Hoje vamos fazer uma receita fácil e saudável para o café da manhã ou lanche.

Panqueca de Banana com Aveia e Canela

Categoria: Café da Manhã e Lanches, Sobremesa

Especificação: Panqueca,

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: uma porção

Dificuldade: Fácil

Imagem de Amanda Arnason por Pixabay

Ingredientes:

  • 1 ovo
  • 1 banana amassada
  • 1 colher de sopa de aveia
  • 1 pitada de canela

Modo de Preparo:

Misture os ingredientes. Em uma frigideira coloque um fio de azeite, disponha a massa, sem ficar muito grossa. Frite de um lado e vire do outro. Se quiser pode adicionar mel por cima.

Dicas:

Assista o vídeo de como fazer uma “Panqueca de Banana com Aveia e Canela”.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de Amanda Arnason por Pixabay

A Moqueca de Banana da Terra é uma preparação muito utilizada na Região Norte do Brasil, especialmente na culinária amazônica, onde pode ser servida como acompanhamento do tradicional Camarão Marajoara. A combinação da banana da terra com leite de coco, azeite de dendê, pimentões, tomate e ervas resulta em um prato aromático, cremoso e de sabor marcante, no qual o dulçor natural da banana contrasta com a intensidade dos temperos.

Embora esteja fortemente associada ao repertório amazônico em determinadas formas de serviço, a moqueca de banana da terra não é uma preparação exclusiva da Região Norte. A utilização da fruta em moquecas também aparece em diferentes cozinhas brasileiras, com variações de ingredientes, temperos e técnicas de acordo com cada tradição regional. Dessa forma, esta preparação representa também a capacidade da cozinha brasileira de adaptar ingredientes e técnicas, criando versões vegetarianas e veganas a partir de referências culinárias tradicionais.

Além de acompanhar preparações regionais, a Moqueca de Banana da Terra pode ser servida como prato principal, especialmente em cardápios vegetarianos e veganos, ou como acompanhamento e entrada, conforme a composição do serviço. Sua preparação é simples e rápida, mas preserva características importantes das moquecas brasileiras, como o cozimento dos ingredientes em um caldo aromático e a presença marcante de ingredientes de origem vegetal.

Moqueca de Banana da Terra

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal

Especificação: vegetais, cozinha brasileira, vegetariano, vegano, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 900 g – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (300 g): 480 kcal

Moqueca de Banana da Terra. Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 3 dentes de alho picados
  • 1 cebola cortada em meia lua
  • 1/6 pimentão vermelho cortado em rodelas
  • 1/6 pimentão amarelo cortado em rodelas
  • 1/6 pimentão verde cortado em rodelas
  • 2 tomates sem sementes, picados em cubinho
  • 3 a 4 ramos de coentro picadinho
  • 200 ml leite de coco
  • 2 colheres de azeite de dendê
  • 3 bananas da terra cortadas em diagonal
  • 1 pitada de curry
  • Sal a gosto
  • Salsinha a gosto

Modo de Preparo:

Aqueça uma panela de pedra ou de barro em fogo médio. Adicione o azeite de oliva e refogue o alho e a cebola até começarem a dourar. Acrescente os pimentões e refogue brevemente. Junte os tomates, o coentro, o leite de coco, o azeite de dendê, o curry e o sal. Misture delicadamente e cozinhe por aproximadamente 1 minuto para integrar os sabores. Distribua as bananas da terra sobre o refogado, misturando cuidadosamente para evitar que se quebrem.

Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 10 minutos, ou até que as bananas estejam macias, porém ainda íntegras. Se necessário, acrescente pequena quantidade de água durante o cozimento para manter a preparação úmida. Finalize com a salsinha e sirva imediatamente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os post: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo:

  • A Moqueca de Banana da Terra pode ser servida como prato principal, acompanhada de arroz branco e farofa, compondo uma refeição vegetariana ou vegana. Também pode ser apresentada como acompanhamento de preparações regionais ou em pequenas porções como entrada.
  • Para o serviço como entrada, recomenda-se uma porção menor, de aproximadamente 100 a 150 g. Para o serviço como prato principal, utilizar a porção padronizada de 300 g por pessoa.
  • A utilização de panela de barro ou de pedra é recomendada por favorecer a retenção de calor e permitir que a preparação seja levada à mesa no próprio recipiente.
  • A banana deve estar madura, mas ainda firme. Bananas excessivamente maduras tendem a perder a estrutura durante o cozimento.
  • Para saber se atingiu o ponto adequado, pressione delicadamente um pedaço de banana com uma colher ou garfo. Ela deve ceder com facilidade, mas permanecer inteira. Evite o cozimento excessivo, pois a polpa pode se desmanchar.

3. Curiosidades

  • A moqueca é uma preparação presente em diferentes tradições culinárias brasileiras, com importantes expressões no Pará, na Bahia e no Espírito Santo. Por isso, não existe uma única fórmula nacional de moqueca: ingredientes, técnicas e temperos variam conforme a região.
  • A substituição do pescado pela banana da terra transformou a moqueca em uma preparação que também se adapta muito bem à cozinha vegetariana e vegana. Há registros de diferentes versões brasileiras utilizando a fruta como elemento central.
  • O contraste entre o dulçor natural da banana, a gordura aromática do azeite de dendê, a cremosidade do leite de coco e o frescor do coentro é um dos elementos que dá personalidade à preparação.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Tagliatelle é uma massa longa de corte reto difundida em toda a Itália. Sua origem é no norte do país na região da Emília Romagna. A versatilidade dessa massa a torna saborosa com todos os tipos de molhos. São deliciosas com condimentos à base de frutos do mar e moluscos, manteiga, molhos brancos à base de queijos e creme de leite. Nesta receita, apresento uma versão de molho que não contêm lactose. A manteiga e o creme de leite utilizados foram produzidos com leite vegetal.

Utilizei a manteiga que eu produzo: Manteiga de amêndoas Life Veg. O creme de leite usei o creme de Amêndoas, porém, existem outras opções de creme de leite vegetal no mercado.

Tagliatelle com Camarão ao Molho Branco sem Lactose

Categoria: Acompanhamento / Guarnição,Prato Principal,

Especificação: Massas, Frutos do Mar, Tagliatelle, Sem Lactose

Tempo de Preparo: 40 minutos

Rendimento: 5 a 6 porções

Dificuldade: Médio

Ingredientes:

  • 500 g de tagliatelle
  • 2 colheres (sopa) de manteiga vegetal
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 1/2 copo de água
  • 3 dentes de alho
  • 1/2 alho poró, em brunoise
  • 1 cebola, em brunoise
  • 1 cenoura, em brunoise
  • 1 kg de camarão pequeno (para molho)
  • 1/2 copo de conhaque ou rum
  • 200 g de creme de leite vegetal
  • Sal, à gosto
  • Pimenta do reino, à gosto
  • 6 ramos de salsinha

Modo de Preparo:

Cozinhe a massa em água com sal. O tagliatelli deve ser servido ao dente. Em seguida, prepare o Roux[1]. Coloque em uma panela a manteiga vegetal e a farinha de trigo, mexa por uns minutos e adicione a água. Para não empelotar, mexa com o auxílio de um fuê. Reserve.

Em outra panela adicione o alho, o alho poró, a cebola e a cenoura, deixe murchar. Junte os camarões e doure. Flambe com o conhaque ou rum. Adicione o creme de leite vegetal. Tempere com sal. Misture o molho com o tagliatelle. Finalize com salsinha. Sirva quente.


[1] Roux (palavra francesa que se pronuncia ru) é utilizado para engrossar molhos, sopas ou guisados. Consiste em cozinhar farinha de trigo em manteiga derretida até formar um creme espesso e homogêneo.

Dicas:

Para flambar: Vire ligeiramente a panela próxima à boca do fogão até que o fogo salte para dentro da panela. Em seguida, volte a panela para a posição normal e vá mexendo com cuidado para não se queimar. O fogo evapora o álcool. Abaixo segue fotos do processo.

Imagens de Adriana Tenchini


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Caponata é um preparo tradicional da Sicília, região ao sul da Itália conhecida por combinar sabores marcantes de vegetais, azeite e ervas frescas. Originalmente, era um prato camponês feito com ingredientes disponíveis na estação, como berinjela, tomate, cebola e alcaparras. Ao longo do tempo, ganhou inúmeras versões familiares e regionais, podendo ser servida quente, fria ou em temperatura ambiente. Nesta adaptação, mantemos a essência siciliana com ingredientes clássicos, em uma versão prática, leve e versátil para ser servida como entrada, acompanhamento ou petisco.

Caponata de Berinjela

Categoria: couvert, entrada, acompanhamento/guarnição, petiscos

Especificação: Salada Clássica, Salada de Legumes, Cozinha Internacional (Itália – Sicília), vegetariana, vegana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 20 minutos

Rendimento: 360 gramas – 3 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 120 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 30 ml de azeite
  • 1 dente de alho em brunoise
  • 1/2 cebola em cubos médios
  • 1/2 berinjela em cubos médios
  • 150 g de tomate pelatti
  • 50 g de alcaparras
  • 10 folhas de manjericão picadas
  • Sal à gosto

Modo de Preparo:

Aqueça o azeite em uma frigideira ampla. Acrescente o alho e a cebola e refogue por alguns instantes, até começarem a suar. Adicione a berinjela e mexa bem para envolver no azeite. Junte o tomate pelatti e as alcaparras e deixe cozinhar até que a berinjela murche e fique macia. Finalize com o manjericão picado e ajuste o sal conforme necessário.

1. Observação sobre a porção: Para fins de padronização, esta preparação é classificada como entrada, com porção de 120 g por pessoa, acompanhada de 30 g de pães, conforme os critérios apresentados no post A Composição do Almoço e do Jantar  e A Composição dos Petiscos e Aperitivos.

2. Dicas de consumo:

  • Como entrada: Sirva a caponata em porção de 120 g, acompanhada de 30 g de pães, como pão italiano, ciabatta, focaccia ou torradas rústicas. Pode ser apresentada fria, em temperatura ambiente ou levemente morna, conforme a proposta do serviço.
  • Como petisco: Disponha a caponata em pequenas cumbucas ou ramequins, acompanhada de pães fatiados, grissini ou crackers artesanais. É uma ótima opção para mesas de aperitivos, encontros informais e recepções.
  • Como couvert: Sirva em pequenas porções para compartilhar, acompanhando pães variados, azeite extravirgem e, se desejar, muçarela de búfala ou queijos frescos. Funciona bem como abertura de refeições de inspiração mediterrânea.
  • Como acompanhamento ou guarnição: Pode acompanhar carnes assadas, aves grelhadas ou peixes preparados na grelha ou no forno, trazendo frescor e acidez ao prato principal.
  • Outras utilizações: Também pode ser utilizada como recheio de sanduíches, bruschettas e wraps, ou como complemento de saladas e bowls.

3. Dica extra: A caponata fica ainda mais saborosa após algumas horas de descanso, quando os sabores se integram e se intensificam.

4. Curiosidades

  • Na Sicília, a caponata apresenta diversas variações regionais e familiares. É comum a adição de azeitonas, uvas-passas, pinoli ou um toque de vinagre, criando o contraste agridoce característico da preparação.
  • Tradicionalmente, a caponata é servida em temperatura ambiente, reforçando seu papel como prato versátil, que transita entre entrada, acompanhamento e antepasto.

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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

O suco é rico em antioxidantes que ajudam a manter a pele jovem e saudável, aumenta a imunidade, combate a retenção de líquidos, ajudando em dietas para emagrecer. Combinando a erva com gengibre, limão, uma folha verde e cenoura, resulta em um suco detox poderoso, com capacidade de combater infecções, atuando como anti-inflamatório natural.

Suco Detox de Salsinha, Cenoura e Couve

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches

Especificação: Ervas Aromáticas, Sucos

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: uma porção

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 3 ramos de salsinha
  • Suco de um limão
  • Raspas de gengibre
  • 1/4 de folha de couve
  • 1 colher (sopa) de cenoura ralada
  • 1 xícara de água filtrada

Modo de Preparo:

Bater todos os ingredientes no liquidificador. Beber sem adicionar açúcar e sem coar.


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Quer saber quais são os benefícios nutricionais da Salsinha? Acesse.


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O leite vegetal é uma excelente alternativa ao leite de origem animal, ideal para pessoas com intolerância à lactose, alergias ou que seguem uma alimentação vegana. Entre as opções disponíveis, o leite de soja é um dos mais populares por seu custo acessível, versatilidade e valor nutricional. Rico em proteínas e fibras, com baixo índice glicêmico e zero colesterol, ele pode ser utilizado em bebidas, doces, molhos, pães e até como base para o tofu, o queijo vegetal tradicional da culinária asiática.

Leite de Soja

Categoria: Bebidas, café da manhã e lanches

Especificação: Bebida não alcoólica, leite vegetal, leguminosas, vegana, vegetariana, sem glúten, sem lactose

Tempo de Pré preparo: 12 a 24 horas

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 1 litro

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (1 copo americano – 200 ml): 70 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

1ª Etapa: Hidratação

  • 1 xícara de grãos de soja
  • Água, o suficiente para cobrir os grãos
  • Pote com tampa

2ª Etapa: Preparação do Leite

  • Soja hidratada na etapa anterior
  • 4 xícaras de água mineral ou filtrada
  • 1 colher (chá) de ácido lático[1] (opcional)

[1] Nos laticínios de origem animal tem uma grande produção de ácido lático. No de origem vegetal, nem tanto. O ácido lático dará o gostinho de laticínios e serve como conservante natural.

Modo de Preparo:

1ª Etapa: Hidratação

Lave bem os grãos de soja e coloque em um pote com tampa. Cubra com água e deixe de molho na geladeira por 12 a 24 horas. Após esse tempo, descarte a água do molho e lave novamente os grãos em água corrente.

2ª Etapa: Preparação do Leite

Transfira a soja hidratada para o liquidificador. Adicione as 4 xícaras de água filtrada e o ácido lático dissolvido em um pouco de água (se for utilizar). Bata em alta velocidade por 2 minutos, até obter uma mistura homogênea e esbranquiçada, semelhante ao leite. Coe utilizando um pano de prato limpo ou um coador de voal. Esprema bem para extrair o máximo de líquido. Reserve os resíduos (okara) para outras receitas.

Despeje o leite coado em uma panela e leve ao fogo médio. Cozinhe por 15 a 20 minutos após levantar fervura, mexendo sempre para evitar que grude no fundo. É normal formar espuma, retire com uma colher, se desejar. Deixe esfriar e armazene em um recipiente de vidro limpo e com tampa. Conserve na geladeira por até 5 dias.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de Consumo

  • Use no preparo de smoothies, cafés, cappuccinos, chocolates quentes ou puro com frutas.
  • Substitua o leite de vaca em bolos, tortas, mousses, panquecas e cremes.
  • É o ingrediente base para o preparo do tofu (queijo vegetal).
  • Excelente opção para molhos como o bechamel vegano.
  • Pode ser congelado por até 3 meses. Congele em porções pequenas e descongele somente a quantidade necessária.

Curiosidades

  • A soja é uma leguminosa originária do Leste Asiático e tem sido usada há milênios na alimentação humana.
  • O resíduo da produção do leite de soja é conhecido como okara e pode ser reaproveitado em pães, bolinhos, hambúrgueres vegetais, farofas e até doces.

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O bobó é uma das preparações mais representativas da gastronomia baiana e tornou-se, ao longo do tempo, um prato reconhecido e apreciado em diferentes regiões do Brasil. Sua formação está relacionada à presença africana na construção da cozinha brasileira, especialmente à utilização de ingredientes e saberes trazidos pelos povos africanos escravizados. No Brasil, essa tradição encontrou os ingredientes, saberes e modos de fazer dos povos indígenas, estabelecendo um processo de intercâmbio que contribuiu para a formação do bobó como o conhecemos atualmente. A mandioca, ingrediente fundamental na alimentação indígena e posteriormente incorporada a inúmeras preparações brasileiras, passou a ocupar lugar de destaque na composição do prato, enquanto o leite de coco, o azeite de dendê e os temperos característicos reforçaram sua identidade baiana.

Tradicionalmente associado ao camarão, o bobó apresenta como característica marcante a combinação de um creme de mandioca com leite de coco, azeite de dendê e temperos, formando uma preparação de textura cremosa e sabor marcante. Sua trajetória também demonstra como a cozinha brasileira é resultado de encontros culturais, adaptações e transformações que acontecem ao longo do tempo, sem que necessariamente se perca a identidade da preparação.

Nesta versão, o camarão é substituído pelo cogumelo hiratake salmão, escolhido por sua coloração, textura delicada e capacidade de absorver os sabores dos demais ingredientes. A substituição transforma o prato em uma opção vegetariana, mantendo elementos fundamentais que permitem reconhecer sua matriz culinária: a mandioca, o leite de coco, o azeite de dendê e os temperos que remetem à tradição baiana. Outros cogumelos, como shimeji ou cogumelo Paris, também podem ser utilizados, criando novas possibilidades de textura e sabor.

Essa releitura representa um dos caminhos da gastronomia brasileira contemporânea: acompanhar novas tendências alimentares, ampliar o uso de ingredientes de origem vegetal e propor substituições para ingredientes tradicionalmente utilizados, sem abandonar as referências culturais que dão identidade ao prato. Assim, a cozinha brasileira permanece dinâmica e capaz de dialogar com mudanças nos hábitos alimentares e com a valorização de preparações sem carne, preservando, ao mesmo tempo, suas raízes, seus ingredientes e seus saberes tradicionais.

Bobó de Cogumelo Hiratake Salmão

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, prato principal, petiscos

Especificação: Cogumelos, legumes, cozinha brasileira (Bahia, variação vegetariana), sem glúten, sem lactose, vegetariana, vegana

Tempo de Preparo: 55 minutos

Rendimento: 1250 gramas – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (120 g): 170 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 500 g de mandioca, descascada e cortada em pedaços médios
  • 300 g de cogumelo hiratake salmão
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 cebola média, picada em brunoise
  • 3 dentes de alho, picados
  • 200 g de tomate, picado em brunoise
  • 200 ml de leite de coco
  • 1 colher (sopa) de azeite de dendê
  • 4 ramos de coentro, picados
Cogumelo Hiratake Salmão. Imagem Adriana Tenchini.

Modo de Preparo:

1. Cozimento da mandioca

Descasque a mandioca, lave-a em água corrente e corte em pedaços médios. Coloque-a em uma panela de pressão e cubra com água, deixando aproximadamente dois dedos de água acima da mandioca. Tampe a panela e leve ao fogo médio. Depois que atingir pressão, cozinhe por aproximadamente 30 minutos, ou até que a mandioca esteja muito macia. Desligue o fogo e aguarde a saída natural da pressão. Escorra bem a mandioca, retire as fibras centrais, quando presentes, e amasse-a ainda quente até obter um purê homogêneo. Reserve.

2. Preparo dos cogumelos

Retire a parte mais firme do caule dos cogumelos, separando as pétalas. Limpe delicadamente com um pano ou papel toalha levemente úmido. Aqueça uma panela e refogue a cebola e o alho no azeite de oliva. Acrescente os cogumelos e salteie até que estejam levemente dourados e tenham perdido parte da umidade. Junte o tomate e cozinhe por aproximadamente 2 minutos, apenas até começar a amaciar.

3. Finalização

Acrescente o purê de mandioca à panela e misture bem aos cogumelos e ao refogado. Adicione o leite de coco e o azeite de dendê. Misture delicadamente e cozinhe em fogo baixo até que todos os ingredientes estejam incorporados e o bobó adquira uma consistência cremosa.

Acrescente o coentro e ajuste o sal. Se necessário, adicione pequenas quantidades de água quente até alcançar a textura desejada. O bobó deve apresentar consistência cremosa e homogênea, suficientemente fluida para ser servido, mas sem ficar líquido.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os capítulos iniciais da Parte 3, intitulados ‘A Composição do Almoço e do Jantar’ e ‘A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas de Consumo:

  • Para servir como entrada, acomode o bobó em uma pequena cumbuca, prato fundo ou louça individual.
  • Como acompanhamento, pode ser servido em menor quantidade ao lado de preparações grelhadas, assadas ou de outros pratos de inspiração brasileira.
  • Como prato principal, a porção pode ser ampliada e acompanhada de arroz branco, arroz de coco ou farofa.
  • Como petisco, sirva o bobó em pequenas porções individuais, em cumbucas ou copinhos, podendo acompanhá-lo de chips de mandioca ou outros elementos crocantes para criar contraste de texturas.
  • Sirva o bobó bem quente, para valorizar os aromas do leite de coco, do dendê, do coentro e dos cogumelos.
  • Caso seja necessário reaquecer, faça-o em fogo baixo e acrescente pequena quantidade de água ou leite de coco para recuperar a cremosidade.
  • O hiratake salmão pode ser substituído por shimeji, cogumelo Paris ou outra variedade de cogumelo de boa textura.
  • Finalize com algumas folhas frescas de coentro e um pequeno fio de azeite de dendê no momento de servir. Para uma apresentação contemporânea, utilize uma louça de cor neutra e disponha o bobó de maneira que parte dos cogumelos permaneça visível na superfície, valorizando visualmente o ingrediente que substitui o camarão.
Bobó de Cogumelo Hiratake Salmão servido como entrada. Imagem Adriana Tenchini.

3. Curiosidades:

  • O cogumelo hiratake salmão destaca-se pela coloração característica e pela formação de delicadas pétalas, que também contribuem para a apresentação do prato.
  • O bobó é fortemente associado à gastronomia da Bahia, mas sua formação está relacionada ao encontro de diferentes matrizes culturais que participaram da construção da cozinha brasileira. Para saber mais leia o capítulo “A Construção da Culinária Brasileira”.
  • A mandioca ocupa papel fundamental na alimentação brasileira e possui origem indígena, tendo sido incorporada a inúmeras preparações ao longo da história.
  • O azeite de dendê e o leite de coco contribuem para a identidade sensorial de diversas preparações da culinária baiana.
  • A substituição do camarão por cogumelos demonstra como uma preparação tradicional pode ser reinterpretada a partir de novos hábitos alimentares sem abandonar seus principais elementos culturais.

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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

É uma ótima opção para tratar sintomas de gripes, resfriados e bronquites. O manjericão possui propriedades antissépticas, antimicrobianas, antioxidantes, expectorantes e uma forte concentração de óleos essenciais, sendo fundamental para auxiliar na limpeza e relaxamento dos músculos dos pulmões, o que reduz a tosse e facilita a respiração.

O manjericão estimula a dilatação dos vasos sanguíneos, promovendo o equilíbrio da pressão arterial; reduz as cólicas, úlceras estomacais e incômodos causados pela má digestão e ainda é eficiente para tratar aftas, dor de garganta e amigdalite. A bebida ainda é utilizada para melhorar a visão, a qualidade da pele e a saúde bucal, prevenir doenças cardiovasculares, hidratar e vitalizar os rins, fortalecer o sistema imunológico, reduzir os efeitos da depressão e ansiedade e por fim, amenizar o estresse e melhorar o sono.

Chá de Manjericão

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches,

Especificação: Chá

Tempo de Preparo: 10 Minutos

Rendimento: uma porção

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 10 folhas de manjericão
  • 1 xícara (chá) de água
  • Raspas de gengibre

Modo de Preparo:

Aqueça a água. Quando ferver, desligue o fogo e adicione o manjericão e as raspas de gengibre. Abafe e deixe descansar por 5 a 10 minutos. Coe o chá e beba até 3 vezes por dia.

Quer saber quais são os benefícios nutricionais do Manjericão? Acesse.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de Putzeck por Pixabay

O Suco além de refrescante possui benefícios nutricionais importantes. A melancia proporciona um grande poder diurético, o gengibre acelera o metabolismo e o manjericão promove uma desintoxicação do organismo. É muito fácil de fazer. Experimente!

Suco de Melancia com Manjericão e Gengibre

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches,

Especificação: Suco, Vegetariana, Vegana, Verduras e Frutas

Tempo de Preparo: 5 minutos

Rendimento: uma porção

Dificuldade: Fácil

Imagem de Mariya por Pixabay

Ingredientes:

  • 1 fatia grossa de melancia sem casca, mas com sementes
  • 3 folhas de manjericão
  • 1 fatia fina de gengibre com ou sem casca

Modo de Preparo:

Bata tudo no liquidificador e sirva.

Dicas:

1. Pode enriquecê-lo com banana verde e/ou gel de linhaça.

2. Bata o suco de melancia sempre com as sementes, basta passar na peneira depois.

3. Pode variar esta receita adicionando pitadas de canela em pó.

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Manjericão

Nome científico: Ocimum basilicum

Sinônimo: manjericão, manjericão-de-folha-larga, manjericão doce, alfavaca, basílico, alfavaca doce, alfava cheirosa, basilicão, erva real.

Origem:  possivelmente na Índia e chegou à Europa através do Oriente Médio por volta do século XV. Muito utilizada na cozinha italiana.

Características: planta herbácea anual, aromática e medicinal. Apresenta caule ereto e ramificado e atinge cerca de 0,5 a 1 m de altura. As folhas são ovaladas, carnosas, sem pelos e de cor verde brilhante. O aroma é muito intenso, uma mistura aproximada de alcaçuz, pimenta e cravo. Existem mais de 60 variedades diferentes de manjericão, com variações no tamanho e forma das folhas, no porte da planta e na concentração de aroma. A maioria das variedades são verdes, com exceção do manjericão roxo. O manjericão comum também é chamado de manjericão doce.

Manjericão. Imagem de Ulrike Leone por Pixabay
Manjericão Roxo. Imagem de Maite Ramos Ortiz por Pixabay

Uso Medicinal:  o manjericão pode ser utilizado como chá (infusão[1]), creme, tintura, pomada, xarope, cataplasma, loção e óleo. A infusão preparada com as folhas é utilizada na medicina popular por suas propriedades estimulante do apetite, antiespasmódica[2] e carminativa[3]. Também é indicado para tosse, catarro e coqueluche. Em caso de rouquidão, a infusão pode ser adicionada à gemada (gema de ovo batida com açúcar). Em inflamações da garganta e aftas, pode-se fazer o uso na forma de gargarejo. A infusão também tem seu uso externo para casos de frieira e banhos corporais.

Uso na Gastronomia: Tanto as folhas como as flores podem ser utilizadas na gastronomia. As folhas podem ser conservadas em geladeira por até quatro dias, enroladas em um pano ou papel levemente umedecido. O manjericão pode ser utilizado em molhos, pratos que levem tomate, molho pesto[4] (molho italiano de manjericão), pratos com ovos, costeletas de cordeiros, berinjela, ervilha, abóbora, saladas, carnes, azeites e vinagres aromatizados, entre outros. Como o calor diminui seu aroma, o ideal é adicioná-lo no final do preparo ou na hora de servir.

Curiosidades: 1. Na Índia, raramente é utilizada em cozinha e existe uma variedade (Ocimum sanctum), conhecida como tulsi que é considerada sagrada. 2. No mundo ocidental, sempre foi um símbolo de fertilidade. 3. Os gregos antigos a chamavam de erva-real. 3. O manjericão é usado em banhos de limpeza, saúde, cura e fertilidade. Acredita-se que o banho acalma o corpo, a mente e a alma, reequilibrando as energias.

Benefícios nutricionais e/ou medicinais:

Além do uso do manjericão na gastronomia, é possível também utilizá-lo como chá, creme, tintura, pomada, xarope, loção e óleo.

1. Auxilia no tratamento de gripes, resfriados e bronquites: Tem grandes quantidades de antioxidantes e terpenos[5] (óleos essenciais) que ajudam a relaxar os músculos dos pulmões, melhorando a respiração e aliviando a tosse. O manjericão tem propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas, aliviando a irritação pulmonar e ajudando a combater os vírus responsáveis por gripes e resfriados.

2. Promove a saúde do coração: os antioxidantes presentes na erva ajudam a baixar o nível de colesterol e o magnésio contribui para o relaxamento dos vasos sanguíneos, prevenindo e ajudando a diminuir a pressão arterial.

3. Combate ansiedade, depressão e insônia: com boas quantidades de linalol[6] e geraniol[7], óleos essenciais que atuam no sistema nervoso central, proporcionam o relaxamento.

4. Ajuda a emagrecer: é diurético, diminuindo o excesso de líquido do corpo.

5. Melhora a digestão: é rico em ácido ursólico[8], um composto com atividade anti-inflamatória e antioxidante que protege e melhora as funções do fígado. O manjericão ainda previne cólicas, dores de estômago, gastrite, úlceras, combate o excesso de gases e ainda auxilia no combate a prisão de ventre e indigestão.

6. Tratamento de amigdalite, dor de garganta, gengivite e aftas: por ter ação anti-inflamatória, antimicrobiana e antioxidante pode ser usado em chás, gargarejos ou bochechos.

7. Alivia a enxaqueca: é rico em geraniol e linalol, que têm propriedades anestésicas e relaxantes. O seu óleo essencial pode ser inalado ou aplicado na pele.

8. Tratamento de feridas e picadas de insetos: por suas propriedades antimicrobianas e antissépticas, pode ser utilizado como cataplasma, uma pasta caseira feita com plantas e óleos vegetais, aplicadas na pele.

Tabela Nutricional do Manjericão:

Porção de 100 gramas

NUTRIENTEQUANT.UNID.
Calorias (valor energético)23kcal
Água92,06g
Proteína3,15g
Carboidratos2,65g
Gorduras Totais0,64g
Fibra Alimentar1,6g
Cálcio177mg
Ferro3,17mg
Magnésio64mg
Fósforo56mg
Potássio295mg
Sódio4mg
Zinco0,81mg
Vitamina A, Retinol264µg
Vitamina B1, Tiamina0,034mg
Vitamina B2, Riboflavina0,076mg
Vitamina B3, Niacina0,902mg
Vitamina B6, Piridoxina0,155mg
Vitamina B9, Ácido Fólico68µg
Vitamina B12, Cianocobalamina0µg
Vitamina C, ácido ascórbico18mg
Vitamina D0mg
Vitamina K414,8µg
Gorduras saturadas0,041g
Gorduras monoinsaturadas0,088g
Gorduras poli-insaturadas0,389g
Colesterol0g
Fonte: TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS ALIMENTOS. São Paulo: Departamento de Informática em Saúde, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Disponível em: https://tabnut.dis.epm.br/Alimento

Salada Caprese

Prato proveniente da ilha de Capri na Itália e é um dos símbolos gastronômicos. Em sua combinação de cores reflete a bandeira italiana: verde, vermelho e branco.

Suco de Melancia com Manjericão e Gengibre

O Suco além de refrescante possui benefícios nutricionais importantes.

Chá de Manjericão

O Chá é uma ótima opção para tratar sintomas de gripes, resfriados e bronquites.


[5] Terpenos – São substâncias produzidas naturalmente pelos vegetais e são os responsáveis pelo cheiro das plantas. Muitos terpenos são voláteis e insolúveis em água. Também conhecidos como óleos essenciais, são utilizados há cerca de 3500 anos, com aplicação em perfumes, cosméticos, solvente ou matéria-prima para a produção de graxas, ceras, tintas e como intensificadores em alimentos. Na natureza, os terpenos são encontrados em sementes, flores, folhas, raízes, madeiras etc. Os óleos das essências de perfumes extraídos de frutas e vegetais contém muitos terpenos.

[6] Linalol – É considerado um dos terpenos de aroma mais agradável, sendo bastante empregado na indústria alimentícia. Ele é encontrado abundantemente em frutos e plantas como manjericão, limão, menta, alecrim, louro, tangerina, uva etc. Com aroma cítrico e toques de lavanda, o linalol também têm propriedades medicinais, tais como analgésico, antidepressivo e sedativo.

[7] Geraniol – É um terpeno muito utilizado na indústria química. É encontrado em frutas e plantas como o limão, o gerânio e os óleos essenciais de rosas e citronela. Seu aroma é parecido com o de rosas, sendo utilizado na fabricação de perfumes. É considerado como um antifúngico e um antitumoral.

[8]Ácido ursólico – É um composto natural que tem efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, além de favorecer a termogênese, a síntese muscular e composição corporal. Pode ser encontrado nas frutas como maçãs, amoras, ameixas, cranberries e mirtilos. Entre os temperos, pode ser encontrado no manjericão, tomilho, orégano e alecrim.

Temperando e Condimentando

Conceitos e Teorias de Gastronomia

Receitas com Manjericão

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REFERÊNCIAS:

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL. Artigos publicados no site “Conquiste sua vida – taeq”. Disponível em: https://www.conquistesuavida.com.br/tag/alimentacao-saudavel_t4/1

O pastel crocante de carne e batata é uma daquelas receitas que atravessam gerações, carregando memória afetiva, tradição e muito sabor em cada mordida. Esta receita tem um significado muito especial para mim, pois remete às lembranças da minha mãe, que sempre preparava pasteizinhos para as festas da família ou quando queríamos saborear algo diferente em casa. Ainda me recordo dela dizendo: “O segredo para o pastelzinho ficar crocante e cheio de bolinhas é colocar cachaça ou álcool na massa”.

Ela costumava preparar duas versões que faziam sucesso entre crianças e adultos: os pasteizinhos recheados com carne moída e batata, e os de banana, que depois de fritos eram envolvidos em açúcar e canela. Eram receitas simples, mas carregadas de carinho, tradição e sabor.

Além da memória afetiva, o pastel ocupa um lugar de destaque na culinária brasileira. Embora seja considerado um dos maiores símbolos da comida popular nacional, sua história está relacionada às adaptações culinárias desenvolvidas por imigrantes chineses e japoneses que chegaram ao Brasil durante o século XX. Inspirado em preparações orientais semelhantes, o pastel foi ganhando identidade própria, incorporando ingredientes locais e se transformando em um dos alimentos mais populares do país. Embora consumido em todo o Brasil, o pastel moderno tem forte ligação histórica com as feiras livres paulistas, onde se popularizou e ganhou as características que o tornaram um dos maiores símbolos da culinária brasileira.

Presente em feiras livres, lanchonetes, bares e reuniões familiares, o pastel conquistou os brasileiros pela combinação irresistível de massa fina, crocante e dourada com recheios variados. Nesta versão, o tradicional recheio de carne moída e batata traz o sabor das receitas caseiras que marcaram muitas gerações.

Pastel Frito Caseiro

Categoria: Entradas, café da manhã, lanches, petisco, acompanhamento/guarnição

Especificação: Salgados, pastel, comida de boteco, sem lactose, cozinha brasileira (São Paulo)

Tempo de Preparo: 1 hora (incluindo descanso da massa)

Rendimento: 900 gramas – 30 pastéis (com 30 g cada) – 10 porções

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (3 unidades – 90 g): 198 kcal

Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

Massa:

  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 1 colher (sopa) de cachaça ou álcool
  • 1 gema de ovo
  • 1 colher (chá) de sal
  • Água filtrada, se necessário

Recheio de carne e batata:

  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 1 cebola pequena picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 300 g de carne bovina moída
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 240 g de batata inglesa descascada e cortada em cubos pequenos
  • 60 ml de água
  • Salsa e cebolinha picadas a gosto

Modo de Preparo:

Massa:

Em uma tigela média, misture a farinha de trigo e o sal. Abra uma cavidade no centro e adicione o óleo, a cachaça e a gema. Misture inicialmente com uma colher e depois com a ponta dos dedos até formar uma farofa úmida. Acrescente pequenas quantidades de água filtrada somente se necessário, até obter uma massa homogênea.

Sove por alguns minutos até ficar lisa, macia e levemente brilhante. Cubra com um pano limpo ou plástico culinário e deixe descansar por 30 minutos.

Recheio de carne e batata:

Aqueça o óleo em uma panela média. Refogue a cebola até ficar transparente. Adicione o alho e refogue por alguns segundos. Acrescente a carne moída e cozinhe até perder completamente a cor rosada. Tempere com sal e pimenta do reino.

Adicione a batata cortada em cubos pequenos e misture bem. Acrescente a água e cozinhe em fogo baixo, com a panela parcialmente tampada. Cozinhe até a batata ficar macia e o líquido evaporar completamente. Finalize com salsa e cebolinha. Transfira para uma travessa e deixe esfriar completamente antes de utilizar.

Montagem e Fritura:

Abra a massa sobre superfície levemente enfarinhada até ficar bem fina. Com um aro redondo ou copo largo, corte discos de aproximadamente 8 cm de diâmetro. Distribua cerca de 20 g de recheio em cada disco. Dobre formando meias-luas. Pressione as bordas com os dedos e finalize a vedação utilizando um garfo. Disponha os pastéis sobre uma superfície enfarinhada sem sobreposição.

Aqueça o óleo entre 170 °C e 180 °C. Frite os pastéis em pequenas quantidades até dourarem. Durante a fritura, regue óleo quente sobre a superfície dos pastéis para favorecer a formação das características bolhas crocantes. Retire e escorra sobre papel absorvente.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: Esta receita foi ajustada considerando a categoria entradas e petiscos. A porção de 3 unidades por pessoa segue como referência para consumo moderado, podendo variar conforme o contexto da refeição. Para mais detalhes, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de preparo e consumo:

  • Evite recheios excessivamente úmidos para não comprometer a vedação da massa.
  • O pastel pode ser servido como petisco, entrada, lanche ou acompanhamento.
  • A receita permite inúmeras variações de recheio, como frango desfiado, queijo, palmito, camarão, cogumelos, carne vegetal ou jaca temperada.
  • Para congelar, distribua os pastéis crus em uma assadeira sem sobreposição. Após congelados, transfira para embalagens adequadas e mantenha sob congelamento por até 3 meses.
  • Para preparar a tradicional versão doce, recheie os discos com banana madura picada ou levemente amassada. Após a fritura, passe os pastéis ainda quentes em uma mistura de açúcar e
Pastel com recheio de banana

3. Curiosidades:

  • A cachaça ou o álcool utilizado na massa evapora durante a fritura, favorecendo a formação das pequenas bolhas que deixam o pastel mais crocante.
  • O pastel brasileiro desenvolveu características próprias a partir da adaptação de preparações orientais trazidas por imigrantes asiáticos.
  • As feiras livres contribuíram decisivamente para a popularização do pastel em todas as regiões do Brasil.
  • A combinação de carne moída e batata está entre os recheios caseiros mais tradicionais, proporcionando textura macia e sabor equilibrado. O pastel é um dos alimentos mais populares em feiras livres no Brasil, sendo símbolo da comida de rua nacional.

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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Guacamole

O Guacamole é um prato simples e saboroso da gastronomia mexicana conhecido em todo o mundo. Atualmente ganhou o formato de petisco, mas no México ele é servido também como acompanhamento de outros pratos. Acompanhe o passo a passo neste vídeo que foi criado para o curso de Graduação de Cozinha Contemporânea que finalizei em Julho / 2021.

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Para acessar a receita escrita click em: Guacamole.


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A Autora


Meu nome é Adriana Tenchini, natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Sou uma amante do conhecimento e tenho como formação os cursos: Graduação em Eventos, Bacharelado em Publicidade e Propaganda, Graduação em Gastronomia, Graduação em Cozinha Contemporânea, MBA em Administração Estratégica, Pós-graduação em Gestão da Qualidade em Gastronomia e vários cursos extracurriculares nas áreas de eventos, gastronomia, design e web design. Além da minha formação acadêmica, sou produtora de conteúdo, escritora, espírita, terapeuta holística, produtora de laticínios vegetais e mãe.

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FONTES IMAGENS:

CAPA: Imagem dayvison de oliveira silva por Pexels