Receita prática, deliciosa e fácil de fazer. Um ótimo acompanhamento. Sem amargar.
Farofa de Jiló
Categoria: Acompanhamento / Guarnição
Especificação: Farofa,
Tempo de Preparo: 20 minutos
Rendimento: 2 a 3 porções
Dificuldade: Fácil
Imagem Adriana Tenchini
Ingredientes:
4 jilós grandes
500 ml de água
2 colheres (sopa) de sal
3 dentes de alho, em brunoisete
1/2 cebola, em brunoise
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de colorau
1 colher (sopa) de páprica doce
1/2 colher (sopa) de pimenta calabresa (opcional)
1/4 de xícara de água
1 xícara de farinha de mandioca
Sal a gosto
Salsinha a gosto
Modo de Preparo:
Em uma tigela, adicione os jilós, a água e o sal e deixe de molho por uns 10 minutos. Passado o tempo, descarte a água e lave bem os jilós na água corrente. Este processo é necessário para tirar o seu amargor.
Em uma panela, doure a cebola, o alho no azeite. Adicione o colorau, a páprica doce e a pimenta calabresa, mexa por um minuto. Adicione o jiló e a água, cozinhe até ficar macio. Acrescente a farinha de mandioca. Apague o fogo e adicione a salsinha. Acerte o sal.
Dicas:
1. Refogaré o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma,A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
A salsinha é uma erva aromática amplamente utilizada desde a Antiguidade tanto na culinária quanto na medicina tradicional. Na forma de chá, suas folhas liberam compostos bioativos como flavonoides e antioxidantes, que historicamente são associados ao fortalecimento do sistema imunológico e ao apoio ao funcionamento dos rins e do trato urinário. É uma infusão simples, leve e aromática, tradicionalmente consumida para auxiliar na retenção de líquidos, na digestão e no bem-estar geral.
Importante: Consuma no máximo 3 xícaras ao dia. O chá de salsinha é contraindicado para gestantes.
Chá de Salsinha
Categoria: Bebidas, café da manhã, lanches
Especificação: Bebida quente, não alcoólica, infusão, ervas aromáticas, vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten
Tempo de Preparo: 10 minutos
Rendimento: Uma porção
Dificuldade: Fácil
Imagem Adriana Tenchini
Ingredientes:
3 colheres (sopa) de salsinha fresca
1 xícara de água
Modo de Preparo:
Aqueça a água até levantar fervura. Desligue o fogo, acrescente a salsinha e tampe a panela. Deixe em infusão por 10 minutos. Coe e consuma morno.
Toques Finais e Sugestões:
1. Dicas de Consumo:
A infusão fica mais aromática quando preparada com salsinha fresca.
Pode ser consumida pura ou acrescida de algumas gotas de limão.
Ideal para o período da manhã ou fim do dia, ajudando na hidratação e no bem-estar digestivo.
2. Observação importante sobre interações: Pessoas que fazem uso contínuo de anticoagulantes, diuréticos, medicações para hipertensão ou que tenham histórico de doença renal crônica devem evitar o consumo frequente do chá de salsinha sem orientação de um profissional de saúde. A erva possui compostos que podem potencializar o efeito diurético ou interferir na coagulação sanguínea. Em caso de dúvida, consulte um nutricionista ou médico antes de incluir o chá na rotina.
3. Curiosidade: Na Europa medieval, a salsinha era valorizada como erva medicinal e cultivada em hortos monásticos, sendo utilizada em infusões e remédios naturais.
Quer saber quais são os benefícios nutricionais da Salsinha?Acesse.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Que tal preparar sua salsicha em casa e sem produtos de origem animal! É muito mais saudável. A salsicha industrializada é preparada com subprodutos de carnes de animais, uma mistura feita à base de cartilagens e outra partes como carcaças de aves, suínos e bovinos. Além disso, contém gorduras saturadas e aditivos químicos. Ah! E para os intolerantes à lactose, assim como eu, informo que as salsichas contêm lactose. Somente descobri após passar mal comendo um cachorro-quente que preparei em casa. Após pesquisar na internet o processo de preparação da salsicha me horrorizei pelos insumos utilizados e pela inclusão da lactose. É claro que cortei da minha dieta. Mas, como preparar um delicioso cachorro-quente sem a salsicha? Após alguns testes achei uma receita de salsicha vegana perfeita feita com grão de bico. Humm! Deliciosa.
Cachorro-quente comSalsinha de Grão de Bico
Categoria: Lanches,
Especificação: Sanduíches, leguminosas
Tempo de Pré-preparo: 12 horas
Tempo de Preparo: 40 minutos
Rendimento: 10 salsichas com 50 gramas cada
Dificuldade: Fácil
Not Dog com salsicha de grão de bico. Imagem Adriana Tenchini.
Ingredientes:
2 xícaras de grão de bico cozido
2 colheres (sopa) de molho de soja (shoyu)
1 colher (chá) de páprica defumada
1 colher (chá) de colorau
1 colher (chá) alho desidratado
1 colher (café) de pimenta do reino
1 colher (café) de sal
3/4 xícaras fécula de batata
Óleo vegetal ou azeite, o suficiente (para ajudar na modelagem das salsichas)
Azeite para grelhar as salsichas
Sanduíche
Pães de cachorro-quente
Milho verde, a gosto
Batata palha, a gosto
Modo de Preparo:
Coloque água em uma bowl e deixe o grão de bico de molho por 12 horas. Após este tempo, descarte a água e lave bem. Leve o grão de bico para uma panela de pressão e quando a panela começar a chiar, deixe cozinhar por 20 minutos.
Imagem Adriana Tenchini
Em um processador adicione duas xícaras de grão de bico cozido (ainda quente), o shoyu, a páprica defumada, o colorau, o alho desidratado, a pimenta do reino e o sal e processe. Prove, corrija o sal se necessário, adicione a fécula de batata e bata novamente, até formar uma pasta lisa e grossa.
Coloque a pasta em uma panela e leve ao fogo alto (para cozinhar a fécula de batata) por 3 a 5 minutos, até que desgrude do fundo. Reserve e deixe esfriar. O ponto é parecido com uma massinha de modelar.
Imagem Adriana Tenchini
Imagem Adriana Tenchini
Unte a mão com um pouco de óleo ou azeite, pegue um pouco da massa e modele no formato de salsicha. Para que fique todas iguais, pese cada pedaço de massa antes de modelar. Amasse na mão antes de moldar e pode utilizar uma tábua de carne, pressionando a massa cilindricamente. Caso a massa fique com rachaduras, ajuste com os dedos untados no óleo ou azeite. Ou amasse de novo até ficar lisinha.
Pronto! Agora pode usar a salsicha em sua receita preferida. Para utilizá-la em cachorro-quente, faça o seu molho preferido, acrescente as salsichas e deixe ferver com o molho por uns dois minutinhos.
Imagem Adriana Tenchini
Dicas:
1. A fécula de batatas pode ser substituída por farinha de trigo, amido de milho ou farinha de grão de bico.
2. Grelhar é o método de cocção por calor seco (sem gordura) e consiste em preparar os alimentos por exposição direta ao calor seco e forte, utilizando-se de grelha, chapa ou broiler.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma,A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
A receita que apresento neste post é uma versão vegana produzida com berinjela e leite de aveia. Saborosa, leve, prática e super-rápida. O Estrogonofe (strogonoff) é uma receita russa que se espalhou pelo mundo e se popularizou no Brasil nos anos 1970. A origem mais conhecida é que tenha sido criada por um chef francês que trabalhava para a família russa Strogonov por volta de 1700.
O prato era composto de carne cortada passada levemente na farinha, mostarda dijon, caldo de carne e um pouco de creme azedo. O arroz e os cogumelos foram incluídos quando o prato chegou na China. Na Rússia, o strogonoff é servido acompanhado de purê de batata. Aqui no Brasil foi adaptado como acompanhamento a batata palha.
Leve ao fogo o azeite, o alho, a cebola, o colorau, a páprica e o gengibre. Refogue até dourar. Acrescente a berinjela, o molho de tomate, a água e o sal. Tampe e deixe cozinhar por 10 minutos. Adicione o leite de aveia. Deixe cozinhar por mais 2 minutos ou até engrossar o caldo. Ajuste o sal. Finalize salpicando salsinha.
Dicas:
1. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.
2. Leite de Aveia: A proporção é de 3×1. Três medidas de água para uma medida de aveia em flocos. O leite de aveia quando aquecido, engrossa. Desta forma, para preparar o leite de aveia utilize água gelada para evitar o engrossamento devido ao calor gerado pela liquefação. Após bater os ingredientes no liquidificador, coe no voal. O leite pode ser guardado em geladeira por até 3 dias. O resíduo pode ser usado em outras preparações, como bolos e biscoitos.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma,A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Doce maravilhoso e super fácil de preparar. É uma das sobremesas mais brasileiras e três estados disputam o título de origem: Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Aqui em Minas é muito comum encontrar o doce de abóbora em todas as formas. Cremoso, cubos, compota, cristalizado, com coco, cravo, canela e dezenas de outras deliciosas receitas. Apresento aqui o doce com a abóbora e o coco ralado.
Doce de Abóbora com Coco
Categoria: Café da Manhã, Lanches, Sobremesas
Especificação: Frutas em calda, Sobremesa com Base de Frutas, Sobremesa típica brasileira, Cozinha Brasileira (Minas Gerais)
Tempo de Preparo: 50 minutos
Rendimento: 10 porções
Dificuldade: Fácil
Ingredientes:
1 kg de abóbora moranga
500 g de açúcar
½ xícara de água
100 g de coco ralado
1 unidade de canela em pau
Modo de Preparo:
Descasque a abóbora e rale na parte grossa (ou utilize um processador). Em uma panela misture todos os ingredientes e coloque para cozinhar em fogo bem baixo por cerca de 30 minutos ou até soltar do fundo da panela. Mexa de vez em quando para não grudar. Deixe esfriar e sirva.
Dicas:
1. Pode servir acompanhado com um pedaço de queijo vegetal.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma,A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Carne de panela com proteína de soja. Saborosa e com textura que não deixa nada a desejar. Prove! É tão gostosa (ou ainda mais) que a carne de panela convencional.
Carne de Panela Vegana
Categoria: Acompanhamento, Prato principal
Especificação: Legumes, leguminosas,
Rendimento: 4 porções
Tempo de Preparo: 30 minutos
Dificuldade: Fácil
Imagem Adriana Tenchini
Ingredientes:
Hidratação da Proteína:
100 gramas de proteína de soja, tamanho médio (cubos)
Água, o suficiente para cobrir a proteína de soja
3 colheres (sopa) de vinagre
1 a 2 limões
Preparação da Carne de Panela:
1 colher (sopa) de azeite
4 dentes de alho picados
1 cebola picadinha
1 tomate picado
3 colheres (sopa) de molho de soja – shoyu
2 colheres (sopa) de extrato de tomate
Páprica defumada, a gosto
Açafrão, a gosto
Pimenta do reino, a gosto
Sal, a gosto
Água, para o cozimento
1 cenoura grande, em rodelas
4 batatas médias, em cubos
Cebolinha, a gosto
Salsinha, a gosto
Modo de Preparo:
Hidratação da Proteína:
Coloque a proteína de soja em uma panela alta com a água e o vinagre. Leve ao fogo médio. Quando levantar fervura, abaixe o fogo e deixe ferver por mais 5 minutos. Escorra e lave em água corrente para tirar a cor amarelada e diminuir o cheiro. Lave bastante, por duas ou três vezes. Esprema com as mãos os cubos de proteína de soja para retirar o excesso de água, reserve. Em outra vasilha coloque água, esprema um a dois limões (ajuda a tirar o cheiro e melhorar o sabor) e adicione sal. Coloque a proteína de soja e deixe de molho por uns 3 minutos. Esprema novamente e reserve.
Preparação da Carne de Panela:
Em uma panela adicione um fio de azeite, a cebola e alho. Doure. Acrescente o tomate e deixe reduzir por uns minutos. Adicione a proteína de soja hidratada, o extrato de tomate, o shoyu, a páprica defumada, o açafrão, a pimenta do reino, o sal e água até cobrir a proteína de soja. Tampe a panela e deixe cozinhar por 5 minutos. Após o tempo, apague o fogo e espere o vapor sair. Abra a panela, adicione a cenoura e as batatas, acenda o fogo novamente e cozinhe na pressão por mais 5 minutos. Ajuste o sal e salpique cebolinha e salsinha.
Dicas:
1. Fervura é o método de cocção por calor úmido que consiste em cozinhar o alimento de forma lenta em um líquido fervente em ebulição (ferver) ou com temperaturas menores (fervura branda).
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma,A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Ferva a soja com a água por 2 a 3 minutos. Lave-a em água corrente, esprema com as mãos. Coloque a proteína de soja em uma bowl e adicione o molho de soja. Deixe descansar por 5 minutos.
Em uma frigideira doure a cebola e o alho na manteiga vegana Life Veg. Acrescente a proteína de soja, o tomilho e mexa por alguns minutos. Coloque o molho pronto e cozinhe por uns 10 minutos. Adicione as folhas de manjericão rasgadas. Ajuste o sal.
Sirva com o talharim e por cima salpique o queijo parmesão vegetal.
Dicas:
1. Talharim ou Taglierini ou Tajarin – É um tipo de massa originária de Piemonte, na Itália. É um macarrão achatado e longo (10 cm de comprimento), produzido com farinha e gemas de ovos, com largura em torno de 3 a 4 mm de largura e em formato de ninho. Normalmente é servida com molho leve e simples. Pode ser com apenas manteiga, mascarpone (queijo cremoso), molho de um assado, sugo ou bolonhesa.
2. Refogaré o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando.
3. Ferveré o método de cocção por calor úmido e consiste em cozinhar o alimento através de um líquido fervente em ebulição (100ºC). Pode ser iniciado a frio ou a quente, ou seja, o alimento é colocado na água fria até que atinja a fervura.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma,A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
O arroz doce é uma sobremesa que lembra a nossa infância. Apesar de ser mais consumido durante as festas juninas, esta iguaria pode ser servida em qualquer época do ano. A receita está tão enraizada na culinária brasileira que muitos até pensam ser uma criação nossa, mas não. Este prato possui diversas versões espalhadas pelo mundo. É um prato simples, arroz cozido com leite, açúcar e especiarias e durante séculos destacou-se nas mesas das cortes reais europeias. Não se sabe ao certo quando e onde foi criado. Existem relatos de um prato parecido na Índia no ano de 6.000 a.C., apesar das primeiras versões deste prato indiano não terem na receita o arroz, mas sim, o sorgo. No ano de 1300, na Europa, tem-se o primeiro arroz doce registrado, porém, sem a presença do açúcar. A receita era um caldo com leite de amêndoas e açafrão.
O arroz doce da forma que conhecemos surgiu no século 15, mas era um alimento consumido pelos ricos, pois o arroz não crescia na Europa e era importado da Ásia. A partir do século 19, a importação de arroz tornou-se mais acessível, facilitando o consumo do cereal. A receita de arroz doce popularizou-se no século 20, quando a receita entrou para o programa de merenda escolar das crianças. E hoje eu trago uma receita de arroz doce diferenciada, feita com leite vegetal. Uma receita que se adequa muito aos tempos atuais, onde o número de intolerantes à lactose ou ainda de pessoas que não consomem produtos de origem animal cresce vertiginosamente.
Arroz Doce Vegano
Categoria: Café da manhã, Lanches, Sobremesas,
Especificação: Creme, Sobremesa Clássica
Rendimento: 6 porções
Tempo de Preparo: 30 minutos
Dificuldade: Fácil
Imagem Adriana Tenchini
Ingredientes:
1 xícara (chá) de arroz cru
5 colheres (sopa) de açúcar
2 xícaras (chá) de água filtrada
4 xícaras (chá) de leite de amêndoas
Modo de Preparo:
Em uma panela coloque o arroz, a açúcar, a água filtrada e mexa até a mistura ferver. Em seguida, adicione o leite de amêndoas e vá misturando sempre até que o arroz fique bem cozido. Coloque em uma travessa ou em taças individuais e salpique canela em pó. Espere esfriar. Pode ser consumido morno ou gelado.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma,A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
A abóbora cabotiá é um ingrediente versátil que confere sabor suave, textura macia e coloração vibrante às preparações. Nesta receita, ela é combinada com aveia e linhaça para formar um burger vegetal nutritivo, rico em fibras e com excelente estrutura. O resultado é um burger vegano saboroso, ideal para sanduíches, refeições leves ou para quem busca incluir mais preparações à base de vegetais no dia a dia.
Veggie Burger de Abóbora com Aveia
Categoria: Lanches, Petiscos
Especificação: Cereais, Sanduíche, Vegetais, Sem Lactose, Vegano, Vegetariano.
Rendimento: 500 gramas – 5 porções
Tempo de Preparo: 2 horas
Dificuldade: Fácil
Calorias por porção (100 g – 1 burguer): 103 kcal
Imagem Adriana Tenchini.
Ingredientes:
500 g de abóbora cabotiá (abóbora japonesa)
1 colher (sopa) de azeite
3 dentes de alho em brunoise
90 g de cebola em brunoise
1 colher (chá) de orégano
2 colheres (sopa) de salsinha picada
100 g de aveia em flocos finos
10 g de farinha de linhaça
Sal a gosto
Páprica defumada, a gosto
Pimenta do reino branca, a gosto
Cominho, a gosto
Farinha panko para empanar
Modo de Preparo:
Retire as sementes da abóbora e corte-a em fatias, mantendo a casca. Disponha as fatias em uma assadeira, cubra com papel-alumínio e asse em forno preaquecido a 230 °C por aproximadamente 40 minutos, ou até que estejam bem macias. Retire a casca e transfira a polpa para uma tigela. Amasse com um garfo até obter um purê rústico.
Aqueça o azeite em uma frigideira e refogue a cebola e o alho até ficarem macios e levemente dourados. Adicione o refogado ao purê de abóbora. Tempere com orégano, sal, páprica defumada, pimenta do reino branca e cominho. Acrescente a salsinha, a aveia e a farinha de linhaça. Misture bem até formar uma massa homogênea. Cubra a tigela e leve à geladeira por aproximadamente 1 hora para firmar.
Divida a massa em 5 porções iguais e modele os burguers. Passe os discos na farinha panko, cobrindo-os levemente. Doure os burguers em frigideira com um fio de azeite ou prepare-os na fritadeira elétrica, borrifando azeite para favorecer a coloração. Sirva imediatamente.
Veggie Burger de Abóbora com Aveia. Imagem Adriana Tenchini.
Toques Finais e Sugestões:
1. Dicas de Consumo:
Sirva em pães veganos acompanhados de rúcula, cebola caramelizada, tomate fresco ou picles.
Também pode ser servido sem pão, acompanhado de saladas, legumes assados ou grãos cozidos.
Para uma versão sem glúten, substitua a farinha panko por farinha de arroz, flocos de milho triturados ou farinha de milho fina.
Os burguers podem ser modelados e congelados antes da cocção, facilitando o preparo de refeições futuras.
Como referência de porcionamento, esta receita foi classificada como lanche. Uma unidade de aproximadamente 100 g corresponde a uma porção individual adequada.
2. Curiosidades:
A abóbora cabotiá é conhecida por sua polpa firme, sabor adocicado e elevado teor de carotenoides, pigmentos naturais que contribuem para a formação de vitamina A no organismo.
A combinação de aveia e linhaça é amplamente utilizada na culinária vegana por auxiliar na retenção de umidade, melhorar a textura das preparações e favorecer a liga dos ingredientes sem a necessidade de ovos.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma,A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Receita vegana, isenta de produtos de origem animal. Uma opção saborosa de lanche para as pessoas que não consomem derivados do leite. O preparo é muito simples. O pão de Beijo é uma versão vegana do pão de queijo. Na maioria das receitas que circulam na internet, este salgado é feito com mandioquinha ou batata inglesa. Porém, encontrei essa receita no Instagram @receitas_veganas_simples_ e resolvi testar. Hum! Ficou muito bom.
Pão de Beijo de Beterraba
Categoria: Café da manhã e Lanches, petisco,
Especificação: Bolinho salgado, salgadinho, sem glúten, sem Lactose, Vegana, Vegetariana.
Rendimento: 20 porções
Tempo de Preparo: uma hora
Dificuldade: Fácil
Imagem Adriana Tenchini
Ingredientes:
300 gramas de beterraba
1 e ½ xícara (chá) de polvilho doce
½ xícara (chá) de polvilho azedo
1 colher (chá) de fermento
¼ xícara (chá) da água do cozimento da beterraba
1 colher (chá) de sal
5 colheres (sopa) de azeite
Ervas finas, orégano (opcional), ao gosto
Modo de Preparo:
Lave bem a beterraba e cozinhe com a casca até ficar bem macia. Depois de cozida retire a beterraba e bata em um processador até virar um purê. Reserve a água do cozimento. Pré-aqueça o forno na temperatura alta (210° C).
Em uma vasilha misture o polvilho doce, o azedo e o fermento. Adicione os temperos opcionais. Leve ao fogo uma panela com a água do cozimento, o sal e o azeite. Quando ferver jogue sobre a vasilha os polvilhos. Misture com as mãos até ficar com a consistência de farofa.
Adicione o purê de beterraba aos poucos o até obter uma massa uniforme, que não grude nas mãos. Unte um tabuleiro ou use um antiaderente. Faça as bolinhas e leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até os pãezinhos ficarem rachados e completamente assados.
Dicas:
Pode ser feito com mandioquinha, batata inglesa ou batata doce. Se utilizar a batata doce, aumente a dosagem de sal. Pode incluir outros temperos a seu gosto.
As bolinhas podem ser congeladas, basta colocar em uma forma com um espaço entre elas e levar ao freezer. Quando estiverem duras, remova com cuidado e guarde em saquinhos fechados. Para assar é só retirar do freezer e levar direto ao forno pré-aquecido.
Pode ser adicionado diversas ervas desidratadas, como orégano, alecrim, salsinha etc.
Se notar que a massa está grudando na mão, adicione um pouco mais de polvilho doce.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma,A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
Delicioso angu que aprendi com minha avó Cecília. Ela era filha de italianos, mas nasceu e cresceu em Três Pontas, no interior de Minas Gerais. Às vezes, servia este angu em uma travessa, como acompanhamento de algum prato. Em outras ocasiões, o angu vinha coberto por um molho de carne moída, e minha avó dizia que era a polenta. Não sei se ela estava certa quanto à descrição dos pratos, mas assim ficou registrado em minha memória afetiva.
O angu ocupa um lugar especial na cozinha mineira e está profundamente relacionado à história alimentar de Minas Gerais. O milho e seus derivados constituem uma das bases da alimentação tradicional do estado, ao lado da mandioca, e o fubá deu origem a diversos preparos que atravessaram gerações. Registros históricos também relacionam o angu às culturas africanas, tanto pela origem do termo quanto pelas técnicas de preparo e formas de consumo que se consolidaram no Brasil.
Em Minas Gerais, o angu tornou-se um acompanhamento emblemático, especialmente ao lado de preparações como frango com quiabo, carnes suculentas, couve e outros pratos da cozinha caipira. A técnica é simples, mas exige atenção: o fubá deve ser incorporado de maneira gradual ao líquido quente, com agitação constante, para evitar a formação de grumos e obter uma textura uniforme.
A associação entre angu e polenta também tem fundamento na história da alimentação brasileira. Com a imigração italiana, a polenta passou a fazer parte da mesa de muitas comunidades brasileiras e, nas regiões de forte presença italiana, os preparos à base de fubá cozido acabaram sendo aproximados. Embora semelhantes em alguns aspectos, angu e polenta pertencem a diferentes tradições culinárias e possuem histórias próprias.
Angu à Mineira
Categoria: Acompanhamento/Guarnição
Especificação: Angu, Cozinha Brasileira (Região Sudeste, Minas Gerais), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten
Tempo de Preparo: 20 minutos
Rendimento: 840 gramas – 7 porções
Dificuldade: Fácil
Calorias por porção (120 g): 75 kcal
Angu à Mineira. Imagem Adriana Tenchini.
Ingredientes:
1 Colher (sopa) de azeite
3 dentes de alho picadinho
1/2 cebola picadinho
1 colher (chá) de sal
3 xícaras de água
1 xícara de fubá
Modo de Preparo:
Dissolva o fubá em 1 xícara da água fria e reserve.
Aqueça o azeite em uma panela e refogue o alho e a cebola até ficarem levemente dourados, sem deixar queimar. Acrescente o sal e as 2 xícaras de água restantes. Quando a água começar a ferver, reduza o fogo e adicione gradualmente o fubá dissolvido, mexendo continuamente para evitar a formação de grumos. Cozinhe em fogo baixo, mexendo constantemente, até o angu adquirir textura cremosa, homogênea e consistente, soltando do fundo da panela. Transfira imediatamente para uma travessa e alise a superfície, se desejar.
Toques Finais e Sugestões:
1. Dicas:
A proporção utilizada nesta receita é de aproximadamente 3 medidas de água para 1 medida de fubá.
Dissolver o fubá previamente em água fria facilita sua incorporação à água quente, evita a formação de grumos e torna o cozimento mais rápido do que quando o fubá é colocado diretamente na água fria para iniciar o cozimento.
Essa dissolução prévia também reduz os respingos de angu quente durante o cozimento, tornando o preparo mais seguro e evitando que o angu espirre para todos os lados.
Mexer continuamente durante a incorporação do fubá é fundamental para obter uma textura homogênea.
O angu tende a ganhar consistência à medida que esfria. Por isso, sirva logo após o preparo quando desejar uma textura mais cremosa.
Tenha cuidado durante o cozimento, pois o angu pode espirrar e causar queimaduras.
Para um angu mais firme, adequado para ser cortado ou utilizado em preparações posteriores, prolongue o cozimento até atingir maior consistência.
2. Formas de consumo:
O angu é tradicionalmente servido como acompanhamento ou guarnição, especialmente com preparações que tenham molho ou caldo, como frango com quiabo, carnes cozidas e ensopados.
Na cozinha mineira, também pode compor refeições com couve, feijão, carnes suínas e preparações caipiras, funcionando como uma base neutra que absorve e valoriza os sabores dos demais componentes do prato.
Quando preparado mais firme, pode ainda ser utilizado como base para preparações em que o angu seja posteriormente cortado, grelhado ou frito.
3. Curiosidades:
A presença do angu na cozinha mineira também ultrapassa o simples acompanhamento. Preparações como o pastel de angu mostram como a massa de fubá cozido foi transformada em diferentes receitas e adquiriu identidade própria em várias localidades do estado.
O nome angu está relacionado a termos de origem africana e sua história no Brasil está associada às populações africanas e afro-brasileiras. O preparo à base de fubá e água se consolidou especialmente como alimento de subsistência e posteriormente passou a integrar diferentes camadas sociais e tradições culinárias.
Em Minas Gerais, o angu tornou-se tão representativo que aparece inclusive no título da obra ‘Feijão, angu e couve’, de Eduardo Frieiro, publicada em 1966 e considerada uma referência pioneira sobre a alimentação dos mineiros. A combinação de feijão, angu e couve é frequentemente apresentada como uma das expressões mais emblemáticas da cozinha mineira.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma,A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.
A lentilha já fez parte da dieta humana há milhares de anos e é uma leguminosa popularmente conhecida por trazer fartura, prosperidade e sorte. Por esta razão, as lentilhas são muito consumidas na ceia de Réveillon. Para saber mais leia o post “Simpatias – Alimentos no Réveillon”. A lentilha é muito versátil, podendo ser consumida no dia a dia em substituição ao feijão. É muito nutritiva, contém proteína, vitaminas, zinco, ferro, magnésio, potássio e fibras. Por tradição, as lentilhas são uma ótima opção de cardápio para o Réveillon e esta salada além de prática, é refrescante e saborosa.
Em uma panela média, coloque as lentilhas, cubra com água e leve ao fogo médio. Quando ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por cerca de 20 minutos. Elas devem estar cozidas, mas ainda firmes.
Enquanto isso, misture os outros ingredientes. Reserve. Quando as lentilhas estiverem cozidas, escorra a água e deixe esfriar. Em seguida, misture as lentilhas na salada reservada. Acerte o sal.
Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma,A Autora,A Terapeuta,A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.