O Chester assado é uma receita típica de Natal. É um prato suculento, saboroso e costuma ser mais barato que o Peru. Alguns podem perguntar: o que é um chester? O Chester é uma marca registrada da Perdigão. A ave foi introduzida no Brasil pela empresa em 1980 e descende de uma linhagem de frangos da Escócia.

“A produção do Chester se concentra na cidade de Mineiros, em Goiás. O tempo de criação é superior ao do frango convencional: o Chester é abatido quando tem em torno de 50 dias, 20 dias a mais do que o frango. A alimentação também é diferenciada, com uma dieta balanceada, com vitaminas e minerais, específica para suas necessidades de desenvolvimento. Tudo isso gera diferenças no tamanho da ave e na carne.” (LARISSA COLDIBELI, 2020)[1]

Agora que já sabemos o que é um chester, vamos a receita.

Chester Assado com Vinho Branco e Suco de Laranja

Categoria: Prato Principal

Especificação: Aves, Frango

Tempo de Pré Preparo: 3 horas

Tempo de Preparo: 1 hora e 50 minutos

Rendimento: 6 porções

Dificuldade: Médio

Imagem monstera por Pexels

Ingredientes:

  • 1 chester (3 a 4 kg)
  • 2 dentes de alho amassado
  • 1 raminho de alecrim
  • 1 colher (chá) de páprica defumada
  • 1 xícara (chá) de suco de laranja
  • 1 xícara (chá) de vinho branco
  • 1 cebola grande
  • 600 gramas de batatas bolinha
  • 1 xícara (chá) de água
  • 1 colher (sopa) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de salsinha picadinha

Modo de Preparo:

Retire os miúdos da cavidade do chester. Em um recipiente grande (ou em um saco plástico[2]) misture o alho, o alecrim, a páprica, o suco de laranja e o vinho branco. Coloque o chester. Tampe e leve à geladeira por 3 horas para marinar, virando várias vezes.  

Após este tempo, transfira o chester para uma assadeira retangular grande (26×38 cm) com o peito virado para cima. Reserve o líquido da marinada. Recheie o chester com a cebola inteira. Costure bem. Besunte com o tempero da marinada, deixando um pouco de líquido na assadeira. Cubra a forma com papel alumínio e leve ao forno médio (180º C) por aproximadamente 1 hora. De vez em quando verifique se ainda tem líquido no fundo da assadeira[3]. Se tiver seco adicione mais um pouquinho da marinada para evitar que queime no fundo.

Retire o papel alumínio, adicione as batatas lavadas e com casca na assadeira. Deixe no forno por mais 40 a 50 minutos ou até a ave ficar dourada. As batatas devem ser retiradas quando estiverem macias (reserve-as). De vez em quando regue o chester com o caldo da assadeira (se necessário adicione mais líquido da marinada). Retire o chester da assadeira e coloque-o na bandeja que será servido com as batatas assadas ao redor.

Faça o molho:

Coloque a assadeira que assou o chester sobre a chama do fogão. Adicione o restante do líquido da marinada e uma xícara de água. Deixe ferver para deglaçar o fundo da assadeira e vire tudo em uma panela pequena (ou frigideira). Dissolva a farinha de trigo em 5 colheres (sopa) de água e acrescente na panela. Deixe engrossar, retire e polvilhe a salsa. Sirva o molho à parte.

Dicas:

1. O Chester já vem temperado, por isso não adicionamos sal na marinada. Os outros temperos e ingredientes são para realçar o sabor


[1] COLDIBELI, Larissa. Fim do mistério: nos 40 anos do Chester, empresa divulga fotos do animal vivo. CNN Brasil Business, São Paulo, 11 de dezembro de 2020. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/business/fim-do-misterio-nos-40-anos-do-chester-empresa-divulga-fotos-do-animal-vivo/ Acesso: 09/12/21, 11h16.

[2] Saco plástico para marinar – Coloca-se todos os temperos, a carne, fecha e leva à geladeira pelo tempo necessário. A marinada em um saco é mais fácil de virar de vez em quando e, ao contrário de suar uma vasilha, o tempero fica em contato com toda a carne.

[3] Muito cuidado para não se queimar. Levante a ponta do papel alumínio com um garfo trinchante para analisar o fundo da assadeira. E não fique com o rosto perto ao abrir, pois exala vapor quente.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Tutu à Mineira é uma preparação tradicional da culinária de Minas Gerais, marcada pela combinação de feijão cozido e farinha de mandioca, que confere ao prato sua consistência cremosa e encorpada. Sua história está associada à cozinha rural mineira e à alimentação dos tropeiros, que percorriam longas distâncias transportando mercadorias e contribuindo para a circulação de ingredientes e costumes culinários pelo interior do Brasil.

O aproveitamento do feijão cozido, engrossado com farinha, permitia criar uma preparação substanciosa com ingredientes acessíveis. Com o passar do tempo, o tutu ganhou lugar de destaque na gastronomia mineira e passou a ser servido com acompanhamentos como linguiça frita, torresmo, arroz branco, couve refogada e ovo cozido.

Nesta versão, o feijão roxinho é temperado com alho, cebola e louro, engrossado com farinha de mandioca e servido com linguiça frita e molho de cebola, que acrescenta sabor e um toque de acidez à preparação.

Tutu à Mineira

Categoria: Acompanhamento/Guarnição, Prato Principal

Especificação: Feijão, leguminosas, cozinha brasileira (Minas Gerais), sem glúten, sem lactose

Rendimento: 1 hora

Tempo de Preparo: 450 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (150 g): 230 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 100 g de feijão roxinho seco
  • 1/2 folha de louro
  • 10 ml de óleo vegetal ou gordura dos torresmos
  • 1/8 de cebola, bem picada
  • 1/4 de dente de alho, bem picado
  • 40 g de farinha de mandioca crua
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto

Linguiça Frita:

  • 70 g de linguiça fresca
  • 5 ml de óleo vegetal ou gordura dos torresmos

Molho de Cebola:

  • 5 ml de óleo vegetal ou gordura dos torresmos
  • 1/4 de dente de alho, bem picado
  • 1/2 cebola, fatiada
  • 1 pitada de colorau
  • 5 ml de vinagre
  • Sal a gosto, se necessário
  • Pimenta do reino a gosto, se necessário.

Modo de Preparo:

1. Cozinhe o feijão

Lave o feijão roxinho e coloque-o na panela de pressão com o louro e água suficiente para o cozimento, respeitando o limite indicado pelo fabricante. Cozinhe por aproximadamente 20 minutos após o início da pressão, ou até que os grãos estejam bem macios.

Desligue o fogo, aguarde a saída completa da pressão e abra a panela. Retire a folha de louro e reserve o feijão com parte do caldo.

2. Prepare o tutu

Bata o feijão cozido no liquidificador com parte do caldo até obter uma mistura homogênea.

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola até começar a dourar. Acrescente o alho e refogue brevemente, sem deixar queimar. Adicione o feijão batido e cozinhe em fogo baixo, mexendo para evitar que grude no fundo. Tempere com sal e pimenta do reino.

Acrescente a farinha de mandioca aos poucos, mexendo continuamente até obter uma consistência cremosa e encorpada. Se necessário, ajuste a textura com um pouco do caldo reservado. Mantenha aquecido.

3. Frite a linguiça

Aqueça o óleo em uma frigideira e frite a linguiça até que esteja completamente cozida e dourada. Retire, escorra o excesso de gordura e corte em rodelas. Reserve.

4. Prepare o molho de cebola

Na mesma frigideira utilizada para fritar a linguiça, aproveite parte da gordura restante e acrescente o óleo, se necessário. Adicione a cebola fatiada e refogue até ficar macia e levemente dourada. Acrescente o alho e o colorau, mexendo brevemente. Adicione o vinagre e raspe o fundo da frigideira para incorporar os resíduos saborosos do preparo da linguiça. Se necessário, ajuste o sal e a pimenta-do-reino.

5. Finalize e sirva

Incorpore a linguiça ao tutu ou disponha as rodelas sobre a preparação. Distribua o molho de cebola por cima ou sirva-o separadamente, conforme a apresentação desejada.

Sugestão de serviço: acompanhe com arroz branco (pilaf), torresmo frito, ovo cozido e couve refogada. Esses itens são servidos à parte e não integram o rendimento desta receita.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: 1. Porcionamento: sirva aproximadamente 150 g de tutu à mineira com linguiça e molho de cebola por pessoa, como acompanhamento. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • Consistência: acrescente a farinha de mandioca gradualmente, pois o tutu engrossa ainda mais durante o repouso.
  • Sabor: utilizar parte da gordura da linguiça ou dos torresmos no refogado intensifica o sabor característico da preparação.
  • Acidez: o vinagre do molho de cebola ajuda a equilibrar a untuosidade da linguiça e a textura encorpada do tutu.
  • Serviço: mantenha o tutu aquecido até a montagem dos pratos e evite deixá-lo cozinhar por tempo excessivo após adicionar a farinha.

3. Curiosidades:

  •  Origem do nome: a palavra “tutu” é frequentemente relacionada ao termo “quitutu”, de origem africana banta, embora essa explicação etimológica seja apresentada como provável.
  • Farinha utilizada: a farinha de mandioca é característica de muitas versões mineiras, mas existem preparações regionais que utilizam farinha de milho.
  • Tradição mineira: o tutu integra uma tradição culinária que valoriza ingredientes cotidianos, aproveitamento de alimentos e acompanhamentos preparados com produtos locais.

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A rabanada é um doce típico na ceia de Natal em Portugal e seu preparo teve origem no século XV. Elas são servidas polvilhadas com açúcar e canela. No passado, a palavra “rabanada” era apenas utilizada ao norte do rio Mondego. A partir da margem direita, o doce recebia o nome de fatia-de-parida ou fatia-dourada. Nos países de descendência espanhola, como o México, as rabanadas são consumidas nas celebrações da Quaresma (Semana Santa). No Brasil, várias famílias, principalmente as descendentes de portugueses servem as rabanadas nas festas natalinas. Assim como eu, várias pessoas atualmente têm intolerância à lactose. Neste caso, fiz a substituição por leite vegetal. Espero que gostem!

Rabanada Sem Lactose

Categoria: Entrada, Lanche, Sobremesa

Especificação: Cozinha Internacional (Portugal e Espanha), Panificação, Sem Lactose

Rendimento: 6 porções

Tempo de Pré-preparo: 20 minutos

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 1 Pão do tipo baguete ou 5 pães do tipo francês
  • 1 xícara (chá) de leite vegetal de coco
  • 1 colher (sopa) de açúcar cristal
  • 2 ovos

Para Polvilhar:

  • 3 colher (sopa) de açúcar cristal
  • 1 colher (sopa) canela em pó

Modo de Preparo:

Forre uma assadeira retangular grande com papel manteiga. Em um recipiente, misture o leite vegetal de coco com o açúcar. Em outro recipiente, adicione o ovo e misture com um garfo ou fouet. Corte os pães em fatias com mais ou menos 1,5 centímetros ou espessura de 1 dedo.

Passe as fatias de pão na mistura de leite com açúcar e em seguida nos ovos batidos. Escorra e disponha as fatias na assadeira. Leve ao forno médio (180ºC), preaquecido, por aproximadamente por 30 minutos, deixando dourar durante 15 minutos de cada lado da fatia. Em um outro recipiente misture a canela e o açúcar e polvilhe sobre a rabanada assada.

Dicas:

Dê preferência ao leite vegetal de coco, pois ele tem o sabor mais neutro.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

A Farofa Especial Anália é uma preparação que faz parte da minha memória afetiva na cozinha. Aprendi essa receita ainda adolescente, em um curso de culinária que fiz naquela época, e desde então ela permaneceu como uma daquelas preparações simples, práticas e muito saborosas que podem acompanhar diferentes refeições.

Com características associadas à cozinha mineira, esta farofa se destaca por apresentar uma textura mais úmida e macia do que as farofas tradicionalmente mais secas. A combinação de farinha de mandioca, biscoito cream cracker, linguiça, cenoura, cebola e alho resultam em uma guarnição saborosa, aromática e de preparo relativamente rápido.

O uso do biscoito triturado é um dos elementos que diferenciam a preparação. Além de contribuir para a textura, ele acrescenta uma característica particular à farofa, enquanto a cenoura ajuda a manter a preparação mais úmida e acrescenta cor e leve dulçor. A linguiça proporciona sabor e untuosidade, tornando a receita especialmente adequada para acompanhar pratos de sabor mais marcante.

É uma preparação de caráter caseiro e versátil, que pode ser servida em almoços cotidianos, reuniões familiares e refeições festivas. A receita também permite adaptações, podendo receber outras carnes ou ser preparada sem carne.

Farofa Especial Anália

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Farofa, Carnes, vegetais, Cozinha Brasileira (Minas Gerais), sem glúten

Rendimento: 600 gramas – 6 porções

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (100 g): 270 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 6 unidades de biscoito cream cracker
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 3 dentes de alho picados
  • 1 cebola grande picada
  • 100 g de linguiça toscana fina esfarelada – utilizar somente a carne, eliminando o invólucro
  • 1 cenoura ralada
  • 1 xícara (chá) de farinha de mandioca
  • Pimenta calabresa, a gosto
  • Páprica doce, a gosto
  • Sal, a gosto
  • Salsa picada, a gosto
  • Água filtrada, quanto baste, se necessário para ajustar a umidade

Modo de Preparo:

Coloque os biscoitos cream cracker em um pano de prato limpo e soque-os até obter uma farinha granulada. Se preferir, triture-os rapidamente no processador, tomando cuidado para não os transformar em um pó muito fino. Reserve.

Aqueça uma frigideira grande em fogo médio e adicione a manteiga e o azeite. Junte o alho e a cebola e refogue até que a cebola comece a ficar macia e levemente translúcida. Acrescente a linguiça toscana esfarelada e refogue, mexendo sempre, por aproximadamente 10 minutos, ou até que esteja completamente cozida e levemente dourada.

Adicione a cenoura ralada e refogue por alguns minutos. Se necessário, salpique uma pequena quantidade de água para favorecer o cozimento e preservar a característica mais úmida da farofa. Tempere com a páprica doce, a pimenta calabresa e uma pequena quantidade de sal, lembrando que a linguiça e o biscoito já podem conter sal.

Acrescente gradualmente o biscoito triturado e, em seguida, a farinha de mandioca, mexendo continuamente para incorporar os ingredientes de maneira uniforme. Ajuste a quantidade de farinha de mandioca conforme a textura desejada. A preparação deve permanecer úmida e soltinha, sem ficar excessivamente seca. Se necessário, acrescente algumas gotas de água e misture bem. Desligue o fogo e finalize com a salsa fresca picada. Misture delicadamente e sirva.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário, Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo e preparo:

  • Esta é uma farofa de característica mais úmida. Por isso, a farinha de mandioca deve ser adicionada gradualmente, permitindo controlar a textura.
  • Caso a farofa fique mais seca do que o desejado, acrescente pequenas quantidades de água filtrada, aos poucos, misturando até atingir a consistência adequada.
  • Para uma versão mais saborosa, a linguiça pode ser deixada dourar levemente antes da adição da cenoura.
  • A linguiça toscana pode ser substituída por outras carnes picadinhas ou desfiadas, como carne seca, bacon ou sobras de carnes assadas.
  • Para uma versão sem carne, retire a linguiça e utilize legumes, cogumelos ou outros ingredientes de sua preferência. Nesse caso, pode ser necessário ajustar a quantidade de gordura utilizada para preservar a umidade.
  • A farofa combina especialmente bem com feijão, arroz, carnes assadas e grelhadas, aves e churrascos.
  • Pode ser servida quente ou morna. Se preparada com antecedência, reaqueça em fogo baixo e ajuste a umidade, se necessário.

3. Curiosidades:

  • A farinha de mandioca é um dos ingredientes mais representativos da alimentação brasileira e está presente em inúmeras preparações regionais, especialmente nas farofas, pirões e acompanhamentos.
  • A utilização de ingredientes como mandioca, alho, cebola e carnes curadas ou frescas aproxima a preparação de características encontradas na cozinha tradicional brasileira. Em Minas Gerais, farofas e outros acompanhamentos à base de mandioca fazem parte da tradição das refeições fartas e de caráter familiar.
  • Nesta receita, o uso do biscoito cream cracker triturado é particularmente interessante: ele funciona como um segundo elemento farináceo e modifica a textura da preparação, deixando-a diferente de uma farofa feita exclusivamente com farinha de mandioca.

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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Abrilhante a sua ceia com esta receita! Este é um prato que todo ano minha mãe fazia para o nosso Natal. É uma receita simples e muito saborosa.

Arroz de Forno com Camarão

Categoria: Acompanhamento / Guarnição, Prato Principal

Especificação: Arroz

Rendimento: 6 porções

Tempo de Preparo: 50 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 3 dentes de alho picados
  • ½ cebola picada
  • 20 ml de óleo de soja
  • 3 xícaras de arroz cru
  • 6 xícaras de água quente (ou quanto bastar para o cozimento)

Molho:

  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 400 g de camarão médio sem casca e sem cabeça
  • ½ cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 300 g de polpa de tomate
  • Sal, q.b. [1]
  • Pimenta do reino, q.b.
  • Salsa, q.b.

Finalização:

  • Queijo parmesão a gosto.

[1] Q.b. – quanto bastar.

Modo de Preparo:

Cozimento do arroz:

Refogar o alho e a cebola até dourar. Acrescentar o arroz e mexer até que os grãos fiquem soltinhos e ligeiramente translúcidos. Acrescentar a água e o sal. Quando entrar em ebulição, tampar a panela e cozinhar em fogo médio, sem mexer, até que o arroz absorva todo o líquido. Reserve.

Preparo do Molho de Camarão:

Em uma panela aqueça a manteiga, adicione os camarões e frite-os somente até ficarem rosa. Não deixe por muito tempo para não ficarem borrachudos. Retire da panela e reserve. Utilize a mesma panela para fazer o molho, sem necessidade de lavar antes. Aqueça o azeite e doure o alho e a cebola. Adicione a polpa de tomate e deixe apurar. Ajuste o sal e tempere com pimenta do reino a gosto. Apague o fogo, adicione os camarões reservados e a salsinha.

Preparo do Arroz de Forno:

Em um pirex grande coloque o arroz branco e o molho. Misture até que o molho de camarão incorpore em todo o arroz. Salpique queijo parmesão ralado e leve ao forno para gratinar.


Esta receita foi testada previamente e faz parte do Livro “Diário da Gastronomia: De tudo… Um pouco.” Autora: Adriana Tenchini (Projeto em andamento, ainda sem data de publicação). Para saber mais, acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface.


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O método “à Provençal” refere-se a gastronomia da região de Provence, França. A região é grande produtora de azeite e possui uma enorme variedade de ervas aromáticas. Sua culinária é baseada nos produtos típicos da estação e utilizam o azeite no lugar da manteiga.

É uma cozinha repleta de sabores, texturas e cores. O sabor único de suas receitas vem da mistura de algumas carnes, peixes e legumes frescos da estação com as ervas aromáticas. As ervas mais usadas são o tomilho, manjericão, sálvia, lavanda, estragão, louro e alecrim.

Esta salada traz um pouquinho de Provence com as misturas das cores, os sabores variados das folhas com o adocicado do tomatinho cereja e a diferença de textura com a adição dos croutons. Para completar essa delícia, um molho com azeite e tomilho.

Salada à Provençal com Crouton

Categoria: Entrada, Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Salada Clássica, Salada verde, Cozinha Internacional (França)

Rendimento: 4 porções

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Salada à Pronvençal com Croutons. Imagem de Bernadette Wurzinger por Pixabay

Ingredientes:

Croutons:

  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 6 fatias de pão de forma, sem casca, cortado em cubinhos

Molho:

  • ½ xícara (chá) de azeite de oliva (100 ml)
  • ½ colher (sopa) de tomilho fresco picado
  • Pimenta do reino, a gosto
  • Sal, a gosto

Salada:

  • ¼ maço de alface americano
  • ¼ maço de rúcula
  • ¼ maço de agrião
  • ¼ maço de alface roxa
  • 30 tomates cereja cortados ao meio
  • 1 cebola roxa cortada em julienne
  • Azeitona preta sem caroço, a gosto
  • Manjericão, a gosto
  • Cebolinha picada, a gosto
  • Salsinha picada, a gosto

Modo de Preparo:

Prepare os Croutons:

Em uma frigideira coloque o azeite e leve ao fogo para aquecer. Junte os cubinhos de pão de forma e grelhe, mexendo às vezes até dourar todos os lados. Reserve.

Croutons. Imagem de Tomasz Mikołajczyk por Pixabay

Prepare o Molho:

Em um potinho misture o azeite, o tomilho, a pimenta do reino e o sal. Reserve.

Monte a Salada:

Rasgue as folhas com a mão e disponha em uma travessa. Acrescente os tomates cereja, a cebola, a azeitona preta e misture. Regue com o molho reservado. Salpique cebolinha e salsinha. Por cima coloque os croutons e sirva em seguida.

Dicas:

Saltear é o método de cocção por calor seco (com gordura). É cozinhar os alimentos rapidamente em fogo alto com um pouco de gordura e em movimentos constantes.

Disponha os croutons somente no momento de levar a mesa para que eles mantenham sua textura.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de Bernadette Wurzinger por Pixabay

O Panetone é um dos maiores símbolos gastronômicos das celebrações de fim de ano. Originário da cidade de Milão, no norte da Itália, esse pão doce enriquecido tornou-se tradicional em diversos países e conquistou definitivamente o paladar brasileiro. Sua massa macia e aromática, combinada com frutas cristalizadas e passas, resulta em uma preparação festiva que costuma estar presente em cafés da manhã, lanches, sobremesas e ceias natalinas. Ao longo dos anos, surgiram inúmeras versões recheadas e cobertas, mas o panetone tradicional permanece como referência da receita original.

Panetone. Símbolo Natalino.

Categoria: café da manhã, lanches, sobremesa, panificação

Especificação: Pão doce, pão tradicional, cozinha internacional (Itália), vegetariano, sobremesa de panificação doce, sobremesa clássica (italiana), sobremesa festiva e sazonal

Tempo de Preparo: 2 horas

Rendimento: : 9 panetones de 500 gramas – 45 porções (cada panetone rende 5 porções)

Dificuldade: Difícil

Calorias por porção (100 g): 336 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Fermento Básico:

  • 200 g de fermento biológico fresco
  • 2 xícaras (chá) de leite
  • 1 xícara (chá) de água
  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo

Massa:

  • 1 xícara (chá) de água
  • 2 1/2 xícara (chá) de açúcar cristal
  • 9 gemas de ovo
  • 250 g de margarina
  • 1/2 colher (sopa) de sal
  • 20 ml de essência de panetone
  • Aproximadamente 2 kg de farinha de trigo
  • 1 ovo para pincelar
  • 9 formas forneáveis para panetone de 500 g

Frutas para Rechear:

  • 600 g de frutas cristalizadas
  • 200 g de passas sem sementes
  • farinha de trigo suficiente para envolver as frutas

Modo de Preparo:

Fermento Básico:

Em uma tigela grande, dissolva o fermento biológico na água e no leite mornos. Acrescente a farinha de trigo e misture até formar uma massa homogênea. Cubra com um pano limpo e deixe fermentar até dobrar de volume.

Massa:

No liquidificador, bata a água, o açúcar, as gemas, a margarina e o sal até obter uma mistura homogênea. Transfira para a tigela contendo o fermento já fermentado. Adicione a essência de panetone. Acrescente a farinha de trigo aos poucos, misturando até obter uma massa macia, lisa e elástica.

Em outra tigela, misture as frutas cristalizadas e as passas com uma pequena quantidade de farinha de trigo para evitar que afundem durante a fermentação e a cocção. Incorpore as frutas à massa e sove até distribuí-las uniformemente.

Divida a massa em 9 porções de aproximadamente 500 g cada. Modele cada porção em formato de bola e acomode nas formas forneáveis para panetone de 500 g. Deixe crescer até atingir cerca de 2 dedos abaixo da borda das formas. Pincele a superfície com o ovo batido.

Asse em forno preaquecido a 180°C por aproximadamente 40 minutos ou até que os panetones estejam dourados e assados internamente. Retire do forno e deixe esfriar completamente antes de embalar ou servir.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como lanche. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • Sirva no café da manhã, brunch, lanche da tarde ou como sobremesa nas celebrações de fim de ano.
  • Harmoniza bem com café, cappuccino, chocolate quente, chás aromáticos, espumantes suaves e vinhos licorosos.
  • Pode ser utilizado no preparo de rabanadas, pudins, pavês, tortas geladas e outras sobremesas natalinas.
  • Após o resfriamento completo, conserve em embalagem bem fechada para preservar a maciez e o aroma por mais tempo.
  • A temperatura dos ingredientes influencia diretamente a fermentação. Utilize leite, água e demais ingredientes em temperatura ambiente ou levemente mornos, evitando ingredientes gelados.
  • O fermento básico normalmente leva entre 30 e 60 minutos para dobrar de volume, dependendo da temperatura ambiente.
  • Após a modelagem, a fermentação final costuma levar entre 1 hora e 30 minutos e 3 horas. Em dias frios, esse tempo pode ser maior.
  • Mais importante que o tempo é observar o crescimento da massa. O panetone estará pronto para assar quando atingir aproximadamente 2 cm abaixo da borda da forma.
  • A sova adequada é fundamental para o desenvolvimento do glúten, responsável pela estrutura macia e aerada característica do panetone.
  • Para distribuir melhor as frutas na massa, envolva-as

3. Curiosidades:

  • O Panetone surgiu na região de Milão e sua origem é cercada por diferentes lendas populares.
  • Uma das histórias mais conhecidas associa seu nome à expressão italiana “Pane di Toni”, ou “Pão de Toni”.
  • O Brasil tornou-se um dos maiores consumidores de panetone do mundo.
  • A textura leve e aerada característica da receita é resultado da fermentação adequada e do desenvolvimento do glúten durante a sova.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini