Shirin Polow é um arroz cerimonial persa, tradicionalmente servido em celebrações e símbolo de abundância. Esta receita reflete a herança da antiga Pérsia, onde arrozes aromáticos eram preparados com ingredientes delicadamente perfumados como água de rosas e açafrão, combinados ao frescor das ervas e ao toque crocante das oleaginosas. Uma tradição de beleza, sabor e significado que atravessa séculos.

Shirin Polow

Categoria: Acompanhamento/guarnição

Especificação: Arroz, cereal, cozinha internacional (Irã), vegetais

Tempo de Preparo: 1 hora

Rendimento: 600 gramas – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (130 g): 235 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de arroz basmati
  • 1 colher (sopa) de manteiga ou azeite
  • 1/2 xícara de cebolinha, endro e coentro picados
  • 2 xícaras de água
  • Sal a gosto
  • 1 colher (sopa) de água de rosas
  • 1 pitada de açafrão dissolvido em 1 colher (sopa) de água quente
  • 1/4 xícara de pistaches e amêndoas laminadas

Modo de Preparo:

Lave o arroz em água corrente até a água sair quase limpa. Deixe de molho por 30 minutos. Em uma frigideira, refogue rapidamente as ervas na manteiga ou azeite. Reserve. Em uma panela, cozinhe o arroz com as 2 xícaras de água e sal até que esteja quase macio (al dente). Escorra o excesso de água, adicione as ervas refogadas, a água de rosas e o açafrão dissolvido. Misture delicadamente. Volte o arroz à panela. Cubra com um pano limpo sob a tampa e cozinhe no vapor por 15 a 20 minutos em fogo baixo. Finalize com os pistaches e as amêndoas previamente tostados. Sirva em seguida.

Toques Finais e Sugestões:

Observação sobre a porção: Esta receita está categorizada como acompanhamento/guarnição. A porção foi definida com base nessa classificação, conforme orientação do post A Composição do Almoço e do Jantar.

1. Dicas de consumo:

Este arroz aromático é excelente para acompanhar preparações festivas como cordeiro assado, kaftas, frango grelhado com especiarias ou ensopados com frutas secas. Também pode ser servido como prato principal leve, acompanhado de saladas e iogurtes temperados.

2. Curiosidades:

A água de rosas é uma infusão delicada feita a partir da destilação de pétalas de rosa. Muito usada na culinária do Oriente Médio, especialmente em pratos cerimoniais e sobremesas, ela confere um perfume sutil e floral aos alimentos. No Irã, o uso da água de rosas é milenar e associado a sentimentos de alegria, espiritualidade e celebração. Quando utilizada com moderação, como nesta receita, proporciona uma experiência aromática refinada, sem se sobrepor aos demais sabores.

Você pode encontrar água de rosas culinária em empórios árabes, mercados especializados em produtos naturais, lojas de produtos importados ou pela internet. É importante verificar se o produto é 100% natural e indicado para uso alimentício, pois algumas versões são produzidas apenas para fins cosméticos.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Essa sopa remete às refeições simples e nutritivas consumidas em vilarejos ou templos budistas. Rica em umami e feita com ingredientes vegetais preservados e fermentados, reflete a filosofia alimentar do Japão antigo: equilíbrio, sazonalidade e respeito à natureza. É uma preparação que convida ao silêncio e à contemplação, oferecendo conforto e profundidade em cada colherada.

Sopa de Arroz com Cogumelos e Missô

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal

Especificação: sopa, cozinha internacional (Japão), vegetais, cogumelos, cereais, vegetariana, vegana, sem lactose

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 1500 g – 4 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (350 g): 245 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de arroz integral
  • 6 xícaras de água
  • 1 pedaço de alga kombu (5 cm)
  • 1 xícara de cogumelos frescos (shiitake ou portobello)
  • 1 colher de chá de gengibre fresco ralado
  • 1 colher de sopa de missô escuro
  • 1 colher de sopa de molho shoyu (opcional)
  • Cebolinha picada para finalizar

Modo de Preparo:

Cozinhe o arroz em 4 xícaras de água até que fique macio. Reserve. Em outra panela, aqueça as 2 xícaras restantes de água com o pedaço de alga kombu e os cogumelos fatiados por cerca de 10 minutos. Retire a alga kombu e adicione o arroz cozido e o gengibre ralado ao caldo. Desligue o fogo. Dissolva o missô com uma concha do caldo quente em um recipiente separado e misture de volta à sopa. Finalize com cebolinha picada e, se desejar, um fio de shoyu.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, acesse o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo

  • Sirva bem quente, em tigelas individuais, preferencialmente de cerâmica ou madeira. Esse caldo pode ser consumido como entrada, em refeições leves ou acompanhado de legumes no vapor para uma refeição completa.
  • Nesta preparação, o arroz integral é cozido com uma quantidade maior de água do que a proporção clássica de 3:1 utilizada para arroz seco. Essa escolha é intencional. Em sopas tradicionais da culinária japonesa, o arroz deve ficar bem macio, liberando parte do amido para dar corpo ao caldo e integrar melhor os sabores. O objetivo não é obter grãos soltos, mas uma textura mais envolvente, que contribui para o caráter reconfortante e contemplativo do prato.

3. Curiosidades:

Preparações como essa são conhecidas no Japão como okayu ou zosui, variações de sopas de arroz muito comuns em períodos de recuperação da saúde ou durante os meses mais frios. O uso do missô, um fermentado de soja, é uma tradição milenar e traz profundidade de sabor, além de propriedades probióticas.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O arroz é um símbolo de vida na China, cultivado há mais de 8 mil anos e presente diariamente nas refeições da população. Tradicionalmente, o arroz branco cozido no vapor é o acompanhamento básico. No entanto, o Chǎofàn, ou arroz frito, surgiu como uma forma engenhosa e saborosa de reaproveitar sobras. Essa é uma prática ancestral que atravessou os séculos e se transformou em um verdadeiro ícone da culinária chinesa.

Essa preparação teve origem durante a dinastia Sui, por volta do século VI, e tornou-se um prato prático e popular nas casas chinesas. Com o tempo, ganhou reconhecimento internacional graças à sua adaptabilidade. Pode ser preparado com poucos ingredientes ou em versões mais sofisticadas, incorporando legumes, carnes, frutos do mar ou alternativas vegetarianas. O segredo está no uso do arroz frio e solto, no wok bem aquecido e na combinação equilibrada de sabores, que juntos conferem o sabor único dessa tradição.

Arroz Frito Chinês Clássico

Categoria: acompanhamento/guarnição, prato principal,

Especificação: arroz, cereal, vegetais, vegetariano, cozinha internacional (China)

Tempo de Preparo: 15 minutos (com arroz cozido previamente

Rendimento: 960 gramas – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (160 g): 205 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de óleo vegetal (de amendoim ou girassol)
  • 2 ovos
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher (chá) de gengibre fresco ralado
  • 1 cenoura média em cubos pequenos
  • ½ xícara de ervilhas frescas ou congeladas
  • 3 xícaras de arroz cozido (frio, preferencialmente de um dia para o outro)
  • 2 colheres (sopa) de molho de soja (shoyu)
  • 1 colher (chá) de óleo de gergelim torrado (opcional)
  • Sal e pimenta do reino branca a gosto
  • 1/4 de xícara de cebolinha verde picada

Modo de Preparo:

Aqueça o wok ou uma frigideira grande em fogo alto. Adicione 1 colher (sopa) de óleo vegetal. Quebre os ovos na frigideira, mexendo rapidamente até que fiquem levemente firmes. Retire os ovos e reserve. Adicione mais 1 colher (sopa) de óleo ao wok. Refogue o alho e o gengibre por alguns segundos até perfumar. Acrescente a cenoura e cozinhe por 2 minutos. Junte as ervilhas e continue refogando por mais 1 minuto. Adicione o arroz frio, soltando os grãos com a espátula. Misture bem por 2 a 3 minutos, até aquecer por completo. Volte com os ovos mexidos para a panela. Tempere com o molho de soja, óleo de gergelim (se usar), sal e pimenta do reino branca. Finalize com a cebolinha fresca e sirva imediatamente.

Toques Finais e Sugestões:


1. Porcionamento: Esta receita rende aproximadamente 6 porções de 160 g, sendo classificada como acompanhamento/guarnição. O porcionamento foi definido com base no post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

O arroz frito pode ser servido sozinho como um prato principal leve ou como acompanhamento de carnes salteadas, frango agridoce, tofu crocante ou legumes ao vapor. É perfeito para refeições rápidas, almoços escolares ou jantares em família.

3. Variações tradicionais:

  • Adição de carne de porco assada (char siu), frango cozido ou camarões
  • Uso de arroz de jasmim (tailandês) para aroma mais floral
  • Substituição do molho de soja por tamari (sem glúten)
  • Versão 100% vegetariana com broto de feijão e repolho picado

4. Curiosidades:

Na China, o arroz frito era preparado pelas famílias para evitar o desperdício sendo uma virtude culturalmente valorizada. A técnica de saltear no wok promove a liberação do chamado wok hei, um sabor defumado e característico muito apreciado na culinária chinesa. Esse prato também serviu de base para muitas variações adaptadas em outros países asiáticos e no Ocidente.


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Esta receita delicada e perfumada é inspirada nas tradições alimentares da antiga civilização do Vale do Indo, que prosperou entre 2600 e 1900 a.C., em regiões que hoje integram o Paquistão, o noroeste da Índia e o leste do Afeganistão. A vida se organizava em torno dos rios férteis, como o Indo, que abasteciam campos de arroz primitivo e ervas silvestres, utilizadas tanto na alimentação quanto em práticas medicinais.

Embora os registros sobre a culinária do período sejam limitados, sabe-se que o arroz começou a ser cultivado nas áreas orientais da região, e que diversas ervas e especiarias já faziam parte da dieta cotidiana. Esta preparação é uma releitura sensível desse passado: combina grãos integrais com o perfume fresco das ervas e a untuosidade do ghee, uma gordura tradicional que atravessa séculos de uso no sul da Ásia.

Mais do que um acompanhamento, o Arroz Aromático com Ervas convida a uma experiência que une sabor, história e memória, um gesto de reconexão com a ancestralidade alimentar e com os sabores essenciais da terra.

Arroz Aromático com Ervas

Categoria: acompanhamento, prato principal,

Especificação: Arroz, cereal, vegano, vegetariano, vegetais, Cozinha internacional (Índia)

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 650 gramas – 5 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (130 gramas): 180 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara de arroz vermelho ou integral
  • 1 colher (sopa) de ghee (ou óleo vegetal)
  • 1 colher de sopa de ervas frescas picadas (coentro, hortelã ou manjericão)
  • 3 xícaras de água
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

Lave o arroz em água corrente e deixe de molho por 15 minutos. Em uma panela, aqueça o ghee e adicione as ervas. Junte o arroz escorrido e refogue por 2 minutos. Acrescente a água e o sal. Tampe e cozinhe em fogo baixo até a água secar e o arroz ficar macio.

Toques Finais e Sugestões:

Esta receita está categorizada como acompanhamento/guarnição. A porção foi definida com base nessa classificação, conforme orientação do post A Composição do Almoço e do Jantar.

Formas de Consumo:

  • Como acompanhamento para pratos com molhos, leguminosas (como dhal ou ensopados de lentilhas) ou vegetais salteados.
  • Como base para um prato único, adicionando legumes assados, cogumelos, grãos-de-bico ou tofu temperado.
  • Em refeições leves ou ayurvédicas, onde é valorizada a simplicidade, o aroma natural e a digestibilidade dos ingredientes.
  • Em menus temáticos, como parte de uma refeição inspirada na culinária do Vale do Indo ou do sul da Ásia.
  • Servido morno ou em temperatura ambiente, ideal para climas mais quentes e refeições ao ar livre.
  • Em marmitas vegetarianas, por sua boa conservação e aroma agradável mesmo após reaquecimento.

Curiosidades:

1. O ghee, ou manteiga clarificada, possui origem milenar na Índia, onde já era utilizado por volta de 2000 a.C., especialmente nos rituais védicos e na medicina ayurvédica. Considerado sagrado, era oferecido aos deuses em cerimônias de fogo e valorizado por suas propriedades terapêuticas e estabilidade em altas temperaturas. Seu uso se difundiu por regiões como o Oriente Médio e o norte da África, mantendo variações culturais e culinárias ao longo dos séculos.

2. A proporção de água varia conforme o tipo de arroz. O arroz branco comum utiliza, em média, a proporção de 1×2 (1 medida de arroz para 2 de água). Já o arroz integral, o arroz vermelho e o arroz selvagem utilizam, em média, a proporção de 1×3. Essa diferença ocorre porque esses grãos mantêm suas camadas externas (farelo e gérmen), que dificultam a entrada inicial de água, tornando a hidratação mais lenta. No entanto, como o tempo de cocção é maior, esses grãos permanecem mais tempo em contato com o líquido e acabam absorvendo uma quantidade total maior de água, resultando em maior rendimento após o cozimento.

3. Deixar o arroz integral ou vermelho de molho antes do preparo não é obrigatório, mas é uma técnica recomendada. O molho promove uma hidratação inicial dos grãos, reduzindo o tempo de cocção e favorecendo uma textura mais macia e uniforme. Além disso, contribui para uma melhor digestibilidade, ao reduzir compostos naturais presentes nas camadas externas do grão, como o ácido fítico. Mesmo utilizando a proporção correta de água (1×3), o molho atua na forma como o grão absorve esse líquido, tornando o processo mais eficiente e o resultado final mais delicado.


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FONTE IMAGEM CAPA:

O Risoto é um prato típico italiano conhecido pela sua cremosidade e textura al dente. O Risoto com Abóbora Cabotiá e Funghi é uma excelente sugestão para um almoço ou jantar especial. Ou ainda para os adeptos da dieta vegetariana, pois não leva carne. A receita é fácil e muito saborosa.

Risoto com Abóbora Cabotiá e Funghi

Categoria:  Prato Principal,

Especificação: Arroz, legumes, Cozinha Internacional (Itália)

Tempo de Pré-preparo: 40 minutos (fundo de legumes)

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: uma porção

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 30 gramas de cebola, em brunoise
  • 70 gramas de abobora, em cubos pequenos
  • 30 ml de vinho branco seco
  • 80 gramas de arroz arbório
  • Uma pitada de sal
  • Fundo de legumes, o suficiente  
  • 15 gramas de funghi
  • 1 colher (sopa) manteiga
  • 50 gramas de queijo tipo grana padano

Modo de Preparo:

Hidrate o funghi e reserve.

Em uma panela refogue a cebola e a abóbora no azeite, sem dourar. Acrescente o arroz e mexa por alguns minutos para que os sabores incorporem aos grãos. Tempere com uma pitada de sal. Deglace com vinho branco e deixe evaporar.

Vá acrescentando o fundo de legumes, concha a concha, mexendo delicadamente e esperando secar para adicionar mais fundo. Quando o arroz estiver no ponto ideal de cozimento (al dente), adicione o funghi já hidratado.

Finalize incorporando a manteiga e mexendo delicadamente. Acrescente o queijo e misture mais um pouco. Ajuste o sal, se necessário e salpique a salsinha. Sirva em seguida.

Dicas:

1. Deglaçar é colocar um líquido (água, vinho, caldo etc.) em uma panela, tabuleiro para soltar os sucos do cozimento grudados no fundo.

3. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando.

3. O fundo ou caldo utilizado para a cocção do arroz deve ser preparado, se possível, na hora e deve ser bem leve, pois o sabor vai concentrando à medida que evapora ao ser acrescentado ao risoto. Para não errar, opte por um fundo de legumes básico.

4. O fundo de legumes pode ser substituído por água durante a cocção.

5. Al dente – a locução italiana al dente significa algo semelhante ao que chamamos de “ao ponto”, ou seja, um estágio intermediário de cozimento, nem muito duro nem muito macio. A massa fica firme, mas não dura. A expressão é empregada tanto para massas quanto para outros alimentos, como arroz e legumes.

6. O risoto aceita, como ingredientes, qualquer tipo de alimento: carnes, peixes, aves, queijos, verduras, legumes e até frutas. Porém, devem ser acrescentados no momento certo, respeitando seus tempos de cozimento. Por exemplo, cogumelos crus podem ser adicionados no início do cozimento, enquanto folhas, como rúcula, devem entrar na finalização, para manter sua textura e sabor.

7. Para soltar o amido, é importante acrescentar fundo aos poucos e mexer o arroz durante todo o cozimento, dando ao risoto sua cremosidade característica. Porém, mexa delicadamente para não quebrar os grãos. O correto é mexer em movimentos circulares, de baixo para cima, delicadamente.

8. O ponto certo do risoto é quando os grãos estiverem cozidos, mas com o centro resistente à mordida. Ele deve ser macio, mas ainda firme. Uma dica boa é, durante o cozimento, de tempos em tempos, pegar um grãozinho de arroz, colocar sobre uma superfície dura e apertar o grão, espremendo-o. Se estiver branco por dentro, não está no ponto. Quando estiver transparente por dentro, está no ponto ideal.

9. A finalização do risoto é outra etapa importante. Acrescente a manteiga e misture delicadamente para depois entrar com o queijo escolhido para o seu risoto. Risotos leves, como o de peixes e frutos do mar, devem ser finalizados sem o queijo ou com um tipo de queijo bem leve. Na finalização também é o momento ideal para entrar com os ingredientes que devem ser servidos praticamente frescos, como por exemplo, as frutas.


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O arroz com furikake é uma preparação simples, nutritiva e muito popular no Japão. Tradicionalmente servido como acompanhamento ou até como uma pequena refeição, esse arroz branco recebe um toque especial com o furikake, uma mistura seca de condimentos à base de gergelim, alga nori, peixe bonito seco (katsuobushi), shoyu e óleo de gergelim. Originalmente criado no início do século XX como uma forma de suplementar a alimentação com cálcio e sabor, o furikake se tornou um dos temperos mais consumidos no Japão, aparecendo também em bentôs, onigiris e sopas. A receita aqui apresentada ensina como preparar um arroz bem cozido, aromatizado com louro e cebola, finalizado com furikake polvilhado por cima. E, para quem preferir, também trazemos uma versão caseira do tempero.

Arroz com Furikake

Categoria:   acompanhamento/guarnição

Especificação: Arroz, cereal, vegetais, cozinha internacional (japão), vegetariana, vegana

Tempo de Preparo: 25 minutos

Rendimento: 750 gramas – 6 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (130 g): 210 kcal

Arroz com Furikake. Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1/2 cebola picadinha
  • 1 folha de louro
  • 1 xícara de arroz branco cru (agulhinha ou japonês)
  • 2 xícaras de água fervente
  • Furikake (comprado ou caseiro), a gosto

Modo de Preparo:

Em uma panela média, aqueça o azeite em fogo baixo. Acrescente a cebola e uma pitada de sal. Refogue até dourar levemente. Junte a folha de louro e o arroz. Misture bem para envolver todos os grãos no refogado. Adicione a água fervente e aumente o fogo para médio. Não mexa mais. Quando a água começar a secar e o arroz estiver quase no ponto, abaixe o fogo e tampe parcialmente a panela. Deixe o arroz cozinhar até que toda a água tenha sido absorvida. Desligue o fogo, tampe a panela completamente e deixe descansar por 5 minutos. Finalize polvilhando o furikake por cima, a gosto. Sirva quente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Esta receita rende aproximadamente 6 porções de 130 g, sendo classificada como acompanhamento/guarnição. O porcionamento foi definido com base no post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo: Sirva como acompanhamento para pratos japoneses, como peixe grelhado, frango teriyaki ou tofu grelhado. Também pode ser usado para montar onigiris (bolinhos de arroz).

3. Curiosidades: O furikake surgiu no Japão no início do século XX, originalmente como um suplemento alimentar rico em cálcio, desenvolvido por um farmacêutico. Hoje, é consumido por crianças e adultos, com diversas variações regionais e comerciais, e considerado um símbolo da praticidade e sabor da culinária japonesa.

4. Dica extra – Furikake caseiro: Se preferir fazer o seu próprio furikake, aqui está uma versão simples e saborosa:

Ingredientes

  • 100 gramas de gergelim branco
  • 100 gramas de gergelim preto
  • 2 colheres (sopa) de shoyu
  • 1 envelope de tempero de peixe bonito seco (hondashi)
  • 1 colher (sopa) de óleo de gergelim
  • 2 a 3 algas nori, cortadas em pedacinhos

Modo de Preparo

Em uma frigideira seca, torre o gergelim em fogo médio, mexendo sempre até dourar e estalar. Adicione o shoyu, o óleo de gergelim, o hondashi e a alga nori. Mexa rapidamente até que a mistura fique seca e bem envolvida. Abaixe o fogo e continue mexendo por mais 1 a 2 minutos, sem deixar queimar. Retire do fogo e espalhe em uma travessa para esfriar completamente. Armazene em pote hermético por até 3 semanas.


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A Paella Valenciana é um dos pratos mais emblemáticos da gastronomia espanhola. Originária da região de Valência entre os séculos XV e XVI, era preparada pelos camponeses com os ingredientes disponíveis: arroz, coelho, frango, feijões verdes e açafrão. O cozimento em fogo vivo sobre brasas, em uma paelleira de grande diâmetro, resultava em um prato rico, aromático e de sabor marcante.

Com o passar dos séculos, surgiram inúmeras versões, como a Paella Marinera, a Paella Negra e a Paella Mista, porém a versão valenciana continua sendo considerada a mais tradicional.

Paella Valenciana Tradicional

Categoria:  Prato Principal,

Especificação: Arroz, Frutos do mar, Aves, Carnes vermelhas, Carne Suína, Carne de caça, Cozinha Internacional (Espanha), sem lactose, sem glúten

Tempo de Pré-preparo: 40 minutos

Tempo de Preparo: 1 hora

Rendimento: 1100 gramas – 3 porções

Dificuldade: Médio

Calorias por porção (350 g): 690 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Fundo de Camarão

  • Cabeça e cascas retiradas na limpeza dos camarões
  • 30 gramas de cebola, picada
  • 30 gramas de cenoura, picada
  • 30 gramas de salsão (aipo), picado
  • 30 gramas de alho poró, picado
  • 2 dentes de alho, esmagado
  • 1 folha de louro
  • 1 ramo de tomilho
  • 1 litro de água

Paella

  • 50 gramas de camarão médio
  • 500 ml de fundo de camarão
  • 3 unidades de camarão grande, com casca
  • 50 gramas de lula, em anéis
  • 1 sobrecoxa de frango (sem o osso), em pedaços pequenos
  • 50 gramas de coelho, em pedaços pequenos
  • 20 gramas de chourizo espanhol, em rodelas
  • 50 gramas de tentáculos de polvo, inteiro
  • 50 ml de vinho branco
  • 1/2 cebola, em brunoise
  • Azeite, o suficiente
  • 100 ml de arroz parboilizado
  • 2 dentes de alho, picadinho
  • 1/2 tomate maduro, picadinho
  • 50 gramas de feijão verde
  • 1 colher (café) açafrão, hidratado em água morna
  • Sal, a gosto
  • 3 a 4 mexilhões
  • 1/6 de pimentão vermelho
  • 1/6 de pimentão verde
  • 1/6 de pimentão amarelo
  • Salsinha, a gosto

Modo de Preparo:

Fundo de Camarão

Limpe os camarões médios e reserve na geladeira.

Adicione as cascas e cabeça dos camarões em uma panela alta. Coloque os demais ingredientes do fundo e ferva em fogo baixo por, no máximo 35 minutos. Quando formar espuma na superfície, retire com uma escumadeira. Esta espuma é impureza. Coe o líquido e reserve.

Paella

Em uma paelleira ou frigideira grande, salteie separadamente as proteínas: camarões grandes, anéis de lula, chourizo, frango e coelho. Reserve cada uma em refrigeração. Cozinhe os tentáculos de polvo por 20 minutos, retire e reserve. Deglace a frigideira com vinho branco e metade do fundo de camarão. Reserve este líquido.

Na paelleira, aqueça azeite e refogue a cebola até dourar. Adicione o arroz, o alho e o tomate. Refogue por 1 minuto. Acrescente o polvo, a lula, o feijão verde, o frango, o açafrão e o sal. Coloque o líquido reservado e complete com mais fundo até cobrir o arroz. Cozinhe em fogo médio por cerca de 20 minutos, ajustando com mais fundo se necessário.

Quando o arroz estiver al dente, adicione os camarões médios, os mexilhões e os pimentões. Cozinhe até o líquido secar. Tampe a paelleira por 5 minutos. Finalize com salsinha e sirva diretamente na paelleira.

Para finalizar, coloque ramos de salsinha para decorar. Sirva a paelleira diretamente na mesa e deixe todos se deliciarem.

Toques finais e sugestões

Porcionamento: Esta receita foi ajustada como prato principal, considerando porções de 350 g, conforme o post A Composição do Almoço e do Jantar.

1. Dicas de consumo

  • Sirva a paella imediatamente, mantendo-a na própria paelleira para preservar o calor e o aroma.
  • Uma leve camada dourada no fundo, chamada socarrat, é tradicional e desejada.

2. Curiosidades

  • O açafrão é um dos ingredientes responsáveis pela cor dourada clássica da paella valenciana.
  • A versão original não leva frutos do mar, e sim frango, coelho e feijão. As variações com frutos do mar popularizaram-se depois nas regiões costeiras.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Baião de Dois é uma preparação tradicional da cozinha nordestina, especialmente associada ao Ceará e ao sertão nordestino. A receita combina dois ingredientes fundamentais da alimentação brasileira – arroz e feijão – tradicionalmente preparados com feijão de corda ou feijão verde, formando um prato nutritivo, saboroso e de forte identidade regional.

Sua origem está relacionada à alimentação sertaneja, marcada pelo aproveitamento de ingredientes acessíveis e pela necessidade de preparar refeições substanciosas. A combinação de arroz e feijão ganhou diferentes interpretações ao longo do tempo, incorporando ingredientes característicos da região, como manteiga de garrafa, queijo coalho, pimenta de cheiro, coentro e outros temperos locais.

O nome “Baião de Dois” também está relacionado ao universo cultural nordestino e ao baião, gênero musical que se tornou um dos símbolos da cultura da região. A preparação ultrapassou as fronteiras do sertão e tornou-se uma das receitas mais conhecidas da gastronomia nordestina.

Baião de Dois

Categoria: Acompanhamento/Guarnição, Prato Principal

Especificação: Arroz, Feijão, Cozinha Brasileira (Região Nordeste, Ceará e sertão), vegetariana, sem glúten

Tempo de Pré-preparo: 30 minutos

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 600 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (200 g): 290 kcal

Baião de Dois. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 80 g de feijão verde (feijão de corda), cru
  • Sal, a gosto
  • 80 g de arroz
  • 1 colher (sopa) de manteiga de garrafa
  • 1/4 de cebola, picada
  • 1 dente de alho, picado
  • 1 pimenta de cheiro, picada
  • 1/2 xícara (chá) do caldo do cozimento do feijão
  • 3 talos de cebolinha, picados
  • 3 ramos de coentro, picados
  • 40 g de queijo coalho, em cubinhos

Modo de Preparo:

Cozimento do feijão: cozinhe o feijão verde em água com sal até ficar macio, porém ainda íntegro. Reserve o feijão escorrido e 1/2 xícara (chá) do caldo do cozimento.

Cozimento do arroz: prepare o arroz normalmente, até que os grãos estejam cozidos e soltinhos. Reserve.

Refogado: em uma caçarola, aqueça a manteiga de garrafa. Acrescente a cebola e refogue até começar a ficar translúcida. Junte o alho e a pimenta de cheiro e refogue brevemente, sem deixar o alho escurecer.

Incorporação do feijão: acrescente o feijão cozido e escorrido ao refogado. Misture delicadamente para envolver os grãos nos temperos.

Finalização do arroz: acrescente o arroz cozido e a cebolinha. Misture cuidadosamente para não desmanchar o feijão.

Ajuste de textura: adicione gradualmente o caldo reservado do feijão, misturando até obter uma preparação úmida, mas sem excesso de líquido. Ajuste o sal, se necessário.

Finalização: desligue o fogo e acrescente os cubinhos de queijo coalho e o coentro. Misture delicadamente e sirva imediatamente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como acompanhamento. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o posts A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Consumo:

  • Sirva o Baião de Dois imediatamente após o preparo, quando o queijo coalho ainda estiver macio e a preparação apresentar textura cremosa e úmida.
  • Como acompanhamento, combina especialmente bem com carnes grelhadas, carnes de sol, carne seca, bistecas e outras preparações de perfil regional.
  • Também é possível acrescentar uma proteína desfiada, como carne de sol ou galinha, durante o preparo do Baião de Dois, transformando a preparação em um prato ainda mais substancioso e completo.
  • Para uma apresentação mais refinada, utilize o queijo coalho em cubos regulares e finalize com folhas pequenas de coentro e cebolinha.
  • O caldo do feijão deve ser acrescentado aos poucos. A quantidade efetivamente utilizada pode variar conforme a umidade do arroz e a textura desejada.
  • Se preparado para serviço posterior, o ideal é reaquecer delicadamente com pequena quantidade de caldo ou água, evitando que o arroz fique ressecado.

3. Curiosidades:

  • O nome Baião de Dois faz referência ao baião, gênero musical tradicional do Nordeste brasileiro, estabelecendo uma relação entre a gastronomia e a cultura musical da região.
  • A preparação está fortemente associada ao sertão nordestino, especialmente ao Ceará, embora existam versões do prato em diferentes estados do Nordeste.
  • O Baião de Dois reúne dois alimentos fundamentais da alimentação brasileira, o arroz e o feijão, em uma única preparação, combinação que contribui para seu caráter nutritivo e substancioso.
  • O feijão de corda ou feijão verde, tradicionalmente utilizado na receita, é um ingrediente bastante presente na alimentação nordestina e contribui para a identidade regional do prato.
  • A manteiga de garrafa e o queijo coalho são ingredientes característicos que reforçam o vínculo do Baião de Dois com a culinária sertaneja e nordestina.
  • Existem inúmeras variações da receita. Dependendo da região e dos costumes familiares, podem ser acrescentados carne de sol, galinha, carne seca, bacon ou linguiça, entre outros ingredientes.
  • Embora seja frequentemente servido como prato completo, o Baião de Dois também pode ser apresentado como acompanhamento ou guarnição, especialmente quando servido em porções de menor tamanho.
  • A receita exemplifica como a cozinha brasileira transforma ingredientes cotidianos em preparações de forte identidade cultural e regional, preservadas e reinterpretadas ao longo das gerações.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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O Feijão Tropeiro é uma preparação tradicional associada à cultura dos tropeiros, homens que conduziam tropas de muares e cavalos pelo interior do Brasil, transportando mercadorias entre diferentes regiões. Durante as longas jornadas, eram necessárias preparações nutritivas, resistentes e relativamente simples de transportar e preparar. O feijão, combinado à farinha de mandioca e a ingredientes como carnes suínas, ovos e temperos, formava uma refeição substanciosa e adequada às condições das viagens.

Embora sua formação esteja relacionada às rotas percorridas pelos tropeiros por diferentes partes do território brasileiro, o Feijão Tropeiro tornou-se especialmente representativo da gastronomia de Minas Gerais, onde integra a tradição culinária regional e permanece presente tanto na alimentação cotidiana quanto em manifestações da cultura popular. Em Belo Horizonte, por exemplo, ganhou notoriedade também por sua associação ao futebol e ao tradicional “Tropeirão do Mineirão”.

A preparação reúne ingredientes característicos da cozinha brasileira, como feijão, farinha de mandioca, couve e carne suína, resultando em um prato de sabor marcante, textura úmida e levemente granulada e grande valor de saciedade.

Feijão Tropeiro

Categoria: Prato Principal,

Especificação: Feijão, carnes, Cozinha brasileira (Minas Gerais), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 12 horas (de molho)

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 500 gramas – 2 porções

Dificuldade: Médio

Calorias por porção (250 g): 560 kcal

Feijão Tropeiro. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 100 g de feijão vermelho
  • 1/2 folha de louro
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 50 g de bacon em cubos
  • 100 g de linguiça calabresa em rodelas
  • 2 ovos
  • 1 folha de couve rasgada
  • 2 dentes de alho bem picados
  • 1/4 de cebola bem picada
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto
  • 1 colher (café) de pimenta Calabresa
  • 2 ramos de salsinha bem picados
  • 2 talos de cebolinha bem picados
  • 40 g de farinha de mandioca crua

Modo de Preparo:

Deixe o feijão de molho[1] por 12 horas. Escorra a água do molho, coloque o feijão em uma panela comum[2], cubra com água e acrescente o louro. Cozinhe por aproximadamente 20 minutos, ou até que os grãos estejam cozidos, porém ainda firmes. Escorra e reserve.

Aqueça o óleo em uma panela ou frigideira. Frite o bacon até começar a dourar. Acrescente a linguiça calabresa e frite até que esteja levemente dourada. Retire as carnes e reserve, mantendo na panela a gordura liberada durante a fritura.

Bata levemente os ovos e tempere com sal e pimenta-do-reino. Coloque-os na mesma panela, acrescentando um pequeno fio de óleo, se necessário. Mexa delicadamente até que estejam cozidos, formando pedaços macios. Retire e reserve. Em outra panela, refogue a couve rapidamente, temperando com uma pequena quantidade de sal. Reserve.

Na panela utilizada para fritar o bacon e a linguiça, doure o alho e a cebola na gordura restante. Acrescente o feijão cozido e escorrido. Tempere com sal e pimenta calabresa e refogue por aproximadamente 2 minutos, envolvendo os grãos nos temperos. Junte o bacon, a linguiça, os ovos e a couve. Acrescente a salsinha e a cebolinha. Adicione a farinha de mandioca aos poucos, misturando delicadamente até obter uma preparação úmida e bem incorporada. A quantidade de farinha pode ser ajustada conforme a umidade do feijão e a textura desejada, sem deixar o preparo excessivamente seco. Sirva imediatamente.


Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte o post ‘A Composição do Almoço e do Jantar’.

2. Dicas de Consumo:

  • Sirva o Feijão Tropeiro ainda quente, como prato principal.
  • Tradicionalmente, pode ser acompanhado de arroz branco, couve refogada, ovo frito e, conforme a ocasião, torresmo.
  • Para uma apresentação mais contemporânea, porcione o tropeiro em aro e finalize com couve refogada ou um ovo de gema cremosa.
  • O ponto ideal é obtido quando os grãos permanecem inteiros e macios, envolvidos pela gordura e pelos temperos, enquanto a farinha proporciona liga sem retirar a umidade da preparação. A mistura deve ser feita delicadamente para evitar que o feijão se desmanche.
  • A farinha deve ser incorporada gradualmente. O objetivo é obter um tropeiro úmido e solto, e não uma farofa seca.
  • O prato também pode ser servido como acompanhamento de carnes assadas ou grelhadas, caso a porção seja reduzida.

3. Curiosidades:

  • Em Minas Gerais, a preparação também ganhou forte associação com o futebol, especialmente por meio do tradicional tropeiro comercializado no Mineirão.
  • O nome “tropeiro” está relacionado aos tropeiros, responsáveis pelo transporte de mercadorias e animais por extensas rotas terrestres no Brasil.
  • A farinha de mandioca tinha importância estratégica na alimentação dos viajantes por ser um ingrediente seco, de boa conservação e fácil transporte.
  • A presença da couve aproxima a preparação da tradição culinária mineira e é uma das combinações mais reconhecidas do prato.
  • O Feijão Tropeiro ultrapassou o contexto das antigas tropas e se consolidou como um dos pratos emblemáticos da gastronomia mineira.

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A Salada de Papaia Verde, conhecida como Som Tam Thai, é uma das preparações mais emblemáticas da culinária da Tailândia, especialmente da região nordeste do país, chamada Isan. O nome “Som Tam” pode ser traduzido como “pilar o azedo”, uma referência direta à técnica tradicional de preparo no pilão, onde os ingredientes são levemente macerados para liberar aromas e equilibrar sabores.

Essa salada representa com precisão a filosofia da cozinha tailandesa, que busca harmonia entre os cinco sabores fundamentais: azedo, doce, salgado, picante e umami, além de valorizar a textura crocante e a sensação de frescor. Tradicionalmente preparada com papaia ainda verde, o prato combina ingredientes simples, mas intensos, como molho de peixe, açúcar de palma, pimenta fresca, camarão seco e amendoim tostado, resultando em uma salada vibrante, aromática e extremamente refrescante.

Som Tam Thai – Salada de Papaia Verde

Categoria:  Entrada, Acompanhamento/Guarnição,

Especificação: Salada clássica, salada de grãos e leguminosas, cozinha internacional (Tailândia), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 360 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 120 kcal

Som Tam Thai (Salada de Papaia Verde). Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 pimenta malagueta verde, fresca, pequena, inteira
  • 2 dentes de alho
  • 120 gramas de mamão papaia verde ou de vez, descascado e cortado em palitos grandes
  • 40 gramas de feijão verde, cozido
  • 25 gramas de amendoim sem sal, tostado
  • 12 gramas de camarão seco pequeno
  • 6 tomates cereja, cortado em quatro
  • 2 colheres (sopa) de suco de lima ou limão
  • 35 gramas de açúcar de palma
  • 2 colheres (sopa) de molho de peixe (nam pla)

Modo de Preparo:

Em um pilão, coloque a pimenta, o alho e uma pequena parte do mamão. Triture levemente até liberar aromas, sem formar uma pasta homogênea. Transfira para uma tigela e acrescente o feijão-verde, o amendoim, o camarão seco, o tomate e o restante do mamão. Misture delicadamente. Adicione o suco de lima ou limão, o açúcar de palma e o molho de peixe. Misture novamente até que os sabores estejam bem equilibrados. Sirva imediatamente.

Toques finais e sugestões:

1. Observação sobre a porção: Esta preparação está padronizada como entrada, com porção individual de 120 g, adequada para abrir a refeição de forma leve, fresca e estimulante ao paladar, conforme a composição de refeições apresentada no post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • Sirva a salada bem fresca, logo após o preparo, para preservar a crocância do mamão e o frescor dos aromas.
  • Pode ser acompanhada de folhas verdes delicadas ou servida como contraponto refrescante a pratos mais intensos da culinária asiática.
  • Ajuste o nível de picância conforme o perfil do público, reduzindo ou aumentando a quantidade de pimenta.
  • Na Tailândia, é tradicionalmente servida como acompanhamento de arroz glutinoso, galinha assada e vegetais crus, como a couve chinesa.

3. Curiosidades:

  • Existem diversas variações regionais da receita, algumas mais salgadas, outras mais picantes ou com adição de ingredientes fermentados.
  • Na Tailândia, o Som Tam é frequentemente preparado e servido na hora, em bancas de rua, utilizando o pilão como ferramenta essencial.

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Arroz de Sushi

O arroz é um dos pilares da culinária japonesa e peça-chave na preparação de sushis, temakis e outras receitas tradicionais. Utiliza-se o arroz de grão curto, que possui maior concentração de amido, proporcionando a textura pegajosa e maleável necessária para moldar os rolinhos com firmeza.

Na tradição japonesa, há duas variedades principais de arroz: o uruchimai (arroz simples de grão curto) e o mochigome (arroz glutinoso). O primeiro é o mais comum e ideal para sushi, enquanto o segundo é mais pegajoso, indicado para doces típicos como mochi.

O sumeshi, também conhecido como arroz avinagrado, é a base para o sushi. Seu preparo consiste no cozimento do arroz japonês seguido da adição de uma mistura equilibrada de vinagre de arroz, sal, açúcar e saquê. Essa combinação realça o sabor e equilibra os elementos doce, salgado e ácido característicos da culinária japonesa.

Esta receita foi aprendida durante meu curso de gastronomia, ensinada por uma professora que viveu na Ásia por alguns anos. É simples, mas requer atenção ao processo. Vamos ao preparo?

Categoria: Acompanhamento/Guarnição,

Especificação: Arroz, Cozinha Internacional, Cozinha Japonesa, Cereal,

Tempo de Preparo: 50 minutos + tempo de resfriamento

Rendimento: 900 gramas de arroz cozido

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (25g): 40 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 350 gramas de arroz de grão curto (Arroz japonês)
  • 500 mililitros de água
  • 1/2 unidade de alga kombu (alga aromatizada) – opcional
  • 1/4 de xícara de vinagre de arroz
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 colher (sopa) de açúcar
  • 1 colher (sopa) de saquê

Modo de Preparo:

Lave o arroz: Lave bem o arroz em água corrente até que a água saia quase transparente. Isso remove o excesso de amido.

Deixe descansar: Coloque o arroz em uma panela de fundo grosso com a água e a alga kombu (caso esteja usando). Deixe descansar por 30 minutos.

Cozinhe o arroz: Leve a panela ao fogo médio. Quando começar a ferver, retire o kombu e reduza o fogo ao mínimo. Cozinhe até que a água seque completamente.

Prepare o tempero: Enquanto o arroz cozinha, aqueça o vinagre de arroz, o sal, o açúcar e o saquê em uma panela pequena, sem deixar ferver. Mexa até que tudo esteja bem dissolvido. Reserve.

Deixe o arroz descansar: Após o cozimento, desligue o fogo e deixe o arroz descansar tampado por 10 minutos.

Tempere o arroz: Transfira o arroz para um tabuleiro largo (ou uma vasilha de madeira própria para sushi). Despeje o tempero sobre o arroz e com uma espátula faça um corte em formato de cruz, para incorporar o tempero sem quebrar os grãos.

Corte em formato de cruz. Imagem Adriana Tenchini.

Resfrie o arroz: Leve à geladeira para esfriar. Cubra com um pano úmido ou filme plástico até o momento de usar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de Consumo:

  • Esse arroz deve ser utilizado frio, na montagem de sushis, temakis, bolinhos de arroz (onigiri) ou como acompanhamento para pratos japoneses frios.
  • Mantenha coberto para não ressecar, e consuma preferencialmente no mesmo dia.

2. Porcionamento e aplicação em sushi: O rendimento desta receita deve ser considerado em peso, pois a quantidade de unidades varia conforme o tipo de sushi preparado. Em média:

  • Hossomaki (fino), Maki e Uramaki: utilizam cerca de 100 g de arroz pronto em cada rolinho (cada rolinho rende 8 unidades)
  • Nigiri e Temaki: utiliza cerca de 50 g de arroz pronto por unidadee

3. Curiosidades

  • A palavra sumeshi significa literalmente “arroz avinagrado” (su = vinagre, meshi = arroz).
  • A alga kombu acrescenta um leve sabor umami ao arroz, mas é opcional.
  • A técnica de misturar o arroz com o tempero usando cortes é tradicional, pois evita amassar os grãos e garante uniformidade na absorção.

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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Que tal uma receita diferente de arroz para abrilhantar o seu menu! Este prato é super saboroso e muito fácil de fazer.

Arroz de Espumante com Bacon e Amêndoas

Categoria: Acompanhamento / Guarnição, Prato Principal

Especificação: Arroz

Rendimento: 6 porções

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 3 colheres (sopa) de azeite
  • 1 xícara (chá) de bacon picado
  • 4 dentes de alho em brunoise
  • 2 xícaras (chá) de arroz
  • 2 xícaras (chá) de espumante
  • 2 xícaras (chá) de água
  • Sal, q.b.[1]
  • Amêndoas laminadas, q.b.

[1] Q.b. – quanto bastar.

Modo de Preparo:

Em uma panela doure o alho e a cebola no azeite. Adicione o bacon fritando-o. Junte o arroz e refogue por um minuto. Tempere com sal.

Acrescente o espumante, deixando evaporar o álcool. Coloque a água e deixe em fogo baixo até o arroz secar. Finalize com amêndoas laminadas.


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