O frango com quiabo é um dos pratos mais emblemáticos da culinária de Minas Gerais. Preparado com pedaços de frango dourados, quiabo macio e um caldo rico em sabor, é uma receita que traduz a simplicidade e a riqueza da cozinha mineira. Tradicionalmente associado à culinária caipira, o prato possui raízes na história alimentar do interior do Brasil, com referências que o situam na tradição culinária desde o século XVIII.

Servido geralmente com arroz branco e angu à mineira, o frango com quiabo é uma preparação acolhedora, marcada pela combinação de ingredientes simples, pelo preparo em panela e pelo sabor característico dos temperos.

Frango com Quiabo

Categoria: Prato Principal

EspecificaçãoAves, frango, cozinha brasileira (Sudeste, Minas Gerais), sem glúten, sem lactose

Tempo de Preparo: 1 hora e 30 minutos

Rendimento: aproximadamente 1600 gramas – 8 porções (1 sobrecoxa de frango com osso, quiabo e caldo)

Dificuldade: Facil

Calorias por porção: 330 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 8 unidades de coxa ou sobrecoxa de frango, sem pele (aproximadamente 1,2 kg)
  • 1 colher (café) de cominho em pó
  • 1 colher (chá) de colorau
  • Suco de 2 limões
  • 1 colher (chá) de sal, para a marinada
  • 1 colher (sobremesa) de óleo vegetal
  • 1 cebola média, picada
  • 1/2 talo de alho poró, picado
  • 4 dentes de alho, picados
  • Aproximadamente 500 ml de água quente, ou o suficiente para o cozimento
  • 300 g de quiabo
  • Sal a gosto, para ajustar o tempero
  • Salsinha fresca picada a gosto

Modo de Preparo:

Retire a pele das peças de frango e coloque-as em um recipiente. Acrescente o cominho, o colorau, o suco dos limões e o sal. Misture bem para envolver todos os pedaços, cubra e deixe marinar na geladeira por aproximadamente 30 minutos.

Em uma panela grande, aqueça o óleo e doure o frango por todos os lados. Reserve a marinada e utilize-a durante o processo, se necessário, para evitar que os temperos grudem no fundo da panela. Se precisar, doure o frango em etapas para garantir uma boa coloração.

Acrescente a cebola, o alho poró e o alho. Refogue por aproximadamente 3 minutos, mexendo delicadamente para liberar os aromas. Adicione a marinada reservada e a água quente, em quantidade suficiente para cozinhar o frango sem deixar o caldo excessivamente diluído. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 30 a 40 minutos, ou até que a carne esteja macia e completamente cozida. Se necessário, acrescente mais água quente durante o cozimento.

Enquanto isso, lave os quiabos e seque-os muito bem com um pano limpo ou papel toalha. Retire as extremidades e corte-os em pedaços de aproximadamente 2 a 3 cm.

Quando o frango estiver macio, acrescente o quiabo e ajuste o sal. Cozinhe em fogo baixo, com a panela parcialmente tampada, por aproximadamente 8 a 10 minutos, ou até que o quiabo esteja macio, mas ainda mantenha sua forma. Evite mexer excessivamente para preservar a textura dos ingredientes. Finalize com a salsinha picada e desligue o fogo. Sirva quente, acompanhado de arroz branco e angu à mineira.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação sobre a porção: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como prato principal. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte os posts: A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de Preparo e Consumo:

  • Seque completamente os quiabos antes de cortá-los, pois a umidade na superfície e o manuseio excessivo podem favorecer a liberação da mucilagem, uma substância natural do quiabo que fica viscosa durante o preparo e é conhecida popularmente como baba.
  • Doure bem o frango antes de adicionar os líquidos, pois essa etapa contribui para desenvolver os sabores e intensificar a coloração do prato.
  • Acrescente o quiabo somente quando o frango estiver cozido e evite mexer excessivamente durante o preparo. O tempo de cozimento deve ser suficiente para deixá-lo macio, mas sem perder a forma.
  • Sirva o frango com quiabo acompanhado de arroz branco e angu à mineira. O angu combina especialmente bem com o caldo do frango, valorizando os sabores tradicionais da culinária mineira.
  • Uma variação dessa receita é o frango com quiabo e ora-pro-nóbis, que combina dois ingredientes muito presentes na culinária mineira. O ora-pro-nóbis é uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional), conhecida por suas folhas comestíveis, nutritivas e saborosas. Para preparar essa versão, lave e escorra bem as folhas e acrescente-as à panela junto com o quiabo, quando o frango já estiver cozido, deixando cozinhar por alguns minutos, até que murchem e fiquem macias.
  • Também é possível preparar somente o frango com ora-pro-nóbis, sem adicionar o quiabo. Nesse caso, utilize os mesmos ingredientes e siga o modo de preparo da receita, substituindo o quiabo pela hortaliça e acrescentando as folhas nos minutos finais do cozimento, para que amaciem e incorporem seu sabor ao caldo.
Frango com Ora-pró-nobis. Imagem Adriana Tenchini.

3. Curiosidades:

  • O frango com quiabo é um exemplo da identidade regional da culinária mineira, formada ao longo de gerações a partir da combinação de ingredientes acessíveis e técnicas tradicionais de preparo. Sua associação com a cozinha caipira e com a história alimentar do interior de Minas Gerais reforça seu lugar entre os pratos mais reconhecidos do estado.
  • O quiabo também é um ingrediente de destaque na cozinha brasileira por sua textura característica. Quando aquecido, libera uma substância viscosa natural, conhecida popularmente como baba. Essa propriedade pode ser aproveitada para dar corpo ao caldo, embora muitas pessoas prefiram reduzi-la por meio da secagem cuidadosa do vegetal e do controle do tempo de cozimento.
  • O ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) é uma planta de folhas comestíveis, bastante presente na culinária mineira, especialmente em preparações tradicionais do interior do estado. Seu valor nutricional merece destaque, pois suas folhas fornecem proteínas, fibras, vitaminas e minerais, como ferro e cálcio, contribuindo para diversificar a alimentação.
  • A sigla PANC significa Plantas Alimentícias Não Convencionais e designa plantas, ou partes delas, que podem ser utilizadas na alimentação, mas que não fazem parte dos hábitos alimentares mais comuns da população ou são consumidas principalmente em determinadas regiões. Essa classificação não significa que sejam plantas novas ou estranhas à culinária: muitas são conhecidas há gerações por comunidades locais. O ora-pro-nóbis é um exemplo significativo, pois, além de seu valor nutricional, representa a valorização dos ingredientes regionais, dos conhecimentos tradicionais e da diversidade alimentar brasileira.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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A lentilha já fez parte da dieta humana há milhares de anos e é uma leguminosa popularmente conhecida por trazer fartura, prosperidade e sorte. Por esta razão, as lentilhas são muito consumidas na ceia de Réveillon. Para saber mais leia o post “Simpatias – Alimentos no Réveillon”. A lentilha é muito versátil, podendo ser consumida no dia a dia em substituição ao feijão. É muito nutritiva, contém proteína, vitaminas, zinco, ferro, magnésio, potássio e fibras. Por tradição, as lentilhas são uma ótima opção de cardápio para o Réveillon e esta salada além de prática, é refrescante e saborosa.

Salada de Lentilhas da Sorte

Categoria: Entradas, Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Salada, Leguminosas, Lentilhas, vegana, vegetariana

Rendimento: 6 porções

Tempo de Preparo: 25 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 1 xícara (chá) de lentilhas
  • ½ xícara (chá) de uvas sem caroço, cortadas ao meio
  • 1 cebola roxa em brunoise
  • 1 tomate em brunoise
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 3 colheres (sopa) de vinagre
  • Caldo de ½ limão
  • Azeite, q.b.[1]
  • Salsinha, q.b.
  • Sal, q.b.
  • Pimenta do reino moída, q.b.

[1] Q.b. – quanto bastar.

Modo de Preparo:

Em uma panela média, coloque as lentilhas, cubra com água e leve ao fogo médio. Quando ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por cerca de 20 minutos. Elas devem estar cozidas, mas ainda firmes.

Enquanto isso, misture os outros ingredientes. Reserve. Quando as lentilhas estiverem cozidas, escorra a água e deixe esfriar. Em seguida, misture as lentilhas na salada reservada. Acerte o sal.


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“Encontre algo pelo qual seja apaixonado e mantenha-se extremamente interessado nele.” (Julia Child).

Menu 3 – Réveillon

Monte uma mesa bonita enfeitada a seu gosto com frutas, velas etc. As cores dependem dos seus desejos para o próximo ano. Lembrando de incluir uvas ou romã, nozes, castanhas ou avelãs. Para confirmar o significado de cada cor, leia o post “Simpatias – Alimentos no Réveillon”

Entrada:

Prato Principal e Acompanhamentos:



Meu nome é Adriana Tenchini, natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Sou uma amante do conhecimento e tenho como formação os cursos: Graduação em Eventos, Bacharelado em Publicidade e Propaganda, Graduação em Gastronomia, Graduação em Cozinha Contemporânea, MBA em Administração Estratégica, Pós-graduação em Gestão da Qualidade em Gastronomia e vários cursos extracurriculares nas áreas de eventos, gastronomia, design, web design, terapia holística, esoterismo e outros. Além da minha formação acadêmica, sou produtora de conteúdo, escritora, espírita, terapeuta holística, produtora de laticínios vegetais e mãe.

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Molho rápido e fácil. Serve para acompanhar carnes suínas e frango.

Molho de Pêssego

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Molho

Rendimento: 8 porções

Tempo de Preparo: 10 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 1 xícara (chá) de pêssegos em calda
  • ½ xícara (chá) de calda de pêssegos
  • 1 limão
  • ½ pimenta dedo de moça sem sementes
  • Sal, a gosto

Modo de Preparo:

Em um liquidificador, bata todos os ingredientes. Leve ao fogo médio e deixe ferver.

Dicas:

1. Acompanhamento para carnes suínas e frango.

2. Molho para servir com a Copa Lombo Assada no Vinho Branco ou com o Lombo Cozido com Páprica e Vinho Branco.


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Prato suculento e saboroso. Sirva acompanhado com Molho de Pêssego e sua farofa predileta,

Copa Lombo Assada no Vinho Branco

Categoria: Prato Principal

Especificação: Carnes, Carne Suína

Rendimento: 8 porções

Tempo de Preparo: 2 horas

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 2 kg de copa lombo
  • Páprica, q.b.[1]
  • 2 colheres (sopa) de sal
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 xícara de vinho branco
  • Água, q.b.

[1] Q.b. – quanto bastar.

Modo de Preparo:

Passe páprica por toda a extensão do lombo formando uma camada protetora. Salpique o sal por cima da páprica. Em frigideira aqueça o azeite e sele a copa lombo.

Coloque-a em uma assadeira, adicione o vinho branco até a metade da altura (se necessário adicione água). Cubra com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido por uma hora. Se o líquido secar durante este período adicione água. Após o tempo de cozimento, retire o papel alumínio e volte ao forno até dourar.

Dicas:

– Pode servir acompanhado com Molho de Pêssego e uma farofa.

– A copa lombo pode ser substituída por outras carnes, como lombo, alcatra suína ou filé mignon suíno.


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Que tal uma receita diferente de arroz para abrilhantar o seu menu! Este prato é super saboroso e muito fácil de fazer.

Arroz de Espumante com Bacon e Amêndoas

Categoria: Acompanhamento / Guarnição, Prato Principal

Especificação: Arroz

Rendimento: 6 porções

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 3 colheres (sopa) de azeite
  • 1 xícara (chá) de bacon picado
  • 4 dentes de alho em brunoise
  • 2 xícaras (chá) de arroz
  • 2 xícaras (chá) de espumante
  • 2 xícaras (chá) de água
  • Sal, q.b.[1]
  • Amêndoas laminadas, q.b.

[1] Q.b. – quanto bastar.

Modo de Preparo:

Em uma panela doure o alho e a cebola no azeite. Adicione o bacon fritando-o. Junte o arroz e refogue por um minuto. Tempere com sal.

Acrescente o espumante, deixando evaporar o álcool. Coloque a água e deixe em fogo baixo até o arroz secar. Finalize com amêndoas laminadas.


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A polenta, preparação de origem italiana à base de milho, foi incorporada à alimentação brasileira e ganhou diferentes formas de apresentação, entre elas a tradicional polenta frita, dourada por fora e macia por dentro. No Brasil, essa preparação ultrapassou suas referências de origem e passou a integrar diferentes repertórios alimentares, sendo encontrada como acompanhamento, entrada e petisco.

Nesta receita, a polenta recebe uma abordagem contemporânea ao ser cortada, empanada com fubá e grelhada, adquirindo uma superfície dourada e levemente crocante, enquanto mantém o interior macio. Para acompanhá-la, o tomate cereja é preparado em confit, técnica associada à cozinha francesa que utiliza cocção lenta em azeite para concentrar sabores e preservar a suculência do ingrediente. Alho, açúcar e ervas aromáticas complementam a preparação, resultando em um acompanhamento delicado, aromático e de sabor concentrado.

A proposta dialoga com a cozinha brasileira contemporânea, que revisita preparações e ingredientes incorporados ao repertório gastronômico nacional, utilizando novas técnicas, combinações e formas de apresentação. Essa abordagem permite que referências tradicionais sejam ressignificadas sem perder sua identidade, aproximando diferentes influências que participaram da formação da gastronomia brasileira.

A Polenta Grelhada com Tomate Confit representa, portanto, uma releitura contemporânea construída a partir do encontro de diferentes matrizes culinárias. A polenta, já incorporada à alimentação brasileira, ganha nova apresentação, enquanto o tomate confit acrescenta uma técnica de outra tradição gastronômica. O resultado evidencia como a cozinha brasileira contemporânea pode transformar referências locais e internacionais em preparações que expressam diversidade, criatividade e identidade gastronômica.

Polenta Grelhada com Tomate Confit

Categoria: entrada, acompanhamento/guarnição, petisco

Especificação: vegetais, cozinha brasileira contemporânea, fusion food (Brasileira – Italiana – Francesa), sem glúten, vegetariana

Tempo de Preparo: 90 minutos

Rendimento: aproximadamente 1200 gramas – 8 porções de 150 gramas. Composição de cada porção: 50 gramas de tomate confit + 100 gramas de polenta grelhada

Dificuldade: Médio

Calorias por porção (150 g): 350 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

Polenta Grelhada:

  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 3 dentes de alho, picadinho
  • 1/2 cebola, picadinha
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 pitada de açafrão
  • 3 xícaras (chá) de água
  • 1 xícara (chá) de fubá pré-cozido
  • 70 gramas de queijo parmesão
  • 30 gramas de fubá para empanar

Tomate Confit:

  • 600 gramas de tomate cereja
  • 3 dentes de alho
  • 1 colher (sopa) de açúcar
  • 1 ramo de manjericão
  • 1 ramo de alecrim
  • 1 ramo de tomilho
  • 300 ml de azeite
  • 1 colher (chá) de sal

Modo de Preparo:

Polenta Grelhada:

Rale o queijo parmesão na lâmina grossa e reserve. Dissolva o fubá pré-cozido em 1 xícara (chá) da água e reserve.

Aqueça o azeite em uma panela e refogue o alho e a cebola até ficarem levemente dourados. Acrescente o sal e o açafrão. Adicione as 2 xícaras (chá) de água restantes e deixe ferver. Quando levantar fervura, acrescente o fubá dissolvido, mexendo continuamente para evitar a formação de grumos.

Cozinhe em fogo médio, mexendo sempre, até obter uma polenta espessa, que se desprenda do fundo da panela. Desligue o fogo e acrescente o parmesão ralado, misturando até incorporar completamente. Transfira a polenta para um refratário levemente untado, espalhando-a uniformemente.

Deixe esfriar até firmar. Se necessário, leve à refrigeração por aproximadamente 10 minutos para facilitar o corte. Corte a polenta em pedaços de aproximadamente 100 g, mantendo formato regular. Passe os pedaços pelo fubá reservado, formando uma camada fina.

Aqueça uma frigideira antiaderente e grelhe os pedaços em fogo médio, virando-os cuidadosamente para dourar todos os lados. Retire e reserve.

Rendimento da polenta grelhada: aproximadamente 800 g, correspondentes a 8 porções de 100 g.

Tomate Confit:

Higienize os tomates cereja e seque-os cuidadosamente. Disponha os tomates em uma panela de fundo largo. Acrescente o azeite, em quantidade suficiente para envolver e cobrir adequadamente os tomates. Adicione o alho, o açúcar, o manjericão, o alecrim, o tomilho e o sal. Leve ao fogo baixo e cozinhe lentamente por aproximadamente 30 minutos, evitando fervura intensa. Durante a cocção, os tomates devem murchar, concentrar o sabor e adquirir textura macia, mas sem se desmanchar completamente.

Retire do fogo e, se desejar, retire os ramos das ervas. Mantenha os tomates envolvidos pelo azeite aromatizado até o momento do serviço. Para a montagem da entrada, retire aproximadamente 50 g de tomate confit por porção. Utilize apenas uma pequena quantidade do azeite aromatizado junto aos tomates.

O azeite restante pode ser coado e aproveitado posteriormente em outros preparos.

Rendimento do tomate confit: aproximadamente 400 g de tomates prontos para serviço, correspondentes a 8 porções de 50 g.

Montagem e Serviço

Para servir como entrada, disponha 1 pedaço de polenta grelhada de aproximadamente 100 g no prato. Acomode 50 g de tomate confit ao lado da polenta. Finalize com uma pequena quantidade do azeite aromatizado do confit. Sirva imediatamente, preferencialmente com a polenta ainda morna e dourada. A porção final padronizada deve totalizar 150 g por pessoa, sendo 100 g de polenta grelhada + 50 g de tomate confit.

Toques Finais e Sugestões:

1. Porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para mais detalhes sobre a composição equilibrada das refeições e o ajuste de porções conforme o serviço, consulte os posts ‘A Composição do Almoço e do Jantar’ e ‘A Composição dos Petiscos e Aperitivos’.

2. Dicas de Consumo:

  • Como entrada, a preparação deve ser apresentada individualmente, com o pedaço de polenta grelhada e o tomate confit disposto ao lado. O contraste entre a superfície dourada e levemente crocante da polenta, seu interior macio e a textura suculenta e aromática dos tomates valoriza a composição e proporciona diferentes texturas em uma mesma preparação.
  • A receita também pode ser servida como acompanhamento de carnes assadas, grelhadas ou de cocção lenta.
  • Em um serviço mais informal, a polenta pode ser cortada em palitos largos e apresentada como petisco, acompanhada do tomate confit.
  • Para melhor resultado, a polenta deve ser servida ainda morna, logo após ser grelhada. O tomate confit pode ser preparado antecipadamente e mantido em seu próprio azeite. O azeite aromatizado excedente pode ser coado e utilizado posteriormente para temperar saladas, finalizar massas, legumes ou outras preparações.

3. Curiosidades

  • A combinação desta receita exemplifica um aspecto da cozinha brasileira contemporânea: a releitura de ingredientes e preparações que já fazem parte do repertório nacional por meio de novas técnicas, apresentações e combinações. Esse movimento permite preservar referências culturais e, simultaneamente, criar novas formas de expressão gastronômica.
  • A polenta é uma preparação de origem italiana que utiliza farinha de milho e foi incorporada à alimentação brasileira, especialmente em regiões marcadas pela imigração italiana. A partir dessa incorporação, passou a fazer parte do repertório culinário brasileiro e ganhou diferentes formas de preparo e serviço.
  • A polenta frita é uma das apresentações mais conhecidas da preparação já cozida e resfriada. Ao ser posteriormente submetida a uma fonte de calor, desenvolve uma superfície dourada e mais crocante, mantendo o interior macio. Nesta receita, a técnica de grelhar oferece uma alternativa à fritura, mantendo a característica de contraste entre exterior e interior.
  • O confit é uma técnica tradicionalmente associada à cozinha francesa, caracterizada pela cocção lenta do alimento em gordura. No caso do tomate, o processo reduz parte de sua água, concentra seus sabores e produz uma textura macia e suculenta, enquanto o azeite absorve os aromas dos ingredientes utilizados.
  • O azeite empregado no tomate confit não precisa ser totalmente consumido no serviço. Como permanece aromatizado após a cocção, pode ser coado e utilizado posteriormente em outros preparos, aproveitando integralmente seus aromas e características.

Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de Adriana Tenchini

Patê delicioso, cremoso e sem lactose. A sua textura aveludada é graças ao inhame que faz parte desta receita. O inhame é um alimento que contêm diversos nutrientes benéficos à saúde, é rico em proteína, fibras e potássio, baixo em gordura; fortalece a sistema imunológico e limpa o sangue. O inhame é um tubérculo que veio da África e se adaptou ao nosso clima. É fácil reconhecê-lo pela casca marrom felpuda e por dentro claro, quase branco.

O inhame é um carboidrato que não eleva os níveis de glicemia no corpo devido ao alto teor de fibras em sua composição. Desta forma, é uma ótima opção para pessoas diabéticas ou em busca da reeducação alimentar. As vitaminas do Complexo B, em especial a B6, presentes no inhame dão a ele a capacidade de prevenir doenças cardiovasculares. É rico em vitamina A, promovendo a regeneração celular e auxiliando na saúde dos olhos e da pele.

O potássio ajuda no controle da pressão e da frequência sanguínea. Devido a vitamina C e as vitaminas do Complexo B, o inhame auxilia na secreção de toxinas no sangue, elevando a capacidade de defesa do organismo. Os antioxidantes presentes no alimento ajudam na eliminação de radicais livre e no rejuvenescimento celular. Ainda possui fitosteróis que controlam a absorção do colesterol ajudando a eliminá-lo. Estão ainda em estudo, a eficácia do inhame na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de cólon e no tratamento dos distúrbios ocasionados na menopausa. Segundo estudos, o alimento possui uma enzima capaz de atuar como um repositor de hormônios natural.

Além de todos estes benefícios para a saúde, o inhame é um grande aliado para quem pratica esportes ou está de dieta. O alimento é uma ótima fonte de energia, em cada 100g tem 96 calorias e mantem a saciedade por mais tempo, podendo substituir a batata, o arroz e o trigo. Na culinária o inhame também é super versátil. Ele pode ser consumido de diversas formas: assado, frito, cozido, purês, sopas ou pirão. Pode ser acompanhamento de todos os pratos ou ser consumido sozinho, com manteiga ou mel. O alimento tem uma consistência macia, sendo adequado para fazer mousse, mingau, purê, patê e outros. Ainda pode ser consumido como um substituto do leite comum para quem tem intolerância a lactose ou segue uma alimentação vegana, o leite vegetal de inhame. Devido a suave consistência e a digestão leve, o consumo do ingrediente em suas diversas formas é adequado para as crianças pequenas e para os idosos.

Ufa! Após tantas qualidades deste insumo, podemos até considerá-lo um super alimento e incluí-lo mais em nosso cardápio. Começo por esta receita, mas prometo que em breve testarei outras, trazendo muitas novidades saborosas. Ah! Sobre as diversas formas de consumo e a manuseio do inhame explicarei em post futuro.

Patê Vegano

Categoria: Entrada fria, Acompanhamento / Guarnição, Café da Manhã e Lanche, Petisco

Especificação: Sem Lactose, Vegetariana, Vegana

Rendimento: 650 gramas

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 600 gramas de inhame
  • 4 colheres (sopa) de azeite
  • 2 dentes de alho
  • 1 colher (sopa) de sal
  • 1 limão, suco
  • 1 xícara (chá) de água filtrada
  • Uma pitada de Gengibre em pó
  • Uma pitada de ervas finas [1]

[1] Tempero seco.

Imagem Adriana Tenchini

Modo de Preparo:

O primeiro passo é lavar bem o inhame com a casca em água corrente. É importante para ele não soltar a baba, que pode provocar alergia e irritação na pele. Com a ajuda de uma escovinha esfregue para remover toda a sujeira da casca. Passe o inhame pela água corrente várias vezes, esfregando com as mãos para retirar toda a sujidade.

Após a limpeza coloque os inhames na panela de pressão com água até cobri-los. Leve ao fogo médio por 15 minutos após a panela pegar pressão (começar a apitar).

Desligue o fogo, retire a pressão e escorra a água. Os inhames quando estão bem cozidos, sua casca se rompe (foto abaixo). Eles devem ser descascados em seguida, pois se deixar esfriar ficará mais difícil.

Imagem Adriana Tenchini

Muito cuidado para não se queimar! O ideal é colocar um inhame em um prato e com a ajuda de dois garfos retirar a casca. Não se preocupe que ela solta fácil.

Em um processador colocar os inhames cozidos e descascados, adicionar os demais ingredientes e bater. O patê fica com uma consistência cremosa. Guarde em um pote fechado. A validade é de 8 a 10 dias na geladeira. Sirva na torrada, pães, biscoitos, na batata assada, como acompanhamento ou da maneira que seu paladar agradar.

Dicas:

1. Se for utilizar o liquidificador, vá batendo aos poucos, colocando pequenas quantidades separadamente. Se bater tudo de uma vez, pode travar o liquidificador ou ter a necessidade de adicionar mais água, diluindo muito a consistência final.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na página “Conceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com as “Receitas” postadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Panqueca de Banana com Aveia

Como fazer um lanche rápido e saudável! Este vídeo foi criado para o curso de Graduação de Cozinha Contemporânea que finalizei em Julho / 2021.

Panqueca de Banana com Aveia: 1 banana madura, 1 ovo, 1 colher (sopa) de aveia em flocos, 1 pitada de canela. Amasse a banana, misture os outros ingredientes. Fritar em fogo baixo. Se quiser pode adicionar mel sobre as panquecas prontas.

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A Autora


Meu nome é Adriana Tenchini, natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Sou uma amante do conhecimento e tenho como formação os cursos: Graduação em Eventos, Bacharelado em Publicidade e Propaganda, Graduação em Gastronomia, Graduação em Cozinha Contemporânea, MBA em Administração Estratégica, Pós-graduação em Gestão da Qualidade em Gastronomia e vários cursos extracurriculares nas áreas de eventos, gastronomia, design e web design. Além da minha formação acadêmica, sou produtora de conteúdo, escritora, espírita, terapeuta holística, produtora de laticínios vegetais e mãe.

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FONTES IMAGENS:

CAPA: Imagem de Amanda Arnason por Pixabay

Caldo de Legumes

O vídeo explica como fazer um caldo de legumes. Ele foi criado para o curso de Graduação de Cozinha Contemporânea que finalizei em Julho / 2021.

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FONTES IMAGENS:

CAPA: Imagem de Cindy por Pixabay

É um acompanhamento simples e muito fácil de fazer. Além, é claro, de ser super saborosa. Essa farofa combina com qualquer prato, pode ser no almoço, jantar ou até mesmo na ceia de Natal e Réveillon. Experimentem!

Farofa de Banana da Terra

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Farofa, Cozinha Brasileira, Vegana, vegetariana

Tempo de Preparo: 30 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 cebola, cortada em meia lua
  • 2 bananas da terra maduras, cortada em rodelas na metade (meia lua)
  • 1 xícara (chá) de farinha de mandioca
  • Sal, q.b.[1]
  • Salsinha, q.b.

[1] Q.b. – quanto bastar.

Modo de Preparo:

Em uma panela coloque o azeite e doure a cebola. Adicione as bananas e refogue um pouco. Coloque a farinha de mandioca e o sal. Em fogo baixo, e mexendo de vez em quando, deixe a farinha ficar levemente dourada para ficar crocante. Retire do fogo e finalize com a salsinha.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

“Comer é sensorial. Trata-se de interpretar as informações fornecidas pelos seus sentidos.” (Andoni Luis Aduriz)

Menu 2 – Réveillon Vegetariana

Monte uma mesa bonita enfeitada a seu gosto com frutas, velas etc. As cores dependem dos seus desejos para o próximo ano. Lembrando de incluir uvas ou romã, nozes, castanhas ou avelãs. Para confirmar o significado de cada cor, leia o post “Simpatias – Alimentos no Réveillon”

Entrada:

Prato Principal e Acompanhamentos:

Sobremesa:

Salada de frutas: escolha as frutas de sua preferência, lave-as e corte em pedaços pequenos. Misture todas com suco de laranja ou leite condensado. Dica: Inclua uvas ou romã.

Para saber mais, leia o post “Simpatias – Alimentos no Réveillon”


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