O Khao Soi é um prato tradicional do norte da Tailândia, especialmente da região de Chiang Mai, e representa um importante ponto de encontro entre culturas asiáticas. Embora hoje seja considerado um ícone da culinária tailandesa do Norte, sua origem está associada às antigas rotas comerciais que ligavam a China ao Sudeste Asiático.

A teoria mais aceita indica que o prato foi introduzido na região por imigrantes chineses-muçulmanos provenientes da província de Yunnan, que trouxeram consigo o hábito de preparar sopas de macarrão aromatizadas com especiarias. Essa influência cultural específica explica características marcantes do Khao Soi tradicional, como o uso predominante de frango ou carne bovina e a ausência da carne suína, apesar de o porco ser amplamente consumido na Tailândia, país majoritariamente budista.

O nome também reflete essa fusão cultural. “Khao” significa arroz e “soi” refere-se ao corte em julienne, fazendo alusão ao uso de macarrões de arroz cortados em fios. Atualmente, versões contemporâneas utilizam também macarrão de trigo, mas o bifum mantém-se como uma opção fiel à tradição e muito apreciada pela leveza da textura.

Khao Soi

Categoria:  Entrada, Prato Principal, 

Especificação: Sopa, massas, aves (Frango), cozinha internacional (Tailândia), sem lactose

Tempo de Preparo: 35 minutos

Rendimento: 1050 – 3 porções

Dificuldade: fácil

Calorias por porção (350 g): 520 kcal

Khao Soi. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

Base do Prato

  • 100 gramas de peito de frango desossado e sem pele, em cubos
  • 1 xícara de leite de coco
  • 2 colheres (sopa) de molho de soja
  • 2 colheres (chá) de açúcar
  • 1 xícara de água
  • Sal a gosto
  • 200 gramas de bifum (macarrão de arroz)
  • Óleo, para fritar

Pasta Picante – Curry

  • 1 pimenta malagueta vermelha, sem sementes
  • 20 gramas de cebola picada
  • 5 gramas de gengibre
  • 3 gramas de semente de coentro
  • 2 gramas de açafrão

Modo de Preparo:

Em um pilão, soque todos os ingredientes da pasta picante até formar uma mistura homogênea e aromática. Transfira para um envelope de papel-alumínio e aqueça rapidamente em frigideira ou forno até liberar os aromas. Tempere os cubos de frango com a pasta preparada e reserve.

Em uma panela ou wok, aqueça o leite de coco em fogo médio, mexendo sempre, e deixe ferver por cerca de 2 minutos. Acrescente o frango temperado, o molho de soja, o açúcar, a água e ajuste o sal. Cozinhe por aproximadamente 15 minutos, até o frango ficar macio e o caldo levemente encorpado. Corrija os temperos e desligue o fogo.

Separe cerca de 80 gramas do bifum e frite em óleo quente até ficar crocante. Retire e escorra em papel absorvente. Cozinhe o restante do bifum em água fervente por 2 minutos. Escorra e faça um choque térmico em água gelada para interromper o cozimento. Escorra novamente. Distribua o bifum cozido em tigelas, cubra com o caldo de frango e finalize com o bifum frito por cima.

Toques Finais e Sugestões:

 1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir o Khao Soi como prato principal, considerando a combinação equilibrada entre caldo, frango e massas. Caso a sopa seja servida como entrada, a porção pode ser reduzida. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e o ajuste de quantidades conforme o serviço, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

1. Dicas de consumo:

  • Sirva o Khao Soi bem quente, como prato principal ou entrada reforçada.
  • Pode ser acompanhado de legumes em conserva, cebola roxa fatiada ou folhas frescas, conforme o costume regional.
  • Para uma versão mais intensa, ajuste o nível de picância da pasta de curry.

2. Curiosidades:

  • O Khao Soi é um dos pratos mais representativos do norte da Tailândia e está fortemente associado à cidade de Chiang Mai, onde é encontrado tanto em restaurantes tradicionais quanto em versões contemporâneas.
  • A combinação de macarrão macio servido no caldo com uma porção de macarrão frito crocante é uma característica marcante do prato e tem como objetivo criar contraste de texturas, elemento valorizado na culinária tailandesa.
  • Apesar de hoje existir em versões vegetarianas e até veganas, o Khao Soi tradicional utiliza frango ou carne bovina, refletindo a influência das comunidades chineses-muçulmanas que participaram de sua difusão na região.
  • O prato não deve ser confundido com sopas semelhantes do sul da Tailândia ou de Mianmar, embora compartilhe ingredientes e técnicas comuns às cozinhas do Sudeste Asiático.
  • Em muitos estabelecimentos locais, o Khao Soi é servido com acompanhamentos à parte, como vegetais em conserva e condimentos, permitindo que o comensal ajuste o sabor e a intensidade do prato conforme sua preferência.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as Receitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Adriana Tenchini

A Mandioca Xadrez é uma variação vegana do Frango Xadrez. É muito prática e saborosa. Os ingredientes utilizados são os mesmos do prato tradicional, simplesmente trocando o frango pela mandioca cozida. Experimente!

Mandioca Xadrez

Categoria: Prato Principal,  

Especificação: Legumes, vegetariana, vegana

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 400 gramas de mandioca
  • 4 buquês de brócolis ninja
  • 1/6 de pimentão verde
  • 1/6 de pimentão amarelo
  • 1/6 de pimentão vermelho
  • 1 cebola pequeno, cortada em cubos grandes (70 gramas)
  • 1/4 de alho poró, cortados bem fininho
  • 30 gramas de broto de bambu
  • 1 fio de óleo de gergelim
  • 30 gramas de castanha de caju

Molho

  • 2 dentes de alho
  • 200 ml de água
  • 1/2 de xícara de molho shoyu
  • 2 colheres (sopa) de saquê mirin
  • 4 colheres (sopa) de amido de milho
  • 1 colher (sopa) de açúcar
  • 1 colher (sobremesa) de óleo de gergelim
  • 1 pitada de Ajinomoto
  • 1 pitada de gengibre em pó
  • 1 colher (café) de sal

Modo de Preparo:

Cozinhe a mandioca em água fervente com sal até ficar macia, porém, firme. Deixe esfriar e corte em cubos grandes. Reserve. Cozinhe os brócolis no vapor até ficar macio. Reserve. Saltear rapidamente, os pimentões, a cebola, o alho poró, o broto de bambu e a castanha de caju em uma wok (ou frigideira alta) untada com óleo de gergelim. Retire da frigideira e reserve.

Doure o alho na wok (ou frigideira alta) e acrescente os ingredientes do molho e cozinhe até ficar transparente. Adicione todos os legumes reservados e a castanha de caju. Deixe refogar por 5 minutos. Acerte o sal. Sirva acompanhado com arroz branco.

Dicas:

1. Branquear consiste em ferver os alimentos rapidamente em água em ebulição e resfriá-los em seguida em água gelada.

2. Fervura é o método de cocção por calor úmido que consiste em cozinhar o alimento de forma lenta em um líquido fervente em ebulição (ferver) ou com temperaturas menores (fervura branda).

3. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Strangozzi Alla Spoletina é uma das preparações mais tradicionais da região da Úmbria, no centro da Itália. O prato combina o Strangozzi, uma massa fresca longa feita com semolina de trigo duro, com um molho simples de tomate, alho, azeite e manjericão fresco. A receita representa a essência da cozinha italiana regional, valorizando poucos ingredientes de alta qualidade e técnicas que preservam seus sabores naturais.

O Strangozzi pertence ao grupo das massas em tiras, semelhante ao tagliolini grosso ou ao pici, porém, com formato característico de aproximadamente 5 mm de largura. Seu nome está associado aos antigos cordões de couro utilizados na região, refletindo sua aparência rústica e artesanal.

Strangozzi com Molho de Tomate e Manjericão

Categoria: Acompanhamento / Guarnição, Prato Principal  

Especificação: Massa Fresca, Massa Longa (Strangozzi), Vegetais, Cozinha Internacional (Itália), vegetariana

Tempo de Pré-preparo: 45 minutos

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 700 gramas – 2 porções

Dificuldade: Médio

Calorias por porção (350 g): 482 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200 gramas de massa fresca com semolina
  • 800 gramas de tomate pelado
  • 40 gramas de azeite
  • 2 dentes de alho, inteiro
  • Sal, a gosto
  • Pimenta calabresa, a gosto (opcional)
  • Uma pitada de açúcar (se necessário)
  • 8 folhas de manjericão, rasgadas
  • 40 gramas de queijo tipo grana padano, ralado

Modo de Preparo:

Prepare a massa conforme a receita Massa Fresca com Semolina e corte em tiras com 5 mm de largura (Strangozzi). Reserve.

Retire as sementes dos tomates pelados e pique-os grosseiramente, reservando também o líquido da conserva. Aqueça o azeite em uma panela e doure os dentes de alho inteiros. Retire o alho e adicione os tomates picados juntamente com o líquido reservado. Tempere com sal e pimenta calabresa, se desejar. Cozinhe em fogo médio até obter um molho levemente encorpado. Caso necessário, corrija a acidez com uma pitada de açúcar.

Cozinhe a massa em água fervente abundante até atingir o ponto al dente. Transfira a massa para a panela do molho e salteie por alguns minutos. Acrescente o manjericão fresco e, se necessário, um pouco da água do cozimento da massa para ajustar a textura.

Sirva em pratos fundos aquecidos e finalize com o queijo ralado.

Toques finais e sugestões:

1. Porcionamento: Esta preparação foi calculada como prato principal, considerando uma porção de aproximadamente 300 g por pessoa. Para melhor compreensão do equilíbrio das refeições, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Sugestões de consumo:

  • Sirva como prato principal acompanhado de salada verde simples ou legumes grelhados.
  • Harmoniza especialmente bem com vinhos tintos jovens italianos à base de Sangiovese ou com vinhos leves de médio corpo.
  • A preparação deve ser servida imediatamente após o preparo para preservar a textura da massa e o aroma fresco do manjericão.

3. Curiosidades:

  • O Strangozzi é uma das massas mais emblemáticas da Úmbria e possui forte ligação com a culinária camponesa da região.
  • Seu nome deriva do termo local relacionado a cordões ou cadarços de couro, devido ao formato característico da massa.
  • O Strangozzi tradicional da Úmbria costuma ser preparado apenas com farinha ou semolina e água, sem ovos. Nesta receita foi utilizada a versão de massa fresca com semolina e ovos, que confere textura mais macia e sabor mais rico à preparação.
  • Uma das versões mais famosas da preparação é o Strangozzi al Tartufo Nero, servido com as valorizadas trufas negras da Úmbria.
  • O molho alla Spoletina recebe esse nome em referência à cidade de Spoleto, onde a combinação de tomate, alho, azeite e manjericão se tornou um clássico regional.
  • Embora a versão tradicional utilize massa fresca artesanal, a receita também pode ser preparada com Strangozzi seco ou outras massas longas semelhantes.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Pappardelle alla Lepre é uma preparação tradicional da Toscana, região situada no centro da Itália. A receita combina a delicadeza da massa fresca com gemas, conhecida como pasta gialla, com um molho rico e aromático preparado a partir de carne de coelho cozida lentamente em vinho tinto, ervas e especiarias.

O pappardelle, uma das massas mais emblemáticas da culinária toscana, caracteriza-se pelas tiras largas que absorvem e sustentam perfeitamente molhos encorpados, tornando esta combinação uma das mais apreciadas da gastronomia regional.

Pappardelle ao Molho de Coelho

Categoria: Prato Principal, Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Massa fresca, Massa longa (Pappardelle), Carnes Vermelhas (Coelho), Cozinha internacional (Itália)

Tempo de Pré-preparo: 45 minutos (massa fresca – pasta gialla)

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 600 gramas – 2 porções

Dificuldade: Médio (com massa fresca), Fácil (com massa seca)

Calorias por porção (300 g): 610 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200 gramas de massa fresca com gemas (pasta gialla)
  • 200 gramas de coelho
  • 20 gramas de azeite
  • 30 gramas de manteiga sem sal
  • 1/2 cebola, picadinha
  • 1/2 talo de salsão, picadinho
  • 1/4 de cenoura, picadinha
  • 2 ramos de salsinha, repicado
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto
  • 1 folha de louro
  • 6 bagas de zimbro, esmagadas
  • 200 mililitros de vinho tinto seco
  • 40 gramas de queijo tipo grana padano ralado

Modo de Preparo:

Prepare a massa fresca conforme o post Massa fresca com gemas corte-a em tiras de aproximadamente 2 cm de largura, formando o pappardelle. Reserve.

Limpe bem o coelho. Em uma panela, aqueça o azeite e a manteiga. Acrescente a cebola, o salsão, a cenoura e a salsinha, refogando por cerca de 5 minutos. Adicione o coelho e sele-o por todos os lados. Tempere com sal e pimenta do reino. Junte a folha de louro, as bagas de zimbro e o vinho tinto. Quando levantar fervura, reduza o fogo e cozinhe lentamente até que a carne esteja macia, acrescentando pequenas quantidades de água sempre que necessário para evitar o ressecamento do molho.

Retire o coelho da panela, desfie-o em pedaços grandes e retorne ao molho. Ajuste os temperos e cozinhe por mais alguns minutos para integrar os sabores.

Cozinhe o pappardelle em água fervente com sal até atingir o ponto al dente. Escorra e transfira para a panela com o molho, adicionando um pouco da água do cozimento, se necessário, para ajustar a textura. Misture delicadamente para envolver toda a massa no molho. Distribua em pratos fundos aquecidos e finalize com o queijo ralado.

Toques finais e sugestões:

1. Porcionamento: para servir como prato principal, recomenda-se uma porção de aproximadamente 300 g por pessoa, conforme as orientações do post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • Sirva imediatamente após o preparo para preservar a textura da massa fresca.
  • Uma salada de folhas levemente amargas harmoniza bem com a riqueza do molho.
  • Pode ser servido como prato principal em almoços e jantares especiais de inspiração italiana.

3. Curiosidades:

  • Harmonização: acompanha muito bem vinhos tintos de médio a grande corpo, especialmente os produzidos na Toscana, como Chianti Classico, Rosso di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano. Seus taninos e notas de frutas maduras harmonizam com a riqueza do molho e com os aromas do vinho utilizado no preparo.
  • Sobre o Pappardelle: típico da Toscana, o pappardelle pertence à família das massas longas em tiras (tagliatelle) e se destaca por sua largura generosa, geralmente entre 13 e 20 mm. Seu nome deriva do verbo italiano pappare, que significa comer com prazer ou devorar, fazendo referência à experiência de saborear uma massa larga, farta e capaz de absorver molhos ricos. Por sua estrutura, é especialmente indicado para acompanhar ragus de caça, cogumelos, nozes, queijos e trufas, como neste tradicional molho de coelho.
  • O uso do zimbro: as bagas de zimbro são tradicionalmente empregadas em preparações de caça na culinária europeia. Seu aroma resinoso e levemente amadeirado ajuda a equilibrar sabores intensos, além de acrescentar complexidade aromática aos molhos e ensopados.
  • Da lebre ao coelho: a versão clássica desta preparação é conhecida como Pappardelle alla Lepre e utiliza carne de lebre, uma caça tradicional da Toscana. Com o passar do tempo, o coelho tornou-se uma alternativa amplamente adotada, oferecendo maior disponibilidade, custo mais acessível e sabor mais delicado, sem perder a identidade do prato.
  • Alternativa: embora a receita seja tradicionalmente preparada com massa fresca de gemas (pasta gialla), também pode ser elaborada com pappardelle seco de boa qualidade, reduzindo o tempo de preparo e simplificando a execução.

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O Fettuccine Fila e Fondi é uma receita típica da região da Ligúria, na Itália. Essa massa fresca com ovos é servida em um molho delicado à base de manteiga e filés de anchova, finalizada com a cremosidade da muçarela de búfala. O corte utilizado é o fettuccine, que pertence ao grupo tagliatelle (pastas em tiras), caracterizado por fios longos de cerca de 10 cm e largura em torno de 6 mm. É um prato que une a tradição das massas caseiras italianas ao sabor marcante do mar, resultando em uma combinação simples e sofisticada.

Fettuccine ao Molho de Anchovas

Categoria: Acompanhamento / Guarnição, Prato Principal,

Especificação: Massa fresca, Massa longa (Fettuccine), Peixes, Cozinha Internacional (Itália),

Tempo de Pré-preparo: 45 minutos (massa fresca – pasta)

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 600 gramas – 2 porções

Dificuldade: Médio

Calorias por porção (300 g): 735 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200 gramas de massa fresca com ovos
  • 50 gramas de manteiga sem sal
  • 4 filés de anchova em conserva
  • 140 gramas de muçarela de búfala, em cubinhos
  • Sal, a gosto
  • 40 gramas de queijo tipo grana padano, ralado.

Modo de Preparo:

Prepare a massa conforme o post Massa Fresca com Ovos e corte em tiras com 6 mm de largura. Reserve.

Em uma panela, derreta a manteiga e dissolva nela os filés de anchova até formar um molho homogêneo. Reserve.

Cozinhe a massa em água fervente com sal até ficar al dente. Escorra. Transfira a massa para a panela com o molho de anchova. Acrescente os cubinhos de muçarela de búfala e salteie delicadamente, adicionando um pouco da água do cozimento, se necessário. Ajuste o sal (lembrando que a anchova e o queijo já são naturalmente salgados). Sirva em pratos fundos aquecidos e finalize salpicando o queijo ralado por cima.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Esta receita foi dimensionada como prato principal, com porção de aproximadamente 300 g por pessoa. Para mais informações sobre composição equilibrada das refeições e dimensionamento de porções, consulte o primeiro capítulo da Parte 3, intitulado A Composição do Almoço e do Jantar.

1. Dicas de consumo: Pode ser servido como prato principal acompanhado de um vinho branco seco da Ligúria ou como guarnição em um menu italiano mais elaborado.

2. Curiosidade: A Ligúria é uma região costeira italiana conhecida por pratos que combinam a tradição das massas caseiras com ingredientes marinhos, como as anchovas.


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A Vichyssoise é frequentemente associada à culinária francesa clássica, mas sua origem está ligada aos Estados Unidos. A sopa foi criada em 1917 pelo chef francês Louis Diat (1885–1957), então responsável pelas cozinhas do Hotel Ritz-Carlton de Nova York. Inspirado nas sopas simples de alho-poró e batata que sua mãe preparava em sua infância, na região de Vichy, na França, Diat adaptou a receita para o serviço refinado do hotel, criando uma versão fria, aveludada e elegante.

Originalmente chamada de Crème Vichyssoise Glacée, a sopa tornou-se um ícone da gastronomia internacional, especialmente apreciada em dias quentes. Seu sabor delicado, sua textura cremosa e sua apresentação clara e sofisticada exigem atenção técnica. Os vegetais devem ser apenas suados, nunca dourados, para preservar tanto a cor quanto o perfil aromático suave. Embora tradicionalmente servida fria, versões quentes também existem, especialmente fora do contexto clássico.

Sopa Vichyssoise

Categoria: Entrada, Prato Principal

Especificação: Creme, Cozinha Internacional (França), sem glúten, vegetariana.

Tempo de Preparo: 15 minutos + 2 horas (geladeira)

Rendimento: 1400 g – 7 porções

Dificuldade:  Fácil

Calorias por porção (200 g ): 177 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 alho poró
  • 1 bulbo pequeno de funcho com as folhas
  • 2 batatas médias
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1/2 cebola picada
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino branca a gosto
  • 1 litro de fundo de legumes
  • 120 ml de creme de leite fresco
  • Cebolete, a gosto (opcional)
  • Crouton, a gosto

Modo de Preparo:

Corte a parte branca do alho poró ao meio no sentido do comprimento e fatie bem fino. Lave em uma tigela com água para remover qualquer resíduo de terra e escorra bem. Separe as folhas do funcho e reserve para a finalização. Fatie os talos do funcho bem finos e mantenha-os em água gelada para preservar a textura.

Descasque as batatas, corte em cubos médios, lave e reserve em água. Em uma panela de fundo grosso, derreta a manteiga em fogo baixo. Acrescente a cebola, o alho-poró e o funcho. Refogue lentamente por 5 a 10 minutos, mexendo sempre, até que os vegetais estejam macios. Não deixe dourar, pois isso compromete o sabor delicado e a coloração clara da sopa.

Escorra as batatas e junte à panela, refogando brevemente para incorporar os sabores. Adicione o fundo de legumes, tempere com sal e pimenta-do-reino branca e aumente o fogo até iniciar fervura. Reduza o fogo e cozinhe por cerca de 10 minutos, ou até que as batatas estejam bem macias.

Finalize com o creme de leite, desligue o fogo e bata tudo no liquidificador até obter um creme liso e homogêneo. Leve à geladeira por pelo menos 2 horas antes de servir.

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir a vichyssoise como prato principal. Caso seja servida como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post. A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo e apresentação

  • Sirva a sopa bem gelada, preferencialmente em pratos fundos ou bowls previamente refrigerados.
  • Finalize com cebolete picada, croutons e, se desejar, uma folha de funcho ou rodelas finas de alho-poró para decoração.
  • A Vichyssoise pode ser preparada com até um dia de antecedência e mantida na geladeira bem tampada. Adicione os elementos frescos apenas no momento de servir.

2. Curiosidades: Apesar de seu status de sopa clássica francesa, a Vichyssoise é considerada um símbolo da cozinha franco-americana, refletindo a adaptação da tradição europeia ao refinamento da hotelaria nova-iorquina do início do século XX.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

A Carne de Lata é um prato que surgiu em Minas Gerais no período da mineração e foi utilizada até meados do século XX como uma estratégia para o armazenamento da carne de porco. Seu processo de cozimento é confitar, onde a carne é cozida em sua própria gordura.

O porco era criado nos chiqueiros e quintais dos mineiros, sendo alimentados com milho ou restos de comida. Após a engorda, era abatido e cortado em partes. Em um grande tacho sobre um fogão à lenha, todas as partes do porco, incluindo a banha, era cozida lentamente. Após o cozimento, armazenava-se em grandes latas, sem contato com o ar ou a luz. Daí surgiu o nome “Carne de Lata”. Ao esfriar, a gordura envolvia a carne agindo como conservante e amaciante.

Carne de Lata

Categoria: Prato Principal

Especificação: Carnes vermelha, Carne Suína, Cozinha Brasileira (Minas Gerais)

Tempo de Pré-preparo: 40 minutos

Tempo de Preparo: 8 horas

Rendimento: 20 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2,5 kg de pernil
  • 50 gramas de sal
  • 50 gramas de alho, repicado
  • Pimenta rosa, em grãos
  • Alecrim, a gosto
  • Folha de louro, a gosto
  • 4 pacotes de banha de porco

Modo de Preparo:

Tempere a carne com sal, alho, pimenta rosa, alecrim e louro. Deixe marinar por 40 minutos, virando na metade do tempo (20 minutos). Derreta a banha em uma panela grande. Coloque a carne para confitar, em fogo baixo, por 8 horas.

Dicas:

1. Marinar é deixar as carnes, aves ou pescados de molho em líquido adicionado de aromáticos, por determinado tempo, com o objetivo de agregar sabor e, muitas vezes, alterar a textura. Geralmente a marinada é composta de um meio ácido (vinho, vinagre, limão etc.) e aromáticos (mirepoix, ervas e especiarias).

2. Confitar é o método de cocção por calor combinado. É um cozimento lento em que o alimento é cozido em um elemento gorduroso (manteiga, azeite, gordura animal, gordura vegetal) ou em sua própria gordura.

3. A temperatura da banha deve permanecer entre 70ºC e 75ºC.


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FONTE IMAGEM CAPA:

O Barreado é um prato típico do Paraná na região sul do Brasil. Ele tem influência portuguesa e é originário dos sítios dos pescadores. Com o decorrer do tempo, passou para as cidades litorâneas e já é consumido há mais de duzentos anos. Da expressão “barrear” a panela, com pirão de cinza e farinha de mandioca, para evitar que o vapor escape, vem o nome barreado, uma contribuição dos açorianos, que deram nome ao prato. Este prato era preparado no período do entrudo – o precursor do carnaval -, o que liberava as pessoas durante as festas populares, não precisando cozinhar.

Barreado

Categoria: Prato Principal

Especificação: Carnes vermelhas, Carne Bovina, Cozinha Brasileira (Paraná)

Tempo de Pré-preparo: 1 hora (marinada)

Tempo de Preparo: 9 horas

Rendimento: 6 porções

Dificuldade: Médio

Imagem Freepik

Ingredientes:

  • 2,5 kg de coxão mole (chã de dentro)
  • 300 g de bacon em cubos
  • 2 cebolas grandes, picadas
  • 5 dentes de alho, picados
  • 10 g de cominho em pó
  • 3 folhas de louro
  • Sal e pimenta-do-reino, a gosto
  • 200 ml de vinagre de vinho
  • 4 colheres (sopa) de óleo de milho
  • 2 litros de água fervente

Modo de Preparo:

Cortar a carne em cubos de 2 cm.  Juntar a carne, o bacon, as cebolas, os dentes de alho, o cominho, o vinagre, o sal e a pimenta-do-reino. Misturar tudo muito bem e deixar marinando por uma hora.

Adicionar o óleo de milho em uma panela de barro (de 5 litros), untando-a por dentro e levando-a ao fogo brando. Quando o óleo estiver bem quente, acrescentar a carne temperada e mexer até dourar (selar). Acrescentar a água fervente.

Tampar a panela e barrear a tampa com pirão de farinha de mandioca. Cozinhar por cinco horas em fogo baixo. Abrir a panela e verificar o nível da água (2 cm acima da carne) e o sal (se necessário, completar). Acrescentar as folhas de louro. Tampar e barrear novamente a panela e deixar cozinhando por mais quatro horas.

Levar a panela, com cuidado, à mesa, e servir em prato fundo, acompanhado de farinha de mandioca crua e banana-prata.

Dicas:

1. Marinar é deixar as carnes, aves ou pescados de molho em líquido adicionado de aromáticos, por determinado tempo, com o objetivo de agregar sabor e, muitas vezes, alterar a textura. Geralmente a marinada é composta de um meio ácido (vinho, vinagre, limão etc.) e aromáticos (mirepoix, ervas e especiarias).

2. Selar é deixar dourar a carne rapidamente em uma superfície bem aquecida (panela, grelha ou forno) para “selar” (fechar, encerrar) a superfície, evitando a perda dos sucos naturais da carne e reduzindo o ressecamento.

3. Barrear a tampa – cozinhe farinha de mandioca com água formando um pirão. Tampe a panela e com essa “massinha” passe ao redor dela lacrando-a.

4. Para esta receita ser servida no almoço, comece o primeiro cozimento às 19 horas do dia anterior e desligue o fogo por volta da meia-noite. Na manhã seguinte, às 8 horas, após verificar o nível da água e o sal, tampar e barrear novamente a panela, religar o fogo e cozinhar até a hora do almoço.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Freepik

O lombo é todo envolvido por uma camada de páprica que dá sabor e cor. Depois ele é selado (dourado) de todos os lados, realçando ainda mais a cor e o sabor. E por fim, ele é cozido na panela com vinho branco, alho e tomilho. Super saboroso, macio, corado e fácil de fazer.

Lombo Cozido com Páprica e Vinho Branco

Categoria: Prato Principal

Especificação: Carnes , Carne Suína

Tempo de Preparo: 1 hora e meia

Rendimento: 8 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 kg de lombo
  • Páprica, o suficiente para envolver toda a peça
  • 2 colheres (sopa) de sal
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 3 ramos de tomilho
  • 3 dentes de alho
  • 1 xícara de vinho branco
  • Água, para o cozimento

Modo de Preparo:

Passe páprica por toda a extensão do lombo formando uma camada protetora. Salpique o sal por cima da páprica. Em uma frigideira aqueça o azeite, adicione o lombo, o tomilho e os dentes de alho inteiros. Sele o lombo por todos os lados. Vire com cuidado para não soltar a crosta de páprica.

Adicione o vinho branco e deixe cozinhar por uns dois minutos até evaporar o álcool. Acrescente água até a metade da altura do lombo, tampe e deixe cozinhar por 40 minutos. Vá adicionando água, se necessário, mantendo sempre à meia altura do lombo. Após o tempo, vire o lombo e deixe cozinhar por mais 40 minutos. Retire o lombo e reserve. Utilize o líquido restante na panela para preparar um molho de acompanhamento.

Sele de todos os lados.
Acrescente água até a metade da altura do lombo. Tampe a panela.

Dicas:

1. Selar é deixar dourar a carne rapidamente em uma superfície bem aquecida (panela, grelha ou forno) para “selar” (fechar, encerrar) a superfície, evitando a perda dos sucos naturais da carne e reduzindo o ressecamento.

2. Pode preparar o molho de sua preferência. A indicação é servir acompanhado de molho de pêssego.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O papillote é uma técnica clássica da culinária francesa que utiliza papel manteiga para criar um ambiente fechado de cozimento, permitindo que os alimentos sejam preparados no próprio vapor liberado durante o aquecimento. Esse método preserva a umidade, concentra os aromas e realça os sabores naturais dos ingredientes, resultando em preparações leves e nutritivas. Nesta receita, a delicadeza da tilápia é combinada com vegetais frescos e o perfume característico do limão siciliano, formando um prato simples, elegante e cheio de sabor.

Papilotte de Tilápia com Limão Siciliano

Categoria: Entrada, Prato Principal

Especificação: Peixes, cozinha internacional (França), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (230 g): 184 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 filés de tilápia (aprox. 150 g cada)
  • 1/2 cebola cortada em rodelas
  • 1/2 pimentão cortado em tiras
  • 10 tomates cereja, cortados ao meio
  • 2 dentes de alho, cortados ao meio
  • 1 limão siciliano, cortado em rodelas finas
  • Salsinha picada a gosto
  • Sal, a gosto

Modo de Preparo:

Pré-aqueça o forno a 200 °C.

Corte dois pedaços grandes de papel manteiga, suficientes para acomodar os ingredientes e permitir o fechamento completo dos envelopes. Distribua as rodelas de cebola no centro de cada folha, formando uma base para o peixe. Acrescente as tiras de pimentão sobre a cebola e disponha um filé de tilápia sobre os vegetais. Tempere os filés com sal a gosto.

Distribua os tomates cereja e os dentes de alho sobre o peixe. Cubra com as rodelas de limão siciliano e finalize com a salsinha. Feche cuidadosamente cada papillote, vedando bem as bordas para que o vapor permaneça no interior durante o cozimento.

Disponha os papillotes em uma assadeira e leve ao forno por aproximadamente 15 minutos. Retire do forno e abra com cuidado, pois haverá liberação de vapor quente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Para refeições principais, esta preparação é classificada como um prato principal misto, pois combina uma proteína animal (tilápia) com vegetais que compõem a própria preparação. A receita rende 2 porções de aproximadamente 230 g cada. A porção de referência para planejamento alimentar corresponde a aproximadamente 130 g por pessoa, conforme orientações apresentadas no A Composição do Almoço e do Jantar. Neste caso, a porção é naturalmente maior devido à presença conjunta do peixe e dos vegetais, que formam uma preparação completa e equilibrada.

2. Dicas de Consumo:

  • Sirva acompanhado de arroz branco, quinoa, legumes cozidos, purê de batatas ou saladas frescas.
  • O limão siciliano cozinha juntamente com os demais ingredientes, tornando-se mais suave e aromático. As rodelas podem ser consumidas junto com o peixe.
  • A receita também pode ser preparada na fritadeira elétrica a 180 °C por aproximadamente 10 minutos.
  • O papillote é uma técnica que dispensa grandes quantidades de gordura e ajuda a preservar os nutrientes naturalmente presentes nos alimentos.

3. Curiosidade: a palavra francesa papillote significa “embrulho de papel”. A técnica tornou-se popular na gastronomia francesa por sua capacidade de concentrar aromas e apresentar os alimentos de forma elegante e prática.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

A Frigideira de Frutos do Mar é uma excelente receita para ser servida como prato único, nem precisa de acompanhamentos. Ela pode também ser servida, em menor quantidade, como entrada em uma refeição. A ordem na hora de servir não tem relevância, o que importa é o quanto esse prato é apetitoso. Façam em casa, experimentem! Tenho certeza de que vão adorar.

Frigideira de Frutos do Mar

Categoria: Entrada, Prato Principal,

Especificação: Frutos do mar

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 1 a 2 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 2 buquês de brócolis
  • 2 buquês de couve-flor
  • 120 gramas de cenoura baby
  • 50 gramas de mexilhão
  • 100 gramas de camarão cinza
  • 50 gramas de polvo
  • 40 gramas de lula
  • 50 gramas de camarão médio
  • Sal grosso a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 30 ml de azeite
  • 2 dentes de alho
  • 20 ml de conhaque
  • 50 ml de vinho branco
  • 1/2 tomate, cortado em cubos
  • 4 tomates cereja, inteiro
  • Sal, a gosto
  • Manjericão, a gosto
  • Salsinha, a gosto

Modo de Preparo:

Branqueie separadamente a couve-flor, os brócolis e a cenoura baby. Reserve.

Tempere todos os frutos do mar com sal grosso (pouca quantidade) e pimenta do reino. Em uma frigideira coloque o azeite e doure o alho e os frutos do mar. Flambe usando o conhaque. Deglace com vinho branco.

Adicione os brócolis, a couve-flor, a cenoura baby, o tomate e o tomate cereja. Com o fogo alto, vá salteando até que os ingredientes se misturem bem. Acerte o tempero. Adicione o manjericão e a salsinha. Sirva em prato fundo ou na própria frigideira.

Dicas:

1. Branquear consiste em ferver os alimentos rapidamente em água em ebulição e resfriá-los em seguida em água gelada.

2. Flambar é regar o alimento com alguma bebida alcoólica e depois de aquecer, incendiá-lo para que o álcool evapore e fique somente o sabor sutil da bebida.

3. Deglaçar é colocar um líquido (água, vinho, caldo etc.) em uma panela ou tabuleiro para soltar os sucos do cozimento grudados no fundo.

4. Saltear é cozinhar os alimentos rapidamente em fogo alto com um pouco de gordura e em movimentos constantes.


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FONTE IMAGEM CAPA: imagem Adriana Tenchini

A tinta de lula, conhecida como nero di seppia, é um ingrediente valorizado na gastronomia mediterrânea. Pode ser retirada do próprio molusco ou encontrada já extraída e pronta para uso. Sua coloração negra intensa não apenas colore, mas também confere aroma, sabor delicadamente marinho e uma textura especial às massas, molhos, risotos e preparações com frutos do mar.

Na natureza, a lula libera a tinta como mecanismo de defesa contra predadores, criando uma nuvem escura no mar. Na cozinha, esse líquido ganha status nobre, principalmente na Itália e na Espanha, onde é incorporado a pratos icônicos. Além da beleza e sabor, a tinta é nutritiva, rica em proteínas, vitaminas do complexo B (B12 e B3), fósforo, selênio e antioxidantes que auxiliam na melhora do sistema imunológico.

Massa Fresca com Tinta de Lula – Pasta Nera

Categoria: Preparação de Base

Especificação: Massa fresca, Cozinha Internacional (Itália), sem lactose

Tempo de Preparo: 45 minutos

Rendimento: 300 gramas de massa crua – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200 gramas de farinha de trigo
  • 4 gramas de tinta de lula
  • 2 ovos grandes

Modo de Preparo:

Preparando a Massa

Misture bem a tinta de lula com os ovos até obter uma cor homogênea. Coloque a farinha peneirada sobre a bancada e abra uma cavidade no centro. Adicione a mistura de ovos com tinta de lula na cavidade e comece a incorporar a farinha aos poucos, usando um garfo. Quando a mistura estiver uniforme, sove com as mãos por cerca de 5 minutos, até formar uma massa elástica e homogênea. Se necessário, adicione um pouco de farinha ou umedecer as mãos com água.

Modele em forma de bola, embrulhe em plástico filme e deixe descansar na geladeira por, no mínimo, 30 minutos e no máximo 2 horas. Após o descanso, divida a massa ao meio. Trabalhe um pedaço por vez, mantendo o outro coberto com plástico filme.

Esticando a massa

Com rolo: abra a massa do centro para as extremidades, mantendo movimentos suaves até atingir a espessura desejada.

Com máquina de macarrão: passe a massa duas ou três vezes no nível 0, dobrando-a ao meio entre cada passagem. Em seguida, reduza a espessura gradualmente até alcançar o ponto desejado.

Espessura recomendada

  • Massas recheadas e lasanha: ligeiramente mais espessas.
  • Demais tipos de macarrão: finas, entre 1 e 2 mm.

Corte manual

1. Lasanha e canelone: retângulos de 12 × 25 cm.

2. Massas recheadas (ravioli, capeletti): corte tiras de 12 cm de largura, disponha o recheio, dobre a massa, pressione as laterais e corte no formato desejado.

3. Massas longas (tagliolini, talharim, strangozzi, fettuccine, tagliatelle, pappardelle): enrole ou dobre a massa no comprimento e corte tiras na largura indicada:

  • Tagliolini: 1 a 2 mm
  • Talharim/taglierini: 3 a 4 mm
  • Strangozzi: 5 mm
  • Fettuccine: 6 mm
  • Tagliatelle: 7 mm
  • Pappardelle: 13 a 20 mm

Abra bem as tiras cortadas e, após uma leve secagem, enrole em formato de ninhos.

Corte com máquina de macarrão

Massas longas: utilize os acessórios específicos da máquina (fettuccine, espaguete, linguine etc.) para cortar as tiras.

Lasanha e canelone: corte apenas no comprimento (25 cm).

Massas recheadas: estique a massa, coloque o recheio, dobre e corte no formato desejado.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre o rendimento: Esta receita produz aproximadamente 300 g de massa fresca crua. Após o cozimento, a massa absorve água e rende cerca de 500 g de massa cozida, suficiente para 2 porções de prato principal. O rendimento considera apenas a massa, sem a adição de molhos, recheios ou outros acompanhamentos. As orientações para a composição das porções finais e o equilíbrio do prato podem ser consultadas no post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas práticas:

  • Use os ovos em temperatura ambiente para melhor resultado.
  • Não adicione sal à massa, somente na água do cozimento.
  • Caso a massa esteja muito seca, molhar as mãos já costuma ser suficiente.
  • O descanso é essencial para relaxar o glúten e facilitar na abertura.
  • A sova deve ser firme e constante para desenvolver elasticidade.

3. Sugestões de consumo

  • A Pasta Nera combina especialmente com frutos do mar, molhos delicados de peixe ou creme de limão siciliano.
  • Para um toque mediterrâneo autêntico, finalize com azeite de oliva extravirgem, alho e camarões salteados.

3. Curiosidade: Na Itália, um prato clássico é o Spaghetti al nero di seppia, típico da região da Sicília. Na Espanha, a tinta é usada na famosa Arroz Negro, semelhante à paella.


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FONTES IMAGENS:

CAPA: Imagem Antony trivet por Pexels