A Moqueca de Banana da Terra é uma preparação muito utilizada na Região Norte do Brasil, especialmente na culinária amazônica, onde pode ser servida como acompanhamento do tradicional Camarão Marajoara. A combinação da banana da terra com leite de coco, azeite de dendê, pimentões, tomate e ervas resulta em um prato aromático, cremoso e de sabor marcante, no qual o dulçor natural da banana contrasta com a intensidade dos temperos.

Embora esteja fortemente associada ao repertório amazônico em determinadas formas de serviço, a moqueca de banana da terra não é uma preparação exclusiva da Região Norte. A utilização da fruta em moquecas também aparece em diferentes cozinhas brasileiras, com variações de ingredientes, temperos e técnicas de acordo com cada tradição regional. Dessa forma, esta preparação representa também a capacidade da cozinha brasileira de adaptar ingredientes e técnicas, criando versões vegetarianas e veganas a partir de referências culinárias tradicionais.

Além de acompanhar preparações regionais, a Moqueca de Banana da Terra pode ser servida como prato principal, especialmente em cardápios vegetarianos e veganos, ou como acompanhamento e entrada, conforme a composição do serviço. Sua preparação é simples e rápida, mas preserva características importantes das moquecas brasileiras, como o cozimento dos ingredientes em um caldo aromático e a presença marcante de ingredientes de origem vegetal.

Moqueca de Banana da Terra

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal

Especificação: vegetais, cozinha brasileira, vegetariano, vegano, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 900 g – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (300 g): 480 kcal

Moqueca de Banana da Terra. Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 3 dentes de alho picados
  • 1 cebola cortada em meia lua
  • 1/6 pimentão vermelho cortado em rodelas
  • 1/6 pimentão amarelo cortado em rodelas
  • 1/6 pimentão verde cortado em rodelas
  • 2 tomates sem sementes, picados em cubinho
  • 3 a 4 ramos de coentro picadinho
  • 200 ml leite de coco
  • 2 colheres de azeite de dendê
  • 3 bananas da terra cortadas em diagonal
  • 1 pitada de curry
  • Sal a gosto
  • Salsinha a gosto

Modo de Preparo:

Aqueça uma panela de pedra ou de barro em fogo médio. Adicione o azeite de oliva e refogue o alho e a cebola até começarem a dourar. Acrescente os pimentões e refogue brevemente. Junte os tomates, o coentro, o leite de coco, o azeite de dendê, o curry e o sal. Misture delicadamente e cozinhe por aproximadamente 1 minuto para integrar os sabores. Distribua as bananas da terra sobre o refogado, misturando cuidadosamente para evitar que se quebrem.

Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 10 minutos, ou até que as bananas estejam macias, porém ainda íntegras. Se necessário, acrescente pequena quantidade de água durante o cozimento para manter a preparação úmida. Finalize com a salsinha e sirva imediatamente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os post: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • A Moqueca de Banana da Terra pode ser servida como prato principal, acompanhada de arroz branco e farofa, compondo uma refeição vegetariana ou vegana. Também pode ser apresentada como acompanhamento de preparações regionais ou em pequenas porções como entrada.
  • Para o serviço como entrada, recomenda-se uma porção menor, de aproximadamente 100 a 150 g. Para o serviço como prato principal, utilizar a porção padronizada de 300 g por pessoa.
  • A utilização de panela de barro ou de pedra é recomendada por favorecer a retenção de calor e permitir que a preparação seja levada à mesa no próprio recipiente.
  • A banana deve estar madura, mas ainda firme. Bananas excessivamente maduras tendem a perder a estrutura durante o cozimento.
  • Para saber se atingiu o ponto adequado, pressione delicadamente um pedaço de banana com uma colher ou garfo. Ela deve ceder com facilidade, mas permanecer inteira. Evite o cozimento excessivo, pois a polpa pode se desmanchar.

3. Curiosidades

  • A moqueca é uma preparação presente em diferentes tradições culinárias brasileiras, com importantes expressões no Pará, na Bahia e no Espírito Santo. Por isso, não existe uma única fórmula nacional de moqueca: ingredientes, técnicas e temperos variam conforme a região.
  • A substituição do pescado pela banana da terra transformou a moqueca em uma preparação que também se adapta muito bem à cozinha vegetariana e vegana. Há registros de diferentes versões brasileiras utilizando a fruta como elemento central.
  • O contraste entre o dulçor natural da banana, a gordura aromática do azeite de dendê, a cremosidade do leite de coco e o frescor do coentro é um dos elementos que dá personalidade à preparação.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

O bobó é uma das preparações mais representativas da gastronomia baiana e tornou-se, ao longo do tempo, um prato reconhecido e apreciado em diferentes regiões do Brasil. Sua formação está relacionada à presença africana na construção da cozinha brasileira, especialmente à utilização de ingredientes e saberes trazidos pelos povos africanos escravizados. No Brasil, essa tradição encontrou os ingredientes, saberes e modos de fazer dos povos indígenas, estabelecendo um processo de intercâmbio que contribuiu para a formação do bobó como o conhecemos atualmente. A mandioca, ingrediente fundamental na alimentação indígena e posteriormente incorporada a inúmeras preparações brasileiras, passou a ocupar lugar de destaque na composição do prato, enquanto o leite de coco, o azeite de dendê e os temperos característicos reforçaram sua identidade baiana.

Tradicionalmente associado ao camarão, o bobó apresenta como característica marcante a combinação de um creme de mandioca com leite de coco, azeite de dendê e temperos, formando uma preparação de textura cremosa e sabor marcante. Sua trajetória também demonstra como a cozinha brasileira é resultado de encontros culturais, adaptações e transformações que acontecem ao longo do tempo, sem que necessariamente se perca a identidade da preparação.

Nesta versão, o camarão é substituído pelo cogumelo hiratake salmão, escolhido por sua coloração, textura delicada e capacidade de absorver os sabores dos demais ingredientes. A substituição transforma o prato em uma opção vegetariana, mantendo elementos fundamentais que permitem reconhecer sua matriz culinária: a mandioca, o leite de coco, o azeite de dendê e os temperos que remetem à tradição baiana. Outros cogumelos, como shimeji ou cogumelo Paris, também podem ser utilizados, criando novas possibilidades de textura e sabor.

Essa releitura representa um dos caminhos da gastronomia brasileira contemporânea: acompanhar novas tendências alimentares, ampliar o uso de ingredientes de origem vegetal e propor substituições para ingredientes tradicionalmente utilizados, sem abandonar as referências culturais que dão identidade ao prato. Assim, a cozinha brasileira permanece dinâmica e capaz de dialogar com mudanças nos hábitos alimentares e com a valorização de preparações sem carne, preservando, ao mesmo tempo, suas raízes, seus ingredientes e seus saberes tradicionais.

Bobó de Cogumelo Hiratake Salmão

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal, petiscos

Especificação: Cogumelos, legumes, cozinha brasileira (Bahia, variação vegetariana), sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana

Tempo de Preparo: 55 minutos

Rendimento: 1250 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 170 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 500 g de mandioca, descascada e cortada em pedaços médios
  • 300 g de cogumelo hiratake salmão
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 cebola média, picada em brunoise
  • 3 dentes de alho, picados
  • 200 g de tomate, picado em brunoise
  • 200 ml de leite de coco
  • 1 colher (sopa) de azeite de dendê
  • 4 ramos de coentro, picados
Cogumelo Hiratake Salmão. Imagem Adriana Tenchini.

Modo de Preparo:

1. Cozimento da mandioca

Descasque a mandioca, lave-a em água corrente e corte em pedaços médios. Coloque-a em uma panela de pressão e cubra com água, deixando aproximadamente dois dedos de água acima da mandioca. Tampe a panela e leve ao fogo médio. Depois que atingir pressão, cozinhe por aproximadamente 30 minutos, ou até que a mandioca esteja muito macia. Desligue o fogo e aguarde a saída natural da pressão. Escorra bem a mandioca, retire as fibras centrais, quando presentes, e amasse-a ainda quente até obter um purê homogêneo. Reserve.

2. Preparo dos cogumelos

Retire a parte mais firme do caule dos cogumelos, separando as pétalas. Limpe delicadamente com um pano ou papel toalha levemente úmido. Aqueça uma panela e refogue a cebola e o alho no azeite de oliva. Acrescente os cogumelos e salteie até que estejam levemente dourados e tenham perdido parte da umidade. Junte o tomate e cozinhe por aproximadamente 2 minutos, apenas até começar a amaciar.

3. Finalização

Acrescente o purê de mandioca à panela e misture bem aos cogumelos e ao refogado. Adicione o leite de coco e o azeite de dendê. Misture delicadamente e cozinhe em fogo baixo até que todos os ingredientes estejam incorporados e o bobó adquira uma consistência cremosa.

Acrescente o coentro e ajuste o sal. Se necessário, adicione pequenas quantidades de água quente até alcançar a textura desejada. O bobó deve apresentar consistência cremosa e homogênea, suficientemente fluida para ser servido, mas sem ficar líquido.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os capítulos iniciais da Parte 3, intitulados ‘A Composição do Almoço e do Jantar’ e ‘A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas de Consumo:

  • Para servir como entrada, acomode o bobó em uma pequena cumbuca, prato fundo ou louça individual.
  • Como acompanhamento, pode ser servido em menor quantidade ao lado de preparações grelhadas, assadas ou de outros pratos de inspiração brasileira.
  • Como prato principal, a porção pode ser ampliada e acompanhada de arroz branco, arroz de coco ou farofa.
  • Como petisco, sirva o bobó em pequenas porções individuais, em cumbucas ou copinhos, podendo acompanhá-lo de chips de mandioca ou outros elementos crocantes para criar contraste de texturas.
  • Sirva o bobó bem quente, para valorizar os aromas do leite de coco, do dendê, do coentro e dos cogumelos.
  • Caso seja necessário reaquecer, faça-o em fogo baixo e acrescente pequena quantidade de água ou leite de coco para recuperar a cremosidade.
  • O hiratake salmão pode ser substituído por shimeji, cogumelo Paris ou outra variedade de cogumelo de boa textura.
  • Finalize com algumas folhas frescas de coentro e um pequeno fio de azeite de dendê no momento de servir. Para uma apresentação contemporânea, utilize uma louça de cor neutra e disponha o bobó de maneira que parte dos cogumelos permaneça visível na superfície, valorizando visualmente o ingrediente que substitui o camarão.
Bobó de Cogumelo Hiratake Salmão servido como entrada. Imagem Adriana Tenchini.

3. Curiosidades:

  • O cogumelo hiratake salmão destaca-se pela coloração característica e pela formação de delicadas pétalas, que também contribuem para a apresentação do prato.
  • O bobó é fortemente associado à gastronomia da Bahia, mas sua formação está relacionada ao encontro de diferentes matrizes culturais que participaram da construção da cozinha brasileira. Para saber mais leia o capítulo “A Construção da Culinária Brasileira”.
  • A mandioca ocupa papel fundamental na alimentação brasileira e possui origem indígena, tendo sido incorporada a inúmeras preparações ao longo da história.
  • O azeite de dendê e o leite de coco contribuem para a identidade sensorial de diversas preparações da culinária baiana.
  • A substituição do camarão por cogumelos demonstra como uma preparação tradicional pode ser reinterpretada a partir de novos hábitos alimentares sem abandonar seus principais elementos culturais.

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O pastel crocante de carne e batata é uma daquelas receitas que atravessam gerações, carregando memória afetiva, tradição e muito sabor em cada mordida. Esta receita tem um significado muito especial para mim, pois remete às lembranças da minha mãe, que sempre preparava pasteizinhos para as festas da família ou quando queríamos saborear algo diferente em casa. Ainda me recordo dela dizendo: “O segredo para o pastelzinho ficar crocante e cheio de bolinhas é colocar cachaça ou álcool na massa”.

Ela costumava preparar duas versões que faziam sucesso entre crianças e adultos: os pasteizinhos recheados com carne moída e batata, e os de banana, que depois de fritos eram envolvidos em açúcar e canela. Eram receitas simples, mas carregadas de carinho, tradição e sabor.

Além da memória afetiva, o pastel ocupa um lugar de destaque na culinária brasileira. Embora seja considerado um dos maiores símbolos da comida popular nacional, sua história está relacionada às adaptações culinárias desenvolvidas por imigrantes chineses e japoneses que chegaram ao Brasil durante o século XX. Inspirado em preparações orientais semelhantes, o pastel foi ganhando identidade própria, incorporando ingredientes locais e se transformando em um dos alimentos mais populares do país. Embora consumido em todo o Brasil, o pastel moderno tem forte ligação histórica com as feiras livres paulistas, onde se popularizou e ganhou as características que o tornaram um dos maiores símbolos da culinária brasileira.

Presente em feiras livres, lanchonetes, bares e reuniões familiares, o pastel conquistou os brasileiros pela combinação irresistível de massa fina, crocante e dourada com recheios variados. Nesta versão, o tradicional recheio de carne moída e batata traz o sabor das receitas caseiras que marcaram muitas gerações.

Pastel Frito Caseiro

Categoria: Entradas, café da manhã, lanches, petisco, acompanhamento/guarnição

Especificação: Salgados, pastel, comida de boteco, sem lactose, cozinha brasileira (São Paulo)

Tempo de Preparo: 1 hora (incluindo descanso da massa)

Rendimento: 900 gramas – 30 pastéis (com 30 g cada) – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (3 unidades – 90 g): 198 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

Massa:

  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 1 colher (sopa) de cachaça ou álcool
  • 1 gema de ovo
  • 1 colher (chá) de sal
  • Água filtrada, se necessário

Recheio de carne e batata:

  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 1 cebola pequena picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 300 g de carne bovina moída
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 240 g de batata inglesa descascada e cortada em cubos pequenos
  • 60 ml de água
  • Salsa e cebolinha picadas a gosto

Modo de Preparo:

Massa:

Em uma tigela média, misture a farinha de trigo e o sal. Abra uma cavidade no centro e adicione o óleo, a cachaça e a gema. Misture inicialmente com uma colher e depois com a ponta dos dedos até formar uma farofa úmida. Acrescente pequenas quantidades de água filtrada somente se necessário, até obter uma massa homogênea.

Sove por alguns minutos até ficar lisa, macia e levemente brilhante. Cubra com um pano limpo ou plástico culinário e deixe descansar por 30 minutos.

Recheio de carne e batata:

Aqueça o óleo em uma panela média. Refogue a cebola até ficar transparente. Adicione o alho e refogue por alguns segundos. Acrescente a carne moída e cozinhe até perder completamente a cor rosada. Tempere com sal e pimenta do reino.

Adicione a batata cortada em cubos pequenos e misture bem. Acrescente a água e cozinhe em fogo baixo, com a panela parcialmente tampada. Cozinhe até a batata ficar macia e o líquido evaporar completamente. Finalize com salsa e cebolinha. Transfira para uma travessa e deixe esfriar completamente antes de utilizar.

Montagem e Fritura:

Abra a massa sobre superfície levemente enfarinhada até ficar bem fina. Com um aro redondo ou copo largo, corte discos de aproximadamente 8 cm de diâmetro. Distribua cerca de 20 g de recheio em cada disco. Dobre formando meias-luas. Pressione as bordas com os dedos e finalize a vedação utilizando um garfo. Disponha os pastéis sobre uma superfície enfarinhada sem sobreposição.

Aqueça o óleo entre 170 °C e 180 °C. Frite os pastéis em pequenas quantidades até dourarem. Durante a fritura, regue óleo quente sobre a superfície dos pastéis para favorecer a formação das características bolhas crocantes. Retire e escorra sobre papel absorvente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: Esta receita foi ajustada considerando a categoria entradas e petiscos. A porção de 3 unidades por pessoa segue como referência para consumo moderado, podendo variar conforme o contexto da refeição. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de preparo e consumo:

  • Evite recheios excessivamente úmidos para não comprometer a vedação da massa.
  • O pastel pode ser servido como petisco, entrada, lanche ou acompanhamento.
  • A receita permite inúmeras variações de recheio, como frango desfiado, queijo, palmito, camarão, cogumelos, carne vegetal ou jaca temperada.
  • Para congelar, distribua os pastéis crus em uma assadeira sem sobreposição. Após congelados, transfira para embalagens adequadas e mantenha sob congelamento por até 3 meses.
  • Para preparar a tradicional versão doce, recheie os discos com banana madura picada ou levemente amassada. Após a fritura, passe os pastéis ainda quentes em uma mistura de açúcar e
Pastel com recheio de banana

3. Curiosidades:

  • A cachaça ou o álcool utilizado na massa evapora durante a fritura, favorecendo a formação das pequenas bolhas que deixam o pastel mais crocante.
  • O pastel brasileiro desenvolveu características próprias a partir da adaptação de preparações orientais trazidas por imigrantes asiáticos.
  • As feiras livres contribuíram decisivamente para a popularização do pastel em todas as regiões do Brasil.
  • A combinação de carne moída e batata está entre os recheios caseiros mais tradicionais, proporcionando textura macia e sabor equilibrado. O pastel é um dos alimentos mais populares em feiras livres no Brasil, sendo símbolo da comida de rua nacional.

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Já postei aqui uma receita de Bolinho de Chuva, receita da minha avó Cecília. Porém, atualmente me tornei intolerante à lactose e como estava com muita vontade de comer um bolinho de chuva, ajustei essa nova receita.

A origem do bolinho de chuva é portuguesa e se tornou popular no Brasil, da forma que conhecemos, a partir do século XIX. Antes deste período o trigo, chamado de “farinha do reino”, era um ingrediente caro, sendo substituído nas receitas por farinha de mandioca ou cará. O bolinho de chuva brasileiro é uma derivação da receita do Sonho de Natal português. A diferença é que na receita portuguesa, a farinha é cozida no tacho antes da fritura e no bolinho, a massa crua é levada diretamente à fritura.

Quanto ao nome da receita brasileira, diz a lenda que, no século XX as crianças estavam dentro de casa em uma tarde de temporal e estavam inquietas por não poderem sair para brincar. Como uma forma de mantê-los ocupados, prepararam os deliciosos quitutes que foram assim batizados de bolinhos de chuva, pois serem ideais para se comer nestes dias. O bolinho de chuva se popularizou no Brasil graças à Tia Nastácia – personagem de Monteiro Lobato no livro “Sítio do pica-pau amarelo” – que preparava essa iguaria.

Bolinho de Chuva Sem Lactose

Categoria: Confeitaria, Café da Manhã e Lanches,

Especificação: Bolinhos, Cozinha brasileira (Minas Gerais), Quitanda, Sem Lactose,

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 20 a 25 uindades

Dificuldade: Fácil

imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de açúcar
  • 1 ovo
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 xícara de água
  • 1 colher (sopa) de fermento químico
  • Óleo, o suficiente para fritar
  • Açúcar e canela em pó para envolvê-los

Modo de Preparo:

Misture o ovo com o açúcar até virar um creme. Acrescente a farinha peneirada e a água. Misture. Por último adicione o fermento. A massa fica cremosa. Em uma outra tigela misture açúcar com canela e reserve.

Em uma panela, coloque óleo suficiente para cobrir o bolinho. Esquente o óleo em fogo alto. Para saber se o óleo está quente, coloque um pouco de massa, se boiar, o óleo está bom. Frite em fogo baixo, senão o bolinho queima por fora e fica cru por dentro. Com uma colher, pegue a massa e coloque no óleo. O bolinho vira sozinho, assim que que estiver dourado. Retire com uma escumadeira e passe no açúcar misturado com canela.


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Receita prática, deliciosa e fácil de fazer. Um ótimo acompanhamento. Sem amargar.

Farofa de Jiló

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Farofa,

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 2 a 3 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 4 jilós grandes
  • 500 ml de água
  • 2 colheres (sopa) de sal
  • 3 dentes de alho, em brunoisete
  • 1/2 cebola, em brunoise
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 colher (sopa) de colorau
  • 1 colher (sopa) de páprica doce
  • 1/2 colher (sopa) de pimenta calabresa (opcional)
  • 1/4 de xícara de água
  • 1 xícara de farinha de mandioca
  • Sal a gosto
  • Salsinha a gosto

Modo de Preparo:

Em uma tigela, adicione os jilós, a água e o sal e deixe de molho por uns 10 minutos. Passado o tempo, descarte a água e lave bem os jilós na água corrente. Este processo é necessário para tirar o seu amargor.

Em uma panela, doure a cebola, o alho no azeite. Adicione o colorau, a páprica doce e a pimenta calabresa, mexa por um minuto. Adicione o jiló e a água, cozinhe até ficar macio. Acrescente a farinha de mandioca. Apague o fogo e adicione a salsinha. Acerte o sal.

Dicas:

1. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Doce maravilhoso e super fácil de preparar. É uma das sobremesas mais brasileiras e três estados disputam o título de origem: Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Aqui em Minas é muito comum encontrar o doce de abóbora em todas as formas. Cremoso, cubos, compota, cristalizado, com coco, cravo, canela e dezenas de outras deliciosas receitas. Apresento aqui o doce com a abóbora e o coco ralado.

Doce de Abóbora com Coco

Categoria: Café da Manhã, Lanches, Sobremesas

Especificação: Frutas em calda, Sobremesa com Base de Frutas, Sobremesa típica brasileira, Cozinha Brasileira (Minas Gerais)

Tempo de Preparo: 50 minutos

Rendimento: 10 porções

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 1 kg de abóbora moranga
  • 500 g de açúcar
  • ½ xícara de água
  • 100 g de coco ralado
  • 1 unidade de canela em pau

Modo de Preparo:

Descasque a abóbora e rale na parte grossa (ou utilize um processador). Em uma panela misture todos os ingredientes e coloque para cozinhar em fogo bem baixo por cerca de 30 minutos ou até soltar do fundo da panela. Mexa de vez em quando para não grudar. Deixe esfriar e sirva.

Dicas:

1. Pode servir acompanhado com um pedaço de queijo vegetal.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Delicioso angu que aprendi com minha avó Cecília. Ela era filha de italianos, mas nasceu e cresceu em Três Pontas, no interior de Minas Gerais. Às vezes, servia este angu em uma travessa, como acompanhamento de algum prato. Em outras ocasiões, o angu vinha coberto por um molho de carne moída, e minha avó dizia que era a polenta. Não sei se ela estava certa quanto à descrição dos pratos, mas assim ficou registrado em minha memória afetiva.

O angu ocupa um lugar especial na cozinha mineira e está profundamente relacionado à história alimentar de Minas Gerais. O milho e seus derivados constituem uma das bases da alimentação tradicional do estado, ao lado da mandioca, e o fubá deu origem a diversos preparos que atravessaram gerações. Registros históricos também relacionam o angu às culturas africanas, tanto pela origem do termo quanto pelas técnicas de preparo e formas de consumo que se consolidaram no Brasil.

Em Minas Gerais, o angu tornou-se um acompanhamento emblemático, especialmente ao lado de preparações como frango com quiabo, carnes suculentas, couve e outros pratos da cozinha caipira. A técnica é simples, mas exige atenção: o fubá deve ser incorporado de maneira gradual ao líquido quente, com agitação constante, para evitar a formação de grumos e obter uma textura uniforme.

A associação entre angu e polenta também tem fundamento na história da alimentação brasileira. Com a imigração italiana, a polenta passou a fazer parte da mesa de muitas comunidades brasileiras e, nas regiões de forte presença italiana, os preparos à base de fubá cozido acabaram sendo aproximados. Embora semelhantes em alguns aspectos, angu e polenta pertencem a diferentes tradições culinárias e possuem histórias próprias.

Angu à Mineira

Categoria: Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Angu, Cozinha Brasileira (Região Sudeste, Minas Gerais), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 840 gramas – 7 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 75 kcal

Angu à Mineira. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 Colher (sopa) de azeite
  • 3 dentes de alho picadinho
  • 1/2 cebola picadinho
  • 1 colher (chá) de sal
  • 3 xícaras de água
  • 1 xícara de fubá

Modo de Preparo:

Dissolva o fubá em 1 xícara da água fria e reserve.

Aqueça o azeite em uma panela e refogue o alho e a cebola até ficarem levemente dourados, sem deixar queimar. Acrescente o sal e as 2 xícaras de água restantes. Quando a água começar a ferver, reduza o fogo e adicione gradualmente o fubá dissolvido, mexendo continuamente para evitar a formação de grumos. Cozinhe em fogo baixo, mexendo constantemente, até o angu adquirir textura cremosa, homogênea e consistente, soltando do fundo da panela. Transfira imediatamente para uma travessa e alise a superfície, se desejar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas:

  • A proporção utilizada nesta receita é de aproximadamente 3 medidas de água para 1 medida de fubá.
  • Dissolver o fubá previamente em água fria facilita sua incorporação à água quente, evita a formação de grumos e torna o cozimento mais rápido do que quando o fubá é colocado diretamente na água fria para iniciar o cozimento.
  • Essa dissolução prévia também reduz os respingos de angu quente durante o cozimento, tornando o preparo mais seguro e evitando que o angu espirre para todos os lados.
  • Mexer continuamente durante a incorporação do fubá é fundamental para obter uma textura homogênea.
  • O angu tende a ganhar consistência à medida que esfria. Por isso, sirva logo após o preparo quando desejar uma textura mais cremosa.
  • Tenha cuidado durante o cozimento, pois o angu pode espirrar e causar queimaduras.
  • Para um angu mais firme, adequado para ser cortado ou utilizado em preparações posteriores, prolongue o cozimento até atingir maior consistência.

2. Formas de consumo:

  • O angu é tradicionalmente servido como acompanhamento ou guarnição, especialmente com preparações que tenham molho ou caldo, como frango com quiabo, carnes cozidas e ensopados.
  • Na cozinha mineira, também pode compor refeições com couve, feijão, carnes suínas e preparações caipiras, funcionando como uma base neutra que absorve e valoriza os sabores dos demais componentes do prato.
  • Quando preparado mais firme, pode ainda ser utilizado como base para preparações em que o angu seja posteriormente cortado, grelhado ou frito.

3. Curiosidades:

  • A presença do angu na cozinha mineira também ultrapassa o simples acompanhamento. Preparações como o pastel de angu mostram como a massa de fubá cozido foi transformada em diferentes receitas e adquiriu identidade própria em várias localidades do estado.
  • O nome angu está relacionado a termos de origem africana e sua história no Brasil está associada às populações africanas e afro-brasileiras. O preparo à base de fubá e água se consolidou especialmente como alimento de subsistência e posteriormente passou a integrar diferentes camadas sociais e tradições culinárias.
  • Em Minas Gerais, o angu tornou-se tão representativo que aparece inclusive no título da obra ‘Feijão, angu e couve’, de Eduardo Frieiro, publicada em 1966 e considerada uma referência pioneira sobre a alimentação dos mineiros. A combinação de feijão, angu e couve é frequentemente apresentada como uma das expressões mais emblemáticas da cozinha mineira.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O frango com quiabo é um dos pratos mais emblemáticos da culinária de Minas Gerais. Preparado com pedaços de frango dourados, quiabo macio e um caldo rico em sabor, é uma receita que traduz a simplicidade e a riqueza da cozinha mineira. Tradicionalmente associado à culinária caipira, o prato possui raízes na história alimentar do interior do Brasil, com referências que o situam na tradição culinária desde o século XVIII.

Servido geralmente com arroz branco e angu à mineira, o frango com quiabo é uma preparação acolhedora, marcada pela combinação de ingredientes simples, pelo preparo em panela e pelo sabor característico dos temperos.

Frango com Quiabo

Categoria: Prato Principal

EspecificaçãoAves, frango, cozinha brasileira (Sudeste, Minas Gerais), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 1 hora e 30 minutos

Rendimento: aproximadamente 1600 gramas – 8 porções (1 sobrecoxa de frango com osso, quiabo e caldo)

Dificuldade: Facil

Calorias por porção: 330 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 8 unidades de coxa ou sobrecoxa de frango, sem pele (aproximadamente 1,2 kg)
  • 1 colher (café) de cominho em pó
  • 1 colher (chá) de colorau
  • Suco de 2 limões
  • 1 colher (chá) de sal, para a marinada
  • 1 colher (sobremesa) de óleo vegetal
  • 1 cebola média, picada
  • 1/2 talo de alho poró, picado
  • 4 dentes de alho, picados
  • Aproximadamente 500 ml de água quente, ou o suficiente para o cozimento
  • 300 g de quiabo
  • Sal a gosto, para ajustar o tempero
  • Salsinha fresca picada a gosto

Modo de Preparo:

Retire a pele das peças de frango e coloque-as em um recipiente. Acrescente o cominho, o colorau, o suco dos limões e o sal. Misture bem para envolver todos os pedaços, cubra e deixe marinar na geladeira por aproximadamente 30 minutos.

Em uma panela grande, aqueça o óleo e doure o frango por todos os lados. Reserve a marinada e utilize-a durante o processo, se necessário, para evitar que os temperos grudem no fundo da panela. Se precisar, doure o frango em etapas para garantir uma boa coloração.

Acrescente a cebola, o alho poró e o alho. Refogue por aproximadamente 3 minutos, mexendo delicadamente para liberar os aromas. Adicione a marinada reservada e a água quente, em quantidade suficiente para cozinhar o frango sem deixar o caldo excessivamente diluído. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 30 a 40 minutos, ou até que a carne esteja macia e completamente cozida. Se necessário, acrescente mais água quente durante o cozimento.

Enquanto isso, lave os quiabos e seque-os muito bem com um pano limpo ou papel toalha. Retire as extremidades e corte-os em pedaços de aproximadamente 2 a 3 cm.

Quando o frango estiver macio, acrescente o quiabo e ajuste o sal. Cozinhe em fogo baixo, com a panela parcialmente tampada, por aproximadamente 8 a 10 minutos, ou até que o quiabo esteja macio, mas ainda mantenha sua forma. Evite mexer excessivamente para preservar a textura dos ingredientes. Finalize com a salsinha picada e desligue o fogo. Sirva quente, acompanhado de arroz branco e angu à mineira.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Preparo e Consumo:

  • Seque completamente os quiabos antes de cortá-los, pois a umidade na superfície e o manuseio excessivo podem favorecer a liberação da mucilagem, uma substância natural do quiabo que fica viscosa durante o preparo e é conhecida popularmente como baba.
  • Doure bem o frango antes de adicionar os líquidos, pois essa etapa contribui para desenvolver os sabores e intensificar a coloração do prato.
  • Acrescente o quiabo somente quando o frango estiver cozido e evite mexer excessivamente durante o preparo. O tempo de cozimento deve ser suficiente para deixá-lo macio, mas sem perder a forma.
  • Sirva o frango com quiabo acompanhado de arroz branco e angu à mineira. O angu combina especialmente bem com o caldo do frango, valorizando os sabores tradicionais da culinária mineira.
  • Uma variação dessa receita é o frango com quiabo e ora-pro-nóbis, que combina dois ingredientes muito presentes na culinária mineira. O ora-pro-nóbis é uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional), conhecida por suas folhas comestíveis, nutritivas e saborosas. Para preparar essa versão, lave e escorra bem as folhas e acrescente-as à panela junto com o quiabo, quando o frango já estiver cozido, deixando cozinhar por alguns minutos, até que murchem e fiquem macias.
  • Também é possível preparar somente o frango com ora-pro-nóbis, sem adicionar o quiabo. Nesse caso, utilize os mesmos ingredientes e siga o modo de preparo da receita, substituindo o quiabo pela hortaliça e acrescentando as folhas nos minutos finais do cozimento, para que amaciem e incorporem seu sabor ao caldo.
Frango com Ora-pró-nobis. Imagem Adriana Tenchini.

3. Curiosidades:

  • O frango com quiabo é um exemplo da identidade regional da culinária mineira, formada ao longo de gerações a partir da combinação de ingredientes acessíveis e técnicas tradicionais de preparo. Sua associação com a cozinha caipira e com a história alimentar do interior de Minas Gerais reforça seu lugar entre os pratos mais reconhecidos do estado.
  • O quiabo também é um ingrediente de destaque na cozinha brasileira por sua textura característica. Quando aquecido, libera uma substância viscosa natural, conhecida popularmente como baba. Essa propriedade pode ser aproveitada para dar corpo ao caldo, embora muitas pessoas prefiram reduzi-la por meio da secagem cuidadosa do vegetal e do controle do tempo de cozimento.
  • O ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) é uma planta de folhas comestíveis, bastante presente na culinária mineira, especialmente em preparações tradicionais do interior do estado. Seu valor nutricional merece destaque, pois suas folhas fornecem proteínas, fibras, vitaminas e minerais, como ferro e cálcio, contribuindo para diversificar a alimentação.
  • A sigla PANC significa Plantas Alimentícias Não Convencionais e designa plantas, ou partes delas, que podem ser utilizadas na alimentação, mas que não fazem parte dos hábitos alimentares mais comuns da população ou são consumidas principalmente em determinadas regiões. Essa classificação não significa que sejam plantas novas ou estranhas à culinária: muitas são conhecidas há gerações por comunidades locais. O ora-pro-nóbis é um exemplo significativo, pois, além de seu valor nutricional, representa a valorização dos ingredientes regionais, dos conhecimentos tradicionais e da diversidade alimentar brasileira.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de Adriana Tenchini

É um acompanhamento simples e muito fácil de fazer. Além, é claro, de ser super saborosa. Essa farofa combina com qualquer prato, pode ser no almoço, jantar ou até mesmo na ceia de Natal e Réveillon. Experimentem!

Farofa de Banana da Terra

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Farofa, Cozinha Brasileira, Vegana, vegetariana

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 cebola, cortada em meia lua
  • 2 bananas da terra maduras, cortada em rodelas na metade (meia lua)
  • 1 xícara (chá) de farinha de mandioca
  • Sal, q.b.[1]
  • Salsinha, q.b.

[1] Q.b. – quanto bastar.

Modo de Preparo:

Em uma panela coloque o azeite e doure a cebola. Adicione as bananas e refogue um pouco. Coloque a farinha de mandioca e o sal. Em fogo baixo, e mexendo de vez em quando, deixe a farinha ficar levemente dourada para ficar crocante. Retire do fogo e finalize com a salsinha.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

O Tutu à Mineira é uma preparação tradicional da culinária de Minas Gerais, marcada pela combinação de feijão cozido e farinha de mandioca, que confere ao prato sua consistência cremosa e encorpada. Sua história está associada à cozinha rural mineira e à alimentação dos tropeiros, que percorriam longas distâncias transportando mercadorias e contribuindo para a circulação de ingredientes e costumes culinários pelo interior do Brasil.

O aproveitamento do feijão cozido, engrossado com farinha, permitia criar uma preparação substanciosa com ingredientes acessíveis. Com o passar do tempo, o tutu ganhou lugar de destaque na gastronomia mineira e passou a ser servido com acompanhamentos como linguiça frita, torresmo, arroz branco, couve refogada e ovo cozido.

Nesta versão, o feijão roxinho é temperado com alho, cebola e louro, engrossado com farinha de mandioca e servido com linguiça frita e molho de cebola, que acrescenta sabor e um toque de acidez à preparação.

Tutu à Mineira

Categoria: Acompanhamento/Guarnição, Prato Principal

Especificação: Feijão, leguminosas, cozinha brasileira (Minas Gerais), sem glúten, sem lactose

Rendimento: 1 hora

Tempo de Preparo: 450 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (150 g): 230 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 100 g de feijão roxinho seco
  • 1/2 folha de louro
  • 10 ml de óleo vegetal ou gordura dos torresmos
  • 1/8 de cebola, bem picada
  • 1/4 de dente de alho, bem picado
  • 40 g de farinha de mandioca crua
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto

Linguiça Frita:

  • 70 g de linguiça fresca
  • 5 ml de óleo vegetal ou gordura dos torresmos

Molho de Cebola:

  • 5 ml de óleo vegetal ou gordura dos torresmos
  • 1/4 de dente de alho, bem picado
  • 1/2 cebola, fatiada
  • 1 pitada de colorau
  • 5 ml de vinagre
  • Sal a gosto, se necessário
  • Pimenta do reino a gosto, se necessário.

Modo de Preparo:

1. Cozinhe o feijão

Lave o feijão roxinho e coloque-o na panela de pressão com o louro e água suficiente para o cozimento, respeitando o limite indicado pelo fabricante. Cozinhe por aproximadamente 20 minutos após o início da pressão, ou até que os grãos estejam bem macios.

Desligue o fogo, aguarde a saída completa da pressão e abra a panela. Retire a folha de louro e reserve o feijão com parte do caldo.

2. Prepare o tutu

Bata o feijão cozido no liquidificador com parte do caldo até obter uma mistura homogênea.

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola até começar a dourar. Acrescente o alho e refogue brevemente, sem deixar queimar. Adicione o feijão batido e cozinhe em fogo baixo, mexendo para evitar que grude no fundo. Tempere com sal e pimenta do reino.

Acrescente a farinha de mandioca aos poucos, mexendo continuamente até obter uma consistência cremosa e encorpada. Se necessário, ajuste a textura com um pouco do caldo reservado. Mantenha aquecido.

3. Frite a linguiça

Aqueça o óleo em uma frigideira e frite a linguiça até que esteja completamente cozida e dourada. Retire, escorra o excesso de gordura e corte em rodelas. Reserve.

4. Prepare o molho de cebola

Na mesma frigideira utilizada para fritar a linguiça, aproveite parte da gordura restante e acrescente o óleo, se necessário. Adicione a cebola fatiada e refogue até ficar macia e levemente dourada. Acrescente o alho e o colorau, mexendo brevemente. Adicione o vinagre e raspe o fundo da frigideira para incorporar os resíduos saborosos do preparo da linguiça. Se necessário, ajuste o sal e a pimenta-do-reino.

5. Finalize e sirva

Incorpore a linguiça ao tutu ou disponha as rodelas sobre a preparação. Distribua o molho de cebola por cima ou sirva-o separadamente, conforme a apresentação desejada.

Sugestão de serviço: acompanhe com arroz branco (pilaf), torresmo frito, ovo cozido e couve refogada. Esses itens são servidos à parte e não integram o rendimento desta receita.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: 1. Porcionamento: sirva aproximadamente 150 g de tutu à mineira com linguiça e molho de cebola por pessoa, como acompanhamento. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • Consistência: acrescente a farinha de mandioca gradualmente, pois o tutu engrossa ainda mais durante o repouso.
  • Sabor: utilizar parte da gordura da linguiça ou dos torresmos no refogado intensifica o sabor característico da preparação.
  • Acidez: o vinagre do molho de cebola ajuda a equilibrar a untuosidade da linguiça e a textura encorpada do tutu.
  • Serviço: mantenha o tutu aquecido até a montagem dos pratos e evite deixá-lo cozinhar por tempo excessivo após adicionar a farinha.

3. Curiosidades:

  •  Origem do nome: a palavra “tutu” é frequentemente relacionada ao termo “quitutu”, de origem africana banta, embora essa explicação etimológica seja apresentada como provável.
  • Farinha utilizada: a farinha de mandioca é característica de muitas versões mineiras, mas existem preparações regionais que utilizam farinha de milho.
  • Tradição mineira: o tutu integra uma tradição culinária que valoriza ingredientes cotidianos, aproveitamento de alimentos e acompanhamentos preparados com produtos locais.

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É um dos petiscos preferidos nos bares em todo o Brasil. O torresmo é uma preparação feita a partir do toucinho de porco cortado em pequenos pedaços e fritos até ficarem crocantes e chegou ao Brasil por intermédio dos colonizadores portugueses. Na época, era somente uma forma se se obter a banha de porco, uma gordura muito utilizada na culinária. Na Bahia, os escravos africanos passaram a consumir o torresmo diretamente. Ainda durante o período colonial, o torresmo passou a fazer parte do cardápio mineiro, sendo servido junto com feijão tropeiro, com a feijoada, com o tutu ou ainda consumido sozinho, como um petisco, acompanhado de um aperitivo, a cachaça mineira.

Torresmo

Categoria: Acompanhamento/Guarnição, Petisco

Especificação: Carne Suína, petisco

Rendimento: 2 porções

Tempo de Preparo: 1 hora

Dificuldade: Fácil

Imagem leonardo bissoli por Pexels

Ingredientes:

  • 200 gramas de toucinho de barriga
  • 5 dentes de alho, bem picado
  • 50 mililitros de óleo
  • Sal, a gosto

Modo de Preparo:

Corte o toucinho em cubos ou em pedaços retangulares. Ponha em uma tigela e tempere com sal e alho. Deixe descansar por, no mínimo, 30 minutos. Coloque o toucinho e o óleo em uma panela grossa, leve ao fogo alto e deixe começar a fritar. Abaixe o fogo e frite os torresmos, mexendo de vez em quando, até ficarem cozidos, porém ainda macios. Tire os torresmos com uma escumadeira e reserve. Aqueça bem a gordura e volte os torresmos para pipocar. Escorra sobre papel absorvente, passe para um prato e sirva imediatamente.

Dicas:

  1. Ideal para servir como petisco.
  2. Acompanhamento perfeito para o Feijão Amigo, Feijão Tropeiro, Tutu de Feijão e outros.

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Uma receita simples que pode servir de acompanhamento perfeito para carnes bovinas ou suínas. Experimente!

Farofa com Linguiça

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Farofa

Rendimento: 6 porções

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 50 g de manteiga
  • 1 cebola média ralada
  • 2 dentes de alho amassados
  • 250 g de linguiça toscana fina picadinha
  • 2 maçãs sem casca picadinha
  • 150 g de nozes esfareladas
  • 2 xícaras (chá) de farinha de mandioca
  • ½ xícara (chá) de salsa picada

Modo de Preparo:

Leve ao fogo uma frigideira com a manteiga, o alho, a cebola e a linguiça. Deixe-os fritar, mexendo sempre, por 10 minutos ou até a linguiça esteja desfeita e cozida. Junte a maçã e as nozes. Mexa bem. Adicione, aos poucos e mexendo sempre, a farinha de mandioca até obter uma farofa. Retire-a do fogo, acrescente a salsa e misture.


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CAPA: Imagem Jonathan Borba mvcdenabxsw por Unsplash