

O ceviche é um dos pratos mais emblemáticos da culinária peruana e um verdadeiro símbolo da gastronomia latino-americana. Sua base consiste em peixe cru fresco, marinado em suco cítrico, tradicionalmente de limão, e temperado com cebola, pimentas e ervas frescas. Embora pareça uma receita moderna, o ceviche tem raízes que remontam a milhares de anos, refletindo a rica história e diversidade cultural do Peru.

Estudos arqueológicos indicam que povos costeiros pré-incaicos, como os Mochica e Chimú, já consumiam peixe cru temperado com frutas ácidas e especiarias locais há mais de 2.000 anos. Durante o Império Inca (séculos XIII a XVI), o consumo de peixe fresco cru continuou sendo comum nas regiões litorâneas, embora a marinada com limão, ingrediente introduzido pelos espanhóis, só tenha surgido com a colonização. Esse encontro entre tradições ancestrais e novos ingredientes europeus resultaram em um prato que rapidamente se tornou parte da identidade cultural do país.

O ceviche combina simplicidade e sofisticação: enquanto sua preparação exige poucos ingredientes, cada detalhe, o frescor do peixe, o equilíbrio ácido do limão, o toque picante da pimenta e o aroma do coentro, faz toda a diferença. No Peru, ele é servido em pequenas porções como entrada ou em pratos maiores como refeição leve, geralmente acompanhado de milho cozido (choclo) e batata-doce, respeitando tradições que atravessam séculos.

Em 2004, o ceviche foi reconhecido oficialmente como Patrimônio Cultural da Nação Peruana, consolidando seu valor não apenas gastronômico, mas também histórico e social. Hoje, ele é apreciado internacionalmente, adaptado a diferentes estilos culinários, mas sempre preservando sua essência: frescor, sabor e história.

Ceviche

Categoria: Aromáticos, Entradas, prato principal, petisco

Especificação: Cozinha Internacional (Peru), Peixes e Frutos do Mar, Marinada a frio

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 1200 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 94 kcal

Ceviche. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 kg de peixe branco (tilápia, robalo, linguado ou corvina), cortado em cubos
  • 10 limões Taiti, suco
  • 2 cebolas roxas médias, cortada em tiras finas
  • 2 pimentas dedo de moça sem sementes, picadinha
  • 2 ramos de coentro, picadinho
  • Sal, ao gosto

Modo de Preparo:

Preparar o peixe: Corte o peixe em cubos uniformes de aproximadamente 2 a 3 cm. Mantenha refrigerado até o momento do preparo para preservar o frescor.

Preparar os aromáticos: Corte a cebola roxa em tiras finas. Se desejar suavizar sua intensidade, lave rapidamente em água fria e escorra bem. Pique a pimenta dedo de moça sem sementes e o coentro.

Temperar a base: Em uma tigela, coloque o peixe e tempere com sal. Misture delicadamente.

Adicionar os ingredientes: Incorpore a cebola, a pimenta e o coentro ao peixe, misturando com cuidado para não desmanchar os cubos.

Marinar: Adicione o suco de limão suficiente para envolver bem todos os ingredientes. Misture delicadamente e deixe marinar sob refrigeração por 5 a 10 minutos, apenas até o peixe começar a mudar de cor, mantendo sua textura macia.

Finalização: Ajuste o sal, se necessário, e sirva imediatamente, garantindo frescor, acidez equilibrada e textura adequada.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: Quando servido como entrada, recomenda-se a porção média de 120 g por pessoa, quantidade que permite apreciar o frescor, a acidez e a textura da preparação sem comprometer o equilíbrio da refeição. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar e ‘A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas de consumo:

  • O ceviche deve ser preparado e consumido na hora, preservando frescor e textura.
  • Pode ser preparado com qualquer peixe magro (tilápia, linguado, salmão etc.), camarões, lagosta, polvo. O camarão e a lagosta devem ser salteados previamente, e o polvo cozido.
  • Entrada: servido em porções individuais ou compartilhadas, ideal para abrir o apetite.
  • Prato principal leve: em porções maiores, acompanhado de milho, batata-doce ou salada.
  • Petisco: em mini tigelas, copinhos ou colheres de degustação, perfeito para menus degustação ou eventos.

3. Curiosidades:

  • Em 2004, o ceviche foi declarado Patrimônio Cultural da Nação Peruana.
  • O ceviche tem origem em culturas pré-incaicas, como os Mochica e Chimú, que já consumiam peixe cru temperado com frutas ácidas há mais de 2.000 anos.
  • Durante o Império Inca (séculos XIII a XVI), o consumo de peixe cru fresco era comum nas regiões costeiras.
  • O prato ganhou forma mais próxima da atual somente após a chegada dos espanhóis, no século XVI, com a introdução do limão e da cebola

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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A lentilha já fez parte da dieta humana há milhares de anos e é uma leguminosa popularmente conhecida por trazer fartura, prosperidade e sorte. Por esta razão, as lentilhas são muito consumidas na ceia de Réveillon. Para saber mais leia o post “Simpatias – Alimentos no Réveillon”. A lentilha é muito versátil, podendo ser consumida no dia a dia em substituição ao feijão. É muito nutritiva, contém proteína, vitaminas, zinco, ferro, magnésio, potássio e fibras. Por tradição, as lentilhas são uma ótima opção de cardápio para o Réveillon e esta salada além de prática, é refrescante e saborosa.

Salada de Lentilhas da Sorte

Categoria: Entradas, Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Salada, Leguminosas, Lentilhas, vegana, vegetariana

Rendimento: 6 porções

Tempo de Preparo: 25 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 1 xícara (chá) de lentilhas
  • ½ xícara (chá) de uvas sem caroço, cortadas ao meio
  • 1 cebola roxa em brunoise
  • 1 tomate em brunoise
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 3 colheres (sopa) de vinagre
  • Caldo de ½ limão
  • Azeite, q.b.[1]
  • Salsinha, q.b.
  • Sal, q.b.
  • Pimenta do reino moída, q.b.

[1] Q.b. – quanto bastar.

Modo de Preparo:

Em uma panela média, coloque as lentilhas, cubra com água e leve ao fogo médio. Quando ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por cerca de 20 minutos. Elas devem estar cozidas, mas ainda firmes.

Enquanto isso, misture os outros ingredientes. Reserve. Quando as lentilhas estiverem cozidas, escorra a água e deixe esfriar. Em seguida, misture as lentilhas na salada reservada. Acerte o sal.


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Molho rápido e fácil. Serve para acompanhar carnes suínas e frango.

Molho de Pêssego

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Molho

Rendimento: 8 porções

Tempo de Preparo: 10 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 1 xícara (chá) de pêssegos em calda
  • ½ xícara (chá) de calda de pêssegos
  • 1 limão
  • ½ pimenta dedo de moça sem sementes
  • Sal, a gosto

Modo de Preparo:

Em um liquidificador, bata todos os ingredientes. Leve ao fogo médio e deixe ferver.

Dicas:

1. Acompanhamento para carnes suínas e frango.

2. Molho para servir com a Copa Lombo Assada no Vinho Branco ou com o Lombo Cozido com Páprica e Vinho Branco.


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A polenta, preparação de origem italiana à base de milho, foi incorporada à alimentação brasileira e ganhou diferentes formas de apresentação, entre elas a tradicional polenta frita, dourada por fora e macia por dentro. No Brasil, essa preparação ultrapassou suas referências de origem e passou a integrar diferentes repertórios alimentares, sendo encontrada como acompanhamento, entrada e petisco.

Nesta receita, a polenta recebe uma abordagem contemporânea ao ser cortada, empanada com fubá e grelhada, adquirindo uma superfície dourada e levemente crocante, enquanto mantém o interior macio. Para acompanhá-la, o tomate cereja é preparado em confit, técnica associada à cozinha francesa que utiliza cocção lenta em azeite para concentrar sabores e preservar a suculência do ingrediente. Alho, açúcar e ervas aromáticas complementam a preparação, resultando em um acompanhamento delicado, aromático e de sabor concentrado.

A proposta dialoga com a cozinha brasileira contemporânea, que revisita preparações e ingredientes incorporados ao repertório gastronômico nacional, utilizando novas técnicas, combinações e formas de apresentação. Essa abordagem permite que referências tradicionais sejam ressignificadas sem perder sua identidade, aproximando diferentes influências que participaram da formação da gastronomia brasileira.

A Polenta Grelhada com Tomate Confit representa, portanto, uma releitura contemporânea construída a partir do encontro de diferentes matrizes culinárias. A polenta, já incorporada à alimentação brasileira, ganha nova apresentação, enquanto o tomate confit acrescenta uma técnica de outra tradição gastronômica. O resultado evidencia como a cozinha brasileira contemporânea pode transformar referências locais e internacionais em preparações que expressam diversidade, criatividade e identidade gastronômica.

Polenta Grelhada com Tomate Confit

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, petisco

Especificação: vegetais, cozinha brasileira contemporânea, fusion food (Brasileira – Italiana – Francesa), sem glúten, vegetariana

Tempo de Preparo: 90 minutos

Rendimento: aproximadamente 1200 gramas – 8 porções de 150 gramas. Composição de cada porção: 50 gramas de tomate confit + 100 gramas de polenta grelhada

Dificuldade: Médio

Calorias por porção (150 g): 350 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Polenta Grelhada:

  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 3 dentes de alho, picadinho
  • 1/2 cebola, picadinha
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 pitada de açafrão
  • 3 xícaras (chá) de água
  • 1 xícara (chá) de fubá pré-cozido
  • 70 gramas de queijo parmesão
  • 30 gramas de fubá para empanar

Tomate Confit:

  • 600 gramas de tomate cereja
  • 3 dentes de alho
  • 1 colher (sopa) de açúcar
  • 1 ramo de manjericão
  • 1 ramo de alecrim
  • 1 ramo de tomilho
  • 300 ml de azeite
  • 1 colher (chá) de sal

Modo de Preparo:

Polenta Grelhada:

Rale o queijo parmesão na lâmina grossa e reserve. Dissolva o fubá pré-cozido em 1 xícara (chá) da água e reserve.

Aqueça o azeite em uma panela e refogue o alho e a cebola até ficarem levemente dourados. Acrescente o sal e o açafrão. Adicione as 2 xícaras (chá) de água restantes e deixe ferver. Quando levantar fervura, acrescente o fubá dissolvido, mexendo continuamente para evitar a formação de grumos.

Cozinhe em fogo médio, mexendo sempre, até obter uma polenta espessa, que se desprenda do fundo da panela. Desligue o fogo e acrescente o parmesão ralado, misturando até incorporar completamente. Transfira a polenta para um refratário levemente untado, espalhando-a uniformemente.

Deixe esfriar até firmar. Se necessário, leve à refrigeração por aproximadamente 10 minutos para facilitar o corte. Corte a polenta em pedaços de aproximadamente 100 g, mantendo formato regular. Passe os pedaços pelo fubá reservado, formando uma camada fina.

Aqueça uma frigideira antiaderente e grelhe os pedaços em fogo médio, virando-os cuidadosamente para dourar todos os lados. Retire e reserve.

Rendimento da polenta grelhada: aproximadamente 800 g, correspondentes a 8 porções de 100 g.

Tomate Confit:

Higienize os tomates cereja e seque-os cuidadosamente. Disponha os tomates em uma panela de fundo largo. Acrescente o azeite, em quantidade suficiente para envolver e cobrir adequadamente os tomates. Adicione o alho, o açúcar, o manjericão, o alecrim, o tomilho e o sal. Leve ao fogo baixo e cozinhe lentamente por aproximadamente 30 minutos, evitando fervura intensa. Durante a cocção, os tomates devem murchar, concentrar o sabor e adquirir textura macia, mas sem se desmanchar completamente.

Retire do fogo e, se desejar, retire os ramos das ervas. Mantenha os tomates envolvidos pelo azeite aromatizado até o momento do serviço. Para a montagem da entrada, retire aproximadamente 50 g de tomate confit por porção. Utilize apenas uma pequena quantidade do azeite aromatizado junto aos tomates.

O azeite restante pode ser coado e aproveitado posteriormente em outros preparos.

Rendimento do tomate confit: aproximadamente 400 g de tomates prontos para serviço, correspondentes a 8 porções de 50 g.

Montagem e Serviço

Para servir como entrada, disponha 1 pedaço de polenta grelhada de aproximadamente 100 g no prato. Acomode 50 g de tomate confit ao lado da polenta. Finalize com uma pequena quantidade do azeite aromatizado do confit. Sirva imediatamente, preferencialmente com a polenta ainda morna e dourada. A porção final padronizada deve totalizar 150 g por pessoa, sendo 100 g de polenta grelhada + 50 g de tomate confit.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts ‘A Composição do Almoço e do Jantar’ e ‘A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas de Consumo:

  • Como entrada, a preparação deve ser apresentada individualmente, com o pedaço de polenta grelhada e o tomate confit disposto ao lado. O contraste entre a superfície dourada e levemente crocante da polenta, seu interior macio e a textura suculenta e aromática dos tomates valoriza a composição e proporciona diferentes texturas em uma mesma preparação.
  • A receita também pode ser servida como acompanhamento de carnes assadas, grelhadas ou de cocção lenta.
  • Em um serviço mais informal, a polenta pode ser cortada em palitos largos e apresentada como petisco, acompanhada do tomate confit.
  • Para melhor resultado, a polenta deve ser servida ainda morna, logo após ser grelhada. O tomate confit pode ser preparado antecipadamente e mantido em seu próprio azeite. O azeite aromatizado excedente pode ser coado e utilizado posteriormente para temperar saladas, finalizar massas, legumes ou outras preparações.

3. Curiosidades

  • A combinação desta receita exemplifica um aspecto da cozinha brasileira contemporânea: a releitura de ingredientes e preparações que já fazem parte do repertório nacional por meio de novas técnicas, apresentações e combinações. Esse movimento permite preservar referências culturais e, simultaneamente, criar novas formas de expressão gastronômica.
  • A polenta é uma preparação de origem italiana que utiliza farinha de milho e foi incorporada à alimentação brasileira, especialmente em regiões marcadas pela imigração italiana. A partir dessa incorporação, passou a fazer parte do repertório culinário brasileiro e ganhou diferentes formas de preparo e serviço.
  • A polenta frita é uma das apresentações mais conhecidas da preparação já cozida e resfriada. Ao ser posteriormente submetida a uma fonte de calor, desenvolve uma superfície dourada e mais crocante, mantendo o interior macio. Nesta receita, a técnica de grelhar oferece uma alternativa à fritura, mantendo a característica de contraste entre exterior e interior.
  • O confit é uma técnica tradicionalmente associada à cozinha francesa, caracterizada pela cocção lenta do alimento em gordura. No caso do tomate, o processo reduz parte de sua água, concentra seus sabores e produz uma textura macia e suculenta, enquanto o azeite absorve os aromas dos ingredientes utilizados.
  • O azeite empregado no tomate confit não precisa ser totalmente consumido no serviço. Como permanece aromatizado após a cocção, pode ser coado e utilizado posteriormente em outros preparos, aproveitando integralmente seus aromas e características.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de Adriana Tenchini

Patê delicioso, cremoso e sem lactose. A sua textura aveludada é graças ao inhame que faz parte desta receita. O inhame é um alimento que contêm diversos nutrientes benéficos à saúde, é rico em proteína, fibras e potássio, baixo em gordura; fortalece a sistema imunológico e limpa o sangue. O inhame é um tubérculo que veio da África e se adaptou ao nosso clima. É fácil reconhecê-lo pela casca marrom felpuda e por dentro claro, quase branco.

O inhame é um carboidrato que não eleva os níveis de glicemia no corpo devido ao alto teor de fibras em sua composição. Desta forma, é uma ótima opção para pessoas diabéticas ou em busca da reeducação alimentar. As vitaminas do Complexo B, em especial a B6, presentes no inhame dão a ele a capacidade de prevenir doenças cardiovasculares. É rico em vitamina A, promovendo a regeneração celular e auxiliando na saúde dos olhos e da pele.

O potássio ajuda no controle da pressão e da frequência sanguínea. Devido a vitamina C e as vitaminas do Complexo B, o inhame auxilia na secreção de toxinas no sangue, elevando a capacidade de defesa do organismo. Os antioxidantes presentes no alimento ajudam na eliminação de radicais livre e no rejuvenescimento celular. Ainda possui fitosteróis que controlam a absorção do colesterol ajudando a eliminá-lo. Estão ainda em estudo, a eficácia do inhame na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de cólon e no tratamento dos distúrbios ocasionados na menopausa. Segundo estudos, o alimento possui uma enzima capaz de atuar como um repositor de hormônios natural.

Além de todos estes benefícios para a saúde, o inhame é um grande aliado para quem pratica esportes ou está de dieta. O alimento é uma ótima fonte de energia, em cada 100g tem 96 calorias e mantem a saciedade por mais tempo, podendo substituir a batata, o arroz e o trigo. Na culinária o inhame também é super versátil. Ele pode ser consumido de diversas formas: assado, frito, cozido, purês, sopas ou pirão. Pode ser acompanhamento de todos os pratos ou ser consumido sozinho, com manteiga ou mel. O alimento tem uma consistência macia, sendo adequado para fazer mousse, mingau, purê, patê e outros. Ainda pode ser consumido como um substituto do leite comum para quem tem intolerância a lactose ou segue uma alimentação vegana, o leite vegetal de inhame. Devido a suave consistência e a digestão leve, o consumo do ingrediente em suas diversas formas é adequado para as crianças pequenas e para os idosos.

Ufa! Após tantas qualidades deste insumo, podemos até considerá-lo um super alimento e incluí-lo mais em nosso cardápio. Começo por esta receita, mas prometo que em breve testarei outras, trazendo muitas novidades saborosas. Ah! Sobre as diversas formas de consumo e a manuseio do inhame explicarei em post futuro.

Patê Vegano

Categoria: Entrada fria, Acompanhamento / Guarnição, Café da Manhã e Lanche, Petisco

Especificação: Sem Lactose, Vegetariana, Vegana

Rendimento: 650 gramas

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 600 gramas de inhame
  • 4 colheres (sopa) de azeite
  • 2 dentes de alho
  • 1 colher (sopa) de sal
  • 1 limão, suco
  • 1 xícara (chá) de água filtrada
  • Uma pitada de Gengibre em pó
  • Uma pitada de ervas finas [1]

[1] Tempero seco.

Imagem Adriana Tenchini

Modo de Preparo:

O primeiro passo é lavar bem o inhame com a casca em água corrente. É importante para ele não soltar a baba, que pode provocar alergia e irritação na pele. Com a ajuda de uma escovinha esfregue para remover toda a sujeira da casca. Passe o inhame pela água corrente várias vezes, esfregando com as mãos para retirar toda a sujidade.

Após a limpeza coloque os inhames na panela de pressão com água até cobri-los. Leve ao fogo médio por 15 minutos após a panela pegar pressão (começar a apitar).

Desligue o fogo, retire a pressão e escorra a água. Os inhames quando estão bem cozidos, sua casca se rompe (foto abaixo). Eles devem ser descascados em seguida, pois se deixar esfriar ficará mais difícil.

Imagem Adriana Tenchini

Muito cuidado para não se queimar! O ideal é colocar um inhame em um prato e com a ajuda de dois garfos retirar a casca. Não se preocupe que ela solta fácil.

Em um processador colocar os inhames cozidos e descascados, adicionar os demais ingredientes e bater. O patê fica com uma consistência cremosa. Guarde em um pote fechado. A validade é de 8 a 10 dias na geladeira. Sirva na torrada, pães, biscoitos, na batata assada, como acompanhamento ou da maneira que seu paladar agradar.

Dicas:

1. Se for utilizar o liquidificador, vá batendo aos poucos, colocando pequenas quantidades separadamente. Se bater tudo de uma vez, pode travar o liquidificador ou ter a necessidade de adicionar mais água, diluindo muito a consistência final.


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A Salada Caprese é um clássico absoluto da cozinha italiana, conhecida pela simplicidade elegante e pela valorização de ingredientes frescos e de qualidade. Tradicionalmente composta por tomate, muçarela de búfala e manjericão, a salada é finalizada apenas com azeite de oliva, sal e pimenta do reino, respeitando o princípio italiano de que poucos elementos bem escolhidos são suficientes para criar um prato memorável.

Originária da ilha de Capri, no sul da Itália, a Caprese tornou-se um dos símbolos gastronômicos do país. Suas cores. verde do manjericão, vermelho do tomate e branco da muçarela. representam a bandeira italiana, reforçando sua identidade cultural.

Existem diferentes versões sobre sua origem. A mais conhecida conta que a salada já era preparada em Capri quando o rei Farouk, do Egito, visitou a ilha e provou o prato. Encantado, teria batizado a preparação como “Salada Caprese”. Outra versão atribui a criação a um construtor local, inspirado pelas cores nacionais da Itália. No entanto, a única versão com registro histórico documentado indica que a Caprese apareceu oficialmente em 1924, no menu de um hotel da ilha de Capri, consolidando-se a partir daí como um ícone da culinária italiana.

Leve, fresca e equilibrada, a Salada Caprese é ideal como entrada ou acompanhamento, adaptando-se facilmente a diferentes ocasiões e estilos de serviço.

Salada Caprese

Categoria: Acompanhamento / Guarnição, Entrada

Especificação: Salada clássica, salada de proteína, cozinha internacional (Itália), sem glúten, vegetariana

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 360 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 172 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 160 gramas de tomate em rodelas
  • 120 gramas de muçarela de búfala em fatias
  • 20 mililitros de azeite
  • Folhas de manjericão fresco, a gosto
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto

Modo de Preparo:

Disponha as rodelas de tomate e as fatias de muçarela de búfala de forma intercalada em um prato. Distribua as folhas de manjericão, tempere com sal e pimenta do reino e finalize com o azeite de oliva.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação de porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como entrada (120 g por pessoa). Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Indicada como entrada leve ou acompanhamento, a Salada Caprese funciona bem em almoços e jantares, especialmente quando servida antes de pratos principais mais elaborados ou como guarnição de carnes grelhadas, peixes ou preparações italianas clássicas.

Pode-se usar qualquer tomate (Andréa, longa vida, grape, cereja etc.) ou ainda misturá-los (ex.: longa vida com tomate cereja), explorando diferenças de doçura, acidez e textura.

3. Curiosidades: A Salada Caprese é considerada um exemplo emblemático da filosofia italiana do cucina semplice, que valoriza ingredientes frescos, sazonais e de origem local. Tradicionalmente, na Itália, o uso de vinagre balsâmico não faz parte da receita clássica, sendo uma adaptação mais comum fora do país.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Uma salada saudável e saborosa acompanhada de Molho Golf. Um molho untuoso e adocicado, super fácil de ser elaborado. Faça em casa!

Salada Mista com Molho Golf

Categoria: Entrada, Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Salada

Rendimento: 2 a 3 porções

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 140 g de couve-flor
  • 140 g de brócolis
  • 140 g de palmito cortado em diagonal
  • 3 rodelas de abacaxi cortadas em cubos
  • 1 unidade de cenoura cortada em rodelas de 1 cm de espessura
  • 5 folhas de alface crespa cortadas em chiffonade
  • 10 ml de azeite
  • Sal, q.b.[1]
  • Pimenta do reino, q.b.
  • 4 fatias de pão de forma cortados em cubinhos

Molho:

  • 100 g de maionese
  • 100 g de catchup
  • 100 g de mostarda
  • 1 colher (sopa) de conhaque
  • 1 colher (sopa) de molho inglês

[1] Quanto Bastar.

Modo de Preparo:

Cozinhar no vapor a couve-flor e os brócolis. Juntar todos os ingredientes em uma tigela e misturar bem. Em uma frigideira colocar uma colher de manteiga e dourar os cubos de pão de forma para fazer os croutons.

Molho:

Misture muito bem todos os ingredientes. Deixe descansar em temperatura ambiente por cerca de uma hora. Misture novamente e sirva gelado.

Dicas:

Sirva a salada com MOLHO GOLF e acompanhada dos croutons.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Esse untuoso e adocicado molho foi difundido pelos livros “Dona Benta – Comer Bem” e fazia parte dos cardápios brasileiros nas décadas de 1950, 60 e 70. A sua origem é controversa. Os argentinos reivindicam sua paternidade. Segundo eles, o molho foi criado em 1920 por Luís Frederico Leloir, vencedor do prêmio Nobel de química argentino. Leloir, cansado de comer o mesmo prato de camarões que lhe serviam no restaurante do campo de golfe, pediu ao garçom que trouxesse ketchup, maionese e alguns temperos. Juntou tudo e criou o “Salsa Golf” (molho Golf). Outros acreditam que o molho golf descende do molho Gloucester (maionese, creme azedo ou de leite, suco de limão, erva-doce picada e molho inglês).

O que importa é que o molho Golf é delicioso e pode acompanhar carnes frias e saladas.

Molho Golf

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Molhos, Cozinha Internacional.

Rendimento: 4 porções

Tempo de Preparo: 10 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 100 g de maionese
  • 100 g de catchup
  • 100 g de mostarda
  • 1 colher (sopa) de conhaque
  • 1 colher (sopa) de molho inglês

Modo de Preparo:

Misture muito bem todos os ingredientes. Deixe descansar em temperatura ambiente por cerca de uma hora. Misture novamente e sirva gelado.

Dicas:

Pode ser servido com carnes fria e saladas.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de Engin Akyurt por Pixabay

Este patê é feito com ervilhas, que são super saborosas. É perfeito para servir com pães, torradas, biscoitinhos ou legumes, podendo ser servido como entradas, acompanhamentos, nos lanches ou como petiscos nas reuniões com os amigos.

Patê de Ervilha

Categoria: Entrada fria, Acompanhamento, Lanches, Petisco

Especificação: Patê

Rendimento: 2 porções

Tempo de Preparo: 20 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 2 xícaras (chá) de ervilhas
  • 4 colheres (sopa) de azeite
  • Sal a gosto
  • Azeitonas a gosto (opcional)
  • Ervas a gosto (manjericão, cebolinha e orégano)

Modo de Preparo:

  1. Cozinhe as ervilhas, reserve.
  2. Bata todos os ingredientes no liquidificador.  

Dicas:

  1. Sirva com torradas, biscoitos, pão sírio ou palitos de legumes.
  2. Se usar a ervilha em conserva, deve escorrer bem o líquido da embalagem.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Precisa preparar algo rápido? Não sabe o que fazer? Que tal um patê usando ingredientes que tem em sua geladeira! O patê de cenoura é super fácil, muito saboroso e pode servir como entrada, acompanhamento ou lanche. Prove!

Patê de Cenoura

Categoria: Entrada fria, Acompanhamento, Lanches, Petisco

Especificação: Patê

Rendimento: 2 porções

Tempo de Preparo: 20 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 2 cenouras inteiras
  • 1 cebola picadinha (brunoise)
  • 4 colheres (sopa) de azeite
  • Sal a gosto
  • Ervas a gosto

Modo de Preparo:

  1. Refogue a cebola, reserve.
  2. Cozinhe a cenoura até ficar bem macia.
  3. Bata todos os ingredientes no liquidificador.

Dicas:

Sirva com torradas, biscoitos, pão sírio ou palitos de legume.


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A origem do Homus (ou húmus, do árabe hummus) remonta à região do Oriente Médio, com raízes milenares na história culinária na região. É uma pasta feita principalmente de grão de bico cozido e triturado, tahine (pasta de sementes de gergelim), azeite, suco de limão, sal e alho. A origem exata é controversa e disputada entre vários países do Oriente Médio, especialmente Líbano, Israel, Palestina, Síria, Turquia e Egito.

Embora não haja um registro histórico único que comprove quem o criou, sabe-se que o grão-de-bico e a tahine já eram consumidos há milhares de anos na região. O grão-de-bico era cultivado na Mesopotâmia desde cerca de 7.000 a.C. e a tahine aparece em registros do Egito antigo, usado tanto como alimento quanto como remédio. O primeiro registro escrito de uma receita similar ao húmus moderno é do século XIII, em livros de culinária do Cairo islâmico medieval.

Hoje, o homus é mais do que comida – ele é um símbolo cultural e até político. Diversos países reivindicam sua autoria como parte de seu patrimônio culinário nacional. Esse debate ficou tão forte que é chamado por alguns de “Guerra do Homus”, especialmente entre Israel e o Líbano. Nos últimos 30 anos, o húmus se espalhou pelo mundo, ganhando popularidade em países da Europa e Américas como uma opção saudável, rica em proteínas e fibras, além de ser naturalmente vegano e sem glúten.

O Homus pode ser usado de diversas formas, como couvert, entrada ou acompanhamento de ave e peixes, e fica delicioso sobre fatias de berinjelas assadas.

Homus – Patê de Grão de Bico

Categoria: Couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, lanches, petisco

Especificação: Patê, Cozinha Internacional (Árabe), vegana, vegetariana, vegetais, sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré preparo: 12 horas

Tempo de Preparo: 1 hora

Rendimento: 920 gramas – 30 porções

Dificuldade: Média

Calorias por porção (30 g): 50 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 2 xícaras (chá) de grão de bico
  • 3 dentes de alho amassado
  • 3 colheres (sopa) de tahine
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • Suco de ¼ de limão
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • Páprica defumada a gosto
  • Cúrcuma a gosto
  • Ervas a gosto (salsinha, cebolinha e manjericão)

Modo de Preparo:

Deixar o grão de bico de molho de preferência da noite para o dia. Colocar para cozinhar em panela de pressão. Deixar amornar e retirar as cascas do grão de bico. Utilizar uma peneira com tela de metal para retirar as cascas, porém, os grãos devem estar bem cozidos.

Bater o grão de bico com os dentes de alho no liquidificador até virar uma pasta. Se necessário, acrescentar um pouco de água filtrada para facilitar, mas a pasta não pode ficar líquida. Tem que ficar bem densa. O ideal é bater o grão de bico de pouco a pouco, desliga o liquidificador e em seguida coloca mais um pouco de grãos para evitar o uso de água. Depois de bem batido, acrescentar a tahine, o azeite, o limão, o sal e os temperos.

Observação sobre porcionamento e uso: Embora o homus possa acompanhar pratos principais, ele se enquadra como complemento do prato ou acompanhamento pontual, e não como guarnição principal. Por se tratar de uma pasta concentrada, rica em fibras e gorduras boas, sua função no prato é complementar sabores e texturas, atuando como base, apoio ou finalização. A porção de 30 g é adequada quando servido como acompanhamento, couvert, entrada ou petisco, mantendo equilíbrio nutricional e harmonia com os demais componentes da refeição.

Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts A Composição do Almoço e do Jantar, A Composição do Café da Manhã e dos Lanches e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

1. Como aperitivo ou entrada: Sirva com pão sírio, pão naan, torradas, pão integral ou palitinhos de legumes (cenoura, pepino, aipo, pimentão). É leve, nutritivo e perfeito para beliscar.

2. No café da manhã ou lanche: Em países do Oriente Médio, é comum consumir homus pela manhã com azeite, azeitonas e pão quente. Uma ótima opção proteica e vegana.

3. Como molho ou base para sanduíches: Substitua a maionese ou patês industrializados por uma camada de homus em wraps, pães ou sanduíches. Dá cremosidade e um toque exótico.

4. Acompanhamento de pratos quentes: Combine com carnes grelhadas, kaftas, falafel, vegetais assados ou arroz temperado. O contraste da textura é muito agradável.

5. Versões criativas do clássico: Experimente versões com:

  • Beterraba (rosa intenso e doce)
  • Abacate (mais cremoso)
  • Pimentão assado (toque defumado)
  • Ervas frescas (como coentro ou hortelã)
  • Tahine extra e alho assado

6. Finalizações que elevam o sabor

  • Regue com azeite de oliva extra virgem
  • Polvilhe com zaatar, cominho, páprica, sumac ou sementes de gergelim
  • Finalize com grão-de-bico inteiro cozido, nozes tostadas ou salsinha fresca

O homus é tradicional e amplamente consumido no Oriente Médio e na região do Mediterrâneo Oriental, mas também ganhou popularidade global. Veja os principais países:

1. Líbano: Considerado parte fundamental da cozinha libanesa. É presença garantida no ‘mezze’ (mesa de petiscos).

2. Israel: Prato nacional e cultural. Há até “guerras do homus” entre restaurantes disputando o melhor da região.

3. Palestina: Muito presente nas refeições diárias, geralmente servido com pão fresco e azeite.

4. Síria e Jordânia: Também faz parte do ‘mezze’ e de refeições tradicionais. Frequentemente acompanhado de falafel ou carne.

5. Turquia: Consumido especialmente no sul do país. Por vezes com pimentas ou nozes misturadas.

6. Egito: Embora o ‘ful medames’ (favas) seja mais comum, o homus também está presente como alternativa.

7. Grécia e Chipre: Popular na mesa mediterrânea, embora o ‘tzatziki’ e ‘melitzanosalata’ também disputem espaço.

8. Estados Unidos e Europa Ocidental: Nos últimos anos, o homus virou item básico em supermercados e lanches saudáveis. Muito consumido por vegetarianos, veganos e entusiastas da comida natural.

9. Brasil: O homus vem ganhando espaço no Brasil, especialmente nos últimos anos com o aumento do interesse por alimentação saudável, vegana/vegetariana e influências da culinária do Oriente Médio. No entanto, ainda não é um alimento amplamente tradicional no país inteiro, sendo mais popular em centros urbanos, regiões com influência árabe ou com forte presença de tendências gastronômicas internacionais.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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