O Chester assado é uma receita típica de Natal. É um prato suculento, saboroso e costuma ser mais barato que o Peru. Alguns podem perguntar: o que é um chester? O Chester é uma marca registrada da Perdigão. A ave foi introduzida no Brasil pela empresa em 1980 e descende de uma linhagem de frangos da Escócia.

“A produção do Chester se concentra na cidade de Mineiros, em Goiás. O tempo de criação é superior ao do frango convencional: o Chester é abatido quando tem em torno de 50 dias, 20 dias a mais do que o frango. A alimentação também é diferenciada, com uma dieta balanceada, com vitaminas e minerais, específica para suas necessidades de desenvolvimento. Tudo isso gera diferenças no tamanho da ave e na carne.” (LARISSA COLDIBELI, 2020)[1]

Agora que já sabemos o que é um chester, vamos a receita.

Chester Assado com Vinho Branco e Suco de Laranja

Categoria: Prato Principal

Especificação: Aves, Frango

Tempo de Pré Preparo: 3 horas

Tempo de Preparo: 1 hora e 50 minutos

Rendimento: 6 porções

Dificuldade: Médio

Imagem monstera por Pexels

Ingredientes:

  • 1 chester (3 a 4 kg)
  • 2 dentes de alho amassado
  • 1 raminho de alecrim
  • 1 colher (chá) de páprica defumada
  • 1 xícara (chá) de suco de laranja
  • 1 xícara (chá) de vinho branco
  • 1 cebola grande
  • 600 gramas de batatas bolinha
  • 1 xícara (chá) de água
  • 1 colher (sopa) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de salsinha picadinha

Modo de Preparo:

Retire os miúdos da cavidade do chester. Em um recipiente grande (ou em um saco plástico[2]) misture o alho, o alecrim, a páprica, o suco de laranja e o vinho branco. Coloque o chester. Tampe e leve à geladeira por 3 horas para marinar, virando várias vezes.  

Após este tempo, transfira o chester para uma assadeira retangular grande (26×38 cm) com o peito virado para cima. Reserve o líquido da marinada. Recheie o chester com a cebola inteira. Costure bem. Besunte com o tempero da marinada, deixando um pouco de líquido na assadeira. Cubra a forma com papel alumínio e leve ao forno médio (180º C) por aproximadamente 1 hora. De vez em quando verifique se ainda tem líquido no fundo da assadeira[3]. Se tiver seco adicione mais um pouquinho da marinada para evitar que queime no fundo.

Retire o papel alumínio, adicione as batatas lavadas e com casca na assadeira. Deixe no forno por mais 40 a 50 minutos ou até a ave ficar dourada. As batatas devem ser retiradas quando estiverem macias (reserve-as). De vez em quando regue o chester com o caldo da assadeira (se necessário adicione mais líquido da marinada). Retire o chester da assadeira e coloque-o na bandeja que será servido com as batatas assadas ao redor.

Faça o molho:

Coloque a assadeira que assou o chester sobre a chama do fogão. Adicione o restante do líquido da marinada e uma xícara de água. Deixe ferver para deglaçar o fundo da assadeira e vire tudo em uma panela pequena (ou frigideira). Dissolva a farinha de trigo em 5 colheres (sopa) de água e acrescente na panela. Deixe engrossar, retire e polvilhe a salsa. Sirva o molho à parte.

Dicas:

1. O Chester já vem temperado, por isso não adicionamos sal na marinada. Os outros temperos e ingredientes são para realçar o sabor


[1] COLDIBELI, Larissa. Fim do mistério: nos 40 anos do Chester, empresa divulga fotos do animal vivo. CNN Brasil Business, São Paulo, 11 de dezembro de 2020. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/business/fim-do-misterio-nos-40-anos-do-chester-empresa-divulga-fotos-do-animal-vivo/ Acesso: 09/12/21, 11h16.

[2] Saco plástico para marinar – Coloca-se todos os temperos, a carne, fecha e leva à geladeira pelo tempo necessário. A marinada em um saco é mais fácil de virar de vez em quando e, ao contrário de suar uma vasilha, o tempero fica em contato com toda a carne.

[3] Muito cuidado para não se queimar. Levante a ponta do papel alumínio com um garfo trinchante para analisar o fundo da assadeira. E não fique com o rosto perto ao abrir, pois exala vapor quente.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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“Cozinhar é uma linguagem através da qual se pode expressar harmonia, felicidade, beleza, poesia, complexidade, magia, humor, provocação, cultura.” (Ferran Adrià)

Menu 3 – Natal

Mais um post com Menus Natalinos. Receitas deliciosas, tradicionais e feitas com muito amor.

Entrada:

Prato Principal e Acompanhamentos:

Sobremesa:

E não esqueça do tradicional Panetone. Este pode ser servido em qualquer ceia.


Panetone


Meu nome é Adriana Tenchini, natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Sou uma amante do conhecimento e tenho como formação os cursos: Graduação em Eventos, Bacharelado em Publicidade e Propaganda, Graduação em Gastronomia, Graduação em Cozinha Contemporânea, MBA em Administração Estratégica, Pós-graduação em Gestão da Qualidade em Gastronomia e vários cursos extracurriculares nas áreas de eventos, gastronomia, design, web design, terapia holística, esoterismo e outros. Além da minha formação acadêmica, sou produtora de conteúdo, escritora, espírita, terapeuta holística, produtora de laticínios vegetais e mãe.

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“Cozinhar exige atenção, paciência e, acima de tudo, respeito pelos dons da terra. É uma forma de adoração, uma maneira de agradecer.” (Judith B. Jones)

Menu 2 – Natal – Vegetariano

Neste post teremos uma ceia vegetariana. E para aqueles que gostam de carne, não se iludam, uma ceia pode ser muito saborosa e criativa sem carne. Os vegetarianos não comem somente folhas, como muitos pensam por aí.

Entrada:

Patês Veganos

servidos com pão sírio, torrada ou biscoito de sal.

Prato Principal e Acompanhamentos:

Sobremesa:

E não esqueça do tradicional Panetone. Este pode ser servido em qualquer ceia.


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“O prazer dos banquetes deve ser medido não pela abundância de iguarias, mas pela reunião de amigos e sua conversa.” (Cícero)

Menu 1 – Natal

Este é o primeiro menu que indico para a Ceia de Natal. Pratos simples e saborosos.

Entrada:

Prato Principal e Acompanhamentos:

Sobremesa:

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A Salada Caprese é um clássico absoluto da cozinha italiana, conhecida pela simplicidade elegante e pela valorização de ingredientes frescos e de qualidade. Tradicionalmente composta por tomate, muçarela de búfala e manjericão, a salada é finalizada apenas com azeite de oliva, sal e pimenta do reino, respeitando o princípio italiano de que poucos elementos bem escolhidos são suficientes para criar um prato memorável.

Originária da ilha de Capri, no sul da Itália, a Caprese tornou-se um dos símbolos gastronômicos do país. Suas cores. verde do manjericão, vermelho do tomate e branco da muçarela. representam a bandeira italiana, reforçando sua identidade cultural.

Existem diferentes versões sobre sua origem. A mais conhecida conta que a salada já era preparada em Capri quando o rei Farouk, do Egito, visitou a ilha e provou o prato. Encantado, teria batizado a preparação como “Salada Caprese”. Outra versão atribui a criação a um construtor local, inspirado pelas cores nacionais da Itália. No entanto, a única versão com registro histórico documentado indica que a Caprese apareceu oficialmente em 1924, no menu de um hotel da ilha de Capri, consolidando-se a partir daí como um ícone da culinária italiana.

Leve, fresca e equilibrada, a Salada Caprese é ideal como entrada ou acompanhamento, adaptando-se facilmente a diferentes ocasiões e estilos de serviço.

Salada Caprese

Categoria: Acompanhamento / Guarnição, Entrada

Especificação: Salada clássica, salada de proteína, cozinha internacional (Itália), sem glúten, vegetariana

Rendimento: 300 gramas – 2 porções

Tempo de Preparo: 20 minutos

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (150 g – 1 prato de sobremesa): 210 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 160 gramas de tomate em rodelas
  • 120 gramas de muçarela de búfala em fatias
  • 20 mililitros de azeite
  • Folhas de manjericão fresco, a gosto
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto

Modo de Preparo:

Disponha as rodelas de tomate e as fatias de muçarela de búfala de forma intercalada em um prato. Distribua as folhas de manjericão, tempere com sal e pimenta do reino e finalize com o azeite de oliva.

Toques Finais e Sugestões:

1. Observação de porcionamento: A porção indicada refere-se à quantidade sugerida para servir como entrada. Caso deseje ajustar a forma de servir, a quantidade pode ser aumentada ou reduzida conforme necessário. Para orientações detalhadas sobre a composição das refeições e as quantidades indicadas em cada etapa do serviço, consulte o post A Composição do Almoço e do Jantar.

2. Dicas de consumo: Indicada como entrada leve ou acompanhamento, a Salada Caprese funciona bem em almoços e jantares, especialmente quando servida antes de pratos principais mais elaborados ou como guarnição de carnes grelhadas, peixes ou preparações italianas clássicas.

Pode-se usar qualquer tomate (Andréa, longa vida, grape, cereja etc.) ou ainda misturá-los (ex.: longa vida com tomate cereja), explorando diferenças de doçura, acidez e textura.

3. Curiosidades: A Salada Caprese é considerada um exemplo emblemático da filosofia italiana do cucina semplice, que valoriza ingredientes frescos, sazonais e de origem local. Tradicionalmente, na Itália, o uso de vinagre balsâmico não faz parte da receita clássica, sendo uma adaptação mais comum fora do país.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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A origem exata do purê de batatas é incerta, mas sua história está fortemente ligada à popularização da batata na Europa. Uma das narrativas mais conhecidas envolve Antoine-Augustin Parmentier, farmacêutico do exército francês capturado durante a Guerra dos Sete Anos, em 1700. Na prisão, ele consumiu batatas, então consideradas alimento de porcos e erroneamente associadas à lepra, e percebeu seu sabor e valor nutritivo. Após ser libertado, dedicou-se a provar aos franceses que o tubérculo era seguro e delicioso, criando diversas formas de preparo, entre elas o purê.

Registros de receitas começaram a aparecer em livros como The Art of Cookery (1747), de Hannah Glasse, e The Virginia Housewife, de Mary Randolph, nos Estados Unidos. A Irlanda incorporou a batata ao cotidiano culinário de forma intensa, preparando versões com repolho ou couve, enquanto no Reino Unido o purê pode ser transformado em bolos de batata fritos. Nos Estados Unidos, ele acompanha frequentemente molhos de carne e peru.

Hoje, o purê de batatas é um acompanhamento versátil, utilizado também como base em pratos como escondidinho, croquetes, nhoques e panquecas de batata. Nesta versão aromatizada com sálvia, tomilho e parmesão, o preparo ganha profundidade de sabor sem perder a simplicidade que o consagrou.

Purê de Batatas Aromatizado com Sálvia e Tomilho

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Purê, batata, vegetais, cozinha internacional (França), vegetariana, sem glúten

Rendimento: 2 porções

Tempo de Preparo: 40 minutos

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 250 gramas de batatas
  • 70 gramas de manteiga
  • 3 gramas de sálvia
  • 3 gramas de tomilho
  • 50 gramas de queijo parmesão ralado
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto

Modo de Preparo:

Cozinhe as batatas com a casca em água e sal até ficarem macias. Escorra, descasque e passe as batatas ainda quentes pelo espremedor. Em uma panela, derreta a manteiga e adicione a sálvia e o tomilho, liberando seus aromas. Acrescente as batatas amassadas e misture bem. Incorpore o queijo parmesão ralado e ajuste o sal. Caso deseje um purê mais cremoso, adicione o creme de leite e misture até ficar homogêneo.

Toques Finais e Sugestões:

1. Dicas:

  • Sirva com carnes assadas, aves, cogumelos salteados ou legumes grelhados.
  • Para um perfume ainda mais intenso, finalize com folhas frescas de sálvia tostadas na manteiga.
  • Substitua o parmesão por queijo meia cura para um toque mais rústico.

2. Curiosidades:  A França só passou a aceitar a batata como alimento nobre após o trabalho de Parmentier, homenageado até hoje com pratos clássicos como “Hachis Parmentier”.


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Este delicioso prato da nossa querida Minas Gerais tem origem no século XVI com os tropeiros que seguiam em busca do ouro. A comida tinha que ser seca para que não azedasse ao ser transportada no lombo das mulas. Por este motivo, o feijão era engrossado com farinha de mandioca ou ainda com farinha de milho, que era mais abundante durante o período. A palavra tutu é, provavelmente, uma derivação de “quitutu” que significa “papão” na língua africana “banta”, a mais falada em Angola.

O feijão era cozido e adicionado alho, cebola e bacon. Se o feijão fosse preto, era engrossado com a farinha de mandioca. Se fosse mulatinho, a mistura era com farinha de milho. Atualmente, o Tutu à mineira é servido com arroz branco (pilaf), torresmo, couve, angu, linguiça e enfeitado com ovos cozidos.

Tutu à Mineira

Categoria: Acompanhamento / Guarnição, Prato Principal

Especificação: Feijão, Leguminosa, Cozinha Brasileira (Mineira)

Rendimento: 1 hora

Tempo de Preparo: 2 porções

Dificuldade: Fácil

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 100 gramas de feijão roxinho
  • ½ folha de louro
  • 10 mililitros de óleo (ou gordura dos torresmos)
  • 1/8 unidade de cebola, bem picada
  • ¼ de dente de alho, bem picado
  • 40 gramas de farinha de mandioca crua
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto

Acompanhamentos:

Linguiça Frita:

  • 70 gramas de linguiça fresca
  • 5 mililitros de óleo (ou gordura dos torresmos)

Molho de Cebola:

  • 5 mililitros de óleo (ou gordura dos torresmos)
  • ¼ de dente de alho, bem picado
  • ½ unidade de cebola, fatiada
  • 1 pitada de colorau
  • 5 mililitros de vinagre

Couve refogada, torresmo e ovo cozido:

  • 2 porções de Arroz Pilaf
  • 2 folhas de couve, rasgadas e refogadas
  • 1 porção de torresmo frito
  • 1 unidade de ovo cozido
  • 2 ramos de salsinha, bem picados
  • 2 talos de cebolinha, bem picados

Modo de Preparo:

Cozinhe o feijão com o louro na panela de pressão por 20 minutos ou até que esteja bem macio. Deixe esfriar e bata no liquidificador. Doure a cebola e o alho no óleo, acrescente o feijão batido e deixe cozinhar até engrossar. Tempere com sal e pimenta do reino e vá acrescentando, pouco a pouco, a farinha de mandioca para engrossar o feijão, mexendo bem até que fique cremoso.

Acompanhamentos:

Em uma panela frite a linguiça, corte em rodelas e reserve.

Faça o molho de cebola:

Refogue na mesma panela utilizada para fritar as linguiças: o óleo, a cebola fatiada, o alho e o colorau. Deglace com o vinagre e, se necessário, tempere com sal e pimenta-do-reino.

Sirva o tutu acompanhado com Arroz Pilaf, torresmo, linguiça frita, couve rasgada refogada, molho de cebola, salsinha e cebolinha e pedaços de ovo cozido.

Dicas:

1.    Fritar é o método de cocção por calor seco (com gordura). É cozinhar o alimento por imersão em um elemento gorduroso quente até adquirir cor e textura crocante.

2. Refogar é o método de cocção por calor combinado e consiste em fritar o alimento em pouca gordura (selar) e terminar no vapor que dele se desprende, cozinhando em fogo brando e panela tampada ou semi tampada.

3. Deglaçar é colocar um líquido (água, vinho, caldo etc.) em uma panela ou tabuleiro para soltar os sucos do cozimento que ficam grudados no fundo.


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O arroz pilaf é uma preparação clássica, conhecida por deixar os grãos soltos e macios. É o famoso arroz soltinho, muito comum em cozinhas comerciais e presente no dia a dia de muitas culturas. Esse método tem origem na Antiguidade, especialmente na região do Oriente Médio, com forte presença na culinária da antiga Pérsia. Os persas desenvolveram técnicas refinadas para o preparo de grãos, incorporando especiarias e caldos aromáticos, o que influenciou a gastronomia de diversos povos ao longo do tempo.

Relatos históricos indicam que o arroz pilaf foi servido a Alexandre, o Grande, durante um banquete em suas campanhas militares no Oriente. A receita encantou os soldados, que levaram a técnica de volta à Macedônia, contribuindo para sua difusão pela Grécia Antiga. Com o tempo, o preparo foi sendo adaptado por outras culturas, como árabes e hebreus, que incorporaram o arroz e suas técnicas ao cotidiano culinário.

Na Índia Antiga, o arroz já era um alimento amplamente cultivado e consumido, especialmente na região do Vale do Indo. Com o tempo, as técnicas de cocção mais elaboradas desenvolvidas na Pérsia, como o método pilaf, chegaram ao subcontinente e foram incorporadas às tradições locais. Assim surgiu o pulao, uma versão indiana do arroz pilaf, preparada com especiarias aromáticas típicas como cardamomo, anis estrelado e canela.

O arroz pilaf, portanto, representa um elo entre diferentes civilizações da Idade Antiga, ilustrando como a gastronomia serviu como ponte entre Pérsia, Grécia, Índia e outros povos, unindo culturas por meio do sabor e da técnica.

Arroz Pilaf

Categoria: Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Arroz, cereal, Cozinha Internacional (Oriente Médio), vegetariano, vegano,

Rendimento: 2 porções

Tempo de Preparo: 25 minutos

Dificuldade: Fácil

Calorias por porção (130 g): 205 kcal

Imagem Adriana Tenchini

Ingredientes:

  • 1 colher (sopa) óleo de soja
  • 3 dentes de alho, laminados
  • 1/2 cebola cortada em cubinhos (corte brunoise)
  • 100 gramas de Arroz branco
  • 200 ml de fundo de legumes
  • Sal, a gosto

Modo de Preparo:

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue o alho e a cebola até dourarem. Adicione o arroz e mexa bem, até que os grãos fiquem ligeiramente translúcidos e bem soltos. Acrescente o fundo de legumes quente e ajuste o sal. Quando levantar fervura, tampe a panela e cozinhe em fogo médio, sem mexer, até que todo o líquido seja absorvido. Se preferir, finalize o cozimento no forno, com o recipiente tampado, por cerca de 20 minutos a 190–200 °C.

Toques Finais e Sugestões:

Dicas de consumo:

  • Ideal para acompanhar carnes assadas, vegetais grelhados ou pratos com molhos intensos.
  • Pode ser enriquecido com legumes, nozes, frutas secas ou especiarias, conforme a tradição de diferentes culturas.

Curiosidades:

  • O arroz pilaf é uma das formas mais antigas de cocção do arroz, com registros históricos que remontam aos tempos de Alexandre, o Grande.
  • A diferença entre o arroz pilaf e o arroz creole está no modo de preparo, e não nos ingredientes. No pilaf, o arroz é refogado com os aromáticos antes de receber o líquido; no creole, o líquido é adicionado antes dos demais ingredientes.

Cálculo prático para porções de arroz cru:

  • O arroz quase triplica de volume ao ser cozido: 100 g de arroz cru resultam em cerca de 260 a 280 g de arroz pronto.
  • Como acompanhamento: 1/4 xícara (cerca de 50 g) por pessoa.
  • Como prato principal: 1/2 xícara (cerca de 100 g) por pessoa.

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O Molho de Maracujá é muito fácil de fazer e que pode incorporar sabor nas mais diversas iguarias. Um dos pratos mais conhecidos é o Salmão ao Molho de Maracujá. Mas, sejam ousados e experimentem este molho em outras preparações e analisem a resultado.

Gastronomia é isso!! Tentativas e erros… até a atingir o sabor ideal.

Molho de Maracujá

Categoria: Acompanhamento

Especificação: Molhos Quentes

Tempo de Preparo: 15 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: Fácil

Molho de Maracujá acompanhando o Salmão Grelhado com Gergelim. Imagem Adriana Tenchini.

Ingredientes:

  • 2 unidades de Maracujá
  • 1 xícara (chá) de suco de maracujá concentrado
  • 2 colheres (sopa) de açúcar
  • 3 ramos de salsinha, em salpicon

Modo de Preparo:

Retire a polpa do maracujá. Em uma panela coloque a polpa, o suco concentrado e o açúcar. Leve ao fogo alto até começar a ferver. Reduza o fogo e deixe o molho engrossar por uns 5 a 8 minutos. Finalize com a salsinha.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini

Essa receita é muito saborosa e proteica, além de ter lentilhas que “traz sorte” para o novo ano. A receita é da Paula Lumi, do site presunto vegetariano.

Rocambole Assado de Lentilha e Quinoa

Categoria: Acompanhamento / Guarnição, Prato Principal

Especificação: Vegana, Vegetariana

Rendimento: 6 porções

Dificuldade: Média

Ingredientes:

  • 1 xícara (de chá) de lentilha crua
  • 1 e 1/2 xícara (de chá) de água
  • 2 folhas de louro
  • 1/4 de xícara (de chá) de quinoa em grãos
  • 3 colheres (de sopa) de azeite
  • 5 dentes de alho bem picados
  • 1 xícara (de chá) de cebola bem picada
  • 2 colheres (de sopa) de suco de limão
  • 1 colher (de sopa) de orégano desidratado
  • 1/2 colher (de chá) de cominho (opcional)
  • 1/2 xícara (de chá) de aveia em flocos
  • 1/2 xícara (de chá) de farinha de trigo integral
  • Sal a gosto

Para a Montagem

  • 2 xícaras de molho de tomate conforme o seu gosto (para a montagem)
  • 1 xícara (de chá) de purê de batatas conforme o seu gosto
  • 6 unidades de vagem grandes
  • 6 palitos de cenoura
  • Papel Manteiga, papel alumínio ou plástico
  • Óleo

Modo de Preparo:

Coloque a lentilha em uma vasilha, cubra com o dobro de água e deixe de molho por 8 horas. Escorra, lave bem e coloque em uma panela, juntamente com 1 e 1/2 xícara de água e as folhas de louro e deixe cozinhar.

Enquanto isso, coloque a quinoa em uma vasilha pequena, cubra com água quente e deixe de molho por 2 minutos. Escorra lave bem e reserve.

Quando a lentilha estiver quase sem água, retire as folhas de louro, adicione a quinoa, misture e deixe cozinhar até a água do cozimento secar completamente.

Em seguida, adicione o azeite, o alho, a cebola, o suco de limão, o cominho, o orégano e tempere com sal a gosto. Misture bem e deixe cozinhar por cerca de 3 minutos, mexendo sempre para não queimar.

Desligue e acrescente a farinha de trigo integral, a aveia em flocos, misture bem e deixe esfriar completamente, para não atrapalhar a montagem (vai levar cerca de uma hora e meia).

Enquanto isso, prepare o molho de tomate e o purê conforme o seu gosto. Também cozinhe 6 unidades de vagem e 6 palitos grandes de cenoura em água fervente por 5 minutos. Escorra e reserve.

Pré aqueça o forno a 240ºC e coloque uma folha de papel manteiga com cerca de 40cm sobre uma superfície limpa. Distribua a mistura de lentilha e quinoa até formar um retângulo com cerca de 30cmx20cm e aperte bem, ajeitando as laterais.

Dê 2cm de distância da borda e distribua uma camada de purê. Disponha a vagem e a cenoura sobre ele e em seguida enrole o rocambole. Procure deixar o rocambole bem firme, e para isso aperte bem. Unte uma assadeira antiaderente com uma colher de sopa de óleo, disponha o rocambole sobre ela, ajeite as laterais e pincele óleo sobre toda a superfície dele.

Leve para assar por 30 minutos a 240ºC e em seguida retire do forno. Cubra o rocambole com metade do molho e deixe a outra parte para a hora que for servir. Devolva ao forno por mais 10 minutos e está pronto! Regue com azeite para servir.

Dicas:

Você pode fazer a massa de lentilha e quinoa no dia anterior da sua ceia e deixar em uma vasilha fechada, na geladeira, para montar no dia seguinte. Caso a sua massa ficar um pouco ressecada regue com um fiozinho de azeite.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem de Paula Lumi

A receita de hoje foi desenvolvida pela gastronomia molecular, uma das tendências gastronômicas contemporâneas. Mas, a receita também se encaixa em outra tendência contemporânea, o veganismo. Quer saber mais sobre o assunto? Leia o post “O Mercado Gastronômico”.

Caviar de Maracujá ou de Morango

Categoria: Sobremesa

Especificação: Gelatina vegana, Sobremesa Gelad, Sobremesa contemporânea

Rendimento: 50 gramas de caviar

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Imagem de Lounis Aissaoui por Pixabay.

Ingredientes:

  • 1 g de Ágar-ágar
  • 100 ml de Suco de Maracujá ou morango ou qualquer outro líquido à base de água, bem adoçado
  • 200 ml de Azeite de oliva ou óleo de girassol gelado

Modo de Preparo:

Para cada 100 ml de líquido, adicionar 1g de ágar-ágar. A quantidade varia de acordo com a textura desejada: quanto maior, mais sólido ficará.

Levar a mistura ao fogo médio e deixar ferver. Misture para dissolver bem. Para o ágar ativar, precisa de temperatura. Utilizar ainda quente (acima de 45ºC), e ao esfriar começa a solidificar.

Para fazer as gotas, utilize uma bisnaga. Goteje sobre o azeite ou óleo gelado. Recomendo que esteja num recipiente cilíndrico para facilitar o resfriamento da gota.

Peneirar e passar em banho de água para retirar o excesso de óleo/azeite. Manter gelado até a hora de usar. Sirva sobre um manjar branco preparado com amido de milho, leite de coco e açúcar na medida.


Eu sou graduada e pós graduada na área de gastronomia e compilei todos os anos de estudo em apostilas que estou transformando em um livro “Diário da Gastronomia. De Tudo… Um Pouco.” (Para saber mais acesse a página A Gastrônoma, A Autora, A Terapeuta, A Multiface). Através deste site postarei informações importantes que contribuirá para aumentar o conhecimento dos leitores na área de gastronomia A parte teórica pode ser encontrada na páginaConceitos e Teorias“. Quanto à prática, os leitores podem ir treinando com asReceitaspostadas. Todas as receitas foram previamente testadas.


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Uma salada saudável e saborosa acompanhada de Molho Golf. Um molho untuoso e adocicado, super fácil de ser elaborado. Faça em casa!

Salada Mista com Molho Golf

Categoria: Entrada, Acompanhamento / Guarnição

Especificação: Salada

Rendimento: 2 a 3 porções

Tempo de Preparo: 30 minutos

Dificuldade: Fácil

Ingredientes:

  • 140 g de couve-flor
  • 140 g de brócolis
  • 140 g de palmito cortado em diagonal
  • 3 rodelas de abacaxi cortadas em cubos
  • 1 unidade de cenoura cortada em rodelas de 1 cm de espessura
  • 5 folhas de alface crespa cortadas em chiffonade
  • 10 ml de azeite
  • Sal, q.b.[1]
  • Pimenta do reino, q.b.
  • 4 fatias de pão de forma cortados em cubinhos

Molho:

  • 100 g de maionese
  • 100 g de catchup
  • 100 g de mostarda
  • 1 colher (sopa) de conhaque
  • 1 colher (sopa) de molho inglês

[1] Quanto Bastar.

Modo de Preparo:

Cozinhar no vapor a couve-flor e os brócolis. Juntar todos os ingredientes em uma tigela e misturar bem. Em uma frigideira colocar uma colher de manteiga e dourar os cubos de pão de forma para fazer os croutons.

Molho:

Misture muito bem todos os ingredientes. Deixe descansar em temperatura ambiente por cerca de uma hora. Misture novamente e sirva gelado.

Dicas:

Sirva a salada com MOLHO GOLF e acompanhada dos croutons.


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FONTE IMAGEM CAPA: Imagem Adriana Tenchini