Cravo da Índia

Nome científico: Syzygium aromaticus L.

Sinônimo: cravo da Índia, cravinho, cravo aromático, cravo de cabecinha,

Origem: Ilhas Molucas, na Indonésia. É utilizado como especiaria desde a antiguidade, sendo comercializado a preço de ouro, o que incentivou diversas expedições durante o período das navegações entre a Europa e o continente asiático.

Salsa lisa. Fonte: Imagem de baakk por Pixabay

Características: atualmente é usado na Medicina Ayurverda, na Medicina Chinesa e na fitoterapia ocidental. Tem ação repelente, impedindo a invasão de formigas, sendo colocado dentro de açucareiros. É utilizado em medicamentos, por suas propriedades antimicrobianas, antifúngicas, antivirais e anti-inflamatórias. É rico em eugenol, princípio ativo responsável pelas propriedades antissépticas e analgésicas, sendo muito usado na odontologia. Está presente em diversos perfumes, fragrâncias e aromatizantes.

Uso Medicinal: atualmente é usado na Medicina Ayurverda, na Medicina Chinesa e na fitoterapia ocidental. Tem ação repelente, impedindo a invasão de formigas, sendo colocado dentro de açucareiros. É utilizado em medicamentos, por suas propriedades antimicrobianas, antifúngicas, antivirais e anti-inflamatórias. É rico em eugenol, princípio ativo responsável pelas propriedades antissépticas e analgésicas, sendo muito usado na odontologia. Está presente em diversos perfumes, fragrâncias e aromatizantes.

Uso na Gastronomia: É um tempero comum no norte da África. Na Etiópia, o café é torrado junto com cravinhos durante a “cerimônia do café”. É apreciado pelos chineses e é destaque na gastronomia do Sri Lanka. Seu uso é popular nos países árabes e na Mongólia. O cravo é uma especiaria com sabor marcante, muito aromático e amplamente utilizado no preparo de pratos salgados e doces. Em pratos salgados, combina bem com molhos, caldos, ensopados, pratos com carne vermelha e frango. É muito utilizado em doces, tais como: doce de abóbora, torta de maçã, enfeitando com gin tônica e no popular “quentão”.

Curiosidades: 1. Na China, além de utilizar como condimento, é considerado um antisséptico bucal, sendo pré-requisito mascar cravos antes de qualquer audiência com o Imperador. 2. É usado em banhos para descarregar energias negativas, afastar o mau olhado e o olho gordo, e para limpeza espiritual.

Molho Bechamel

É o mais simples dos molhos-mãe da cozinha francesa porque não é necessário adicionar um fundo aromático.

Músculo Cozido com Cambuci

O músculo é previamente marinado na cerveja com especiarias e cozido na pressão. Posteriormente é adicionado a pimenta cambuci refogado com cebola.

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Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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REFERÊNCIAS:

INSTITUTO Americano de Culinária. O chef profissional. 3. ed. São Paulo: Senac, 2010.

LINGUANOTTO NETO, N. Ervas e especiarias com suas receitas. São Paulo: Editora Gourmet Brasil, 2006.

PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003./1

Gengibre

Nome científico: Zingiber officinale roscoe

Sinônimo: Gengibre, mangarataia.

Origem: Ásia

Características: é uma erva rizomatosa, perene, ereta, com cerca de 60 a 120 cm de altura. Folhas simples com 15 a 30 cm de comprimento. Flores verdosas ou branco-amareladas com manchas púrpuras dispostas em espigas. Rizoma ramificado de cheiro e sabor picante, agradável. São utilizados somente os rizomas de diversas maneiras: fresco, em conserva, seco, moído e cristalizado.

Gengibre. Imagem de Couleur por Pixabay.

Uso Medicinal: é utilizado para vários tipos de problemas estomacais, tais como: náuseas, enjoo, cólicas, dores de estômago, vômitos, diarreia, síndrome do intestino irritável, perda de apetite. Além destes, ainda inclui outros usos como, alívio da dor de artrite, dor menstrual e osteoartrite. Tem ação anti-inflamatória, antirreumática, antiviral, anti-trombose, antialérgica.

Uso na Gastronomia: com sabor fresco, picante e doce, o gengibre é o principal aromatizante da culinária chinesa, japonesa, indiana e tailandesa. No Japão, o gengibre em conserva é utilizado para fazer “gari[1]” e “shoga beni”, e é usado cru em “tofu” ou “noodles”. Na Coreia, o gengibre moído ou macerado é utilizado no preparo do “Kimchi”. Na China, é usado em pratos com peixe e carnes cozidas. O gengibre cristalizado é utilizado nas caixas de bombons chineses. Na Índia é incluído em molhos, lentilhas e bebidas, como o chai Masala. Na Indonésia, uma bebida chamada “Wedang Jahe” é feito de gengibre e açúcar de palma. Na França, é produzido um licor de gengibre chamado “Canton”. Na Jamaica, o gengibre é adicionado em bolos e preparam-se bebidas como cerveja e chá.

O gengibre fresco é mais aromático. É utilizado em bebidas e pratos salgados, tais como: chás, quentão (bebida preparada nas festas juninas), salteados, molhos, sopas, purês, carne bovina, peixes e aves. O gengibre fresco ralado derrete em molhos, mas para um sabor mais delicado, corte em rodelas. Em doces, é macerado para aromatizar sobremesas à base de leite como arroz doce, flans e pudins. Pode-se ainda cristalizar o gengibre e usá-los nos cozidos, principalmente em bolos, biscoitos, muffins e doces. O gengibre seco e moído é o mais potente, mas pode ter um leve amargor e é utilizado em pratos assados.

Curiosidades: 1. É conhecido por sua capacidade de aumentar a energia vital e ativar o chacra do plexo solar, relacionado à vontade e à autoconfiança. 2. Na espiritualidade é usado para estimular e catalisar energias, de forma a fazer com que as coisas aconteçam de forma mais rápida e dinâmica. 3. Consumir gengibre antes de rituais pode ajudar a aumentar a energia pessoal e os poderes mágicos de uma pessoa.


Kimchi Conserva de Acelga

É um condimento, um prato tradicional coreano, uma conserva de hortaliças fermentadas, salgada e picante, que é considerado a base da alimentação dos coreanos.

Furrundu

É um doce típico do Centro-Oeste, produzido com mamão ainda verde, rapadura, gengibre, cravo e canela.

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PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003./1

Páprica

Nome científico: Capsicum annuum

Sinônimo: Páprica, páprica-doce, colorau (Portugal),

Origem: sua origem é o continente americano (México e América Central). Foram plantadas pela primeira vez na Espanha em 1492. Os espanhóis é que secaram e moeram os pimentões. Mais tarde, as sementes chegaram na Turquia e foram plantadas na região e em todo o Império Otomano.

Páprica. Imagem de -Rita-und mit por Pixabay.

Características: é produzido a partir de diversas variedades de pimentões (ou pimentas) maduros, secos e moídos. Porém, este processo e o tipo de pimentão utilizado pode variar muito. Os mais utilizados são: ñora (também chamada pimenta-de-bola, doce) e a páprika (picante). Sua cor pode variar desde o vermelho escuro ao vermelho alaranjado.

Uso Medicinal: é rica em antioxidantes pertencentes à família dos carotenoides. Anti-inflamatória, estimulante da circulação sanguínea, antidisentérica, ativador da peristase intestinal, digestiva.

Uso na Gastronomia: é uma das especiarias mais populares da cozinha internacional e é cultivada em diferentes países do mundo. É o tempero nacional da Hungria, sendo utilizada como base do “Goulash”, das “Paprikás de vitela ou de frango” e do “pörköit de pato ou de ganso”. Na Índia, costuma ser um dos ingredientes que dá a cor avermelhada ao “Tandoori Chicken”. É utilizado em vários pratos espanhóis, tais como no “Pulpo a la gallega (polvo à moda galega), “chorizo”. “paella” e “patatas bravas” (batatas bravas). Nas patatas bravas é utilizada a páprica picante (pimentón picante).

A páprica combina com quase todos os alimentos, sejam salgados ou doces. A páprica doce pode ser utilizada para temperar saladas, legumes, tortas salgadas, carnes e ovos, e é ideal para as pessoas que não gostam de comida apimentada. A páprica picante é normalmente utilizada em ensopados, molhos e sopas. A páprica defumada combina muito bem com arroz, lentilha e feijão.Pode-se também utilizar a páprica na coloração e tempero de queijos, e na preparação de salsichas e linguiças. Ou ainda, como decoração na finalização de pratos.

Tipos: existem três tipos de páprica:

  • Doce – tem um sabor mais adocicado e não apresenta a ardência característica da maioria das pimentas. Para produzir a páprica doce, boa parte das sementes do pimentão (ou pimenta) são retiradas.
  • Picante – esse tipo é mais picante, e algumas vezes, vem com uma mistura de ingredientes como pimenta caiena. No processo de fabricação da páprica picante é utilizado todo o fruto, incluindo as sementes do pimentão (ou pimenta).
  • Defumada – durante a produção desse tipo de páprica, os pimentões (ou pimentas) são secos em fogo com lenha de carvalho para produzir o sabor defumado, antes de serem moídos.

Curiosidades: a páprica doce não tem sabor adocicado, ela é apenas mais suave que a páprica picante.

Patatas Bravas

É um tapa (um aperitivo, um petisco) muito consumido em toda a Espanha e teve sua origem em Madri no ano de 1960.

Carne de Panela Vegana

Carne de Panela com proteína de soja. Saborosa e com textura que não deixa nada a desejar.

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LINGUANOTTO NETO, N. Ervas e especiarias com suas receitas. São Paulo: Editora Gourmet Brasil, 2006.

PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003./1

Açafrão e Cúrcuma

Apesar de apresentarem semelhanças, em seus benefícios para a saúde, devido à suas propriedades medicinais, o açafrão e a cúrcuma não são a mesma coisa. O açafrão verdadeiro é extraído do pestilo das flores da Crocus Sativus, uma especiaria incomum e com alto preço. Já a Cúrcuma, conhecida como açafrão-da-terra, é extraída da raiz da Cúrcuma longa, uma planta da família do gengibre. 

Segundo Marina Borges[1]: “O açafrão e a cúrcuma têm propriedades semelhantes, sendo bastante utilizados por seus efeitos antioxidantes. Em relação ao sabor, ambas as especiarias são muito parecidas, mas enquanto o açafrão tem um sabor mais delicado, a cúrcuma é mais terrosa.

Nome científico: Crocus Sativus L

Sinônimo: Açafrão, Açafrão verdadeiro

Origem: Sudeste da Europa e Sudoeste da Ásia.

Características: o Crocus Sativus é uma flor roxa que floresce em outubro. Dessa flor retira-se o estigma (abertura superior do pistilo por onde entra o pólen). Este trabalho é muito delicado, sendo feito manualmente com o auxílio de pinças especiais. Para se produzir um quilo de açafrão são necessárias em torno de 170 mil flores de Crocus Sativus, por este motivo, o açafrão é a especiaria mais cara do mundo. O açafrão é vendido na forma de pequenos filamentos secos, geralmente em caixinhas ou potinhos pequenos e delicados.

O açafrão verdadeiro é extraído do pistilo das flores Crocus Sativus. Imagem de Johan Puisais por Pixabay.

Uso Medicinal: possui como princípios ativos o crocina[2], picrocrocina[3] e o safranal[4] e estes possuem diversas aplicações e efeitos farmacológicos, tais como: antidepressivo, anti-inflamatório, antioxidante, melhora da memória e aprendizagem, ajuda na perda de peso, antitumoral.

Uso na Gastronomia: combina muito bem com o arroz, receitas que levam frutos do mar, cozidos de carne, molhos feitos com tomate, pães e bolos. O açafrão combina com alho, tomilho, gengibre e limão. Na Espanha, é usado na paella. Na Índia, em receitas de arroz, doces e em sorvetes. Na França, no bouillabaisse e na Arábia Saudita, o café tem açafrão e cardamomo. 

Cúrcuma. Imagem de Nirmal Sarkar por Pixabay

Nome Científico: Cúrcuma longa L.

Sinônimo: Cúrcuma, açafrão-da-terra, açafrão

Origem: é originária da Ásia, provavelmente da Índia e da Indonésia. Foi introduzida no Brasil pelos portugueses durante a expansão colonial e atualmente é cultivada em vários estados do país.

Características: planta herbácea[5] da família do gengibre, perene, aromática, possui folhas grandes. Flores amareladas, pequenas, dispostas em espigas compridas. As raízes terminam em um rizoma[6] elíptico, de onde partem vários rizomas menores. Cada rizoma mede até 10 cm de comprimento e quando cortados mostram uma superfície de cor alaranjada, exalando cheiro forte e agradável. Com sabor aromático e picante. É cultivado em todo o mundo tropical. As partes utilizadas são os rizomas.

Uso Medicinal: o princípio ativo é a curcumina[7] que possui propriedades tais como: anti-inflamatório, antidepressivo, auxilia na regulação da glicose e do colesterol, antioxidante, possui efeitos antitumorais.

Uso na Gastronomia: é utilizada como condimento na culinária de quase todo o mundo. A cúrcuma não é somente corante, ela também dá um sabor agradável aos pratos. O uso comum é no refogado do arroz, deixando-o na cor amarelada. Acrescente a cúrcuma em pó quando estiver refogando a cebola e o alho. Pode ser também adicionado em molhos, carnes brancas, refogados, caldos e vegetais salteados ou assados. Para dar mais sabor nas massas pode incluir a cúrcuma em pó na massa do pão, torta salgada, nhoque etc. Pode-se também utilizar a raiz fresca. A raiz ralada aprimora o sabor das sopas, ensopados e assados. Ainda é possível acrescentar em vitaminas e sucos. O sumo da raiz fresca fica excelente em molhos para saladas. Ainda tem a opção de consumir a cúrcuma em pó em infusão (chá de cúrcuma).

Curiosidades: na Umbanda, a cúrcuma é utilizada em banhos e defumações para suprimir males físicos, adquiridos de outros ou em locais onde estejam os médiuns.


Paella Valenciana Tradicional

É um prato típico espanhol que é preparado com arroz, frango, coelho, frutos do mar, feijões verdes e açafrão, cozidos no fundo de camarão.

Khao Soi

É um prato popular do norte da Tailândia, da região de Chiang Mai. É uma sopa de macarrão de ovo à base de trigo com caldo de curry e leite de coco.

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REFERÊNCIAS:

INSTITUTO Americano de Culinária. O chef profissional. 3. ed. São Paulo: Senac, 2010.

LINGUANOTTO NETO, N. Ervas e especiarias com suas receitas. São Paulo: Editora Gourmet Brasil, 2006.

PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003./1

BORGES, Marina. Açafrão ou Cúrcuma? Benefícios, diferenças e para que servem. Artigo publicado na página “Nutrição”, site “Ge”, 04/05/2021. Disponível em https://ge.globo.com/eu-atleta/nutricao/noticia/acafrao-ou-curcuma-beneficios-diferencas-e-para-que-servem.ghtml. Acesso em 26/09/2024, às 16h40.

Urucum

Nome científico: Bixa orellana

Sinônimo: Urucum, colorau, achiote,

Origem: é uma planta originária da América Central e do Sul, pertencente à flora amazônica. A palavra urucum vem do tupi-guarani e significa “vermelho”. Foi o primeiro corante vegetal comercializado das Américas para a Europa. No Brasil, o consumo passou a ser feito com a semente moída e recebeu o nome de colorau. Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial de sementes e corantes de urucum.

Características: é o fruto do urucuzeiro, árvore perene que pode atingir de 3 a 8 metros de altura. Folhas simples, grandes, medindo de 8-20 cm de comprimento. Flores brancas ou levemente róseas. Fruto coberto por espinhos moles e possui coloração variável entre o verde, o vermelho e o roxo. Os frutos encontram-se em cachos de até 17 unidades. O fruto abre-se por duas linhas longitudinais, mostrando uma cavidade com muitas sementes, de 30 a 40.

Fruto do Urucum. Imagem de João por Pixabay.
Semente do Urucum. Imagem de Nguyen Thi Thy por Pixabay.

As sementes são revestidas por uma camada pastosa de coloração avermelhada e quando amadurecem, tornam-se secas, duras e de cor escura. Desta camada externa das sementes é que são extraídos os pigmentos do urucum. Atualmente, o corante de urucum é um dos mais importantes corantes naturais do Brasil, amplamente utilizado na indústria alimentícia, têxtil, cosmética, entre outras.

Uso Medicinal: na medicina caseira é utilizada como expectorante. Na literatura farmacológica, as sementes são referidas como tonificante do aparelho gastrointestinal, antifebril, estomáquica, palpitações do coração, auxiliar no tratamento de crises de asma, coqueluche e gripe.

Uso na Gastronomia: o urucum é uma especiaria que tem um sabor muito suave, não interferindo nos sabores dos outros ingredientes do preparo. Ele é utilizado para dar cor e tornar os pratos mais atraentes. O urucum é encontrado como colorante em diversos produtos, tais como, manteiga, queijo cheddar, entre outros. Na culinária é utilizado para colorir inúmeros pratos: arroz, frango, farofa etc. O colorau é amplamente utilizado como corante ou condimento na cozinha nordestina.  moqueca capixaba utiliza urucum e tomate para adquirir a coloração avermelhada.

Armazenamento: O colorau vendido no comércio é composto de sementes de urucum e fubá. Para utilizar um produto mais puro, pode-se comprar as sementes do urucum inteiras ou moídas. Deve-se manter em local seco.

Curiosidades: 1. Os indígenas utilizam o urucum para pintura dos corpos em rituais, como proteção contra insetos e queimaduras por exposição ao sol, para tingimento de tecidos, utensílios de palha ou de barro, artefatos de guerra, caça e pesca. 2. Nas culturas indígenas, o urucum é um símbolo de força vital e conexão com a terra. A sua cor vermelha é associada ao sangue, que é considerado o portador da vida.

Moqueca Capixaba

É tradicionalmente preparada no Espírito Santo em panelas de barro que é reconhecido como
patrimônio imaterial da região.

Costelinha com Ora-pro-nóbis

O ora-pro-nóbis é rico em proteína, antioxidantes, ferro, aminoácidos e outras propriedades que trazem diversos benefícios para a saúde.

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Cominho

Nome científico: Cuminum Cyminum

Sinônimo: Cominho

Origem: nas zonas do Mediterrâneo Oriental e do Egito. É da mesma família da salsa, do dill e do kümmel.

Imagem de Amatus Sami Tahera por Pixabay.

Características: planta herbácea[1] (fruto não comestível) que atinge por cerca de 40 cm de altura. Caule ereto, revestido com pelos e com raízes brancas e fibrosas. Folhas alternadas, distantes e recortadas. Flores brancas ou avermelhadas, pequenas, dispostas em ramos. O fruto é alongado e estriado. Exala um forte odor, aromático e pouco agradável, de sabor acre. As sementes são côncavas. É utilizado na indústria de perfumaria e aplicado em certos tipos de queijo e pão.

Uso Medicinal: serve como remédio caseiro para melhorar alterações digestivas, como excesso de gases e indigestão. Também ajuda a baixar o açúcar no sangue e a pressão arterial.

Uso na Gastronomia: tem um aroma quente e um sabor que pode ser descrito como “penetrante e apimentando”, por isso, combina muito com cozidos e sopas. A água ajuda a realçar o sabor desta especiaria. Como é perfumado, pode ser utilizado na fabricação de licores, conservas, compotas doces, bolos e pães. Também é empregado em pratos para aprimorar o sabor, tais como, assados, carnes vermelhas, aves, queijos, salsichas, molhos, carne de hamburguer.

O cominho combina bem com outros temperos como canela, louro, mostarda, gengibre, alho, pimentas, erva-doce, cebola, entre outros. A especiaria é utilizada em diversas preparações pelo mundo. Como tempero do hummus no Oriente Médio, no México, incrementa o chili, na Índia, é parte das especiarias do curry, na Holanda é usado no queijo Leyden e no Brasil, no estado do Paraná é utilizado no Barreado.

Armazenamento: o ideal é comprar a semente e moer na hora do preparo, pois o pó perde o sabor rapidamente. Deve ser mantido em recipiente fechado, em local fresco, escuro e seco. O pó dura cerca de 6 meses e a semente, um ano.

Curiosidades: 1. o cominho foi levado para a Europa pelos árabes, que lhe atribuíam um poder afrodisíaco. 2. Era usado no antigo Egito como tempero e para conservar múmias. 3. Em países de língua alemã é confundido com o kümmel, mais popular naqueles locais. 4. É usado em óleos essenciais para trazer alegria e renovação à vida.


Veggie Burguer de Abóbora com Aveia

Burguer preparado com abóbora e aveia. Uma opção saudável e para aqueles que não consomem alimentos de origem animal.

Barreado

É um prato típico do Paraná na região sul do Brasil. Ele tem influência portuguesa e é originário dos sítios dos pescadores.

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Noz Moscada

Nome científico: Myristica fragans

Sinônimo: Noz Moscada

Origem: é originária da Indonésia. Chegou ao Ocidente pelos navios mercantes muçulmanos no período das grandes navegações, sendo comercializada pelos mouros. A noz-moscada é utilizada desde tempos remotos no preparo de alimentos e chá curativos.

Imagem de scym por Pixabay.

Características: a especiaria é obtida do fruto da moscadeira, uma árvore de porte alto que pode atingir até 15 metros de altura. Sua madeira é muito boa para confecção de móveis. O fruto da moscadeira tem formato arredondado, cor amarela ou esverdeada e mede em torno de 5 cm de diâmetro. Ao amadurecer a parte carnosa se divide em duas, expondo a semente. Ela é revestida pelo macis que é uma membrana na cor vermelho-vivo que envolve a noz-moscada e é rica em óleos aromáticos. Tanto a semente (noz moscada) quanto a membrana (macis) são utilizados como especiarias.

A noz-moscada é deixada para secar durante alguns meses. Após este tempo, a casca separa-se do fruto, sendo possível extrair o macis, que é prensado e colocado para secar, resultando em lascas de cor castanho-amarelada. O macis tem um sabor mais refinado que o da noz-moscada e combina com legumes e verduras em geral, como batatas, espinafre, couve-flor, brócolis.

Uso Medicinal: Tem propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e antioxidantes, podendo promover a cura de sintomas patológicos do aparelho digestivo e respiratório. 

Uso na Gastronomia: é uma especiaria muito aromática, utilizada em pratos salgados e doces. Tem um sabor adocicado, amendoado e quente, e um aroma forte e distinto. Noz-moscada combina bem com muitos queijos, tornando-se um ingrediente comum em molhos e suflês de queijo. É um aromático utilizado na preparação do molho béchamel. É muito usada em pratos doces, tais como bolo de especiarias, pudins, biscoitos, tortas etc. Também complementa pratos de ovos e preparos com vegetais, como berinjela, cebola, repolho, brócolis e espinafre. Na Itália, utiliza-se a noz-moscada ralada na hora no brodo[1] de capeletti ou em molhos, e ainda, na mortadela italiana. No Oriente Médio é empregada em pratos de cordeiro e nos Estados Unidos é incluído no preparo de vinhos quentes durante o inverno.

Deve-se ralar a noz-moscada na hora de sua utilização. Imagem de scym por Pixabay.
O fruto da moscadeira quando amadurece se divide em dois, expondo a semente. Imagem de Nandhu Kumar por Pixabay.
 Fruto aberto. A semente (noz moscada) é revestida uma membrana avermelhada (macis). Imagem de Agnieszka por Pixabay.

Armazenamento: o ideal é utilizar a noz-moscada em semente, pois tem vida útil indefinida. A especiaria ralada, perde seu sabor e aroma rapidamente. Para utilizar a noz-moscada, deve-se raspar com um ralador bem fino (ou um zester) uma pequena porção da semente. Por ter aroma forte, apenas uma pequena quantidade é necessária para dar sabor ao prato. A especiaria deve ser ralada e adicionada no final do processo de cozimento, pois o calor diminui o seu sabor. Deve ser armazenada em temperatura ambiente e sem umidade.

Curiosidades: 1. A noz moscada em pó pode ser misturada na canela e ser soprada na casa para prosperidade. 2. O incenso de noz moscada ajuda a purificar o ambiente, promover prosperidade, saúde, amor e tranquilidade. Também pode ajudar a meditação, relaxamento e viagem astral. 3. A noz moscada pode ser usada em simpatias para atrair sorte no amor.


Molho Bechàmel

É o mais simples dos molhos-mãe porque não é necessário adicionar um fundo aromático. O Bechamel é preparado somente com leite
quente engrossado em roux, temperado com cebola, cravo,
pimenta do reino, noz moscada e cozido até ficar cremoso.

Eisbein – Joelho de Porco

É  um prato tradicional da culinária alemã, que consiste em joelho de porco, e é um dos mais famosos do país. A palavra “Eisbein” pode ser referir tanto à peça do joelho de porco quanto ao prato, dependendo do modo de preparo (eisbein cozido).

Para saber mais sobre Gastronomia acesse: Conceitos e Teorias


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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REFERÊNCIAS:

INSTITUTO Americano de Culinária. O chef profissional. 3. ed. São Paulo: Senac, 2010.

LINGUANOTTO NETO, N. Ervas e especiarias com suas receitas. São Paulo: Editora Gourmet Brasil, 2006.

PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

O Chá de Alecrim é conhecido pelo seu aroma e sabor. Mas também é rico em diferentes propriedades terapêuticas. O chá tem uma grande ação antioxidante, digestiva, anti-inflamatória, antisséptico, depurativo, antibiótico, diurético e antiespasmódico. Por isso, o chá é muito indicado para fortalecer a imunidade, além de uma série de benefícios: melhorar a digestão, atuar como antioxidante, aliviar a dor, melhorar a circulação sanguínea, proteger o fígado, diminuir a retenção de líquidos, combater o cansaço mental, melhorar a memória, atuar como descongestionante, ajudar no combate ao estresse e a ansiedade.

Nota: Não é recomendado para gestantes, lactantes, crianças menores de 12 anos. As pessoas com doenças no fígado, epilepsia ou que usam remédios anticoagulantes, diuréticos a anti-hipertensivos, devem consultar o médico antes de usar o chá de alecrim como remédio caseiro.

Chá de Alecrim

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches

Especificação: Infusão, Ervas Aromáticas

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 1 porção

Dificuldade: Fácil

Chá de Alecrim. Imagem Freepik.

Ingredientes:

  • 1 xícara de água filtrada
  • 1 ramo de alecrim fresco
  • Sumo de ½ limão (opcional)

Modo de Preparo:

Leve a água ao fogo. Quando ferver, desligue, coloque o alecrim, tampe a panela e deixe repousar por 5 a 10 minutos. Coe e adicione o sumo de limão. Prontinho! Beber 2 a 3 vezes ao dia.

Quer saber quais são os benefícios nutricionais do Alecrim? Acesse.


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Alecrim

Nome científico: Rosmaninus Officinalis

Sinônimo: Alecrim, rosmaninho, alecrim-de-jardim, alecrim-de-cheiro, alecrim-da-horta, alecrim-rosmaninho, rozmarin, rosmaninho, erva-da-graça etc.

Origem: nasce espontaneamente em terrenos pedregosos e arenosos no litoral dos países mediterrâneos, entre o norte da África e sul da Europa. A espécie está aclimatada no Brasil, sendo cultivada em jardins e hortas. O alecrim era de grande apreço para gregos e romanos. Durante a Idade Média, as propriedades medicinais da erva tornaram-se mais importante do que seu uso na culinária.

Alecrim. Fonte: Imagem de samsevents por Pixabay.

Características: é um subarbusto lenhoso, perene, ereto, ramificado, que pode atingir até 2 m de altura. Suas folhas são opostas, lineares, pontiagudas e verde-escuras. Utiliza-se os ramos com folhas e flores. Pertence à família Labiatae. O alecrim tem um ciclo de vida longo, podendo atingir mais de 20 anos.

Uso Medicinal: éutilizado em distúrbios menstruais, alívio de tosse, como antiespasmódico, analgésico, diurético, tônico, alívio de flatulência, problemas hepáticos, problemas renais, distúrbios estomacais, dores de cabeça, bronquites e asma. A infusão é utilizada externamente para lavagem de feridas, afecções no couro cabeludo e banhos para dores musculares e articulares. A tintura de alecrim preparada com as folhas e álcool de cereais é usada para alívio de dores musculares e articulares.

Uso na Gastronomia: O alecrim está presente em várias cozinhas. Ele compõe as Ervas de Provença juntamente com tomilho, segurelha e manjerona. A erva é especialmente apreciada na Itália, tanto em preparações salgadas como doces. Os italianos utilizam o alecrim em assados de vitela e carneiro, e a erva é ingrediente tradicional da Focaccia. Na Inglaterra é comumente usada na Shepherd’s pie (um empadão inglês de carne moída e purê de batata). Na Espanha, a erva é especialmente apreciada quando queimada junto de lenha, para defumados. No norte da Europa, é utilizada em embutidos.

O alecrim pode ser utilizado em diversos pratos: sopas; molhos (as folhas frescas ou secas da erva proporcionam um excelente sabor ao tomate assado e aos molhos de tomate); Batata, berinjela, abobrinha (estes legumes[1] combinam muito bem com o alecrim); pães (use alecrim em receitas de pães ou alecrim em azeite como “dip[2]”, para molhar o pão fresco); queijos (alecrim combina com quase todos os tipos de queijo, sejam eles frescos ou maturados); carnes assadas (peixe, frango, pato, porco, boi, carneiro, cordeiro); marinadas (use alho e alecrim); peixes de sabor suave (use limão e alecrim para realçar o sabor); carne do churrasco (adicione um raminho na carne); o alecrim pode ainda ser salpicado sobre o carvão para que o aroma espalhe pela carne ou legumes no churrasco e também pelo ambiente.

Curiosidades: 1. Na Grécia antiga, acreditava-se que o alecrim refrescava a memória e fortificava o cérebro, por isso, usavam coroas com as folhas da planta quando se preparavam para exames. 2. Outros povos da antiguidade reconheciam seu poder de reforçar a memória e por isso, o alecrim era queimado nas escolas. 3. Os gregos e romanos antigos associam o alecrim ao amor e a morte e o seu uso era comum em casamentos e funerais. Em Atenas, colocavam folhas de alecrim nas mãos dos falecidos, como símbolo da imortalidade da alma, e em Roma, era queimado para purificar os túmulos dos mortos, casa de doentes e fontes. 4. No antigo Egito, era usado no processo de mumificação dos mortos. 6. Na época medieval, surgiu o costume de colocar ramos de alecrim sobre a orelha de estudantes, na crença de que a erva fortificava a memória e o cérebro. 7. Os franceses dizem que o alecrim somente brota na casa de famílias justas. 8. Na Umbanda é considerada uma planta sagrada associada a Oxalá e utilizada em rituais de limpeza energética, defumação e banhos. 9. O alecrim também é considerado um amuleto de sorte e é usado para afastar mau agouro. 10. Em defumação, é utilizado para limpar, descarregar, atrair prosperidades, bons negócios e pessoas amigas. 


Batatas Assadas com Alecrim

É característico no Rio Grande do Sul e um dos pratos em que esta iguaria guarnece é o “Lombo à Moda Sulista”

Chá de Alecrim

É conhecido pelo seu aroma e sabor, mas também é rico em diferentes propriedades terapêuticas.

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Receitas com Alecrim

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REFERÊNCIAS:

INSTITUTO Americano de Culinária. O chef profissional. 3. ed. São Paulo: Senac, 2010.

LINGUANOTTO NETO, N. Ervas e especiarias com suas receitas. São Paulo: Editora Gourmet Brasil, 2006.

PELT, J. M. Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.quiste sua vida – taeq”. Disponível em: https://www.conquistesuavida.com.br/tag/alimentacao-saudavel_t4/1

Pimenta do Reino

Nome científico: Piper Nigrum

Sinônimo: Pimenta do Reino

Origem: originária da Ásia. Era chamada de pimenta de Portugal durante o período colonial brasileiro. Depois da colonização no Brasil passou a ser chamada de pimenta do reino, pois provinha do reino de Portugal. Durante a colonização existia um forte comércio de pimenta, elevando tanto o seu valor que chegou a ser empregada como moeda. Na Idade Média o uso da pimenta era para disfarçar o gosto dos alimentos em decomposição. Atualmente, é usada na indústria de carnes e conservas. O Brasil é conhecido como um dos maiores produtores de pimenta do reino.

Pimenta do Reino Preta. Imagem de Public Domain Pictures por Pixabay.

Características: é uma espécie perene, semi-lenhosa e trepadeira que pode atingir até 5 metros de altura. O caule é formado por duas partes distintas: a haste central que possui raízes adventícias[1], que se originam nos nós, e as hastes laterais, que são desprovidas de raízes e de onde se originam as flores e frutos. As folhas são pecioladas[2] localizadas à altura dos nós e a inflorescência é uma espiga que pode atingir 10 a 12 cm. Fruto pequeno, globoso com uma só semente e quando maduro possui de 4 a 6 mm de diâmetro e a casca adquire coloração avermelhada.

Uso Medicinal: a pimenta do reino oferece benefícios à saúde devido aos compostos bioativos presentes, principalmente a piperina. A piperina é um alcaloide natural que confere seu sabor picante e é considerada um tipo de antioxidante que ajuda a diminuir o risco de doenças crônicas como arteriosclerose, doenças cardiovasculares e condições neurológicas. A pimenta do reino tem funções antibacterianas, anti-inflamatórias e termogênicas no organismo. É muito utilizada na medicina ayurveda, pois ajuda no sistema digestivo e na absorção de nutrientes. Ainda pode ser consumida como chá e óleo essencial. Deve-se ficar atento à quantidade, pois a ingestão excessiva de pimenta do reino pode levar a uma alergia, causando desconfortos intestinais.

Uso na Gastronomia: é uma das especiarias mais utilizadas no mundo. Tem um sabor forte, levemente picante, sem comprometer o paladar. É encontrada na forma de grãos ou em pó. É comum encontrá-la nas mesas dos restaurantes ocidentais junto com o sal. É amplamente utilizada como tempero de marinadas, sopas, carnes e finalizações de receitas. Para preservar seus aromas e sabores, é preferível adicionar a pimenta do reino no final do cozimento ou antes de servir. Quanto mais fina a moagem da pimenta do reino, maiores as chances de causar irritação na garganta. O ideal é utilizar uma moagem mais grossa (proive mignonnette). Utilize a pimenta do reino com moagem grossa como um revestimento para carnes e legumes.

Poivre mignonnette: é o nome francês dado à pimenta do reino triturada ou grosseiramente picada. É utilizada a pimenta do reino preta ou branca. É uma maneira de adicionar, além do sabor e aroma da pimenta, a crocância em um preparo. Exemplo de pratos que utilizam este processo: Sauce au poivre (molho de pimenta) e Sauce Béarnaise (molho Béarnaise).

Au proive: designação francesa que indica que um prato, normalmente de carne, é preparado com uma porção de pimenta do reino triturada ou grosseiramente picada (mignonnette). Exemplo: Steak au poivre. A pimenta do reino pode ser encontrada em diversos estágios de maturação e por isso, apresenta diversas colorações: preta, verde e branca.  A pimenta do reino verde e a pimenta do reino preta são colhidas em um mesmo estágio de maturação, a diferença entre as duas é o processo de desidratação. A preta é seca ao sol e a verde é rapidamente desidratada para preservar a cor. O processo de desidratação é realizado com dióxido de enxofre, congelamento ou enlatamento. A pimenta do reino branca é colhida depois do seu amadurecimento.

Pimenta do Reino Preta. Imagem de Public Domain Pictures por Pixabay.

Pimenta do reino preta: pimenta preta, pimenta do reino preta, pimenta redonda ou rainha das especiarias (king of spices). É a pimenta mais comercializada do mundo. Pode ser encontrada em grãos ou moída. Para muitos chefs, é o ingrediente básico de qualquer tipo de receita salgada. Tem ardência média e pode ser utilizada para realçar o sabor das massas, incrementar um fundo ou molho, temperar carnes vermelhas e muito mais.

Pimenta do reino branca: possui sabor mais brando e suave. É utilizada para incrementar os pratos culinários, principalmente os caldos e molhos brancos. Também usada para realçar o sabor em peixes e frangos. Pode ser encontrada em grãos ou moída. É referência na gastronomia francesa, tailandesa e chinesa.

Pimenta do Reino Branca. Imagem de conger design por Pixabay.
Pimenta do Reino Verde. Imagem por Pixabay

Pimenta do reino verde: é normalmente vendida em salmouras ou imersa no vinagre. Tem aroma menos acentuado, textura lisa e não apresenta ardência. É ideal para adicionar sabor em molhos para saladas, carnes, peixes ou aves sem acrescentar picância. Harmoniza muito bem com vegetais e molhos claros, como bechamel, molho de mostarda e outros. É também ótima para saborizar carnes vermelhas ou temperar marinadas. A pimenta do reino verde é muito usada na hora do preparo de molho de filés.

Armazenamento: a pimenta do reino perde aroma e sabor por evaporação e quando exposta à luz. Por isso, os grãos devem ser armazenados em um recipiente fechado e ambiente escuro para que seu sabor e ardência preserve por mais de um ano.

Curiosidades: 1. na espiritualidade, a pimenta do reino preta é associada a proteção, purificação, banimento e descarrego. 2. Em muitas culturas, a pimenta é usada como amuleto da sorte, para afastar energias negativas, maus espíritos, inveja e mau-olhado.


Steak au Poivre

É um dos mais tradicionais pratos da cozinha francesa. Sua tradução literal é “Bife com Pimenta” e consiste em um bife de filé com crosta de pimenta do reino e molho cremoso.

Sopa Cremosa de Batata e Cenoura

É uma receita muito consumida no Reino Unido. Pode ser consumida quente ou fria.

Garam Masala

É é um tempero indiano, uma mistura de especiarias moídas. Garam significa “quente” e masala, “mistura”.

Temperando e Condimentando

Conceitos e Teorias de Gastronomia

Receitas com Pimenta do Reino

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Cerefólio

Nome científico: Anthriscus cerefolium

Sinônimo: Cerefólio, Cerefolho, Cerefólio das hortas

Origem: originária do sul da Rússia, Cáucaso e Oriente Médio, levada à Europa no início da era cristã. Muito utilizada na cozinha francesa onde compõe uma das ervas das “Ervas Finas”.

Imagem de ivabalk por Pixabay.

Características: planta herbácea, anual, podendo atingir entre 40 e 70 cm de altura. Apresenta ramagem muito semelhante à da salsinha e do coentro. Seu sabor é mais delicado do que a salsinha, com um toque refrescante de anis ou alcaçuz. Pode ser utilizado fresco ou seco.

Uso Medicinal: é uma planta de propriedades diuréticas, carminativas, tônicas e estimulantes.

Uso na Gastronomia: O cerefólio é uma erva aromática indispensável na cozinha francesa, da mesma forma que utilizamos a salsinha no Brasil. Deve ser utilizada preferencialmente fresca, no final do preparo, preservando assim todo seu sabor. É bastante utilizada na gastronomia para decoração. Compõe o tempero “Ervas Finas Francesas” juntamente com estragão, salsa e cebolete. A erva entra na preparação de diversos pratos, aromatizando legumes, aves, carnes, sopas, frutos do mar, omeletes, vinagretes, saladas etc.

Chá de Cerefólio

Reduz os gases intestinais, estimula a circulação do sangue, previne a retenção de líquido e protege a saúde do fígado, ajudando a reduzir o acúmulo de gordura no órgão.

Temperando e Condimentando

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Receitas com Cerefólio

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FONTES IMAGENS:

CAPA:


REFERÊNCIAS:

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL. Artigos publicados no site “Conquiste sua vida – taeq”. Disponível em: https://www.conquistesuavida.com.br/tag/alimentacao-saudavel_t4/1

O Cerefólio parece com a salsinha e é uma planta bastante utilizada na Europa, na região mediterrânea. A erva é utilizada como tempero, principalmente na cozinha francesa, mas contém propriedades medicinais, podendo ser consumida também na forma de chás (infusão). O cerefólio possui propriedades diuréticas, tônicas e estimulantes. Ele reduz os gases intestinais, estimula a circulação do sangue, previne a retenção de líquido e protege a saúde do fígado, ajudando a reduzir o acúmulo de gordura no órgão.

Chá de Cerefólio

Categoria: Bebidas, Café da Manhã e Lanches,

Especificação: Infusão, Ervas Aromáticas

Tempo de Preparo: 10 minutos

Rendimento: 1 porção

Dificuldade: Fácil

Imagem de dungthuyvunguyen por Pixabay

Ingredientes:

  • 10 gramas de folhas de cerefólio
  • 1 xícara de água fervente

Modo de Preparo:

Aqueça a água. Quando ferver, desligue o fogo e adicione o as folhas de cerefólio. Abafe e deixe descansar por 5 a 10 minutos. Coe o chá. Consuma morno.

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