Canela

Nome científico: Cinnamomum zeylanicum

Sinônimo: canela, canela verdadeira, canela de cheio, canela da índia, canela de tubo, canela do ceilão, canela rainha.

Canela. Imagem de Steve Buissinne por Pixabay

Origem: é obtida do tronco da árvore caneleira, nativa do antigo Ceilão, atual Sri Lanka, ao sul da Índia. Cinnamomum é derivado da palavra indonésia “Kayumanis”, que significa madeira doce. É conhecida desde a antiguidade. Era tão valorizada que era um item a ser presenteado a reis e rainhas. É mencionada na Bíblia, no livro Êxodo 30:23, quando Deus ordenou a Moisés o uso da canela. É mencionada por Heródoto e outros escritores clássicos. Em 1500 a.C. uma rainha do Egito usou canela em seus perfumes. Durante os séculos XIV a XVI, a canela era um dos motivos de inúmeras embarcações partirem para o Oriente, especificamente para o Ceilão. No início do século XVI, a canela era trazida por comerciantes portugueses direto do Ceilão. Portugal tinha o monopólio da especiaria neste período, porém, foi perdendo gradativamente para a Companhia das Índias Orientais holandesa, que se apossou dos entrepostos portugueses a partir de 1638.

Características: a caneleira é uma árvore pequena que fornece madeira de alta qualidade e uma casca aromática. Possui folhas de formato ovalado e as flores, que florescem em pequenos maços, são esverdeadas e possuem um odor distinto. A fruta arroxeada, produz uma única semente. A casca macia aparece após retirar a primeira camada do tronco da caneleira. Essa casca é cortada em pedaços e colocada para secar ao sol. Suas pontas se enrolam e formam um pequeno canudo.

Uso Medicinal: além de ser utilizada na alimentação, a canela é usada para dar brilho aos cabelos, em cosméticos, perfumes, sabonetes e medicamentos. É conhecida por curar resfriados. A Associação de Medicamentos dos Estados Unidos indica o uso de uma colher (chá) diariamente de canela para reduzir o açúcar no sangue e melhorar a taxa de colesterol.

Uso na Gastronomia: a canela é utilizada na culinária (em casca ou em pó) como condimento, aromatizante e na preparação de licores e alguns tipos de doces e salgados. Ingrediente indispensável na confeitaria europeia. No oriente é utilizada para temperar carnes (em especial, cordeiro) e complementar alguns temperos. Os árabes preparam um delicioso arroz com canela. Na cozinha indiana, a casca é frita em óleo quente até desenrolar, liberando totalmente o seu sabor. A canela em pó está presente em diversas receitas de garam masala e curry. No Brasil, a canela é utilizada principalmente em pratos doces. A canela em pau é utilizada em doces de frutas como a abóbora, a laranja e o mamão. A canela em pó é empregada no arroz doce, curau e bolos. Durante as festas juninas coloca-se a canela no quentão e no vinho quente.

Curiosidades: 1. No Egito era utilizada como um perfume para fins de embalsamento. 2. Era usada pelos gregos, romanos e hebreus para aromatizar o vinho. 3. Na China e na Índia tinha fins religiosos. 4. A canela, juntamente com outras especiarias, tais como cravo, pimenta do reino e noz moscada, eram utilizadas como moeda de troca para pagar serviços, impostos, acordos, obrigações religiosas, dívidas e até mesmo heranças, dotes, reservas de capital e divas de um reino. 5. De acordo com a medicina chinesa, a canela possui propriedades curativas. 6. Na espiritualidade, a canela atrai a energia da abundância, do dinheiro, do emprego, do sucesso nos negócios, da prosperidade. Traz sorte, afasta energia negativas e atrai as positivas. Também protege física e espiritualmente. 7. A canela é considerada símbolo do amor e sabedoria, sendo muitas vezes empregada em poções mágicas para conquistar a pessoa amada. 8. Muitas pessoas, no primeiro dia do mês, assopram a canela em pó na porta de entrada da casa (de fora para dentro) para atrair prosperidade.

Doce de Abóbora com Coco. Imagem Adriana Tenchini.

Doce de Abóbora com Coco

É uma das sobremesas mais brasileiras e três estados disputam o título de origem: Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. 

Panqueca de Banana com Aveia e Canela

É um receita fácil e saudável para o lanche ou café da manhã.

Panqueca de Banana com Aveia e Canela. Imagem Adriana Tenchini.

Temperando e Condimentando

Conceitos e Teorias de Gastronomia

Receitas com Canela

Assine meu blog

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.

Todos os Posts

Para saber mais sobre Gastronomia acesse: Conceitos e Teorias


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou do texto? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.

Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

REFERÊNCIAS:

INSTITUTO Americano de Culinária. O chef profissional. 3. ed. São Paulo: Senac, 2010.

LINGUANOTTO NETO, N. Ervas e especiarias com suas receitas. São Paulo: Editora Gourmet Brasil, 2006.

PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

Hortelã / Menta

Nome científico: Mentha[1]

Sinônimo: Hortelã e Menta, basicamente sinônimos, devido à imensa variedade de plantas. Hortelã-pimenta, Hortelã roxa, poejo, levante, hortelã comum, hortelã das hortas.

Hortelã. Imagem de Manfred Richter por Pixabay.

Origem: existem muitas espécies, algumas são originárias do sul e centro da Europa, outras do Oriente Médio e do centro da Ásia. Foi muito importante em antigas culturas: egípcios, gregos, hebreus e romanos. Sendo muito popular também na cultura árabe. É citada nas obras de Plínio, o Velho, e Hipócrates, o pai da medicina. Plínio recomendava que os estudantes utilizassem um ramo de menta para estimular a mente, fato hoje comprovado em estudos modernos. Os romanos cultivavam e conservavam a menta em picles e introduziram na Inglaterra. Na Idade Média, a erva era cultivada nos monastérios e utilizada para fins medicinais. No Oriente, a menta é utilizada desde a antiguidade. Por exemplo, na Índia é moída com coco e forma a base de vários tipos de curry, juntamente com manga verde, cebolas e outros.

Características: é uma planta herbácea, perene, rasteira, que pode atingir alturas variadas, de 15 cm até um metro de altura, dependendo da espécie. Suas folhas são verdes, ovaladas, rugosas e aromáticas. Pode ser cultivada o ano todo, pois tolera bem tanto o calor quanto o frio, porém, ela se desenvolve melhor em solos ricos em matéria orgânica e úmidos. A Hortelã comum (Mentha spicata) apresenta folhas verdes ligeiramente aveludadas, ovais e com bordas serrilhadas. Seu aroma característico provém da alta concentração do óleo essencial Mentol[2] em suas folhas, também presentes nas outras espécies da mesma família. No Brasil, encontram-se também as variedades mais comuns de menta, hortelã-pimenta (Mentha piperita) e o poejo (Mentha pulegium).

Uso Medicinal: a infusão preparada com as folhas é utilizada no tratamento de anemia, cólica menstrual, diarreia, como calmante e para combater vermes, sendo que neste último caso é preparado com leite. É também utilizada para tratamento de sintomas digestivos, resfriados e dores de cabeça e musculares. Externamente, é usada em ferimentos e contusões na pele, e ainda, como bochechos nas dores de dente, garganta e em inflamações da boca, gengiva e dor de dente. Entra ainda na composição de óleos essenciais e perfumaria.

Uso na Gastronomia: Pode ser utilizada nas formas fresca (em qualquer preparação, salgada ou doce), ou seca (mais comum no Oriente Médio). A hortelã fresca é muito utilizada na culinária árabe, por exemplo, no tabule e no quibe cru. Outro clássico é a geleia de hortelã que acompanha receitas de carneiro e cordeiro. No Vietnã a hortelã é adicionada em saladas ou a pratos que acompanham os rolinhos primavera. No Irã é servida com pepinos e iogurte. Na Índia utilizam em curry e chutney. Os indianos também usam a hortelã para suavizar os temperos picantes de carnes e legumes. A hortelã/menta é também muito utilizada no preparo de refrescos, chás digestivos, drinques e licores. A hortelã pode ser utilizada em saladas, carnes, para temperar queijos, sopas frias, sucos e frutas.

Curiosidades: Além de curar o corpo, a erva é poderosa contra os males do espírito. Seu efeito calmante ajuda a aliviar o estresse e o nervosismo e, por isso, ter a hortelã plantada em casa afasta as brigas familiares e harmoniza o lar.

Benefícios nutricionais e/ou medicinais:

1. Previne infecções, aumentando a imunidade: a hortelã é rica em vitaminas A, C e do complexo B que atuam como um poderoso antioxidante ajudando a combater os radicais livres. Seu consumo fortalece o organismo, aumentando a imunidade e ajudando a prevenir gripes, resfriados e infecções.

2. Tem efeito calmante: o chá de hortelã, assim como o de camomila, tem efeitos tranquilizantes, que atuam diretamente no cérebro, fazendo com que o corpo consiga relaxar com mais facilidade, reduzindo a sensação de fadiga.

3. Alivia náuseas: o aroma do óleo essencial de hortelã ou folhas de hortelã frescas pode ajudar a aliviar sensação de enjoo e ânsia.

4. Combate os problemas digestivos: a erva relaxa os músculos do estômago e melhora o fluxo de bile, que o corpo usa para digerir gorduras. A hortelã é muito eficiente para diminuir a síndrome do cólon irritado, podendo ajudar no tratamento de inchaço, dores abdominais, gases e diarreia.

5. Melhora a saúde bucal: os xaropes, pastas de dentes e enxaguantes utilizam o frescor da hortelã/menta para deixar o sabor mais agradável. Além disso, as propriedades da hortelã auxiliam na limpeza da boca durante a escovação e no combate às cáries.  

6. Alivia coceira e irritações da pele: é anti-inflamatório e antipruriginoso podendo ser usada de forma tópica para o alívio de coceiras na pele. É um ótimo remédio para irritações como urticária.

7. Promove a saúde do coração: auxilia no controle dos níveis de colesterol no organismo, reduzindo o LDL e aumentando o HDL prevenindo doenças cardiovasculares.

8. Alivia sintomas de asma e doenças respiratórias: o aroma da hortelã é benéfico ajudando a liberar as vias aéreas. Pessoas que sofrem de asma ou outros problemas respiratórios podem utilizar a erva tanto por meio de inalação quanto pelo consumo do chá. Para facilitar a respiração instantaneamente, adicione cerca de cinco folhas de hortelã em um pouco de água quente e inale.

9. Previne o câncer:  o mentol presente na hortelã contém propriedades que ajudam na prevenção de diferentes tipos de câncer, em especial o câncer de próstata.

10. Alivia a dor: as folhas de hortelã podem aliviar dores de cabeça, dores musculares e dores de estômago. Para relaxar os músculos pode-se utilizar oito gotas de óleo essencial de hortelã, uma xícara de sal marinho e um terço de xícara de azeite. Mistura e massageie o local dolorido por uns dez minutos e enxague.

11. Melhora a memória:  alguns pesquisadores descobriram que o óleo essencial de hortelã aumenta o estado de alerta e a memórias dos indivíduos.

12. Ajuda no emagrecimento: a hortelã pode ser utilizada como aliada nas dietas de emagrecimento. Como visto, a erva é rica em antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres, auxilia no controle dos níveis de colesterol, favorece o funcionamento gastrointestinal, diminui o inchaço do corpo e regula o metabolismo.

Tabela Nutricional da Hortelã:

Porção de 100 gramas

NUTRIENTEQUANT.UNID.
Calorias (valor energético)44kcal
Água85,55g
Proteína3,29g
Carboidratos8,41g
Gorduras Totais0,73g
Cálcio199mg
Ferro11,87mg
Magnésio63mg
Fósforo60mg
Potássio458mg
Sódio30mg
Zinco1,09mg
Vitamina A, Retinol203µg
Vitamina B1, Tiamina0,078mg
Vitamina B2, Riboflavina0,175mg
Vitamina B3, Niacina0,948mg
Vitamina B6, Piridoxina0,158mg
Vitamina B9, Ácido Fólico105µg
Vitamina B12, Cianocobalamina0µg
Vitamina C, ácido ascórbico13,3mg
Vitamina D0mg
Vitamina K0µg
Gorduras saturadas0,191g
Gorduras monoinsaturadas0,025g
Gorduras poli-insaturadas0,394g
Fibra Alimentar6,8g
Fonte: TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ALIMENTOS. São Paulo: Departamento de Informática em Saúde, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Disponível em: https://tabnut.dis.epm.br/Alimento

Tabule

O Tabule é um prato tradicional da culinária árabe, originário do Líbano, onde é servido por cima de folhas de alface. Está presente em todas as casas e na mesa nas festas árabes.

Suco de Abacaxi com Hortelã

O suco é rico em antioxidantes que eliminam os radicais livres e fortalece o sistema imunológico. O suco ainda auxilia na digestão, faz bem para a saúde da pele e dos cabelos, além de ser muito saboroso.

Temperando e Condimentando

Conceitos e Teorias de Gastronomia

Receitas com Hortelã

Assine meu blog

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.

Todos os Posts

Nuvem de Tags

Alho azeite Açúcar Cebola Coentro Conceitos e Teorias Cozinha Brasileira Cozinha Internacional Gastronomia História da alimentação História da gastronomia Ingredientes Limão Pimenta do reino Receitas Sal Salsinha Tomate Vegetariana Água

Para saber mais sobre Gastronomia acesse: Conceitos e Teorias


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou do texto? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.

Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

E não esqueça de seguir as minhas redes sociais.

FONTES IMAGENS:

CAPA: Imagem de Manfred Richter por Pixabay.


REFERÊNCIAS:

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL. Artigos publicados no site “Conquiste sua vida – taeq”. Disponível em: https://www.conquistesuavida.com.br/tag/alimentacao-saudavel_t4/1

O Suco de Abacaxi com Hortelã é rico em antioxidantes que eliminam os radicais livres e fortalece o sistema imunológico. O suco ainda auxilia na digestão, faz bem para a saúde da pele e dos cabelos, além de ser muito saboroso. A hortelã é uma erva aromática que harmoniza super bem com o sabor ácido do abacaxi. Experimentem!

Suco de Abacaxi com Hortelã

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches,

Especificação: Suco, Vegetariana, Vegana, Verduras e Frutas

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem de Leonardo Luz por Pexels

Ingredientes:

  • 1 abacaxi grande descascado e cortado
  • 10 a 15 folhas de hortelã
  • 1 litro de água
  • 2 colheres (sobremesa) de açúcar
  • Gelo, a gosto

Modo de Preparo:

Coloque o abacaxi, a hortelã e água no liquidificador. Bata bem. Adicione o açúcar e o gelo. Bata novamente por mais uns dois minutos. Sirva o suco em copos com gelo decorado com folhinhas de hortelã.

Quer saber quais são os benefícios nutricionais da Hortelã? Acesse.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de Leonardo Luz por Pexels.

O Strangozzi Alla Spoletina é uma das preparações mais tradicionais da região da Úmbria, no centro da Itália. O prato combina o Strangozzi, uma massa fresca longa feita com semolina de trigo duro, com um molho simples de tomate, alho, azeite e manjericão fresco. A receita representa a essência da cozinha italiana regional, valorizando poucos ingredientes de alta qualidade e técnicas que preservam seus sabores naturais.

O Strangozzi pertence ao grupo das massas em tiras, semelhante ao tagliolini grosso ou ao pici, porém, com formato característico de aproximadamente 5 mm de largura. Seu nome está associado aos antigos cordões de couro utilizados na região, refletindo sua aparência rústica e artesanal.

Strangozzi com Molho de Tomate e Manjericão

Categoria: Acompanhamento / Guarnição, Prato Principal  

Especificação: Massa Fresca, Massa Longa (Strangozzi), Vegetais, Cozinha Internacional (Itália), vegetariana

Tempo de Pré-preparo: 45 minutos

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 700 gramas – 2 porções

Dificuldade: Médio

Calorias por porção (350 g): 482 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200 gramas de massa fresca com semolina
  • 800 gramas de tomate pelado
  • 40 gramas de azeite
  • 2 dentes de alho, inteiro
  • Sal, a gosto
  • Pimenta calabresa, a gosto (opcional)
  • Uma pitada de açúcar (se necessário)
  • 8 folhas de manjericão, rasgadas
  • 40 gramas de queijo tipo grana padano, ralado

Modo de Preparo:

Prepare a massa conforme a receita Massa Fresca com Semolina e corte em tiras com 5 mm de largura (Strangozzi). Reserve.

Retire as sementes dos tomates pelados e pique-os grosseiramente, reservando também o líquido da conserva. Aqueça o azeite em uma panela e doure os dentes de alho inteiros. Retire o alho e adicione os tomates picados juntamente com o líquido reservado. Tempere com sal e pimenta calabresa, se desejar. Cozinhe em fogo médio até obter um molho levemente encorpado. Caso necessário, corrija a acidez com uma pitada de açúcar.

Cozinhe a massa em água fervente abundante até atingir o ponto al dente. Transfira a massa para a panela do molho e salteie por alguns minutos. Acrescente o manjericão fresco e, se necessário, um pouco da água do cozimento da massa para ajustar a textura.

Sirva em pratos fundos aquecidos e finalize com o queijo ralado.

Toques finais e sugestões:

1. Porcionamento: Esta preparação foi calculada como prato principal, considerando uma porção de aproximadamente 300 g por pessoa. Para melhor compreensão do equilíbrio das refeições, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Sugestões de consumo:

  • Sirva como prato principal acompanhado de salada verde simples ou legumes grelhados.
  • Harmoniza especialmente bem com vinhos tintos jovens italianos à base de Sangiovese ou com vinhos leves de médio corpo.
  • A preparação deve ser servida imediatamente após o preparo para preservar a textura da massa e o aroma fresco do manjericão.

3. Curiosidades:

  • O Strangozzi é uma das massas mais emblemáticas da Úmbria e possui forte ligação com a culinária camponesa da região.
  • Seu nome deriva do termo local relacionado a cordões ou cadarços de couro, devido ao formato característico da massa.
  • O Strangozzi tradicional da Úmbria costuma ser preparado apenas com farinha ou semolina e água, sem ovos. Nesta receita foi utilizada a versão de massa fresca com semolina e ovos, que confere textura mais macia e sabor mais rico à preparação.
  • Uma das versões mais famosas da preparação é o Strangozzi al Tartufo Nero, servido com as valorizadas trufas negras da Úmbria.
  • O molho alla Spoletina recebe esse nome em referência à cidade de Spoleto, onde a combinação de tomate, alho, azeite e manjericão se tornou um clássico regional.
  • Embora a versão tradicional utilize massa fresca artesanal, a receita também pode ser preparada com Strangozzi seco ou outras massas longas semelhantes.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

O Pappardelle alla Lepre é uma preparação tradicional da Toscana, região situada no centro da Itália. A receita combina a delicadeza da massa fresca com gemas, conhecida como pasta gialla, com um molho rico e aromático preparado a partir de carne de coelho cozida lentamente em vinho tinto, ervas e especiarias.

O pappardelle, uma das massas mais emblemáticas da culinária toscana, caracteriza-se pelas tiras largas que absorvem e sustentam perfeitamente molhos encorpados, tornando esta combinação uma das mais apreciadas da gastronomia regional.

Pappardelle ao Molho de Coelho

Categoria: Prato Principal, Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Massa fresca, Massa longa (Pappardelle), Carnes Vermelhas (Coelho), Cozinha internacional (Itália)

Tempo de Pré-preparo: 45 minutos (massa fresca – pasta gialla)

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 600 gramas – 2 porções

Dificuldade: Médio (com massa fresca), Fácil (com massa seca)

Calorias por porção (300 g): 610 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200 gramas de massa fresca com gemas (pasta gialla)
  • 200 gramas de coelho
  • 20 gramas de azeite
  • 30 gramas de manteiga sem sal
  • 1/2 cebola, picadinha
  • 1/2 talo de salsão, picadinho
  • 1/4 de cenoura, picadinha
  • 2 ramos de salsinha, repicado
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto
  • 1 folha de louro
  • 6 bagas de zimbro, esmagadas
  • 200 mililitros de vinho tinto seco
  • 40 gramas de queijo tipo grana padano ralado

Modo de Preparo:

Prepare a massa fresca conforme o post Massa fresca com gemas corte-a em tiras de aproximadamente 2 cm de largura, formando o pappardelle. Reserve.

Limpe bem o coelho. Em uma panela, aqueça o azeite e a manteiga. Acrescente a cebola, o salsão, a cenoura e a salsinha, refogando por cerca de 5 minutos. Adicione o coelho e sele-o por todos os lados. Tempere com sal e pimenta do reino. Junte a folha de louro, as bagas de zimbro e o vinho tinto. Quando levantar fervura, reduza o fogo e cozinhe lentamente até que a carne esteja macia, acrescentando pequenas quantidades de água sempre que necessário para evitar o ressecamento do molho.

Retire o coelho da panela, desfie-o em pedaços grandes e retorne ao molho. Ajuste os temperos e cozinhe por mais alguns minutos para integrar os sabores.

Cozinhe o pappardelle em água fervente com sal até atingir o ponto al dente. Escorra e transfira para a panela com o molho, adicionando um pouco da água do cozimento, se necessário, para ajustar a textura. Misture delicadamente para envolver toda a massa no molho. Distribua em pratos fundos aquecidos e finalize com o queijo ralado.

Toques finais e sugestões:

1. Porcionamento: para servir como prato principal, recomenda-se uma porção de aproximadamente 300 g por pessoa, conforme as orientações do post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • Sirva imediatamente após o preparo para preservar a textura da massa fresca.
  • Uma salada de folhas levemente amargas harmoniza bem com a riqueza do molho.
  • Pode ser servido como prato principal em almoços e jantares especiais de inspiração italiana.

3. Curiosidades:

  • Harmonização: acompanha muito bem vinhos tintos de médio a grande corpo, especialmente os produzidos na Toscana, como Chianti Classico, Rosso di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano. Seus taninos e notas de frutas maduras harmonizam com a riqueza do molho e com os aromas do vinho utilizado no preparo.
  • Sobre o Pappardelle: típico da Toscana, o pappardelle pertence à família das massas longas em tiras (tagliatelle) e se destaca por sua largura generosa, geralmente entre 13 e 20 mm. Seu nome deriva do verbo italiano pappare, que significa comer com prazer ou devorar, fazendo referência à experiência de saborear uma massa larga, farta e capaz de absorver molhos ricos. Por sua estrutura, é especialmente indicado para acompanhar ragus de caça, cogumelos, nozes, queijos e trufas, como neste tradicional molho de coelho.
  • O uso do zimbro: as bagas de zimbro são tradicionalmente empregadas em preparações de caça na culinária europeia. Seu aroma resinoso e levemente amadeirado ajuda a equilibrar sabores intensos, além de acrescentar complexidade aromática aos molhos e ensopados.
  • Da lebre ao coelho: a versão clássica desta preparação é conhecida como Pappardelle alla Lepre e utiliza carne de lebre, uma caça tradicional da Toscana. Com o passar do tempo, o coelho tornou-se uma alternativa amplamente adotada, oferecendo maior disponibilidade, custo mais acessível e sabor mais delicado, sem perder a identidade do prato.
  • Alternativa: embora a receita seja tradicionalmente preparada com massa fresca de gemas (pasta gialla), também pode ser elaborada com pappardelle seco de boa qualidade, reduzindo o tempo de preparo e simplificando a execução.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

O Fettuccine Fila e Fondi é uma receita típica da região da Ligúria, na Itália. Essa massa fresca com ovos é servida em um molho delicado à base de manteiga e filés de anchova, finalizada com a cremosidade da muçarela de búfala. O corte utilizado é o fettuccine, que pertence ao grupo tagliatelle (pastas em tiras), caracterizado por fios longos de cerca de 10 cm e largura em torno de 6 mm. É um prato que une a tradição das massas caseiras italianas ao sabor marcante do mar, resultando em uma combinação simples e sofisticada.

Fettuccine ao Molho de Anchovas

Categoria: Acompanhamento / Guarnição, Prato Principal,

Especificação: Massa fresca, Massa longa (Fettuccine), Peixes, Cozinha Internacional (Itália),

Tempo de Pré-preparo: 45 minutos (massa fresca – pasta)

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 600 gramas – 2 porções

Dificuldade: Médio

Calorias por porção (300 g): 735 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200 gramas de massa fresca com ovos
  • 50 gramas de manteiga sem sal
  • 4 filés de anchova em conserva
  • 140 gramas de muçarela de búfala, em cubinhos
  • Sal, a gosto
  • 40 gramas de queijo tipo grana padano, ralado.

Modo de Preparo:

Prepare a massa conforme o post Massa Fresca com Ovos e corte em tiras com 6 mm de largura. Reserve.

Em uma panela, derreta a manteiga e dissolva nela os filés de anchova até formar um molho homogêneo. Reserve.

Cozinhe a massa em água fervente com sal até ficar al dente. Escorra. Transfira a massa para a panela com o molho de anchova. Acrescente os cubinhos de muçarela de búfala e salteie delicadamente, adicionando um pouco da água do cozimento, se necessário. Ajuste o sal (lembrando que a anchova e o queijo já são naturalmente salgados). Sirva em pratos fundos aquecidos e finalize salpicando o queijo ralado por cima.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: Esta receita foi dimensionada como prato principal, com porção de aproximadamente 300 g por pessoa. Para mais informações sobre composição equilibrada das refeições e dimensionamento de porções, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Pode ser servido como prato principal acompanhado de um vinho branco seco da Ligúria ou como guarnição em um menu italiano mais elaborado.

3. Curiosidade: A Ligúria é uma região costeira italiana conhecida por pratos que combinam a tradição das massas caseiras com ingredientes marinhos, como as anchovas.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

O Steak Tartare é um clássico da gastronomia francesa, embora suas origens estejam associadas aos povos tártaros da Europa Oriental, conhecidos pelo consumo de carne crua temperada e amaciada durante longas cavalgadas. Com o passar do tempo, a preparação foi refinada pela cozinha francesa e se tornou um ícone dos bistrôs parisienses, valorizando cortes bovinos nobres, frescos e cuidadosamente manipulados.

Tradicionalmente preparado com filé mignon cortado na ponta da faca, o Steak Tartare destaca a textura delicada da carne e o equilíbrio entre acidez, frescor e intensidade dos condimentos, como alcaparras, mostarda, cebola roxa e picles. A gema de ovo adiciona untuosidade e contribui para a clássica apresentação do prato.

Steak Tartare

Categoria: Entrada,Couvert, petisco

Especificação: Carnes vermelhas, Carne Bovina, Cozinha Internacional (França), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 240 gramas – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Calorrias por porção (120 g): 246 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200 gramas de filé mignon
  • 1/4 de cebola roxa, em brunoise
  • 50 gramas de pepino em conservas, em brunoise
  • 20 gramas de alcaparras, repicada
  • 20 gramas de mostarda
  • Salsinha, picadinha, a gosto
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto
  • 1 gema de ovo
  • Azeite, a gosto

Modo de Preparo:

Limpe cuidadosamente o filé mignon, retirando nervos, membranas e excesso de gordura. Com uma faca bem afiada, pique a carne manualmente em cubos pequenos e uniformes. Evite processar ou moer excessivamente para preservar a textura tradicional da preparação.

Coloque a carne em uma tigela e mantenha refrigerada até o momento da montagem. Adicione a cebola roxa, o pepino em conserva, as alcaparras, a mostarda e a salsinha. Misture delicadamente até incorporar todos os ingredientes. Tempere com sal e pimenta do reino a gosto.

Posicione um aro metálico no centro do prato e acomode o tartare pressionando levemente para modelar. Retire o aro com cuidado. Com uma colher, faça uma pequena cavidade no topo da preparação e disponha a gema de ovo. Finalize com um fio de azeite.

Sirva imediatamente, acompanhado de torradas, chips de batata, salada verde ou pommes gaufrettes.

Toques Finais e sugestões:

1. Porcionamento: Esta receita utiliza porcionamento de entrada, considerando aproximadamente 120 g por pessoa. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo:

  • O Steak Tartare deve ser servido sempre extremamente fresco e mantido sob refrigeração até o momento do consumo. A qualidade e a procedência da carne são fundamentais para garantir segurança alimentar e sabor.
  • Como entrada, harmoniza muito bem com torradas finas, chips de batata, saladas verdes leves e pães artesanais crocantes.
  • Também pode ser servido como prato principal, especialmente em bistrôs e restaurantes franceses. Nesse caso, recomenda-se utilizar uma quantidade maior da preparação, entre 200 a 250 g por pessoa, acompanhada de batatas fritas, saladas mais estruturadas ou legumes grelhados.
  • Para versões contemporâneas, podem ser adicionados ingredientes como molho inglês, tabasco, ciboulette, cornichons franceses ou maionese artesanal, criando diferentes perfis de sabor.

3. Curiosidades:

  • O Steak Tartare é um dos pratos mais emblemáticos da cozinha clássica francesa, embora sua origem esteja relacionada aos povos tártaros da Europa Oriental.
  • A tradição de servir uma gema crua sobre o tartare surgiu para conferir mais untuosidade, brilho e equilíbrio aos temperos intensos da preparação.
  • O corte manual da carne na ponta da faca é considerado um diferencial técnico importante, pois preserva melhor a textura e a suculência do prato em comparação à carne moída mecanicamente.
  • Atualmente, o conceito de tartare foi expandido para versões com peixes, frutos do mar, cogumelos e vegetais, tornando-se uma preparação versátil e contemporânea na gastronomia mundial.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

A Vichyssoise é frequentemente associada à culinária francesa clássica, mas sua origem está ligada aos Estados Unidos. A sopa foi criada em 1917 pelo chef francês Louis Diat (1885–1957), então responsável pelas cozinhas do Hotel Ritz-Carlton de Nova York. Inspirado nas sopas simples de alho-poró e batata que sua mãe preparava em sua infância, na região de Vichy, na França, Diat adaptou a receita para o serviço refinado do hotel, criando uma versão fria, aveludada e elegante.

Originalmente chamada de Crème Vichyssoise Glacée, a sopa tornou-se um ícone da gastronomia internacional, especialmente apreciada em dias quentes. Seu sabor delicado, sua textura cremosa e sua apresentação clara e sofisticada exigem atenção técnica. Os vegetais devem ser apenas suados, nunca dourados, para preservar tanto a cor quanto o perfil aromático suave. Embora tradicionalmente servida fria, versões quentes também existem, especialmente fora do contexto clássico.

Sopa Vichyssoise

Categoria: Entrada, Prato Principal

Especificação: Creme, Cozinha Internacional (França), sem glúten, vegetariana.

Tempo de Preparo: 15 minutos + 2 horas (geladeira)

Rendimento: 1400 g – 7 porções

Dificuldade:  Fácil

Calorias por porção (200 g ): 177 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 alho poró
  • 1 bulbo pequeno de funcho com as folhas
  • 2 batatas médias
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1/2 cebola picada
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino branca a gosto
  • 1 litro de fundo de legumes
  • 120 ml de creme de leite fresco
  • Cebolete, a gosto (opcional)
  • Crouton, a gosto

Modo de Preparo:

Corte a parte branca do alho poró ao meio no sentido do comprimento e fatie bem fino. Lave em uma tigela com água para remover qualquer resíduo de terra e escorra bem. Separe as folhas do funcho e reserve para a finalização. Fatie os talos do funcho bem finos e mantenha-os em água gelada para preservar a textura.

Descasque as batatas, corte em cubos médios, lave e reserve em água. Em uma panela de fundo grosso, derreta a manteiga em fogo baixo. Acrescente a cebola, o alho-poró e o funcho. Refogue lentamente por 5 a 10 minutos, mexendo sempre, até que os vegetais estejam macios. Não deixe dourar, pois isso compromete o sabor delicado e a coloração clara da sopa.

Escorra as batatas e junte à panela, refogando brevemente para incorporar os sabores. Adicione o fundo de legumes, tempere com sal e pimenta-do-reino branca e aumente o fogo até iniciar fervura. Reduza o fogo e cozinhe por cerca de 10 minutos, ou até que as batatas estejam bem macias.

Finalize com o creme de leite, desligue o fogo e bata tudo no liquidificador até obter um creme liso e homogêneo. Leve à geladeira por pelo menos 2 horas antes de servir.

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir a vichyssoise como prato principal. Caso seja servida como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post. A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo e apresentação

  • Sirva a sopa bem gelada, preferencialmente em pratos fundos ou bowls previamente refrigerados.
  • Finalize com cebolete picada, croutons e, se desejar, uma folha de funcho ou rodelas finas de alho-poró para decoração.
  • A Vichyssoise pode ser preparada com até um dia de antecedência e mantida na geladeira bem tampada. Adicione os elementos frescos apenas no momento de servir.

2. Curiosidades: Apesar de seu status de sopa clássica francesa, a Vichyssoise é considerada um símbolo da cozinha franco-americana, refletindo a adaptação da tradição europeia ao refinamento da hotelaria nova-iorquina do início do século XX.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Os fundos são as bases fundamentais da cozinha profissional. São preparações líquidas, sem liga nenhuma e que podem ser mais ou menos aromáticos em função do tipo e da quantidade de compostos adicionados a eles. Os fundos substituem a água pura em diversas preparações tais como: caldo, molho, sopa, risoto, massa, entre outros, realçando e/ou alterando o sabor das composições. Com relação aos ingredientes utilizados, pode-se dividi-los em elemento base, guarnição aromática e líquido de cocção. O elemento base é a proteína ou os legumes que darão nome ao fundo. Os fundos podem ser classificados em claros, escuros e fumets.

O fundo de aves é uma base rica e saborosa, fundamental na cozinha clássica para realçar o sabor de inúmeros pratos. Preparado a partir de ossos e carcaças de frango ou outras aves, cozidos lentamente com legumes e aromáticos, esse caldo concentrado oferece uma profundidade única e uma textura aveludada que transforma sopas, risotos, molhos e ensopados em verdadeiras delícias. Além disso, é uma forma inteligente e sustentável de aproveitar integralmente as aves, extraindo todo o sabor e nutrientes.

Os fundos de aves são, geralmente, preparados com carcaças, porém, não é proibido adicionar pedaços ou aparas, desde que em perfeito estado de conservação. Os ossos contribuem para a textura final do fundo porque são ricos em colágeno. No caso de escolher adicionar pedaços de carne, essas devem ser magras, pois a gordura influi negativamente na textura e conservação do fundo. Um fundo claro deve ser neutro aromático e não ter textura gordurosa. O fundo claro de frango é a base mais comum da cozinha por sua versatilidade.

Fundo de Aves

Categoria: Aromáticos, Bases de Cozinha

Especificação: Fundos aromáticos, ervas e especiarias, vegetais, aves, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 1 hora e 20 minutos

Rendimento: 1,5 litros

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 xícara – 240 ml): 42 kcal

Fundo de Aves. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 300 gramas de carcaça de frango ou aparas
  • 50 gramas de cebola, picada
  • 50 gramas de cenoura, picada
  • 50 gramas de salsão (aipo), picado
  • 50 gramas de alho poró, picado
  • 2 dentes de alho, esmagado
  • 1 folha de louro
  • 1 ramo de tomilho
  • 2 litros de água

Modo de Preparo:

Adicione todos os ingredientes em uma panela alta e ferva em fogo baixo por, no mínimo, uma hora. Quando formar espuma na superfície, retire com uma escumadeira. Esta espuma é impureza. Coe o líquido antes de utilizar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Sempre substitua a água pura por fundo adequado nas preparações culinárias (como arroz, feijão, sopas, molhos etc.).

2. Lave e sanitize os legumes antes do uso, mesmo que não sejam servidos diretamente.

3. Os cortes dos vegetais não precisam ser padronizados, mas cortes menores facilitam a liberação de sabores.

4. Nunca tampe a panela nem mexa o fundo durante o cozimento.

5. Utilize carcaças e aparas de aves em perfeito estado de conservação.

6. Inicie o cozimento com líquido frio, isso favorece a extração progressiva de sabor e colágeno.

7. Mantenha o fogo sempre baixo, evitando a fervura intensa (ideal abaixo de 100 °C) para evitar a evaporação excessiva.

8. Não adicione sal: o fundo deve ser neutro, já que será temperado na preparação final.

9. Cozinhe por tempo prolongado para máxima extração: fundos claros até 2 horas por quilo de ingrediente base.

10. Após o cozimento, coe o fundo imediatamente com chinois[1] ou peneira fina, preferencialmente forrada com pano de algodão, para reter ossos, espinhas e partículas sólidas.

11. Espere o fundo esfriar antes de utilizá-lo: a gordura subirá à superfície e poderá ser facilmente retirada.

12. Fundos de frango são populares por sua suavidade e pela alta concentração de colágeno, que ao cozinhar transforma-se em gelatina, conferindo textura rica ao preparo.

Dicas de consumo:

Este fundo claro de frango é uma base neutra, ideal para sopas leves, risotos, cremes, molhos e cozimentos em geral. Seu sabor delicado realça os ingredientes principais sem sobrecarregar o prato. Também pode ser congelado em porções individuais para uso prático no dia a dia.

Curiosidades:

Na cozinha clássica francesa, os fundos são considerados a espinha dorsal da preparação profissional. O colágeno presente nos ossos das aves se transforma em gelatina durante o cozimento prolongado, conferindo ao fundo uma textura aveludada e leve capacidade de emulsificação. Uma técnica tradicional que exemplifica bem o uso deste fundo é o velouté, um dos cinco molhos-mãe da culinária francesa.



Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTES IMAGENS: Imagem Adriana Tenchini

A Carne de Lata é uma preparação tradicional da culinária mineira, associada à conservação doméstica da carne suína antes da popularização da refrigeração. Historicamente, era produzida em propriedades rurais, onde os porcos eram criados nos quintais e alimentados principalmente com milho e restos de comida.

Após o abate, a carne era cortada em pedaços e cozida lentamente em banha de porco, pelo método de confitagem[1]. Depois de pronta, era acomodada em latas ou outros recipientes e completamente coberta pela gordura, que funcionava como uma barreira contra o contato com o ar. Esse método tradicional permitia conservar a carne por mais tempo, desde que as condições de preparo, armazenamento e higiene fossem adequadas.

Além de contribuir para a conservação, o cozimento lento deixa a carne macia, suculenta e rica em sabor. A gordura solidificada também facilitava a retirada das porções necessárias para as refeições. A Carne de Lata tornou-se, assim, uma expressão da cozinha de aproveitamento e dos saberes culinários transmitidos entre gerações em Minas Gerais.

Carne de Lata

Categoria: Prato principal, petiscos, lanches

Especificação: Carnes vermelhas, Carne Suína, Cozinha Brasileira (Região Sudeste, Minas Gerais), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 40 minutos

Tempo de Preparo: 8 horas

Rendimento: 1690 gramas – 13 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (130 g): 390 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2,5 kg de pernil suíno, cortado em pedaços grandes
  • 50 gramas de sal
  • 50 gramas de alho, repicado
  • Pimenta rosa em grãos, a gosto
  • Alecrim, a gosto
  • Folhas de louro, a gosto
  • 2 kg de banha de porco, aproximadamente, ou o suficiente para cobrir completamente a carne.

Modo de Preparo:

Corte o pernil em pedaços grandes e uniformes. Tempere a carne com o sal, o alho repicado, a pimenta rosa, o alecrim e as folhas de louro. Deixe marinar por 40 minutos sob refrigeração, virando os pedaços após 20 minutos para distribuir melhor os temperos.

Em uma panela grande e de fundo espesso, derreta a banha de porco em fogo baixo. Adicione os pedaços de pernil e verifique se estão completamente submersos na gordura. Se necessário, acrescente mais banha. Mantenha a carne em fogo baixo por aproximadamente 8 horas, sem deixar a gordura ferver intensamente. O cozimento deve ser lento e uniforme, até que a carne fique macia e completamente cozida.

Retire os pedaços com uma escumadeira e deixe escorrer o excesso de gordura.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas:

  • A quantidade de banha pode variar conforme o tamanho da panela, o formato dos pedaços e a maneira como a carne é acomodada. Os 2 kg indicados são uma referência e devem ser suficientes para manter o pernil completamente submerso durante a confitagem. Se necessário, ajuste a quantidade para garantir a cobertura total da carne.
  • Para obter uma superfície dourada e levemente crocante, doure os pedaços em uma frigideira quente antes de servir.

3. Consumo:

  • A Carne de Lata combina especialmente bem com arroz branco, feijão, angu, couve refogada, farofa e mandioca cozida ou frita. Para uma composição tipicamente mineira, sirva-a com feijão tropeiro e couve, equilibrando a riqueza da carne com acompanhamentos de sabores e texturas variados.
  • Como petisco: corte a carne em pedaços pequenos e doure-os em uma frigideira quente até formar uma superfície levemente crocante. Sirva em uma travessa, acompanhada de mandioca frita, farofa e pimenta ou molhos de sua preferência. Também pode ser apresentada em pequenas porções individuais, como parte de uma seleção de petiscos de inspiração mineira.
  • Como lanche: desfie a carne ou corte-a em pedaços menores e utilize-a como recheio de pão francês, pão de milho, sanduíches artesanais e pão com queijo. Para variar a apresentação, acrescente cebola dourada, couve refogada ou queijo derretido. A carne também pode ser usada no recheio de pastéis, tortas salgadas e bolinhos.
  • Para uma apresentação contemporânea, utilize a Carne de Lata desfiada em pequenas porções sobre torradas ou fatias de pão artesanal, finalizando com ervas frescas ou cebola caramelizada.
  • Como a preparação contém gordura, evite acrescentar grandes quantidades durante a finalização. Mantenha a carne refrigerada até o momento do consumo e aqueça somente a quantidade que será servida.

4. Curiosidades

  • O nome Carne de Lata está relacionado ao costume de armazenar a carne cozida em recipientes metálicos, completamente envolvida pela banha solidificada.
  • A técnica de confitagem consiste em cozinhar lentamente um alimento imerso em gordura, mantendo a temperatura controlada. Embora seja conhecida pela preparação de carnes, também pode ser utilizada com outros ingredientes, como alho e alguns vegetais.
  • A banha era um ingrediente valioso na cozinha rural, pois, além de servir para cozinhar e conservar carnes, era aproveitada em outras preparações do cotidiano.
  • O método tradicional de conservação não deve ser confundido com uma garantia de segurança alimentar. A carne coberta por gordura não se torna automaticamente estável à temperatura ambiente. Atualmente, recomenda-se refrigerar a preparação em recipiente limpo e fechado, a 4 °C ou menos.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA:

O barreado é um prato tradicional do litoral do Paraná, especialmente associado aos municípios de Morretes, Antonina e Paranaguá. Preparado com carne bovina cozida lentamente até ficar muito macia e desmanchar-se em fibras, destaca-se pela textura úmida, pelo sabor concentrado e pela longa cocção em panela vedada.

Sua história está ligada à formação cultural do litoral paranaense e às influências portuguesas, particularmente açorianas, presentes na culinária regional. O nome deriva do costume de barrear a tampa da panela, vedando suas bordas com uma massa de farinha de mandioca e água para reduzir a saída do vapor e conservar a umidade durante o cozimento.

Tradicionalmente, o barreado é associado às festas populares do litoral, incluindo o antigo entrudo, manifestação que antecedeu o carnaval brasileiro. A cocção prolongada permitia preparar o alimento com antecedência, tornando-o adequado para ocasiões festivas e refeições coletivas. Embora existam diferentes narrativas sobre sua origem, o prato consolidou-se como um dos símbolos da gastronomia paranaense.

Servido tradicionalmente com farinha de mandioca e banana, o barreado representa uma combinação característica da cozinha litorânea brasileira, na qual o cozimento lento transforma cortes bovinos em uma preparação saborosa e reconfortante.

Barreado

Categoria: Prato principal, petiscos, lanches

Especificação: Carnes vermelhas, carne bovina, Cozinha Brasileira (Região Sul, Paraná), sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré-preparo: 1 hora (marinada)

Tempo de Preparo: 9 horas

Rendimento: 1560 gramas – 13 porções

Dificuldade: Médio

Calorias por porção (120 g): 250 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2,5 kg de coxão mole (chã de dentro), cortado em cubos de aproximadamente 2 cm
  • 300 g de bacon, cortado em cubos
  • 2 cebolas grandes, picadas
  • 5 dentes de alho, picados
  • 10 g de cominho em pó
  • 200 ml de vinagre de vinho
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 4 colheres (sopa) de óleo de milho
  • 2 litros de água fervente
  • 3 folhas de louro
  • Farinha de mandioca e água, em quantidade suficiente para preparar a massa utilizada na vedação da panela.
  • Farinha de mandioca crua, para acompanhar
  • Banana prata, para acompanhar

Modo de Preparo:

Corte o coxão mole em cubos de aproximadamente 2 cm. Em um recipiente, misture a carne com o bacon, a cebola, o alho, o cominho, o vinagre, o sal e a pimenta do reino. Cubra e deixe marinar por 1 hora, sob refrigeração.

Unte o interior de uma panela de barro com o óleo de milho. Leve ao fogo baixo, aquecendo gradualmente para evitar choque térmico. Acrescente a carne com o bacon e os demais ingredientes da marinada. Mexa delicadamente até que a superfície da carne comece a dourar.

Adicione os 2 litros de água fervente e misture. Tampe a panela e prepare uma massa consistente com farinha de mandioca e água. Aplique a massa continuamente em toda a junção entre a tampa e a borda da panela, vedando as frestas para evitar a saída do vapor.

Cozinhe em fogo muito baixo por aproximadamente 5 horas, controlando a intensidade do calor para evitar que a preparação queime. Após esse período, interrompa o aquecimento, retire cuidadosamente a vedação e aguarde a liberação do vapor antes de abrir a panela.

Verifique a maciez da carne e a quantidade de líquido. Se necessário, acrescente água fervente para manter a preparação úmida. Prove e ajuste o sal. Adicione as folhas de louro, tampe novamente e refaça a vedação com a massa de farinha de mandioca e água.

Retorne a panela ao fogo baixo e cozinhe por mais aproximadamente 4 horas, até que a carne esteja muito macia e se desfaça facilmente. Ao final, interrompa o aquecimento, retire cuidadosamente a vedação e aguarde a liberação do vapor antes de abrir a panela. Remova as folhas de louro e misture delicadamente a carne. Sirva quente, acompanhado de farinha de mandioca crua e banana prata.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Café da Manhã e dos Lanches, A Composição do Almoço e do Jantar e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas:

O segredo do barreado está na cocção lenta e na vedação da panela, técnica tradicional que ajuda a conservar a umidade e favorece o amaciamento da carne. Depois de colocar a tampa, aplique uma massa consistente de farinha de mandioca e água por toda a junção entre a tampa e a borda da panela, formando um anel contínuo, sem frestas. A massa deve envolver completamente essa junção, reduzindo a saída do vapor e ajudando a conservar a umidade durante as horas de cocção. Para ilustrar essa técnica, observe a fotografia acima, que demonstra a aplicação da massa ao redor da tampa e o acabamento da vedação.

Vedação da Panela.

Mantenha o fogo baixo durante o preparo e utilize uma panela de barro adequada para cocção prolongada. Ao abrir a panela para verificar a preparação, interrompa o aquecimento, retire a vedação cuidadosamente e aguarde a liberação do vapor. Depois de verificar a maciez da carne e o nível do líquido, refaça a vedação para continuar o cozimento.

3. Consumo:

  • O barreado fica especialmente saboroso quando preparado com antecedência, pois o repouso sob refrigeração favorece a integração dos sabores. Para servir, aqueça lentamente, acrescentando um pouco de água quente caso o caldo esteja muito espesso. A carne deve permanecer úmida e envolvida pelo próprio molho.
  • A farinha de mandioca pode ser acrescentada diretamente ao prato, em pequenas quantidades, para absorver o caldo e conferir consistência. A banana prata oferece contraste de textura e sabor, equilibrando a intensidade da carne e do bacon.
  • Para uma refeição tradicional, sirva o barreado acompanhado de farinha de mandioca e banana. Caso seja oferecido em uma refeição completa, arroz branco pode ser acrescentado conforme a preferência, sem substituir os acompanhamentos tradicionais.
  • Embora seja tradicionalmente servido como prato principal, o barreado também pode ser oferecido como petisco, em pequenas porções servidas em mini cumbucas ou copinhos, acompanhadas de um pouco de caldo e farinha de mandioca.
  • Para lanches, utilize a carne desfiada como recheio de mini sanduíches, pães pequenos ou sanduíches tradicionais. Escorra o excesso de caldo antes de rechear o pão, preservando a suculência da carne sem umedecer excessivamente a massa.

4. Curiosidades

  • O termo barreado está relacionado à vedação da panela com uma massa de farinha de mandioca e água. Essa técnica tradicional ajuda a conservar o vapor e a umidade, favorecendo o cozimento prolongado da carne.
  • O barreado é um dos pratos mais representativos do litoral paranaense e integra a identidade gastronômica de cidades como Morretes, Antonina e Paranaguá. Sua associação com festas populares e refeições coletivas contribuiu para a continuidade da tradição.
  • A longa cocção transforma cortes bovinos ricos em tecido conjuntivo em uma preparação macia, com fibras que se desprendem facilmente. A farinha de mandioca e a banana, servidas como acompanhamentos, reforçam a ligação do prato com os ingredientes e os costumes alimentares regionais.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

O lombo é todo envolvido por uma camada de páprica que dá sabor e cor. Depois ele é selado (dourado) de todos os lados, realçando ainda mais a cor e o sabor. E por fim, ele é cozido na panela com vinho branco, alho e tomilho. Super saboroso, macio, corado e fácil de fazer.

Lombo Cozido com Páprica e Vinho Branco

Categoria: Prato Principal

Especificação: Carnes , Carne Suína

Tempo de Preparo: 1 hora e meia

Rendimento: 8 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 kg de lombo
  • Páprica, o suficiente para envolver toda a peça
  • 2 colheres (sopa) de sal
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 3 ramos de tomilho
  • 3 dentes de alho
  • 1 xícara de vinho branco
  • Água, para o cozimento

Modo de Preparo:

Passe páprica por toda a extensão do lombo formando uma camada protetora. Salpique o sal por cima da páprica. Em uma frigideira aqueça o azeite, adicione o lombo, o tomilho e os dentes de alho inteiros. Sele o lombo por todos os lados. Vire com cuidado para não soltar a crosta de páprica.

Adicione o vinho branco e deixe cozinhar por uns dois minutos até evaporar o álcool. Acrescente água até a metade da altura do lombo, tampe e deixe cozinhar por 40 minutos. Vá adicionando água, se necessário, mantendo sempre à meia altura do lombo. Após o tempo, vire o lombo e deixe cozinhar por mais 40 minutos. Retire o lombo e reserve. Utilize o líquido restante na panela para preparar um molho de acompanhamento.

Sele de todos os lados.
Acrescente água até a metade da altura do lombo. Tampe a panela.

Dicas:

1. Selar é deixar dourar a carne rapidamente em uma superfície bem aquecida (panela, grelha ou forno) para “selar” (fechar, encerrar) a superfície, evitando a perda dos sucos naturais da carne e reduzindo o ressecamento.

2. Pode preparar o molho de sua preferência. A indicação é servir acompanhado de molho de pêssego.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


Gostou da Receita? Então Compartilhe.
Alguma dúvida ou sugestão? Poste aqui ou, se preferir, envie um e-mail adrianatenchini@outlook.com

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.


Escritora, Produtora de Conteúdo, Publicitária e Gastrônoma.

Siga as minhas redes sociais.

FONTE IMAGEM CAPA: