O arroz doce é uma sobremesa que lembra a nossa infância. Apesar de ser mais consumido durante as festas juninas, esta iguaria pode ser servida em qualquer época do ano. A receita está tão enraizada na culinária brasileira que muitos até pensam ser uma criação nossa, mas não. Este prato possui diversas versões espalhadas pelo mundo. É um prato simples, arroz cozido com leite, açúcar e especiarias e durante séculos destacou-se nas mesas das cortes reais europeias. Não se sabe ao certo quando e onde foi criado. Existem relatos de um prato parecido na Índia no ano de 6.000 a.C., apesar das primeiras versões deste prato indiano não terem na receita o arroz, mas sim, o sorgo. No ano de 1300, na Europa, tem-se o primeiro arroz doce registrado, porém, sem a presença do açúcar. A receita era um caldo com leite de amêndoas e açafrão.

O arroz doce da forma que conhecemos surgiu no século 15, mas era um alimento consumido pelos ricos, pois o arroz não crescia na Europa e era importado da Ásia. A partir do século 19, a importação de arroz tornou-se mais acessível, facilitando o consumo do cereal. A receita de arroz doce popularizou-se no século 20, quando a receita entrou para o programa de merenda escolar das crianças. E hoje eu trago uma receita de arroz doce diferenciada, feita com leite vegetal. Uma receita que se adequa muito aos tempos atuais, onde o número de intolerantes à lactose ou ainda de pessoas que não consomem produtos de origem animal cresce vertiginosamente.

Arroz Doce Vegano

Categoria: Café da manhã, Lanches, Sobremesas,

Especificação: Creme, Sobremesa Clássica

Rendimento: 6 porções

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 xícara (chá) de arroz cru
  • 5 colheres (sopa) de açúcar
  • 2 xícaras (chá) de água filtrada
  • 4 xícaras (chá) de leite de amêndoas

Modo de Preparo:

Em uma panela coloque o arroz, a açúcar, a água filtrada e mexa até a mistura ferver. Em seguida, adicione o leite de amêndoas e vá misturando sempre até que o arroz fique bem cozido. Coloque em uma travessa ou em taças individuais e salpique canela em pó. Espere esfriar. Pode ser consumido morno ou gelado.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

A semolina é um ingrediente muito utilizado na cozinha italiana, especialmente no preparo de massas frescas. Por ter uma textura mais granulada e grossa do que a farinha de trigo comum, proporciona uma massa firme, elástica e com excelente resultado no cozimento. Essa característica a torna ideal para massas que serão servidas com molhos mais encorpados ou utilizadas como base de massas recheadas. Além disso, a semolina facilita a modelagem de massas curtas, sem a necessidade de equipamentos especiais, sendo possível moldar apenas com um garfo ou ralador. Esta é uma receita clássica e versátil, base para diversos formatos de massas frescas.

Massa fresca com semolina – Pasta com semola

Categoria: Preparação de Base

Especificação: Massa fresca, Cozinha Internacional (Itália), vegetariana, sem lactose

Rendimento: 45 minutos

Tempo de Preparo: 300 gramas de massa crua – 2 porções

Dificuldade: Médio

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 160 gramas de farinha de trigo
  • 40 gramas de semolina
  • 2 ovos grandes

Modo de Preparo:

Preparando a massa

Misture as farinhas e coloque sobre a bancada e abra uma cavidade no centro e adicione os ovos. Misture com um garfo, incorporando a farinha aos poucos até formar uma massa. Sove com as mãos por cerca de 5 minutos, até ficar lisa e homogênea. Se necessário, adicione um pouco de água ou farinha para ajustar a textura. Modele uma bola, cubra com filme plástico e deixe descansar na geladeira por 30 minutos a 2 horas.

Esticando a massa

Trabalhe metade da massa por vez, mantendo o restante coberto.

Com rolo: abra a massa do centro para as extremidades, mantendo movimentos suaves até atingir a espessura desejada.

Com máquina de macarrão: passe a massa duas ou três vezes no nível 0, dobrando-a ao meio entre cada passagem. Em seguida, reduza a espessura gradualmente até alcançar o ponto desejado.

Espessura recomendada

  • Massas recheadas e lasanha: ligeiramente mais espessas.
  • Demais tipos de macarrão: finas, entre 1 e 2 mm.

Corte manual

1. Lasanha e canelone: retângulos de 12 × 25 cm.

2. Massas recheadas (ravioli, capeletti): corte tiras de 12 cm de largura, disponha o recheio, dobre a massa, pressione as laterais e corte no formato desejado.

3. Massas longas (tagliolini, talharim, strangozzi, fettuccine, tagliatelle, pappardelle): enrole ou dobre a massa no comprimento e corte tiras na largura indicada:

  • Tagliolini: 1 a 2 mm
  • Talharim/taglierini: 3 a 4 mm
  • Strangozzi: 5 mm
  • Fettuccine: 6 mm
  • Tagliatelle: 7 mm
  • Pappardelle: 13 a 20 mm
Produzindo Lasanha. Imagem Adriana Tenchini.
Produzindo Raviolis. Imagem Adriana Tenchini.

Abra bem as tiras cortadas e, após uma leve secagem, enrole em formato de ninhos.

Corte com máquina de macarrão

  • Lasanha e canelone: corte apenas no comprimento (25 cm).
  • Massas recheadas: estique a massa, coloque o recheio, dobre e corte no formato desejado.
  • Massas longas: utilize os acessórios específicos da máquina (fettuccine, espaguete, linguine etc.) para cortar as tiras.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre o rendimento: Esta receita produz aproximadamente 300 g de massa fresca crua. Após o cozimento, a massa absorve água e rende cerca de 500 g de massa cozida, suficiente para 2 porções de prato principal. O rendimento considera apenas a massa, sem a adição de molhos, recheios ou outros acompanhamentos. As orientações para a composição das porções finais e o equilíbrio do prato podem ser consultadas no post A Composição do Almoço e do Jantar.

1. Dicas de preparo:

  • Utilize ovos em temperatura ambiente e farinha peneirada.
  • Não adicione sal à massa (o sal vai na água do cozimento).
  • Se a massa estiver seca, umedeça apenas as mãos com água antes de sovar.
  • O descanso é essencial para relaxar o glúten e facilitar ao abrir a massa.

2. Sugestões de consumo:

  • Sirva com molhos frescos e encorpados, como ragu, pesto ou molho de tomate caseiro.
  • Ideal também para lasanhas artesanais e massas recheadas como ravioli ou tortellini.

3. Curiosidade: A palavra “semolina” vem do latim simila, que significa “farinha fina”. Seu uso em massas é uma tradição herdada do sul da Itália, principalmente da região da Sicília e de Nápoles..


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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A Massa Fresca com Gemas ou Pasta Gialla, é uma das bases mais tradicionais da cozinha italiana. Sua característica marcante é a riqueza em gemas, que confere uma cor intensa, sabor mais pronunciado e textura elástica à massa. Essa preparação é considerada nobre e historicamente associada às cozinhas regionais da Emilia-Romagna e de outras áreas do centro norte da Itália, onde a produção de massas frescas faz parte da identidade cultural. É a receita clássica utilizada em pratos refinados, como tortellini recheados, tagliatelle servidos com ragu à bolonhesa e lasanhas caseiras.

Massa fresca com gemas – Pasta gialla

Categoria: Preparação de base

Especificação: Massa fresca, Cozinha Internacional (Itália), vegetariana, sem lactose

Tempo de Preparo: 45 minutos

Rendimento: 300 gramas de massa crua – 2 porções

Dificuldade: Médio

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 200 gramas de farinha de trigo
  • 8 a 10 gemas

Modo de Preparo:

Preparação da massa

Coloque a farinha sobre a bancada e abra uma cavidade no centro. Adicione as gemas e, com um garfo, vá puxando a farinha para dentro, misturando suavemente. Quando estiver incorporado, sove a massa com as mãos por cerca de 5 minutos, até obter uma textura homogênea.

Se necessário, adicione um pouco de água ou mais farinha. Forme uma bola, embrulhe em plástico filme e deixe descansar na geladeira entre 30 minutos e 2 horas.

Esticando a massa

Com rolo: abra a massa do centro para as extremidades, mantendo movimentos suaves até atingir a espessura desejada.

Com máquina de macarrão: passe a massa duas ou três vezes no nível 0, dobrando-a ao meio entre cada passagem. Em seguida, reduza a espessura gradualmente até alcançar o ponto desejado.

Espessura recomendada

  • Massas recheadas e lasanha: ligeiramente mais espessas.
  • Demais tipos de macarrão: finas, entre 1 e 2 mm.

Corte manual

1. Lasanha e canelone: retângulos de 12 × 25 cm.

2. Massas recheadas (ravioli, capeletti): corte tiras de 12 cm de largura, disponha o recheio, dobre a massa, pressione as laterais e corte no formato desejado.

3. Massas longas (tagliolini, talharim, strangozzi, fettuccine, tagliatelle, pappardelle): enrole ou dobre a massa no comprimento e corte tiras na largura indicada:

  • Tagliolini: 1 a 2 mm
  • Talharim/taglierini: 3 a 4 mm
  • Strangozzi: 5 mm
  • Fettuccine: 6 mm
  • Tagliatelle: 7 mm
  • Pappardelle: 13 a 20 mm

Abra bem as tiras cortadas e, após uma leve secagem, enrole em formato de ninhos.

Corte com máquina de macarrão

  • Lasanha e canelone: corte apenas no comprimento (25 cm).
  • Massas recheadas: estique a massa, coloque o recheio, dobre e corte no formato desejado.
  • Massas longas: utilize os acessórios específicos da máquina (fettuccine, espaguete, linguine etc.) para cortar as tiras.
Preparando massa recheada, capeletti de carne.
Preparando massa recheada, canelone de espinafre com ricota.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre o rendimento: Esta receita produz aproximadamente 300 g de massa fresca crua. Após o cozimento, a massa absorve água e rende cerca de 500 g de massa cozida, suficiente para 2 porções de prato principal. O rendimento considera apenas a massa, sem a adição de molhos, recheios ou outros acompanhamentos. As orientações para a composição das porções finais e o equilíbrio do prato podem ser consultadas no post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas práticas

  • Use ovos em temperatura ambiente e farinha peneirada.
  • Não coloque sal na massa, apenas na água do cozimento.
  • Se a massa estiver muito seca, umedeça as mãos em água ao sovar.
  • O descanso da massa relaxa o glúten, facilitando a abertura.
  • Sovar significa dobrar e empurrar a massa com a palma da mão repetidamente até ela ficar lisa.

3. Sugestão de consumo: Esta massa é a base clássica da cozinha italiana e pode ser usada em pratos como lasanha, ravioli, fettuccine e pappardelle. O sabor neutro realça molhos intensos, como o ragu à bolonhesa, ou preparos mais delicados, como manteiga e sálvia.

4. Curiosidade: A pasta gialla (“massa amarela”) recebe esse nome pela grande quantidade de gemas, que conferem cor intensa, elasticidade e sabor marcante. Tradicionalmente, é usada em receitas mais nobres da culinária italiana..


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A massa fresca com ovos é uma das preparações mais tradicionais da culinária italiana. Serve como base para diversos formatos de massas, tanto simples quanto recheadas, e acompanha inúmeros tipos de molhos. Sua versatilidade a torna indispensável em cozinhas profissionais e caseiras, sendo a base clássica de pratos como lasanha, ravioli, tagliatelle e pappardelle.

Massa fresca com ovos – Pasta all’uovo

Categoria: Preparação de base

Especificação: Massa fresca, Cozinha Internacional (Itália), vegetariana, sem lactose

Tempo de Preparo: 45 minutos

Rendimento: 300 gramas de massa crua – 2 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 200 gramas de farinha de trigo
  • 2 ovos grandes

Modo de Preparo:

Preparação da massa

Coloque a farinha sobre a bancada e abra uma cavidade no centro. Acrescente os ovos na cavidade e misture com um garfo, puxando a farinha aos poucos para o centro. Quando os ovos estiverem incorporados, sove a massa com as mãos por cerca de 5 minutos, até obter uma textura homogênea. Se necessário, ajuste a textura com um pouco de água ou farinha.

Forme uma bola, embrulhe em plástico filme e deixe descansar na geladeira entre 30 minutos e 2 horas. Após o descanso, divida a massa ao meio e trabalhe com uma metade de cada vez, mantendo a outra coberta com filme plástico.

Esticando a massa

Com rolo: abra a massa do centro para as extremidades, mantendo movimentos suaves até atingir a espessura desejada.

Com máquina de macarrão: passe a massa duas ou três vezes no nível 0, dobrando-a ao meio entre cada passagem. Em seguida, reduza a espessura gradualmente até alcançar o ponto desejado.

Espessura recomendada

  • Massas recheadas e lasanha: ligeiramente mais espessas.
  • Demais tipos de macarrão: finas, entre 1 e 2 mm.

Corte manual

1. Lasanha e canelone: retângulos de 12 × 25 cm.

2. Massas recheadas (ravioli, capeletti): corte tiras de 12 cm de largura, disponha o recheio, dobre a massa, pressione as laterais e corte no formato desejado.

3. Massas longas (tagliolini, talharim, strangozzi, fettuccine, tagliatelle, pappardelle): enrole ou dobre a massa no comprimento e corte tiras na largura indicada:

  • Tagliolini: 1 a 2 mm
  • Talharim/taglierini: 3 a 4 mm
  • Strangozzi: 5 mm
  • Fettuccine: 6 mm
  • Tagliatelle: 7 mm
  • Pappardelle: 13 a 20 mm

Abra bem as tiras cortadas e, após uma leve secagem, enrole em formato de ninhos.

Corte com máquina de macarrão

  • Lasanha e canelone: corte apenas no comprimento (25 cm).
  • Massas recheadas: estique a massa, coloque o recheio, dobre e corte no formato desejado.
  • Massas longas: utilize os acessórios específicos da máquina (fettuccine, espaguete, linguine etc.) para cortar as tiras.
Preparando massa recheada, ravioli de ricota. Imagem Adriana Tenchini
Massa fresca – Fettuccine. Imagem Adriana Tenchini.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre o rendimento: Esta receita produz aproximadamente 300 g de massa fresca crua. Após o cozimento, a massa absorve água e rende cerca de 500 g de massa cozida, suficiente para 2 porções de prato principal. O rendimento considera apenas a massa, sem a adição de molhos, recheios ou outros acompanhamentos. As orientações para a composição das porções finais e o equilíbrio do prato podem ser consultadas no post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas práticas

  • Utilize ovos em temperatura ambiente e farinha peneirada.
  • Não adicione sal à massa. Ele deve ser colocado na água do cozimento, já fervente.
  • Se a massa estiver seca, molhar as mãos em água costuma ser suficiente.
  • O descanso é essencial para relaxar o glúten e facilitar a abertura.
  • Sovar é fundamental para a textura elástica e homogênea.

3. Curiosidade: Na Itália, cada região possui seu formato de massa favorito. O tagliatelle, por exemplo, é típico da Emília-Romanha, enquanto o pappardelle é mais comum na Toscana..


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A abóbora cabotiá é um ingrediente versátil que confere sabor suave, textura macia e coloração vibrante às preparações. Nesta receita, ela é combinada com aveia e linhaça para formar um burger vegetal nutritivo, rico em fibras e com excelente estrutura. O resultado é um burger vegano saboroso, ideal para sanduíches, refeições leves ou para quem busca incluir mais preparações à base de vegetais no dia a dia.

Veggie Burger de Abóbora com Aveia

Categoria: Lanches, Petiscos

Especificação: Cereais, Sanduíche, Vegetais, Sem Lactose, Vegano, Vegetariano.

Rendimento: 500 gramas – 5 porções

Tempo de Preparo: 2 horas

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (100 g – 1 burguer): 103 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 500 g de abóbora cabotiá (abóbora japonesa)
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 3 dentes de alho em brunoise
  • 90 g de cebola em brunoise
  • 1 colher (chá) de orégano
  • 2 colheres (sopa) de salsinha picada
  • 100 g de aveia em flocos finos
  • 10 g de farinha de linhaça
  • Sal a gosto
  • Páprica defumada, a gosto
  • Pimenta do reino branca, a gosto
  • Cominho, a gosto
  • Farinha panko para empanar

Modo de Preparo:

Retire as sementes da abóbora e corte-a em fatias, mantendo a casca. Disponha as fatias em uma assadeira, cubra com papel-alumínio e asse em forno preaquecido a 230 °C por aproximadamente 40 minutos, ou até que estejam bem macias. Retire a casca e transfira a polpa para uma tigela. Amasse com um garfo até obter um purê rústico.

Aqueça o azeite em uma frigideira e refogue a cebola e o alho até ficarem macios e levemente dourados. Adicione o refogado ao purê de abóbora. Tempere com orégano, sal, páprica defumada, pimenta do reino branca e cominho. Acrescente a salsinha, a aveia e a farinha de linhaça. Misture bem até formar uma massa homogênea. Cubra a tigela e leve à geladeira por aproximadamente 1 hora para firmar.

Divida a massa em 5 porções iguais e modele os burguers. Passe os discos na farinha panko, cobrindo-os levemente. Doure os burguers em frigideira com um fio de azeite ou prepare-os na fritadeira elétrica, borrifando azeite para favorecer a coloração. Sirva imediatamente.

Veggie Burger de Abóbora com Aveia. Imagem Adriana Tenchini.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas de Consumo:

  • Sirva em pães veganos acompanhados de rúcula, cebola caramelizada, tomate fresco ou picles.
  • Também pode ser servido sem pão, acompanhado de saladas, legumes assados ou grãos cozidos.
  • Para uma versão sem glúten, substitua a farinha panko por farinha de arroz, flocos de milho triturados ou farinha de milho fina.
  • Os burguers podem ser modelados e congelados antes da cocção, facilitando o preparo de refeições futuras.
  • Como referência de porcionamento, esta receita foi classificada como lanche. Uma unidade de aproximadamente 100 g corresponde a uma porção individual adequada.

2. Curiosidades:

  • A abóbora cabotiá é conhecida por sua polpa firme, sabor adocicado e elevado teor de carotenoides, pigmentos naturais que contribuem para a formação de vitamina A no organismo.
  • A combinação de aveia e linhaça é amplamente utilizada na culinária vegana por auxiliar na retenção de umidade, melhorar a textura das preparações e favorecer a liga dos ingredientes sem a necessidade de ovos.

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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de Adriana Tenchini

Receita vegana, isenta de produtos de origem animal. Uma opção saborosa de lanche para as pessoas que não consomem derivados do leite. O preparo é muito simples. O pão de Beijo é uma versão vegana do pão de queijo. Na maioria das receitas que circulam na internet, este salgado é feito com mandioquinha ou batata inglesa. Porém, encontrei essa receita no Instagram @receitas_veganas_simples_ e resolvi testar. Hum! Ficou muito bom.

Pão de Beijo de Beterraba

Categoria: Café da manhã e Lanches, petisco,

Especificação: Bolinho salgado, salgadinho, sem glúten, sem Lactose, Vegana, Vegetariana.

Rendimento: 20 porções

Tempo de Preparo: uma hora

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 300 gramas de beterraba
  • 1 e ½ xícara (chá) de polvilho doce
  • ½ xícara (chá) de polvilho azedo
  • 1 colher (chá) de fermento
  • ¼ xícara (chá) da água do cozimento da beterraba
  • 1 colher (chá) de sal
  • 5 colheres (sopa) de azeite
  • Ervas finas, orégano (opcional), ao gosto

Modo de Preparo:

Lave bem a beterraba e cozinhe com a casca até ficar bem macia. Depois de cozida retire a beterraba e bata em um processador até virar um purê. Reserve a água do cozimento. Pré-aqueça o forno na temperatura alta (210° C).

Em uma vasilha misture o polvilho doce, o azedo e o fermento. Adicione os temperos opcionais. Leve ao fogo uma panela com a água do cozimento, o sal e o azeite. Quando ferver jogue sobre a vasilha os polvilhos. Misture com as mãos até ficar com a consistência de farofa.

Adicione o purê de beterraba aos poucos o até obter uma massa uniforme, que não grude nas mãos. Unte um tabuleiro ou use um antiaderente. Faça as bolinhas e leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até os pãezinhos ficarem rachados e completamente assados.

Dicas:

  1. Pode ser feito com mandioquinha, batata inglesa ou batata doce. Se utilizar a batata doce, aumente a dosagem de sal. Pode incluir outros temperos a seu gosto.
  2. As bolinhas podem ser congeladas, basta colocar em uma forma com um espaço entre elas e levar ao freezer. Quando estiverem duras, remova com cuidado e guarde em saquinhos fechados. Para assar é só retirar do freezer e levar direto ao forno pré-aquecido.
  3. Pode ser adicionado diversas ervas desidratadas, como orégano, alecrim, salsinha etc.
  4. Se notar que a massa está grudando na mão, adicione um pouco mais de polvilho doce.



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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de Adriana Tenchini

Delicioso angu que aprendi com minha avó Cecília. Ela era filha de italianos, mas nasceu e cresceu em Três Pontas, no interior de Minas Gerais. Às vezes, servia este angu em uma travessa, como acompanhamento de algum prato. Em outras ocasiões, o angu vinha coberto por um molho de carne moída, e minha avó dizia que era a polenta. Não sei se ela estava certa quanto à descrição dos pratos, mas assim ficou registrado em minha memória afetiva.

O angu ocupa um lugar especial na cozinha mineira e está profundamente relacionado à história alimentar de Minas Gerais. O milho e seus derivados constituem uma das bases da alimentação tradicional do estado, ao lado da mandioca, e o fubá deu origem a diversos preparos que atravessaram gerações. Registros históricos também relacionam o angu às culturas africanas, tanto pela origem do termo quanto pelas técnicas de preparo e formas de consumo que se consolidaram no Brasil.

Em Minas Gerais, o angu tornou-se um acompanhamento emblemático, especialmente ao lado de preparações como frango com quiabo, carnes suculentas, couve e outros pratos da cozinha caipira. A técnica é simples, mas exige atenção: o fubá deve ser incorporado de maneira gradual ao líquido quente, com agitação constante, para evitar a formação de grumos e obter uma textura uniforme.

A associação entre angu e polenta também tem fundamento na história da alimentação brasileira. Com a imigração italiana, a polenta passou a fazer parte da mesa de muitas comunidades brasileiras e, nas regiões de forte presença italiana, os preparos à base de fubá cozido acabaram sendo aproximados. Embora semelhantes em alguns aspectos, angu e polenta pertencem a diferentes tradições culinárias e possuem histórias próprias.

Angu à Mineira

Categoria: Acompanhamento/Guarnição

Especificação: Angu, Cozinha Brasileira (Região Sudeste, Minas Gerais), vegana, vegetariana, sem lactose, sem glúten

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 840 gramas – 7 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 75 kcal

Angu à Mineira. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 1 Colher (sopa) de azeite
  • 3 dentes de alho picadinho
  • 1/2 cebola picadinho
  • 1 colher (chá) de sal
  • 3 xícaras de água
  • 1 xícara de fubá

Modo de Preparo:

Dissolva o fubá em 1 xícara da água fria e reserve.

Aqueça o azeite em uma panela e refogue o alho e a cebola até ficarem levemente dourados, sem deixar queimar. Acrescente o sal e as 2 xícaras de água restantes. Quando a água começar a ferver, reduza o fogo e adicione gradualmente o fubá dissolvido, mexendo continuamente para evitar a formação de grumos. Cozinhe em fogo baixo, mexendo constantemente, até o angu adquirir textura cremosa, homogênea e consistente, soltando do fundo da panela. Transfira imediatamente para uma travessa e alise a superfície, se desejar.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas:

  • A proporção utilizada nesta receita é de aproximadamente 3 medidas de água para 1 medida de fubá.
  • Dissolver o fubá previamente em água fria facilita sua incorporação à água quente, evita a formação de grumos e torna o cozimento mais rápido do que quando o fubá é colocado diretamente na água fria para iniciar o cozimento.
  • Essa dissolução prévia também reduz os respingos de angu quente durante o cozimento, tornando o preparo mais seguro e evitando que o angu espirre para todos os lados.
  • Mexer continuamente durante a incorporação do fubá é fundamental para obter uma textura homogênea.
  • O angu tende a ganhar consistência à medida que esfria. Por isso, sirva logo após o preparo quando desejar uma textura mais cremosa.
  • Tenha cuidado durante o cozimento, pois o angu pode espirrar e causar queimaduras.
  • Para um angu mais firme, adequado para ser cortado ou utilizado em preparações posteriores, prolongue o cozimento até atingir maior consistência.

2. Formas de consumo:

  • O angu é tradicionalmente servido como acompanhamento ou guarnição, especialmente com preparações que tenham molho ou caldo, como frango com quiabo, carnes cozidas e ensopados.
  • Na cozinha mineira, também pode compor refeições com couve, feijão, carnes suínas e preparações caipiras, funcionando como uma base neutra que absorve e valoriza os sabores dos demais componentes do prato.
  • Quando preparado mais firme, pode ainda ser utilizado como base para preparações em que o angu seja posteriormente cortado, grelhado ou frito.

3. Curiosidades:

  • A presença do angu na cozinha mineira também ultrapassa o simples acompanhamento. Preparações como o pastel de angu mostram como a massa de fubá cozido foi transformada em diferentes receitas e adquiriu identidade própria em várias localidades do estado.
  • O nome angu está relacionado a termos de origem africana e sua história no Brasil está associada às populações africanas e afro-brasileiras. O preparo à base de fubá e água se consolidou especialmente como alimento de subsistência e posteriormente passou a integrar diferentes camadas sociais e tradições culinárias.
  • Em Minas Gerais, o angu tornou-se tão representativo que aparece inclusive no título da obra ‘Feijão, angu e couve’, de Eduardo Frieiro, publicada em 1966 e considerada uma referência pioneira sobre a alimentação dos mineiros. A combinação de feijão, angu e couve é frequentemente apresentada como uma das expressões mais emblemáticas da cozinha mineira.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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A lentilha já fez parte da dieta humana há milhares de anos e é uma leguminosa popularmente conhecida por trazer fartura, prosperidade e sorte. Por esta razão, as lentilhas são muito consumidas na ceia de Réveillon. Para saber mais leia o post “Simpatias – Alimentos no Réveillon”. A lentilha é muito versátil, podendo ser consumida no dia a dia em substituição ao feijão. É muito nutritiva, contém proteína, vitaminas, zinco, ferro, magnésio, potássio e fibras. Por tradição, as lentilhas são uma ótima opção de cardápio para o Réveillon e esta salada além de prática, é refrescante e saborosa.

Salada de Lentilhas da Sorte

Categoria: Entradas, Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Salada, Leguminosas, Lentilhas, vegana, vegetariana

Rendimento: 6 porções

Tempo de Preparo: 25 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 1 xícara (chá) de lentilhas
  • ½ xícara (chá) de uvas sem caroço, cortadas ao meio
  • 1 cebola roxa em brunoise
  • 1 tomate em brunoise
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 3 colheres (sopa) de vinagre
  • Caldo de ½ limão
  • Azeite, q.b.[1]
  • Salsinha, q.b.
  • Sal, q.b.
  • Pimenta do reino moída, q.b.

[1] Q.b. – quanto bastar.

Modo de Preparo:

Em uma panela média, coloque as lentilhas, cubra com água e leve ao fogo médio. Quando ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por cerca de 20 minutos. Elas devem estar cozidas, mas ainda firmes.

Enquanto isso, misture os outros ingredientes. Reserve. Quando as lentilhas estiverem cozidas, escorra a água e deixe esfriar. Em seguida, misture as lentilhas na salada reservada. Acerte o sal.


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Molho rápido e fácil. Serve para acompanhar carnes suínas e frango.

Molho de Pêssego

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Molho

Rendimento: 8 porções

Tempo de Preparo: 10 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 1 xícara (chá) de pêssegos em calda
  • ½ xícara (chá) de calda de pêssegos
  • 1 limão
  • ½ pimenta dedo de moça sem sementes
  • Sal, a gosto

Modo de Preparo:

Em um liquidificador, bata todos os ingredientes. Leve ao fogo médio e deixe ferver.

Dicas:

1. Acompanhamento para carnes suínas e frango.

2. Molho para servir com a Copa Lombo Assada no Vinho Branco ou com o Lombo Cozido com Páprica e Vinho Branco.


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A polenta, preparação de origem italiana à base de milho, foi incorporada à alimentação brasileira e ganhou diferentes formas de apresentação, entre elas a tradicional polenta frita, dourada por fora e macia por dentro. No Brasil, essa preparação ultrapassou suas referências de origem e passou a integrar diferentes repertórios alimentares, sendo encontrada como acompanhamento, entrada e petisco.

Nesta receita, a polenta recebe uma abordagem contemporânea ao ser cortada, empanada com fubá e grelhada, adquirindo uma superfície dourada e levemente crocante, enquanto mantém o interior macio. Para acompanhá-la, o tomate cereja é preparado em confit, técnica associada à cozinha francesa que utiliza cocção lenta em azeite para concentrar sabores e preservar a suculência do ingrediente. Alho, açúcar e ervas aromáticas complementam a preparação, resultando em um acompanhamento delicado, aromático e de sabor concentrado.

A proposta dialoga com a cozinha brasileira contemporânea, que revisita preparações e ingredientes incorporados ao repertório gastronômico nacional, utilizando novas técnicas, combinações e formas de apresentação. Essa abordagem permite que referências tradicionais sejam ressignificadas sem perder sua identidade, aproximando diferentes influências que participaram da formação da gastronomia brasileira.

A Polenta Grelhada com Tomate Confit representa, portanto, uma releitura contemporânea construída a partir do encontro de diferentes matrizes culinárias. A polenta, já incorporada à alimentação brasileira, ganha nova apresentação, enquanto o tomate confit acrescenta uma técnica de outra tradição gastronômica. O resultado evidencia como a cozinha brasileira contemporânea pode transformar referências locais e internacionais em preparações que expressam diversidade, criatividade e identidade gastronômica.

Polenta Grelhada com Tomate Confit

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, petisco

Especificação: vegetais, cozinha brasileira contemporânea, fusion food (Brasileira – Italiana – Francesa), sem glúten, vegetariana

Tempo de Preparo: 90 minutos

Rendimento: aproximadamente 1200 gramas – 8 porções de 150 gramas. Composição de cada porção: 50 gramas de tomate confit + 100 gramas de polenta grelhada

Dificuldade: Médio

Calorias por porção (150 g): 350 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Polenta Grelhada:

  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 3 dentes de alho, picadinho
  • 1/2 cebola, picadinha
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 pitada de açafrão
  • 3 xícaras (chá) de água
  • 1 xícara (chá) de fubá pré-cozido
  • 70 gramas de queijo parmesão
  • 30 gramas de fubá para empanar

Tomate Confit:

  • 600 gramas de tomate cereja
  • 3 dentes de alho
  • 1 colher (sopa) de açúcar
  • 1 ramo de manjericão
  • 1 ramo de alecrim
  • 1 ramo de tomilho
  • 300 ml de azeite
  • 1 colher (chá) de sal

Modo de Preparo:

Polenta Grelhada:

Rale o queijo parmesão na lâmina grossa e reserve. Dissolva o fubá pré-cozido em 1 xícara (chá) da água e reserve.

Aqueça o azeite em uma panela e refogue o alho e a cebola até ficarem levemente dourados. Acrescente o sal e o açafrão. Adicione as 2 xícaras (chá) de água restantes e deixe ferver. Quando levantar fervura, acrescente o fubá dissolvido, mexendo continuamente para evitar a formação de grumos.

Cozinhe em fogo médio, mexendo sempre, até obter uma polenta espessa, que se desprenda do fundo da panela. Desligue o fogo e acrescente o parmesão ralado, misturando até incorporar completamente. Transfira a polenta para um refratário levemente untado, espalhando-a uniformemente.

Deixe esfriar até firmar. Se necessário, leve à refrigeração por aproximadamente 10 minutos para facilitar o corte. Corte a polenta em pedaços de aproximadamente 100 g, mantendo formato regular. Passe os pedaços pelo fubá reservado, formando uma camada fina.

Aqueça uma frigideira antiaderente e grelhe os pedaços em fogo médio, virando-os cuidadosamente para dourar todos os lados. Retire e reserve.

Rendimento da polenta grelhada: aproximadamente 800 g, correspondentes a 8 porções de 100 g.

Tomate Confit:

Higienize os tomates cereja e seque-os cuidadosamente. Disponha os tomates em uma panela de fundo largo. Acrescente o azeite, em quantidade suficiente para envolver e cobrir adequadamente os tomates. Adicione o alho, o açúcar, o manjericão, o alecrim, o tomilho e o sal. Leve ao fogo baixo e cozinhe lentamente por aproximadamente 30 minutos, evitando fervura intensa. Durante a cocção, os tomates devem murchar, concentrar o sabor e adquirir textura macia, mas sem se desmanchar completamente.

Retire do fogo e, se desejar, retire os ramos das ervas. Mantenha os tomates envolvidos pelo azeite aromatizado até o momento do serviço. Para a montagem da entrada, retire aproximadamente 50 g de tomate confit por porção. Utilize apenas uma pequena quantidade do azeite aromatizado junto aos tomates.

O azeite restante pode ser coado e aproveitado posteriormente em outros preparos.

Rendimento do tomate confit: aproximadamente 400 g de tomates prontos para serviço, correspondentes a 8 porções de 50 g.

Montagem e Serviço

Para servir como entrada, disponha 1 pedaço de polenta grelhada de aproximadamente 100 g no prato. Acomode 50 g de tomate confit ao lado da polenta. Finalize com uma pequena quantidade do azeite aromatizado do confit. Sirva imediatamente, preferencialmente com a polenta ainda morna e dourada. A porção final padronizada deve totalizar 150 g por pessoa, sendo 100 g de polenta grelhada + 50 g de tomate confit.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts ‘A Composição do Almoço e do Jantar’ e ‘A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas de Consumo:

  • Como entrada, a preparação deve ser apresentada individualmente, com o pedaço de polenta grelhada e o tomate confit disposto ao lado. O contraste entre a superfície dourada e levemente crocante da polenta, seu interior macio e a textura suculenta e aromática dos tomates valoriza a composição e proporciona diferentes texturas em uma mesma preparação.
  • A receita também pode ser servida como acompanhamento de carnes assadas, grelhadas ou de cocção lenta.
  • Em um serviço mais informal, a polenta pode ser cortada em palitos largos e apresentada como petisco, acompanhada do tomate confit.
  • Para melhor resultado, a polenta deve ser servida ainda morna, logo após ser grelhada. O tomate confit pode ser preparado antecipadamente e mantido em seu próprio azeite. O azeite aromatizado excedente pode ser coado e utilizado posteriormente para temperar saladas, finalizar massas, legumes ou outras preparações.

3. Curiosidades

  • A combinação desta receita exemplifica um aspecto da cozinha brasileira contemporânea: a releitura de ingredientes e preparações que já fazem parte do repertório nacional por meio de novas técnicas, apresentações e combinações. Esse movimento permite preservar referências culturais e, simultaneamente, criar novas formas de expressão gastronômica.
  • A polenta é uma preparação de origem italiana que utiliza farinha de milho e foi incorporada à alimentação brasileira, especialmente em regiões marcadas pela imigração italiana. A partir dessa incorporação, passou a fazer parte do repertório culinário brasileiro e ganhou diferentes formas de preparo e serviço.
  • A polenta frita é uma das apresentações mais conhecidas da preparação já cozida e resfriada. Ao ser posteriormente submetida a uma fonte de calor, desenvolve uma superfície dourada e mais crocante, mantendo o interior macio. Nesta receita, a técnica de grelhar oferece uma alternativa à fritura, mantendo a característica de contraste entre exterior e interior.
  • O confit é uma técnica tradicionalmente associada à cozinha francesa, caracterizada pela cocção lenta do alimento em gordura. No caso do tomate, o processo reduz parte de sua água, concentra seus sabores e produz uma textura macia e suculenta, enquanto o azeite absorve os aromas dos ingredientes utilizados.
  • O azeite empregado no tomate confit não precisa ser totalmente consumido no serviço. Como permanece aromatizado após a cocção, pode ser coado e utilizado posteriormente em outros preparos, aproveitando integralmente seus aromas e características.

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Patê delicioso, cremoso e sem lactose. A sua textura aveludada é graças ao inhame que faz parte desta receita. O inhame é um alimento que contêm diversos nutrientes benéficos à saúde, é rico em proteína, fibras e potássio, baixo em gordura; fortalece a sistema imunológico e limpa o sangue. O inhame é um tubérculo que veio da África e se adaptou ao nosso clima. É fácil reconhecê-lo pela casca marrom felpuda e por dentro claro, quase branco.

O inhame é um carboidrato que não eleva os níveis de glicemia no corpo devido ao alto teor de fibras em sua composição. Desta forma, é uma ótima opção para pessoas diabéticas ou em busca da reeducação alimentar. As vitaminas do Complexo B, em especial a B6, presentes no inhame dão a ele a capacidade de prevenir doenças cardiovasculares. É rico em vitamina A, promovendo a regeneração celular e auxiliando na saúde dos olhos e da pele.

O potássio ajuda no controle da pressão e da frequência sanguínea. Devido a vitamina C e as vitaminas do Complexo B, o inhame auxilia na secreção de toxinas no sangue, elevando a capacidade de defesa do organismo. Os antioxidantes presentes no alimento ajudam na eliminação de radicais livre e no rejuvenescimento celular. Ainda possui fitosteróis que controlam a absorção do colesterol ajudando a eliminá-lo. Estão ainda em estudo, a eficácia do inhame na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de cólon e no tratamento dos distúrbios ocasionados na menopausa. Segundo estudos, o alimento possui uma enzima capaz de atuar como um repositor de hormônios natural.

Além de todos estes benefícios para a saúde, o inhame é um grande aliado para quem pratica esportes ou está de dieta. O alimento é uma ótima fonte de energia, em cada 100g tem 96 calorias e mantem a saciedade por mais tempo, podendo substituir a batata, o arroz e o trigo. Na culinária o inhame também é super versátil. Ele pode ser consumido de diversas formas: assado, frito, cozido, purês, sopas ou pirão. Pode ser acompanhamento de todos os pratos ou ser consumido sozinho, com manteiga ou mel. O alimento tem uma consistência macia, sendo adequado para fazer mousse, mingau, purê, patê e outros. Ainda pode ser consumido como um substituto do leite comum para quem tem intolerância a lactose ou segue uma alimentação vegana, o leite vegetal de inhame. Devido a suave consistência e a digestão leve, o consumo do ingrediente em suas diversas formas é adequado para as crianças pequenas e para os idosos.

Ufa! Após tantas qualidades deste insumo, podemos até considerá-lo um super alimento e incluí-lo mais em nosso cardápio. Começo por esta receita, mas prometo que em breve testarei outras, trazendo muitas novidades saborosas. Ah! Sobre as diversas formas de consumo e a manuseio do inhame explicarei em post futuro.

Patê Vegano

Categoria: Entrada fria, Acompanhamento / Guarnição, Café da Manhã e Lanche, Petisco

Especificação: Sem Lactose, Vegetariana, Vegana

Rendimento: 650 gramas

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 600 gramas de inhame
  • 4 colheres (sopa) de azeite
  • 2 dentes de alho
  • 1 colher (sopa) de sal
  • 1 limão, suco
  • 1 xícara (chá) de água filtrada
  • Uma pitada de Gengibre em pó
  • Uma pitada de ervas finas [1]

[1] Tempero seco.

Imagem Adriana Tenchini

Modo de Preparo:

O primeiro passo é lavar bem o inhame com a casca em água corrente. É importante para ele não soltar a baba, que pode provocar alergia e irritação na pele. Com a ajuda de uma escovinha esfregue para remover toda a sujeira da casca. Passe o inhame pela água corrente várias vezes, esfregando com as mãos para retirar toda a sujidade.

Após a limpeza coloque os inhames na panela de pressão com água até cobri-los. Leve ao fogo médio por 15 minutos após a panela pegar pressão (começar a apitar).

Desligue o fogo, retire a pressão e escorra a água. Os inhames quando estão bem cozidos, sua casca se rompe (foto abaixo). Eles devem ser descascados em seguida, pois se deixar esfriar ficará mais difícil.

Imagem Adriana Tenchini

Muito cuidado para não se queimar! O ideal é colocar um inhame em um prato e com a ajuda de dois garfos retirar a casca. Não se preocupe que ela solta fácil.

Em um processador colocar os inhames cozidos e descascados, adicionar os demais ingredientes e bater. O patê fica com uma consistência cremosa. Guarde em um pote fechado. A validade é de 8 a 10 dias na geladeira. Sirva na torrada, pães, biscoitos, na batata assada, como acompanhamento ou da maneira que seu paladar agradar.

Dicas:

1. Se for utilizar o liquidificador, vá batendo aos poucos, colocando pequenas quantidades separadamente. Se bater tudo de uma vez, pode travar o liquidificador ou ter a necessidade de adicionar mais água, diluindo muito a consistência final.


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É um acompanhamento simples e muito fácil de fazer. Além, é claro, de ser super saborosa. Essa farofa combina com qualquer prato, pode ser no almoço, jantar ou até mesmo na ceia de Natal e Réveillon. Experimentem!

Farofa de Banana da Terra

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Farofa, Cozinha Brasileira, Vegana, vegetariana

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 cebola, cortada em meia lua
  • 2 bananas da terra maduras, cortada em rodelas na metade (meia lua)
  • 1 xícara (chá) de farinha de mandioca
  • Sal, q.b.[1]
  • Salsinha, q.b.

[1] Q.b. – quanto bastar.

Modo de Preparo:

Em uma panela coloque o azeite e doure a cebola. Adicione as bananas e refogue um pouco. Coloque a farinha de mandioca e o sal. Em fogo baixo, e mexendo de vez em quando, deixe a farinha ficar levemente dourada para ficar crocante. Retire do fogo e finalize com a salsinha.


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