A Bisteca Marinada na Cachaça é um prato do sertão nordestino. Como o próprio nome informe, a bisteca suína é marinada por meia hora na cachaça, limão, azeite, sal e pimenta do reino. A bisteca após ser grelhada é acompanhado com Xerém de Milho que é uma canjiquinha cozida misturada com pancetta frita e finalizada com tomate e salsinha. Ainda acompanha o molho, Barbecue de Rapadura. Este é um molho de fusão entre a culinária francesa e a brasileira. Um prato completo e perfeito para o almoço ou jantar.

Bisteca Marinada na Cachaça com Xerém de milho e Barbecue de Rapadura

Categoria:  Prato Principal

Especificação: Carnes vermelha, Carne Suína, Cozinha Brasileira (Sertão Nordestino)

Tempo de Pré-Preparo: 30 minutos

Tempo de Preparo: 50 minutos

Rendimento: uma porção

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Bisteca Marinada

  • 1 unidade de Bisteca suína
  • 10 mililitros de cachaça
  • 1/4 de unidade de limão tahiti
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto

Xerém de Milho

  • 30 gramas de canjiquinha
  • 1 colher (chá) de azeite
  • 15 gramas de pancetta, picada
  • 1/4 de unidade de tomate italiano
  • 1 ramo de salsinha, picada
  • Sal a gosto

Barbecue de Rapadura

  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1/2 cebola, picadinha
  • 60 gramas de rapadura, picada
  • 1 colher (sopa) de aceto balsâmico
  • 1 colher (sopa) de molho inglês
  • 1/2 limão tahiti (suco)
  • 100 ml de cachaça
  • 80 gramas de catchup
  • 1 folha de louro
  • Molho de pimenta, a gosto
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto

Modo de Preparo:

Bisteca Marinada e Xerém de Milho

Tempere a bisteca com a cachaça, o limão, o sal e a pimenta do reino. Deixe marinar por, no mínimo 30 minutos. Cozinhe a canjiquinha em água com sal até ficar macia, mas com alguma resistência. O ideal é ficar com a aparência de cuscuz. Escorra bem e reserve. Elimine as sementes do tomate e corte em cubinhos.

Em uma frigideira, grelhe a bisteca no azeite até atingir o ponto desejado.

Em outra frigideira, refogue a pancetta no azeite, acrescente a canjiquinha, tempere com sal e finalize com o tomate e a salsinha.

Barbecue de Rapadura

Refogue a cebola no azeite e acrescente os demais ingredientes. Deixe reduzir até ter consistência de molho. Verifique o sal e acrescente uma pitada de açúcar, se necessário. Passe por uma peneira e reserve.

Sirva a bisteca com o molho barbecue de rapadura acompanhada com o xerém de milho.

Dicas:

1. Marinar é deixar as carnes, aves ou pescados de molho em líquido adicionado de aromáticos, por determinado tempo, com o objetivo de agregar sabor e, muitas vezes, alterar a textura. Geralmente a marinada é composta de um meio ácido (vinho, vinagre, limão etc.) e aromáticos (mirepoix, ervas e especiarias).

2. Ferver é o método de cocção por calor úmido e consiste em cozinhar o alimento através de um líquido fervente em ebulição (100ºC). Pode ser iniciado a frio ou a quente, ou seja, o alimento é colocado na água fria até que atinja a fervura.

3. Grelhar é o método de cocção por calor seco (sem gordura) e consiste em preparar os alimentos por exposição direta ao calor seco e forte, utilizando-se de grelha, chapa ou broiler.

4. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando.

5. Redução – Reduzir a quantidade de líquido pela fervura. A redução é realizada para que através da evaporação do líquido se obtenha um sabor mais concentrado e uma consistência mais grossa. Atualmente, encontram-se à venda algumas reduções prontas em embalagens especiais para a decoração de pratos. As mais utilizadas são as de aceto balsâmico ou de aceto de outros sabores, tais como: trufas, framboesa e mel.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

O Lombinho é um corte nobre da carne de porco, com textura macia e suculenta. O Lombinho Assado na Panela tem coloração dourada, é tenro e saboroso. É servido com molho preparado dos ingredientes da própria marinada dando um toque especial ao prato. Pode ser acompanhado por diversas preparações. Uma boa dica é servir acompanhado de Paçoca de Banana da Terra e Quiabos com Pimenta de Cheiro.

Lombinho Assado na Panela

Categoria:  Prato Principal

Especificação: Carnes vermelha, Carne Suína, Cozinha Brasileira (Centro-Oeste – Cerrado),

Tempo de Pré-preparo: 1 hora

Tempo de Preparo: 1 1/2 horas

Rendimento: 1 a 2 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 100 ml de vinho branco seco
  • 6 grãos de pimenta do reino
  • 1/2 pimenta de cheiro, sem semente
  • 1 dente de alho
  • 1/4 de cebola
  • 1/2 limão (suco)
  • 10 ml de vinagre de vinho branco
  • 20 ml de água quente
  • 1 fio de óleo
  • 300 gramas de lombinho de porco
  • Sal a gosto
  • 1 pitada de farinha de trigo (para o molho)

Modo de Preparo:

No liquidificador, bata o vinho, a pimenta-do-reino, a pimenta-de-cheiro, o alho, a cebola, o suco de limão, o vinagre e um pouco de água quente. Coloque o pedaço de lombo para marinar nesta mistura por, no mínimo, 1 hora (O ideal é que fique de um dia para o outro). Retire o excesso de temperos da superfície da carne e coe a marinada, reservando o líquido.

Numa panela de fundo grosso, aqueça bem o fio de óleo e sele o lombinho de todos os lados, até que fique bem dourado. Vá colocando, aos poucos, o líquido coado da marinada nos cantos da panela. Nesse momento, levanta vapor que deve ser abafado imediatamente com a tampa. Quando o líquido desaparecer e o óleo frigir no fundo da panela, repita a operação até o lombinho ficar cozido e macio.

Retire o lombinho da panela, deglace com um pouco de água e coe. Volte ao fogo. Adicione uma pitada de farinha de trigo e cozinhe até obter um molho aveludado não muito denso. Fatie o lombinho e sirva com o molho.

Dicas:

1. Marinar é deixar as carnes, aves ou pescados de molho em líquido adicionado de aromáticos, por determinado tempo, com o objetivo de agregar sabor e, muitas vezes, alterar a textura. Geralmente a marinada é composta de um meio ácido (vinho, vinagre, limão etc.) e aromáticos (mirepoix, ervas e especiarias).

2. Brasear é o método de cocção por calor combinado, em que o alimento é previamente dourado (selado) em gordura e em seguida fervido lentamente em água, líquido aromatizado ou fundo, adicionado aos poucos até que se conclua a cocção.

3. Deglaçar é colocar um líquido (água, vinho, caldo etc.) em uma panela, tabuleiro para soltar os sucos do cozimento grudados no fundo.

4. Sirva acompanhado de Paçoca de Banana da Terra e Quiabos com Pimenta de Cheiro.

Lombinho Assado na Panela com Paçoca de Banana da Terra e Quiabos com Pimenta de Cheiro. Imagem Adriana Tenchini.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

A costelinha suína com ora-pro-nóbis é uma preparação que combina a suculência da carne de porco com uma hortaliça tradicionalmente presente na culinária mineira. O cozimento lento, acompanhado de alho, cebola, colorau e vinho branco, contribui para desenvolver os sabores e deixar a carne macia. Acrescentado no final do preparo, o ora-pro-nóbis complementa o prato com sua textura delicada e seu sabor vegetal suave.

O ora-pro-nóbis é uma planta alimentícia não convencional (PANC), conhecida pelo uso tradicional na cozinha de Minas Gerais. Suas folhas podem integrar refogados, sopas, ensopados e preparações com carnes. A combinação com a costelinha representa uma maneira de valorizar ingredientes associados à cozinha caseira mineira.

Costelinha com Ora-pro-nóbis

Categoria: Prato principal, petiscos

Especificação: Carnes vermelhas, carne suína, cozinha brasileira (Região Sudeste, Minas Gerais), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 30 minutos (marinada)

Tempo de Preparo: 45 minutos

Rendimento: 400 gramas (aproximadamente 6 pedaços) – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (200 g): 450 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • Suco de 1/2 limão
  • 1/2 xícara (chá) de vinho branco seco (120 ml)
  • 1 colher (chá) de páprica
  • 1 colher (chá) de sal
  • 500 gramas de costelinha suína, cortada em 6 pedaços
  • 1 colher (sopa) de óleo, dividida para selar a carne e refogar os temperos
  • 2 dentes de alho, picados
  • 1/2 cebola grande, picada
  • 1 colher (chá) de colorau
  • Água, o suficiente para o cozimento
  • 10 folhas de ora-pro-nóbis, higienizadas e escorridas
  • 4 ramos de salsinha, picados

Modo de Preparo:

Em uma tigela, misture o suco de limão, o vinho branco, a páprica e o sal. Acrescente as costelinhas e envolva todos os pedaços na mistura. Deixe marinar por 30 minutos, virando ocasionalmente.

Aqueça parte do óleo em uma panela e doure as costelinhas de todos os lados. Retire-as e reserve. Reserve também o líquido da marinada.

Na mesma panela, acrescente o restante do óleo, se necessário, o alho e a cebola. Refogue até ficarem levemente dourados. Adicione o colorau e misture. Devolva as costelinhas à panela e acrescente o líquido da marinada reservado. Deixe ferver por aproximadamente 2 minutos para favorecer a evaporação do álcool do vinho.

Adicione água até atingir aproximadamente metade da altura das costelinhas. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por cerca de 20 minutos. Vire os pedaços e cozinhe por mais 20 minutos, ou até que estejam macios. Se necessário, acrescente pequenas quantidades de água durante o cozimento para evitar que o fundo da panela seque. Caso a carne ainda esteja firme, prolongue o cozimento até atingir a textura desejada.

Quando a costelinha estiver macia, adicione as folhas de ora-pro-nóbis higienizadas. Tampe a panela e cozinhe por aproximadamente 1 minuto, apenas até murcharem. Desligue o fogo, salpique a salsinha picada e sirva a costelinha ainda quente, acompanhada do molho formado durante o cozimento.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo:

  • Sirva a costelinha suína com ora-pro-nóbis como prato principal, acompanhada de arroz branco, feijão, angu ou polenta cremosa. Para uma refeição tipicamente mineira, combine a preparação com angu e feijão, valorizando os ingredientes tradicionais dessa culinária.
  • A receita também pode ser servida como petisco, em pedaços menores, dispostos em uma travessa para compartilhar em reuniões informais. Nesse caso, disponibilize guardanapos e, se desejar, sirva o molho do cozimento separadamente para acompanhar a carne.
  • Para equilibrar o prato, acrescente uma salada fresca ou legumes cozidos, criando um contraste de texturas e sabores.
  • Adicione o ora-pro-nóbis somente no final do preparo, deixando as folhas murcharem por aproximadamente 1 minuto, para preservar sua textura.
  • Antes de servir, regue a costelinha com um pouco do molho do cozimento, que contribui para manter a carne suculenta e realçar seu sabor.

3. Curiosidades:

  • O ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) é uma planta alimentícia não convencional (PANC) muito associada à culinária de Minas Gerais. Suas folhas são utilizadas em refogados, sopas, ensopados e preparações com carnes, especialmente na combinação tradicional com costelinha suína e angu. A planta também é conhecida popularmente como lobrobó e orabrobó.
  • Uma das hipóteses populares para a origem do nome ora-pro-nóbis está relacionada às antigas igrejas mineiras. Segundo a tradição oral, a planta crescia nos muros e nas cercas vivas dos terrenos das igrejas, onde era aproveitada pelos moradores como alimento. Como os sacerdotes nem sempre permitiam a colheita, as pessoas esperavam o momento em que estavam distraídos durante as celebrações religiosas para apanhar as folhas. A expressão latina ora pro nobis, que significa “rogai por nós”, era repetida nas ladainhas e orações das missas. De acordo com essa narrativa, os moradores aproveitavam justamente esse momento para colher a planta. Assim, a expressão religiosa teria passado a identificar a hortaliça, numa associação curiosa entre os costumes religiosos e a necessidade de aproveitar os alimentos disponíveis.
  • Outra versão popular, também associada à cidade mineira de Sabará, conta que algumas pessoas colhiam as folhas no quintal de uma paróquia enquanto o padre rezava em latim. Ao ser questionado sobre o nome da planta, ele teria repetido a expressão “ora-pro-nóbis”, que estava pronunciando durante a oração. Sem compreender o significado das palavras, quem perguntou teria interpretado a resposta como o nome da espécie. Essa narrativa circula como uma anedota local, mas não há comprovação histórica definitiva de que esse episódio tenha originado o nome.
  • Embora essas histórias sejam parte do folclore gastronômico mineiro, a origem linguística do nome é conhecida: ora pro nobis significa “rogai por nós”, em latim. As narrativas sobre a colheita nos quintais das igrejas ajudam a explicar como a expressão pode ter sido associada popularmente à planta, mas devem ser entendidas como lendas, e não como fatos históricos comprovados.
  • A planta também é reconhecida por seu valor alimentar. Suas folhas contêm proteínas, fibras e minerais, embora a composição nutricional varie conforme as condições de cultivo e o preparo. Sua presença na culinária mineira representa o aproveitamento de plantas disponíveis nos quintais e a valorização de ingredientes tradicionais da alimentação regional.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

Costelinha com Goiabada é um prato delicioso de Minas Gerais. A costelinha é cozida em água fervente e depois assada no forno. A carne fica macia e douradinha. Por cima é servido um delicioso molho de goiabada. Pode ser acompanhada de polenta frita e couve crispy.

Costelinha com Goiabada

Categoria:  Prato Principal

Especificação: Carnes vermelha, Carne Suína, Cozinha Brasileira (Minas Gerais)

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: duas porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200 gramas de costelinha suína
  • Água, o suficiente
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto
  • Uma pitada de orégano
  • 40 gramas de goiabada
  • Salsinha, a gosto

Modo de Preparo:

Em uma panela cozinhe a costelinha em água, sal, pimenta do reino e orégano. Após cozinhar a costelinha e estiver bem macia, disponha em uma assadeira e leve ao forno (200ºC) até dourar. Em uma frigideira derreta a goiabada com água e sirva por cima da costelinha. Finalize com salsinha. Sirva acompanhado de polenta frita e couve crispy.

Dicas:

1. Ferver é o método de cocção por calor úmido e consiste em cozinhar o alimento através de um líquido fervente em ebulição (100ºC). Pode ser iniciado a frio ou a quente, ou seja, o alimento é colocado na água fria até que atinja a fervura.

2. Assar é o método de cocção por calor seco (sem gordura) podendo ter a utilização de vapor, em que o item é cozido em forno ou espeto, sobre fogo ou condução através de uma resistência.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

A Quirera Lapeada é um prato típico do Paraná, na região Sul do Brasil. A quirera, também conhecida como canjiquinha, é cozida junto com lombo suíno, costelinha, linguiça e bacon. As ervas (manjerona, cebolinha e salsinha) e as especiarias (canela, noz-moscada e erva-doce) conferem um sabor inusitado e especial a esta iguaria.

Quirera Lapeada

Categoria:  Prato Principal,

Especificação: Carnes vermelha, Carne Suína, Cozinha Brasileira (Paraná)

Tempo de Preparo: 1 hora

Rendimento: 2 a 4 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 60 gramas de lombo, em cubos
  • 6 ml de azeite
  • 200 gramas de costelinha com osso, em pedaços pequenos
  • 20 gramas de bacon, em cubos
  • 1/2 de cebola, bem picadas
  • 1 dente de alho, bem picado
  • 60 gramas de linguiça calabresa, em rodelas
  • 1/2 tomate maduro, sem sementes, em cubinhos
  • 1 pedaço de canela em pau
  • 1 pitada de noz-moscada
  • 1 pitada de erva-doce
  • 1 ramo de manjerona
  • 100 gramas de quirera de milho grossa
  • Sal a gosto
  • 2 ramos cebolinha, picados
  • 2 ramos salsinha, picadas

Modo de Preparo:

Leve uma panela ao fogo com um fio de azeite e sele os cubos de lombo. Retire-os e reserve. Na mesma panela, sele a costelinha. Retire-a e reserve. Ainda na mesma panela, doure o bacon, a cebola e o alho. Adicione os cubos de lombo e a costelinha reservados. Cozinhe (refogue), pigando água, até a carne ficar cozida. Acrescente a linguiça, o lombo, o tomate, as especiarias, a manjerona e a quirera lavada. Acrescente um pouco de água e deixe cozinhar, mexendo sem parar até soltar da panela. (O ponto correto é cremoso.) Tempere com sal e finalize com a salsa e a cebolinha.

Dicas:

Selar é deixar dourar a carne rapidamente em uma superfície bem aquecida (panela, grelha ou forno) para “selar” (fechar, encerrar) a superfície, evitando a perda dos sucos naturais da carne e reduzindo o ressecamento.

Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

O Cuscuz Paulista é uma preparação tradicional da culinária do estado de São Paulo, elaborada com farinha de milho hidratada e cozida, à qual podem ser acrescentados ingredientes como sardinha, camarão, palmito, ervilha e outros elementos característicos da cozinha brasileira. Diferentemente do cuscuz de origem norte-africana, preparado tradicionalmente com sêmola de trigo, o cuscuz brasileiro desenvolveu diferentes versões regionais a partir dos ingredientes disponíveis no país, especialmente o milho.

A versão paulista ganhou identidade própria ao combinar a farinha de milho com pescados, frutos do mar e vegetais, além de apresentar uma característica marcante: a montagem em forma, geralmente decorada com os ingredientes do recheio. Depois de desenformado, o prato revela uma apresentação colorida e bastante característica.

É uma preparação versátil, podendo ser servida como acompanhamento ou como prato principal, dependendo da quantidade e dos acompanhamentos oferecidos. Também é muito apreciada em festas, reuniões familiares e refeições especiais.

Cuscuz Paulista

Categoria:  Acompanhamento/Guarnição, Prato Principal

Especificação: Farofas, peixes, vegetais, Cozinha Brasileira (São Paulo), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 40 minutos

Tempo de Repouso: 1 hora

Rendimento: 400 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (100 g): 145 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 120 g de camarões médios, limpos
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 1/8 de cebola, bem picada
  • 1/2 dente de alho, bem picado
  • 1/2 tomate maduro, sem pele e sem sementes, bem picado
  • Sal, a gosto
  • Pimenta-do-reino, a gosto
  • 80 ml de água
  • 2 unidades de sardinha em óleo comestível, escorridas e em pedaços
  • 50 g de farinha de milho
  • 2 talos de cebolinha, bem picados
  • 2 ramos de salsinha, bem picados
  • 20 g de ervilhas congeladas
  • 60 g de palmito em conserva, em pedaços ou rodelas
  • Azeite ou óleo, quantidade suficiente para untar a forma

Modo de Preparo:

Aqueça uma pequena quantidade do óleo em uma frigideira e salteie os camarões por aproximadamente 2 a 3 minutos, apenas até ficarem cozidos. Retire e reserve para a montagem.

Na mesma panela, aqueça o restante do óleo e refogue a cebola até começar a ficar transparente. Acrescente o alho e refogue rapidamente, sem deixar dourar excessivamente. Junte o tomate, tempere com sal e pimenta do reino e refogue até que o tomate comece a desmanchar. Acrescente a água e deixe ferver por aproximadamente 10 minutos, permitindo que o molho reduza e concentre os sabores.

Adicione a sardinha em pedaços e misture delicadamente. Acrescente a farinha de milho aos poucos, mexendo continuamente para hidratá-la de maneira uniforme. Cozinhe até que a massa fique úmida, consistente e comece a se desprender do fundo da panela. Desligue o fogo, prove e ajuste o sal, se necessário. Acrescente a cebolinha e a salsinha e misture delicadamente.

Unte uma forma com furo central ou outra forma adequada para desenformar. Distribua os camarões cozidos e as ervilhas no fundo da forma. Coloque aproximadamente 1/3 da massa de cuscuz e pressione delicadamente para compactar.

Distribua parte do palmito nas laterais da forma, formando a decoração. Acrescente outra camada da massa e repita a disposição do palmito. Finalize com o restante da massa, pressionando suavemente para que a preparação fique firme depois de desenformada.

Cubra e leve à geladeira por aproximadamente 1 hora, ou até ficar firme. Desenforme cuidadosamente sobre um prato de servir. Se desejar servi-lo quente, aqueça depois de desenformado, de preferência em forno ou micro-ondas, sem ressecar a preparação.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Para servir como acompanhamento, considere 100 g de Cuscuz Paulista por pessoa. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte o post ‘A Composição do Almoço e do Jantar’.

2. Dicas de Consumo:

  • Sirva o Cuscuz Paulista como acompanhamento de saladas, legumes ou carnes grelhadas.
  • Como prato principal, pode ser acompanhado de uma salada verde ou de folhas frescas para equilibrar a refeição.
  • Para uma apresentação mais tradicional, desenforme em um prato grande e mantenha os camarões, ervilhas e palmitos visíveis na decoração.
  • Se for preparado com antecedência, mantenha refrigerado e desenforme somente próximo ao momento de servir.
  • Para aquecer, prefira aquecimento curto e gradual, evitando ressecar a massa.
  • A preparação também pode ser feita em formas individuais, facilitando o porcionamento e a apresentação.

3. Curiosidades

  • A receita também admite inúmeras variações. Sardinha, camarão, frango e carne suína aparecem em diferentes versões, demonstrando como o Cuscuz Paulista se adaptou às preferências familiares e à disponibilidade regional de ingredientes.
  • O nome “cuscuz” está relacionado a uma preparação muito antiga do norte da África, especialmente da região do Magrebe. Entretanto, o Cuscuz Paulista é uma criação brasileira, que se desenvolveu a partir da utilização da farinha de milho e dos ingredientes disponíveis na culinária paulista.
  • Uma das características mais interessantes da preparação é justamente a sua montagem: os ingredientes não são apenas incorporados à massa, mas também utilizados como elementos decorativos. Camarão, palmito, ervilha, ovos e outros ingredientes podem formar desenhos e contrastes quando o cuscuz é desenformado.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

A Farofa Molhada é uma preparação de textura úmida e sabor marcante, característica da culinária paraense. Diferentemente das farofas tradicionais, em que a farinha de mandioca é geralmente preparada de forma mais seca e soltinha, nesta versão ela recebe um molho campanha aromático e líquidos quentes, resultando em uma farofa úmida, macia e saborosa, mas ainda com os grãos de farinha perceptíveis.

O molho campanha combina azeite de oliva, vinagre de vinho branco, vinho branco seco, tomate, cebola, pimentão, alho, ervas frescas e pimenta de cheiro. O leite de coco acrescentado à farinha contribui para a textura e acrescenta uma nota de sabor característica da culinária amazônica.

É uma preparação que valoriza ingredientes muito presentes na cozinha brasileira e, especialmente, na culinária do Pará, podendo acompanhar peixes, frutos do mar, carnes e outras preparações de sabores marcantes.

Farofa Molhada

Categoria:  Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Farofa, Cozinha Brasileira (Pará), sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 400 gramas – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (80 g): 200 kcal

Farofa Molhada. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

Molho Campanha com Coentro

  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 colher (sopa) de vinagre de vinho branco
  • 1 colher (sopa) de vinho branco seco
  • Sal a gosto
  • 1/2 tomate maduro, em cubinhos
  • 1/4 de cebola média, em cubinhos
  • 1 colher (sopa) de pimentão verde, em cubinhos
  • 1 dente de alho, bem picado
  • 2 ramos de salsinha, bem picados
  • 2 ramos de coentro, bem picados
  • 2 ramos de cebolinha, bem picados
  • 1/2 pimenta de cheiro, levemente amassada
  • 1 colher (sopa) de água

Farofa

  • 160 gramas de farinha de mandioca crua
  • 2 colheres (sopa) de leite de coco
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • Água fervente, o suficiente

Modo de Preparo:

Molho Campanha

Em uma tigela, misture o azeite de oliva, o vinagre de vinho branco e o vinho branco seco, mexendo bem para homogeneizar. Tempere com sal e acrescente a água aos poucos para equilibrar a acidez. Adicione o tomate, a cebola, o pimentão, o alho, a salsinha, o coentro, a cebolinha e a pimenta de cheiro. Misture delicadamente, cubra e leve à geladeira até o momento de utilizar.

Farofa

Coloque a farinha de mandioca em uma tigela. Acrescente o leite de coco, o molho campanha e o azeite de oliva. Misture bem para distribuir os ingredientes por toda a farinha.

Leve uma pequena panela com água ao fogo e aqueça até levantar fervura. Despeje a água fervente aos poucos sobre a mistura, mexendo continuamente. Continue adicionando pequenas quantidades de água até obter uma farofa úmida e macia, porém ainda granulada. A preparação não deve adquirir consistência de pirão. Prove e ajuste o sal, se necessário. Sirva em seguida.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Para servir como acompanhamento, considere 80 g por pessoa. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte o post: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • Sirva a farofa ainda levemente aquecida ou em temperatura ambiente.
  • É um excelente acompanhamento para peixes, frutos do mar, carnes assadas e carnes de panela.
  • Combina especialmente bem com preparações que tenham molhos ou caldos, pois sua textura úmida complementa pratos mais suculentos.
  • Adicione a água fervente gradualmente. O ponto correto é úmido e macio, mas sem perder a textura granulada da farinha.
  • O molho campanha pode ser preparado antecipadamente e mantido sob refrigeração até o momento de preparar a farofa.
  • Se a preparação ficar mais seca depois de algum tempo, acrescente uma pequena quantidade de água quente e misture delicadamente antes de servir.

3. Curiosidades:

  • A denominação Farofa Molhada está diretamente relacionada à principal característica da preparação: a farinha de mandioca é hidratada com molho e líquido quente, em vez de permanecer seca e soltinha como ocorre em muitas outras farofas brasileiras.
  • A farinha de mandioca é um ingrediente de grande importância na alimentação amazônica e aparece em inúmeras preparações do Norte do Brasil. Na Farofa Molhada, ela funciona como uma base capaz de absorver os líquidos e concentrar os sabores do molho campanha.
  • O uso de leite de coco, coentro, pimenta de cheiro e farinha de mandioca reforça a identidade brasileira e amazônica da receita, enquanto a combinação de acidez do vinagre e do vinho com o azeite e as ervas cria um perfil aromático que diferencia essa farofa das versões mais tradicionais.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

O Baião de Dois é uma preparação tradicional da cozinha nordestina, especialmente associada ao Ceará e ao sertão nordestino. A receita combina dois ingredientes fundamentais da alimentação brasileira – arroz e feijão – tradicionalmente preparados com feijão de corda ou feijão verde, formando um prato nutritivo, saboroso e de forte identidade regional.

Sua origem está relacionada à alimentação sertaneja, marcada pelo aproveitamento de ingredientes acessíveis e pela necessidade de preparar refeições substanciosas. A combinação de arroz e feijão ganhou diferentes interpretações ao longo do tempo, incorporando ingredientes característicos da região, como manteiga de garrafa, queijo coalho, pimenta de cheiro, coentro e outros temperos locais.

O nome “Baião de Dois” também está relacionado ao universo cultural nordestino e ao baião, gênero musical que se tornou um dos símbolos da cultura da região. A preparação ultrapassou as fronteiras do sertão e tornou-se uma das receitas mais conhecidas da gastronomia nordestina.

Baião de Dois

Categoria: Acompanhamento/Guarnição, Prato Principal

Especificação: Arroz, Feijão, Cozinha Brasileira (Região Nordeste, Ceará e sertão), vegetariana, sem glúten

Tempo de Pré-preparo: 30 minutos

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 600 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (200 g): 290 kcal

Baião de Dois. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 80 g de feijão verde (feijão de corda), cru
  • Sal, a gosto
  • 80 g de arroz
  • 1 colher (sopa) de manteiga de garrafa
  • 1/4 de cebola, picada
  • 1 dente de alho, picado
  • 1 pimenta de cheiro, picada
  • 1/2 xícara (chá) do caldo do cozimento do feijão
  • 3 talos de cebolinha, picados
  • 3 ramos de coentro, picados
  • 40 g de queijo coalho, em cubinhos

Modo de Preparo:

Cozimento do feijão: cozinhe o feijão verde em água com sal até ficar macio, porém ainda íntegro. Reserve o feijão escorrido e 1/2 xícara (chá) do caldo do cozimento.

Cozimento do arroz: prepare o arroz normalmente, até que os grãos estejam cozidos e soltinhos. Reserve.

Refogado: em uma caçarola, aqueça a manteiga de garrafa. Acrescente a cebola e refogue até começar a ficar translúcida. Junte o alho e a pimenta de cheiro e refogue brevemente, sem deixar o alho escurecer.

Incorporação do feijão: acrescente o feijão cozido e escorrido ao refogado. Misture delicadamente para envolver os grãos nos temperos.

Finalização do arroz: acrescente o arroz cozido e a cebolinha. Misture cuidadosamente para não desmanchar o feijão.

Ajuste de textura: adicione gradualmente o caldo reservado do feijão, misturando até obter uma preparação úmida, mas sem excesso de líquido. Ajuste o sal, se necessário.

Finalização: desligue o fogo e acrescente os cubinhos de queijo coalho e o coentro. Misture delicadamente e sirva imediatamente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o posts A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • Sirva o Baião de Dois imediatamente após o preparo, quando o queijo coalho ainda estiver macio e a preparação apresentar textura cremosa e úmida.
  • Como acompanhamento, combina especialmente bem com carnes grelhadas, carnes de sol, carne seca, bistecas e outras preparações de perfil regional.
  • Também é possível acrescentar uma proteína desfiada, como carne de sol ou galinha, durante o preparo do Baião de Dois, transformando a preparação em um prato ainda mais substancioso e completo.
  • Para uma apresentação mais refinada, utilize o queijo coalho em cubos regulares e finalize com folhas pequenas de coentro e cebolinha.
  • O caldo do feijão deve ser acrescentado aos poucos. A quantidade efetivamente utilizada pode variar conforme a umidade do arroz e a textura desejada.
  • Se preparado para serviço posterior, o ideal é reaquecer delicadamente com pequena quantidade de caldo ou água, evitando que o arroz fique ressecado.

3. Curiosidades:

  • O nome Baião de Dois faz referência ao baião, gênero musical tradicional do Nordeste brasileiro, estabelecendo uma relação entre a gastronomia e a cultura musical da região.
  • A preparação está fortemente associada ao sertão nordestino, especialmente ao Ceará, embora existam versões do prato em diferentes estados do Nordeste.
  • O Baião de Dois reúne dois alimentos fundamentais da alimentação brasileira, o arroz e o feijão, em uma única preparação, combinação que contribui para seu caráter nutritivo e substancioso.
  • O feijão de corda ou feijão verde, tradicionalmente utilizado na receita, é um ingrediente bastante presente na alimentação nordestina e contribui para a identidade regional do prato.
  • A manteiga de garrafa e o queijo coalho são ingredientes característicos que reforçam o vínculo do Baião de Dois com a culinária sertaneja e nordestina.
  • Existem inúmeras variações da receita. Dependendo da região e dos costumes familiares, podem ser acrescentados carne de sol, galinha, carne seca, bacon ou linguiça, entre outros ingredientes.
  • Embora seja frequentemente servido como prato completo, o Baião de Dois também pode ser apresentado como acompanhamento ou guarnição, especialmente quando servido em porções de menor tamanho.
  • A receita exemplifica como a cozinha brasileira transforma ingredientes cotidianos em preparações de forte identidade cultural e regional, preservadas e reinterpretadas ao longo das gerações.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

O Feijão Tropeiro é uma preparação tradicional associada à cultura dos tropeiros, homens que conduziam tropas de muares e cavalos pelo interior do Brasil, transportando mercadorias entre diferentes regiões. Durante as longas jornadas, eram necessárias preparações nutritivas, resistentes e relativamente simples de transportar e preparar. O feijão, combinado à farinha de mandioca e a ingredientes como carnes suínas, ovos e temperos, formava uma refeição substanciosa e adequada às condições das viagens.

Embora sua formação esteja relacionada às rotas percorridas pelos tropeiros por diferentes partes do território brasileiro, o Feijão Tropeiro tornou-se especialmente representativo da gastronomia de Minas Gerais, onde integra a tradição culinária regional e permanece presente tanto na alimentação cotidiana quanto em manifestações da cultura popular. Em Belo Horizonte, por exemplo, ganhou notoriedade também por sua associação ao futebol e ao tradicional “Tropeirão do Mineirão”.

A preparação reúne ingredientes característicos da cozinha brasileira, como feijão, farinha de mandioca, couve e carne suína, resultando em um prato de sabor marcante, textura úmida e levemente granulada e grande valor de saciedade.

Feijão Tropeiro

Categoria: Prato Principal,

Especificação: Feijão, carnes, Cozinha brasileira (Minas Gerais), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 12 horas (de molho)

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 500 gramas – 2 porções

Dificuldade: Médio

Calorias por porção (250 g): 560 kcal

Feijão Tropeiro. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 100 g de feijão vermelho
  • 1/2 folha de louro
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 50 g de bacon em cubos
  • 100 g de linguiça calabresa em rodelas
  • 2 ovos
  • 1 folha de couve rasgada
  • 2 dentes de alho bem picados
  • 1/4 de cebola bem picada
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto
  • 1 colher (café) de pimenta Calabresa
  • 2 ramos de salsinha bem picados
  • 2 talos de cebolinha bem picados
  • 40 g de farinha de mandioca crua

Modo de Preparo:

Deixe o feijão de molho[1] por 12 horas. Escorra a água do molho, coloque o feijão em uma panela comum[2], cubra com água e acrescente o louro. Cozinhe por aproximadamente 20 minutos, ou até que os grãos estejam cozidos, porém ainda firmes. Escorra e reserve.

Aqueça o óleo em uma panela ou frigideira. Frite o bacon até começar a dourar. Acrescente a linguiça calabresa e frite até que esteja levemente dourada. Retire as carnes e reserve, mantendo na panela a gordura liberada durante a fritura.

Bata levemente os ovos e tempere com sal e pimenta-do-reino. Coloque-os na mesma panela, acrescentando um pequeno fio de óleo, se necessário. Mexa delicadamente até que estejam cozidos, formando pedaços macios. Retire e reserve. Em outra panela, refogue a couve rapidamente, temperando com uma pequena quantidade de sal. Reserve.

Na panela utilizada para fritar o bacon e a linguiça, doure o alho e a cebola na gordura restante. Acrescente o feijão cozido e escorrido. Tempere com sal e pimenta calabresa e refogue por aproximadamente 2 minutos, envolvendo os grãos nos temperos. Junte o bacon, a linguiça, os ovos e a couve. Acrescente a salsinha e a cebolinha. Adicione a farinha de mandioca aos poucos, misturando delicadamente até obter uma preparação úmida e bem incorporada. A quantidade de farinha pode ser ajustada conforme a umidade do feijão e a textura desejada, sem deixar o preparo excessivamente seco. Sirva imediatamente.


Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte o post ‘A Composição do Almoço e do Jantar’.

2. Dicas de Consumo:

  • Sirva o Feijão Tropeiro ainda quente, como prato principal.
  • Tradicionalmente, pode ser acompanhado de arroz branco, couve refogada, ovo frito e, conforme a ocasião, torresmo.
  • Para uma apresentação mais contemporânea, porcione o tropeiro em aro e finalize com couve refogada ou um ovo de gema cremosa.
  • O ponto ideal é obtido quando os grãos permanecem inteiros e macios, envolvidos pela gordura e pelos temperos, enquanto a farinha proporciona liga sem retirar a umidade da preparação. A mistura deve ser feita delicadamente para evitar que o feijão se desmanche.
  • A farinha deve ser incorporada gradualmente. O objetivo é obter um tropeiro úmido e solto, e não uma farofa seca.
  • O prato também pode ser servido como acompanhamento de carnes assadas ou grelhadas, caso a porção seja reduzida.

3. Curiosidades:

  • Em Minas Gerais, a preparação também ganhou forte associação com o futebol, especialmente por meio do tradicional tropeiro comercializado no Mineirão.
  • O nome “tropeiro” está relacionado aos tropeiros, responsáveis pelo transporte de mercadorias e animais por extensas rotas terrestres no Brasil.
  • A farinha de mandioca tinha importância estratégica na alimentação dos viajantes por ser um ingrediente seco, de boa conservação e fácil transporte.
  • A presença da couve aproxima a preparação da tradição culinária mineira e é uma das combinações mais reconhecidas do prato.
  • O Feijão Tropeiro ultrapassou o contexto das antigas tropas e se consolidou como um dos pratos emblemáticos da gastronomia mineira.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

Os Quiabos com Pimenta de Cheiro valorizam ingredientes presentes no repertório culinário do Cerrado e da cozinha regional do Centro-Oeste brasileiro, especialmente da culinária goiana. O quiabo, ingrediente de ampla presença nas cozinhas brasileiras, ganha nesta preparação o aroma característico da pimenta de cheiro, de picância geralmente suave e perfume marcante. O tomate, o alho, a cebola e a cebolinha completam a preparação, resultando em um acompanhamento simples, aromático e de sabor delicado. Pode ser servido com carnes, aves ou nas refeições cotidianas, acompanhado de arroz e feijão.

Quiabos com Pimenta de Cheiro

Categoria:  Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Legumes, Cozinha Brasileira (Centro-Oeste, Goiás), vegetariano, vegano, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 1 a 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 60 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 5 gramas de óleo
  • 1 dente de alho, bem picadão
  • 1/4 de cebola, bem picada
  • 100 ml de água quente
  • 1/2 rodela de limão, com casca
  • 150 gramas de quiabo, cortados em rodelas de 1 cm
  • 1 tomate madura, sem pele e sem semente, em cubos de 1 cm
  • Sal a gosto
  • 1 pimenta de cheiro, sem semente e em tirinhas
  • 2 ramos de cebolinha, bem picada

Modo de Preparo:

Aqueça o óleo em uma panela e refogue o alho e a cebola até ficarem levemente dourados. Acrescente a água quente e deixe levantar fervura. Adicione a rodela de limão, o quiabo e o tomate. Tampe a panela e cozinhe em fogo médio por aproximadamente 10 minutos, ou até que o quiabo esteja macio, mantendo parte do líquido na preparação. Retire a rodela de limão. Tempere com sal e desligue o fogo.

Acrescente a pimenta de cheiro e a cebolinha, misturando delicadamente para preservar o aroma e a textura dos ingredientes. Sirva imediatamente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Pode acompanhar carnes bovinas, suínas e aves, especialmente preparações assadas, cozidas ou feitas na panela. Também combina com arroz e feijão, podendo compor uma refeição cotidiana de inspiração regional. Para preservar o aroma da pimenta de cheiro, ela deve ser incorporada no final do preparo.

3. Curiosidades: O quiabo possui textura naturalmente mucilaginosa[1], característica que pode se tornar mais ou menos evidente de acordo com a forma de preparo. Nesta receita, o tomate, o limão e o cozimento com pequena quantidade de líquido contribuem para uma preparação úmida e aromática. A pimenta de cheiro, apesar de geralmente apresentar picância suave, destaca-se principalmente pelo perfume, característica que explica seu uso como elemento aromático em diferentes preparações da cozinha brasileira.



Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

O vatapá é uma preparação tradicional da culinária baiana, marcada pelo encontro de diferentes matrizes culturais que contribuíram para a formação da cozinha brasileira. Sua elaboração reúne ingredientes característicos da cozinha afro-brasileira, como o azeite de dendê e o camarão seco, associados ao leite de coco, ao amendoim, à castanha de caju, ao gengibre e ao pão, que contribui para dar estrutura e cremosidade à preparação.

Na Bahia, o vatapá é tradicionalmente associado ao acarajé e ao abará, podendo também acompanhar preparações à base de peixes e frutos do mar. Existem diversas versões da receita, que podem incorporar peixe, camarão fresco, frango ou outros ingredientes, de acordo com a tradição familiar, a região e a disponibilidade dos produtos.

Vatapá

Categoria:  Acompanhamento/Guarnição, prato principal, lanches, petisco

Especificação: Papa cremosa, Cozinha Brasileira (Bahia), sem lactose

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 480 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 300 kcal

Vatapá. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 100 gramas de pão dormido
  • 100 ml leite de coco
  • Água, o suficiente para hidratar o pão
  • 15 gramas camarão seco, sem cabeça
  • 25 gramas amendoim, torrado e sem pele
  • 25 gramas castanha de caju
  • 25 ml de azeite de dendê
  • 50 gramas cebola, bem batida ou ralada
  • 5 gramas gengibre, ralado
  • Fundo de peixe, o suficiente
  • 25 ml de azeite de dendê, para finalizar
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Corte o pão amanhecido em pedaços pequenos e coloque-o em uma tigela. Adicione aproximadamente um terço do leite de coco e água suficiente para umedecê-lo. Deixe repousar até que o pão esteja completamente macio.

Triture o camarão seco até obter uma textura fina.

Coloque no liquidificador o pão hidratado, o restante do leite de coco, o amendoim e a castanha de caju. Bata até obter uma mistura homogênea e cremosa.

Aqueça 25 ml do azeite de dendê em uma panela. Acrescente a cebola e refogue em fogo médio até ficar macia. Junte o camarão seco triturado e refogue por alguns instantes, permitindo que seus aromas se incorporem à base. Acrescente a mistura de pão, leite de coco, amendoim e castanha. Adicione o gengibre ralado e misture bem.

Incorpore gradualmente o fundo de peixe, mexendo continuamente para manter a preparação homogênea. A quantidade pode ser ajustada de acordo com a consistência da mistura. Acrescente o restante do leite de coco, caso tenha sido reservado durante a etapa de hidratação, e cozinhe em fogo baixo, mexendo frequentemente, até que o vatapá adquira consistência espessa, cremosa e uniforme.

Quando a preparação estiver cozida e apresentar textura cremosa, desligue o fogo e incorpore os 25 ml restantes de azeite de dendê. Prove e ajuste o sal. O vatapá deve apresentar consistência suficientemente firme para ser servido como acompanhamento, mas permanecer cremoso e úmido.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de Consumo:

O vatapá pode ser servido como acompanhamento tradicional de acarajé e abará, ou utilizado para acompanhar arroz branco e preparações de peixe e frutos do mar.

Também pode ser apresentado em pequenas porções como petisco ou entrada, especialmente em composições inspiradas na culinária baiana. Como recheio de acarajé, participa de uma das formas mais tradicionais de consumo da preparação, que também pode ser servida como lanche.

Como prato principal, pode ser acompanhado de arroz, criando uma refeição de sabor marcante e textura cremosa.

3. Curiosidades:

O vatapá é uma das preparações emblemáticas da culinária baiana e evidencia a importância da contribuição africana para a formação da cozinha brasileira. O azeite de dendê, o camarão seco e o uso de ingredientes oleaginosos contribuem para seu perfil aromático e sua textura característica.

O pão atua como elemento estruturante da preparação, ajudando a conferir corpo e cremosidade. O amendoim e a castanha de caju também participam da construção da textura e do sabor.

Embora existam receitas tradicionais com características semelhantes, o vatapá apresenta inúmeras variações. Dependendo da região e da tradição culinária, pode ser preparado com camarão, peixe ou frango, entre outras possibilidades.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

A Macarronese é uma salada feito à base de macarrão e molho de maionese. Sua origem é brasileira e segundo alguns dizem (não se tem certeza da veracidade), a receita surgiu quando um cozinheiro resolveu acrescentar maionese ao macarrão para dar mais cremosidade. O fato é que a macarronese é um prato cremoso, gostoso e que combina com qualquer ocasião: no dia a dia, no churrasco, almoço, jantar, celebrações familiares etc. Pode ser servida como entrada, acompanhamento ou prato principal. Nas refeições mais práticas, leves e rápidas pode ser servida como um prato único. Além disso, a Macarronese pode ser um reaproveitamento perfeito, utilizando o frango, os legumes ou demais ingredientes que estejam sobrando na geladeira. 

Macarronese

Categoria:  Entrada, Acompanhamento/Guarnição, Prato Principal, Prato único,

Especificação: Salada Ligada, Salada de Legumes, Salada de Proteína, Salada de Massa, Cozinha Brasileira

Tempo de Preparo: 45 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Macarronese. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 250 gramas de Fusilli (macarrão parafuso)
  • 2 cenouras cozidas, cortadas em cubos
  • 150 gramas de frango cozido, temperado e desfiado
  • 1/2 cebola roxa, cortada em cubinhos
  • 1/2 lata de ervilha
  • 1/2 lata de milho verde
  • 4 a 5 colheres (sopa) de maionese
  • Salsinha, a gosto

Modo de Preparo:

Cozinhe o macarrão em água fervente com sal até ficar al dente. Em uma tigela grande, acrescente os ingredientes e misture delicadamente até que estejam cobertos com maionese. Prove e ajuste o sal. Mantenha em refrigeração até o momento de servir.

Dicas:

1. Fusilli – conhecido como parafuso por causa do formato espiral. Seu formato faz com que a massa retenha todo tipo de molho, seja ela à base de carnes ou queijo. O fusilli também pode ser servido em saladas e na clássica macarronese.

2. Fervura é o método de cocção por calor úmido que consiste em cozinhar o alimento de forma lenta em um líquido fervente em ebulição (ferver) ou com temperaturas menores (fervura branda).

3. A maionese deve ser misturada aos poucos, adaptando a seu gosto.

4. Pode ser preparado com maionese caseira, bem mais saboroso e saudável.

5. A macarronese pode ser utilizado diversos ingredientes, tais como, atum, presunto, salsão, frutas, passas, muçarela, alho poró etc.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA: